Ere uma vez mais uma floresta…

Ere uma vez mais uma floresta…

Faz um bom tempo que encontrei um repórter de uma de nossas emissoras televisivas e dei o mote: a invasão das Mata do Buraquinho. Ele se fez de desentendido. Então fi-lo (epa!) entender: é aquela área ali que fica embaixo das linhas de transmissão da Chesf. Fui mais especifico: na saída do meu bairro Jaguaribe para o bairro da Torre, quase ao lado da  histórica caixa d’água que o bom e competente José Mota Vitor mandou cuidar. Ou melhor: cuidou.

 Agora, sabendo de que se tratava e onde o tratamento deveria ser feito, assim como outros que também ouviram o que este escriba acabou de escrever,  também se  fez de idiota. Se fez não, é um idiota. Por que, afinal, ninguém nunca fez uma matéria a respeito desse crime visto por muitos contra o que restou da nossa ultima reserva atlântica?

 Falei ainda que o local virara uma pocilga e que o esgoto está sendo  levado diretamente para o seio – e todo o corpo – dessa nossa pobre reserva atlântica. Tudo mundo via, mas ninguém denunciava a “tortura” que essa parte da mata vem sofrendo. Ele nada disse. Nem mais nada lhe perguntei. Era inútil. .

Ora, se eles ameaçaram invadir as nossas praias e pouco a pouco estavam cumprindo a ameaça, agora invadiram de vez a nossa Mata do Buraquinho. Tanto que um novo “conglomerado subnormal” – esse é um dos eufemismos mais feladaputa que ouvi/li nos últimos anos – ali se formou.  Mas ninguém fala,  ninguém viu e ninguém ouve o grito de socorro da nossa Mata do Buraquinho.  Olha aí, Vital Farias:  Era uma vez mais uma floresta.

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