ESCREV É A ART DE CORT PALAVR!

ESCREV É A ART DE CORT PALAVR!

Os meus bons e cultos amigos do “texto longo” e amigos meus, muitos bons e alguns ótimos, que me desculpem. Mas, hoje, amanhã e depois estarei cada vez mais vivendo e lendo e curtindo os textos curtos.

Tenho pressa. Todos tem. Mas com isso não estou dizendo que deixarei de lado James Joyce e Thomas Mann e outros dessa escola.  Pausa.   Se faz tempo que os peguei?   E botem (sic) tempo nisso! Mas repito o pedido:  textos curtos, por favor!  

Os textos longos – “ensaios” não valem – ficaram no passado. Sou do meu tempo.  Esse mais passageiro do que nunca. Texto curto. Conciso. Claro,  assim os quero!  Rodeios? Nem com o Almir Sater montado na sua excelente viola. Sentenças longas confundem o leitor não acostumado a esses exercícios literários. Assim, vamos de orações breves e simples.

Por tudo isso, mais uma vez, com as datas vênias dos amigos, estou voltando aos meus tempos de menino-jaguaribe.  Não conhecem esses tempos?  Troco em miúdos: são aqueles do leitor assíduo de Graciliano Ramos, Zé Lins do Rego e Machado de Assis.  Outra pausa. Por que não Jorge Amado e José de Alencar? José Cândido de Carvalho e Zé Américo?

Vamos lá, amigos, curtos, mas nunca grossos!

 Afinal, como se diz por aí que um dia dissera o Drummond, embora ele nunca tenha dito que um dia disse isso, “Escrever é a arte de cortar palavras”.  Tenho feito isso. Ou melhor: tentado.  E vou continuar tentando.

“Escrev é a art de cort palav”.

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