ESSA PANTERA CHAMADA INGRATIDÃO DO AUGUSTO DOS ANJOS

ESSA PANTERA CHAMADA INGRATIDÃO DO AUGUSTO DOS ANJOS

Vez por outra ou uma vez sim outra não, escolham, sobretudo quando estou vivendo/curtindo a minha ilha cercada de livros e discos e filmes por todos os laugusto caricaturaados, deixo cair o meu Mario Quintana de lado e, não resistindo ao apelo, do outro lado pego o sempre por perto Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos.  Quem é esse? Ora bolas! O nosso insuperável Augusto dos Anjos, esse que se na Bahia tivesse nascido, seria Santificado pelos baianos!

Agora, como em outras vezes me acontece, foi a vez do seu – um dos mais belos de toda história da nossa Flor que bem poderia de tão bela que é, ser a primeira do Lácio – Versos Íntimos. Uma beleza, não?! O poema, como não poderia deixar de ser, está “imortalizado” no seu único livro, esse pessoal como nenhum outro na história, batizado simplesmente de EU, isto é, ele, Augusto.  O velho (1912) poema continua mais atual e belo do que nunca. E olhem que o poeta estava apenas com 28 anos.

Duvido que o leitor seu – dele – não tenha na cabeça os versos e o ritmo dos seus primeiros versos, naquele galopar belo característico, enquanto bebe  as  suas ricas rimas, como o melhor dos vinhos, numa taça própria e preferida! Uma beleza!

- “Vês! Ninguém assistiu ao formidável/Enterro de tua última quimera/Somente a Ingratidãoesta pantera/Foi tua companheira inseparável”!

Nem preciso ir até ao “Toma um fósforo. Acende o teu cigarro”. Todas às vezes, mesmo sem querer mas querendo, que bebo esses verso, embora amargos, paro no  “Somente a ingratidão – esta pantera/Foi tua companheira inseparável”.

Acho, sinceramente, que o uso aí desse “formidável”  por muitos não entenderem que o seu uso nada tem de “excelente, colossal ou extraordinário”, mas como “terrível, pavoroso”, deixa muita gente a se perguntar porque esse “enterro” foi tão maravilhoso. Ora bolas!  Enterro nada tem de maravilhoso. Acho, realmente, assim costumo dizer, arretado. Mas, afinal, esse “enterro” cantado dessa forma tão pessimista, foi mesmo de quem?” Dizem por ai que do  cheio de classe “Senhor Parnasianismo”. Dizem. Porém e ai, porém, por favor, não peçam aqui para tecer comentários a respeito do “defunto”. Não farei, e mudo de parágrafo.

Ah, mas foi a ingratidão, essa Pantera, que me levou a mergulhar nos versos íntimos – nada de íntimos, públicos! – do Augusto dos AnJos. A INGRATIDÃO! Falei umas – eu disse “umas” – vezes por aqui e cansar de falar mal da  INGRATIDÃO nunca hei de.  Acho  essa “ingrata” (sic) mais feia do que a PANTERA escolhida pelo poeta para defini-la.

Pois é, meus amigos, fico por aqui com Augusto e, se Deus quiser, cada  vedz  mais distante dos ingratos e dessa…Pantera? Não!  Dessa desgraça!

Uma boa quarentena para todos. Isto é, se “todos” aguentarem!

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