essas coisas que acontecem  e a gente nem aí está para o acontecido

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POR QUE ESCREVO ?

HUMBERTO NO ESCRITÓRIO

1 - O escritor e poeta cearense Mario Silveira, “entregando” como um de seus bons poemas foi escrito, disse num deles:   “Escrevo um poema como uma criança diz “eu te amo” quando na verdade nem sabe que diabos é amor”.  O nome do poema? “Para não morrer de silêncio”.

Assim, como se estivesse sacando mais rápido que o mais rápido dos pistoleiros do velho oeste americano, lembrei que o nosso excelente poeta Políbio Alves, numa de suas sacadas poéticas espetaculares, em só verso fez essa beleza de poema (sic): “Escrevo para não morrer de silêncio”.

B- Um dos mais belos motivos que li nesta minha tão curta vida – Somente a arte é longa. – sobre o porquê de alguém, seja esse poeta ou não, simplesmente escrever.  

Por que escrevo?

Um dia perguntaram, assim como perguntaram inúmeras vezes ao Poeta do Varadouro, porque este MB escrevia. Ah, sei lá!  Respondi.  Em seguida, disse que escrevo porque as palavras ficam atravessadas na minha garganta e, se não as expulsá-las de lá, morro sufocado. Disse mais: não escrevo para agradar a ninguém (ninguém aqui é nome próprio). Nem aí eu estou. Uma vez que até não raras vezes o que escrevo não me agrada. Mas e daí?

 

DAPENHA E A RUA VESTIDA DE PRETO

rua dapenha ceu pluralE   – O meu bom irmão Dapenha, sempre bom e bem-humorado, em uma de suas costumeiras e recentes visitas a este MB, não me chamou para ver o sol, como fizera um dia o excelente compositor Cartola. O chamado, dessa vez, por incrível que possa parecer foi para ver a rua. Disse a rua.  A lua, não. Essa eu vejo todos os dias, sem que alguém precise chamar a minha atenção.

 – Vens até aqui, bicho! Olhas só que beleza!

R - Os meus olhos acostumados com as belezas que desfilam no meu jardim, beija-flores, bem-te-vis e bem-amadas flores, nem aí estavam para a rua vestida de preto.  Foi isso o que aconteceu:  o asfalto chegou e vestiu a minha rua de uma roupa parecida com aquela que os agentes secretos americanos usam, e ainda cobrem os rostos como terríveis óculos escuros. O asfalto chegou lindo como a pele macia de oxum, como diria – disse no seu Samba da benção – o poeta Vinicius de Moraes.

 T –  deixando de lado a escuridão que o asfalto nos traz, sobretudo durante o dia, uma vez que a noite dessa – a escuridão – ela não precisa, é sua roupa única que tira somente nas primeiras horas do dia, tenho que reconhecer que a rua, embora a preferisse descalça, pés no chão, ficou bonita mesmo com o seu sapato preto.  Dapenha –  nada de espanto. –  viu bem como poucos são capazes de ver.dapenha sorrindo no rio PICASA

 

 

 

 

SEGUNDO TURNO

segundo turno

O -  Terminado o primeiro turno dessa eleição que parece não ter acontecido, sem graça e entusiasmo, os agora os “donos” dos currais de ovelhas premiadas com troféus pelo bom comportamento, como dizem por aí, irão liberar os seus – deles –  rebanhos ou mantê-los presos aos novos patrões que passaram para o segundo turno. Ambos, na verdade, não passaram comigo. Ambos, ainda, podem ser condenados pelos seus passados. Esses os condenam.  

Mas não entrarei no mérito da condenação. Não é do meu feitio meter a minha colher em briga onde nada existe de marido e mulher. Nem mesmo quando esses existem.  Votei no primeiro turno com aquela sensação de que estava escolhendo um candidato   nascido e criado no Paraguai, considerando o “folclore ” que grassa por aí, de que todo o produto fabricado no Paraguai vem com o selo “paraguaio”. Votarei no segundo turno ainda com aquela sensação de não estar escolhendo o melhor. Ou não votarei. Os dois tem o mesmo peso e medidas. A balança está equilibrada.  Mas os balanças se desequilibram na hora de escolher aquele que julgam ter as botas mais brilhantes. Não limpas, brilhantes. Apenas.

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