Essas coisas sobre Chico Buarque, Pedro Osmar, Políbio Alves e coisas outras!

Essas coisas sobre Chico Buarque, Pedro Osmar, Políbio Alves e coisas outras!

O dia parece amanhecer diferente de outros. Tudo a mesma coisa. Mas, pensando bem, nenhum dia e igual a outro. Assim como um homem nunca amanhece o mesmo homem.

O papo matinal é com o teatrólogo, poeta e romancista J.M.Victor. Papo sem muita pretensão. Sempre. Mas sempre também eivando de histórias cheias de referências literárias e poéticas. 

Sem o tempo ideal para ler o jornal da manhã, pois para isso também requer tempo e, se não bastasse, prazer, ele mostra a notícia do dia: “Políbio Alves viajará à Franca para lançamento do seu livro”.

Desperta a minha curiosidade a manchete em letras garrafais. Pausa. Nunca mais usei tal palavra: “garrafais”. Essas, as palavras, lembram o meu “cachorro engarrafado”, esse que nos fins de semana, por puro prazer, concedo-lhe a liberdade.

 Mas, sem o inesperado da surpresa, vou ao subtítulo e descubro que a chamada é para o seu excelente livro de contos de Políbio Alves, “O que me resta dos mortos”.

O meu amigo/irmão, muitos também sabem, é sem dúvida um excelente poeta. Mas, aqui não posso esquecer, e lembro aos amigos: no conto ele é insuperável. E que contista!

O dia segue lento, sem pressa, passageiro usando o Uber com destino certo e sabendo o quanto pagará no final da corrida.

Agora é sobre a Roda Viva do Chico Buarque. Não assisti a peça Roda viva. Não tinha idade nem tesão para assistir a história da ascensão e queda de Severino (Bem) Silva (Silver). Corta? Corto!

Manhã, logo cedo, anda na minha feira de quarta-feira do meu bairro Jaguaribe, a Rosa me entrega o livro de George Glauber, “Jaguaribe Carne: experimentalismo na Musica Paraibana”.  Uma ótima edição numa produção ótima de Rosanna Chaves. É a primeira coisa que digo. Um livro bonito e gostoso de ler.

Mas, para este Malabarista de palavras, eterno morador do seu bairro Jaguaribe, a sua República  Independente, confesso gostar mais (o trabalho de pesquisa musical é ótimo) da parte em que “fala da gente”.

Não é difícil descobrir que “gente” é essa. São todos os “meninos de Jaguaribe” que viram nascer o bom “guerrilheiro cultural” Pedro Osmar, filho de Osias e Isabel. Acho a sua – dele – história arretada. Se Pedro é inconformado com tudo e não raramente com todos? Não fosse assim não seria o Pedro Osmar.

Tenho corrido. Taxi livre numa tarde de domingo, ninguém nas ruas, nada no bolso ou nas mãos. E sem o “Sol” nas bancas de revista. Tudo para colocar em dia a leitura. Repito: tenho andado livros atrasados em minha vida.

 Penso no filho. O único. Esse é aquele que vai levar os meus netos ao rio da minha infância. O Jaguaribe. Nele os netos beberão da   água que bebi um dia!  Mas uma água diferente daquela. Afinal, ninguém bebe água duas vezes no mesmo rio.

 Acreditem. Tenho feito o possível para melhorar como pessoa humana.  Um projeto? Nada disso: uma certeza de que somos um projeto de Deus que não deu certo. Não adianta: não acertamos uma!

O dia se despede. Vem a noite. A luz? Não sei para onde ela vai quando a noite chega. Não me interessa saber para onde ela foi. Estou aqui. E a luz que preciso não vem de fora. Nenhuma dúvida: mesmo que muitos não queiram, somos todos iluminados!

pedro osmar familiapedro osmar políbio(smota e humberto livrohumberto e erlandsson no hospital) Em tempo: achei tão arretado o discurso da ex-presidente Dilma no Dia do Soldado, que decorei sem menor esforço: “Ser soldado é não ser sargento e também não é ser cabo, porque o dia do soldado é também o dia da viatura e atrás da figura do soldado tem um personagem escondido que é um fuzil”.

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