essas palavras antes que se desmanchem no ar da indiferença

essas palavras antes que se desmanchem no ar da indiferença

##- Manhã de sexta-feira, 15 de novembro, feriado. Dia da Proclamação da República.  A Rosa e eu seguimos para a cidade de Natal, que fica logo ali. em linha reta, 152 km; na “cheia de curvas”, como sempre acontece, 182km. Tá no Google.

 

##- Fazia um bom tempo que eu não ia à terra de Oscar Schmidt. A Rosa, creio, menos. Por que o nome de cidade Natal? Ora bolas, tá na cara e na história. A cidade foi fundada no dia 25 de dezembro de 1599. O seu – dela, da cidade – cartão de visita? As praias natalinas, famosas por aqui e alhures. Mas e daí, 1berto, o que tens a dizer sobre essas?  Sujas e feias!  Horríveis! Natal tem mar, não praias. Essas são tomadas pelas águas. E, se não bastasse, por banheiros erguidos à beira-mar e barracas velhas e sujas e feias. Horríveis são as praias natalinas!

 

##- A conclusão é que a pior – não temos, não temos – das nossas praias é melhor que a melhor lá deles. Decepção! Conheci essas praias em tempos outros, quando ainda não existiam banheiros armados à beira-mar.  Uma podridão! O banheiro?! Quatro estacas velhas enroladas em plásticos de sacos velhos de – claro – plástico. A praia? Essa é a do Meio. Mas, data vênia, as da pontas também são feias como a Biscoito do Chico Anysio. Ah, também sujas. E muito! O abandono. Essa é a marca que em nossos olhos fica.

 

## – Mas, se pulei de parágrafo, foi para falar das coisas boas que vivemos em Natal. A primeira delas, como não poderia ser diferente, foi a companhia da Rosa.  Outras não tão boas, mas considerável, o passeio e a hospedagem.  Entretanto, como nada é perfeito, o hotel de uma estrutura espetacular, cujo nome acho por bem olvidar, pois nos trataram maravilhosamente bem, afinal, pagamos e muito bem, comete erros imperdoáveis.   Exemplos?! Abrir o restaurante para o público em geral encher a pança nas primeiras horas da manhã!  Mais? O natal boa doisestacionamento, privado, onde os hospedes deixam os seus veículos e muitos os pertences, aberto também. Irresponsabilidade das grandes! Mas no final, entre o público e o privado, escapamos e muito bem.  Um final de semana excelente. Natal é uma cidade de apenas dois dias, concluímos, mais que isso é tédio.

 

## – Não posso dizer que fui próximo da jornalista Lena Guimarães. A conheci aluna do curso de Direito, sentada numa cadeira um pouquinho mais além. Batíamos uns papos rápidos. Lembro.  Trivialidades. Nunca, porém, sobre a matéria em que ela dominava melhor que o Direito. Sobretudo em se tratando de Processo Civil. Lembro.  PhotoEditor_20191001_143421277Nada a estranhar. Todos sabem que o Processo Civil é a base – podemos dizer assim – de todo o Direito. Sabendo-se bem o “Processo”, acha-se rapidamente o culpado ou inocente. Pois é. Lena, se a memória não me falha, era editora do Correio da Paraíba, e este MB colunista por aí. Estranhava o nome de “Regirlene Rolim Guimarães”, chamado na sala de aula. Regirlene… Tempos depois, embora estudando juntos por um bom tempo, soube que esse era o nome de batismo da boa jornalista Lena Guimarães. Só me resta pedir muita paz para ela. Sem dúvidas, deixou o seu nome escrito na imprensa da terrinha.

 

## – Tom Reis. São poucos os colegas de trabalho ou fora dele que conhecem a serenidade e fidelidade amiga desse sujeito singular. Eu conheço. Tudo que ele fala ou pensa está no Tom certo. As suas IMG-20191119-WA0003considerações sobre a vida e o mundo merecem sempre uma reflexão para aqueles que conhecem esse Tom como eu conheço. Afinal, muitos não sabem, são mais de três décadas de conhecimento e amizade. Tom Reis é um cara capaz de dar uma boiada para não entrar numa briga, desde que essa não seja uma “briga dele”, mas, sendo dele, entrando, oferece o restante da boiada, duas ou mais, para dela não sair. Um sujeito irascível? Nada disso:  de paz. Vive a anda com essa dentro do peito.  Sabe defender os seus pontos de vista, mas respeita sempre os alheios. Musicalmente, uma lembrança que não se pode deixar de lado:  está sempre antenado com as melhores notas, e afinado com os seus criadores. Caetano, Cazuza, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Gonzaguinha, Renato Russo, Cássia Eller, Maria Bethânia e outros bons, para não irmos além, são ídolos que tem muito a ver/ouvir com ele. Tom é um sujeito de predicados que o enaltecem. Outro dia, sem a pressa que nos leva à imperfeição, o descreverei melhor para vocês.

Em síntese: um amigo.

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Um comentário

  1. Humberto! Vc brinca mesmo com as palavras. Crível esse texto só me orgulha ter um AMIGO como você.

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