Essas palavras cheias de silêncio…

Essas palavras cheias de silêncio…

@ – nunca antes em tempo algum declarei o meu voto dias antes de meter o meu voto na urna. Pausa. Ah, declarei sim. Mas isso foi num tempo que não  faço mais questão de lembrar. Nesse dia eu disse para quem quisesse ouvir e muitos que faziam “ouvido de mercador” que o meu voto seria de um candidato que tinha tudo para ser o maior estadista deste pais de ex-crotos: Lula. Isso mesmo. Um dia não muito distante votei em Lula. Eu disse votei. Mas e aí, alguém pode até me perguntar, em que tu vais votar? Insisto na velha tecla. Tenho o meu candidato a Deputado Estadual. Federal? Acho que tenho. Governador? Nenhuma dúvida. Senador? Também não. Sei em quem “não vou votar”. E presidente, para ser sincero, nem um dos dois.

 @ – tenho andado numa fase de cair pelas tabelas do sentimento. E não adianta deixar aqui escrito o motivo dessa fase que ando. Um dia escrevi aqui mesmo que a dor não se divide. Continuo com o mesmo pensamento e  escrevendo o mesmo. A  dor não se divide.  Essa, sem esse S, é propriedade privada. A minha dor é única. Assim como a dor daquele que dizem e pregam por aí que morreu na cruz para nos salvar. Não duvido. Mas acredito que a dor maior tenha sido de sua – Dele – mãe. E nada de alguém bem humorado dizer que a mãe sente uma dor  maior pela perda do filho por ser a única que se “abruma”.  Hoje o meu peito é estilhaços! Apenas!  Mas dizer o porquê da minha dor não preciso. Não direi.

 @- em tempo de eleição e não raras vezes fora dele é quase impossível falar com um deputado, senador ou governador. Seja ele candidato a reeleição ou não. Seja candidato de primeira viagem ou não.  Conheço alguns políticos – pouquíssimos –  que não deixaram que a corrupção tomasse conta de sua casa – corpo e mente –  e parentes seus. Esses todos corruptos ou candidatos a isso. Acho interessante que esses poucos que conheço, mesmo sabendo a minha não condição de “cabo eleitoral” ou outro catador de votos de patente outra, retornem a ligação que este MB faz para eles. No entanto, como como aqui deixo declarado, tenho alguns amigos – ou quase – que são assim. Os outros tem políticos. Vereadores, deputados e senadores.

 @ – mexo nos meus velhos livros e me deparo com o livro referência de Eduardo Galeano. “As veias abertas da américa latina”. Todos tinham que ler essa sua “obra visceral”. Assim mesmo. Lia em tudo que era canto que aqueles que que não leram as “Veias” do Galeano eram filhos do padre. Isso para não dizer que eram filhos da “outra”. Li-o de uma só tirada. Faz três anos que Eduardo trocou de roupa e foi morar noutra cidade. Era um excelente frasista o uruguaio. Mas gosto um bocado do que ele disse a respeito dessa obra aos jornalistas, durante a 2ª Bienal do Livro de Brasília:  “Eu não seria capaz de ler de novo. Cairia desmaiado. Para mim, essa prosa da esquerda tradicional é chatíssima. Meu físico não aguentaria. Seria internado no pronto-socorro”. Acho que também não conseguiria. Não consigo. Fala mais, Eduardo: “Vivemos em plena cultura da aparência: o contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus. “ 

@ – nem sei se isso é ainda “miolo de copo”. Pode até ser. Mas nesse exato momento não posso pensar em coisas mais sérias. A vida me pede calma. As vezes tenho. Outras, essas  mais que  essas que calma eu tenho, nem tanto assim. Não consigo atracar o meu barco de lembranças no porto do esquecimento. Tudo faço.  Conto tantos carneiros à noite que o mais rico do criadores não poderia imaginar um dia possuir toda essa “carneirada”. Não adianta! Todos os carneiros que conto pulam a cerca da minha memória e voltam pela porteira aberta da lembrança. Tudo também porque não me lembro de fechar a porteira da memória. Uma merda. Duas. Três. Mil.

Incontáveis merdas quando me descubro assim.

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Um comentário

  1. Indiscutivelmente, esse seu texto estará na galeria dos melhores! Esta sua dor subjetiva, que tem motivado outras dores e conhecida pelos seus mais íntimos, corrobora para esta minha convicção! Você tem o dom inexplicável de nos induzir, à participação em suas alegrias e tristezas! Capacidade para poucos! Bjs e que Deus esteja sempre em sua trajetória de vida!

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