essas pessoas nefastas nos tempos do corona

Acho mesmo que foi esse excelente compositor baiano quem colocou a palavra em evidência. Digamos assim. Fazia tempo que não ouvia alguém falar em “pessoa nefasta” ou ato nefasto outro. A pessoa nefasta do Gilberto Gil veio a calar. Assim mesmo. Não estou escrevendo nem pretendo dizer a “calhar”. Veio a calar àqueles muitos que ao chegarem perto da gente nos causam calafrios. Tem pessoas assim. Acreditem.

A palavra nefasta, Gilberto Gil sabe muito bem e outros ainda mais, os especialistas na língua, designa um sujeito prejudicial, nocivo, que acarreta danos. Vem do Latim nefastus ou nefarius, “vil, mau”, de nefas, “contrário à lei moral ou divina”, relacionado a nefari, “não falar”, formado por ne, “não”, mais fari, “falar”. Ou seja, algo que não deve ser falado, narrado ou citado.

Os romanos tinham em seu calendário uma lista de dies nefasti, “dias nefastos”, nos quais não se podia fazer nenhum contrato comercial, tomar resoluções pessoais, declarar guerra e outras decisões importantes, por serem azarados e impedirem um bom resultado. Nem é preciso ir muito longe para definir o que vem a ser essa palavra nefasta (epa!).

Eu gosto da pegada e o uso da palavra na música de Gilberto Gil. Pessoas nefastas.  Essas pessoas quase sempre são contra o bom senso e torcem para que esses que são donos dele quebrem a cara na primeira trombada com a vida. Se eu conheço pessoas assim? Poucas, graças a Deus, poucas. Mas o suficiente para fazer com que este MB as deteste.

Também se pode sentir a presença dessas pessoas pelos fluidos que o espírito de quem nesse acredita faz ade tudo para delas se afastar. São perigosíssimas! Tudo que o sujeito faz tendo uma pessoa dessa ao lado dará errado. O remédio? Fazer o possível para fazê-la passa despercebida, assim como uma chuva passageira que cai e não é capaz de nos molhar. Passou! Dar-lhe aquele ar de indiferença que sempre nos acomete quando o acontecido nada tem a ver nem ouvir nem falar com a gente.

Acho mesmo arretado. Acho também, como lembra um amigo esse meu gosto pela palavra, BACANA o conselho dado (cacófato, não?) Pelo compositor à pessoa nefasta: “Reza/Chama pelo teu guia/Ganha fé, sai a pé, vai até a Bahia/Cai aos pés do Senhor do Bonfim/Dobra teus joelhos cem vezes/Faz as pazes com os deuses/Carrega contigo uma figa de puro marfim”.

Posso repetir? Obrigado: arretado!

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