ESSE HOJE ESTRANHO NO NINHO…

ESSE HOJE ESTRANHO NO NINHO…

Tô assim. sem tirar nem por. Não tenho mais idade para descobrir novos filmes. Esses em especial. Todos os dias saio por ai procurando algo que preste para espalhar por esses olhos curiosos. Difícil encontrar. Muito difícil. Por isso mesmo não posso negar que os filmes novos – comumente – não são bons e os velhos estão cada vez melhores.

A Rosa tem sido um belo e competente termômetro para esses olhos curiosos. Isso mesmo. Ela tem sido a minha primeira investida quando se trata de assistir a novos filmes que, como acabei de dizer, quase sempre não são bons. Hoje não vai ser diferente. Entre os meus velhos e bons filmes vou revisitar o bom Um Estranho no Ninho, lançando no ano de 1975, e assistido por esse MB no então moderno Cine Municipal.

O Cine Municipal é aquele que hoje foi comprado pela Igreja Universal. Acho que foi ela mesma. Nada de “igrejinha”. Uma igreja poderosa o suficiente para construir um templo maior que o estádio do Maracanã e cobrar entrada – é verdade, acreditem – dos fiel para conhecer um estádio vazio. Não duvidem. Temos um bom exemplo dessa riqueza na Epitácio Pessoa. A nossa  avenida mais famosa. Mas creio que, nesse, a entrada deve ser gratuita. Ei disse “gratuita”. Não “gratuíta”, 

Pois é. Irei rever as caretas de um artista que sempre exagerou – hoje mais ainda –  na careta necessária ao seu papel. Nunca iria ser o ator Jack Nicholson um “careta”, Nem um Jean Claude Van-Damme que só tem em duas caretas (expressões?): uma de cabelos compridos e outra de cabelos curtos. Ou   um Sylvester Stallone com uma boca torta para um lado e a outra de boca fechada.

 Assistirei um Jack Nicholson no papel do excelente Randle Patrick “Mac” McMurphy, um dos  melhores de sua longa e artística vida. Reverei Louise Fletcher (excelente!) encarnando a terrível e temível Enfermeira Ratched, um dos maiores vilões da história do cinema. Os Oscar que o filme “abocanhou” foram merecidos. Todos os cinco.  Filme, Diretor, Ator, Atriz e Roteiro. Ah, o filme é de Milos Forman.   

O filme é velho e bom. A arte nunca envelhece. Assim como o tempo que não para.  Pausa. Mas esse Jack Nicholson – pelo amor de deus! – que espalhei aqui, deixando o cartaz do filme para um segundo plano, envelheceu e perdeu a graça. Mais ainda se isso não bastasse, perdeu o bonde e esperança de voltara ser aquele outro dia: a cocaína o destruiu.

um esranho no ninho

 

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