Esses meus hábitos que nunca foram manias!

Esses meus hábitos que nunca foram manias!

Hábitos ou manias ?  Calma!  Com a permissão de Jack Estripador, vamos por partes.

Começo estas mal-traçadas dizendo que as minhas costumeiras visitas as feiras públicas e livres como aquele carro que atropelou e matou o bom rapaz,  uma, duas ou mais não podem ser consideradas “manias”. Não são manias. Digo, bato no peito e reconheço a firma: são  hábitos.

Mania seria se a feira fosse mais importante que o meu colorido olhar que se espalha pelas frutas ali repousadas e verduras que duram menos que esse meu olhar.  O habito é sadio e normal. A mania e doentia e anormal.  A mania é isso mesmo com ph de pharmácia. Para o sujeito dela se livrar é soda!  O hábito não. É muito mais fácil. Se tenho manias? NÃO!  Tenho hábitos.

A minha mãe dizia que mais que hábitos, alguns cultivados até hoje, eu tinha mesmo eram “lundus”.  E não pensem que essa palavra por ela usada tinha algo a ver com aquelas canções populares inspiradas em ritmos africanos. Essas que foram introduzidas na terra de Fernando Pessoa e terra outra de Pixinguinha.  Desse lundu ela de nada sabia.

O lundu a que se referia quando dizia ter este Malabarista de Palavras os seus, isto é, os meus, era “amuo”. Pausa. Não adianta procurar o que vem a ser isso. Todos sabem. Acho. Sei ainda que mais importante que o significado do lundu é a certeza de que mesmo não se sabendo o que vem a ser isso e  que, mesmo sem esse saber,  um dia esse  lundu  sentiu. Complicado, não? Também achei.

Se comecei falando em manias e aqui e agora estou falando em “lundu”, é porque sinto que a minha tinha razão quando dizia ter esse Malabarista de Palavras os seus – meus – lundus. Um exemplo? Acabei de dar – sem cobrar nada – dois ao colega que um tempinho só passou na minha sala de trabalho.  Esses mesmos que darei pra vocês no próximo parágrafo.

Sem ter um só porquê para melhor explicar para vocês,  por isso não posso explicar, deixei de ir ao barzinho que fica perto da minha casa e, hábito dos hábitos, não uma mania, tomar café com inhame e carne de boi guisada na barraquinha do mercado que   também da minha casa próximo fica. Como foi? Simples. O lundu gritou mais alto: não irei mais. E não fui.

Assim fica ratificado  o “amuo” sobre o qual a minha mãe nunca falava mas sabia o que era.  Nunca mais ali fui!  Nem em um nem no outro. E olhem que esse lundu –  em relação ao primeiro –  faz mais de 03 anos! O segundo? Ah, o cafezinho? Esse ainda vai fazer um ano no próximo mês. Por ai.  Vou comemorar. Lá não. Comigo.

Fazer o quê? Minha mãe tinha sempre razão: são os lundus!

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