Esses sonoros e belos títulos do Lobo Fausto Wolff

Esses sonoros e belos títulos do Lobo Fausto Wolff

Amanheci com títulos na cabeça.   Muitos. Barão, duque, visconde… Conde? Não. Títulos de livros. Os mais bonitos na minha plural opinião.  Alguns estão diante destes olhos curiosos.  Outros. Muitos, apenas na imaginação. Melhor: memória.

 Disse outro dia, e agora repito: existem títulos de livros melhores que os próprios. Algumas – dos livros – histórias não valem o título. Falo em TITULOS com letras maiúsculas. E, entre esses, todos maiúsculos, lembro-me de títulos tão bons – muitos excelentes – quanto o conteúdo, batizados pelo saudoso Fausto Wolff. 

Para a alegria deste Malabarista de palavras, tive alguns contatos, via imeio e telefone, com o amigo Lobo, criador do fescenino Natanael Jebão. Na época, lembro-me bem, ainda tenho alguns imeios na minha “caixa de endereços”, escrevendo para o Segundo Caderno do JB, para a minha surpresa e alegria, Fausto me pediu para enviar a sua editora, algumas mal-traçadas deste Malabarista de Palavras. Não as enviei. Mas deveria.

Mas, sem entrar nos detalhes e entrando, são os títulos de seus livros – muitos! – que me pegam de jeito.  E Fausto, por mais que alguns poucos queiram negar, era um craque na matéria. Poeta e pensador e romancista e cronista e isso e aquilo outro. Todas. Sem esse S. Um título, por exemplo, como “O Campo de batalha sou eu”, é para trazer a paz para qualquer desesperado olhar. Acho esse titulo arretado de bom! 

E o “O acrobata pede desculpas e cai”?

Um título que ao vê-lo pela vez primeira, isso faz tempo, deixou-me equilibrado entre a poesia e o excelente humor do qual era dotado o inesquecível Natanael Jebão. Pausa. E que ninguém se espante com os adjetivos. Também me espantei. Logo que eu faço o possível para não usar esse “caracterizador” de gente e coisas.   Entretanto, diante de títulos assim, qualquer adjetivo no sentido de qualificar o citado para “melhor”, pega muito bem.

E “Matem o cantor e chamem o garçom”? Esse é o de uma musicalidade mordaz, por mim n nunca antes vista na história de títulos deste país.  Sem contar os seus ”Sandra na terra do antes”, “O lobo atrás do espelho” e “Cem poemas de amor e uma canção despreocupada”. Títulos sonoros e gostosos de ver/ler. 

Tem ainda, esse é outro eu cito de memória, pois faz parte da minha coleção faustowolffiana, muitos desses pelo mesmo a este Malabarista de palavras enviados, de uma sonoridade e sorriso no rosto sempre que o releio: “O dia em que comeram o Ministro”. Tá bom. Fico por aqui com o único titulo que tenho: Malabarista de palavras.

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