estou esperando os outros que operam ações para ver a caveira do povo

estou esperando os outros que operam ações para ver a caveira do povo

Nunca fui um leitor contumaz das histórias contadas no Livro sagrado. Conto mais.  A Bíblia era lida por este MB como um bom livro e bem escrito livro sobre as histórias que a minha mãe contava aos pedaços.  Uma história entre as muitas contadas por ela?  A lua era de Sãocalvario um Jorge e  somente alguém nela pisava com a licença de Deus.

 Eu acreditei tanto nessa história contada por ela que um dia também contei a minha numa letra musicada pelo irmão/amigo Gil de Rosa. A história dessa lua que não pode ser pisada sem a licença do pai é dela. Acho mesmo que ela nunca leu a Bíblia. E por não saber ler a minha mãe sabia coisas que os livros não ensinavam.  E por isso mesmo nos ensinou coisas que nenhum escritor ou livro sagrado seria – nunca será´- capaz de contar.

Agora lembrando essas coisas da Bíblia tenho percebido que a palavra “Calvário” está na moda. Operação Calvário. Nem estava aí para a palavra nem para o tipo de operação que esse nome leva. Só sei que no livro sagrado que li ainda nos meus tempos de menino-jaguaribe a palavra “Calvário” nela aparecia apenas uma vez. Mateus. Acho que foi ele.

Li a Bíblia de cabo a rabo naqueles tempos. Um livro – respeito Ele merece – bem escrito e cheio de histórias bem escritas.  Lembro-me de tudo. A memória as vezes é uma faca de um gume só. Se o sujeito vacilar comete suicídio. Outras é uma viagem –  um voo – sem asas em direção ao inimaginável. 

As prisões estão aí ameaçando os que não sabem viver honestamente em liberdade. São muitos os candidatos a cela especial. Celas. Eu daqui do meu anonimato não apenas espero o circo pegar fogo. Não quero. E se não quero é porque sei da minha responsabilidade nesse espetáculo. Não como palhaço ou domador de feras não vacinados contra a corrupção. Mas como um de seus donos.

Infelizmente o Zé Povinho entra nesse circo como um palhaço que esquece no momento do riso o fim da piada. Não estou de camarote. Estamos na arquibancada porque os senhores da corrupção compraram os seus assentos em camarotes especiais com o nosso dinheiro. Se estou vibrando com as prisões que não são para alguns tão Calvário assim? Ora bolas! Se depender desses que pagaram pelo pato que não comeram as suas – deles – caveiras querem ver.

E, quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Foi o Lucas. Eu digo que o Cristo em que acredito não merecia ter ao seu lado esses maus exemplos. Dois sacanas. E não me interessa se um é do bem e outro do mal. Sacanas como esses que mesmo usando os seus nomes ou usando laranjas nos sacanearam não merecem perdão.

Gestas (esse costumava matar viajantes, mulheres e crianças, pendurava suas vítimas de cabeça para baixo, as mulheres lhe cortavam os seios e as crianças ele bebia o sangue. Gesta tinha predileção por sangue de crianças) e Dimas (roubou APENAS livros em Jerusalém despiu a filha de Caiafás) são dois sacanas. Todos sabem. Dois ladrões. Dois sacanas. Dizem que um “bom”. Outro “mau”. Tem isso não. Nenhum ladrão é melhor do que outro. E  não existe “ladrão bom”.`Ponto final ? Ainda não.

Agora divaguem comigo: Dimas apenas roubou livros e apenas também “passou” – a Bíblia não diz assim – a filha de Caiafás. Apenas por isso se lascou dos pés à cabeça: foi crucificado. Eles queriam ver a caveira -não esquecer que foi na (colina) Gólgota – dele e viram. Tão divagando? Pois é. Pensem então no que esses larápios e sacanas e pulhas fizeram e – acho que será por aí – passarão apenas alguns dias ou meses na cadeia? Muito pouco. Pouquíssimo.

 Aqui da minha janela vejo passar a corriola de excelências e ilustríssimos senhores pelas telas dos meus olhos.  Sei que outros passarão e nós que vivemos sendo explorados por essa súcia continuaremos passarinhos. Outros virão. Estou na torcida para vaiar as suas chegadas. Se o sacana não vai ao povo, o povo vaia o sacana.

Não me arvorarei a citar os seus nomes. Muitos porém estão na minha lista de espera. E chegarão. Serão todos varridos da nossa história como pulhas e ex-crotos e adjetivos outros que cabem em suas – deles – cabeças como uma luva na mão de um Mike Tyson.  Não. Não direi os nomes que guardo e que serão mais tarde guardados pelos carcereiros de nossos presídios.

 O Calvário é o nosso.  Desse roubado e sacaneado povo Verde-amarelo. Dou os meus parabéns a esses que ainda tentam evitar que os ratos fujam antes que o navio naufrague. Mas é   o próprio comandante que de tudo está fazendo para encontrar pela frente aquele mesmo iceberg que botou no fundo – leia-se “rabo” – do Titanic.

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