Tião Lucena e  “O que me restou do silêncio…”
eu e os escritores Sebastião Lucena, Paulo Mariano e José Mota Vitor no lançamento de "O que me restou do silêncio..."

Tião Lucena e “O que me restou do silêncio…”

“ureia” de Tião Lucena para o “Que me restou do silêncio…”.

 1berto de Almeida é um privilegiado. Ainda jovem, na flor da idade, já conseguiu ser tudo o que um homem desejaria ser. Jogador de Futebol dos bons, formado nas categorias de Jaguaribe e com passagem gloriosa pelo Palmeiras do Geisel, não se profissionalizou porque não aguentou conviver com os coleguinhas que prometiam “dar tudo de si para obter um resultado positivo”, abandonando logo cedo a carreira de desportista para se tornar compositor. Sim senhor, compositor respeitado, com músicas gravadas por renomados conterrâneos. Tenho comigo um CD de sua autoria, com músicas escritas por ele, que é um primor.

Mas não ficou somente nisso. Decidido a acabar com a idiotice dos rábulas de anel no dedo, entrou na Faculdade de Direito e virou advogado, só que, ao contrário de outros, um advogado que sabe ler sem soletrar, escrever sem carecer do Aurélio e contar sem ajuda da calculadora.

Mas isso tudo é quase nada perto do baita escritor que ele é. Um malabarista das palavras, como ficou conhecido. Seus textos são primorosos, divertidos, diferentes e com sabor de quero mais. Domina qualquer tema, desde o político ao da arte culinária. Quando quer elogiar um cara, deixa-o com jeito de santo. Mas se for para esculachar, peça a Deus para não ser você, leitor, o alvo do esculacho.

De 1berto sou fã de carteirinha. Invejo seu texto, seu jeito e sua inspiração que não termina. O homem é uma fábrica de letras, uma indústria de frases, um escritor que só não conquistou a imortalidade da Academia porque jamais se acostumaria ao chazinho de jasmim recheado de artroses e dores reumáticas que são a tônica daquela casa das letras.

1berto é do povo, tem cheiro de povo e é povo. A sua imortalidade está garantida na mesa de bar, no papo amigo e nas tertúlias pecadoras das noites insones. Seus personagens, todos humildes e com jeito de povão, misturam-se com ele e integram o seu mundo. O mundo de 1berto, que não tem fronteiras, nem limites linguísticos.

Em Tempo:  capa do que me ora, com um “avalista” desse, acreditem, não pude evitar – são muitos os pedidos – de avisar para os amigos que ainda “invadem” a minha caixa de endereços somente barulho de palavras, que o “O que me restou do silêncio…”, a partir de amanhã, terça-feira, sem hora marcada, o referido estará na LIVRARIA DO LUIZ, aquela de um Augusto dos Anjos que levaram pra tomar um “banho de loja”, sujo que estava, e ainda não o trouxeram de volta. Putabraço pra vocês! Ah, e dizer pra Tião o meu silêncio fez uma festa com as palavras dele!

Compartilhar...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on Twitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*


nove − = 2

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>