faz um bom tempo que pendurei as palavras no varal do pensamento…

faz um bom tempo que pendurei as palavras no varal do pensamento…

Os colegas perguntam o que está acontecendo com este Malabarista de palavras. Ora bolas! Nada de novo no front nem… Back.   Estou ilhado. Porém, mesmo com esse Corona cheia de pontas asquerosas,estou ilhado  porque assim eu quero. É a velha história: melhor viver vinte anos numa ilha a tentar atravessar o mar nadando e morrer afogado em poucos minutos.

Escrevi outro dia e postei neste nosso singular espaço Plural que me aposentei do Facebook. Ninguém estranhou. Todos com razão. A veredade é que azia um bom tempo que vinha escrevendo/dizendo que estava na hora de recolher palavras e pensamentos. Assim o fiz (epa!).  Não adiantava e não adiantando continua. Eu? Estava atrasado.Achava – estou procurando ainda – que espalhava palavras e essas ainda significavam algumas coisas para os próximos mesmo esses estando distantes. Sentiram? Isso mesmo: achava que significavam.

 Agora vocês me perguntam se não era isso que este MB queria.  Sem quaisquer dúvidas,  respondo mais uma vez â queima-roupa e rápido no gatilho como billy the kid:   não era. Porém e ai porém pouco ou nem isso me importava nem importa. Se os meus  dois leitores estão cansados,   I’m So Tired too.   Eles entenderão as minhas palavras ou tentativa de com elas dizer alguma coisa. Nenhuma preocupação.

 Mais uma vez digo que este espaço é uma espécie de bota-fora que uso para limpar as palavras que insistem em morar na minha garganta. Essas que nunca digo.  No entanto sinto-me bem quando essas vêm à tona “forcepadas” pelos meus dedos e não dizem nada além do que eu NÃO queria dizer.

 Sou um sujeito que vive muito bem com o que  não sabe. E nenhum desespero em procurar saber o caminho de volta para a casa do silêncio.  As palavras podem até silenciar no meio do meu caminho como pedras. Nenhuma importância. Aprendi com a vida a escalar montanhas. As pedras no caminho são pedaços da grama do campo onde costumo pisar todos os dias. Um campo em que aprendi a  fazer  gols cheios de vida e esperança. Sem pênaltis ou faltas por trás.

 Não raras vezes os meus dedos insistem em buscar palavras para explicar o meu silêncio.  Ora bolas! Inúteis. Todos. Eles nunca conseguem. E por isso   brincam de pular de uma tecla por outra. As vezes nem formam palavras. Mas não é isso que o silêncio deseja e o pensamento quer.  Palavras nada mais são que a uma reunião de letras que muitas vezes nada dizem para quem as formulam. Gosto de palavras que me dizem aquilo que não consigo dizer com o meu silêncio. Essas são uma espécie de muletas para o meu silêncio cansado. Afdinal, um  silêncio que não é compartilhado não é silencio. Um silêncio que não é dividido não faz aquele barulhozinho gostoso que grita para os nossos ouvidos.  

E assim ele segue por aí gritando contra as palavras e pedindo para que elas o escute. O silêncio tem disso. Se faço barulho a culpa é deste meus dedos malabaristas. Desculpem-me,.  Mas enquanto eles não se cansam eu seguirei por aí usando esses  como placas perto dos hospitais em que todos são probidos de gritar e  pedindo silêncio por eles.  Para eles.

Esses dedos ainda me matarão de cansaço!

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