<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>

<channel>
	<title>Eu Plural</title>
	<atom:link href="http://humbertodealmeida.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://humbertodealmeida.com.br</link>
	<description>Causos &#38; Coisas &#38; Lousas</description>
	<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 22:46:18 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6.3</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>UM PAÍS QUE VIROU MOTE NUM PAPO DE TERRAÇO AGLOMERADO E MUITO NORMAL!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/09/03/2010/um-pais-que-virou-mote-num-papo-de-terraco-aglomerado-e-muito-normal/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/09/03/2010/um-pais-que-virou-mote-num-papo-de-terraco-aglomerado-e-muito-normal/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 22:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4120</guid>
		<description><![CDATA[No Terraço, ainda, como não poderia deixar de estar, pois, afinal, se ali eu não estivesse não poderia estar  agora (sic), nessa manhã de terça-feira, contando para vocês, estavam o escriba, bem acompanhado, como sempre, pois, afinal, como Dorival Caymmi falou pra oxum, mesmo sem o Silas, tô em boa companhia,
outras ótimas e belas pessoas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>No Terraço</strong>, ainda, como não poderia deixar de estar, pois, afinal, se ali eu não estivesse não poderia estar  agora (sic), nessa manhã de terça-feira, contando para vocês, estavam o escriba, bem acompanhado, como sempre, pois, afinal, como Dorival Caymmi falou pra oxum, mesmo sem o Silas, tô em boa companhia,</p>
<div id="attachment_4121" class="wp-caption alignleft" style="width: 236px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/gleinston-e-humberto.jpg" rel="lightbox[4120]"><img class="size-full wp-image-4121" title="gleinston-e-humberto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/gleinston-e-humberto.jpg" alt="gleinston e o escriba, em nosso país, vendo tudo e bicos calados, sem mudos serem..." width="226" height="151" /></a><p class="wp-caption-text">gleinston e o escriba, em nosso país, vendo tudo e bicos calados, sem mudos serem...</p></div>
<p>outras ótimas e belas pessoas,  e nenhuma solitária, acompanhavam este escriba, hoje, cansado de quase tudo, menos, porém, dele mesmo. E , entre esses meus e queridos personagens, um personagem rico e que seria protagonista em qualquer história deste escriba, contada aqui ou em alhures ( viva o português! viva todas as suas armadilhas!).</p>
<p><strong>Se o Zé Pequeno</strong> não compareceu, esse, velho conhecido do grande boêmio <strong>Lúcio Ramos</strong>, dublê – o Zé Pequeno - no melhor dos sentidos de alfaiate e compositor, um dos três históricos personagens - vou ficar devendo os nomes dos outros dois – do <strong>Trio Jaçanã</strong>, que tornou a nossa <strong>Rádio Tabajar</strong>a mais musical do que nunca, sobre o qual, depois, neste mesmo espaço, falarei ainda.</p>
<p><strong>Mas, para a nossa alegria</strong>, compareceu o Gleiston (seria assim mesmo?) Tejo, nosso leitor-mor, segundo o Gonzaga Rodrigues, todo lucidez sobre os seus quase 80 anos, irmão do escritor de Zé Limeira, o Poeta do Absurdo, <strong>Orlando Tejo</strong>, e inventor do poema <strong>Meu País</strong> (Gilvan Chaves, como vocês ficarão sabendo, tem uma pontinha), musicado pelo Livardo Alves.</p>
<p><strong>O papo, tendo como pano de fundo suj</strong>o, afirmação sem quaisquer preconceitos, pois, mais sujos que esse são os fundos das mansões brasilienses e de seus respectivos donos, um “edifício-favela”, aquele que</p>
<div id="attachment_4122" class="wp-caption alignright" style="width: 236px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/favela-no-centro.jpg" rel="lightbox[4120]"><img class="size-full wp-image-4122" title="favela-no-centro" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/favela-no-centro.jpg" alt="esse o &quot;aglomerado subnormal&quot; do centro da cidade,  que, para o escriba, é mais anormal do que nunca" width="226" height="151" /></a><p class="wp-caption-text">esse o </p></div>
<p>um dia servira para acomodar futuros aposentados e trabalhadores do INSS, bem no centro da Província das Acácias. Ah, uma beleza!</p>
<p><strong>Se o nosso Parahyba</strong> Palace Hotel estivesse servindo para alguma coisa, hospedagem, por exemplo, nada mais surrealista seria para quem ali estivesse hospedado,  ao acordar, achando-se no centro da cidade, se deparasse com um “aglomerado subnormal (esse eufemismo para favela ainda vai me matar de tanto sorrir) batendo-lhe na cara ainda suja da noite.</p>
<p><strong>Pois bem</strong>. Esquecendo o pano de fundo do qual gastei o parágrafo aí de cima para explicar, lembro, mais uma vez, do Gleiston contando a história do irmão-poeta-escritor Orlando Tejo.</p>
<p><strong>- Qual foi, na verdade, a participação do Gilvan Chaves na letra do teu irmão, Meu País, musicada pelo Livardo Alves? </strong></p>
<p><strong>- Eles eram amigos. O Gilvan deu o mote (acredito que tenha sido “Tô vendo tudo, tô vendo tudo/Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo”), e  o Orlando, como sempre, sujeito correto, pela participação, colocou o seu nome como um dos autores. </strong></p>
<p><strong>É&#8230; Pode ter sido isso mesmo</strong>. Mas quem poderia tirar a dúvida, infelizmente, hoje, com o Mal de Alzheimer, não pode mais. O nosso Orlando Tejo, aos 75 anos, não se lembra mais do <strong>Meu</strong> (seu) <strong>País</strong>.</p>
<p><strong>Por fim e no fim do</strong> <strong>Papo de Terraço,</strong> sabendo que o David iria participar de uma entrevista,  papo entre amigos, com o Flávio Tavares, agora, sexagenário, não me esqueci de mandar o recado: perguntas ao Flávio por que, desrespeitando o seu nome como pintor (isso mesmo: pintor) consagrado, ele resolveu se arvorar a fazer uns cartuns e charges tão ridículos na revista <strong>A Semana. </strong></p>
<p><strong>Tudo bem, conclu</strong>í,  a idéia pode ser do editor da revista. Mas, sendo <strong>Flávio Tavares</strong>, bem que ele poderia evitar o vexame. Nunca vi idéias tão pobres! Nunca o riso foi tão massacrado!</p>
<p><strong>E vocês ainda querem mais Papo de Terraço</strong>? Tudo bem, mas somente se  os meus dois leitores, ou, pelos menos um, responder presente.</p>
<p><strong> Quem aceita o convinte ? </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/09/03/2010/um-pais-que-virou-mote-num-papo-de-terraco-aglomerado-e-muito-normal/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>A DESCOBERTA DE UM TERRAÇO QUE DÁ PARA UM &#8220;AGLOMERADO SUBNORMAL&#8221; NÃO PODE SER UMA COISA NORMAL!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/08/03/2010/a-descoberta-de-um-terraco-que-da-para-um-aglomerado-subnormal-nao-pode-ser-uma-coisa-normal/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/08/03/2010/a-descoberta-de-um-terraco-que-da-para-um-aglomerado-subnormal-nao-pode-ser-uma-coisa-normal/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 22:50:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4115</guid>
		<description><![CDATA[O sábado, pela primeira vez, aconteceu no Terraço. Acho que esse é o melhor nome para um barzinho
simpático, localizado na velha e quase histórica Galeria Jardim. Não o conhecia.  A apresentação, regada a cerveja e uma cachaçazinha para esquentar os ânimos e não deixar a cerveja, sozinha, esfriar o caminho entre o copo e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O sábado, pela primeira vez, aconteceu no Terraço</strong>. Acho que esse é o melhor nome para um barzinho</p>
<div id="attachment_4117" class="wp-caption alignleft" style="width: 236px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/david-e-rocha.jpg" rel="lightbox[4115]"><img class="size-full wp-image-4117" title="david-e-rocha" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/david-e-rocha.jpg" alt="rocha e david: dois fotógrafos em um simples fotografia no terraço" width="226" height="151" /></a><p class="wp-caption-text">rocha e david: dois fotógrafos em um simples fotografia no terraço</p></div>
<p>simpático, localizado na velha e quase histórica Galeria Jardim. Não o conhecia.  A apresentação, regada a cerveja e uma cachaçazinha para esquentar os ânimos e não deixar a cerveja, sozinha, esfriar o caminho entre o copo e a cabeça, foi feita pelo bom caráter e excelente fotógrafo Antonio David.</p>
<p><strong>O David,</strong> conhecido pela arte que sabe exercer como poucos, a arte (sic) da fotografia, é freqüentador assíduo daquele espaço. Por aqui, neste Plural espaço, de quando em vez, os olhos cansados das coisas comuns, mesmo sabendo que nelas se escondem as melhores coisas, tasco no espaço algumas putas fotografias dele, e os olhos meus e dos meus dois leitores agradecem.</p>
<p><strong>O Terraço</strong> é um nome que me veio à cabeça por caminhos distantes, passando lá por Ji-Paraná, onde, no terraço de casa, Dapenha mastiga suas histórias jaguaribenses e outras, essas mais doces ainda, contadas pelo nosso bom e inolvidável (epa!) Compadre Heráclito. Pois bem.</p>
<p><strong>Por lá,</strong> também tinha (ainda tem, Dapenha, com cacofonia e tudo?) um simpático barzinho, com esse nome, que era um ponto de encontros e – por que não? – desencontros de bêbedos e equilibristas. Nesse, porém, o apresentado pelo meu amigo Antonio David, dessa vez, a vez primeira, foi somente de encontros.</p>
<p><strong>A memória muito boa</strong>, três ou quatro cervejas apenas descidas leves pela garganta sedenta e redonda, o registro foi fácil. Não somente pelas cervejas bebidas, mas pela importância dos presentes. Todos sem aquele ar pesado de quem se acha importante. Todos simples, camiseta sem mangas, a moda regatas, como dizem por aí, contando suas histórias.</p>
<p><strong> Os fotógrafos Rocha e Edmundo</strong>, sendo o segundo dono de acervo espetacular das vidas e obras (sem puxar descargas) de nada menos que 08 governadores parahybanos, em quarenta anos de trabalho, fotografias e histórias para contar, também responderam presente.</p>
<p><strong>Tudo bem.</strong> A história está boa e sei que um - sempre apelo a esse que vem em meu socorro – dos meus dois leitores, logo agora, gostaria de lê-la (feio e muito). Mas o tempo é curto e, apressado, tenho que curta o Jornal Nacional. E, se não bastasse, dá uma relida no Um Homem Chamado Maria, livro muito bem escrito pelo carioca Joaquim Ferreira dos Santos, que, depois do final da história da descoberta do Terraço e o papo que ali rolou (gostei), comentarei por aqui.</p>
<p>Então, estamos certos: amanhã tem mais <strong>PAPO DE TERRAÇO.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/08/03/2010/a-descoberta-de-um-terraco-que-da-para-um-aglomerado-subnormal-nao-pode-ser-uma-coisa-normal/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ESSAS MULHERES QUE AMAM E FAZEM DO AMOR O BEM MAIOR DESTA VIDA&#8230;</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/08/03/2010/essas-mulheres-que-amam-e-fazem-do-amor-o-bem-maior-desta-vida/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/08/03/2010/essas-mulheres-que-amam-e-fazem-do-amor-o-bem-maior-desta-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 09:08:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4109</guid>
		<description><![CDATA[No chamado Dia Internacional da Mulher, com a permissão de todas as mulheres que passaram e ficaram em minha vida, tantas que ancoraram os seus navios de ternura no porto desta memória curta, mas seguro (o
porto), gostaria mesmo era de fazer a minha homenagem da arquibancada, assistindo a um craque marcar um belo gol de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No chamado Dia Internacional da Mulher, com a permissão de todas as mulheres que passaram e ficaram em minha vida, tantas que ancoraram os seus navios de ternura no porto desta memória curta, mas seguro (o</p>
<div id="attachment_4108" class="wp-caption alignleft" style="width: 231px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/morena-e-emaunnuel-e-cheirosinha.jpg" rel="lightbox[4109]"><img class="size-full wp-image-4108" title="morena-e-emaunnuel-e-cheirosinha" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/morena-e-emaunnuel-e-cheirosinha.jpg" alt="as homenagens resumidas nessas mulheres..." width="221" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">as homenagens resumidas nessas mulheres...</p></div>
<p>porto), gostaria mesmo era de fazer a minha homenagem da arquibancada, assistindo a um craque marcar um belo gol de letra e em versos. Por isso mesmo, vou passando a bola para quem sabe falar melhor desse belo exemplo de companheira com que os deuses presentearam os homens, e que, infelizmente, imperfeitos que são, continuam a cada dia tentando aperfeiçoar.</p>
<p style="text-align: left;">Nesse dia, pelo menos nele, eu gostaria de poder captar toda a beleza do universo feminino com a ternura e a precisão que só um poeta como o Chico Buarque de Holanda é capaz, para homenagear as mulheres, todas, indistintamente, que fazem com que nós homens suportemos com mais esperança esse mundo que, como dizia Drummond, não pesa mais que a mão de uma criança.</p>
<p style="text-align: left;">A verdade é que todas as mulheres desse letrista-poeta têm um pouco das mulheres que foram e continuam sendo minhas. Essas que nunca se foram da minha vida. Não se admirem seu disser que o meu corpo, ainda hoje, todo ele, ainda marcas de suas passagens. E não serão duas ou três chuvas mais fortes que dele conseguirão limpá-las.</p>
<p style="text-align: left;">Lembro os seus nomes belos e sonoros. Carolina, Januária, Luísa, Angélica, Ana, Rita, Madalena, Lígia, Bárbara e muitas outras, todas inominadas, na certeza de estar falando de todas as mulheres do mundo, cantadas como mãe, prostitutas, escravas, vadias, loucas, amadas, sofridas etc.</p>
<p style="text-align: left;">Porém, elas, todas belas e muitas heroínas, desesperadas e lúdicas, nos fazem sentir e amar as suas presenças. Todas chegam sempre com aquele jeito diferente e belo de chegar. Às vezes maldizendo a vida.</p>
<div id="attachment_4110" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/jorge-paulo-carrito-e-familia-056.jpg" rel="lightbox[4109]"><img class="size-full wp-image-4110" title="jorge-paulo-carrito-e-familia-056" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/jorge-paulo-carrito-e-familia-056.jpg" alt="o escriba comemorando o dia da morena sem ficar em cima do muro" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">o escriba comemorando o dia da morena sem ficar em cima do muro</p></div>
<p>outras não. E assim, dançando de alegria para despertar a vizinhança, vão ficando. Outras vezes, ainda é o lugar comum, fazendo tudo igual, nos beijando com a boca de feijão e jurando eterno amor.</p>
<p style="text-align: left;">São essas mulheres que doem como um pedaço arrancado do peito quando são levadas por uma saudade machucada. Doem como uma fotografia pendurada na parede do coração. E contra o poder dessas mulheres, nada podemos fazer. Nada podemos fazer, também, contra o encanto desse amor que negamos tanto, evitamos tanto e no entanto volta sempre a enfeitiçar.</p>
<p style="text-align: left;">São essas mulheres que o poeta canta em sua dor e me deixa doído o peito. Um canto descrito de forma crua e doída. Sempre doída.</p>
<p style="text-align: left;">E lá no fundo, bem no fundo onde o coração repousa, fico a imaginá-las esperando, paradas, pregadas na</p>
<div id="attachment_4111" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/sao-joao-em-nossa-casa-2009.jpg" rel="lightbox[4109]"><img class="size-full wp-image-4111" title="sao-joao-em-nossa-casa-2009" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/sao-joao-em-nossa-casa-2009.jpg" alt="essa mulheres sempre presentes em nossas vidas e fazendo-as valer a pena " width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">essa mulheres sempre presentes em nossas vidas e fazendo-as valer a pena </p></div>
<p>pedra do porto, com aquele único e velho vestido cada dia mais curto. Tudo para esperar um Pedro pedreiro, penseiro, para esperar também.</p>
<p style="text-align: left;">As belas mulheres do poeta. As belas mulheres e poetisas minhas.</p>
<p style="text-align: left;">Como merecem que nesse seu dia, numa vã tentativa de deter a matéria na ânsia louca de segurar um amor, nos agarremos aos seus cabelos, pelos, pijama e pés. Até mesmo nos pés de cama, sem carinho e sem coberta&#8230; E até mesmo no tapete atrás da porta&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Desejar uma mulher apenas forte, é esquecer o bem que ela nos faz com a fragilidade própria da natureza. Tirar um vestido cheirando a guardado – o perfume de todo vestido antigo é o perfume roubado do corpo ausente - de tanto esperar é a descoberta da própria poesia.</p>
<p style="text-align: left;">Poderia falar muito mais com a voz do poeta, confundindo-a com a minha voz. Mas com que voz eu iria te falar? Poderia até dizer que pela minha lei, que também é a dele, a gente, principalmente tu, mulher, era obrigado a ser feliz.</p>
<p style="text-align: left;">Poderia ainda te pedir que me levasse para sempre e me ensinasse a não andar com os pés no chão. Nesse momento, tudo realmente vale a pena. Só me resta então te pedir para ouvir as lindas histórias que por teu</p>
<div id="attachment_4112" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/087.jpg" rel="lightbox[4109]"><img class="size-full wp-image-4112" title="087" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/087.jpg" alt="são todas elas alegria, um resumo do quanto tudo poderia ser melhor..." width="500" height="750" /></a><p class="wp-caption-text">são todas elas alegria, um resumo do quanto tudo poderia ser melhor...</p></div>
<p>amor sonhei e as muitas vitórias, quantas, por mares que só eu sei!</p>
<p style="text-align: left;">É teu o Dia. Todos os dias são teus. Mas se te cansares de um, pelos menos um, deixas que eu cuido dele. Afinal, nada mais tem importância quando perdemos a noção da hora e as pernas – as minhas - confundidas com as tuas já não me deixam saber com que pernas eu vou seguir.</p>
<p style="text-align: left;">E, por fim, se o meu sangue se perdeu de veia, hoje, no teu dia, podes ter a certeza de que no meu coração trago o sangue teu.</p>
<p style="text-align: left;">Obrigado, Chico, obrigado pelas tuas palavras, essas com que hoje saúdo as mulheres no Meu Dia. Em todos os meus dias. Pois, afinal, delas são todos os dias meus!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/08/03/2010/essas-mulheres-que-amam-e-fazem-do-amor-o-bem-maior-desta-vida/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ENTRE O GOSTAR O NÃO GOSTAR E O MORRER DE RIR PARA RESSUSCITAR GARGALHANDO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/04/03/2010/entre-o-gostar-o-nao-gostar-e-o-morrer-de-rir-para-ressuscitar-gargalhando/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/04/03/2010/entre-o-gostar-o-nao-gostar-e-o-morrer-de-rir-para-ressuscitar-gargalhando/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 22:04:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4103</guid>
		<description><![CDATA[Gosto – Das coisas do fausto Wolff. Se a memória não me falha foi o Ziraldo quem disse que ele, o Fausto, pensava que era o maior e o melhor jornalista desse Verde e Amarelo. E, antes que este escriba pudesse, sem
ser promotor, dar o seu parecer, arrematou: mas pode parar de pensar, Fausto é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff0000;">Gosto </span>– Das coisas do fausto Wolff. Se a memória não me falha foi o Ziraldo quem disse que ele, o Fausto, pensava que era o maior e o melhor jornalista desse Verde e Amarelo. E, antes que este escriba pudesse, sem</p>
<div id="attachment_4105" class="wp-caption alignleft" style="width: 231px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/humberto-de-chapeu-um.jpg" rel="lightbox[4103]"><img class="size-full wp-image-4105" title="humberto-de-chapeu-um" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/humberto-de-chapeu-um.jpg" alt="a cara cínica e sem medo de ser feliz de um escriba que sabe o momento certo de &quot;meter o dedo no rabo da burra&quot;!" width="221" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">a cara cínica e sem medo de ser feliz de um escriba que sabe o momento certo de </p></div>
<p>ser promotor, dar o seu parecer, arrematou: mas pode parar de pensar, Fausto é o maior (quase dois metros de altura) e o melhor jornalista desse Verde e Amarelo. Este escriba, porém, teria dito mais: Fausto também é um escritor fela da puta, contista mais fela da puta ainda e um puto poeta.</p>
<p><span style="color: #00ff00;">Não Gosto</span> – Todos os meus dois leitores sabem: detesto telefone. E detesto mais ainda quando essa praga toca no momento em que desejo mais silêncio do que nunca. Mais que aquela música imaginária do Jonh Cage. Em tempos outros preferia uma mensagem via telex. Hoje, embora confesse não ter nada contra o Graham Bell, prefiro uma mensagem via Internet, um imeio, como costumo grafar.</p>
<p><span style="color: #0000ff;">Morro de Rir </span>- Os babões, os subservientes, os capachos, os vendidos, os crotos e ex-crotos, vocês pegaram a linha do raciocínio deste escriba. Pois é. Esses putos me deixam mais putos a cada dia. Prestem atenção nos olhos dos puxa-sacos quando eles olham nos olhos de seus superiores. Tudo gravado e mostrado em nossos horários mais nobres pela televisão do plim-plim. Os gestos?! As meninas do nosso Pavilhão do Chá são mais decentes. E honestas.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Gosto –</span> Se o Caetano Veloso – também não gosto – gosta da língua do Camões, este escriba gosta muito mais da sua, isto é, da dele, deste escriba. Dói quando os nossos operadores de caracteres daqui e alhures, mais daqui, trocam ss por ç e x por ch. Os escritos, se eles não sabem, fiquem sabendo agora, ficam, mas as palavras, sem exceção, todas voam.  E para não dizer que não dei nomes aos bois, pergunto nomeando-os: vocês perceberam como essas menininhas bonitinhas das nossas TV (se estou usando símbolo não tem plural!) Cabo e Tambaú e Correio, insistem no “gratuíto” e nos plurais indevidos ? Que coisa mais singular!</p>
<p><span style="color: #00ff00;">Não Gosto –</span> Da insistência dos nossos poetas de esquinas, ruas, bares e avenidas. Todos sofrendo de dores incuráveis, todos de cotovelos doídos. Doentes daquele lirismo e chato e comedido do qual um dia falou o Drummond. Toda semana um livro e milhares de tentativas de parir um, apenas um poema que, depois de lido, não doesse tanto na gente. Se eu disser, talvez um dos meus leitores, pelos menos um, não acredite. Pois, digo: leio esses poemas morrendo de rir. Se eu perdesse o senso e começasse a contar estrelas, antes mesmo de chega na casa dos cem, teria cem poemas desse tipo feito. Só mesmo morrendo de rir, para ressuscitar gargalhando.</p>
<p><span style="color: #0000ff;">Morro de Rir </span>– Com o esforço que aquele político faz para parecer - cacófato, não? - pelo menos uma vez na vida menos arrogante, menos prepotente, menos safado e um pouquinho mais honesto. Um péssimo ator. Quando ele fala, a fala nunca parece dele, mas de boneco de ventríloquo, é o que parece.  Tudo que ele fala soa mau e faz mal a quem ouve. Os entrevistadores? As perguntas? Todas feitas pisando em ovos. Se os ovos fossem os deles, ainda bem, eles, os perguntadores, receberiam os meus parabéns. Mas até nisso&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/04/03/2010/entre-o-gostar-o-nao-gostar-e-o-morrer-de-rir-para-ressuscitar-gargalhando/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>QUE PODERIA ESCOLHER UM &#8220;DESCANSO DE TELA&#8221; MELHOR QUE MARIO DESCANSANDO EM SUA POESIA ?</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/04/03/2010/que-poderia-escolher-um-descanso-de-tela-melhor-que-mario-descansando-em-sua-poesia/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/04/03/2010/que-poderia-escolher-um-descanso-de-tela-melhor-que-mario-descansando-em-sua-poesia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 09:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4094</guid>
		<description><![CDATA[
“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. 

 
Quando se vê, já são seis horas! 
Quando se vê, já é sexta-feira&#8230; 
Quando se vê, já terminou o ano&#8230; 
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida. 
Quando se vê, já passaram-se 50 anos! 
Agora é tarde demais para ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4093" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/mario-quintana-em-casa.jpg" rel="lightbox[4094]"><img class="size-full wp-image-4093" title="mario-quintana-em-casa" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/mario-quintana-em-casa.jpg" alt="mario era um poeta que, mesmo nunca tenha tido uma casa para morar, tinha o próprio peito como a casa mais bela e confortável do mundo!" width="500" height="327" /></a><p class="wp-caption-text">mario era um poeta que, mesmo nunca tenha tido uma casa para morar, tinha o próprio peito como a casa mais bela e confortável do mundo!</p></div>
<p><span style="color: #0000ff;">“</span><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. </span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;"><br />
</span> </span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">Quando se vê, já são seis horas! </span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">Quando se vê, já é sexta-feira&#8230; </span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">Quando se vê, já terminou o ano&#8230; </span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida. </span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">Quando se vê, já passaram-se 50 anos! </span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">Agora é tarde demais para ser reprovado.</span></span><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;"> </span></span><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;"> </span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;"><br />
</span> </span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.</span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;"><br />
</span> </span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.</span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">Desta forma, eu digo:</span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,  a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.&#8221;</span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #0000ff;">Mário Quintana.</span></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">EU PLURAL</span>: o povo brasileiro sofre e, mesmo aqueles que não gozam, pois, na verdade, existem muitos, vive - o povo - com a cara de quem está tendo orgasmos por minuto. Taí um povo criativo! Sem dúvidas um dos muitos motivos pelos quais me  ufano do meu país!</p>
<p>Hoje, quase fim de semana, relutei, mas, vencido, não poderia deixar de apresentar-lhes(epa!) essa colaboração de um deles, o João Menezes, que, assim como o outro, também singular, tem todo o espaço Plural que desejar.</p>
<p>Agora me digam se o &#8220;Mestre&#8221; tem ou não tem razão ?</p>
<p>UMA EXPLICAÇÃO CONVINCENTE.</p>
<p>&#8220;<span style="color: #ff00ff;">Mestre, não entendo!  Se um homem transa com várias mulheres, ele é visto como um garanhão.  Se uma mulher transa com vários homens, ela é vista como uma vadia.  Não é injusto?&#8221; </span></p>
<p><span style="color: #ff00ff;"> </span></p>
<div id="attachment_4099" class="wp-caption alignleft" style="width: 161px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/mestre.jpg" rel="lightbox[4094]"><img class="size-full wp-image-4099" title="mestre" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/mestre.jpg" alt="olhaí a cara sacana do &quot;grande mestre&quot;!" width="151" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">olhaí a cara sacana do </p></div>
<p>&#8220;<span style="color: #993300;">Minha filha, pense nisto desta forma.  Se uma chave abre várias fechaduras, ela é uma chave mestra, uma coisa boa de se ter.  Já uma fechadura que é aberta por várias chaves diferentes&#8230; bem, esta é uma péssima coisa para se ter&#8221;</span>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/04/03/2010/que-poderia-escolher-um-descanso-de-tela-melhor-que-mario-descansando-em-sua-poesia/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>TODO INGRATO É MAU CARÁTER E TODO MAU CARÁTER FICA FELIZ COM A INGRATIDÃO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/02/03/2010/todo-ingrato-e-mau-carater-e-todo-mau-carater-fica-feliz-com-a-ingratidao/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/02/03/2010/todo-ingrato-e-mau-carater-e-todo-mau-carater-fica-feliz-com-a-ingratidao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 23:30:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4085</guid>
		<description><![CDATA[Se esta memória um tanto renitente – costumo esquecer o que não me interessa – não comete mais uma das
suas esquecendo aquilo que me interessa, foi Goethe, aquele do “luz, mais luz, quero luz!”, quem disse um dia que a ingratidão era uma forma de fraqueza. E para que o ingrato fingisse não entender o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se esta memória um tanto renitente – costumo esquecer o que não me interessa – não comete mais uma das</p>
<div id="attachment_4087" class="wp-caption alignleft" style="width: 161px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/vaso-sanitario.gif" rel="lightbox[4085]"><img class="size-full wp-image-4087" title="vaso-sanitario" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/vaso-sanitario.gif" alt="numa condição dessa a língua dos ingratos só falam isso mesmo: merda!" width="151" height="201" /></a><p class="wp-caption-text">numa condição dessa a língua dos ingratos só falam isso mesmo: merda!</p></div>
<p>suas esquecendo aquilo que me interessa, foi Goethe, aquele do <strong>“luz, mais luz, quero luz!”,</strong> quem disse um dia que a ingratidão era uma forma de fraqueza. E para que o ingrato fingisse não entender o que o alemão dizia, foi adiante: jamais conheceu um homem de valor que fosse ingrato.</p>
<p>Por outro lado, o grande Alexandre Dumas, o Pai, ressalto para que muitos não confundam com o Filho nem com o Espírito Santo, esse que no caso nada tem a ver com a Santíssima Trindade,  costumava dizer que existiam favores tão grandes que só poderiam ser pagos com ingratidão.</p>
<p>No caso a que me refiro nas entrelinhas destas mal-traçadas, considerando aquela história de que se faz duas vezes quando o que mão esquerda esquece - ou finge esquecer – o que a direita fez, os favores, sem pensar em receber qualquer coisa em troca, sem medo de errar, não fora tão grandes assim que impedissem que o ingrato (a), agora, esquecido, agradecesse pelo bem que lhe fora feito.</p>
<p>São muitos os poeta e seresteiros e namorados que conscientes de que aquilo que fez de bom em prol de alguém não será nunca reconhecido, que, sem aquele tom característico da reclamação, pedem um tempo ao tempo para esquecer as ingratidões sofridas.</p>
<p>Machado de Assis, o nosso escritor mor, o bruxo das frases perfeitas, escreveu um dia, esperando que o escrito fosse lido pelo mal-agradecido, que o sujeito, no caso, o que recebera a ingratidão, não deveria se preocupar se por acaso, como sempre acontece, recebesse um mal pelo bem que praticara. Antes cair das nuvens, costumava dizer, que de um terceiro andar.</p>
<p>Mais tarde ou mais cedo, pois a ingratidão não tem dia nem hora para ser praticada, endossando o que disse enquanto caía  do terceiro andar, o inventor de Capitu acrescentaria que a ingratidão era um direito – a idéia do direito aí é fenomenal, mistura tudo, mesmo o livre arbítrio, pois, no caso, a ingratidão estaá a disposição de qualquer um – do qual não se deve fazer uso. Mas, infelizmente, para a tristeza do velho – já usei o  bruxo em outra oportunidade –   muitos usam e se sentem bem usá-la.</p>
<p>É como se dissesse “eu não pedi a sua gratidão” e, se de gratidão vocês acho que eu estava precisando, peguem o seu boné, desocupe o guarda-roupa do meu quarto, e vá à casa daquela que lhe pariu. E é claro que o ingrato conhece melhor do que ninguém a casa para a qual está mandando o infeliz desprezado.</p>
<p>Lembro que o poeta Torquato Neto, aquele que deu significado ao tropicalismo, escrevendo  o seu manifesto ( Geléia Geral), em suas doces loucuras – no melhor dos sentidos – alcoólicas e matagais costumava perguntar, poetando, “solidão?”, para responder em seguida que com gelo e limão até que descia bem. Agora, ingratidão, agradecia: “Muito obrigado!”.</p>
<p>Pois é. A ingratidão, mesmo que para muitos não passe de um “obrigado” esquecido, não se compara nunca a solidão. Essa, não raras vezes, até que faz bem.</p>
<p>Não sou filósofo nem filósofo em toda esta minha curta vida pretendi ser um dia. Sou seco como corte de facão rabo-de-galo no pé da cana madura. Mas acho , a ingratidão a maior das sacanagens entre os chamados seres pensantes. O sujeito que realmente pensa, se descobrisse que pensar era uma característica única do ser humano, nunca em tempo algum seria um ingrato.</p>
<p>Mais que uma companheira inseparável do poeta parahybano, a ingratidão é sinônimo de mau caráter. Não existe, pois, uma só pessoa de mau  caráter que não seja  ingrata. Em síntese: todo ingrato ou ingrata é mau caráter! E fim de papo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/02/03/2010/todo-ingrato-e-mau-carater-e-todo-mau-carater-fica-feliz-com-a-ingratidao/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>UM FILME FRANCÊS DIRIGIDO POR UMA AMERICANO E UM PARAHYBANO ASSITINDO AO FILME!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/02/03/2010/um-filme-frances-dirigido-por-uma-americano-e-um-parahybano-assitindo-ao-filme/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/02/03/2010/um-filme-frances-dirigido-por-uma-americano-e-um-parahybano-assitindo-ao-filme/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 03:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4079</guid>
		<description><![CDATA[Não sei bem o ano e não tenho tempo nem vontade de fuçar o Google para descobrir. Somente sei que nada sei e que o disco, um LP, tinha como título – e ainda tem  – De Volta ao Começo. Pois bem. Ultimamente, ouvindo o Álbum Branco dos Beatles  e relendo Os Miseráveis de Victor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei bem o ano e não tenho tempo nem vontade de fuçar o Google para descobrir. Somente sei que nada sei e que o disco, um LP, tinha como título – e ainda tem  – De Volta ao Começo. Pois bem. Ultimamente, ouvindo <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/rififi-dois.jpg" rel="lightbox[4079]"><img class="alignleft size-full wp-image-4080" title="rififi-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/rififi-dois.jpg" alt="" width="100" height="100" /></a>o Álbum Branco dos Beatles  e relendo Os Miseráveis de Victor Hugo, parece que também estou voltando. Só que a minha volta passa pelo cinema Santo Antonio, o mais simpático do meu bairro Jaguaribe.</p>
<p>O balão solto no ar feito seta voadora indicando que a criança seqüestrada estava de retorno ao lar. Não fora seqüestrada por nenhum vampiro. Isto aconteceu em outro filme. Uma citação explícita de um Vampiro alemão que usava a letra M para marcar de morte as suas vítimas. Esse é outro balão preso em fios de alta tensão. O M, apesar da união do francês e do inglês – ou seria “do americano?”- não é de Morder. Ele, o tio, está morrendo. A criança, não.</p>
<p>Havia ouvido ou assistido no meu Santo Antonio aquela história? O título, logo que o adquiri novinho em fita (se fosse em folha, não seria um filme, mas um livro) e ainda selado só me levava para mais um musical. Um daqueles em que o Ginger Rogers and Fred Astaire  acabam com a ilusão de qualquer sujeito de um dia aprender a dançar com leveza e elegância.</p>
<p>De volta ao começo? Tudo bem. O ano é quase o mesmo – ou seria o mesmo? – do filme e a cidade  Paris. Um bando de velhos e elegantes gangsteres, comandado por um ex-presidiário, decide assaltar uma joalharia. Nada demais. Assaltos a bancos e a joalharias no cinema é tão comum como pistoleiros solitários que chegam ao povoado e acabam virando heróis. Mas foi justamente a forma que o elegante gangster usou para assaltar essa joalharia que ajudou construir a fama do filme.</p>
<p>O assalto dura quase meia hora. Um guarda-chuva. Um “martelo amordaçado”. O suor nos rostos. O extintor de incêndio. Fios sendo cortados. O buraco no piso aumentando. A Visão de fora para dentro e de dentro para fora. Nenhuma palavra. Nenhum sorriso. Nenhum som. Os olhos falam. O Medo. A Expectativa. A Alegria. A Tensão. Os olhos  dizem tudo. Ninguém fala. Música? Nenhuma.</p>
<p>Bom, não vou contar a história em detalhes de Rififi, o filme de Jules Dassi, chamado por François Truffaut de “o melhor dos filmes noir”, porque vai perder a graça. Não sei também se os pirateiros – leia-se “compradores de DVD pirata” – irão encontrar por aí uma cópia fácil do  filme que me levou de volta ao começo. Mas que merece ser revisto, não tenho dúvida. Pois bem. Assista ao original – ou a cópia, tanto faz - e diga se concorda comigo: quem nasceu para “onze homens e um segredo” nunca vai saber o que um Rififi.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/02/03/2010/um-filme-frances-dirigido-por-uma-americano-e-um-parahybano-assitindo-ao-filme/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ENTRE O VASCO DA GAMA E SOUSA SEM GRANA A IGNORÂNCIA E O PRECONCEITO SAÍRAM GANHANDO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/01/03/2010/entre-o-vasco-da-gama-e-sousa-sem-grana-a-ignorancia-e-o-preconceito-sairam-ganhando/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/01/03/2010/entre-o-vasco-da-gama-e-sousa-sem-grana-a-ignorancia-e-o-preconceito-sairam-ganhando/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 09:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4073</guid>
		<description><![CDATA[Sai Dodô e entra o Rodrigo Pimpão. Era a substituição anunciada pelo técnico Vagner Mancini, para superar a quase instransponível barreira formada por aquele - segundo o sujeito que narrava - timinho do Sousa. Um
timinho vindo lá de onde o vento faz a curva. Dos cafundós do Judas, onde ele, o Judas, perdeu as botas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sai Dodô e entra o Rodrigo Pimpão. Era a substituição anunciada pelo técnico Vagner Mancini, para superar a quase instransponível barreira formada por aquele - segundo o sujeito que narrava - timinho do Sousa. Um</p>
<div id="attachment_4075" class="wp-caption alignleft" style="width: 343px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/discriminacao.jpg" rel="lightbox[4073]"><img class="size-full wp-image-4075" title="discriminacao" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/03/discriminacao.jpg" alt="nenhuma uma palavra em defesa do sousa.  nem no ataque..." width="333" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">nenhuma uma palavra em defesa do sousa.  nem no ataque...</p></div>
<p>timinho vindo lá de onde o vento faz a curva. Dos cafundós do Judas, onde ele, o Judas, perdeu as botas, um lugar chamado de Parahyba. O timinho, agora, estava conhecendo a Rua São Januário, uma Rua nenhum pouquinho só mais bonita que a 12 de Outubro, em Jaguaribe, onde nasceu este escriba.</p>
<p>Quando anunciou a substituição, um sorriso, livre como um táxi num dia de domingo, diria o Millôr nos seus melhores dias, riscou o meu rosto liso (não uso barba). Um Vasco que tivera em seu &#8220;plantel&#8221; craques como o &#8220;animal&#8221; Edmundo, Mazinho – o nosso –, os dois Juninhos, Danilo Menezes, Wagner e outros. Tirava o &#8220;craque&#8221; Dodô, aos 36 anos, língua de fora e trocando as pernas - &#8220;Já confundimos tanto as nossas pernas, diz com que pernas eu devo seguir &#8220;- sem saber para que lado deveria chutar, por Rodrigo Pimpão, que, pelo nome pomposo, bem que poderia ter nascido num picadeiro.</p>
<p>Na última partida disputada em nosso Almeidão, logo ali, pertinho do Ronaldão, estádio e ginásio localizados nos fundos da casa de 1 Bertão – essa mania de grandeza faz cada vez menor a minha querida Parahyba pequenina - vi pela primeira vez, esperando ser a última, Elder Granja – é assim mesmo? – brigando com a bola e, apesar do tamanho, perdendo todas às vezes que brigava. Agora, para melhorar a &#8220;potência&#8221; do ataque da equipe da cruzmaltina (todo vascaíno, infelizmente, carrega a sua), o técnico resolveu barrar o &#8220;craque&#8221;.</p>
<p>Para os torcedores fanáticos – mesmo os não fanáticos, mas de veneta, como era o caso do meu irmão Leonardo, histórico linotipista de A União - a saída do craque era uma temeridade. Mas, tudo bem, o Vasco tinha substitutos à altura (quase um metro e oitenta). Sacava o Élder Granja do time pelo fato do jogador ter entrando pisando em ovos no Almeidão. . Saíam os Elder Granja, Titi, Nilton e Léo Gago; entravam Fagner, Thiago Martinelli, Rafael Carioca e Robinho.</p>
<p>Porém – e ai, porém – o temor do técnico Mancini era a temível – temor da temível ficou legal - dupla &#8220;Manu e Ribinha&#8221;. De início, ouvindo a partida à moda antiga, pelo radinho de pilha, pois, apesar da televisão, sempre gostei do ritmo fabricado pelos narradores esportivos, muitos sem ritmo, pensei em se tratar de dupla caipira. Um bom nome. Mas, ato contínuo, mudei de idéia. Não era um bom nome. Apenas um nome mais-ou-menos.</p>
<p>Por que não Mani &amp; Chula? Pronto. Se realmente o narrador – era meio sem ritmo – estivesse se referindo aos nomes de uma dupla caipira, pegaria melhor. &#8220;Uma dupla vindo lá da Parahyba do Manoel de Barros (eles confundem tudo!) que tem tudo para fazer sucesso!&#8221;. Pausa. &#8220;O juiz está cego? Será que ele não viu o que todos viram?)&#8221;. Outra pausa. &#8220;A propósito, Mani com y ou sem y, companheiro? Tudo bem! Com Y realmente soa melhor: Many &amp; Chula!&#8221;</p>
<p>Não sabendo se continuava ouvindo a disputa acirrada entre os dois grandes representantes do futebol verde e amarelo (risos), coisa que faço todos os dias, sem nunca me apaixonar, me entreguei aos braços de Morfeu. E, enquanto isso, os nomes dos craques iam sendo narrados e o passado, lembrando o Museu do Futebol que nunca vi, neles pegando carona. O goleiro do Vasco de Barbosa e Andrada, agora, era Fernando Prass. Os &#8220;craques&#8221; tinham os nomes de Márcio Careca, Rodrigo Pimpão. Elder Granja&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/01/03/2010/entre-o-vasco-da-gama-e-sousa-sem-grana-a-ignorancia-e-o-preconceito-sairam-ganhando/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>UMA SEDE QUE NÃO SE MATA, MAS MATA QUEM SEDE TEM&#8230;</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/27/02/2010/uma-sede-que-nao-se-mata-mas-mata-quem-sede-tem/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/27/02/2010/uma-sede-que-nao-se-mata-mas-mata-quem-sede-tem/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 11:03:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4059</guid>
		<description><![CDATA[NOTA DO EU (  e muito!) EU PLURAL: 
 Lembrando o amigo e poeta Quelyno que gosta e – não  se pode falar tanto a respeito de uma coisa sem gostar dela – muito da minha despretensiosa Estou Assim - &#8220;Estou assim/Barco sem Vela/Bandido na Tela/ Entre o meio e o fim&#8230; &#8221; - uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span><strong>NOTA DO EU</strong><span> (  e muito!) </span><strong>EU PLURAL</strong><span>: </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span>Lembrando o amigo e poeta Quelyno que gosta e – não  se pode falar tanto a respeito de uma coisa sem gostar dela – muito da minha despretensiosa </span><strong>Estou Assim </strong><span>- </span><strong>&#8220;Estou assim/Barco sem Vela/Bandido na Tela/ Entre o meio e o fim&#8230;</strong><span> &#8221; - uma composição minha e do Dida Fialho, sendo a letra deste  escriba e a música dele, e , como não poderia deixar de lembrar, os poetas Ivaldo Gomes, Francci Lunguinho, Águia Mendes, Iranir e tantos outros que insistem – éclaro que a insistência não vem dos poetas citados – em ver/ler nas  despretensiosas  mal-traçadas  algumas coisas poéticas do escriba.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Segue, pois, para eles e, como ele também gosta muito, o meu irmão distante/presente, Dapenha, que passa o dia a solfejá-la, hoje, especialmente,  a letra de <strong>Sede de Ceder,</strong> deste escriba, espetacularmente musicada e interpretada pelo Gilberto Nascimento, o Gil de Rosa, sujeito digno e caráter dos melhores, puto intérprete e músico de uma sensibilidade admirável, amigo/irmão torrelandense, morando e vivendo em  Barra Bonita (SP). </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Leiam, pois, em primeiros olhos – tenho o CD, <strong>Ela Me Ensinou a Comer Flores</strong>, onde consta a composição, a ser lançado em breve, em São Paulo, para os amigos a quem o prometi - </span><strong>1 Berto de Almeida. </strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Comprar? Contato: </span><span><strong><span>gilderosa@uol.com.br</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>SEDE DE CEDER</strong></p>
<p class="MsoNormal"><span> GIL DE ROSA : (recitando)</span></p>
<p class="MsoNormal">&#8230;</p>
<p class="MsoNormal"><span>“</span><strong>meu coração é uma porta aberta</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Passagem torta, uma via incerta</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Caminho sobre o fogo da paixão</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Em desatino pela contramão&#8230;</strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</span></p>
<p class="MsoNormal">
<div id="attachment_4060" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/fonte-de-tambia.jpg" rel="lightbox[4059]"><img class="size-full wp-image-4060" title="fonte-de-tambia" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/fonte-de-tambia.jpg" alt="se a sede que eu sentisse pudesse ser saciada  numa fonte comum, escolheria a de tambiá..." width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">se a sede que eu sentisse pudesse ser saciada  numa fonte comum, escolheria a de tambiá...</p></div>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span>(Canta)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>É uma sede de morrer</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Outra é sede de matar</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Uma é sede de partir</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Outra é sede de ficar</span></p>
<p class="MsoNormal">&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span> Uma é sede de beber</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Outra é sede de parar</span></p>
<p class="MsoNormal">Uma é sede fugir</p>
<p class="MsoNormal"><span>Outra de preso estar</span></p>
<p class="MsoNormal">&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span>Se uma nasce por dentro</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A outra morre por fora</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Uma vem na hora certa</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Outra vem fora de hora</span></p>
<p class="MsoNormal">&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span>É sede que não se mata</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>E mata quem sede tem</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Vontade de matar sede</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Morrer de sede também</span></p>
<p class="MsoNormal">&#8230;&#8230;..</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span>GIL DE ROSA (recitando):</span></p>
<p class="MsoNormal">&#8230;&#8230;</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>Meu coração é fingido</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Desmedido, leviano</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>A trama dos meus sentidos</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Trama dos meus desenganos</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>É magoa que mata a míngua</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>É mal que me cola a língua</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Punhal que me cala a fala</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Que se embala em minha sina</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Me embola e me alucina</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>E depois me criva a bala</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</strong><span>&#8230;..</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span>(Canta)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>É uma sede de ceder</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>E não mais sede sentir</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Sede que me seca os olhos</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Sede de nunca partir</span></p>
<p class="MsoNormal">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span>Nenhuma fonte escondida</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Em nossas vidas sem sorte</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Não mata a sede de vida</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Nem mata a sede de morte</span></p>
<p class="MsoNormal">&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span>É sede que não se mata</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>E mata quem sede tem</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Vontade de matar sede</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Morrer de sede também&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal">&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<p class="MsoNormal">&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>EM TEMPO:</strong><span> se doeu para escrever essa letra? E muito. E não tem nada do poético quadro pendurado na parede da memória <span> </span>do Carlos Drummond. Doeu de verdade. </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/27/02/2010/uma-sede-que-nao-se-mata-mas-mata-quem-sede-tem/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NA RUA DOS CATAVENTOS, VENTO NÃO ELE NÃO CATAVA, INVENTAVA POESIA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/25/02/2010/na-rua-dos-cataventos-vento-nao-ele-nao-catava-inventava-poesia/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/25/02/2010/na-rua-dos-cataventos-vento-nao-ele-nao-catava-inventava-poesia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 18:36:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4052</guid>
		<description><![CDATA[
 (Para Dapenha e Sérgio de Castro Pinto) 
No dia 13 de janeiro, a propósito, para mim, por ter sido o dia de sua chegada a terra brasilis, acompanhada pela bela família, o dia 13 de qualquer mês nada de azar tem, mas somente sorte, 
aportou por estas plagas, depois de morando há 32 anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[endif]--></p>
<p class="titprincipal"><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]><br />
<mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} --><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"><span class="textobold">(Para Dapenha e Sérgio de Castro Pinto) </span></span></em></p>
<p class="texto-capa"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"><!--DWLayoutTable-->No dia 13 de janeiro, a propósito, para mim, por ter sido o dia de sua chegada a terra brasilis, acompanhada pela bela família, o dia 13 de qualquer mês nada de azar tem, mas somente sorte, </span></em></p>
<div id="attachment_4053" class="wp-caption alignleft" style="width: 370px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/catavento.jpg" rel="lightbox[4052]"><img class="size-full wp-image-4053" title="catavento" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/catavento.jpg" alt="mais uma espetacular criação do poeta e corredor de rua francci lunguinho" width="360" height="267" /></a><p class="wp-caption-text">mais uma espetacular criação do poeta e corredor de rua francci lunguinho</p></div>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">aportou por estas plagas, depois de morando há 32 anos em Ji-paraná e visitando, pela quarta ou quinta vez, não lembro mais, a terra natal, essa que um dia, revoltado e com justa razão, chamou de “madrasta de filos legítimos”, Dapenha, o meu irmão, aportou por estas plagas.</span></em></p>
<p><em>Para um - pelo menos para ele - dos meus dois leitores que ainda não leram neste espaço das mal-traçadas algumas bem-traçadas sobre ele, Dapenha, apesar desse amor confesso por todos os outros, é o irmão mais próximo, aquele que sem falar entende o que deixei no silencio e, silencioso, é capaz de saber tudo o que falei. Pois bem.</em></p>
<p><em>De volta a terra brasilis, sendo também essa terra – salve Antonio Torres! - o meu Jaguaribe, para a minha alegria, entre os muitos presentes, como se fosse mais um entre tantos, Dapenha presenteou o escriba com um livrinho fininho e gostoso de ler, intitulado de a Rua dos Cataventos. É preciso dizer de quem é essa Rua e os Cataventos poéticos descobertos nelas?</em></p>
<p><em>Tudo bem. A Rua dos Cataventos é o primeiro livro do meu eterno poeta Mario – sem acento, viu, assim como o </em><em><span style="font-style: normal; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">imeio</span></em><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> do Jô Soares cantado, todas as noites, no seu cansado e já passado programa global - Quintana, aquele do qual guardo muitas histórias, entre elas, de que só não casou – morreu casado coma sua poesia – na igreja e no cartório porque sempre preferiu ser a ilusão de muitas, a ser um desengano de uma só.</span></em></p>
<p><em>Pois bem. O livrinho do poeta gaúcho, lançado no distante ano de 1940, foi o primeiro de uma série de outros que entrariam para história poética desse país, pela porta da frente, para nunca mais sair.</em></p>
<p><em>O presente de Dapenha, fosse para outro que não conhecesse – não se pode gostar do que não se conhece – e gostasse do poeta do “todos passarão e ele passarinho”, não teria nenhum futuro. Um livro fininho e gostoso de ler, mas não seria lido, como Carta (com pretensão de conto) de um autor aos estudantes, do Fausto Wolff, que, ainda hoje, tenho – será que ainda o tenho?  – guardado e autografado pelo autor do belíssimo O Nome do Deus.</em></p>
<p><em>Dapenha, acredito, nessa busca por um lugar no futuro, já conquistado, até agora não sabe que o “livrinho” de 71 paginas – fiz questão de contar -, companheiro de muitas andanças por aqui, hoje mais do que nunca, foi um presente e tanto.</em></p>
<p><em>Mario de Miranda Quintana, poeta das coisas simples e, por isso mesmo, um poeta difícil de encontrar outro igual, falecido em 1994, portanto, há seis anos, ou melhor, quando maio – ficaria melhor se fosse em setembro – vier, dia 05, foi o poeta que eu, mesmo não sendo poeta, gostaria de ter sido na vida. Mario era um poeta que nunca procurou a poesia. Ela, toda prosa, porém, mais poética do que nunca, era quem o procurava. Um sapato, um relógio, um lenço.  Peixe, borboletas, passarinho, guarda-chuva&#8230; Tudo virava poesia na visão do poeta. Virava eu escrevi? Errei. Tudo era poesia.</em></p>
<p><em>Tenho a certeza que o meu bom irmão Dapenha sequer prestou atenção que no livrinho – não esqueçam as aspas - que ele, bom como um irmão que poucos tem, muitos tentam ter, mas, infelizmente, não conseguem, o livrinho, não o Dapenha, tem apenas 34 sonetos, livres, leves e soltos, paridos quando o poeta Mario tinha “apenas” 34 anos. Na pressa em visitar – na próxima vez, disse, virá para ficar – a terra Jaguaribe, encontrar alguns pedaços que ainda, teimosos, ficaram por aqui, também não percebeu que alem de cataventos, o poeta avisa aos interessados, como será, dali, de Cataventos pra frente, o seu semear poético.</em></p>
<p><em>Mas por outro lado, o melhor deles, se ele, Dapenha, não o Mario, doravante, agora de volta a pátria de Heráclito de Almeida e Dona Chiquinha, mergulhar, por exemplo, em Canções (1946)- Sapato Florido (1948), Batalhão de Letras (1948), sentirá que o Mario, apesar de ser passarinho, como declarou em Poeminha do Contra (Prosa e Verso, 1978), não bateu as asas de sua Rua dos Cataventos.</em></p>
<p><em>Mas, por fim, meu bom irmão, fica aquela pergunta parada no ar: pra voar o tanto quanto vou, Mario precisava sair do seu quintal? Voar para outras plagas desconhecidas? Nunca.</em></p>
<p><em>Ah, e muito obrigado, em meu e em nome dele – ó pretensão – pela lembrança. Afinal, Mario Quintana nunca vai precisar de uma cadeira na Academia de Brasileira de letras para ser lembrando. Nem para ser imortal.<br />
<span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]><br />
<mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} --></p>
<p><!--[endif]--><em></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/25/02/2010/na-rua-dos-cataventos-vento-nao-ele-nao-catava-inventava-poesia/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>SÃO ESSAS COISAS QUE NOS CANSAM E NOS FAZEM PENSAR EM DESISTIR DA MANHÃ QUE PERSEGUIMOS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/24/02/2010/sao-essas-coisas-que-nos-cansam-e-nos-fazem-pensar-em-desistir-da-manha-que-perseguimos/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/24/02/2010/sao-essas-coisas-que-nos-cansam-e-nos-fazem-pensar-em-desistir-da-manha-que-perseguimos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 19:16:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4044</guid>
		<description><![CDATA[1 - Tarde da noite. Manuel chega em casa abatido, cabisbaixo, e Maria vai  logo perguntando:  - O que foi que houve, Manuel? Aconteceu alguma coisa?  E o portuga responde: 
 - Uma tragédia, Maria!  Estive no doutor esta tarde e ele disse que eu vou ser castrado! 
 Maria pergunta, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1 </strong>-<strong> Tarde da noite. Manuel chega em casa abatido, cabisbaixo, e Maria vai  logo perguntando:  - O que foi que houve, Manuel? Aconteceu alguma coisa?  E o portuga responde: </strong></p>
<p><strong> - Uma tragédia, Maria!  Estive no doutor esta tarde e ele disse que eu vou ser castrado! </strong></p>
<p><strong> Maria pergunta, assustada:  - Castrado, Manuel? mas o que é que você tem? </strong></p>
<p><strong> E ele:  - Peguei um tal de colesterol! E a única solução vai ser cortar os ovos!</strong></p>
<p><strong>B</strong> -  Um piada. O Início das mal-traçadas desta quarta-feira a tarde. Tarde, como diria a o belo desafabafo do Chico Buarque e Francis Hime,  Trocando em Miúdos, fora de hora. Eu gosto das quartas&#8230; Mas, por uma questão de que álcool não combina com direção, mas, apesar do esforço para entender de outra forma, desencontros, prefiro, mesmo quase parando, a terceira.</p>
<p><strong>E -</strong> A censura continua mas cortante e gritante do que nunca. Um dia que não estará muito distante, e amanhecerá como aquele &#8220;outro dia&#8221; do Chico Buarque, uma vez que eles não mandarão mais, eu contarei em detalhes. Apesar de  não ser poeta, embora um dos meus dois leitores, esse mais apegado as mal-escritas que invento, insiste em ver poesia nas letras de música e letras outras nada musicais que espalho por aqui, estou preferindo, como bem sacou o pensado e amigo de idéias e poeta Ivaldo Gomes, cometer alguns poemas que, na verdade, longe dos poemas que imagino cometer, estão. A poesia serve pra tudo. Até para conformar quem de poesia tem muito pouco.</p>
<p><strong>R</strong> - Neste exato momento, aqui, neste quarto onde não durmo faz tempo, um quarto sempre crescente, escrevo sobre as coisas  que pouco me importa ou importar, quem sabe, irão um dia. A vida acontece lá fora <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/beber-otima.jpg" rel="lightbox[4044]"><img class="alignleft size-full wp-image-4045" title="beber-otima" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/beber-otima.jpg" alt="" width="300" height="424" /></a>e eu, vivendo por dentro, não estou nem aí para o carro que passa atropelando o tempo. Outro dia não muito distante, neste mesmo espaço, escrevi que estava, assim como confessara os Beatles em tempos idos, cansado. Eles disseram &#8220;muito cansado&#8221;. Eu, que quase nunca canso, escrevo apenas &#8220;cansado&#8221;</p>
<p><strong>T</strong> _ O meu cansaço, porém, não é de bater pernas pelo mundo nem de procurar atalhos para diminuir os meus caminhos. Nunca faço isso. Um caminho será sempre um caminho. E desviar, pegar atalho, é querer sacanear com o tempo. Ando cansado na verdade dessa monotonia de elevador  ondw  infelizmente os que estão subindo, uma subida impulsionada pelas sacanagens que eles cometem todos os dias e o dias todos, são sempre os mesmos.  Estou cansado não de mim, pois, como ando devagar e não tenho pressa de chegar, nunca canso. cansando, na verdade, deles, esses que tem pressa em buscar um lugar num futuro, usando, como meios, os seus passados sujos.</p>
<p><strong>O </strong>- Por fim, chegando ao fim a tarde desta quarta que não vale, depois da segunda cerveja, uma terceira, só me resta dizer que o cansaço passa todas às vezes que me lembro de que tudo nesta vida, inclusive para eles,  é passageiro.</p>
<p><strong>Eu Plural: Voltarei, amanhã, ainda mais singular.</strong></p>
<p>TEMPOS OUTROS</p>
<p>- o meu bom-humor, esse, mais que nunca, continua.</p>
<div><span style="font-family: Verdana; font-size: medium;"><strong>Marido inteligente&#8230; ou filho da p&#8230;?</strong></span></div>
<div><strong></strong></div>
<div><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"> </span></div>
<div><span style="font-size: medium;">Um casal entra num conhecido restaurante e encontra-se com um grupo de amigos, um deles dirige-se ao marido:</span></div>
<div><span style="font-size: medium;">- Olá Pedro, como está?</span></div>
<div><span style="font-size: medium;">O marido responde:</span></div>
<div><span style="font-size: medium;">- Mal, tenho AIDS. O médico deu-me apenas uns meses de vida.</span></div>
<div><span style="font-size: medium;">O amigo despede-se e fica todo embaraçado.</span></div>
<div><span style="font-size: medium;">A mulher diz ao marido em voz baixa:</span></div>
<div><span style="font-size: medium;">-Pedro, não seja assim! Como é que diz às pessoas que tens AIDS se o que realmente tens é cancer nos pulmões?</span></div>
<div><span style="font-size: medium;">O marido responde:</span></div>
<div><span style="font-size: medium;">- Eu vou morrer de qualquer forma, mas você&#8230;. ninguém vai comer !</span></div>
<div></div>
<div>O BOM-HUMOR, O ETERNO BOM-HUMOR DO ESCRIBA, CONTINUA:</div>
<div></div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_4050" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lugar-seguro.jpg" rel="lightbox[4044]"><img class="size-full wp-image-4050" title="lugar-seguro" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lugar-seguro.jpg" alt="mais &quot;seguro&quot; do que isso, só acompanhado do zé arruda pela ruas de brasília!" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">mais </p></div>
</div>
<div><span style="font-size: small;"> </span></div>
<div><span style="font-size: small;"><br />
</span></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/24/02/2010/sao-essas-coisas-que-nos-cansam-e-nos-fazem-pensar-em-desistir-da-manha-que-perseguimos/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O MUNDO NADA PESA SOBRE OS OMBROS DE QUEM TEM LEVE A CONSCIÊNCIA&#8230;</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/23/02/2010/o-mundo-nada-pesa-sobre-os-ombros-de-quem-tem-leve-a-consciencia/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/23/02/2010/o-mundo-nada-pesa-sobre-os-ombros-de-quem-tem-leve-a-consciencia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 21:54:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4039</guid>
		<description><![CDATA[
INTRODUÇÃO: Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço, mas eu me importo muito com o que penso sobre o que eu faço. Isso é caráter - Theodore Roosevelt.
LÁ fora a chuva passou
mas cá dentro do peito ainda chove&#8230;
nada me diz que o sol que todos os dias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4041" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/humberto-teste-001.jpg" rel="lightbox[4039]"><img class="size-full wp-image-4041" title="humberto-teste-001" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/humberto-teste-001.jpg" alt="debaixo desse chapéu um homem que depois de se mudar para outra cidade nunca mais aparecerá outro igual...." width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">debaixo desse chapéu um homem que depois de se mudar para outra cidade nunca mais aparecerá outro igual....</p></div>
<p>INTRODUÇÃO: <span style="color: #ff0000;">Eu não me importo com o que os outros pensam sobre o que eu faço, mas eu me importo muito com o que penso sobre o que eu faço. Isso é caráter - Theodore Roosevelt.</span></p>
<p>LÁ fora a chuva passou</p>
<p>mas cá dentro do peito ainda chove&#8230;</p>
<p>nada me diz que o sol que todos os dias espero</p>
<p>nascerá nessa manhã de fevereiro</p>
<p>ninguém me chega para anunciar a manhã que</p>
<p>por muitas manhãs pensei em amanhecê-la</p>
<p>fora do peito nada existe que me diga que</p>
<p>existir ainda vale a pena</p>
<p>todos estão reunidos em torno de uma luz que</p>
<p>não poupa energia nem escolhe um preferido</p>
<p>como iluminado&#8230;</p>
<p>poucos sabem que o mundo nada pesa sobre</p>
<p>os ombros de quem tem leve a consciência</p>
<p>sem a mão nela e o pés tão leves que não deixam</p>
<p>suas marcas na beira-mar</p>
<p>não serei escravo das palavras enquanto achar</p>
<p>que no meu silêncio tudo cabe</p>
<p>nele os dicionários de todas as línguas dizem</p>
<p>pouco e o que dizem é ininteligível</p>
<p>ando de cabeça erguida sem medo de tropeçar</p>
<p>nos pensamentos que caem vazios desta cabeça de nuvens</p>
<p>nessa cabeça de cabelos todos nuvens</p>
<p>entre o ser que passa pela rua e não percebe</p>
<p>o sinal vermelho que grita no fundo de suas retinas</p>
<p>e aquele que toma as cores emprestadas de uma manhã</p>
<p>de domingo para vestir-se de sol</p>
<p>fico com ambos porque ambos eu sou</p>
<p>não sei dizer com as palavras o que os olhos</p>
<p>sem nada falar conseguem dizer mais</p>
<p>na sei onde deixei escondida aquela bicicleta que</p>
<p>ganhei nos meus primeiros anos de vida e por toda</p>
<p>a minha vida foi a minha melhor e mais bela</p>
<p>lição de equilíbrio</p>
<p>não sei onde hoje dorme vazia aquela bola feita</p>
<p>de meia que amei por inteira dos pés a cabeça</p>
<p>e com ela fui artilheiro nos campos da minha infância</p>
<p>não sei onde procurar o que gostaria de ter perdido</p>
<p>entre o meu quintal e o curral de bois-de-manga-espada que comprei com dinheiro feito de papel de maços de cigarro</p>
<p>o tempo não espera os que se preocupam com seu passar</p>
<p>nem todo tempo é passado nem toda hora presente</p>
<p>tudo se esvai com o tempo</p>
<p>e se o tempo se vai</p>
<p>como tempo não volta mais&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/23/02/2010/o-mundo-nada-pesa-sobre-os-ombros-de-quem-tem-leve-a-consciencia/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>OS ESPIGÕES FEITOS DE PAPEL MOEDA VÃO INVADIR AS NOSSAS PRAIAS DE PAPEL PASSADO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/23/02/2010/os-espigoes-feitos-de-papel-moeda-vao-invadir-as-nossas-praias-de-papel-passado/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/23/02/2010/os-espigoes-feitos-de-papel-moeda-vao-invadir-as-nossas-praias-de-papel-passado/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 09:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4035</guid>
		<description><![CDATA[Todas às vezes que a força da grana que ergue e destrói coisas belas se impõe e aparece um sujeito defendendo com unhas e dentes e - se necessário - armas dos mais diferentes calibres a construção de
espigões na orla marítima da capital da Parahyba, lembro daquele poeta que ficou puto o resto da vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todas às vezes que a força da grana que ergue e destrói coisas belas se impõe e aparece um sujeito defendendo com unhas e dentes e - se necessário - armas dos mais diferentes calibres a construção de</p>
<div id="attachment_4036" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/espigoes.jpg" rel="lightbox[4035]"><img class="size-full wp-image-4036" title="espigoes" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/espigoes.jpg" alt="teriam privatizado a praia da penha para construção futura desses &quot;monstros&quot; ?" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">teriam privatizado a praia da penha para construção futura desses </p></div>
<p>espigões na orla marítima da capital da Parahyba, lembro daquele poeta que ficou puto o resto da vida que ainda possuía ao encontrar a sua cidade modernizada. E, assim, puto nesse restinho de vida, mandou para o inferno o responsável pelo o que considerou um crime inafiançável.</p>
<p>Eu desconfio dos meus cabelos grandes, cantava em tempos áureos o Alceu Valença, assombrado com a própria sombra. Eu, porém, silencioso que ando e sem compor e sem cantar e escutar outros cantando, cá com os meus botões de cada dia mais carne do que osso desconfio de todos aqueles que defendem a construção de espigões na orla da capital parahybana, usando com argumento a velha e obsoleta defesa de que essa intolerância em nossa “retrógrada constituição” impede o seu desenvolvimento econômico.</p>
<p>Eu não moro na praia, nem pretendo. Mas se lá morasse seria ainda mais intransigente ainda na minha defesa pela não construção de espigões. E não seria apenas, como muitos possam pensar, porque os espigões, mesmo morando em casa, pois detesto apartamento, iriam tirar a minha privacidade, o meu direito de tomar banho de piscina nu e bem acompanhado de minha mulher, também nua, e por mim acompanhado e bem.</p>
<p>Lembro que em tempos outros houve um estudo por aí feito pelos amigos da natureza e contra a construção de espigões que não levantou ninguém das mesas de bares, provando que essa construção iria sufocar – em todos os sentidos – o povo parahybano, contribuir para a poluição de nossa bela e cobiçada orla e provocar um desequilíbrio ecológico que não estava no gibi, mas no dito cujo, ou seja, no estudo. Eu continuo acreditando nos espigões? Nem, até agora, no estudo.</p>
<p>Os “províncias- acacianos”, esses em particular, os mais beneficiados e, com a construção de espigões, mais prejudicados, deveriam na verdade, unidos, sem essa de “elo de ligação” era acabar de vez com essa ambição desenfreada desses “dragões da maldade” que vem de fora – muitos, muitos – comer a nossa grama e tentar destruir o nosso “santo guerreiro” mar de tranqüilidade. Nada contra o progresso, mas tudo pelo bom-senso. Lembraram, não? Eu também.</p>
<p>Defendem os amigos – e muy amigo dos nossos provincianos da beira-mar – dos espigões que precisamos de hotéis para abrigar os muitos turistas que vêm a nossa cidade. Adivinhem, agora, o que eles vem fazer? Se disseram curtir as nossas praias livres de espigões, acertaram em todas as moscas do mundo. Seria trágico, se não fosse cômico. Eles vem a nossa cidade, por incrível que possa parecer, justamente para assistir a esse espetáculo da natureza que é uma orla livre de espigões. Mas, para os empresários, os especuladores imobiliários – que nomes horríveis! –, povo desenvolvido não é orla limpa, mas povo com espigões!</p>
<p>Divertido? Deve ser lá pras negas dele. Para a minha, não.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/23/02/2010/os-espigoes-feitos-de-papel-moeda-vao-invadir-as-nossas-praias-de-papel-passado/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NO SILÊNCIO QUE DIVIDO COM O MEU DEUS ESTOU SEMPRE LHE PEDINDO MAIS SILÊNCIO DIVIDIDO ENTRE OS HOMENS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/22/02/2010/no-silencio-que-divido-com-o-meu-deus-estou-sempre-lhe-pedindo-mais-silencio-dividido-entre-os-homens/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/22/02/2010/no-silencio-que-divido-com-o-meu-deus-estou-sempre-lhe-pedindo-mais-silencio-dividido-entre-os-homens/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 15:23:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4025</guid>
		<description><![CDATA[1 - Nada contra os programas infantis que grassam pela televisão brasileira.  Embora um pouquinho crescido, quase dois metros de altura e – acabei de pesar o corpanzil no ultimo sábado: noventa quilos
bem pesados – vez por outra assisto, lembrando os tempos que não tinha quase dois metros de altura e noventa quilos bem pesados, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1 -</strong> Nada contra os programas infantis que grassam pela televisão brasileira.  Embora um pouquinho crescido, quase dois metros de altura e – acabei de pesar o corpanzil no ultimo sábado: noventa quilos</p>
<div id="attachment_4027" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/abutre-na-espreita.jpg" rel="lightbox[4025]"><img class="size-full wp-image-4027" title="abutre-na-espreita" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/abutre-na-espreita.jpg" alt="nada tenho de abutre na espreita da carne fácil. nem abutre sou." width="400" height="307" /></a><p class="wp-caption-text">nada tenho de abutre na espreita da carne fácil. nem abutre sou.</p></div>
<p>bem pesados – vez por outra assisto, lembrando os tempos que não tinha quase dois metros de altura e noventa quilos bem pesados, ao Sítio do Pica-Pau Amarelo. Sem comparação, dirão alguns. Incomparável, endossa o escriba.</p>
<p><strong>B -</strong> Mas sem nariz de cera e sem choro sem vela, essa menina que apareceu na TV Master – é isso mesmo – é dose para elefante!  Se eu disser que ela é ruim, vocês dirão que hoje estou péssimo. Assim, não direi. Direi péssima. A voz da menina é insuportável e os assuntos abordados por ela doem como uma fotografia desbotada na parede da memória de que qualquer sujeito amnésico.</p>
<p><strong>E -</strong> Meninos, sábado passado, eu vi o proposital lance de peito da Rejane Negreiros apresentando o Jornal da Cabo Branco e fantasiada de&#8230; De quê mesmo? De mariposa perdida numa quarta-feira de</p>
<div id="attachment_4028" class="wp-caption alignright" style="width: 240px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/rejane-negreiros-dois.jpg" rel="lightbox[4025]"><img class="size-full wp-image-4028" title="rejane-negreiros-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/rejane-negreiros-dois.jpg" alt="a bonita repórter sem a fantasia do sábado carnavalesco" width="230" height="172" /></a><p class="wp-caption-text">a bonita repórter sem a fantasia do sábado carnavalesco</p></div>
<p>cinzas. A mulher - bonita mulher – brilhava mais que catarro parede.  Expressão acertada de uma colega de trabalho, que, como poucos, é dono de uma visão privilegiada nessas coisas de televisão. Uma fantasia fora de época.</p>
<p><strong>R -</strong> Não era preciso entender do riscado, como diria o Regis Soares, o nosso alegre e criativo colega desse restrito “Grupo de Risco” da Província das Acácias, para perceber que a bonita Rejane Negreiros, por mais que tente, nunca esquece o seu lado cafuçu. Uma pena. Na próxima, com certeza, antes de se fantasiar, humildemente, pedirá uma dica a Edilane Araújo, que, em matéria de apresentação de roupa, mesmo que às vezes erre no tempo, sabe a medida certa.</p>
<p><strong>T -</strong> É claro que esta nota somente interessará ao meu leitor daqui. Mas, tudo bem, escrevo para ele e, por extensão, querendo, para o outro que se encontra em alhures.Negócio seguinte: não pude ir “tabernar” com os companheiros, sábado, na comemoração do aniversário de Fatita. Fiz o possível. Mas cheio de coisas para resolver e mais cheio ainda desse ex-crotos que me enchem o saco todos os dias, o tempo passou e, infelizmente, passei junto com ele.</p>
<p><strong>O - </strong>Mas tenho certeza que assim como a Paris do Hemingway a Taberna, nessa dia, virou uma Festa! E sabem de uma coisa? Não ? Pois então fiquem sabendo: embora não a conheça como ela merecia – e o escriba, claro, também –, ela mereceu! (sic). Mais uma vez os meus parabéns pra ela!</p>
<p><strong>De Almeida </strong>- Uma vez Flamengo, agora, para que os flamenguistas não chorem sobre o fogo derramado, outra vez o Vasco. E dessa vez com o gostinho na boca dos flamenguistas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/22/02/2010/no-silencio-que-divido-com-o-meu-deus-estou-sempre-lhe-pedindo-mais-silencio-dividido-entre-os-homens/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ESCREVEREI ENQUANTO O VENTO DA LIBERDADE PUDER LEVAR AS MINHAS ASAS PARA MAIS PERTO DO SOL!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/20/02/2010/escreverei-enquanto-o-vento-da-liberdade-puder-levar-as-minhas-asas-para-mais-perto-do-sol/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/20/02/2010/escreverei-enquanto-o-vento-da-liberdade-puder-levar-as-minhas-asas-para-mais-perto-do-sol/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 10:32:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4022</guid>
		<description><![CDATA[


Tenho dito e repetido por aqui que somente continuarei a escrever as minhas coisas e coisas boas de outros que leio e escuto por aí, enquanto esse ato me proporcionar um prazer. E no caso nada tem a ver com esse merda chamada por muitos intelectuais de “prazer estético”. Falo mesmo do prazer que mexe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/f8pV4YQ2wtY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="344" src="http://www.youtube.com/v/f8pV4YQ2wtY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Tenho dito e repetido por aqui que somente continuarei a escrever as minhas coisas e coisas boas de outros que leio e escuto por aí, enquanto esse ato me proporcionar um prazer. E no caso nada tem a ver com esse merda chamada por muitos intelectuais de “prazer estético”. Falo mesmo do prazer que mexe com o cidadão comum, fotografia três por cinco por sete na carteira de identidade, deixando-o babando dias e mais dias após ato.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Pois bem. Entre os muitos espaços que ocupo espalhando as mal-traçadas como estas e despertando em alguns o gozo do qual acabei de falar, este espaço PLURAL, o mais singular de todos, é aquele que mais prazer – o verdadeiro – vem dando a este sujeito que não passa de um artista que faz de seus malabares palavras para o pleno exercício de seu pensamento.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Estou, porém, sem o “ai, porem” e sem o Paulinho da Viola ao lado para nos resgatar com mais um Rio Que Passou na Sua Vida, na dele, vejam bem, pois, o meu, o Jaguaribe, não passará nunca, parando de ocupar espaço outros pela falta de um espaço maior – no sentido de liberdade – para que as minhas pobres e presas – por enquanto – mal-traçadas possam voar para longe do quintal que não é o meu.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Quando citei os Beatles – I’m so tired – em uma dessas minhas confissões, respeitoso e preservando os únicos dois leitores que me acompanham desde o começo das minhas investidas pelo caminho das palavras, um, pelo menos um desses dois não entendeu o recado. </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Não estou cansado de pensar, pois, apesar dos apelos de tantos aos meus lados, de pensar não canso muito. Escrever? Para este escriba é uma necessidade. Se parar morre asfixiado pelas palavras que brincam na sua garganta.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Os dias que não escrevo para os olhos alheios, pode apostar que escrevo para o meu olho, esse que um dia um poeta falou que o Lampião usava para olhar por dentro, o cego, embora, graças a Deus, cego não seja.  Escrevo para dentro. Escrevo por dentro. </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Os que me conhecem, porém, graças a Deus, não precisam olhar paras as minhas janelas d&#8217;alma, nem perguntar sobre o que e porque escrevo nessa hora. As suas entrelinhas, mesmo que o escriba não queira, denunciam o que fora escrito por dentro. Elas, as entrelinhas, estão vivas, saltando, estampadas na parede do cobertor do olho que dorme. </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Leio todos os dias os jornais que me enviam e aqueles que, apesar do grande o interesse de recebê-lo pela mesma via, assim não me chegam, tenho que sair de casa para flagrá-los nas bancas de revistas com os olhos cheios de alegria e preguiça. E, feita a leitura, nunca me esqueço de lembrar que um jornal que se preze, com exceção dos nanicos e sem leitores, lembrando, também, que um jornal nanico nunca quis dizer pequeno no numero de leitores, não pode nem deve expressar simplesmente a opinião do seu dono. Mas infelizmente é o que tem acontecido por aqui e, para evitar ser cobrado mais tarde, alhures. Uma constatação mais que triste, tristíssimo, doída. </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>O que os jornais nos dizem é aquilo que seus donos gostariam de nos dizer. E dizem. Ninguém pode contrariar ao que ele pensa. Se o jornalista tem a escrita, ele, o dono, tem o dinheiro e o veículo para mostrar o que os seus comprados escrevem, pensando por ele.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>O mesmo vem acontecendo com a televisão verde e amarela. Quem patrocina, por exemplo, o Jornal Nacional? Pois bem. Se eu sou patrocinador, mesmo que tenha cometido as maiores sacanagens da história e, impune, continuem cometendo, o programa que eu patrocino, mesmo que todo mundo fale do caso, não vai nunca poder falar.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Nada de abrir o programa que eu patrocino com notícias que não desejo ver naquela emissora.  Faustão, Silvio Santos, Gugu, Jô, tudo num mesmo balaio. Eles não tocam no assunto que não interessa aos seus patrocinadores. A não ser, claro, se for para elogiar, babar, massagear os seus - dos patrocinadores – respectivos egos.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Às vezes, fugindo do meu lugar comum, sempre indignado com essas sacanagens cometidas em nome da paixão e da ética e dos bons costumes, lembro que o papel do jornalista, o bom jornalista, claro, pois existem muitos picaretas por aí, é o de fazer um jornal bem feito, bonito, e que interesse ao leitor. Mas um jornal que também dê lucro, pois, afinal, sem lucro não existe um só patrão que suporte um “intelectual” em sua Folha de Pagamento expondo pensamentos que ele não entende nem interesse algum tem de entender.  É a regra de todo o regime capitalista: estou investindo e quero um retorno lucrativo do que investi.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Mas, hoje, sábado de graça, sem muita coisa para fazer e muito para pensar, levar esse escriba para passear, mostrar para este escriba as coisas que a pressa dos nossos negócios não lhe permite ver em dias não sabatinos, vai ficar por aqui, depois de tanta chuva, enxugando as asas, as verdadeiras, para voar, sem lembrar o Ícaro, e chegar cada vez mais próximo do sol, da luz, da luz, luz&#8230; </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Luz, mais luz, quero luz!</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/20/02/2010/escreverei-enquanto-o-vento-da-liberdade-puder-levar-as-minhas-asas-para-mais-perto-do-sol/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ENQUANTO O RIO CORRE NO MEU QUINTAL, SEM PRESSA, CAMINHO PELAS SUAS MARGENS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/19/02/2010/enquanto-o-rio-corre-no-meu-quintal-sem-pressa-caminho-pelas-suas-margens/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/19/02/2010/enquanto-o-rio-corre-no-meu-quintal-sem-pressa-caminho-pelas-suas-margens/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 11:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4014</guid>
		<description><![CDATA[ 

O que não me sai da boca
fica entre a língua e o céu da boca
O céu é logo ali
As palavras sejam de amor ou não dele dependem para ser entendida pelo amor que se quer ou que se deseja.
Nada é passageiro. 
Tudo é passageiro. 
 
Entre o nada e o tudo está a espera
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]><br />
<mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} --></p>
<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">O que não me sai da boca</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">fica entre a língua e o céu da boca</span></em></p>
<div id="attachment_4015" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/rio-jaguaribe-006.jpg" rel="lightbox[4014]"><img class="size-full wp-image-4015" title="rio-jaguaribe-006" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/rio-jaguaribe-006.jpg" alt="restos do que fora um dia um rio... não riam!" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">restos do que fora um dia um rio... não riam!</p></div>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">O céu é logo ali</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">As palavras sejam de amor ou não dele dependem para ser entendida pelo amor que se quer ou que se deseja.</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Nada é passageiro. </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Tudo é passageiro. </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Entre o nada e o tudo está a espera</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">A espera da conquista. </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">A espera sem nada perder</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Sem temer</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Os dias são longos como os braços do rio que cortam</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">o meu bairro. </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Longos caminhos. </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Longas margens.</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Direita. Esquerda. </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Vou ver um dia?</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">No tudo o nada está escondido.</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Nadas nas água do rio que corre</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Em meu peito vazio</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">A vida lá fora corre como o rio que não corre</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Para a margem da minha compreensão</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Ser tudo. Um ser que nada&#8230;</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Os ponteiros do relógio passam um por outro</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">fingindo que não se conhecem. </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Uns pedem segundos, minutos&#8230;</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Outros? </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Ora! </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">A poesia molha a margem do meu rio</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">que não corre em sua direção,</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">corre na minha</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">sem medo do atropelo</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">sem medo do ato&#8230;<br />
</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Imediato. </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Abro os braços e me entrego</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">molhado as águas que matam esta sede</span></em></p>
<div id="attachment_4016" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/rio-jaguaribe-dois.jpg" rel="lightbox[4014]"><img class="size-full wp-image-4016" title="rio-jaguaribe-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/rio-jaguaribe-dois.jpg" alt="debaixo dessa ponte os três filhos de penha represeram o meu rio" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">debaixo dessa ponte os três filhos de penha represeram o meu rio</p></div>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Sede que mata por fora</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Águas que lavam por dentro</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">O tempo pede passagem</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">De passagem segue o tempo sem pedir</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">O rio que me corta o peito</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">é o mesmo que passa pelo meu bairro</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">sem me cortar</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Sem me ferir</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Sem me sentir</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Sou eu somente água</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">que passo todos os dias</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">por ele. </span></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/19/02/2010/enquanto-o-rio-corre-no-meu-quintal-sem-pressa-caminho-pelas-suas-margens/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>QUALQUER DIA DESSES, SEM DAR BANDEIRA, MUDAREI PARA PASÁRGADA E DEIXAREI ESSE REI SEM AMIGOS POR AQUI!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/18/02/2010/qualquer-dia-desses-sem-dar-bandeira-mudarei-para-pasargada-e-deixarei-esse-rei-sem-amigos-por-aqui/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/18/02/2010/qualquer-dia-desses-sem-dar-bandeira-mudarei-para-pasargada-e-deixarei-esse-rei-sem-amigos-por-aqui/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 16:51:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4001</guid>
		<description><![CDATA[Nada melhor que uma arejada na cabeça.  Um banho de rio no rio Amazonas. Preocupação zero e a  cabeça
mais fresca do que nunca. Fresca, porém, sem nada ter a ver com  uma frescura dessas que o Clodovil sentia a toda hora,  tocando viola de papo ar.
Nada melhor que mudar as imagens que esses olhos, apesar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada melhor que uma arejada na cabeça.  Um banho de rio no rio Amazonas. Preocupação zero e a  cabeça</p>
<div id="attachment_4005" class="wp-caption alignleft" style="width: 138px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/maos-de-humberto.jpg" rel="lightbox[4001]"><img class="size-full wp-image-4005" title="maos-de-humberto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/maos-de-humberto.jpg" alt="parem! os meus ouvidos estão vazios e o saco, o único que tenho, cheio!" width="128" height="96" /></a><p class="wp-caption-text">parem! os meus ouvidos estão vazios e o saco, o único que tenho, cheio!</p></div>
<p>mais fresca do que nunca. Fresca, porém, sem nada ter a ver com  uma frescura dessas que o Clodovil sentia a toda hora,  tocando viola de papo ar.</p>
<p>Nada melhor que mudar as imagens que esses olhos, apesar dos belos cartões que eles trazem bem no fundo da retina, estavam cansados de ver todos os dias. Tambáu, Cabo Branco, Penha, Coqueirinho, Carapibus. Todos belos. Ó rotina de elevador chata da gota serena!</p>
<p>Estou caminhando por aí com lenço e documento e, por medo de ser assaltado e virar notícia de jornal, com quase ou nenhum dinheiro no bolso. Ou nas mãos.</p>
<p>Hoje, uma quinta-feira tão de cinzas quanto a quarta que passou e que de cinzas realmente foi, como os meus dois leitores podem notar, estou procurando um motivo, apenas um entre tantos que pintam por aí, para estimular o meu eterno bom-humor.</p>
<p>I’m so tired.  Lembram? I&#8217;m so tired, I haven&#8217;t slept a wink. Estou tão cansado, não dormi nada. Fico imaginando se devo me levantar e fazer um drink&#8230; I wonder should I get up and fix myself a drink</p>
<p>Os caminhos são longos e os atalhos maiores que os da Província das Acácias são uma tentação. Tudo é tentação. Doce tentação. O tesão?  Mais que nunca continua movendo este mundo sem tesão. Mas como naquele musiquinha do quem anda com Jesus Cristo não tem medo de assombração, estou em boa companhia, estamos bem acompanhados.</p>
<p>Pinte você mesmo em um barco em um rio With tangerine trees and marmalade skies Com pés de tangerina e céus de marmelada e sai por aí dizendo que viver sofrer com o medo de morte. Eu não temo a morte. Temo a</p>
<div id="attachment_4010" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/fotos-de-fatinha-carnaval-013.jpg" rel="lightbox[4001]"><img class="size-full wp-image-4010" title="fotos-de-fatinha-carnaval-013" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/fotos-de-fatinha-carnaval-013.jpg" alt="história e lendária foto dos &quot;bichos - 25 - carnavalescos&quot; nos tempos de carnaval com cheiro!" width="500" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">história e lendária foto dos </p></div>
<p>vida. A morte não mete medo em quem fez pacto com os dias que passam e os que estão por vir. Porvir. Não temo as noites escuras. Mete-me medo as luzes fortes que me impedem de ver melhor o nascer do dia.</p>
<p>Disseram um dia e, por não gostar de discutir pelada de palavras e opiniões privadas, daquelas, por exemplo, do isso é brega e aquilo é chic, me calei, que o homem não tem raízes. Outros, forçando a barra da saudade e da vontade de voltar, pois não foi com a certeza de ficar, que o melhor dos lugares é aquele onde estamos vivendo bem.</p>
<p>Estou cortando o Verde e Amarelo e até agora, mesmo que num desses lugares estivesse vivendo tão bem assim, podem anotar: venderia – não distribuiria com os pobres – tudo que adquiri em lugares outros e, filho pródigo, voltaria à casa paterna.  E, estive pensando, depois de conhecido o mundo, voltar para ficar.</p>
<p>Encontro pelo caminho muitos que por força da grana que tanto ergue quanto destrói coisas belas estão fora de seus quintais. Todos em quintais desconhecidos e nunca tão bonitos quanto o quintal que tive um dia.</p>
<p>Todos, apesar dos anos vividos neles, isto é, nos quintais alheios, sonham um dia com a volta. É como cantara um dia o mais musical dos baianos: “é como se tivesse ido, fosse necessário para voltar”. Tiram os chapéus das cabeças castigadas pelo sol e, olhos para o alto, dizem contar os dias que faltam para a volta.</p>
<p>Tudo escuto, mas nem tudo vejo. Apenas olho. Ver e olhar são tão diferentes quanto o ouvir e escutar. Prestem atenção. Mas sabendo que estarei em breve voltando ao local da partida fico calado, e parece que</p>
<div id="attachment_4011" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/filho-de-gandhy.jpg" rel="lightbox[4001]"><img class="size-full wp-image-4011" title="filho-de-gandhy" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/filho-de-gandhy.jpg" alt="em pleno carnaval baiano - a ida - um filho de gandhy agradece a volta a sua pronvicia!" width="500" height="666" /></a><p class="wp-caption-text">em pleno carnaval baiano - a ida - um filho de gandhy agradece a volta a sua província!</p></div>
<p>sou/estou mudo. E olhem que todos sabem o tanto quanto gosto da palavra falada e, um pouquinho mais ainda, da escrita.</p>
<p>Dois pratos numa eterna balança em equilíbrio. Estou, realmente, casando. E muito.  Sei, não. Qualquer dia mudarei para Pasárgada.  E vou logo avisando aos demais súditos: deixarei o rei por aqui.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/18/02/2010/qualquer-dia-desses-sem-dar-bandeira-mudarei-para-pasargada-e-deixarei-esse-rei-sem-amigos-por-aqui/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>EU BRIGO, EU MATO, QUEM ROUBOU MEU CARNAVAL E DELE FEZ PANO DE PRATO ?</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/17/02/2010/eu-brigo-eu-mato-quem-roubou-meu-carnaval-e-dele-fez-pano-de-prato/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/17/02/2010/eu-brigo-eu-mato-quem-roubou-meu-carnaval-e-dele-fez-pano-de-prato/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 14:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3975</guid>
		<description><![CDATA[Comecei matando a ressaca da quarta-feira de cinzas – ou faço isso ou ela me mata – e acabei ressacado com a morte do bom Arnaud Rodrigues. E não precisei ir longe pra saber da tragédia. Logo nas primeiras
horas da manhã, neste instante, sem ressaca, recebi imeio do bom Quelyno contando o caso. Mas somente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">Comecei matando a ressaca da quarta-feira de cinzas – ou faço isso ou ela me mata – e acabei ressacado com a morte do bom Arnaud Rodrigues. E não precisei ir longe pra saber da tragédia. Logo nas primeiras</span></p>
<div id="attachment_3976" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/baiano-os-novos-caetanos.jpg" rel="lightbox[3975]"><img class="size-full wp-image-3976" title="baiano-os-novos-caetanos" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/baiano-os-novos-caetanos.jpg" alt="arnaud e chico: excelene lp da dupla baiano e os novos caetanos" width="400" height="398" /></a><p class="wp-caption-text">arnaud e chico: excelene lp da dupla baiano e os novos caetanos</p></div>
<p>horas da manhã, neste instante, sem ressaca, recebi imeio do bom Quelyno contando o caso. Mas somente amanhã falarei sobre a importância para Chico Anysio – negar ninguém há de – do Paulinho na famosa dupla de dois (sic) Baiano e os Novos Caetanos.</p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #000000;">Por acaso descubro que o presidente de uma escola de samba de Lorena, cidade pouco conhecida e localizada, descoberta que um dos meus dois leitores não sabia, no estado de São Paulo, chamado Peralta, escolheu como tema para sua – dele – escola a Caixa de Pandora.  Para os muitos que não sabem Pandora é aquela gostosona capaz de por na chinela em se tratando de coisas gostosas todos os destaques das escolas de samba do primeiro grupo do Rio de Janeiro e criada por Zeus, para castigar os homens por causa de Prometeu, aquele que prometeu mas nem </span><span style="color: #000000;">a</span><span style="color: #000000;">carretando pagou, enviada a Epimeteu que nela meteu e não pagou. Mas voltemos aos carnavais. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Se me perguntarem, ainda hoje, o que vai ficar desse carnaval que não passou porque nunca existiu, sem titubear um só instante direi que as únicas coisas - não encontraria definição melhor: “coisas!” – que vão continuar na lembrança são as madrinhas de bateria e algumas passistas das escolas de samba do Rio de Janeiro.   Aquelas não nasceram, foram fabricadas. Só imagino a luta daquelas esculturas de carne e osso procurando pelo mercado a melhor das bundas e maior e mais forte dos peitos. E as pernas? Elas não carregam mulheres, desfilam destaques em carne – mais carne – e osso pelo sambódromo. </span></p>
<p><span style="color: #000000;">O nosso - falo do meu e com o meu – carnaval em família se limitou aos salões enfeitados de confetes e serpentinas que carregamos dentro do peito. Se houve – tentei ouvir e não ouvi um só clarim – carnaval por aqui não passou dos muros que cercam o quintal de cada folião em busca da saudade que deixou em carnavais passados. </span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="color: #000000;">Insisto e não desisto de lembrar: sem Orlando da Escola de Samba Malandros do Morro; Vinícius do Bandeirantes da Torre; Zumba dos Piratas de Jaguaribe, Renato de União em Folia/Dona Emília;</span> </span></p>
<div id="attachment_3977" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/joao-grande.jpg" rel="lightbox[3975]"><img class="size-full wp-image-3977" title="joao-grande" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/joao-grande.jpg" alt="o escriba e o carnavalesco (recém falecido) e grande joão grande" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">o escriba e o carnavalesco (recém falecido) e grande joão grande</p></div>
<p>Livardo Alves da Marcha da Cueca e de Jaguaribe; Aluísio Ventola de todos os carnavais, e, agora, João Grande dos 25 Bichos, o carnaval, se tinha cheiro de plástico, artificial, agora nem cheiro tem.  O carnaval virou uma piada contada com duplo sentido e não entendida em nenhum dos dois.</p>
<p><span style="color: #000000;">O carnaval, único e verdadeiro, isto me referindo ao carnaval da Província das Acácias, pois, este ano, uma rara exceção, não visitei Olinda, foi feito pela Morena, Cleinha, Paulo, Gama, Roberian, Dapenha, Cléo, Lígia, Erlandsson, Alexandre, Rubinho, Cristovam, Emmanuel, Humberto (o rei), Antonio David, Elzinton, e mais alguns dois ou três gatos pingados e fantasiados.  E, por último, <strong>last but not least, </strong>este escriba, Humberto de Almeida, fantasiado de 1 berto de Almeida, este, como todos sabem, quase sempre puto e mais sacana, no melhor dos sentidos, do que nunca. </span></p>
<div id="attachment_3986" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cafcu-no-carnaval-019.jpg" rel="lightbox[3975]"><img class="size-full wp-image-3986" title="cafcu-no-carnaval-019" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cafcu-no-carnaval-019.jpg" alt="dois cafuçus, um filho de heráclito e de gandhy, outra filha de aldaíra, posando para a posteridade: advinhem quem são ?" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">dois cafuçus, um filho de heráclito e de gandhy, outra filha de aldaíra, posando para a posteridade: advinhem quem são ?</p></div>
<div id="attachment_3979" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cafcu-no-carnaval-053.jpg" rel="lightbox[3975]"><img class="size-full wp-image-3979" title="cafcu-no-carnaval-053" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cafcu-no-carnaval-053.jpg" alt="três cafuçus perdidos (por fora) numa noite que poderia ter sido mais limpa" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">três cafuçus perdidos (por fora) numa noite que poderia ter sido mais limpa</p></div>
<div id="attachment_3980" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cafcu-no-carnaval-010.jpg" rel="lightbox[3975]"><img class="size-full wp-image-3980" title="cafcu-no-carnaval-010" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cafcu-no-carnaval-010.jpg" alt="uma cafuçua se preparando para cafuças ao lado do cafuçu dela e outros cafuçus dos outros" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">uma cafuçua se preparando para cafuças ao lado do cafuçu dela e outros cafuçus dos outros</p></div>
<div id="attachment_3981" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/carnaval-2010-041.jpg" rel="lightbox[3975]"><img class="size-full wp-image-3981" title="carnaval-2010-041" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/carnaval-2010-041.jpg" alt="escribas e pensadores de rostos na janela gritando que rei - ele mesmo! -  está nu e com a bunda cheirando mal;" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">escribas e pensadores de rostos na janela gritando que rei - ele mesmo! - está nu e com a bunda cheirando mal;</p></div>
<div id="attachment_3982" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/carnaval-2010-023.jpg" rel="lightbox[3975]"><img class="size-full wp-image-3982" title="carnaval-2010-023" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/carnaval-2010-023.jpg" alt="o talento fotógrafo - o de camisa listada - e os fotografados num carnaval sem cheiro" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">o talento fotógrafo - o de camisa listada - e os fotografados num carnaval sem cheiro</p></div>
<div id="attachment_3983" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/carnaval-2010-007.jpg" rel="lightbox[3975]"><img class="size-full wp-image-3983" title="carnaval-2010-007" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/carnaval-2010-007.jpg" alt="um cafuçu daqui e outro de porto velho: ambos nem tanto carnavalescos" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">um cafuçu daqui e outro de porto velho: ambos nem tanto carnavalescos</p></div>
<div id="attachment_3984" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/carnaval-2010-021.jpg" rel="lightbox[3975]"><img class="size-full wp-image-3984" title="carnaval-2010-021" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/carnaval-2010-021.jpg" alt="todos cafuçus, daqui e de fora, comprovando, in loco, que o nosso carnaval começou no fim..." width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">todos cafuçus, daqui e de fora, comprovando, in loco, que o nosso carnaval começou no fim...</p></div>
<div id="attachment_3985" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/carnaval-2010-096.jpg" rel="lightbox[3975]"><img class="size-full wp-image-3985" title="carnaval-2010-096" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/carnaval-2010-096.jpg" alt="um monte de cafuçuas somente alegria e alegrando um carnaval somente delas" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">um monte de cafuçuas somente alegria e alegrando um carnaval somente delas</p></div>
<p>Em Tempo: Em Homenagem ao Carnaval que não houve na Província das Acácias, coisa rara, raríssima, o <strong>EU PLURAL</strong> amanhece colorido.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/17/02/2010/eu-brigo-eu-mato-quem-roubou-meu-carnaval-e-dele-fez-pano-de-prato/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ENTRE CAFUÇUS E MURIÇOCAS VOU SEMPRE PREFERIR MURIÇOCAR E SER CAFUÇU EM OLINDA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/15/02/2010/entre-cafucus-e-muricocas-vou-sempre-preferir-muricocar-e-ser-cafucu-em-olinda/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/15/02/2010/entre-cafucus-e-muricocas-vou-sempre-preferir-muricocar-e-ser-cafucu-em-olinda/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 12:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3970</guid>
		<description><![CDATA[Depois daqueles carnavais do meu bairro Jaguaribe, mas especialmente os da Praça 11 – leia-se Veteranos de Antonio Leite – e da Conceição – leia-se Rei Metuzael – nunca mais os carnavais foram o mesmo.  Há
muito que a minha Província das Acácias deixou de ser carnaval para virar retiro de turistas de bolsos cheios e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois daqueles carnavais do meu bairro Jaguaribe, mas especialmente os da Praça 11 – leia-se Veteranos de Antonio Leite – e da Conceição – leia-se Rei Metuzael – nunca mais os carnavais foram o mesmo.  Há</p>
<div id="attachment_3972" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cafcu-no-carnaval-016.jpg" rel="lightbox[3970]"><img class="size-full wp-image-3972" title="cafcu-no-carnaval-016" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cafcu-no-carnaval-016.jpg" alt="dois cafuçus encontrados numa noite de carnaval na quadra de esportes" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">dois cafuçus encontrados numa noite de carnaval na quadra de esportes</p></div>
<p>muito que a minha Província das Acácias deixou de ser carnaval para virar retiro de turistas de bolsos cheios e cabeças vazias. Tudo com algumas exceções, claro, mas os com bolsos cheios exceção não há.</p>
<p>Ontem, domingo de carnaval, o primeiro e, segundo os especialistas nessa festa, o mais animado dos carnavalescos, depois de dar umas voltas por aí, Jaguaribe, Torre, Cruz das Armas, Praias da Penha, Tambaú, Cabo Branco, Seixas, Tambaú e outras, cheguei em casa convicto de que o nosso carnaval morreu e os vivos, vivíssimos, esqueceram de enterrar.</p>
<p>Tudo começou com o show do Alceu Valença, que, embora dele ainda goste mais do que o nosso Zé e Elba e Chico e outros, todos juntos pra frente ou traz (não seria “trazem”?) do Brasil, reconheço ser o mesmo Mané Luiz, como diria o meu velho compadre Heráclito, se vivo e entre os mortos que estão por aqui estivesse.</p>
<p>Fui à quadra de esportes e, pra que mentir se ainda não tenho essa malicia dos caras de pau?, E gostei do que vi e ouvi. Apesar do lugar comum o danado pra catende, depois de sair de São Bento do Uma, Alceu Valença ainda é a grande expressão do carnaval olindense e, por extensão, formando uma dupla com o velho e bom Claudionor Germano, desta terra que fora leve sobre o rosto puro de Dona Chiquinha.</p>
<p>Depois da abertura na Quadra de Esportes, como eles anunciaram, o carnaval, se começou, começou lá pras negas delas. Negas - nada de negas, falo negas no mais carinhoso dos sentidos, pois, afinal, também sou nego e&#8230; Nego - sem nenhum senso do que seja carnaval. Mas para não dizer que as negas lá deles não sacam de confetes e serpentinas, fui ao Bloco do Cafuçus e, sem mentir, achei só enfado.</p>
<p>Se brinquei? Um pouquinho no meu quadrado - nunca vi expressão tão imbecil - ao lado do quadrado onde está fixada a estátua esquecida do esquecido Livardo Alves. Achei legal encontrar o Livardo no meio da folia, cercado de cafuçus por todos os lados, somente ilha de alegria por saber que nem tudo estava perdido.</p>
<p>Não muriçoquei este ano. Nada perdi. Olhei de longe, soslaio, como diria o meu saudoso mano Leonardo. As muriçocas, como lembrei aqui mesmo, estão sem picaduras, velhas, cansadas, todas necessitando urgentemente de uma boa dose de Viagra dissolvido em notas de cem.</p>
<p>Não sei mesmo se é pelo fato do escriba andar com repelente e repelindo essas figuras frouxas que dançam fora do ritmo das boas idéias, ou se de repente, andando, espanto a alegria que algumas muriçocas ainda acham que carregam consigo, mas não vejo mais graça no Bloco de Fuba.   Em síntese: as muriçocas estão voando cada vez mais baixo. E se não tomarem cuidado, uma vez que estão acostumadas ao Baygon, para elas, não passando de um bom porre de lança-perfume, serão atropeladas pelas rodas do progresso.</p>
<p>Faz tempo que mesmo não sendo carnavalesco e não podendo optar pelas coisas que eles, os que carnavalescos se julgam, insisto e não desisto em dizer que essa coisa chamada de Folia de Rua deveria acontecer na semana carnavalesca. Nada de prévia.</p>
<p>De que adianta uma prévia que quando na semana do reinado do momo os súditos abandonam o salão provinciano e se danam para Olinda e Recife e outras plagas onde o carnaval, o verdadeiro, ainda existe?</p>
<p>O carnaval das muriçocas deveria mudar – nada é imutável, nem a cara do Heráclito Fortes – para um sábado ou domingo de carnaval. Por que não abrir o verdadeiro - se é que por aqui ainda existe – carnaval?    Seria uma novidade: sexta-feira de fogo! O que iria diferenciar uma sexta-feira de fogo de uma quarta que está virando cinza?</p>
<p>Não defenderia uma mudança a fórceps. Eu quero e posso e mando. Aí seria mais que carnaval. Uma mudança assim seria uma palhaçada. Mas vamos e venhamos e venhamos e vamos todos juntos pensar: quem banca o Carnaval de Rua da Província das Acácias? Sacaram? Isso mesmo. O nosso carnaval ainda não é profissional. Os profissionais? São aqueles que lucram com o nosso carnaval.  Mas esquecendo os mortos, pois, apesar de toda folia, eles não levantam mais, me respondam: se os que possuem as máquinas mandam nos operários, aqueles que tem o dinheiro não seriam os que bancam o nosso carnaval?</p>
<p>Pois bem. Sendo assim, tanto a prefeitura quanto o estado, os patrocinadores dessa folia, bem que poderiam entrar no acordo e promover essa mudança. Nós continuaremos apoiando, tudo bem, só que gostaríamos que O Folia fosse à Rua na semana de carnaval. Seria um estímulo a criação de outros blocos e, podem apostar, os caminhos de Olinda e Recife ficariam mais distantes.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/15/02/2010/entre-cafucus-e-muricocas-vou-sempre-preferir-muricocar-e-ser-cafucu-em-olinda/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O MEDO FOI O ESTANDARTE NO CARNAVAL DAS MURIÇOCAS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/11/02/2010/o-medo-foi-o-estandarte-no-carnaval-das-muricocas/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/11/02/2010/o-medo-foi-o-estandarte-no-carnaval-das-muricocas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 14:19:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3965</guid>
		<description><![CDATA[A violência das ruas vai pouco a pouco matando as nossas muriçocas do miramar. Ninguém mais acredita que por ali, para evitar as carnavalescas picadas, usem-se apenas o inseticida. Todos escondidos por
detrás de suas máscaras. Um olho fechado e um outro que nunca dorme.  A violência não somente está na rua.  Não vem do morro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A violência das ruas vai pouco a pouco matando as nossas muriçocas do miramar. Ninguém mais acredita que por ali, para evitar as carnavalescas picadas, usem-se apenas o inseticida. Todos escondidos por</p>
<div id="attachment_3966" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/muricocas-dois.jpg" rel="lightbox[3965]"><img class="size-full wp-image-3966" title="muricocas-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/muricocas-dois.jpg" alt="a violência não ficou apenas na picadura venenosa desse mosquito carnavalesco..." width="500" height="666" /></a><p class="wp-caption-text">a violência não ficou apenas na picadura venenosa desse mosquito carnavalesco...</p></div>
<p>detrás de suas máscaras. Um olho fechado e um outro que nunca dorme.  A violência não somente está na rua.  Não vem do morro nem lá da cidade como o samba do qual Noel Rosa Falou. Vem de casa. Dos morros. Das cidades.  E bem acompanhada.</p>
<p>O medo se espalha pelas ruas cobertas de confetes e serpentinas. O medo está na fantasia dos anjos que trazem a espada escondida debaixo do manto. As muriçocas voam zonza sob o efeito dos lanças que de perfume nada tem. As cabeças das muriçocas estão acostumadas com o cheiro que exala no ar e que nada tem de Baygon. Estamos vendo um desfile de muriçocas tontas e foliões que se escondem por detrás das mascaras como se fossem coletes de segurança.</p>
<p>Os passos dos foliões são indecisos, inseguros, assim como a história do olho fechado e o outro aberto, vigilante, os passos são dados que rolam na mesa de um jogo onde os que ganham são aqueles que chegam em suas casas inteiros e dispostos a enfrentar a batalha do dia seguinte. Todo dia não é dia de índio. Nunca foi. Todo dia é dia de tudo fazer para escapar com vida. Nem ferido vale. As muriçocas estão zonzas e perdidas no meio de uma guerra onde as armas não são os sprays de Baygon.</p>
<p>No dia das muriçocas a cidade não acorda mais com um grito secular. A cidade vive acordada. Os homens vivem com medo. As crianças não dormem mais. O canto das muriçocas é o silêncio provocado pelo medo e a insegurança. São milhares de seguranças pelas ruas em cordões de isolamento. As muriçocas estão voando sobre os capacetes protetores de cabeças que não tem nas cabeças a folia das poucas muriçocas que não temem morrer de alegria no meio dos milhares de palhaços que desfilam pelo salão da Tito Silva. O medo foi o estandarte no carnaval das muriçocas.</p>
<p>Os foliões confundem toda muriçoca que passa com o perigoso mosquito da dengue. A alegria não corre forte como a hemorragia de outros carnavais de muriçocas em que as suas picaduras serviam apenas para reproduzirem muriçoquinhas que não desfilam na véspera das muriçocas medrosas e venenosas. Hoje elas são temidas como mosquitos transmissores da dengue hemorrágica. É o medo que lhe corre nas veias. Os foliões estão perdidos e não sabem o caminho da volta. Todos, mais tarde, o medo exalando por todos os poros, contrariando a ordem natural das coisas, se perderão na volta.</p>
<p>Não vou mais ao Muriçocas nem em Miramar. Não mirarei pela televisão a alegria que não encontrei na Tito Silva. O verde colorido azul do mar, medrosas que pulam, mesmo para as muriçocas que trocam as cores nos seus olhares cheios de álcool e álcoois outros, pode a qualquer hora avermelhar. Não queria o fim das muriçocas, mas da violência e do medo que fazem delas insetos sem nenhuma simpatia.</p>
<p>O meu bloco há muito que deixou de ser o das Muriçocas. Depois de acompanhado em muitos carnavais e muitos carnavais acompanhado resolver entrar, bem acompanhado pela segurança e a sensação de que um dia confessarei que vivi, no bloco do eu sozinho. E nele, para a minha segurança, uma muriçoca não entrará nos seus cordões.</p>
<p>As muriçocas medrosas desfilaram pela Tito Silva usando as suas picaduras de fazer muriçoquinhas como espinhos pontiagudos e venenos. E encontrar nelas, como muitos puderam ver e todos sentiram, ninguém se arvorar podia.As muriçocas passaram e ninguém se preocupou com o seu zum-zum-zunido. Nem com ele dançou. Dançaram. O medo desfilou pela Tito Silva e as muriçocas, todas zonzas, não caíram no passo. Se perderam.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/11/02/2010/o-medo-foi-o-estandarte-no-carnaval-das-muricocas/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NÃO GOSTO DE CARNAVAL ONDE OS CONFETES SÃO VOTOS E APERTOS DE MÃOS SERPENTINAS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/10/02/2010/nao-gosto-de-carnaval-onde-os-confetes-sao-votos-e-apertos-de-maos-serpentinas/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/10/02/2010/nao-gosto-de-carnaval-onde-os-confetes-sao-votos-e-apertos-de-maos-serpentinas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 18:02:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3951</guid>
		<description><![CDATA[Os que me conhecem sabem na verdade que o carnaval que eu gosto e aprendi a brincar é aquele feito das letras que todos os dias pesco nos livros – em breve, uma coisa rara, o primeiro vir à luz) que dormem na estante da minha cabeça. O carnaval mesmo, aquele que o sujeito ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Os que me conhecem sabem na verdade que o carnaval que eu gosto e aprendi a brincar é aquele feito das letras que todos os dias pesco nos livros – em breve, uma coisa rara, o </em></strong><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/escrevendo-e-balancando-a-cabeca.gif" rel="lightbox[3951]"><img class="alignleft size-full wp-image-3953" title="escrevendo-e-balancando-a-cabeca" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/escrevendo-e-balancando-a-cabeca.gif" alt="" width="45" height="45" /></a><strong><em>primeiro vir à luz) que dormem na estante da minha cabeça. O carnaval mesmo, aquele que o sujeito ou vestido de índio ou de papangu desfila pelos becos da vida s como se desfilando estivesse na passarela da vida.</em></strong></p>
<p>O carnaval político não tem as bailarinas que saltam com sombrinhas abertas e caem no passo da imaginação deste escriba que nunca foi passista. O escriba é mais que isso é saltista - vive saltando na corda bamba de sombrinha -, um sambista, um corista no imenso e carnavalesco coral desta vida Severina.  Não gosto do carnaval político onde os confetes são votos e os apertos de mãos serpentinas que se enrolam, pegajosas, nas consciências dos pobres de espírito.</p>
<p><strong><em>Os mais fracos, assim como ocorrem com as cobras verdadeiras, porém, menos piores que as políticas, morrem logo no primeiro aperto de mão.  Os mais resistentes se sobrevivem, </em></strong></p>
<div id="attachment_3954" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/livardo-alves-de-oculos.jpg" rel="lightbox[3951]"><img class="size-medium wp-image-3954" title="livardo-alves-de-oculos" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/livardo-alves-de-oculos-300x225.jpg" alt="o velho amigo e carnavalesco verddeiro, o último, livardo alves da costa" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">o velho amigo e carnavalesco verddeiro, o último, livardo alves da costa</p></div>
<p><strong><em>passam o resto da vida correndo atrás de cabos eleitorais e assessores e familiares em busca dos antídoto$ que os livrarão da morte – nem de bala nem de vício – de fome.</em></strong></p>
<p>Nunca saio pelas ruas fantasiado nem uso máscara no rosto. Esse, o meu rosto, desde os mais remotos carnavais do meu Jaguaribe esteve limpo, sem máscara a cobrir-lhe a vergonha – sinto vergonha e vocês sabem muito bem de que e de quem – ou talco espalhado na cara lisa ou de pau que não tenho.</p>
<p><em><strong>E se não bastasse sempre encontro meio à folia uma janela aberta onde possa manter esse rosto limpo e sem talco, sóbrio, para assistir as sacanagens que assolam o grande carnaval verde e amarelo. Mais que terminar em pizza, o carnaval deles, esse que não o meu, todos mascarados e de mãos dadas, acabam sorrindo dos que não puderam entrar no circo.</strong></em></p>
<p>Vamos, todos, pois, brincar no carnaval do “eu sozinho”. Nele temos como boa companhia a nossa solidão passageira que estará sempre bem acompanhada. Não vou, porém, falar de política carnavalesca nem do carnaval em que a política se transformou. Prefiro o silêncio dos dedos cansados. Os meus. Como escreveria o poeta Políbio Alves, no seu estilo característico.</p>
<p>EM TEMPO: ganha um exemplar novinho em páginas de &#8220;J<strong>aguaribe - Estante de Sentimentos&#8221;</strong> o leitor - um dos dos meus dois que disser, via imeio, quem foi o colega e jornalista tampa - como costuma escrever - que apresentou o blog EU PLURAL no comecinho da carreira dessa forma:</p>
<p><strong>Humberto de Almeida cria o Blog EU PLURAL.</strong></p>
<div id="attachment_3958" class="wp-caption alignleft" style="width: 100px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/humberto-do-eu-plural.jpg" rel="lightbox[3951]"><img class="size-full wp-image-3958" title="humberto-do-eu-plural" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/humberto-do-eu-plural.jpg" alt="o escriba ainda de barba e cabeça cheia de novidades passageiras (sic)" width="90" height="110" /></a><p class="wp-caption-text">o escriba ainda de barba e cabeça cheia de novidades passageiras (sic)</p></div>
<p>&#8220;Chama-se &#8220;Eu plural&#8221; o blog do escritor, jornalista e cronista Humberto de Almeida, o cabra que mais escreve gostoso aqui nas acácias. Um blog bonito de se ver, todo preto com risquinhos brancos, onde Humberto bota as suas colunas, todas elas bem escritas e singelamente elaboradas. Vi e gostei e aconselho ao leitor dar um pulinho até lá só para conferir. O endereço? Lá vai: http://humbertodealmeida.com.br&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/10/02/2010/nao-gosto-de-carnaval-onde-os-confetes-sao-votos-e-apertos-de-maos-serpentinas/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>PREPARA O CORPO PARA O CARNAVAL, POIS NO ESPÍRITO SOU SOMENTE PRESENÇA,  POETO (sic)PARA A ALMA DELA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/09/02/2010/prepara-o-corpo-para-o-carnaval-pois-no-espirito-sou-somente-presenca-poeto-sicpara-a-alma-dela/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/09/02/2010/prepara-o-corpo-para-o-carnaval-pois-no-espirito-sou-somente-presenca-poeto-sicpara-a-alma-dela/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 17:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3947</guid>
		<description><![CDATA[Estás distante porque eu sou a distância
E purgo-me disso todas às vezes de sofrer teu nome, tua face. Meu desespero enterra-se na praia onde, altas horas da manhã,
vens tomar sol e molhar os cabelos.
Estás distante, como a minha ira
está de devorar a si mesma. Estás distante, como a minha angústia de compreender suas razões. Estás [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estás distante porque eu sou a distância<br />
E purgo-me disso todas às vezes de sofrer teu nome, tua face. Meu desespero enterra-se na praia onde, altas horas da manhã,<br />
vens tomar sol e molhar os cabelos.</p>
<p>Estás distante, como a minha ira<br />
está de devorar a si mesma. Estás distante, como a minha angústia de compreender suas razões. Estás distante. E eu sou a distância que não te ampara,</p>
<div id="attachment_3948" class="wp-caption alignleft" style="width: 501px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/olhos.png" rel="lightbox[3947]"><img class="size-full wp-image-3948" title="olhos" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/olhos.png" alt="enquantos os dedos filtram a luz prateada do dia os olhos descobrem manhãs de luz..." width="491" height="640" /></a><p class="wp-caption-text">enquantos os dedos filtram a luz prateada do dia os olhos descobrem manhãs de luz...</p></div>
<p>porque deste amparo foges.</p>
<p>Eu sou a estrela incandescente,<br />
enquanto vagas em silêncio como o alto mar. O dia em que te encontro, nas minhas imaginações e fingimentos, nas minhas representações que invento para aplacar minha fúria, é um dia grosseiro, tosco,<br />
sem respeito e sem Deus&#8230;</p>
<p>Porque, quando o dia em que<br />
te encontro não é o que invento, és a deusa contida em uma nuvem fria. E eu guerreiro que,<br />
ao te tocar, te virginiza.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/09/02/2010/prepara-o-corpo-para-o-carnaval-pois-no-espirito-sou-somente-presenca-poeto-sicpara-a-alma-dela/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ENTRE UM BLOCO E OUTRO, PREFIRO O MEU BLOCO DO EU SOZINHO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/08/02/2010/entre-um-bloco-e-outro-prefiro-o-meu-bloco-do-eu-sozinho/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/08/02/2010/entre-um-bloco-e-outro-prefiro-o-meu-bloco-do-eu-sozinho/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 14:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3942</guid>
		<description><![CDATA[Abrir Uma Igreja, Fundar ou Assaltar um Banco?
Tudo bem que é preferível abrir igrejas a fechar escolas ou construir cadeias. Mesmo considerando que muitas dessas igrejas aí são verdadeiras prisões. Prisões mentais que são piores que as físicas. Agora, que eu nunca vi tantas igrejas na Província das Acácias, capital da minha Parahyba, nos últimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Abrir Uma Igreja, Fundar ou Assaltar um Banco?</strong></p>
<p>Tudo bem que é preferível abrir igrejas a fechar escolas ou construir cadeias. Mesmo considerando que muitas dessas igrejas aí são verdadeiras prisões. Prisões mentais que são piores que as físicas. Agora, que eu nunca vi tantas igrejas na Província das Acácias, capital da minha Parahyba, nos últimos anos, isso não. <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/igreja.jpg" rel="lightbox[3942]"><img class="alignleft size-full wp-image-3943" title="igreja" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/igreja.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a>Trocaram os bares pelas igrejas. E se em cada esquina havia um bar, um pega-bêbado, hoje temos uma igreja. Ou melhor: uma igrejinha onde o pai é pastor, a mãe pastora e os filhos e filhos operários. Ou obreiros. Ou outra obra qualquer. Afinal tudo é uma obra só.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Se For Abrir Uma Igreja Me Convide Para Tesoureiro!</strong></p>
<p>Outro dia um colega recém demitido de uma dessas industrias isentas de todos os impostos do país instalada nisso que nunca nos acostumamos a chamar de Distrito Industrial, logo ali na saída da capital e a caminho do Recife, achando-me com cara de consultor para assuntos religiosos e econômicos, perguntou se no seu caso -  no dele, claro - pegaria o dinheiro que ele recebeu com a demissão, sem justa causa, tudo direitinho, e aplicaria numa banca de revistas, numa franquia dessas aí, ou&#8230; numa igreja! Ou seja: ele estava pensando em abrir um templo - ou igreja, vejam lá! - para ele e a família<br />
E o que vocês fariam no meu lugar?</p>
<p>Não respondi. Disse que o dinheiro era dele e ele que decidisse. Afinal, acrescentei, não era consultor, nunca fui consultado e se fiz alguma consulta nos últimos anos, foi ao meu oftalmologista. Disse mais: ele que avaliasse os riscos do negócio e, junto à família, a dele, mais uma vez, claro, decidisse onde o seu dinheiro seria melhor aplicado.</p>
<p>Finalizei, lembrando o Neném Prancha, o filósofo, que sempre dizia que jogo era jogo e treino era treino, dizendo-lhe que negócio era negócio e lucro era lucro. Por fim, era só convidar os santos e rezar para que os santos convidados fossem bons de negócio.</p>
<p>Ah, e não esqueça, disse-lhe ainda, estarei sempre aberto - ou 1 berto, vejam aí - para conversar sobre a tesouraria e fechado, depois dos cultos, para balanço.<a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/igreja-dois.jpg" rel="lightbox[3942]"><img class="alignright size-full wp-image-3944" title="igreja-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/igreja-dois.jpg" alt="" width="320" height="194" /></a><br />
Não meu deu mais notícias. Se vou reclamar ao arcebispo? Prefiro aguardar.</p>
<p><strong>Quando a Lei é Criada, Morre e Ninguém Reclama o Seu Cadáver!</strong></p>
<p>Por acaso, olhos de férias, pulando de página em página como de galho em galho pulam os macacos, eles evitando a queda e eu caindo de sono, me deparei com um livrinho, uma plaqueta, na verdade, intitulada As Principais Leis Criadas Na Câmara Municipal de João Pessoa, editado no ano de 1994, pelo então vereador Carlos Barbosa de Sousa, conhecido pelas letras CBS, um sujeito letrado, ex-petista e atual não sei o quê.<br />
A plaquetazinha é uma fonte de curiosidades e risos. Tem algumas Leis que o Stanislaw Ponte Preta, se necessário fosse, compraria ao dono do Projeto que a criou, para poder ilustrar o seu inesquecível Festival de Besteiras que Assola o País, o seu antológico Febeapá.</p>
<p>Não vou entrar nos detalhes. Ou no mérito, como diriam os doutos juizes. Mas como diria o Hudson para a sua Vó, esses dois desconhecidos para vocês, em seus momentos de falsa lucidez, eu só queria saber, vocês, claro, também querem.</p>
<p><strong>Vocês sabiam que há uma lei&#8230;</strong></p>
<p>-que proíbe o funcionamento de ranchos e congêneres - gostei mais dos congêneres! -após 01 hora da manhã? Pois é. Vá morar perto de um rancho&#8230;ou de um congênere!</p>
<p>- autoriza investidura no Cabo Branco?Como?Nem me perguntem o que é isso!</p>
<p>- cria a balança do fiel? Esse fiel deve ser um sujeito muito bom para merecer ser tão balançado!</p>
<p>- dispõe sobre o serviço funerário do município? Essa é de morte!</p>
<p>- dispõe sobre a instituição de acesso para locomoção de pessoas em cadeiras de rodas. E para isso é preciso uma lei? Ah, deficiência&#8230;</p>
<p>- Institui a Olimpíada Estudantil Municipal? Desculpem, mas não vou comentar!</p>
<p>- dispõe sobre afixação de número em edificações? Seria cômico se não fosse trágico, o carteiro sair, por exemplo, procurando onde fica o segundo andar daquela rua, batizado de Alfredo! Tem que ser numerado, ora!</p>
<p>Tudo bem, paro agora. Mas prometo voltar ao livrinho CBS.</p>
<p>Mas Como é Bom Saber que temos leis tão maravilhosas! E eficazes!</p>
<p><strong>&#8230; O Que Mata Engorda!</strong></p>
<p>Acho que todo o mundo percebeu o quanto a menina que mandou mandar os pais e só não foi ao cinema porque não gostava do filme que passava naquele dia engordou.</p>
<p>Está provado: se o que não mata é inocente,  o que mata,denuncia-se: engorda!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/08/02/2010/entre-um-bloco-e-outro-prefiro-o-meu-bloco-do-eu-sozinho/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NEM SEMPRE, MESMO NO CARNAVAL, VIVER ALIENADO É UMA BOA. MAS, ÀS VEZES&#8230;</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/07/02/2010/nem-sempre-mesmo-no-carnaval-viver-alienado-e-uma-boa-mas-as-vezes/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/07/02/2010/nem-sempre-mesmo-no-carnaval-viver-alienado-e-uma-boa-mas-as-vezes/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 10:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3934</guid>
		<description><![CDATA[Um dia ela chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar. E sem que eu sequer preparasse a casa do
peito para a despedida me disse “vou embora”. No início, meio sem graça, como aquele palhaço que tem tudo de palhaço mas nada de engraçado tem, não liguei. Achei que voltaria outro dia, amanhã, cinco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia ela chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar. E sem que eu sequer preparasse a casa do</p>
<div id="attachment_3933" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ponto-do-cem-reis-de-pedros-osmar-e-a-gente-019.jpg" rel="lightbox[3934]"><img class="size-full wp-image-3933" title="ponto-do-cem-reis-de-pedros-osmar-e-a-gente-019" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ponto-do-cem-reis-de-pedros-osmar-e-a-gente-019.jpg" alt="o escriba e paulo ró, dois jaguaribenses que, como muitos, às vezes acham que &quot;viver alienado é uma boa!&quot;" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">o escriba e paulo ró, dois jaguaribenses que, como muitos, às vezes acham que </p></div>
<p>peito para a despedida me disse “vou embora”. No início, meio sem graça, como aquele palhaço que tem tudo de palhaço mas nada de engraçado tem, não liguei. Achei que voltaria outro dia, amanhã, cinco ou dez dias depois, pediria perdão e, como das outras vezes, perguntaria se eu havia regado as plantas da varanda.</p>
<p>Lembro que ainda perguntei se não iria levar o seu caderno, quase um diário, com os poemas copiados do Mário Quintana e o Cd Canção de Amor Demais, aquele que lhe presenteei com a dedicatória sem graça em letras de forma, pois, na sendo assim como me dissera outro dia, sentiria dificuldades para ler..  Uma dedicatória meio apressada, no ritmo de um Rap sem pé nem cabeça para a uma alegria somente nossa e que  não se ouvia por aqui.</p>
<p>O Rap aí de cima sem pé nem cabeça não me veio à cabeça por acaso, pois, mesmo com aquela história que trouxe dos bancos escolares de que a musica é universal nunca acreditou que essas três letrinhas sem ritmo e nada poéticas significassem ritmo e poesia. Mas a vitrola desligada e os CDs arranhando-se sozinhos,  naquela repetição enfadonha em cada faixa não deixou – a reptição- que naquela manhã a sua despedida ficasse a se repetir por quase todo aquele a ano nessa cabeça que pensa e, por causa disso, inúmeras  vezes desiste.</p>
<p>Eu não queria que essas coisas suas viessem a público. Nem as minhas. Mas é que eu não poderia perder essa oportunidade de aprender com a despedida e ensinar aos poucos amigos a melhor forma de despedir-se uma companheira. Até aquele quadro do Lacet em que os músculos do homem com cara de mau parecem mais verdadeiros do que os meus, como ela sempre dizia, o mais querido entre os muitos que formam a sua galeria particular, ela esqueceu. Ou melhor, fingiu não gostar mais dele.</p>
<p>Vou esperar. Sei que o tempo vai amarelar o retrato na parede, mas não vou ligar. As flores podem ir embora, buscar novas roupas para o desfile da próxima primavera. Mas um dia, quando ela estiver cansada de sua despedida sem graça, de viver pelas ruas, pode voltar. Eu lhe darei carinho e afeto. E, se não bastasse, para se abrigar, darei o meu teto. E para lhe comer, o meu pão.</p>
<p>P.S: Notaram? Às vezes, como cantara um dia o Paulo Ró, ou melhor, gritara, pois o Paulo Roberto, como ele, inteligente, e o irmão, também, sabem que nunca cantarm, “viver alienado é uma boa!”</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/07/02/2010/nem-sempre-mesmo-no-carnaval-viver-alienado-e-uma-boa-mas-as-vezes/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NÃO ANDO A FLOR DA PELE, A FLOR ANDA FEITO TATUAGEM NO CORPO DELA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/04/02/2010/nao-ando-a-flor-da-pele-a-flor-anda-feito-tatuagem-no-corpo-dela/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/04/02/2010/nao-ando-a-flor-da-pele-a-flor-anda-feito-tatuagem-no-corpo-dela/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 17:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3923</guid>
		<description><![CDATA[O Meu Singular Eu Plural
São muitos os imeios que tem chegado ao Eu Plural (humbertodealmeida.com.br) reclamando das minhas observações sobre o vazio das noites musicais em nosso eterno Ponto de Cem Réis, transformado hoje em
simples Quadra de Esportes. Fui, vi e, vencido, assisti a quase todas as apresentações. Do Paulinho Moska e Eleonora Falcone ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Meu Singular Eu Plura</strong>l</p>
<p>São muitos os imeios que tem chegado ao Eu Plural <strong>(humbertodealmeida.com.br)</strong> reclamando das minhas observações sobre o vazio das noites musicais em nosso eterno Ponto de Cem Réis, transformado hoje em</p>
<div id="attachment_3928" class="wp-caption alignleft" style="width: 350px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tribo-terra-eu-plural.jpg" rel="lightbox[3923]"><img class="size-full wp-image-3928" title="tribo-terra-eu-plural" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tribo-terra-eu-plural.jpg" alt="não se espantem: o título EU PLURAL da Tribo Terra  é mesmo letra do escriba e que deu nome ao nosso EU PLURAL" width="340" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">não se espantem: o título EU PLURAL da Tribo Terra  é mesmo letra do escriba e que deu nome ao nosso EU PLURAL</p></div>
<p>simples Quadra de Esportes. Fui, vi e, vencido, assisti a quase todas as apresentações. Do Paulinho Moska e Eleonora Falcone ao Ray Lema e Adeildo Vieira. No final, com raras exceções, ficou uma constatação: o Ponto de Cem Réis que graças a Deus ainda é do povo, pois a Praia da Penha que também do povo era quase do povo não é mais, não estava muito a fim de ir à praça. E não está a fim, todos sabem, é um péssimo começo.</p>
<p><strong>Quem Banca Essa?</strong></p>
<p>Sabedor de muita coisa desse mundo de meu Deus, até hoje ninguém conseguiu me explicar porque, meio a tantas dificuldades, os nossos pobres banqueiros nunca fizeram uma greve. Só pode existir algo de podre - e muito podre - no reino da dinheirada. Mais fácil uma greve de aposentados que de banqueiros. Mas, só para provocar, se pudesse, decretaria o fim da taxação, os financiamentos sem juros, colocaria mais bancários para trabalhar os três turnos e abriria a agências das 7 da manhã às 24 h. E agora, Josés, o que vocês fariam?</p>
<p><strong>E pro desemprego não vai nada?</strong></p>
<p>Fome, miséria, violência, homicídio, estupro, pedofilia, assassinos cheios de cachaça e outras drogas, malucos no trânsito, brigas domésticas, depressão, seqüestro, ignorância, suicídio, assaltos, roubos, furtos, corruptos e corrompidos, analfabetismo. Sei não. E ainda tem nego por aí, bem falante e empregado, dizendo que o desemprego nada produz. Dói. E para a minha infelicidade não é ainda uma fotografia na parede da nossa memória.</p>
<p><strong>O Carnaval de Livardo Alves</strong></p>
<p>O amigo e filho de Dona Júlia e Cacheado, nascido bem pertinho da casa do Compadre Heráclito e Dona Chiquinha, pais do escriba, Rua Senhor dos Passos, no meu bairro Jaguaribe, foi morar noutra cidade compositor, poeta e puto com a sacanagem dos organizadores desse &#8220;carnaval de plástico&#8221;, como</p>
<div id="attachment_3930" class="wp-caption alignright" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/livardo-dois.jpg" rel="lightbox[3923]"><img class="size-full wp-image-3930" title="livardo-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/livardo-dois.jpg" alt="livador alves numa foto (é minha, sim senhor) do escriba no quintal de  sua - minha - casa" width="480" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">livador alves numa foto (é minha, sim senhor) do escriba no quintal de  sua - minha - casa</p></div>
<p>costumava chamar o nosso plástico carnaval. Mas não é que a Prefeitura - ela mesma! - teve a petulância de pedir ao meu amigo que cantasse de graça - assim mesmo - na abertura do nosso mortal carnaval plastificado? Podem me prender e bater, mas não mudo de opinião: o carnaval por aqui é uma piada sem graça e, como ele, Livardo, costuma dizer, &#8220;sem cheiro&#8221;. A cara desse sujeito que pensa ser engraçado. O nome do sujeito? Adivinhem.</p>
<p><strong>Vavá Peixoto Vem Aí</strong></p>
<p>Depois de filhos e dezenas - também não serei hiperbólico - de árvores plantadas sem a quimera da realização, mais um colega pretende reunir as mal-traçadas deste escriba em livro. Pois bem. Sábado de graça, recebi uma grata ligação do amigo Peixoto, craque na arte de vender o que ninguém imagina e vender bem, escritor e bom-papo, fazendo mais uma proposta decente. Uma das referências do meu bairro Jaguaribe - Dona Corina sabe muito bem -, Peixoto vem de editora. Legal. Somente assim sairei dessa &#8220;saudosa maloca&#8221; que sonha entrar em academia de letra (risos) sem uma só agenda com datas e eventos sociais e festa de feijões amigos publicada.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/04/02/2010/nao-ando-a-flor-da-pele-a-flor-anda-feito-tatuagem-no-corpo-dela/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>SÃO PESSOAS QUE NÃO SOMENTE ANDAM COM FÉ, MAS, CÚMPLICE, A FÉ INSISTE EM ANDAR COM ELAS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/03/02/2010/sao-pessoas-que-nao-somente-andam-com-fe-mas-cumplice-a-fe-insiste-em-andar-com-elas/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/03/02/2010/sao-pessoas-que-nao-somente-andam-com-fe-mas-cumplice-a-fe-insiste-em-andar-com-elas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 12:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3912</guid>
		<description><![CDATA[“Fé é acreditar sem qualquer desconfiança,
Ainda que na frente nenhuma luz exista,
Deixando a dúvida e a falta de esperança,
Para aqueles que andam apenas por vista.
Confiar nas promessas de Deus, isso é fé,
Quando parece que Deus já nos esqueceu
É não duvidar nem vacilar como São Tomé,
Nem buscar sinais e lamentar o que não sucedeu.
Fé é acreditar em Deus e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>“Fé é acreditar sem qualquer desconfiança,<br />
Ainda que na frente nenhuma luz exista,<br />
Deixando a dúvida e a falta de esperança,<br />
Para aqueles que andam apenas por vista.<br />
Confiar nas promessas de Deus, isso é fé,<br />
Quando parece que Deus já nos esqueceu</strong></p>
<div id="attachment_3913" class="wp-caption alignright" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-08.jpg" rel="lightbox[3912]"><img class="size-full wp-image-3913" title="promessa-08" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-08.jpg" alt="a fé de paulo que não é pedro mas é pedra noventa lhe dará o título de propriedade da fé" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">a fé de paulo que não é pedro mas é pedra noventa lhe dará o título de propriedade da fé</p></div>
<p><strong>É não duvidar nem vacilar como São Tomé,<br />
Nem buscar sinais e lamentar o que não sucedeu.<br />
Fé é acreditar em Deus e nunca esquecer,<br />
A esperança dum futuro que um dia virá,<br />
Fé é a coragem de acreditar sem esmorecer,<br />
Que tudo o que esperamos um dia acontecerá”</strong> (David Berg).</p>
<p>Sempre tive uma dificuldade indescritível para descrever – gostei – o que era fé para um sujeito que fé não tinha. Em primeiro lugar, embora sendo um sujeito de muita fé e  diferente de muitos, nunca deixei de fazer a minha parte. A  fé que tenho está sempre ajudada pela certeza de que a ajudando, isto é, fazendo a minha parte, o desejado virá mais rápido.</p>
<p>Para muitos, sem que nesses muitos presente  esteja este escriba, a fé não é só ter esperança, acreditar ou de alguma forma esperar que algo aconteça. Ter fé é ir um pouco, que para muitos e muito, mais além.<br />
O sujeito que tem fé – não raras vezes vacilo e, achando que tenho que fazer melhor a minha parte, não acredito que o desejado virá acontecer – tem certeza de que o seu pedido irá ser atendido.  Mas é aí que, como diria o meu irmão Dapenha, a porca torce o rabo.</p>
<p>Porém e ai, porém, hoje,   como deixou nas entrelinhas uma sem muita fé que conheço, cujo nome não ouso aqui dizer, a fé perdeu esse significado tão bonito. Os pedidos são feitos tendo como alicerce uma vaga idéia de fé ou uma fé vaga e sem a segurança da realização do pedido que fora feito.</p>
<p>Nunca esqueci que para os hebreus a fé nunca – foi proposital - deixou de ser o “firme fundamento das coisas que se esperam”. E, depois dessa, considerando as provas materiais – fotografias – de uma fé que parece inabalável e que o escriba vai espalhar pelo nosso Espaço Plural, a definição  já bastaria. Mas vamos para mais uns dois ou três parágrafos.</p>
<p>Ainda para os Hebreus, principalmente para esses, a fé vai além da esperança. É algo tão concreto quanto uma obra de Niemayer. A Estação Ciência, essa coisa na qual nunca vi a beleza que dizem ser e ver por aí, é um belo exemplo.</p>
<p>Ah,  Outro? A Pedra do reino do Miguel Santos que até agora não passou, especialmente para este escriba, de nada mais que uma Pedra no Caminho dos que passam por ali. Pois bem. Dou uma pausa e pulo para outro parágrafo.</p>
<p>Para eles, os Hebreus, esses com os quais os meus dois leitores estão acostumados, a fé, mais que uma esperança é um titulo de propriedade.  O que eles, os hebreus, querem dizer com isso?<br />
Simples e cheio de fé, mas réu confesso, não tão cheio e fervoroso quanto desejaria, trocando em miúdos, diria que para eles, os hebreus, como todos estão lembrados, o que se pede com fé, a verdadeira fé, será justamente atendido. O “titulo de propriedade” do que você sonhou e pediu, com fé, um em breve  terá nas mãos.</p>
<p>Pois bem,  leitores destas mal-traçadas, companheiros e cúmplices meus, tudo isso veio a esta cabeça cheia de mistérios e vazia de papo-cabeça, papo esse que acho um saco de cabeças vazias, quando me deparei, domingo passado, com tantos pedidos, cheios de fé, esperando os respectivos títulos de propriedade, na Casa dos Milagres da igreja da Nossa Senhora da Penha. E todos, apesar dos pobres e descrentes, serão atendidos. Tem mais: se dependerem da minha fé, eu que andar com fé eu vou e estarei sempre andando, podem somar a minha a fé deles. E haja fé.</p>
<p>Posso citar os Hebreus de novo? Então citá-los-ei: &#8220;Sem fé é impossível agradar-lhe: pois é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que O buscam&#8221;</p>
<div id="attachment_3914" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-01.jpg" rel="lightbox[3912]"><img class="size-full wp-image-3914" title="promessa-01" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-01.jpg" alt="mais que remover montanhas, a fé leva o crente a montanha que deseja" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">mais que remover montanhas, a fé leva o crente a montanha que deseja</p></div>
<div id="attachment_3915" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-02.jpg" rel="lightbox[3912]"><img class="size-full wp-image-3915" title="promessa-02" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-02.jpg" alt="mais que andar com fé, o crente que é crente carrega a fé consigo" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">mais que andar com fé, o crente que é crente carrega a fé consigo</p></div>
<div id="attachment_3916" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-03.jpg" rel="lightbox[3912]"><img class="size-full wp-image-3916" title="promessa-03" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-03.jpg" alt="uma carta cheia de fé que o papai noel, apesar da crença infantil, jamais receberá" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">uma carta cheia de fé que o papai noel, apesar da crença infantil, jamais receberá</p></div>
<div id="attachment_3917" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-04.jpg" rel="lightbox[3912]"><img class="size-full wp-image-3917" title="promessa-04" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-04.jpg" alt="um pedido que mesmo antes de ser feito, interiormente, existia a certeza de ser atendido..." width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">um pedido que mesmo antes de ser feito, interiormente, existia a certeza de ser atendido...</p></div>
<div id="attachment_3918" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-05.jpg" rel="lightbox[3912]"><img class="size-full wp-image-3918" title="promessa-05" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-05.jpg" alt="sem fé não ainda um currículo sem fé de um descrente com o gênio do einstein" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">sem fé não ainda um currículo sem fé de um descrente com o gênio do einstein</p></div>
<div id="attachment_3919" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-06.jpg" rel="lightbox[3912]"><img class="size-full wp-image-3919" title="promessa-06" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-06.jpg" alt="tudo é possível  e vale a pena quando a alma é leve e cheia de fé  como uma pena..." width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">tudo é possível  e vale a pena quando a alma é leve e cheia de fé  como uma pena...</p></div>
<div id="attachment_3920" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-07.jpg" rel="lightbox[3912]"><img class="size-full wp-image-3920" title="promessa-07" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/promessa-07.jpg" alt="o rosto cheio de fé estampado no branco da camisa é um claro sinal de que o futuro é azul" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">o rosto cheio de fé estampado no branco da camisa é um claro sinal de que o futuro é azul</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/03/02/2010/sao-pessoas-que-nao-somente-andam-com-fe-mas-cumplice-a-fe-insiste-em-andar-com-elas/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>SÃO ESSAS AS FRASES QUE FICAM QUANDO AS CENAS DE CINEMA PASSAM!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/02/02/2010/sao-essas-as-frases-que-ficam-quando-as-cenas-de-cinema-passam/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/02/02/2010/sao-essas-as-frases-que-ficam-quando-as-cenas-de-cinema-passam/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 20:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3908</guid>
		<description><![CDATA[Todos sabem ou quase todos, pois, afinal, nem todos sabem nem deveriam saber, este escriba é um cinéfilo de tela e som. Sou, como muitos cinéfilos, viciado em um bom filme. Mas o filme, embora não seja Bayer, tem que ser bom.  . Um filme  ruim e perda de tempo e de  bom-senso. Há filmes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos sabem ou quase todos, pois, afinal, nem todos sabem nem deveriam saber, este escriba é um cinéfilo de tela e som. Sou, como muitos cinéfilos, viciado em um bom filme. Mas o filme, embora não seja Bayer, tem que ser bom.  . Um filme  ruim e perda de tempo e de  bom-senso. Há filmes que se resumem em uma</p>
<div id="attachment_3909" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cinema.jpg" rel="lightbox[3908]"><img class="size-full wp-image-3909" title="cinema" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cinema.jpg" alt="no escurinho do cinema com uma escurinha de lado foram muitas as frases... e todas de amor." width="500" height="181" /></a><p class="wp-caption-text">no escurinho do cinema com uma escurinha de lado foram muitas as frases... e todas de amor.</p></div>
<p>cena. Outros, se não tem uma boa cena, tem uma frase que por todas as cenas valem. E difícil filme assim. Mas, assim como as bruxas, se você duvida, acredite: elas existem.<br />
Hoje, cansado de quase tudo, menos de mim, pois, de mim nunca canso,vê que  de mim eu gosto uma porrada, se não me amo, todos os dias, estou por mim apaixonado, resolvi fazer  uma pesquisa pela aí e, eis que de repente, me deparo com as frases que tornam certos filmes inesquecíveis</p>
<p>Espero, pois, que para os meus dois leitores, elas também sirvam para isso. Ou seja, lembrar filmes, que, sem não fosse tais frases, poucos lembrados seriam.(1 berto de Almeida)</p>
<p><strong>FRASES E FASES QUE FIZERAM O  NOSSO CINEMA</strong></p>
<p>1- Francamente, querida, eu não dou a mínima. (&#8230;E o vento levou)<br />
2- Eu vou lhe fazer uma proposta que ele não pode recusar (O Poderoso chefão)<br />
3- Você não entende! Eu poderia ter classe! Eu poderia ser um lutador. Eu poderia ter sido alguém, ao invés de um vagabundo, que é o que eu sou. (Sindicato de Ladrões)<br />
4- Toto, eu tenho a sensação de que não estamos mais no Kansas (O mágico de Oz)<br />
5- Ele está olhando por você, garota. (Casablanca)<br />
6- &#8220;Vá em frente, faça meu dia&#8221;. (Impacto fulminante)<br />
7- OK, Sr DeMille, eu estou pronta para o meu close up. (Crepúsculo dos Deuses)<br />
8- Que a Força esteja com você. (Guerra nas estrelas)<br />
9- Apertem os cintos. Vai ser uma noite trepidante. (A malvada)<br />
10- Tá falando comigo? (Taxi Driver)<br />
11- O que temos aqui é uma falha na comunicação. (Rebeldia indomável)<br />
12- Eu amo o cheiro de napalm pela manhã. (Apocalipse Now)<br />
13- Amar é nunca ter que pedir perdão (Love story)<br />
14- A substância de que são feitos os sonhos. (O falcão montês)<br />
15- ET Telefone Minha casa. (ET)<br />
16- Eles me chamam Mister Tibbs! (No calor da noite)<br />
17- Rosebud (Cidadão Kane)<br />
18- Consegui, mãe! Topo do mundo! (Fúria Sanguinária)<br />
19- Estou enlouquecido e não vou mais agüentar isso! (Rede de intrigas)<br />
20- Loius, eu acho que este é o começo de uma bela amizade (Casablanca)<br />
21- Um pesquisador de censo tentou uma vez me testar. Eu comi o fígado dele com feijão preto e um bom chianti. (O silêncio dos inocentes)<br />
22- Bond. James Bond (James Bond contra o satânico Dr. No)<br />
23- Não há lugar como a nossa casa (O mágico de Oz)<br />
24- Eu sou grande! Os filmes que ficaram pequenos! (Crepúsculo dos deuses)<br />
25- Me mostra a grana! (Jerry Maguire)<br />
26- Por que você não vem aqui me ver? (Uma Loira para Três)<br />
27- Estou andando aqui! Estou andando aqui! (Perdidos na Noite)<br />
28- Toque, Sam. Toque &#8220;As time goes by&#8221;. (Casablanca)<br />
29- Você não agüenta a verdade! (Questão de Honra)<br />
30- Eu quero ficar sozinha. (Grande hotel)<br />
31- Afinal de contas, amanhã é um outro dia! (&#8230; E o vento levou)<br />
32- Reúna os suspeitos de sempre (Casablanca)<br />
33- Eu quero o mesmo que ela pediu. (Harry e Sally - Feitos um para o outro)<br />
34- Você sabe assobiar, não sabe Steve? Você só tem que unir os lábios e soprar. (Uma aventura na Martinica)<br />
35- Você vai precisar de um barco maior (Tubarão)<br />
36- Distintivos? Nós não precisamos de distintivos! Eu não tenho que te mostrar nenhuma porcaria de distintivo! (O tesouro de Sierra Madre)<br />
37- Eu vou voltar (O exterminador do futuro)<br />
38- Hoje eu me considero o homem mais sortudo da face da terra. (Amante e Herói)<br />
39- Se você construir, ele vem (Campo dos sonhos)<br />
40- Mamãe sempre disse que a vida é como uma caixa de chocolates. Você nunca sabe o que vai pegar. (Forest Gump)<br />
41- Nós roubamos bancos (Uma rajada de balas)<br />
42- Plásticos. (A primeira noite de um homem)<br />
43- Nós sempre teremos Paris. (Casablanca)<br />
44- Eu vejo gente morta. (O sexto sentido)<br />
45- Stella! Ei, Stella! (Uma rua chamada pecado)<br />
46- Oh, Jerry, não peça pela lua. Nós temos as estrelas. (A estranha passageira)<br />
47- Shane! Shane! Volte! (Os brutos também amam)<br />
48- Bem, ninguém é perfeito (Quanto mais quente melhor)<br />
49- Ele vive! Ele vive! (Frankenstein)<br />
50- Houston, nós temos um problema. (Apollo 13)<br />
51- Você tem que se fazer uma pergunta: &#8220;Me sinto com sorte?&#8221;. Bem, você se sente, pivete? (Perseguidor implacável)<br />
52- Você me ganhou em &#8220;oi&#8221;. (Jerry Maguire)<br />
53- Uma manhã eu atirei num elefante usando meu pijama. Como ele entrou na meu pijama eu não sei. (Os Galhofeiros)<br />
54- Não tem choro em baseball. (Uma Equipe Muito Especial)<br />
55- La-dee-da, la-dee-da (Noivo neurótico, noiva nervosa)<br />
56- O melhor amigo de um garoto é a sua mãe. (Psicose)<br />
57- Ganância, na falta de uma palavra melhor, é boa. (Wall Street - Poder e cobiça)<br />
58- Mantenha seus amigos por perto, mas seus inimigos mais perto ainda. (O poderoso chefão II)<br />
59- Deus é minha testemunha, jamais passarei fome novamente! (&#8230; E o vento levou)<br />
60- Bem, eis outra bela confusão que você me meteu. (Filhos do deserto)<br />
61- Diga olá para o meu amiguinho! (Scarface)<br />
62- Que lixo! (A filha de satanás)<br />
63- Mrs. Robinson, você está tentando me seduzir. Não está? (A primeira noite de um homem)<br />
64- Senhores, vocês não podem brigar aqui! Essa é a Sala de Guerra! (Dr Fantástico)<br />
65- Elementar, meu caro Watson (As aventuras de Sherlock Holmes)<br />
66- Tire suas patas fedidas de cima de mim, seu maldito macaco nojento! (Planeta dos macacos)<br />
67- De todos os botecos de gim em todas as cidades de todo o mundo, ela entra no meu (Casablanca)<br />
68- Olha o Johnny! (O iluminado)<br />
69- Eles estão aqui! (Poltergeist)<br />
70- É seguro? (Maratona da morte)<br />
71- Calma lá, calma lá! Você ainda não ouviu nada! (O cantor de jazz)<br />
72- Nada de cabides de arame, nunca! (Mamãezinha querida)<br />
73- Nossa senhora, será o fim de Rico? (Alma no lodo)<br />
74- Deixa pra lá, Jake, é Chinatown. (Chinatown)<br />
75- Eu sempre dependi da ajuda de estranhos (Uma rua chamada pecado)<br />
76- Hasta la vista, baby. (O exterminador do futuro 2)<br />
77- Soylent Green é gente. (No mundo de 2020)<br />
78- Abra a porta, HAL. (2001: Uma odisséia no espaço)<br />
79- Striker: Com certeza você não pode estar falando sério.<br />
Rumack: Estou falando sério! E não me chame de Shirley. (Apertem os cintos&#8230; O piloto sumiu)<br />
80- Yo, Adrian (Rocky - Um lutador)<br />
81- Oi, bonitão! (Funny Girl - Uma garota genial)<br />
82- Toga! Toga! (O clube dos cafajestes)<br />
83- Escute-os. Crianças da noite. Que música elas fazem. (Dracula)<br />
84- Oh não, não foram os aviões. Foi a bela matando a fera. (King Kong)<br />
85- Meu precioso! (O senhor dos anéis)<br />
86- Attica! Attica! (Um dia de cão)<br />
87- Sawyer, você está saindo como uma jovem, mas vai voltar como uma estrela! (Rua 42)<br />
88- Escute aqui, rapaz. Você é meu cavaleiro de armadura brilhante. Não esqueça disso. Você vai voltar para cima daquele cavalo, e eu vou estar logo atrás de você, segurando forte, e lá vamos nós! (Num lago dourado)<br />
89- Diga pra eles irem lá com tudo que eles têm e ganhar só uma para o Gipper. (Criador de Campeões)<br />
90- Um martini. Batido, não misturado. (007 contra Goldfinger)<br />
91- Quem está na primeira base. (Amigo da Onça)<br />
92- História de Cinderela. Vindo de lugar nenhum. Um ex-greenskeeper, agora prestes a se tornar o campeão do Masters. Parece um milagr&#8230; Está no buraco! Está no buraco! Está no buraco! (Clube dos pilantras)<br />
93- A vida é um banquete, e a maior parte dos coitados está morrendo de fome. (A mulher do século)<br />
94- Eu sinto a necessidade&#8230; Necessidade da velocidade. (Top Gun - Ases indomáveis)<br />
95- Carpe diem. Aproveitem o dia, meninos. Façam de suas vidas uma coisa extraordinária. (Sociedade dos poetas mortos)<br />
96- Sai dessa! (O feitiço da lua)<br />
97- Minha mãe te agradece. Meu pai te agradece. Minha irmã te agradece. E eu te agradeço. (A canção da vitória)<br />
98- Ninguém põe Baby no canto. (Dirty Dancing - Ritmo quente)<br />
99- Eu vou pegar você, gracinha e seu cachorrinho também! (O mágico de Oz)<br />
100- Eu sou o rei do mundo! (Titanic)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/02/02/2010/sao-essas-as-frases-que-ficam-quando-as-cenas-de-cinema-passam/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ESSAS NOTAS QUE CAEM DO PENTAGRAMA DA HISTÓRIA MUSICAL DA PARAHYBA E&#8230; NOTAM ?</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/01/02/2010/essas-notas-que-caem-do-pentagrama-da-historia-musical-da-parahyba-e-notam/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/01/02/2010/essas-notas-que-caem-do-pentagrama-da-historia-musical-da-parahyba-e-notam/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 17:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3899</guid>
		<description><![CDATA[1 - Um dado curioso e divertido. É curioso porque são poucos os que sabem como é feita uma lei neste país de leis feitas para serem cumpridas.  E divertido porque num país onde as leis são feitas para isso,
brincar de fazer leis é uma brincadeira restrita apenas aos homens que fazem as leis. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1 - Um dado </strong>curioso e divertido. É curioso porque são poucos os que sabem como é feita uma lei neste país de leis feitas para serem cumpridas.  E divertido porque num país onde as leis são feitas para isso,</p>
<div id="attachment_3901" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lei-seca.gif" rel="lightbox[3899]"><img class="size-full wp-image-3901" title="lei-seca" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lei-seca.gif" alt="uma lei que para ser aprovada -  não deu certo - muita água passou por debaixo da ponte" width="350" height="499" /></a><p class="wp-caption-text">uma lei que para ser aprovada -  não deu certo - muita água passou por debaixo da ponte</p></div>
<p>brincar de fazer leis é uma brincadeira restrita apenas aos homens que fazem as leis. É claro que segundo os mais entendidos e uns poucos enrustidos o povo também pode fazer as suas.</p>
<p><strong>B - Ora, se eles</strong> acham que fazem tão bem, chegando a possuir nos escaninhos do congresso mais de 1300, pedras no caminho dos anseios populares, por que e então ele, o povo ordeiro e (in) feliz, teria que se preocupar com isso? E mais divertido.</p>
<p><strong> E - E ainda para</strong> que o povo saia melhor na fotografia, posando de povinho rude e ignaro, o divertido lembrar que desses 1300 projetos de lei, até agora, foram aprovados&#8230; Sabem quantos? A bagatela de 101 projetos!  E com razão.  Homens preocupados como eles não tem mesmo tempo para essas besteiras. Vide o Programa Nacional de Direitos Humanos lá deles, que, segundo a Católica Igreja, sendo aprovado da forma que fora apresentado, é um tiro no é de “Herodes” Lula.</p>
<p><strong>R - A nossa Ponta</strong> do Seixas tem tudo para virar um lugar tão explorado – e pessimamente – quanto o Pelourinho dos baianos de Bahia com H. Pois bem.  Domingo, sem muita coisa para fazer em casa e sem vontade dela sair para fazer alguma coisa na rua, resolvi visitar, mais uma vez, eu que a visito tão pouco, a nossa Ponta do Seixas.<br />
<strong><br />
T -  Lá, agora, </strong>tem uns buraquinhos para os rostinhos vazios, corpos de Lampião e Maria Bonita, onde o sujeito ou a sujeita que deseja posar de Lampião ou Maria bonita tem que pagar a taxa de R 1 real. Nada</p>
<div id="attachment_3902" class="wp-caption alignright" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cangaceiros-na-ponta.jpg" rel="lightbox[3899]"><img class="size-full wp-image-3902" title="cangaceiros-na-ponta" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cangaceiros-na-ponta.jpg" alt="as fantasias expostas durante o ano na ponta estão sem rostos, pés e cabeças" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">as fantasias expostas durante o ano na ponta estão sem rostos, pés e cabeças</p></div>
<p>demais? Nada disso. Nada demais uma ova.</p>
<p><strong>D - Acho uma besteira.</strong> O mesmo que ter de pagar a uma baiana somente “sorriso comercial” e somente pinta de baiana.  De quem foi essa “cangaceira” idéia?Repito: idiotice pura.</p>
<p><strong> E - Agora, pior,</strong> mais pior, como diria o desonesto Luiz Vieira, parceiro de mentira do João do Vale, é o sujeito que paga para botar a cara naquela coisa.<br />
<strong><br />
A - Depois de uns poucos </strong>dias por aqui, Gil de Rosa, o melhor cantor destas plagas que há muito se instalou e viu e venceu e vai voltar à Província das  Acácias para ficar de vez, como me confessou na última</p>
<div id="attachment_3903" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/1-berto-de-almeida.jpg" rel="lightbox[3899]"><img class="size-full wp-image-3903" title="1-berto-de-almeida" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/1-berto-de-almeida.jpg" alt="os compositores de &quot;ela me ensinou a comer flores&quot; e &quot;cantar sabiá&quot; e &quot;eu plural&quot; e..." width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">os compositores de </p></div>
<p>corvejada de janeiro, depois de enterrar metade de sua vida por aqui, deixando sob a laje fira do Senhor da Boa Sentença o bom e inesquecível Antonio José do Nascimento, metade, pois ainda tem Dona Rosa, Irmãos e amigos, foi embora preparar o seu “show de despedida” no circuito paulista.</p>
<p><strong>L - Será uma espécie</strong> de “vou te contar e cantar um pouco de minha vida”. Trocando em miúdos: será um “prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar”. Em tempo na metade do parágrafo: seu último CD “Ela Me Ensinou a Comer Flores” merece ser ouvido com a melhor e maior das atenções. Depois me contem.</p>
<p><strong>M - Somente agora,</strong> talvez em virtude dessa pressa na busca por um lugar no futuro de muitos e nenhuma preocupação por parte minha, pois, sem dúvidas, há muito no futuro eu cheguei, uma vez que vivendo o aqui e agora, todos os dias, o meu futuro é hoje, recebi imeios dos meus dois leitores  - qualquer dia o número aumentou para três – descontentes com as observações-fotográficas que espalhei por aqui sobre os shows na Quadra de Esportes chamada de Ponto de Cem Réis.</p>
<p><strong> E - As fotos, dizem alguns,</strong> são mentirosas. Pausa. Teria sido montagem? O vazio que o meu celular - deixei a câmara no carro – flagrou não mentem. Carlos Vieira e Flaubert, amigos presentes, são testemunhas oculares e celulares.  Por que celulares? Porque se não registraram o momento pelos respectivos celulares, lamentou sobre o vazio para alguns amigos.</p>
<p><strong> I - Ora, companheiros de leitura meus,</strong> vamos acabar como essa “coutinhada”!  Respeito os dois leitores que tenho, e não os desrespeitarei jamais. O nível do Eu Plural, como esses dois meus leitores podem atestar todos os dias, sem medo da felicidade, é outro. Mas negar o óbvio ululante e tão comum entre todos é fazer virar no tumulo o Nelson Rodrigues e nega a sua frase de efeito que tanto tem feito pelos sem criatividade.<br />
<strong><br />
D - Os meus sobrinhos,</strong> Roberian e Cléia Linda – belo apelido que faz jus à mesma –, chegaram lá do quase fim do mundo - Porto Velho e Alta Floresta, respectivamente – admirados com o crescimento da</p>
<div id="attachment_3900" class="wp-caption alignleft" style="width: 236px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/roberian-cleia-e-paulo.jpg" rel="lightbox[3899]"><img class="size-full wp-image-3900" title="roberian-cleia-e-paulo" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/roberian-cleia-e-paulo.jpg" alt="roberia, cléia e paulo. os dois primeiros sobrinhos. alegria e presença de espirito. e irmão, o bom. " width="226" height="151" /></a><p class="wp-caption-text">roberia, cléia e paulo. os dois primeiros sobrinhos. alegria e presença de espirito. e irmão, o bom. </p></div>
<p>minha Província das Acácias, resolveram, ao lado deste tio escriba, explorar o que já conheceram.  Depois de vinte anos por lá, se consideram perdidos na própria casa.</p>
<p><strong> A - Por outro lado, esse o lado de fora</strong>, e, por isso, o pior dos lados, não sentiram ainda a pequenez de muita gente que por aqui que se acha grande. À primeira vista, que nada tem a ver com a vista primeira do Chico César, viram aquela minha “pedra no caminho” que costumo lembrar por aqui. A privatização da nossa Praia da Penha sem que um só cristão e crente nela - bela cacofonia, 1 berto! - faça alguma coisa é uma vergonha.   E, envergonhados, ficaram babando com o tamanho do descaso.</p>
<p><strong>S - E se a gente, assim como ele</strong>, cercar um pedacinho de mar para construir o rancho que gostaríamos que fosse na beira do  Rio Machado?</p>
<p><strong> O - Nem se arvorem, </strong>obtemperei, neste dias sempre com um pé atrás e outro na frente quando se trata de caminhada, um é pouco, dois mais ou menos e três, no caso dos senhores donos dessa praia antes Dapenha (homenagem ao meu irmão, quase ji-paranaense que se encontra, também, por aqui), seria demais. O coração, eternamente em descompasso com essas sacanagens lá deles, não resistiria.</p>
<p><strong>R - Ednamay,</strong> essa senhora pela qual tenho uma boa admiração, uma batalhadora em prol da cultura parahybana, apenas conhecida minha de vista - sem ser oculista - pelo escriba, e de breve papo, via imeio, sem ser essa coisa de papo-cabeça, pois acho a expressão uma das grandes besteiras dos últimos anos, uma merda, como diria o nosso Livardo Alves, que, mais uma vez, passará despercebido nesse carnaval de plástico, quer porque quer manter o mesmo trajeto de carnavais passados do seu Bloco Anjo Azul.  Segundo alguns carnavalescos presentes no vazio da noite de Adeildo Viera e Ray Lema, quer seguir no batalhão do ”bloco do eu sozinho”.</p>
<p><strong>R - Eu conheço o Anjo Azul </strong>e, desde a sua criação, assisto ao seu desbotamento. Todos os anos, infelizmente, ele, o Anjo Azul, vai perdendo a cor. Pouca marcha (carnavais) e, os que marcham com ele, poucos ainda mais. Uma pena. Pois de início achei uma proposta legal.</p>
<p><strong> I - Apesar de alguns, </strong>entre eles o prefeito do “ninguém me ama, ninguém me quer”, com exceção</p>
<div id="attachment_3904" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/edanamay-cirilo.jpg" rel="lightbox[3899]"><img class="size-medium wp-image-3904" title="edanamay-cirilo" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/02/edanamay-cirilo-300x225.jpg" alt="edanamay &quot;anjo azul&quot; cirilo: uma referência em nosso carnaval. mas..." width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">edanamay </p></div>
<p>daqueles que o querem porque ele, o prefeito, por enquanto tem o que dar, lutam para dar mais utilidade a sua Quadra de Esportes, acho que a Ednamay não deveria levar o seu Anjo para distante do céu da folia do meu eterno Ponto de Cem Reis. Os “anjos&#8221; são poucos e o céu não fica logo ali na esquina.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/01/02/2010/essas-notas-que-caem-do-pentagrama-da-historia-musical-da-parahyba-e-notam/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O PONTO DE CEM RÉIS VIRA RETICÊNCIAS EM APRESENTAÇÕES VAZIAS QUE NOS DEIXAM DE SACOS CHEIOS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/30/01/2010/o-ponto-de-cem-reis-vira-reticencias-nos-em-apresentacoes-vazias/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/30/01/2010/o-ponto-de-cem-reis-vira-reticencias-nos-em-apresentacoes-vazias/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 11:46:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3891</guid>
		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3892" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/show-da-praca-011.jpg" rel="lightbox[3891]"><img class="size-full wp-image-3892" title="show-da-praca-011" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/show-da-praca-011.jpg" alt="no show do adeildo vieira o deserto era tanto que muitos morreram de sede... de beber cerveja!" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">no show do adeildo vieira o deserto era tanto que muitos morreram de sede... de beber cerveja!</p></div>
<div id="attachment_3893" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/show-da-praca-013.jpg" rel="lightbox[3891]"><img class="size-full wp-image-3893" title="show-da-praca-013" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/show-da-praca-013.jpg" alt="no show do ray o único rei que brilhava essa dançarino que não sabia o que dançava" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">no show do ray o único rei que brilhava essa dançarino que não sabia o que dançava</p></div>
<div id="attachment_3895" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/show-da-praca-015.jpg" rel="lightbox[3891]"><img class="size-full wp-image-3895" title="show-da-praca-015" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/show-da-praca-015.jpg" alt="mais que uma quadra de espores, mesmo com o show do ray e adeildo, o ponto virou reticências..." width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">mais que uma quadra de espores, mesmo com o show do ray e adeildo, o ponto virou reticências...</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/30/01/2010/o-ponto-de-cem-reis-vira-reticencias-nos-em-apresentacoes-vazias/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>BALADA SOFRIDA PARA O POVO SOFRIDO DO HAITI</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/28/01/2010/balada-sofrida-para-o-povo-sofrido-do-haiti/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/28/01/2010/balada-sofrida-para-o-povo-sofrido-do-haiti/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 18:18:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3886</guid>
		<description><![CDATA[ 

Abro o jornal e ligo a televisão. Pego a revista da semana. Veja bem. Isto é tudo. É Haiti. Nada ou quase nada restou do Haiti. Tudo para o Haiti. Mesmo não sendo uma bola o Haiti está na marca do pênalti. É a bola da vez. Ninguém entra em um papo sério se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]><br />
<mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} --></p>
<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;">Abro o jornal e </span></em><em><span style="font-family: &quot;Book Antiqua&quot;;">ligo</span></em><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;"> a televisão. Pego a revista da semana. Veja bem. Isto é tudo. É Haiti. Nada ou quase nada restou do Haiti. Tudo para o Haiti. Mesmo não sendo uma </span></em><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/haiti.jpg" rel="lightbox[3886]"><img class="alignleft size-full wp-image-3887" title="... que o haiti tão cedo não seja aqui... um haiti como o haiti de lá..." src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/haiti.jpg" alt="" width="500" height="337" /></a><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;">bola o Haiti está na marca do pênalti. É a bola da vez. Ninguém entra em um papo sério se não souber pelo menos onde fica o Haiti. Todos obrigatoriamente por uma questão de solidariedade tem que saber que o Haiti mesmo não sendo aqui precisa da nossa ajuda.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;">Às vezes quero fugir do papo sobre o Haiti e não consigo. Ai de mim. Ai de ti, Haiti, aqui ou em Copacabana. <span> </span>Houve outro terremoto no Haiti? Morreu mais gente que no terremoto anterior? Foi mais forte? Quem dessa vez organizou um evento para arrecadar ajuda para o Haiti? Quando é que vão fazer por aqui um show beneficente para o sofrido e agora naturalmente massacrado povo do Haiti?</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;">Os colegas podem até condenar a minha atitude de não querer mais ouvir os gritos vindo do Haiti. Dois quilos de alimento não perecível dão o direito de assistir de camarote a catástrofe do Haiti. As cadeiras da frente estão reservadas para os homens de nervos e dinheiro que não sentem pena do povo do Haiti.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;"><span> </span>Somente as estrelas que viram de longe o que ocorreu no Haiti são capazes de andar olhando para o céu do Haiti como se nada tivesse ocorrido no Haiti. <span> </span>O povo do Haiti não sabe como fazer para o melhorar o show no Haiti. Seria preciso um grito mais forte do deus trovão para despertar o mundo para o sofrimento no Haiti. O povo que não é do Haiti espera que o Haiti faça por onde merecer a ajuda dos povos que somente agora descobriram existir um Haiti.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;">Muitos assistindo e se divertindo com as cenas mais gritantes – a fome dos haitianos não mais lhes permitem os gritos no Haiti - espalhadas nas telas coloridas das televisões dos povos que não são do Haiti. A televisão é um produto em falta no Haiti. As cenas televisivas não faltam no Haiti. ANo Haiti eles não veem tragédias pela televisão.O povo sente as tragédias ao vivo e em dores. <span> </span><span> </span>O sentimento e o grito e o sofrimento do povo do Haiti são vendidos em dólares e elmos e reais aos povos que não são do Haiti.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;">Se dependesse dos povos que sentem como o povo do Haiti o Haiti não seria vendido todos os dias em desclassificados publicados em jornais e revistas de povos que não são do Haiti. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;">Enquanto as mulheres do Haiti sofrem pela falta de outras mulheres lutando e torcendo pelas mulheres do Haiti as mulheres que não são do Haiti não estão nem aí para as mulheres que parem (de parir) sobre os escombros do Haiti.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;"><span> </span><span> </span>Os homens sentem e gritam e levantam os escombros sem o mesmo sentimento dos homens do Haiti. Nem com os mesmos gritos. Lamentam os homens que não são do Haiti com medo de que um dia o Haiti possa ser aqui.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;">Não suporto mais olhar nos olhos dos homens e mulheres do Haiti.Nos olhos dos meninos cegos de fome do Haiti. <span> </span>Andar com as pernas dos meninos que perderam as suas sob os escombros das escolas que caíram no Haiti. Carregar nos ombros os escombros do povo do Haiti. Na vida a culpa pela morte de muitos no Haiti.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;">São muitos os povos felizes fora do Haiti. Felizes os homens que não moram no Haiti.<span> </span>Sentem-se felizes fora do Haiti os homens que ali não moram.<span> </span>Muitos também estão tristes por não estarem ali. Triste é um Haiti distante enquanto muitos estão aqui. Muitos Não suportam sentir o Haiti longe daqui. Seja ali o Haiti dos homens que tem vergonha nos rostos e vivem</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Century Gothic&quot;;">aqui sem lembrar do Haiti</span></em><em><span style="font-size: 24pt; font-family: &quot;Century Gothic&quot;;">.</span></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/28/01/2010/balada-sofrida-para-o-povo-sofrido-do-haiti/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>MERDA, SEM DÚVIDAS, É UMA DAS PALARAS MAIS RICAS DE INCULTA E CADA VEZ MAIS BELA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/27/01/2010/merda-sem-duvidas-e-uma-das-palaras-mais-ricas-de-inculta-e-cada-vez-mais-bela/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/27/01/2010/merda-sem-duvidas-e-uma-das-palaras-mais-ricas-de-inculta-e-cada-vez-mais-bela/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 09:23:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3882</guid>
		<description><![CDATA[Nem o Aurélio definiu tão bem. A palavra mais rica da língua portuguesa é a palavra MERDA. Esta versátil palavra pode mesmo ser considerada um coringa da língua portuguesa. Lembro só para lembrar aos muitos
amigos que deixou por aqui, que Livardo Alves, esse que foi morar noutra deixando o nosso carnaval mais plástico do que cheiro – “no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem o Aurélio definiu tão bem. A palavra mais rica da língua portuguesa é a palavra MERDA. Esta versátil palavra pode mesmo ser considerada um coringa da língua portuguesa. Lembro só para lembrar aos muitos</p>
<div id="attachment_3883" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/merda-dois.jpg" rel="lightbox[3882]"><img class="size-full wp-image-3883" title="merda-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/merda-dois.jpg" alt="lula não quis dizer merda, mas tirar da merda, figurado, que quer dizer &quot;tirar da merda&quot;" width="500" height="363" /></a><p class="wp-caption-text">lula não quis dizer merda, mas tirar da merda, figurado, que quer dizer </p></div>
<p>amigos que deixou por aqui, que Livardo Alves, esse que foi morar noutra deixando o nosso carnaval mais plástico do que cheiro – “no meu tempo o carnaval tinha cheiro!” - compôs uma marchinha batizada de “Merda”.  E nela fez questão de definir que a sua “merda” era sinônimo de sorte na linguagem teatral. Mas continuemos falando das merdas definidas por outros sujeitos tão bons quanto o nosso Livardo.</p>
<p><strong>Vejam os exemplos a seguir</strong>:</p>
<p>1) Como indicação geográfica 1:</p>
<p>Onde fica essa <strong>MERDA?</strong></p>
<p>2) Como indicação geográfica 2:</p>
<p>Vá a <strong>MERDA</strong>!</p>
<p>3) Como indicação geográfica 3:</p>
<p>17h00minh - vou embora dessa <strong>MERDA</strong>.</p>
<p>4) Como substantivo qualificativo:</p>
<p>Você é um <strong>MERDA!</strong></p>
<p>5) Como auxiliar quantitativo:</p>
<p>Trabalho pra caramba e não ganho<strong> MERDA</strong> nenhuma!</p>
<p>6) Como indicador de especialização profissional:</p>
<p>Ele só faz <strong>MERDA.</strong></p>
<p>7) Como indicativo de MBA<strong>:</strong></p>
<p>Ele faz muita <strong>MERDA.</strong></p>
<p> <img src='http://humbertodealmeida.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> Como sinônimo de covarde:</p>
<p>Seu <strong>MERDA!</strong></p>
<p>9) Como questionamento dirigido:</p>
<p><strong>Fez MERDA</strong>, né?</p>
<p>10) Como indicador visual:</p>
<p>Não se enxerga MERDA nenhuma!</p>
<p>11) Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido:</p>
<p>Por que você não vai a <strong>MERDA?</strong></p>
<p>12) Como especulação de conhecimento e surpresa:</p>
<p>Que <strong>MERDA</strong> é essa?</p>
<p>13) Como constatação da situação financeira de um indivíduo:</p>
<p>Ele está na <strong>MERDA..</strong>.</p>
<p>14) Como indicador de ressentimento natalino:</p>
<p>Não ganhei <strong>MERDA</strong> nenhuma de presente!</p>
<p>15) Como indicador de admiração:</p>
<p>Puta <strong>MERDA!</strong></p>
<p>16) Como indicador de rejeição:</p>
<p>Puta <strong>MERDA!</strong></p>
<p>17) Como indicador de espécie:</p>
<p>O que esse <strong>MERDA</strong> pensa que é?</p>
<p>18) Como indicador de continuidade:</p>
<p>Tô na mesm<strong>a MERDA</strong> de sempre.</p>
<p>19) Como indicador de desordem:</p>
<p>Tá tudo uma <strong>MERDA!</strong></p>
<p>20) Como constatação científica dos resultados da alquimia:</p>
<p>Tudo o que ele toca vira <strong>MERDA!</strong></p>
<p>21) Como resultado aplicativo:</p>
<p>Deu <strong>MERDA</strong>.</p>
<p>22) Como indicador de performance esportiva:</p>
<p>O Flamengo não está jogando <strong>MERDA</strong> nenhuma!</p>
<p>23) Como constatação negativa:</p>
<p>Que <strong>MERDA!</strong></p>
<p>24) Como classificação literária:</p>
<p>Êita textinho de <strong>MERDA! Parece ter sido escrito por aquele sujeito que pensa que sabe escrever e escreve porque ninguém diz ao sujeito que escrever ele não sabe!</strong></p>
<p>25) Como qualificação de governo:</p>
<p>O governo Lula só faz <strong>MERDA!</strong></p>
<p>26) Como situação de &#8216;orgulho/metidez’:</p>
<p>Ela se acha e não tem <strong>&#8216;MERDA NENHUMA!</strong>&#8216;</p>
<p>27) Como indicativo de ocupação:</p>
<p>Para você ter lido até aqui, é sinal que não está fazendo<strong> MERDA</strong> nenhuma!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/27/01/2010/merda-sem-duvidas-e-uma-das-palaras-mais-ricas-de-inculta-e-cada-vez-mais-bela/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O CUBANO MOSTRA O SAPATO BOCA DE  JACARÉ E TODOS ADMIRAM UM RABO DE PEIXE!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/27/01/2010/o-cubano-mostra-o-sapato-boca-de-jacare-e-todos-admiram-um-rabo-de-peixe/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/27/01/2010/o-cubano-mostra-o-sapato-boca-de-jacare-e-todos-admiram-um-rabo-de-peixe/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 03:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3877</guid>
		<description><![CDATA[Ele, o colega que foi a Cuba para ver a Cuba de Fidel, pois, pouco tempo depois ele, Fidel, passaria
por uma necropsia e, para surpresa, especial, dos “amigos” norte-americanos, sobreviveria, foi enfático na questão da pobreza. Se viu mendigos por lá? Viu. E muitos.
No centro de Havana Velha encontrou um velho e pedinte cubano que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Ele, o colega que foi a Cuba para ver a Cuba de Fidel</em></strong>, pois, pouco tempo depois ele, Fidel, passaria</p>
<div id="attachment_3878" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/coco-taxi.jpg" rel="lightbox[3877]"><img class="size-full wp-image-3878" title="coco-taxi" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/coco-taxi.jpg" alt="o coco-taxi cubano não passa de um capacete feito para a cabeça de maguila" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">o coco-taxi cubano não passa de um capacete feito para a cabeça de maguila</p></div>
<p>por uma necropsia e, para surpresa, especial, dos “amigos” norte-americanos, sobreviveria, foi enfático na questão da pobreza. Se viu mendigos por lá? Viu. E muitos.</p>
<p>No centro de Havana Velha encontrou um velho e pedinte cubano que se abaixou para mostrar a “boca de jacaré” do surrado sapato. Não era somente um, fez questão de lembrar, eram muitos.  Mendigos, pelo menos na Velha Havana, encontrou. Favelas, porém, não viu. O mais próximo do que chamamos de favela por aqui que ele – e ela, a esposa falecida, assassinada por um bêbedo do volante - que avistou, foi um velho edifício, cara de abandono, sobre pilotis, parecido com aquele “Edifício Chamado 2000” do Paulo Pontes. Ah, quase se esquecia de lembrar - o hotel em que ficara pertencia ao governo. Ou ao partido, como fora retificado pelos patrióticos “hermanos”.</p>
<p>A disputa por passageiros nas portas dos hotéis, pelos motoristas de táxis, muitos naqueles velhos e históricos “rabos de peixe” e outros naqueles “belos” Plymouth, era acirrada. Acerta na mosca quando faz uma comparação com aquele antigo dono de uma frota de táxi, morador do bairro de Jaguaribe, apelidado de João da Farinha: “Igualzinho! Quem pegar mais passageiros ganha mais. E, conseqüentemente, dá para pagar ao dono do táxi”.</p>
<p>No caso de Cuba o dono é o Partido. Insiste em lembrar a disputa nas portas dos hotéis. São os mais diversos tipos e profissionais. Valetes, carregadores de malas, auxiliares de serviços gerais e muitos motoristas de &#8220;côco táxis&#8221;, uma velha motocicleta adaptada para virar triciclo, com capacidade para transportar duas pessoas.</p>
<p>Eles - os triciclos - tem cores fortes. Pintado num verde-amarelo de misturar o olhar (ótimo!), lembram na primeira olhada, sem mistura, a camisa da seleção brasileira. Sua forma, como ele mostrara em seguida, lembra mesmo a de um côco. É feio. Muito feio. Feiíssimo. Parece uma tartaruga feia. Ou melhor, feiíssima.</p>
<div id="attachment_3879" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/plymouth.jpg" rel="lightbox[3877]"><img class="size-full wp-image-3879" title="plymouth" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/plymouth.jpg" alt="o plymouth é o sonho de todo cubano que tem como pesadelo não possuir um coco-taxi" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">o plymouth é o sonho de todo cubano que tem como pesadelo não possuir um coco-taxi</p></div>
<p>Tem, também, a aparência de uma preguiça. Feiíssima. Lembro que esses trabalhadores informais, ou quase, trafegando entre os dólares que chegam e os que ficam, ganham mais que muitos profissionais, todos formados, com anos e anos de estudo.</p>
<p>Os cubanos, informados através das notícias – muitas são filtradas, avalia – veiculadas pela televisão cubana, não estão nada gostando das embrulhadas em que se metera o Governo Lula (Palocci ainda não tinha sido a gota d´água. Não esperavam - confessam em voz-baixa - que ele fosse decepcioná-los). O comentário fica por aí, pois, em Cuba, o clima ainda continua aquele do “eu não estou sabendo nem falando nada”.</p>
<p><strong>Em tempo:</strong> amanhã vocês saberão quem é o turista que foi em cuba e Fidel, infelizmente, não conheceu.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/27/01/2010/o-cubano-mostra-o-sapato-boca-de-jacare-e-todos-admiram-um-rabo-de-peixe/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>SE O BRASILEIRO É PREGUIÇOSO, COMO DIZEM POR AÍ, O BAIANO,  LEMBRANDO O CAETANO E O CAYMMI, É MUITO MAIS.</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/26/01/2010/se-o-brasileiro-e-preguicoso-como-dizem-por-ai-o-baiano-lembrando-o-caetano-e-o-caymmi-e-muito-mais/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/26/01/2010/se-o-brasileiro-e-preguicoso-como-dizem-por-ai-o-baiano-lembrando-o-caetano-e-o-caymmi-e-muito-mais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 09:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3874</guid>
		<description><![CDATA[
NOTA DO EU (às vezes dói mais): ando cheio. correndo e escapando, todos os dias, das pragas de urubu deles. dos urubus, também. por isso mesmo, contando com a colaboração de um dos meus dois leitores mais assíduos, o joão menezes (acho que é com z mesmo), descanso, sem carregar pedras , e morro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3873" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/origem-da-preguica.jpg" rel="lightbox[3874]"><img class="size-full wp-image-3873" title="origem-da-preguica" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/origem-da-preguica.jpg" alt="uma história é uma história e uma estória..." width="500" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">uma história é uma história e uma estória...</p></div>
<p>NOTA DO EU (às vezes dói mais): ando cheio. correndo e escapando, todos os dias, das pragas de urubu deles. dos urubus, também. por isso mesmo, contando com a colaboração de um dos meus dois leitores mais assíduos, o joão menezes (acho que é com z mesmo), descanso, sem carregar pedras , e morro de sorrir para ressuscitar gargalhando.  a história de cuba aí de baixo foi contada para o escriba por carlos martinho, companheiro de trabalho, e sua esposa, fátima, infelizmente assassinada por um sujeito que sempre foi a própria cachaça na vida. minha solidariedade ao bom martinho. numa singela homenagem, amanhã, continuarei com os seus capítulos cubanos. (1 berto de almeida)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/26/01/2010/se-o-brasileiro-e-preguicoso-como-dizem-por-ai-o-baiano-lembrando-o-caetano-e-o-caymmi-e-muito-mais/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>FOI ASSIM QUE UM AMIGO E ESPOSA (MINHA SOLIDARIEDADE) VIRAM A CUBA DE FIDEL!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/25/01/2010/foi-assim-que-um-amigo-e-esposa-minha-solidariedade-viram-a-cuba-de-fidel/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/25/01/2010/foi-assim-que-um-amigo-e-esposa-minha-solidariedade-viram-a-cuba-de-fidel/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 22:12:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3868</guid>
		<description><![CDATA[Em nenhum momento ele insinuou que ir à cuba e não ver Fidel Castro era a mesma coisa que ir à Roma e não ver o Papa. Disse simplesmente que gostaria de ir à Cuba antes da morte – não acrescentou “ou da
queda” - de Fidel Castro. Era uma curiosidade normal. Igual aquela do Chico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Em nenhum momento ele</strong> insinuou que ir à cuba e não ver Fidel Castro era a mesma coisa que ir à Roma e não ver o Papa. Disse simplesmente que gostaria de ir à Cuba antes da morte – não acrescentou “ou da</p>
<div id="attachment_3869" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/fidel-castro.gif" rel="lightbox[3868]"><img class="size-full wp-image-3869" title="fidel-castro" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/fidel-castro.gif" alt="fidel anos antes de escapar com vida da primeira autópsia." width="320" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">fidel anos antes de escapar com vida da primeira autópsia.</p></div>
<p>queda” - de Fidel Castro. Era uma curiosidade normal. Igual aquela do Chico Buarque, Ferreira Gullar, Frei Beto e Fernando Morais, esse, autor de a Ilha, livro que ficou famoso por gostar por estas bandas coisas que poucas pessoas sabiam sobre a Revolução Cubana, nos anos setenta.</p>
<p>Em Cuba, assim como milhares de europeus, era apenas mais um turista e, como turista, pagou “os olhos da cara” para ver a Ilha nos tempos de Fidel. Uma cerveja por dois dólares e meio; um show com uma atração local, com “cena”, como fez questão de confessar, palavra que por lá significa “jantar”, e ele, inocente, pensava tratar-se “show”, desembolsou quase cento e vinte e cinco dólares.</p>
<p>Não falou de sua chegada no famoso aeroporto José Martí. Pelas fotos captadas pelo olhar fotográfico de turista, a impressão que se tem é que um tsunami acabou de passar por ali. A Ilha parece um amontoado de coisas velhas. Em uma das fotos, cubanos mal vestidos e com aspectos de quem acabara de chegar de uma guerra, disputam espaço em uma barraquinha de “feira-de-mercado-central”, todos em pé, comendo às pressas e gastando as ultimas economias.</p>
<p>A escassez de comida não é somente sentida, mas visível. Em cuba, percebe-se logo na primeira olhada, se falta muita coisa, sobra dignidade. A seleção de fotos é boa de ver. Não é um “artista fotográfico”, ressalta. Para provar o que afirma mostra algumas fotos, muitas, desfocadas e com ângulos sem nenhum estudo prévio do que iria captar.</p>
<p>A prostituição, ressalta, é vista por toda parte. Mesmo dentro das igrejas. As insinuações de belas cubanas oferecendo-se aos turistas que chegam são discretas, mas percebíveis. Em nenhum momento lembrou que no meio de todo aquele cenário de “prostitutas, bêbedos e equilibristas”, Cuba ainda é um país com os menores índices de analfabetismo e subnutrição do mundo. É estranho, mesmo.</p>
<p>A Ilha de Fidel – eles dizem que a Ilha nunca foi dele, mas do Partido, o Partidão – produz medicamentos de primeiro mundo e detêm uma tecnologia própria. Quem não sabe ainda que de Cuba vem os maiores campeões olímpicos dos tempos modernos? Isto, com certeza, ele sabe. Mas, como turista, faz questão de continuar mostrando Cuba como os “olhos de primeira vez”.</p>
<p>Cuba continua amanhã. Até, pois, Cuba lançando.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/25/01/2010/foi-assim-que-um-amigo-e-esposa-minha-solidariedade-viram-a-cuba-de-fidel/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>UMA NOVA MARIA BETHÂNIA NA PRAÇA OU FOI APENAS UMA BRINCADEIRA DE MAU GOSTO ?</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/25/01/2010/uma-nova-maria-bethania-na-praca-ou-foi-apenas-uma-brincadeira-de-mau-gosto/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/25/01/2010/uma-nova-maria-bethania-na-praca-ou-foi-apenas-uma-brincadeira-de-mau-gosto/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 15:34:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3863</guid>
		<description><![CDATA[EU PLURAL: Sem preconceito. Quando vi cantora, assim mesmo, cantora, a única coisa que vi foi tão-somente isso: a cantora.  Não sei como ela - assim mesmo, ela, acompanhada - se sairá com acompanhamento. Pois, como todos que cantam sabem, é muito diferente. Não sei se cantará do mesmo jeito – afinadíssima – que cantou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>EU PLURAL</strong>: Sem preconceito. Quando vi cantora, assim mesmo, cantora, a única coisa que vi foi tão-somente isso: a cantora.  Não sei como ela - assim mesmo, ela, acompanhada - se sairá com acompanhamento. Pois, como todos que cantam sabem, é muito diferente. Não sei se cantará do mesmo jeito – afinadíssima – que cantou em sua apresentação caloura.</p>
<p>O timbre é o da Maria Bethânia. É claro que eu não vou dizer “o mesmo timbreda Maria Bethânia, atualmente, a nossa maior intérprete.  Mas Lívia é uma boa promessa. Só um problema: vai ser muito difícil encontrar o seu tom. Ou seja – sempre será considerada uma “cantora que canta com o timbre da Maria Bethânia”. E será difícil se livrar da marca. Não sei se vocês lembram do Paulo Sérgio, aquele que começou, descaradamente, imitando o Roberto Carlos. E o Marquinhos Moura, aquele da Elis Regina? E tantos e tantos outros?</p>
<p>Mas esperamos. Agora que acho difícil, acho e muito. Polifonia sem acompanhamento instrumental não é tão difícil quanto se imagina. Acompanhada, sim. É isso mesmo com ph de pharmácia. Vale a sua entrevistinha. Por isso o espaço Plural foi buscá-la. (<strong>1berto de almeida)</strong></p>
<p>Travesti que arrasou no Ídolos fala com exclusividade ao Mix sobre música e mudança de sexo</p>
<div id="attachment_3864" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/livia-mendonca.jpg" rel="lightbox[3863]"><img class="size-full wp-image-3864" title="livia-mendonca" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/livia-mendonca.jpg" alt="uma maria bethânia muito macho como cantora" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">uma maria bethânia muito macho como cantora</p></div>
<p>Na semana passada, a maquiadora Lívia Mendonça, de 20 anos, surpreendeu os jurados e o Brasil ao cantar divinamente uma música da cantora Maria Bethânia no reality show Ídolos, da Rede Record.</p>
<p>Com timbre parecido ao do ícone da MPB, ela passou para a segunda fase da competição com unanimidade de votos. Após ser classificada, Lívia revelou ser uma travesti.</p>
<p>Em entrevista exclusiva ao Mix Brasil, através de sua assessoria, já que Lívia não pode falar com a imprensa até a segunda fase do programa, a cantora revela como se descobriu travesti, sobre Maria Bethânia, fama instantânea e até sobre o possível sonho da cirurgia de transgenitalização.</p>
<p><strong>Lívia, como você se descobriu travesti?</strong></p>
<p>Descobri aos 5 anos que não gostava de meninas. Aos 12, me vesti de mulher pela primeira vez. Minha família nunca me apoiou. Já sofri preconceito de familiares. Somente a minha mãe me deu forças. A aceitação dela foi muito importante.</p>
<p><strong>É verdade que você nunca cantou em público? Porque poupou essa voz tão bonita ao Brasil? </strong></p>
<p>É verdade, nunca cantei em público. A primeira vez foi no Ídolos. É porque eu não acreditava que cantava bem e porque sou um pouco tímida.</p>
<p><strong>No Ídolos, você cantou músicas da Maria Bethânia. Desde quando escuta músicas dela?</strong></p>
<p>Gosto desde a minha infância, quando minha irmã escutava. Passei apreciá-la. Minha música preferida é “Casinha Branca” e a Maria Bethânia é minha grande inspiração.</p>
<p><strong>A produção sabia que você é travesti?</strong></p>
<p>No início não, mas souberam a partir do segundo dia. O Rodrigo e os jurados souberam depois que eu já estava classificada. E me tratam muito bem.<br />
<strong><br />
Esta exposição deve trazer mudanças. O que já mudou?</strong></p>
<p>Muito reconhecimento, carinho e elogios através das pessoas que estão torcendo por mim. Hoje não sou mais maquiadora.</p>
<p><strong>Já sabe qual música deve cantar na próxima audição? Vai investir na Maria Bethânia? </strong></p>
<p>Sim. Vou investir em “As rosas não falam” que, apesar de ser do Cartola, a Maria Bethânia também canta.</p>
<p><strong>Você disse que seu maior sonho é cantar. Depois dele, qual é? </strong></p>
<p>O meu maior sonho é fazer a cirurgia de troca de sexo.</p>
<p><strong>O que está achando de trazer um assunto diferente para a mídia: uma travesti cantora</strong>?</p>
<p>É maravilhoso porque pude mostrar que travesti não é só prostituição. Muitas vezes, elas passam por isso pela necessidade, porque não conseguem emprego, por causa do preconceito muito grande. Acho que consegui mostrar que temos outros dons e talentos.</p>
<p><strong>Como acha que vai lidar com o sucesso caso realmente vença o reality musical?</strong></p>
<p>Ainda não caiu a ficha, mas serei a mesma pessoa, não vou deixar a fama subir à cabeça.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/25/01/2010/uma-nova-maria-bethania-na-praca-ou-foi-apenas-uma-brincadeira-de-mau-gosto/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>AS PRAGAS, MESMO NÃO SENDO DE  URUBU, AQUELAS QUE PEGAM BEM NO OLHO, TAMBÉM PEGAM!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/23/01/2010/as-pragas-mesmo-nao-sabendo-de-urubu-aquele-que-pega-bem-no-olho-tambem-pegam/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/23/01/2010/as-pragas-mesmo-nao-sabendo-de-urubu-aquele-que-pega-bem-no-olho-tambem-pegam/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 15:19:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3857</guid>
		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3855" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/pai-de-santo-um.png" rel="lightbox[3857]"><img class="size-full wp-image-3855" title="pai-de-santo-um" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/pai-de-santo-um.png" alt="(é preciso muito cuidado antes de fazer uma merda. papel higiênico a parte)" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">(é preciso muito cuidado antes de fazer uma merda. papel higiênico a parte)</p></div>
<div id="attachment_3856" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/pai-de-santo-dois.png" rel="lightbox[3857]"><img class="size-full wp-image-3856" title="pai-de-santo-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/pai-de-santo-dois.png" alt="se o sujeito não pensar uma dez, no minimo, vezes, vai viver todas as vezes na vida!" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">se o sujeito não pensar uma dez, no minimo, vezes, vai viver todas as vezes na vida!</p></div>
<div id="attachment_3858" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/pai-de-santo-tres.png" rel="lightbox[3857]"><img class="size-full wp-image-3858" title="pai-de-santo-tres" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/pai-de-santo-tres.png" alt="depois desse declaração, só negando mil vezes que fez de livre e espontânea vontade!" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">depois desse declaração, só negando mil vezes que fez de livre e espontânea vontade!</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/23/01/2010/as-pragas-mesmo-nao-sabendo-de-urubu-aquele-que-pega-bem-no-olho-tambem-pegam/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>UM CARNAVAL TÃO PEQUENO QUE NÃO FEZ POR ONDE MERECER O JOÃO GRANDE!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/22/01/2010/um-carnaval-tao-pequeno-que-nao-fez-por-onde-merecer-o-joao-grande/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/22/01/2010/um-carnaval-tao-pequeno-que-nao-fez-por-onde-merecer-o-joao-grande/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 10:06:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3851</guid>
		<description><![CDATA[Fazia um bom tempo que conhecia o João Grande. Se a memória não me falha, essa que não raras vezes brinca de esconde-esconde comigo, foi o meu pai, o Compadre Heráclito, quem me apresentou. Desde essa
festiva apresentação, pois, feita em pleno reinado de Momo não poderia ser diferente, passei a ver nesse bom sujeito nosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fazia um bom tempo que conhecia o João Grande. Se a memória não me falha, essa que não raras vezes brinca de esconde-esconde comigo, foi o meu pai, o Compadre Heráclito, quem me apresentou. Desde essa</p>
<div id="attachment_3852" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/joao-grandao-com-amigos.jpg" rel="lightbox[3851]"><img class="size-full wp-image-3852" title="joao-grandao-com-amigos" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/joao-grandao-com-amigos.jpg" alt="joão grandão (óculos/copo na mão) entre os velhos amigos no olhar certeiro de antonio david (foto)" width="500" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">joão grandão (óculos/copo na mão) entre os velhos amigos no olhar certeiro de antonio david (foto)</p></div>
<p>festiva apresentação, pois, feita em pleno reinado de Momo não poderia ser diferente, passei a ver nesse bom sujeito nosso maior carnavalesco. Não via o João Grande - foi batizado de João Batista de Souza -, cujo apelido juntou-se ao nome para nunca mais sair, sem lembrar o bloco carnavalesco Os 25 Bichos. Era isso. João, o Grande, era todo um bloco. Os 25 bichos.</p>
<p>Nada mais fácil que encontrar João Grande no centro da cidade, forçando a barra e a saúde, usando no pé doente (o direito) o sapato que o médico lhe proibia e a sua doença (diabetes) adorava. Elegante, mestre-sala das carnavalescas ruas do meu Jaguaribe, João Grande não aceitava desfilar com um pé numa sandália e outro, o bom, num sapato, visivelmente velho, mas, para não destoar da elegância que desfilava em seus quase dois metros de altura, lustrosos, brilhando que nem vaga-lume no escuro.</p>
<p>Quando o eterno Pirata de Jaguaribe, Zumba, trocou de roupa e, sem trompete anunciando sua chegada, foi morar noutra cidade, encontrei o João Grande em um daqueles velhos bancos que enfeiam a praça de esportes em que transformaram o meu Ponto de Cem Réis. Pronto, disse-me ele com sua voz de barítono, sem ele, Zumba, os Piratas de Jaguaribe não tem mai sentido, perderam o rumo, o navio afundou. Tinha mesmo não, concordei. Os Piratas eram Zumba e Zumba, uma vez Pirata, sempre Pirata, os Piratas de Jaguaribe até morrer.</p>
<p>Agora, sem João Grande, mesmo distante que andava dos seus 25 bichos, um de seus fundadores e o &#8220;bicho&#8221; mais conhecido, nenhum bicho será o mesmo. Os 25 Bichos, sem ele, líder e fiel domador, estão dispersos, soltos, todos &#8220;ovelha desgarrada&#8221;. Sem João Grande o bloco dos 25 bichos virou anão, encolheu, tornou-se um bloquinho de bicho só. Sinceramente. Se pouco gostava desse bloco que perdeu a sua identidade com a saída do Compadre Heráclito, pai deste escriba, sem João, pai de todos os bichos, menos ainda vou gostar.</p>
<p>Nos dias que passou na Vila Vicentina, espécie de asilo para os menos afortunados, como era o seu caso, o visitei algumas vezes. Mas, em nenhuma dessas visitas, encontrei o grande homem em João. A solidão, essa pantera, companheira inseparável, estava acabando com ele. E o que mais lhe doía era saber-se lúcido - sempre esteve - meio a tantos e tristes hóspedes senis. Nunca tinha visto um João Grande tão pequeno. Somente lembrança. Nesse dia, pela primeira e única vez, vi o meu amigo chorar. Não foi um choro grande como ele. Foi pequenininho. Um choro doído, sofrido, apertado, machucando o canto dos olhos e o coração de quem o via assim chorando.</p>
<p>Agora, se o carnaval do meu Jaguaribe, sem Zumba, estava triste, com a partida de João Grande, aumentou sua tristeza. Ficou menor. Sempre assim. Todos os nossos carnavalescos, os verdadeiros, partem magoados com o descaso das nossas carnavalescas autoridades. Assim, pouco a pouco, com poucos e verdadeiros carnavalescos tentando transformar o nosso carnaval de plástico em um &#8220;carnaval com cheiro&#8221;, como pedia outro carnavalesco verdadeiro, Livardo Alves, vamos perdendo a graça e o passo. A terra, com certeza, lhe será leve. Somente confete e serpentina.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/22/01/2010/um-carnaval-tao-pequeno-que-nao-fez-por-onde-merecer-o-joao-grande/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ABACATEIRO, ACATEI O TEU ATO, MESMO NÃO SENDO MATO NEM PATO NEM LEÃO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/20/01/2010/abacateiro-acatei-o-teu-ato-mesmo-nao-sendo-mato-nem-pato-nem-leao/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/20/01/2010/abacateiro-acatei-o-teu-ato-mesmo-nao-sendo-mato-nem-pato-nem-leao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 03:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3847</guid>
		<description><![CDATA[
Não me perguntem a data que esquecido que ando, lembrando apenas o que não desejo esquecer, posso me perder e não encontrar o caminho de volta. Mas acredito, feitos os descontos, que o fato se deu lá pelo findar dos anos 70 e comecinho dos 80. Nesses anos que servi ao bravo exército brasileiro e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mUliwjOoN-8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="344" src="http://www.youtube.com/v/mUliwjOoN-8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span>Não me perguntem a data que esquecido que ando, lembrando apenas o que não desejo esquecer, posso me perder e não encontrar o caminho de volta. Mas acredito, feitos os descontos, que o fato se deu lá pelo findar dos anos 70 e comecinho dos 80. Nesses anos que servi ao bravo exército brasileiro e até hoje não sei por quais cargas d’água sinto que ele pouco ou para quase nada me serviu. Por quê? Porque até hoje, apesar de não me esforçar para isso, mesmo seguindo em frente, não aprendi a marchar.</span></p>
<p><span>A minha música predileta era - e continua sendo - a Refazenda, o carro-chefe, ou quase, pois foi uma danação de coisas boas, do LP do mesmo nome, gravado em 1975.  O mais importante – pelo menos para este escriba consumidor de arte - da famosa trilogia RE. Ou seja - Refazenda, Refavela e Realce. </span></p>
<p><span>Foi justamente no Refavela que ele saindo da fase dos &#8220;retiros espirituais&#8221; usou Sandra, a do Drão, aquela do &#8220;o amor da gente é com grão e tem de morrer pra germinar&#8221;, belíssima, pelo menos a composição, pois Sandra nessa época estava mais para joio que para trigo, falou de sua forçada estada - em se tratando de gente, nunca estadia - num manicômio judiciário e a prisão por porte de dona cannabis sativa.</span></p>
<p><span>O show foi mesmo o Refazenda. E ainda hoje todas as vezes que o meu irmão Dapenha, esse que segundo o próprio, para a felicidade geral dos parahybanos, quase virou ji-paranaese, apenas quase, lembra que Refazenda foi a música que escolheu para lembrar de mim naqueles anos que nunca esqueci. </span></p>
<p><span>Naquele mesmo ano uma das chapas concorrentes ao DCE da nossa Universidade Federal foi batizada de Refazendo. Achei o nome muito bom. Porém a composição do Gilberto Gil era muito melhor.</span></p>
<p><span>Não sei se Refazendo ganhou. De uma coisa, porém, nunca deixei de saber: aprendi muito nesses anos. E por isso mesmo não tinha nenhum cabimento, mocinho ainda, bem taludinho, leitor voraz dos nossos clássicos, entregar o jogo.  Nem no primeiro nem no segundo tempo. E nunca entreguei. Venci a partida sem o gol de mão, como o moleque Maradona, nem o de Henri Thierry, bom moleque, mas nunca um Maradona.</span></p>
<p><span>Ali, bem pertinho da nossa Lagoa, cartão postal da Província das Acácias, localizada no Parque Sólon de Lucena, havia um bar, o do Cearense, onde Aurélio, o espanhol, como muitos o chamavam, servia a cerveja mais gelada da capital parahybana. Uma Pilsen Extra que, depois deles, isto é, do bar e do Aurélio, não encontrei em nenhum outro lugar. </span></p>
<p><span>Todos os dias, mas especialmente nas quartas e sextas, estávamos por lá, bêbedos e equilibristas, tomando a Pilsen com tira-gosto de carne dos primeiros raios de sol do sertão.</span></p>
<p><span>Foi numa dessas sextas-feiras inesquecíveis, depois de assistir de primeira fila ao Refazenda de um Gilberto Gil cheio de tudo e eu vazio, aberto para a Refazenda, minha composição preferida, que vinha do palco, eis-me de volta ao lugar de partida: O Cearense. </span></p>
<p><span>E para a minha surpresa e dos colegas presentes, eis que entram, ele muito zen, todo zen, o filho de Itororó, o mais musical dos baianos, Gilberto Passos Gil Moreira e a sua trupe. </span></p>
<p><span>Não sei de quem foi o convite. Mas antes mesmo da minha chegada no O Cearense já sabia que, logo depois, ele também ali estaria.</span></p>
<p><span>A noite estava alta e o céu, nessa noite, risonho.   As mesas juntas e cada um com a sua pergunta em separado. Gil, Rubão, Sandra, a Drão, os irmãos Moacyr (Momó) e Perinho Albuquerque (o maestro), o baterista Chiquinho Azevedo&#8230; Ah, memória!  Eram muitos. </span></p>
<p><span>Sandra estava um bacalhau. Magra. Magérrima. O amor da gente é como drão&#8230; O Drão ainda não existia. Se não me engano, meio a goles de cerveja, ouvi apenas um Drão de Sandrão. </span></p>
<p><span>Gil suava mais que tirador de espíritos. Recusou bebida. Temia o choque. Todos entenderam. Rubão sorriu. Era o único que não rejeitava nada. Nem Sandra, magra como o bacalhau na vara do Batata.</span></p>
<p><span>Agora, uma passadinha aqui e outra ali, descubro no You Tube o Gilberto Gil que encontrei naquele dia falando aos pedaços. Um artista completo se dando aos pedaços. A mesma malemolência baiana. O mesmo sorriso cínico. Um cinismo calculado. A cabeça cheia de idéias e a música, a melhor entre todas as baianas, correndo-lhe nas veias. </span></p>
<p><span>Boas lembranças. E todas refazendo. Tudo Refazenda.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/20/01/2010/abacateiro-acatei-o-teu-ato-mesmo-nao-sendo-mato-nem-pato-nem-leao/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>LEMBRANÇAS DE UM JOÃO DO VALE MORTO E UM RAIMUNDO SODRÉ AINDA MUITO VIVO</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/19/01/2010/lembrancas-de-um-joao-do-vale-morto-e-um-raimundo-sodre-ainda-muito-vivo/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/19/01/2010/lembrancas-de-um-joao-do-vale-morto-e-um-raimundo-sodre-ainda-muito-vivo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 09:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3835</guid>
		<description><![CDATA[Raimundo Sodré: Um Cantor da “Massa”
Em dia desses muitos que já se foram o Raimundo Sodré da “massa da mandioca, mãe” esteve por aqui para ganhar uns trocadozinhos. Não fui vê-lo porque assim como estou sem saco para ver a cada semana um
novo CD de um artista paraibano que faz tudo e se anuncia como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Raimundo Sodré: Um Cantor da “Massa”</strong></p>
<p>Em dia desses muitos que já se foram o Raimundo Sodré da “massa da mandioca, mãe” esteve por aqui para ganhar uns trocadozinhos. Não fui vê-lo porque assim como estou sem saco para ver a cada semana um</p>
<div id="attachment_3836" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/raimundo-sodre.jpg" rel="lightbox[3835]"><img class="size-full wp-image-3836" title="raimundo-sodre" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/raimundo-sodre.jpg" alt="depois da massa o bom baiano se perdeu na mesma massa que o descobriu" width="400" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">depois da massa o bom baiano se perdeu na mesma massa que o descobriu</p></div>
<p>novo CD de um artista paraibano que faz tudo e se anuncia como um novo Chico César, como se o Chico César fosse uma coisa nova e uma maravilhosa coisa, também esse mesmo saco não tenho para ver sujeito sempre me pareceu uma cópia de si mesmo (sic).</p>
<p>Lembro do estardalhaço que fizeram quando o bom baiano apareceu com as suas chulas e sambas de roda. Mas o terceiro lugar- o terceiro, e não o primeiro como muitos ainda andam dizendo por aí – no festival global não foi o suficiente para fazer com que conseguisse colocar no fogo o “caldeirão musical” que trazia preparado desde os anos 70, quando largou a Faculdade de Medicina para viver de música.</p>
<p>No comecinho dos anos 80 a Associação Paraibana de Imprensa mantinha aberto um barzinho no térreo desse prédio que hoje não sei para que estar servindo, onde bêbedos e equilibristas das palavras se reuniam para longos e festivos papos etílicos. E foi entre uma cerveja e outra que conheci esse baiano que sempre soube manter, mesmo com o anunciado sucesso, os seus pés no chão. Sabia o festivo Sodré, já naqueles distantes anos, que o sucesso sempre fora mais passageiro do que motorista.</p>
<p>-<strong> Fazer sucesso é a coisa mais fácil do mundo! Nunca vi coisa tão fácil quanto fazer sucesso! O difícil, companheiro</strong> – o PT ainda era uma fotografia na parede e um Partido que começava a nascer com uma cara de gente honesta-, <strong>é manter-se nele. É muito difícil o artista conseguir fazer e ser sucesso por muito tempo!</strong></p>
<p>Nesse dia não estava dando uma de sábio o cantor da Massa.  Ele, uma inteligência acima de média, sabia que a massa queria mais. E que a Massa que lhe trouxe o sucesso não satisfazia a sua – dela - fome de novidade.</p>
<p>Não demorou muito e todo mundo constatou: Raimundo Sodré despontou para o anonimato.</p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>João Que Valia tanto Quanto Pesava!</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Foi no Projeto Pixinguinha, ali no Teatro Santa Roza, o Rosa com Z, também em anos distantes, que e</span></p>
<div id="attachment_3837" class="wp-caption alignleft" style="width: 167px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/joao-do-vale.jpg" rel="lightbox[3835]"><img class="size-full wp-image-3837" title="joao-do-vale" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/joao-do-vale.jpg" alt="o bom joão que vendeu parcerias para muita gente que se achava boa" width="157" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">o bom joão que vendeu parcerias para muita gente que se achava boa</p></div>
<p>ncontrei pela terceira vez (uma foi no Recife e a outra, por acaso, em Fortaleza) o compositor de pérolas como Carcará, Peba na Pimenta, Pisa na Fulô e outros clássicos que, se vivo estivesse, estaria fazendo este ano 76 anos de muita música e poesia. João Batista do Vale morreria como de fato morreu, aos 62 anos, em 06 de dezembro de 1996.</p>
<p><span style="font-weight: normal;">Pois bem. João Batista do Vale estava se preparando para subir no palco. Os pés, como sempre, descalços. Os olhos abertos, muito abertos, davam-lhe um ar de espanto constante. O andar estava pesado. Lembro ainda que o barzinho do Santa Roza era mais em cima. Estava ali quando o ele Chegou e direto como um soco de Mike Tyson, sem nove - horas, como diria a minha saudosa mãe Chiquinha, perguntou se tinha “cachaça da boa”. A voz pesada, calejada pelos muitos anos de estrada, chamou a minha atenção e vi que era o próprio.</span></p>
<p>- <strong>E aí, companheiro </strong>- <span style="font-weight: normal;">saudou-me quando se sentiu reconhecido </span>-, <strong>vim  dar uma molhada na garganta antes de começar!</strong></p>
<p><span style="font-weight: normal;">E um sorriso largo tomou conta de todo o seu rosto. Mas no bar não havia a cachaça que João queria. E não precisaria de mais de uma ou duas doses. O Carcará, infelizmente, estava acabado. A “marvada” havia acabado com ele por dentro.</span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">A lembrança do João de pés no chão, camisa aberta no peito e calça top, equilibrando-se para não cair e pedindo mais uma, nunca mais me saiu da cabeça. </span></p>
<p><span style="font-weight: normal;">Imagino as pedreiras que teve de enfrentar na vida&#8230;</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/19/01/2010/lembrancas-de-um-joao-do-vale-morto-e-um-raimundo-sodre-ainda-muito-vivo/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>LÁ SE FOI O  JOÃO GRANDE DEIXANDO O NOSSO PEQUENO CARNAVAL AINDA MENOR&#8230;</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/19/01/2010/foto-de-joao-grande/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/19/01/2010/foto-de-joao-grande/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 03:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3822</guid>
		<description><![CDATA[&#8221;O meu vizinho do lado Se matou de solidão Abriu o gás, o coitado O último gás do bujão Porque ninguém o queria Ninguém lhe dava atenção Porque ninguém mais lhe abria
As portas do coração&#8221;
(Vinícius de Morais/Toquinho)
Não tenho nenhuma pretensão de escrever uma obra-prima sobre o meu bairro Jaguaribe. Mas como não quero que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8221;O meu vizinho do lado Se matou de solidão Abriu o gás, o coitado O último gás do bujão Porque ninguém o queria Ninguém lhe dava atenção Porque ninguém mais lhe abria</p>
<p>As portas do coração&#8221;</p>
<p>(Vinícius de Morais/Toquinho)</p>
<p>Não tenho nenhuma pretensão de escrever uma obra-prima sobre o meu bairro Jaguaribe. Mas como não quero que o meu bairro de tantas histórias e belos personagens passe pela história como o rio que lhe</p>
<div id="attachment_3823" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/humberto-e-joao-grande.jpg" rel="lightbox[3822]"><img class="size-full wp-image-3823" title="humberto-e-joao-grande" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/humberto-e-joao-grande.jpg" alt="humberto e o já saudoso joão carnavalesco grandão em caráter e companheirismo" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">humberto e o já saudoso joão carnavalesco grandão em caráter e companheirismo</p></div>
<p>emprestou o nome e passou pelas nossas vidas, desprezado e esquecido, nas horas vagas, principalmente naquelas em que estou a vagar por aí, escrevo o <strong>“Jaguaribe – Estante de Sentimentos”,</strong> onde os meus personagens desfiam as suas histórias e contam a história do seu bairro.</p>
<p>Esse nariz de cera aí de cima, grande, porém menor que o de Pinóquio do Lula, conquistado após aqueles inúmeros e famosos “eu não sabia de nada”, é para lembrar que João Grande, um dos símbolos do nosso carnaval, o verdadeiro, líder do bloco carnavalesco os 25 Bichos, aos quase oitenta anos, atirado como indigente no Abrigo de Idosos Vila Vicentinas, descobriu que o seu carnaval acabou e nunca mais vai ouvir as canções que ele tanto cantou quando era pequeno. E se não bastasse,denunciando, gritando que a sua suada aposentadoria está sendo subtraída dentro daquela &#8220;Casa Caridosa” (não insistam: eu vi pela televisão).</p>
<p>Não queria aqui – nem quero – lembrar apenas do João Grande dizendo em entrevista a uma de nossas emissoras de televisão que no meio de toda essa “caridade”, abrigá-lo naquela casa de repouso e oferecer-lhe, &#8220;gratuitamente&#8221;, cuidados especiais, estavam “metendo a mão no dinheiro dele”. E olhem que eu conheço muito bem a sua grandeza e sei que ele não está mentindo. O meu personagem, apesar de uma idade em que muitos se casam com “dona esclerose”, conhecendo João Grande há muitos anos, apesar de muito mais novo, sei ele ainda não se casou.</p>
<p>Ora, se o João Grande está se achando “despido de sua parca aposentadoria”, um sujeito “despachado” que sempre foi, consciente de seus direitos, basta formalizar uma denúncia junto ao Ministério Público e passar essa história a limpo. E para não perder o costume e o embalo conseguido nessa descida de ladeira ética, o Ministério Público e essas Curadorias que tanto têm contribuído para a moralização administrativa nessas e outras casas do ramo, por sua vez, fariam uma limpeza geral. Mas desconfiando a toda hora que debaixo dos tapetes que não são pisados por esses idosos têm muita sujeira escondida.</p>
<p>O meu amigo João Grande talvez não saiba. Por outro lado os responsáveis pela Vila Vicentina, talvez saibam, mas duvidam do que possa acontecer com eles. Em São Paulo, Grande João, nos últimos tempos, foram interditadas 33 casas do tipo dessas “casas vicentinas” pela falta de condições de abrigar seres humanos. Se o ambiente da Vila Vicentina é bom, tudo limpinho, parecendo o céu varrido pelo vento num final de tarde, por outro lado – sempre é bom ouvir/ver o outro lado– denúncia do tipo que você fez, meu amigo, é o suficiente para uma varredura por parte das autoridades competentes nessas &#8220;caridosas casas&#8221;</p>
<p>Sinto pelo carnaval que João Grande deixou de brincar. Mas para este escriba é o mínimo. O sentimento maior é saber que João nunca desejou ou sequer pensou em terminar ali os seus dias. Um criado mudo e uma cama. E, mudo mais que o próprio criado, se é que possível, o meu amigo João Grande.</p>
<p>Está provado que a depressão provocada pelo internamento acelera a morte do internado. Só espero que a solidão, essa que mata aos pouquinhos, pingo de meia em meia hora na cabeça da saudade, não acabe também matando o meu amigo, como matou um dia o Alfredo do Vinícius de Morais.</p>
<p>E<strong>U PLURAL: o meu carnaval, agora, sem Zumba, que foi primeiro, e João Grande, que o seguiu há poucos dias, está mais triste. Eu contei essa história ai no dia em que ele, sem querer, fora levado para “descansar” na chamada Vila Vicentinas. João, com o homem Alfredo do Vinícius de Moraes, apesar dos muitos que ele considerava amigos, morreu mesmo de solidão. Foi-se aos pouquinhos. Cortou um dedo, depois outro, depois a perna, e, por fim, foi-se o corpo inteiro. A solidão cortou-lhe o cordão umbilical com a vida. Fica, pois, a minha sincera homenagem ao amigo (1berto de Almeida)</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/19/01/2010/foto-de-joao-grande/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>APESAR DA FRACA CANTADA, FINGINDO NÃO CAIR, JANE  CAIU, E CHITA FOI DISPENSADA</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/16/01/2010/apesar-da-fraca-cantada-fingindo-nao-cair-jane-caiu-e-chita-foi-dispensada/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/16/01/2010/apesar-da-fraca-cantada-fingindo-nao-cair-jane-caiu-e-chita-foi-dispensada/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 19:49:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3819</guid>
		<description><![CDATA[Se vocês não sabem, fiquem sabendo: sou viciado em cinema! Em Jaguaribe, onde nasci, cresci sem nunca
ser criado de ninguém, dia sim, dia não, lá estava eu moleque, calças curtas, pernas bambas, finas, mais osso do que carne, alisando as cadeiras dos cinemas Santo Antonio, São José ou Jaguaribe. Os três cinemas do meu bairro.
Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se vocês não sabem, fiquem sabendo: sou viciado em cinema! Em Jaguaribe, onde nasci, cresci sem nunca</p>
<div id="attachment_3817" class="wp-caption alignleft" style="width: 199px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tarzan-e-jane.jpg" rel="lightbox[3819]"><img class="size-full wp-image-3817" title="tarzan-e-jane" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tarzan-e-jane.jpg" alt="tarzan e jane, esse que ele, sabido, com a macaca, trocou-a pela chita" width="189" height="236" /></a><p class="wp-caption-text">tarzan e jane, esse que ele, sabido, com a macaca, trocou-a pela chita</p></div>
<p>ser criado de ninguém, dia sim, dia não, lá estava eu moleque, calças curtas, pernas bambas, finas, mais osso do que carne, alisando as cadeiras dos cinemas Santo Antonio, São José ou Jaguaribe. Os três cinemas do meu bairro.</p>
<p>Se o primeiro sutiã a menininha dos peitinhos varonis em alerta nunca esquece, o primeiro filme, talvez pela emoção, talvez, por lembrar aquela máxima que nada tem a ver com a nossa penitenciária de que a primeira emoção fílmica é a que fica, a primeira impressão na tela também nunca esqueci.</p>
<p>Como esquecer o som daquele grito que encheu os meus ouvidos da bigorna ao martelo e tomou de assalto toda a cadeia de ossinhos?  O grito era inesquecível.  ôuuôuô&#8230; E coloquem aí mais uns dez ou quinze &#8220;uôs&#8221; para sentirem melhor o drama. Digo, o filme.</p>
<p>Era Tarzan pendurado em um cipó que não tinha mais tamanho. E se não digo o tamanho exato do cipó que o Tarzan agarrava é por que nunca de cipó entendi&#8230; Nem quero entender.</p>
<p>Tarzan era o filho das selvas. Eu, apesar de boquiaberto com o agarramento de Tarzan ao seu cipó preferido, não perdia a identidade nem a carteira onde estava sentado.  Era mesmo o filho do Compadre Heráclito e de dona Chiquinha.</p>
<p>Os Tarzans daquela época eram todos parecidos e as suas histórias quase sempre as mesmas. Mas que eu gostava.  E muito.Lembro que nesse filme, o primeiro a que assisti, Tarzan, o Filho das Selvas, Tarzan era adulto e cantava Jane com aquela famosa e brochante frase &#8220;mim Tarzan, você Jane&#8221; que muitos dizem nunca ter sido proferida (gostaram!) na história do Homem Macaco. Tarzan era uma espécie selvagem de Maguila, cujo vocabulário se resumia em vinte ou trinta palavras.</p>
<p>Anos mais tarde, crescidinho, safadinho também, comprando e trocando – a troca parava por aí - gibis na porta do cinema Jaguaribe, achei que a famosa cantada do Tarzan era muito fraquinha. Imaginem hoje se este escriba chegasse para a Juliana Paes e dissesse &#8220;mim 1 Berto, você Juliana&#8221;, ela, agarrada num cipó, pois, como vocês estão sabendo, de cipó eu quero distância, dava pra mim!  Duvido.</p>
<p>Hoje, fortão, quase dois metros de altura, mais carne do que osso, bem taludinho, sinto que na verdade Jane estava doida mesmo era pra dar a Tarzan. Estava subindo pelos paus, pois, a selva não tem paredes, capaz de gozar vendo Chita gozando, que, naquela época, jovem e gostosa, Jane se roçava em qualquer pau que aparecesse.</p>
<p>Ah, falei aí em cima que Chita era “jovem e gostosa”? Isso mesmo. Pois vocês acham que antes da chegada de Jane, Tarzan se virava com quem? Mas como ia dizendo. A primeira ida ao cinema a gente nunca <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tarzan-gritando.jpg" rel="lightbox[3819]"><img class="size-full wp-image-3818" title="tarzan-gritando" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tarzan-gritando.jpg" alt="&quot;jane, vem logo, se não eu pego a chita...&quot; " width="187" height="236" /></a>esquece.Depois desse Tarzan da fraca cantada e da Jane que caiu por que queria mesmo dar pra ele, outros tarzans viriam. Fiquei viciado. Era só ouvir o &#8220;uôoouôooo&#8221; para imaginar Tarzan agarrado ao seu cipó e Jane se babando para pegar no cipó dele.</p>
<p>Sobre a origem desse famoso grito, mais tarde, os destruidores de sonhos infantis iriam dizer que surgiu no exato momento em que Tarzan, agarrado ao seu famoso cipó, agora também de Jane, pediu-lhe para nele também segurar, em um vôo rasante, sobre um rio cheio de piranhas. Seria mesmo bonito! Os dois agarrados num mesmo cipó e vigiados por milhares de piranhas sob os seus pés.</p>
<p>Mas, infelizmente, a história não teve um final feliz. Na pressa, com medo das piranhas de baixo, Jane fechou os olhos e, num vôo cego, segurou no cipó verdadeiro de Tarzan. E foi um grito de &#8220;ai, meu ôooooooooooovo!&#8221; que toda a selva ouviu. Uma história bonita.</p>
<p>Depois disso, todas às vezes que escuto alguém contá-la, seguro nos ovos meus. Ou melhor: ponho os meus ovos no seguro. Pois, no caso da história de Tarzan, que tem ovo tem medo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/16/01/2010/apesar-da-fraca-cantada-fingindo-nao-cair-jane-caiu-e-chita-foi-dispensada/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>BOTANDO OS PONTOS E PINGOS EM DIA COM 1 BERTO DE ALMEIDA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/16/01/2010/botando-os-pontos-e-pingos-em-dia-com-1-berto-de-almeida/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/16/01/2010/botando-os-pontos-e-pingos-em-dia-com-1-berto-de-almeida/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 13:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3811</guid>
		<description><![CDATA[1 – Quem está na terra, uma terra que sempre foi a terra dele, é o meu bom irmão Dapenha, aquele do qual sempre falo neste espaço plural. Dapenha veio com a família e, desta vez, com filha Eclésia, a ou Cleinha, como todos a chamam, (re) visitar a pátria amada Jaguaribe e pátrias outras.
Cléo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1 –</strong> Quem está na terra, uma terra que sempre foi a terra dele, é o meu bom irmão Dapenha, aquele do qual sempre falo neste espaço plural. Dapenha veio com a família e, desta vez, com filha Eclésia, a ou Cleinha, como todos a chamam, (re) visitar a pátria amada Jaguaribe e pátrias outras.</p>
<p>Cléo, Cleinha, Ligia e ele, contando com a presença, por aqui, do Luiz e Tibério, respectivamente, ex-cunhado e filho, formam um batalhão em busca de novidades que há muito procuram, eles, no caso, em Ji-</p>
<div id="attachment_3813" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ceinha-posando-para-posteridade.jpg" rel="lightbox[3811]"><img class="size-full wp-image-3813" title="ceinha-posando-para-posteridade" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ceinha-posando-para-posteridade.jpg" alt="cleinha: uma ji-paranaense-pessoense posando para a posteridade" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">cleinha: uma ji-paranaense-pessoense posando para a posteridade</p></div>
<p>Paraná, esperam encontrar por aqui. Mas, longe disso, por aqui chegam para curtirem merecidas férias. Isto, claro, sem esquecer a benção das águas salgadas dos nossos belos, mas, infelizmente, muitos poluídos, mares de Cabedelo a Pitimbu. Tudo é novidade. Até mesmo ver em praça pública Pinduca e Zabé da Loca.</p>
<p>B - Por falar em Zabé da Loca e Pinduca, se não bastasse essa dupla frouxa, ainda me convocam para assistir, ao lado dos ditos cujos, um show de tribos indígenas. Nunca vi em só lugar tanta coisa ruim junta. E não me venha dizer que Zabé é um show, original, coisa nossa, cultura popular e outras besteiras. Pior que assistir a um show desse só mesmo ser obrigado a ouvir do começo ao fim um MP3 de Totonho e os seus Cabas, que, assim como líder, o Totonho, são ruins de correr&#8230; correr, não, fazer correr qualquer sujeito que respeite os próprios ouvidos.</p>
<p><strong>E – </strong>Fui, mais uma vez, contrariando o desejo de nunca mais pisar por a li, a Praia da Penha. Mas, dessa vez, para felicidade geral da nação (danação?) estava mais deserta do que nunca. Não passei, porém, dessa vez, nem perto da propriedade de praia privada da dona da praia. Um descaso. O pior é que todos fazem de conta que não é da conta deles. As autoridades ditas competentes alegam que não tem competência para desprivatizá-la. Assim mesmo, apesar da palavra nova, o descaso é velho.</p>
<p>Afinal, quando é que vão descobrir que se as praças, hoje, estão sendo retiradas do povo – são milhares de barracas, shows péssimos e improvisados, e povo na praça que lhe pertencia, apenas espectador - as praias, até que me provem o contrário, com exceção dos tsunamis, ao povo ainda pertence. Uma coisa assim.</p>
<p><strong>R –</strong> dessa vez, Dapenha, para infelicidade geral dos seus, não veio – ainda – para ficar na terra de onde nunca deveria ter saído. Foram mais de trinta anos fora daqui, fisicamente, e trintas anos lá, com o</p>
<div id="attachment_3814" class="wp-caption alignleft" style="width: 231px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/dapenha-e-tiberio.jpg" rel="lightbox[3811]"><img class="size-full wp-image-3814" title="dapenha-e-tiberio" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/dapenha-e-tiberio.jpg" alt="dapenha e o velho tiba em pose, também, para a posteridade" width="221" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">dapenha e o velho tiba em pose, também, para a posteridade</p></div>
<p>pensamento por aqui. Uma saudade somente sufocada por saber que, graças a condições lá conquistadas, estaria por aqui quando e onde quisesse.</p>
<p>Mesmo assim foram mais de trinta anos pensando em voltar. Mas tudo bem. É aquela história: foi como se necessário tivesse sido voltar um dia. O Gilberto Gil, cantando, diz isso melhor que o escriba.</p>
<p><strong>T –</strong> Quem esteve, também, por aqui, foi Gil de Rosa. Assim como Dapenha, de viva voz, como diria a minha mãe Chiquinha, disse que na próxima volta, juntamente com Marta Nascimento, companheira de caminhadas, viria para não mais voltar.</p>
<p>Gil de Rosa, agora assumindo de vez a Rosa da Mãe, pensa em terminar por onde começou: cantando na terra amada, agora, realizado, e fazendo de conta que está apenas começando. Torço para ouvi-lo, viva voz, cantando as coisas que sabe, na terra em que aprendeu a cantar.</p>
<p><strong>O –</strong> Sempre desconfiei que o Gilvan Chaves, falecido em São Paulo no distante ano de 1986, portanto há 24 anos, ou melhor, no dia 12 de agosto assim fará, não tinha nada a ver com a composição O Meu País, letra do bom Orlando Tejo e música de Livardo Alves.</p>
<p>Mas quem se arvorar a olhar os nomes dos compositores desse poema que é um chute nos países baixos de nossas competentes autoridades, vai encontrar o nome dele - Gilvan Chaves é um dos compositores.</p>
<p>Mas usemos o bom senso. Se a composição do Orlando Tejo não tem essa idade toda, isto é, os anos da morte do Gilvan, o Gilvan não poderia estar por lá. O que se deu então? Simples. Orlando Tejo, super-honesto, talvez, pegando um mote do Gilvan, um dos muitos que gostava de criar por escrito ou em papo entre amigos, resolveu respeitar o amigo, colocando-o como parceiro.</p>
<p>Não sei qual foi o mote. E, para ser verdadeiro, acho que nem mote ele pegou. Simplesmente homenageou o amigo.</p>
<p><strong> E ponto final.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/16/01/2010/botando-os-pontos-e-pingos-em-dia-com-1-berto-de-almeida/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>SÃO PINGOS QUE CAEM SEM FAZER BARULHO NAS CABEÇAS DOS HOMENS EM SILÊNCIO&#8230;</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/14/01/2010/sao-pingos-que-caem-sem-fazer-barulho-nas-cabecas-dos-homens-em-silencio/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/14/01/2010/sao-pingos-que-caem-sem-fazer-barulho-nas-cabecas-dos-homens-em-silencio/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 18:48:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3803</guid>
		<description><![CDATA[ 

 
@ - Um jornalismo digno e a arte do bem escrever
 
– Sempre fui favorável ao jornalismo praticado com honestidade.  Mas, infelizmente, pelo menos nos  muitos lugares pelos quais andei, encontrar essa dignidade  foi quase impossível. Pois bem. Esse foi um tema batido e rebatido (gostei) por imeios, com um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]><br />
<mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} --></p>
<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - Um jornalismo digno e a arte do bem escrever</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">– Sempre fui favorável ao jornalismo praticado com honestidade. <span> </span>Mas,<span> </span>infelizmente, pelo menos nos <span> </span>muitos lugares pelos quais andei, encontrar essa dignidade <span> </span>foi quase impossível. Pois bem. Esse foi um tema batido e rebatido (gostei) por imeios,<span> </span>com um colega que trocou de </span></em></p>
<div id="attachment_3805" class="wp-caption alignleft" style="width: 151px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/carlinhos-oliveira.jpg" rel="lightbox[3803]"><img class="size-full wp-image-3805" title="carlinhos-oliveira" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/carlinhos-oliveira.jpg" alt="carlinho oliveira: nunca foi escrever tão fácil...e bem." width="141" height="94" /></a><p class="wp-caption-text">carlinho oliveira: nunca foi escrever tão fácil...e bem.</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">roupa e foi morar em outra cidade.<span> </span>Tudo bem. Toda regra tem S. Não entenderam? Explico. Toda regra tem exceção. Agora, uma confissão? Farei. Tem <span> </span>sujeitos – poucos, é verdade – por aí escrevendo tão bem que só não morro de inveja deles porque já ando morto de paixão.<span> </span>Não adianta. Voou continuar fiel leitor do Tarso de Castro, Carlinhos Oliveira e Fausto Wolff. <span> </span>Mas quem sabe um dia, hein, Isabela?<span> </span></span></em><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - </span><span>Tu quoque, Brute, fili mi?</span></strong><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">- Sabem por que o Brutus apunhalou César pelas costas? Simples. Porque Brutus era espada!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - Tião Lucena</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">- Sem pensar duas vezes escolheria Sebastião Lucena, o Tião medonho, como morrendo de rir para ressuscitar gargalhando gosta de se autodenominar, um dos mais autênticos cronistas desta província onde  muitos cronistas que acham que se encontraram, saudando o Noel Rosa, </span></em></p>
<div id="attachment_3804" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tiao.jpg" rel="lightbox[3803]"><img class="size-full wp-image-3804" title="tiao" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tiao.jpg" alt="um sujeito que escreve como fala e como se fala" width="150" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">um sujeito que escreve como fala e como se fala</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">vivem se perdendo. Sua forma de escrever e ver o que os outros não vêem ou veem e tem medo de escrever, faz o Tião ver e escrever melhor do que muitos que conheço.   Sou leitor dele faz tempo.<span> </span>E, se mais tempo eu tivesse, mais leitor ainda seria.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"><br />
</span></em><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - Uma Pedra (do Reino) No Meio do Caminho<em></em></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">- Todas às vezes que olho para a pedra do Miguel dos Santos fica no olho a impressão de que mais que o argueiro no olho do vizinho o que deve me preocupar  mesmo é o fato do próprio escriba ter que se preocupar com a pedra que está dentro do seu olho.  Do artista, entendam. <span> </span>Sei não. Mas para muitos que passam por ali a Pedra do Miguel não passa de uma simples pedra no meio do caminho.<span> </span>Isso dói como uma fotografia na parede da memória. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - A Mágica do Paulo Coelho</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">- Fico feliz em saber que os livros do Paulo Coelho estão vendendo mais que banana - trinta por um real – na feira do meu bairro Jaguaribe. Todo mundo lá fora conhece o Paulo Coelho. </span></p>
<div id="attachment_3806" class="wp-caption alignright" style="width: 125px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/paulo-coelho1.jpg" rel="lightbox[3803]"><img class="size-full wp-image-3806" title="paulo-coelho1" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/paulo-coelho1.jpg" alt="o mago antes de se transformar no &quot;mago&quot; contador de pífias histórias" width="115" height="121" /></a><p class="wp-caption-text">o mago antes de se transformar no </p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Morro de orgulho do nosso culto verde e amarelo. Em Israel o nosso Paulo Coelho é campeão de vendas. Enquanto isso, Freud, Einstein, Marx, Chomsky, todos judeus, como lembrara um distante amigo, continuam mofando nas prateleiras das livrarias<strong>.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Até Sábado, Isabelas!</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/14/01/2010/sao-pingos-que-caem-sem-fazer-barulho-nas-cabecas-dos-homens-em-silencio/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ESSAS FOTOGRAFIAS NA PAREDE DA MEMÓRIA DE NOSSO PONTO DE CEM REIS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/14/01/2010/essas-fotografias-na-parede-da-memoria-de-nosso-ponto-de-cem-reis/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/14/01/2010/essas-fotografias-na-parede-da-memoria-de-nosso-ponto-de-cem-reis/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 17:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3795</guid>
		<description><![CDATA[EU PLURAL: como falei outro dia e não poderia, lembrando a Isolda, outra vez deixar de lembrar, mas agora esquecendo a Isolda, que prometi ilustrar este nosso singular espaço plural com algumas fotografias, essas que, segundo muitos, onde, infelizmente não estou presente, valem mais que mil palavras.
As fotos são as mais diversas e - pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>EU PLURAL: como falei outro dia e não poderia, lembrando a Isolda, outra vez deixar de lembrar, mas agora esquecendo a Isolda, que prometi ilustrar este nosso singular espaço plural com algumas fotografias, essas que, segundo muitos, onde, infelizmente não estou presente, valem mais que mil palavras.</p>
<p>As fotos são as mais diversas e - pode ser - mais dispersas. Algumas são ótimas, outras boas e outra,  ainda, mais ou menos (gosto da medida). Portanto, sendo o espaço plural, assim como no silêncio, tudo cabe (1berto de almeida)</p>
<div id="attachment_3798" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/antonio-david-071.jpg" rel="lightbox[3795]"><img class="size-full wp-image-3798" title="antonio-david-071" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/antonio-david-071.jpg" alt="bonito olhar de máquina do david sobre o nosso palace - parece ? - hotel (centro da cidade)" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">bonito olhar de máquina do david sobre o nosso palace - parece ? - hotel (centro da cidade)</p></div>
<div id="attachment_3799" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/dapenha-e-cleo-no-ponto-de-cem-reis-021.jpg" rel="lightbox[3795]"><img class="size-full wp-image-3799" title="dapenha-e-cleo-no-ponto-de-cem-reis-021" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/dapenha-e-cleo-no-ponto-de-cem-reis-021.jpg" alt="duas histórias (belas histórias): dapenha, o historiador, boquinha, o historiado" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">duas histórias (belas histórias): dapenha, o historiador, boquinha, o historiado</p></div>
<div id="attachment_3800" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/dapenha-e-cleo-no-ponto-de-cem-reis-014.jpg" rel="lightbox[3795]"><img class="size-full wp-image-3800" title="dapenha-e-cleo-no-ponto-de-cem-reis-014" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/dapenha-e-cleo-no-ponto-de-cem-reis-014.jpg" alt="a homenagem do artista (livardo alves), em bronze, sendo varrida pelo desprezo do homenageador" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">a homenagem do artista (livardo alves), em bronze, sendo varrida pelo desprezo do homenageador</p></div>
<div id="attachment_3801" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/dapenha-e-cleo-no-ponto-de-cem-reis-016.jpg" rel="lightbox[3795]"><img class="size-full wp-image-3801" title="dapenha-e-cleo-no-ponto-de-cem-reis-016" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/dapenha-e-cleo-no-ponto-de-cem-reis-016.jpg" alt="visitantes ji-paranaenses (cleo, dapenha e ligia) e parahybana (paulinha) admirando o livrado em bronze" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">visitantes ji-paranaenses (cleo, dapenha e ligia) e parahybana (paulinha) admirando o livrado em bronze</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/14/01/2010/essas-fotografias-na-parede-da-memoria-de-nosso-ponto-de-cem-reis/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>HITLER SÓ DETESTAVA TRÊS COISAS NA VIDA: NEGROS, JUDEUS E RACISTAS (M.F).</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/12/01/2010/hitler-so-detestava-tres-coisas-na-vida-negros-judeus-e-racistas-mf/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/12/01/2010/hitler-so-detestava-tres-coisas-na-vida-negros-judeus-e-racistas-mf/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 01:51:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3789</guid>
		<description><![CDATA[·
 &#8220;Acho que um negro dificilmente seria capaz de acompanhar e compreender as investigações de Euclides.&#8221;(Thomas Jefferson, futuro presidente dos Estados Unidos, então embaixador dos EUA na França, em 1787.)
·
&#8220;Estou apto a suspeitar que todas as espécies humanas são naturalmente inferiores aos brancos.&#8221; (David Rume, filósofo empirista, em 1766.)
·        &#8221;A teoria dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>·</p>
<p><strong> &#8220;Acho que um negro dificilmente seria capaz de acompanhar e compreender as investigações de Euclides.&#8221;(Thomas Jefferson, futuro presidente dos Estados Unidos, então embaixador dos EUA na França, em 1787.)</strong></p>
<p>·</p>
<div id="attachment_3791" class="wp-caption alignleft" style="width: 377px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/eleicaoeua_obama_f_012.jpg" rel="lightbox[3789]"><img class="size-full wp-image-3791" title="barack obama" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/eleicaoeua_obama_f_012.jpg" alt="... &quot;não que o meu amigo e ex-presidente estava mesmo com a razão&quot; ?" width="367" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;não é que o meu amigo thomas jefferson tinha razão ?</p></div>
<p>&#8220;Estou apto a suspeitar que todas as espécies humanas são naturalmente inferiores aos brancos.&#8221; (David Rume, filósofo empirista, em 1766.)</p>
<p>·        &#8221;A teoria dos germes, de Louis Pasteur, é uma ficção ridícula.&#8221; (Pierre Pochet, professor de Fisiologia em Toulouse, França, em 1872.)</p>
<p>·        &#8221;O raio-X é uma mistificação.&#8221; (Lord Kelvin, físico e presidente da Real Sociedade Britânica de Ciência, em 1900)</p>
<p>·        &#8221;Os pássaros podem aprender a falar com mais facilidade que os outros animais porque seus bicos têm uma estrutura nórdica.&#8221; (Hermann Gauch, etnólogo alemão, em 1933.)</p>
<p>·        &#8221;Esta provado que quem raspa o bigode fica com a vista mais fraca.&#8221; (William Murray, governador de Oklahoma, em 1932.)</p>
<p>·        &#8221;Meu invento pode ser explorado como uma curiosidade científica por algum tempo, mas não. tem futuro comercial&#8221; (Auguste Lumiére, um dos inventores do cinematógrafo, &#8220;embrião&#8221;  da câmera<a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/250px-cinematographo_aparelho.jpg" rel="lightbox[3789]"><img class="alignright size-full wp-image-3792" title="cinematographo_aparelho" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/250px-cinematographo_aparelho.jpg" alt="... o rapaz tinha razão. o cinematographo não serviu pra nada." /></a>cinematográfica e do projetor de cinema, em 1895.)</p>
<p>·        &#8221;Quando a Exposição de Paris fechar ninguém mais vai ouvir falar em luz elétrica.&#8221; (Erasmus Wilson, professor da Universidade de Oxford, em 1879)</p>
<p>·        &#8221;Minha imaginação se recusa a crer que um submarino possa fazer outra coisa além de sufocar sua tripulação e afundar no mar.&#8221; (H. G. Wells, escritor inglês, em 1902.)</p>
<p>·        &#8221;É totalmente impossível que os nobres órgãos da fala humana possam ser substituídos por um metal insensível e ignóbil&#8221;  (Jean Boillaud, membro da Academia Francesa de Ciências, após uma demonstração do fonógrafo – &#8220;pai do toca-discos&#8221; –, de Thomas Edison em 1878.)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/12/01/2010/hitler-so-detestava-tres-coisas-na-vida-negros-judeus-e-racistas-mf/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>AS GRANDES MELADAS E BESTEIRAS FALADAS EM NOME DA &#8220;A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA&#8221;!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/12/01/2010/as-grandes-meladas-e-besteiras-faladas-em-nome-da-a-primeira-impressao-e-a-que-fica/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/12/01/2010/as-grandes-meladas-e-besteiras-faladas-em-nome-da-a-primeira-impressao-e-a-que-fica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 01:36:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3783</guid>
		<description><![CDATA[·
&#8220;Sugiro que você faça um curso de secretária ou se case.&#8221; (Emmeline Snively, diretora de uma agência de modelos, para Norma Jean Baker, futura Marilyn Monroe, em 1944.)
·        &#8221;Não sabe representar, nem cantar e é careca. Dança um pouco.&#8221; (Um executivo da Metro Goldwin-Mayer dando o seu parecer sobre um teste de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>·</p>
<div id="attachment_3784" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/marilyn-monroe-lendo-joyce.jpg" rel="lightbox[3783]"><img class="size-full wp-image-3784" title="marilyn-monroe-lendo-joyce" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/marilyn-monroe-lendo-joyce.jpg" alt="marilyn lendo joyce: duas meladas numa só besteirada" width="500" height="573" /></a><p class="wp-caption-text">marilyn lendo joyce: duas meladas numa só besteirada</p></div>
<p>&#8220;Sugiro que você faça um curso de secretária ou se case.&#8221; (Emmeline Snively, diretora de uma agência de modelos, para Norma Jean Baker, futura Marilyn Monroe, em 1944.)</p>
<p>·        &#8221;Não sabe representar, nem cantar e é careca. Dança um pouco.&#8221; (Um executivo da Metro Goldwin-Mayer dando o seu parecer sobre um teste de Fred Astaire, em 1928.)</p>
<p>·        &#8221;Não gostamos do som de vocês. Além disso, conjuntos de guitarristas não têm futuro.&#8221; (Um executivo da gravadora Decca, descartando-se dos Beatles, em 1962.)</p>
<p>·        &#8221;O senhor Flaubert não é um escritor.&#8221; (Crítica sobre o livro Madame Bovary, de Gustave Flaubert, no Le Figaro, em 1857.)</p>
<p>·        &#8221;Eles são 75% publicidade, 20% corte de cabelo e 5% de lamentos cadenciados.&#8221; (Veredicto do jornal Herald Tribune sobre os Beatles, depois que 60% dos americanos os viram no Ed Sullivan Show.)</p>
<div id="attachment_3785" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/beatles-dois.jpg" rel="lightbox[3783]"><img class="size-full wp-image-3785" title="beatles-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/beatles-dois.jpg" alt="... se arrependimento matasse, ou melhor, morreu arrependido da besteira que disse" width="200" height="118" /></a><p class="wp-caption-text">... se arrependimento matasse, ou melhor, morreu arrependido da besteira que disse</p></div>
<p>·        &#8221;Esqueça, Louis. Nenhum filme sobre a Guerra Civil americana deu um tostão até hoje.&#8221; (Irving Thalberg, chefe de produção da Metro, a Louis B. Mayer, quando este o sondou sobre a compra dos direitos autorais do romance . E O Vento Levou, de Margaret Mitchell, em 1936.)</p>
<p>·        &#8221;Até julho sai de moda.&#8221; (Variety, a propósito do rock&#8217;n roll, em 1956.)</p>
<p>·        Terminei Ulisses e achei um fiasco (Virginia Woolf, escritora inglesa em seu diário, no dia 6 de setembro de 1922, sobre o livro do irlandês James Joyce, considerado posterior mente o maior romance do século)</p>
<p>·        &#8221;Quem é que gostaria de assistir a uma peça sobre um caixeiro viajante? Muito deprimente.&#8221; (Cheryl Crawford, produtor da Broadway, que passou a peça A Morte de um Caixeiro Viajante, de Arthur Miller, para Elia Kazan, em 1948.)</p>
<p>·        &#8221;&#8230;.. E O Vento Levou vai ser o maior fracasso da história de Hollywood. Ainda bem que é Clark Gable e não Gary Cooper quem vai entrar bem.&#8221; (Gary Cooper, em 1938.)</p>
<p>·</p>
<div id="attachment_3786" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/fred-astaire.jpg" rel="lightbox[3783]"><img class="size-full wp-image-3786" title="fred-astaire" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/fred-astaire.jpg" alt="tinha razão: o cara era ruim. mas conseguiu enganar todos por todo o tempo. foi isso ?" width="200" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">tinha razão: o cara era ruim. mas conseguiu enganar todos por todo o tempo. foi isso ?</p></div>
<p>&#8220;Esse rapaz não tem o menor talento. Diga a ele para desistir de pin tar (Manet a Monet, referindo se a Auguste Renoir, em 1864.)</p>
<p>·        &#8221;As composições de Bach são desprovidas de beleza, harmonia e claridade melódica.&#8221; (Johann Adolf Scbeibe, compositor e crítico de música alemão, em 1737.)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/12/01/2010/as-grandes-meladas-e-besteiras-faladas-em-nome-da-a-primeira-impressao-e-a-que-fica/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>COISAS QUE NÃO VOLTAM MAIS DE UM VELHO E ADMIRÁVEL MUNDO VELHO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/12/01/2010/coisas-que-nao-voltam-mais-de-um-velho-e-admiravel-mundo-velho/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/12/01/2010/coisas-que-nao-voltam-mais-de-um-velho-e-admiravel-mundo-velho/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 08:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3777</guid>
		<description><![CDATA[EU PLURAL: É isso mesmo com ph de farmácia, aqui escrito sem o ph, encontrar por aí um sujeito que escreva bem e tenha boas idéias. Os  que existem, como o Ivaldo Gomes, Tião Lucena, Anco Márcio, Petrônio Souto, Molina Ribeiro. Os últimos dois,  porém, não blogueiros, estão gurdando os seus espaços.  E lembrando o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff0000;">EU PLURAL: É isso mesmo com ph de farmácia, aqui escrito sem o ph, encontrar por aí um sujeito que escreva bem e tenha boas idéias. Os  que existem, como o Ivaldo Gomes, Tião Lucena, Anco Márcio, Petrônio Souto, Molina Ribeiro. Os últimos dois,  porém, não blogueiros, estão gurdando os seus espaços.  E lembrando o Paulinho da Viola, embora com o futuro assegurados, continuam buscando  novos - não poderia ser velhos, 1 berto - futuros. </span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Excepcionalmente, depois de um papo com o bom caráter Nonato Nunes, que em breve estará colocando no ar o seu bem desenhado Portal - apresentou para o escriba o designe, antes chamado de &#8220;boneca&#8221;, e gostei -  resolvi, vez que o mesmo poderá ser o próximo -e primeiro - colaborador do EU PLURAL, publicar o seu bem-escrito texto sobre a &#8220;maravilhas do mundo velho&#8221;. </span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Leia , e diga  depois  se o rapaz não merece o espaço. </span></p>
<p>&#8220;Num canto estavam um gravador portátil da GE, daqueles que gravavam em minicassete, uma “radiola” da alemã Grundig, e um disco de vinil. Todos símbolos de uma época não muito distante, agora são parte da história da evolução tecnológica. E foram esses três produtos que atraíram a atenção do meu filho, Israel,</p>
<div id="attachment_3778" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/radiola.jpg" rel="lightbox[3777]"><img class="size-full wp-image-3778" title="radiola" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/radiola.jpg" alt=".também sinto saudades daquele grito&quot; bate aí!&quot; quando agulha emperrava " width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">.também sinto saudades daquele grito</p></div>
<p>que tem agora doze anos. Ao ver o gravador perguntou-me o que era aquilo. Expliquei-lhe que “aquilo” era um gravador de voz, muito usado antes do advento dos modernos (e já quase obsoletos) pen drives e dos MPs. Qual não foi sua surpresa quando manuseou, admirado, um vinil com “As 14 Mais”, coletânea musical dos anos 70 que trazia os principais sucessos da época. Ele nunca tinha visto nada daquilo. Com a radiola, a mesma admiração.</p>
<p>Como toda criança curiosa, tentou ligar o gravador. Mas não conseguiu. Quis fazer o mesmo com a radiola. Nenhum sucesso. Examinou agulha, “braço” e todos os mecanismos de funcionamento do toca-discos. Nada. Habituado a lidar com aparelhos eletrônicos modernos, Israel me pediu para fazer funcionar o gravador. E não é que por pouco eu também não consegui&#8230; Como tudo o que ali estava é parte de um passado não muito distante, o garoto arregalou os olhos quando viu uma máquina de fotografar dos anos 60. Parecia ter descoberto um tesouro perdido, tão valioso quanto uma pintura de Leonardo da Vinci ou um artefato dos tempos das Cruzadas.</p>
<p>Percebi que o “Mundo velho” também pode ser admirado pelos mais jovens.</p>
<p>De repente todas as conquistas dos anos 70 e 80 ficaram para trás e nos transformamos nos “dinossauros” dos novos tempos. Novas tendências, novos pensamentos, novos fluxos de idéias e uma geração de vocacionados futuristas conduzem o mundo ultramoderno para um fulminante processo de transformações. O passado ficou cada vez mais curto. Quase não temos mais presente, e o futuro leva o tempo de um piscar de olhos. Acompanhar essa velocidade de transformações é como assistir a uma corrida de Fórmula 1 com o olhar fixo num determinado ponto da pista. Os automóveis passarão de maneira quase imperceptível. Com essa velocidade nos chega o futuro, que rapidamente transforma o presente em passado.</p>
<p>Assim, todos somos “vítimas” dessa ansiedade gerada pelas novas conquistas tecnológicas. Israel tenta entender o passado; eu, me adaptar a um presente que daqui a pouco vai virar história. E todos, enfim, procuramos nos adequar a um mundo em constante processo de evolução e revoluções.</p>
<p>Enquanto escrevia este artigo me lembrei de que cada letra deste texto já é parte de um Admirável mundo velho&#8230;&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/12/01/2010/coisas-que-nao-voltam-mais-de-um-velho-e-admiravel-mundo-velho/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>GIL DE ROSA LANÇA CD ENSINANDO A COMER FLORES DOS JARDINS DE DONA CHIQUINHA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/11/01/2010/gil-de-rosa-lanca-cd-ensinando-a-comer-flores-dos-jardins-de-dona-chiquinha/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/11/01/2010/gil-de-rosa-lanca-cd-ensinando-a-comer-flores-dos-jardins-de-dona-chiquinha/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 11:05:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3769</guid>
		<description><![CDATA[Todo final de ano, ou quase tudo, o compositor, agora amadurecido, e cantor de voz educada e
bemcolocadanas músicas que descobre – tudo está no ar – em sua agora Barra Bonita, ele vem abraçar os seus, em especial, Dona Rosa e Seu Antonio, e recarregar as baterias nas margens das praias dos mares em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo final de ano, ou quase tudo, o compositor, agora amadurecido, e cantor de voz educada e</p>
<div id="attachment_3775" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ela-me-ensinou-capa.jpg" rel="lightbox[3769]"><img class="size-full wp-image-3775" title="ela-me-ensinou-capa" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ela-me-ensinou-capa.jpg" alt="capa e contracapa do ela me ensinou a comer flores" width="300" height="241" /></a><p class="wp-caption-text">capa e contracapa do ela me ensinou a comer flores</p></div>
<p>bemcolocadanas músicas que descobre – tudo está no ar – em sua agora Barra Bonita, ele vem abraçar os seus, em especial, Dona Rosa e Seu Antonio, e recarregar as baterias nas margens das praias dos mares em que tanta poesia bebeu.</p>
<p>Todo os anos, ou em quase todos, só ou bem acompanhado de esposa e filhos, ele vem a Província das Acácias, tanto sua quanto minha, para mostrar aos amigos as coisas (Salve Moacir Santos!) musicais que pescou nos céus de Barra Bonita, cidade onde se encontra, aos lados dos seus, por força da grana que ergue e destrói – e como destrói! – coisas belas.</p>
<p>Dessa vez, voltando à pátria amada, armado apenas de poesia e muita música na cabeça, chegou Gilberto Nascimento trazendo debaixo do braço o seu mais novo pescado, o belo CD intitulado de Ela Me Ensinou a Comer Flores.</p>
<p>Ele Me Ensinou&#8230; foi a música classificada no último Forrofest Paraibano, embora que, inicialmente, nunca fora composta com a clara intenção de enquadrá-la no que chamamos por aqui de “forró verdadeiro”, defendida pela esposa e também compositora – a cantora, todos sabem, é irretocável – Marta Nascimento. A composição foi mais um acidente de percurso. Pois bem. Gil de Rosa veio, como agora, para recarregar as energias. Mas aproveitou a vinda para fazer aquilo que sabe fazer de melhor: cantar.</p>
<p>A história de Gilberto Nascimento, criador e principal personagem do velho e musical e harmonioso e novo (sempre novo) Ave-Viola, grupo torrelandense que despontou por aqui nos anos setenta, composto pelo próprio, Dida Fialho, Carlinhos e Firmino, se poucos não sabiam, agora, contada, estão sabendo, se resume na história de um puto profissional da engenharia em que se tornou, mas que nunca deixou, apesar dos muitos cálculos e inúmeros pulos de sapo que deu nesta vida Severina, o artista que carrega dentro do peito deitado na rede amarrada nos armadores do tempo.</p>
<p>Pois bem. Gilberto saiu Nascimento, onde nasceu, e agora voltou, neste “comer flores”, com o nome de Gil de Rosa, homenagem que presta ao velho amigo Livardo Alves, aquele da Marcha da Cueca, que sempre vira no Rosa de sua mãe o melhor dos nomes artísticos. E tinha razão.</p>
<p>A começar pelo design da capa do Gil Santana do Nascimento, o Porunga, o Ela Me Ensinou&#8230; começa dizendo para e por que veio.   Estão lembrados daquelas belezas de capas dos antigos Lps feitas pelo Elifas Andereato? Pois bem. Se o novo CD de Gil de Rosa fosse nos tempos do vinil, a capa do Porunga, simples e</p>
<div id="attachment_3747" class="wp-caption alignright" style="width: 236px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ela-me-ensinou-encarte.jpg" rel="lightbox[3769]"><img class="size-full wp-image-3747" title="ela-me-ensinou-encarte" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ela-me-ensinou-encarte.jpg" alt="pedaços da vida dos artista que, agradecido, homenageia os seus" width="226" height="165" /></a><p class="wp-caption-text">pedaços da vida dos artista que, agradecido, homenageia os seus</p></div>
<p>mais conceitual do que nunca, mereceria o mesmo destaque de, por exemplo, aquela beleza do Gilberto Gil do Refazenda, que nada tem a ver com a arte do Elifas.  Um pé solitário nas águas do mar de Cabo Branco, sem pisar na flor, mas comendo-a, pouco a pouco, com os olhos que não se veem.</p>
<p>Gravado e mixado no Estúdio A.C Francisquini (Jaú), entre os meses de fevereiro de 2008 a junho de 2009, Ela Me Ensinou a Comer Flores, na verdade, o segundo CD de Gil de Rosa e o quarto, esse com a Banda Tribo Terra, do Gilberto Nascimento, traz algumas músicas inéditas desse torrelandense (do bairro da Torre, João Pessoa/Pb) que há quase 30 anos, engenheiro de profissão, trabalha e faz música em Barra Bonita (SP).</p>
<p>Gil de Rosa, após as inúmeras experiências do Gilberto Nascimento, está mais poeta neste segundo CD como Gil de Rosa. A contestação, a cobrança do tempo perdido, o destravar da língua presa nos anos em que tudo estava travado, fica bem evidente em sua Nau Esperança, dedicada as “&#8230; pra os companheiros de música em João Pessoa”. Ele espira e, sentindo que a luz no fim de túnel, depois de tanta energia gasta, pode ser uma esperança, acrescenta “&#8230; já não vivemos sob ditadura, as nossas línguas já não tão ferinas. Mas uma coisa não mudou – continuamos tentando sobreviver&#8230;” E, no final do CD, deixa claro que sobreviveu.</p>
<p>E assim, depois de “pedi a benção pro pai, pedi a benção pra mãe, pra minha vó, pro meus tios&#8230;”, e abraçar os irmãos, que bem poderia ser a primeira música do CD, descerrando as cortinas para os ouvidos de quem se arvorar a conhecer o seu universo musical, segue Gil de Rosa desfiando as suas histórias sem nenhuma pretensão de inventar uma nova forma de cantar ou dizer o que sente, mas preparando o coração do ouvinte para as coisas que vai cantar/contar.</p>
<p>Ela Me Ensinou a Comer Flores, composição de Gilberto Nascimento e – não poderia omitir – o escriba que vos escreve, classificada no maior Festival do Nordeste, o Forrovfest, uma composição em homenagem a Dona Chiquinha, minha mãe, e Dona Rosa, mãe do Gil de Rosa, agora, sem, necessidade de explicação para o nome artístico adotado, é um “forró” que foge do lugar comum usado e abusado pelos forrozeiros e compositores nordestinos. Um conto de fadas. E, se não bastasse, plantando e vendendo flores para sobreviver, Dona Chiquinha, sem perder nada por isso, se mudou para outra cidade acreditando ainda “que a lua era de são Jorge” e somente dele. Não ganhamos o festival, mas, com certeza, de lá saímos com a barriga cheia. De flores.</p>
<p>O Ela Me Ensinou&#8230; traz 10 composições.  Entre elas, somente para não deixar de lembrar o ídolo Gonzaguinha, uma de suas referencias, faz uma espetacular releitura de Carta a Gonzaguinha, gravada em CD anterior com a banda Tribo Terra.  As outras são Sede de Ceder (Gil de Rosa/Humberto de Almeida); Eu Te Amo (Carlos Francisquini); Eu Canto é Pra Chegar aos Pássaros (Lamento), Marta Nascimento, Olha Você (Gil Nascimento) Poetas (Kaká Santa Cruz/Humberto de Almeida); Nau Esperança (Gilberto Nascimento); Ana Lógica (Gilberto Nascimento).</p>
<p>Se vale a pena ouvir? E comprar. E, para esse segundo ato, basta ligar para (&#8230;) 55 14 3641 2443 ou (&#8230;) 55149784 5902, ou gilderosa@uol.com.br</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/11/01/2010/gil-de-rosa-lanca-cd-ensinando-a-comer-flores-dos-jardins-de-dona-chiquinha/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>DONA CHIQUINHA ME ENSINOU A COMER FLORES, DIVIDIR SILÊNCIO E SER O BOM SUJEITO QUE SOU!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/11/01/2010/dona-chiquinha-me-ensinou-a-comer-flores-dividir-silencio-e-ser-o-bom-sujeito-que-sou/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/11/01/2010/dona-chiquinha-me-ensinou-a-comer-flores-dividir-silencio-e-ser-o-bom-sujeito-que-sou/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 09:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3750</guid>
		<description><![CDATA[

 
ELA ME ENSINOU A COMER FLORES

(Gilberto Nascimento/Humberto de Almeida)






Quando começava o dia
Ela inventava cores
Dos vestidos que fazia
Trocava, mudava, cozia
Me ensinava a comer flores



De tudo que ela falava
Dela tudo se ouvia
Castelo, reino encantando.
De fuso e dedo furado
Princesa que adormecia



A lua era de São Jorge
Na terra somente os seus
Para pisar na lua
Só com a licença de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><em></em></p>
<p><em></em></p>
<p><em> </em></p>
<p class="MsoNormal"><strong>ELA ME ENSINOU A COMER FLORE</strong>S</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">(Gilberto Nascimento/Humberto de Almeida)</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Quando começava o dia</p>
<p class="MsoNormal">Ela inventava cores</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/humberto-em-preto-e-branco.jpg" rel="lightbox[3750]"><img class="alignleft size-medium wp-image-3756" title="humberto-em-preto-e-branco" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/humberto-em-preto-e-branco.jpg" alt="o escriba nos tempos em que apredia a comer flores" /></a>Dos vestidos que fazia</p>
<p class="MsoNormal">Trocava, mudava, cozia</p>
<p class="MsoNormal">Me ensinava a comer flores</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">De tudo que ela falava</p>
<p class="MsoNormal">Dela tudo se ouvia</p>
<p class="MsoNormal">Castelo, reino encantando.</p>
<p class="MsoNormal">De fuso e dedo furado</p>
<p class="MsoNormal">Princesa que adormecia</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A lua era de São Jorge</p>
<p class="MsoNormal">Na terra somente os seus</p>
<p class="MsoNormal">Para pisar na lua</p>
<p class="MsoNormal">Só com a licença de Deus</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Falava em coisas do céu</p>
<p class="MsoNormal">Como se o céu fosse ali</p>
<p class="MsoNormal">De casa em casa ela ia</p>
<p class="MsoNormal">Buscando o que eu não perdi</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Falava em uma serpente</p>
<p class="MsoNormal">Enquanto a agulha seguia</p>
<div id="attachment_3772" class="wp-caption alignright" style="width: 236px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/gilberto-autografando.jpg" rel="lightbox[3750]"><img class="size-full wp-image-3772" title="gilberto-autografando" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/gilberto-autografando.jpg" alt="gil de rosa: &quot;mas eu volto, amigo vento, nas voltas que a onda dá...&quot; (velas)" width="226" height="151" /></a><p class="wp-caption-text">gil de rosa: </p></div>
<p class="MsoNormal">Falava em paz nunca em guerra</p>
<p class="MsoNormal">E a gente em silêncio ouvia</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/11/01/2010/dona-chiquinha-me-ensinou-a-comer-flores-dividir-silencio-e-ser-o-bom-sujeito-que-sou/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>HOJE, DOMINGO, PEDE CACHIMBO E FESTA DE ARROBAS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/09/01/2010/3733/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/09/01/2010/3733/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 12:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3733</guid>
		<description><![CDATA[@ - Hoje, sábado, um tanto gripado e mais ou menos ressacado, penso na apresentação de 










ontem do Paulinho Moska que todos perguntavam quem era e de Eleonora Falcone que muitos sabendo quem era por ela não perguntaram nem foram vê-la. 
@ - A praça de esportes em que se transformou o velho e bonito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>@ - Hoje, sábado, um tanto gripado e mais ou menos ressacado, penso na apresentação de </strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></p>
<div id="attachment_3734" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/paulinho-moska.jpg" rel="lightbox[3733]"><img class="size-full wp-image-3734" title="paulinho-moska" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/paulinho-moska.jpg" alt="taí o paulinho moska. agora, se ele passar na sua frente, você pode desconfiar que seja ele." width="400" height="257" /></a><p class="wp-caption-text">taí o paulinho moska. agora, se ele passar na sua frente, você pode desconfiar que seja ele.</p></div>
<p></strong></p>
<p><strong>ontem do Paulinho Moska que todos perguntavam quem era e de Eleonora Falcone que muitos sabendo quem era por ela não perguntaram nem foram vê-la. </strong></p>
<p><strong>@ -</strong> A praça de esportes em que se transformou o velho e bonito – sem saudosismo – Ponto de Cem Réis estava mais ou menos vazia. Gosto da expressão. Mais ou menos. Pois bem. O som, como sempre, estava péssimo. E a pobre Eleonora, por mais que pedisse, nada foi feito Ficou chato. A pobre Eleonora não sabia se cantava – canta direitinho, mas falta muito para chegar onde acha que chegou – ou se lamentava nas duas margens que ninguém ouviu na primeira vez. Não vou mais.</p>
<p><strong>@ - Não sou inimigo de rei algum – sou mesmo é puto com reis – nem do Paulinho Moska. Mas, assim como tudo passa, sem medo algum de dizer o que penso e responsável pelo que escreve há bastante tempo, ouso dizer que depois do Garganta Profunda e Inimigos do Rei, assim como os outros 24 integrantes originais do Garganta, Paulinho também parece um tanto perdido. Ando sem saco para ouvir o que em nada vai melhorar a sede de ouvir desses exigentes ouvidos Um saco. </strong></p>
<p><strong>@ -</strong> Enquanto o Paulinho zumbia, bêbedos e equilibristas dividiam a praça – se querem porque querem chamar de largo pelo fato da inexistência disso e daquilo, que chamem – que ontem era de um povinho um tantinho de nada.</p>
<p><strong>@ - Dois a zero para mim que disse dias antes que ninguém iria saber quem era o Paulinho Moska. Disse ainda mais: que se esse alguém fosse era somente para não ficar em caca coçando os escrotos – ex-crotos não se coça, mata-se, e possível - e suando a tapioca.</strong></p>
<p>@ - Todas às vezes que eu passo por “aquela estátua”, como costumava chamar os passantes que o Miguel dos Santos inventou e batizou de Pedra do Reino ficou com a impressão de que estou sendo enganado.</p>
<p><strong>@ - Sabe aquela sensação de “o que afinal essa coisa quer me dizer”? Pois bem. É assim que sinto. Olho de um lado, tiro do lado o olhar e o levo para o outro, deixo o outro e volto para o lado primeiro, e nada. A impressão que olho pesca e a mente aceita é a de que se falta um pouco de compreensão como um todo, em parte, sobra coisas na pedra que não deveriam estar por lá. </strong></p>
<p><strong>@ -</strong> Todas às vezes que olho para a pedra do Miguel dos Santos fica no olho a impressão de que mais que o argueiro no olho do vizinho, me preocupa é o fato do próprio escriba ter que se preocupara com a pedra que está dentro do seu olho.   Uma pedra no caminho da compreensão dos muitos passantes que por ali passam sem olhar para a pedra.</p>
<p><strong>@ - Fico feliz em saber que os livros do Paulo Coelho estão vendendo mais que banana - trinta por um real – na feira do meu bairro Jaguaribe. Todo mundo lá fora conhece o Paulo<a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/coelho.jpg" rel="lightbox[3733]"><img class="alignleft size-full wp-image-3736" title="coelho" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/coelho.jpg" alt="paulo coelho mago e cheio de coisas, ainda quando não o &quot;mago&quot; e cheio da grana" /></a>Coelho. Fico morrendo de orgulho do nosso culto verde e amarelo. Até mesmo em Israel o nosso Paulo Coelho é campeão de vendas. E não adianta. Para os israelenses, Freud, Einstein, Marx, Chomsky, todos judeus, como lembrara um distante amigo, vão continuar mofando nas prateleiras das livrarias. </strong></p>
<p>@ - Dá-lhe, Paulo! Segue matando os teus Coelhos com uma só cajadada! E se por acaso você chegar e pegar um daqueles gordinhos de fazer gosta, mandas para este teu fã caloroso e cheio de veias!</p>
<p><strong>@ - O sol do verão está hoje mais quente que o inesquecível beijo do Charlton Heston em Deborar Kerr – ela quis e acabou. Enquanto isso, sinto uma Estação Musical fria como uma loura Suave deve estar a nos esperar depois de  uma caminhada prazerosa e cheia de carne molhada. Uma estação musical pobre, apesar de algumas, poucas, coisas boas.   Ouvir mais uma vez o Zé Ramalho cantando as suas visões quase delirium tremens, mais que sacão, é sacão e meio, vai me encher de alegria e preguiça. </strong></p>
<p>@ - São tantas as noticias&#8230; O sol do Reinaldo Jardim não era, como escreveu um dia aquele nosso bom sujeito pensador, uma revisa, mas um jornal de esquerda – e botem esquerda nisso – que mudou, assim como o pasquim mudou a cara de nossas entrevistas, antes, todas camisa de força - contribuiu para mudar a cara da imprensa verde e amarela. Isto sem esquecer a sua contribuição cultural. Saco. O sol, neste exato momento não se lê, sente-se no corpo. É tempo de verão.</p>
<p><strong>@ - Nem sei mais quem disse um dia que todos, sem exceção, contrariando a regra e bom-senso, tem um preconceito de estimação. Tota, o meu irmão, jaguaribense de coração como este escriba e o meu Robin Hood preferido, que, apressado como o pai, Compadre Heráclito, que também pai é meu, foi morar noutra cidade sem terminar o curso da vida de forma</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong></p>
<div id="attachment_3737" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tota-o-meu-robin-hood.jpg" rel="lightbox[3733]"><img class="size-full wp-image-3737" title="tota-o-meu-robin-hood" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tota-o-meu-robin-hood.jpg" alt="tota, o meu robin hood preferido, aquele do &quot;se o brasil fosse um corpo humano...&quot;" width="500" height="731" /></a><p class="wp-caption-text">tota, o meu robin hood preferido, aquele do </p></div>
<p></strong></p>
<p><strong>natural, costumava dizer que se “o Brasil fosse um corpo humano, a Parahyba seria o cu”.  Não dizia assim. Num respeito feladaputa aos ouvintes, eufemisticamente (pode ser), batizava o cu de anus. “&#8230; a Parahyba seria o ânus”. </strong></p>
<p>@ - Pois bem. Se ainda morasse por aqui, pelo menos no que se refere a corrupção e traições políticas, Tota veria - deve estar vendo - que chegara bem perto do que preconceituosamente pregava. Por aqui a coisa está fedendo, Tota, e alguém vai ter que puxar a descarga.</p>
<p><strong>@ - Sabem por que o Brutus apunhalou Cesar pelas costas? Simples. Porque era espada!</strong></p>
<p>@ - Se o rio Jaguaribe, o meu rio, passa quase no quintal da minha casa, na frente, fato que não posso negar e sempre rio quando lembro, tem uma chamada “feira de bicicletas” onde existe de tudo, menos bicicletas.</p>
<p><strong>@ - E se vez em quando uma aparece sem nota fiscal ou referencia, pois ali a nota fiscal, assim como para muitos dos nossos conscientes cidadãos é apenas um pedaço inútil de papel, o dono volta com ela, pedalando ou fazendo-lhe companhia, para casa. </strong></p>
<p>@ - Uma feira de venda e troca de bicicletas, carros ou aviões (nunca vi) é igual a todas as feiras de troca e venda. Vez em quando, sem sair de casa, apenas com o costumeiro rosto na janela, vejo um sujeito chegar, todo desconfiado, perguntando se “viram ou tem para vender uma bicicleta azul”. Só um exemplo. Perguntando e dizendo pagar muito bem por ela.  Está na cara que é o dono está a procura de quem lhe tirou a magrelinha. Tudo é festa.  Mas como não sou daquele de meter de uma só vez os dois pés no rio para avaliar sua profundidade, estou sempre com um pé na frente e outro atrás, uma mão no revólver e a outra no bolso. No meu, entenda-se.</p>
<p><strong>@ - E assim, a pé ou de bicicleta, segue a vida. Enquanto isso, para muitos, como foi o caso da minha cunhada Marluce, a morte chega a cavalo, e cava a sua cova.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/09/01/2010/3733/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>QUEM DISSE QUE MARIO QUINTANA PRECISAVA DE UMA ACADEMIA PARA SE IMORTALIZAR ?</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/09/01/2010/quem-disse-que-mario-quintana-precisava-de-uma-academia-para-se-imortalizar/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/09/01/2010/quem-disse-que-mario-quintana-precisava-de-uma-academia-para-se-imortalizar/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 09:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3728</guid>
		<description><![CDATA[ELA NÃO O CHAMAVA DE POETA. Não dizia, como disseram as duas repórteres do Zero Hora no dia em que por ali passei, ser ele a poesia ambulante pelas ruas de sua cidade. Não gostava dessa história. Costumava lembrar que o poeta era feito de carne e osso como ela (sei do cacófato)
Todas às vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ELA NÃO O CHAMAVA DE POETA.</strong> Não dizia, como disseram as duas repórteres do Zero Hora no dia em que por ali passei, ser ele a poesia ambulante pelas ruas de sua cidade. Não gostava dessa história. Costumava lembrar que o poeta era feito de carne e osso como ela (sei do cacófato)</p>
<div id="attachment_3729" class="wp-caption alignleft" style="width: 484px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mario-quintana-do-francci.jpg" rel="lightbox[3728]"><img class="size-full wp-image-3729" title="mario-quintana-do-francci" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mario-quintana-do-francci.jpg" alt="todos, mesmo os imortais, passarão. e  ele, imortal verdadeiro, passarinho..." width="474" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">todos, mesmo os imortais, passarão. e  ele, imortal verdadeiro, passarinTodo ele era inspiração, pouca, e muita transpiração. Nada de inventar histórias ou comparações para aquele velhinho que sabia como poucos transformar as coisas mais simples em poesia, e procurava alguém de confiança com quem pudesse comer flores e dividir o seu silêncio.</p></div>
<p>Todas às vezes que se referia ao poeta-menino-de-aquário nunca esquecia o pronome possessivo antes. Era &#8220;o meu poeta&#8221;. Não o chamava pelo nome de batismo. Li uma frase do meu poeta em que ele dizia que poesia é uma maneira de falar sozinho. Disse-me em uma de suas últimas cartas - não se tinha imeio - enviadas pouco antes da partida. Na mesma carta, lembro bem, deixou todo um espaço em branco e a sua caprichada (nunca mais vi uma grafia como a dela,uma caligrafia, essa sim) assinatura no final. Um branco poético. Em seguida a observação: &#8220;Tens aí o meu silêncio. Tudo que escreveres nele, assino embaixo. Mais que poetas, somos irmãos. Confio em ti como no frescor da poesia que invento a cada manhã, e dela me alimento&#8221;.</p>
<p>Se o poeta pudesse ter outro dono que não fosse a poesia seriadela e de mais ninguém. Até mesmo o seu &#8220;ora, bolas!&#8221; característico ela adotara. Também poeta - nunca usou o feminino nesse meio campo que dominava tão bem: &#8220;eu sou é poeta!&#8221; -vez por outra esquecia o poeta que era seu para lembrar o Garcia Lorca &#8220;Tens razão. Um poeta colorido, cores fortes, poemas sangrando.&#8221;</p>
<p>Gostava quando eu lembrava a entrevista naquele dia em que o seu poeta ,depois de muitas provocações sobre sua vida de solteiro, respondeu que nunca se casou porque detestava pijamas. Sorria. E sorria mais ainda quando, só poesia, outras provocações depois, entre elas que essa não era uma resposta de poeta, respondeu que nunca se casou porque preferiu ser a ilusão de muitas a ser o desengano de uma só. Dessa vez gargalhava.</p>
<p>Quando seu poeta foi por três vezes preterido pelos &#8220;imortais&#8221; da Academia Brasileira de Letras me escreveu somente lágrimas dizendo não acreditar que ele tentasse mais uma vez. Vaidade das vaidades! E o seu poeta não tinha nada disso. Ele já era imortal desde a sua Rua de Cataventos. <strong>&#8220;Existe naquela casa um poeta igual ou melhor que o meu, 1Berto?</strong>&#8220;Perguntou  por perguntar. Sabia que ele, principalmente para ela, era o único.Lembro que no fim de cada parágrafo era somente choro e nenhuma poesia.  E  encerrava com &#8220;<strong>O meu poeta não merecia isso</strong>!&#8221;.</p>
<p>Tentando um consolo por escrito, entre muitas coisas que não falei, solidário, somente silêncio, disse que a sua - dele e dela - imortalidade independia de academias de letras ou de poesias. Mesmo essa que mais tarde receberia, entre sorrisos e tapinhas nas costas, o &#8220;mago&#8221; Paulo Coelho, esse que ela teve a felicidade de desconhecer. Suas histórias, as do Mago, sabia contar muito melhor. E com mais originalidade.</p>
<p>Sem poder dizer mais nada, como paliativo lembrei que o Jorge Amado, apesar de sua  condição de autor brasileiro mais traduzido no mundo, um puto escritor, que muito antes do insosso acadêmico Paulo Coelho - um mágico escritor que iria lhe fazer morrer de tanto rir, para ressuscitar gargalhando - antes de sentar a bunda na cadeira que o  Bob Fields sua bunda  sentou  nunca foi  convidado para o  chá das cinco dos imortais do momento.</p>
<p>Ela, porém, minha poeta e amiga, apressada, se foi antes desse Jorge Amado por todos os brasileiros. Mais um m tempinho, a sobra de um relógio atrasado, teria tempo para lhe dizer que a companheira do Jorge, Zélia Gattai, essa mesma que ela nunca considerou uma grande escritora, foi escolhida pelos velhos imortais de sempre para ocupar sua cadeira. Uma homenagem. Assim, como muitos que estão ali,  mais pela amizade que  pela qualidade de sua obra.</p>
<p>Todos eles e,  em particular esses que preteriram o seu nome, passarão, Bia. Ser Quintana é um privilégio de passarinho. Eles passarão, sim. Não como grandes pássaros, mas como passageiros que são nesta vida e que por todas as suas vidas serão. Ela concordava. Mas faltava ainda o sorriso que me acostumei a pescar nas entrelinhas dos seus versos. Por isso insistia em provocar. Esperava aquele meu tão meu conhecido.</p>
<p>Lembrei-lhe que o pensador Millôr Fernandes disse um dia que somente aceitaria entrar na Academia Brasileira de Letras se não fosse com a morte de um imortal mortal. Os risos são meus,e a frase, um pouco afastada da real, também. Que não ficasse triste, escrevi um dia. O seu Mario Quintana, mesmo fora da Academia Brasileira de Letras, continuaria mais vivo do que nunca. Era muito diferente de estar numa Academia em que um quase morto só assume depois que um morto é sepultado. E o mais engraçado que é ambos se julgavam imortais.</p>
<p>Apesar de todas as brincadeiras minhas ela continuava inconsolável. Ora, bolas! Também aconteceu com o grande Lima Barreto, disse para quebrar o gelo. Sequer enxugou as letras. Besteira, Bia, a eleição ali é uma festa entre amigos. E amigos, se não forem  a prosa e  a poesia, o seu amigo tinha poucos. Sua festa era particular, feita dentro do peito para onde se mudou quando lhe tomaram o espaço físico que o seu corpo ocupava. .</p>
<p>Mario Quintana não era poeta de grupos nem de grupinhos. Tanto que depois, arrependida, a confraria o convidou a candidatar-se pela quarta vez, prometendo a unanimidade e a imortalidade (como segurar o riso?), e ele recusou. Quem perdeu com o isso? A Academia, Bia. Perdeu tanto que nunca vai passar de uma Academia de Paulo Coelho e Roberto Marinho.</p>
<p>O poeta, como vocês viram no final destas mal-traçadas, é o poeta-passarinho Mario Quintana. Um poeta dela e, com a sua permissão, também meu. Ela é Ana Beatriz Boeira, gaúcha como ele, que, apressada, tomou as asas de passarinho do seu poeta e se atirou do alto de um edifício na sua Porto Alegre. Nunca mais pisou neste chão. Encantou-se.</p>
<p>Ah, se eu telefonar para o céu, Bia, por favor, não mande dizer que não está. Ora, bolas!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/09/01/2010/quem-disse-que-mario-quintana-precisava-de-uma-academia-para-se-imortalizar/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>E LÁ SE FOI O MEU AMIGO SEM QUE NINGUÉM CHORASSE A SUA MORTE&#8230;</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/08/01/2010/e-la-se-foi-o-meu-amigo-sem-que-ninguem-chorasse-a-sua-morte/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/08/01/2010/e-la-se-foi-o-meu-amigo-sem-que-ninguem-chorasse-a-sua-morte/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 09:51:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3724</guid>
		<description><![CDATA[O Eu Plural está de luto.  Estupraram, mataram, levaram uma pessoa íntegra e singular sem que ela nada tivesse feito, e, todos ex-crotos e coniventes, sacripantas, nada fizeram&#8230; Se eu fosse aquele sacana que usa a sua pena - dá pena - para explorar os incautos e ameaçar tantos outros com a suas besteiras,
penduraria a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Eu Plural está de luto.  Estupraram, mataram, levaram uma pessoa íntegra e singular sem que ela nada tivesse feito, e, todos ex-crotos e coniventes, sacripantas, nada fizeram&#8230; Se eu fosse aquele sacana que usa a sua pena - dá pena - para explorar os incautos e ameaçar tantos outros com a suas besteiras,</p>
<div id="attachment_3725" class="wp-caption alignleft" style="width: 245px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/leitura-em-not.jpg" rel="lightbox[3724]"><img class="size-full wp-image-3725" title="leitura-em-not" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/leitura-em-not.jpg" alt="a notícia chegou rápido, no cavalo da intenet..." width="235" height="285" /></a><p class="wp-caption-text">a notícia chegou rápido, no cavalo da intenet...</p></div>
<p>penduraria a pena&#8230;</p>
<p><em>Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.</em></p>
<p><em>Como não sou judeu, não me incomodei.</em></p>
<p><em>No dia seguinte, vieram e levaram</em></p>
<p><em>meu outro vizinho que era comunista.</em></p>
<p><em>Como não sou comunista, não me incomodei.</em></p>
<p><em>No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.</em></p>
<p><em>Como não sou católico, não me incomodei.</em></p>
<p><em>No quarto dia, vieram e me levaram;</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/08/01/2010/e-la-se-foi-o-meu-amigo-sem-que-ninguem-chorasse-a-sua-morte/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>UMA CHARGE OU CARTUM, ESCOLHAM, FEITA NA ZONA, E A ZONA GENIAL DO CARTUM DO NANI</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/07/01/2010/uma-charge-ou-cartum-escolham-feita-na-zona-e-a-zona-genial-da-cartum-do-nani/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/07/01/2010/uma-charge-ou-cartum-escolham-feita-na-zona-e-a-zona-genial-da-cartum-do-nani/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 09:31:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3718</guid>
		<description><![CDATA[Enquanto a multidão aplaude o “cheio de promessas”, mão direita fechada para o alto, um ato de protesto contra quem nunca se sabe, tremendo mais que vara verde, boneco que somente cai em si – muitos caem nos braços das negas deles – quando a corda chega ao fim, lá no cantinho, um cidadão descrente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto a multidão aplaude o “cheio de promessas”, mão direita fechada para o alto, um ato de protesto contra quem nunca se sabe, tremendo mais que vara verde, boneco que somente cai em si – muitos caem nos braços das negas deles – quando a corda chega ao fim, lá no cantinho, um cidadão descrente, aspecto de assalariado mínimo, cochicha no ouvido de outro:” Tás vendo? Não vai mudar nunca: Todo Político Calça 40!”.  Eu sinceramente gostei da idéia. Não é porque foi idéia minha, não. O que os meus dois leitores acham? Ou um dos dois acha?</p>
<p>Outra? Conto. Mesmo sabendo que charge é criada para ser vista e revista para entender a história do seu tempo e o cartum passageiro, aquele do riso livre, descompromissado, pirata na ilha assando o único papagaio amigo (tai, uma ótima idéia para um cartum!), alguns cartuns são tão bons que merecem receber o mesmo tratamento.   A idéia também foi para uma charge (não vou ocupar espaço para esclarecer a diferença entre uma (charge)&#8230; ou teria sido para um cartum? Agora lascou! Mas como ia dizendo. Num desses São João sem graça que tem sido realizado por aqui, o prefeito, sempre dono de belas idéias (depois relato outras), teve a idéia, que felizmente não foi colocada em prática, de realizar um São João que não existe na Rua Maciel Pinheiro, famoso puteiro de “tempos de Irene a Hosana”, da Província das Acácias. O São João seria realizado na “zona”.</p>
<p>Foi aí que a idéia, lembrando a presença de espírito do parágrafo primeiro, sem quaisquer esforços, pediu para ser a primeira a botar o seu voto na urna. Chega um sujeito com aquele ar sacana de que aprendeu os primeiros números (69, por exemplo), em um daqueles cabarés-escola da Maciel Pinheiro, lendo a noticia no jornal, pergunta para o outro sacana do lado “o que tu acha de uma urna instalada na Maciel Pinheiro?”. A resposta é curta e&#8230; Sacana: “Vai virar Zona!”</p>
<p>Se existe um Cinema Falado, para os que estranham as mal-traçadas deste escriba sobre charges e cartuns, claro que essas, se não são faladas, podem ser descritas. Sensacional, aproveitando estes tempos de “todos bons de coração e solidários”, foi aquela velha e cada vez mais nova charge do Nani, em que ele reclama ao Senhor por Ele, o Senhor, tê-lo ressuscitado:</p>
<p>– “<strong>Pô, Jesus, não foi uma boa me ressuscitar. Minha família vai perder o seguro, minha casa não vai ser quitada na caixa e vou ter que devolver o auxpilio-funeral”</strong>.</p>
<p>E Jesus: “<strong>Foi mal, Lázaro</strong>”.</p>
<p>Genial? Depois eu conto outras.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/07/01/2010/uma-charge-ou-cartum-escolham-feita-na-zona-e-a-zona-genial-da-cartum-do-nani/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>A HISTÓRIA DE UMA CHARGE QUE, SE NÃO CAIU COMO UMA LUVA NA HISTÓRIA, NO PÉ ENTROU COMO UM SAPATO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/07/01/2010/a-historia-de-uma-charge-que-se-nao-caiu-como-uma-luva-na-historia-no-pe-entrou-como-um-sapato/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/07/01/2010/a-historia-de-uma-charge-que-se-nao-caiu-como-uma-luva-na-historia-no-pe-entrou-como-um-sapato/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 09:28:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3714</guid>
		<description><![CDATA[Uma das coisas que não sei e mesmo burro para entender certas coisas, por mais que tente enganar, confesso que não sei, é saber desenhar. Ou caricaturar. Ou chargear. Ou cartunizar&#8230; Ou merda outra que o valha. Mas como a presença de espírito, mesmo sem nele acreditar, está presente em tudo que faço, um
confissão, confesso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas que não sei e mesmo burro para entender certas coisas, por mais que tente enganar, confesso que não sei, é saber desenhar. Ou caricaturar. Ou chargear. Ou cartunizar&#8230; Ou merda outra que o valha. Mas como a presença de espírito, mesmo sem nele acreditar, está presente em tudo que faço, um</p>
<div id="attachment_3715" class="wp-caption alignleft" style="width: 131px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/charge-de-humberto.jpg" rel="lightbox[3714]"><img class="size-full wp-image-3715" title="charge-de-humberto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/charge-de-humberto.jpg" alt="... não se se gostarão do traço... também não sei se conseguirão ver o que escrevo" width="121" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">... não se se gostarão do traço... também não sei se conseguirão ver o que escrevo</p></div>
<p>confissão, confesso também que se desenhasse seria um puto cartunista ou chargista. Os meus dois leitores podem até não acreditar. Mas eu acredito e fim de parágrafo.</p>
<p>Esse papo meio sem qualquer coisa, para não dizer que acho uma merda aquela <strong>Qualquer Coisa</strong> do Caetano, pois, para este escriba em particular nada diz, veio a propósito do ultimo livre de charges e cartuns (há uma puta diferença entre ambos) de Livardo Alves, uma coletânea de suas charges e cartum (há uma diferença puta entre ambos) expostos no que chamamos de “Banca de Régis”, no Ponto de Cem Réis.</p>
<p>Pois bem. Nele, por reconhecer a minha inaptidão para o desenho, incapaz de desenhar uma jibóia engolindo um elefante, um desenho que de tão idiota virou genial nas cabeças dos faz e fás, essas, candidatas a misses, do Exupéry, idealizei para o Livardo Alves, as charges – essas, sim – que gostaria de fazer, se desenhar soubesse.</p>
<p>Outro dia mais distante, dono do melhor texto de humor destas plagas nordestinas, Anco Márcio, também falou a mesma coisa: <strong>“ah, se eu soubesse desenhar!”</strong>. Não sabe. Mas na verdade, se desenhista ele e eu  fôssemos, mostraríamos  em alto  risco e bom tom como fazer humor - temos muitos craques por aí, negar ninguém há de - desenhado neste país de muitos humoristas e poucos profissionais do humor. Infelizmente os nossos maiores humoristas tem  preferido os  cargos políticos. E assim, a cada eleição, se enriquecemos humoristicamente no Planalto Central, ficamos mais graça nesse país que nunca foi sério.</p>
<p>Confesso que nem lembrava mais. Falei assim por falar. E ele, Livardo Alves, um sujeito digno, pegou no ar a dica, como chamou a idéia, e fez lá uma charge com o registro da idéia deste escriba.  Qual foi a idéia? Simples. Em plena campanha eleitoral um candidato campinense, discursando no famoso – para outros, pois não tenho a mínima idéia do local onde fica o dito cujo – <strong>Bairro do 40</strong>, promete calçar todas as ruas do referido<strong>. ”Se for eleito, diz o sacripanta, prometo calçar todas as ruas deste bairro!”</strong>.</p>
<p>Eu Plura: continua no próximo post&#8230; ou seria capítulo ?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/07/01/2010/a-historia-de-uma-charge-que-se-nao-caiu-como-uma-luva-na-historia-no-pe-entrou-como-um-sapato/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ELES SE MERECEM, EM PARTE, MAS A PARTE DIREITA E UMA COISA APARTE!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/07/01/2010/eles-se-merecem-em-parte-mas-a-parte-direita-e-uma-coisa-aparte/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/07/01/2010/eles-se-merecem-em-parte-mas-a-parte-direita-e-uma-coisa-aparte/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 08:56:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3710</guid>
		<description><![CDATA[
Meu caro João Menezes,
O meu voto, uma vez que nunca fui um cara fechado, mas 1 berto, é público: votei  nele. No da esquerda, não, nessa da direita que, hoje, mais do que nunca, ás vezes me confunde está na direita mesmo ou na esquerda.
Acho legal as caras lisas de ambos. Estamos quites, tu não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3709" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lularmanijeday1.jpg" rel="lightbox[3710]"><img class="size-full wp-image-3709" title="lularmanijeday1" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lularmanijeday1.jpg" alt="lula bem que poderia acrescentar &quot;nunca falei com o zé dirceu, não pedi arreglo a sarney, não tomei a benção a roberto marinho...&quot;" width="500" height="361" /></a><p class="wp-caption-text">lula bem que poderia acrescentar </p></div>
<p>Meu caro João Menezes,</p>
<p>O meu voto, uma vez que nunca fui um cara fechado, mas 1 berto, é público: votei  nele. No da esquerda, não, nessa da direita que, hoje, mais do que nunca, ás vezes me confunde está na direita mesmo ou na esquerda.</p>
<p>Acho legal as caras lisas de ambos. Estamos quites, tu não acreditas por lá, que eu nego por aqui. Uma saca espetacular: o sorriso da direita, o da esquerda, e um sorriso que já esteve por muito tempo na esquerda, o da direita.</p>
<p>E olhem que neste espaço, pelo menos agora, nesse exato momento, não estou nem pregando aquela história idiota e velha e sem graça de esquerda volver e direita e eu vi. E sabem por quê ? Porque vivemos em uma época em que todos são ambidestros!</p>
<p>Mas que achei a sacada genial,  achei. E não vou perder tão cedo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/07/01/2010/eles-se-merecem-em-parte-mas-a-parte-direita-e-uma-coisa-aparte/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>EU SOU A FAVOR ATÉ QUE ME PAGUEM E DIGAM POR QUE DEVO SER CONTRA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/06/01/2010/eu-sou-a-favor-ate-que-me-paguem-e-digam-por-que-devo-ser-contra/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/06/01/2010/eu-sou-a-favor-ate-que-me-paguem-e-digam-por-que-devo-ser-contra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 03:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3702</guid>
		<description><![CDATA[1 - Nada mais pífio que as desculpas apresentadas pelos vereadores e novos aliados do prefeito Ricardo Coutinho pela  mudança de &#8220;mala e cuia&#8221; para o lado do  &#8221;melhor que me convém&#8221;. Outro dia, através de uma de nossas &#8220;independentes&#8221; rádios provincianas, ouvi belas defesas fabricadas, sem pé nem cabeça, feitas pelos que ontem
eram contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1 - Nada mais pífio que as desculpas apresentadas pelos vereadores e novos aliados do prefeito Ricardo Coutinho pela  mudança de &#8220;mala e cuia&#8221; para o lado do  &#8221;melhor que me convém&#8221;. Outro dia, através de uma de nossas &#8220;independentes&#8221; rádios provincianas, ouvi belas defesas fabricadas, sem pé nem cabeça, feitas pelos que ontem</p>
<div id="attachment_3704" class="wp-caption alignleft" style="width: 184px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/sujeito-se-acabando-de-sorrir.gif" rel="lightbox[3702]"><img class="size-full wp-image-3704" title="sujeito-se-acabando-de-sorrir" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/sujeito-se-acabando-de-sorrir.gif" alt="só mesmo morrrendo de sorrir para ressuscitar gargalhando! sou contra tudo que vocês forem a favor!" width="174" height="212" /></a><p class="wp-caption-text">só mesmo morrrendo de sorrir para ressuscitar gargalhando! sou contra tudo que vocês forem a favor!</p></div>
<p>eram contra e hoje, por força ideológica ou da grana que ergue e destrói coisas belas, ou Glauber&#8230;, isto é, merda outra qualquer, passaram a ser a favor, fazendo um favor aos próprios e familiares.</p>
<p>B - Se foi feio?! Feiíssimo. Melhor seria que tivessem dito que a única coisa permanente nesta vida é a mudança. Seria bonito não? Seria. Mas infelizmente quem nasceu para ser mirim nunca vai chegar a ser grande um dia. E citar Heráclito é coisa de Senador pra cima. Em último caso, um deles até que poderia responder que a mudança é desejável em todas as coisas. Mas citar o Aristóteles seria pedir demais.</p>
<p>E - Um dos novos aliados do prefeito com entrada forçada e sem saída diante da pífia desculpa, empostando a voz para falar com uma voz que nunca foi a sua, mas do dono,disse ainda que por onde passou saiu limpo. Limpo?! Ora, nessas coisas de cargos a questão nunca foi política, mas do produto usado para limpar as suas caras de pau. Não teve jeito. Fui ao banheiro e puxei a descarga. Vamos à letra R.</p>
<p>R - Um outro mais afoito  disse que repetiria, se preciso fosse meu amor, hoje, amanhã e depois, tudo que disse contra o prefeito do qual hoje está a favor. Uma mentira deslavada, como diria a minha mãe Chiquinha. Coisa mais feia! O mentiroso bem que poderia dizer, se pelo menos tivesse ouvido falar um dia em Francis Blanche, que mais vale pensar a mudança que mudar o pensamento. No caso dele, porém, seria a mesma merda: ele não pensa.</p>
<p>T - O outro mais velho e nem por isso merecedor do meu respeito, saiu com aquela velha e idiota e esfarrapada história de  que “a política é uma coisa dinâmica”. Vamos devagar com o andor que a santa quer curtir a paisagem!  É fácil e cômodo dizer que tudo muda e que se o sujeito não mudar vai acabar na merda. Ora, seu velhinho burro, quem deseja mudar e é sincero nesse desejo basta apenas mudar a sua atitude.</p>
<p>O - Primeiro este escriba e segundo Clemenceu, esse que o vereador analfabeto nunca ouviu falar e chama de “clemen seu”, o homem absurdo é aquele que nunca muda. Nada contra o George. Só que esses paladinos dos nossos direitos cidadãos, pelo que sei, não estão mudando para saírem de suas pobres condições de absurdos não, els representam os nossos Gerson da política,  e querem levar vantagem em tudo.</p>
<p>De Almeida: Os mirins não devem ter ouvido falar no Barão de Itararé. Por quê? Ora, porque o  Barão para eles é nota de cem reais. Ele, porém, o Barão, foi na mosca: &#8220;Todo homem que se vende recebe mais do que vale.&#8221; Se o Barão foi na  mosca, o escriba, mais uma vez, foi puxar a descarga para as suas - deles - desculpas meladas de “Glauber”!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/06/01/2010/eu-sou-a-favor-ate-que-me-paguem-e-digam-por-que-devo-ser-contra/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>UM SHOW DE FOGRAFIAS DE ANTONIO DAVID NUM ESPAÇO ABERTO E SINGULAR POR SER PLURAL!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/06/01/2010/um-show-de-fografias-de-antonio-david-num-espaco-aberto-e-singular-por-ser-plural/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/06/01/2010/um-show-de-fografias-de-antonio-david-num-espaco-aberto-e-singular-por-ser-plural/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 03:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3691</guid>
		<description><![CDATA[Há bem pouco tempo falei que iria ilustrar o nosso espaço Plural com algumas fotografias. Umas muito boas, outras excelentes e outras, ainda, embora não tanto, significativas.

Poucos me conhecem. Mas sou daquele sujeito que passa horas e horas diante de um álbum de fotografias a se perguntar “quem é aquele sujeito que está ali, chapéu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Há bem pouco tempo falei que iria ilustrar o nosso espaço Plural com algumas fotografias. Umas muito boas, outras excelentes e outras, ainda, embora não tanto, significativas.<br />
</strong></em><br />
Poucos me conhecem. Mas sou daquele sujeito que passa horas e horas diante de um álbum de fotografias a se perguntar “quem é aquele sujeito que está ali, chapéu na cabeça, sorrindo como se tivesse acabado de tirar, sozinho, uma sena acumulada?”.  E, não satisfeito, pergunta ainda “quem capturou esse momento? E essa estrada? Afinal, pergunta enfim, o que era mesmo que esse fotógrafo estava querendo mostrar?</p>
<p>Sou assim mesmo. Se meio burro para entender certas coisas, diante de boas e oportunas fotografias, sou burro e meio para não desviar o olhar das coloridas, ou, preferencialmente, em preto e branco.</p>
<p>Não conheço, excetuando os profissionais da fotografia, um sujeito que espalhe os seus trabalhos, reconhecendo a arte e, sobretudo a autoria, no singular espaço que possua nessa rede. Outro dia, não lembro se foi por aqui mesmo ou alhures, escrevi que fotografar vai além do espichar (gostei) do olhar, o armar do bote e o puxar o gatilho da arma que dispara em cores ou em preto e branco.</p>
<p>Se a memória não trai esse - ultimamente - um pouco desmemoriado, às vezes de propósito, escrevi que o artista da fotografia nunca apela para o acaso. O seu olho nunca erra o bote. Se quer a unha, não mira o dedo; se quer a linha, deixa o peixe nadar. Mais nada.</p>
<p>O olhar profissional do artista do papel desenhado que vale para muitos – às vezes, malabarista da palavra, tenho as minhas dúvidas – mais que mil palavras, não se distrai com a borboleta que passa.  Se ele, o olhar, segue o beija-flor que pára no ar, tudo bem, a borboleta merece apenas uma “prisão do olhar”. Mas, nesse exato instante, o beija-flor lhe diz muito mais.</p>
<p>Notaram? Então faço notar agora. Estou disponibilizando, diariamente, três crônicas, para que os olhos dos meus dois leitores possam escolher. Tem um que gosta de jiló, mesmo que amargue. Ele sabe ser esse o preço.  O outro, mesmo que não beba, sabe do sapo que tem que engolir, todos os dias, como tira-gosto na vida. Ambos, porém, com seus gostos mais diversos, merecem o respeito do escriba.</p>
<p>As fotografias? Vez por outra ou de quando em vez, que para muitos é a mesma coisa, estarão colorindo este espaço. E se os meus dois leitores quiserem ocupar o dito cujo com as suas fotos, ou apenas um, é somente enviar. O espaço está aberto.</p>
<div id="attachment_3695" class="wp-caption aligncenter" style="width: 509px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/antonio-david-010.jpg" rel="lightbox[3691]"><img class="size-full wp-image-3695" title="antonio-david-010" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/antonio-david-010.jpg" alt="aos 70 anos, a cara do parrá do jeito que o povo gosta e parrá mais ainda." width="499" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">aos 70 anos, a cara do parrá do jeito que o povo gosta e parrá mais ainda.</p></div>
<div id="attachment_3697" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px">
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_3696" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/antonio-david-044.jpg" rel="lightbox[3691]"><img class="size-full wp-image-3696" title="antonio-david-044" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/antonio-david-044.jpg" alt="caixa dágua, que nada tinha de sertanejo, antes de tudo, qualquer sonho poético,  era um chato!" width="500" height="473" /></a><p class="wp-caption-text">caixa dágua, que nada tinha de sertanejo, antes de tudo, qualquer sonho poético,  era um chato!</p></div></p>
<p><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/antonio-david-054.jpg" rel="lightbox[3691]"><img class="size-full wp-image-3697" title="antonio-david-054" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/antonio-david-054.jpg" alt="david conseguiu mostrar porque o caimmy costumava dizer que era doce morrer no mar! uma beleza!" width="500" height="324" /></a></p>
</dt>
<dd class="wp-caption-dd">david conseguiu mostrar porque o caimmy costumava dizer que era doce morrer no mar! uma beleza!</dd>
</dl>
</div>
<div id="attachment_3698" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/antonio-david-157.jpg" rel="lightbox[3691]"><img class="size-full wp-image-3698" title="antonio-david-157" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/antonio-david-157.jpg" alt="bela sacada: o violão que caiu de cima do armário e suas cordas... vocês sabem!" width="500" height="750" /></a><p class="wp-caption-text">bela sacada: o violão que caiu de cima do armário e suas cordas... vocês sabem!</p></div>
<div id="attachment_3699" class="wp-caption aligncenter" style="width: 401px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/chinelo-na-abl.jpg" rel="lightbox[3691]"><img class="size-full wp-image-3699" title="chinelo-na-abl" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/chinelo-na-abl.jpg" alt="chinelo, meu personagem preferido, capa do livro do escriba, na ABL, por obra do poeta francci lunguinho!" width="391" height="534" /></a><p class="wp-caption-text">chinelo, meu personagem preferido, capa do livro do escriba, na ABL, por obra do poeta francci lunguinho!</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/06/01/2010/um-show-de-fografias-de-antonio-david-num-espaco-aberto-e-singular-por-ser-plural/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>MANUAL DO ADEPTO A BEBER SOCIALMENTE E SEM VERGONHA DE FELIZ EM ESTADO DE EMBRIAGUÊS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/04/01/2010/manual-do-adepto-a-beber-socialmente-e-sem-vergonha-de-feliz-em-estado-de-embriagues/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/04/01/2010/manual-do-adepto-a-beber-socialmente-e-sem-vergonha-de-feliz-em-estado-de-embriagues/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 12:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3685</guid>
		<description><![CDATA[Sou sujeito, apesar das cachaças que tenho tomado para tornar, como lembrava o Paulo Francis, e se não foi ele, foi outro, os outros mais interessantes, e os sapos, com ou sem cachaça, meio abstêmio. Não faço apologia à cachaça, mas, também, não digo que a cachaça não faz mal à saúde. Mas, apesar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Sou sujeito, apesar das cachaças que tenho tomado para tornar, como lembrava o Paulo Francis, e se não foi ele, foi outro, os outros mais interessantes, e os sapos, com ou sem </em></strong><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/bebedo-um.jpg" rel="lightbox[3685]"><img class="alignleft size-full wp-image-3688" title="bebedo-um" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/bebedo-um.jpg" alt="" width="500" height="230" /></a><strong><em>cachaça, meio abstêmio. Não faço apologia à cachaça, mas, também, não digo que a cachaça não faz mal à saúde. Mas, apesar de tudo, principalmente da ressaca, vale a pena andar com esse belo manual na cabeça cheia ou não de cachaça. Leiam e tirem as suas conclusões</em></strong> <strong>(1 berto de Almeida) </strong></p>
<p>Coisas que são <strong>DIFÍCEIS</strong> de dizer quando você está bêbado:</p>
<p>- Indubitavelmente.<br />
- Preliminarmente.<br />
- Proliferação.<br />
- Inconstitucional.<br />
_____</p>
<p>Coisas que são <strong>EXTREMAMENTE  DIFÍCEIS</strong> de dizer quando você esta<br />
bêbado:</p>
<p>- Especificidade.<br />
- Transubstanciado.<br />
- Verossimilhança.<br />
- Três tigres.<br />
_____</p>
<p>Coisas que são <strong>TOTALMENTE IMPOSSÍVEIS</strong> de dizer quando você<br />
está bêbado:</p>
<p>- Puta merda que menina feia!<br />
- Chega, já bebi demais.<br />
- Sai fora, você não é o meu tipo&#8230;_</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Como agir quando bebeu demais e está com os seguintes sintomas: </strong></span></p>
<p>SINTOMA: Pés frios e úmidos.<br />
CAUSA: Você está segurando o copo pelo lado errado.<br />
SOLUÇÃO: Gire o copo até que a parte aberta esteja virada para<br />
cima.</p>
<p>SINTOMA: Pés quentes e úmidos.<br />
CAUSA: Você fez xixi.<br />
SOLUÇÃO: Vá se secar no banheiro mais próximo.</p>
<p>SINTOMA: A parede à sua frente está cheia de luzes.<br />
CAUSA: Você caiu de costas no chão.<br />
SOLUÇÃO: Coloque seu corpo a 90 graus do solo.</p>
<p>SINTOMA: O chão está embaçado.<br />
CAUSA: Você está olhando para o chão através do fundo do seu copo vazio.<br />
SOLUÇÃO: Compre outra cerveja ou similar.</p>
<p>SINTOMA: O chão está se movendo.<br />
CAUSA: Você está sendo carregado ou arrastado.<br />
SOLUÇÃO: Pergunte se estão te levando para outro bar.</p>
<p>SINTOMA: O local ficou completamente escuro.<br />
CAUSA: O bar fechou.<br />
SOLUÇÃO: Pergunte ao garçom o endereço de sua casa.</p>
<p>SINTOMA: O motorista do táxi é um elefante rosa.<br />
CAUSA: Você bebeu muitíssimo.<br />
SOLUÇÃO: Peça ao elefante que o leve para o hospital mais<br />
próximo.</p>
<p>SINTOMA: Você está olhando um espelho que se move como água.<br />
CAUSA: Você está para vomitar em uma privada.<br />
SOLUÇÃO: Enfie o dedo na garganta!</p>
<p>SINTOMA: As pessoas falam produzindo um misterioso eco.<br />
CAUSA: Você está com a garrafa de cerveja na orelha.<br />
SOLUÇÃO: Deixe de ser palhaço.</p>
<p>SINTOMA: A danceteria se move muito e a música é muito repetitiva.<br />
CAUSA: Você está em uma ambulância.<br />
SOLUÇÃO: Não se mova. Possível coma alcoólico.</p>
<p>SINTOMA: A fortíssima luz da danceteria está cegando seus olhos.<br />
CAUSA: Você está na rua e já é dia.<br />
SOLUÇÃO: Tente encontrar o caminho de volta para casa.</p>
<p>SINTOMA: Seu amigo não liga para o que você fala.<br />
CAUSA: Você está falando com uma caixa de correios.<br />
SOLUÇÃO: Procure seu amigo para que ele te leve para casa.</p>
<p>SINTOMA: Seu amigo não pára de falar repetidamente as mesmas palavras<br />
CAUSA: Você está falando com o cachorro do vizinho<br />
SOLUÇÃO: Pergunte a ele onde é sua casa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/04/01/2010/manual-do-adepto-a-beber-socialmente-e-sem-vergonha-de-feliz-em-estado-de-embriagues/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ESSAS TAIS FOTOGRAFIAS SINGULARES E MERECEDORAS DE UM ESPAÇO PLURAL</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/04/01/2010/essas-tais-fotografias-singulares-e-merecedoras-de-um-espaco-plural/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/04/01/2010/essas-tais-fotografias-singulares-e-merecedoras-de-um-espaco-plural/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 09:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3677</guid>
		<description><![CDATA[
@ TRAGÉDIA – não ando com a minha gravadora – quase escrevo filmadora – para gravar tragédias. A máquina me acompanha como um instrumento capaz de, na falta da caneta ou de um teclado de computador, “memorizar” os momentos. Eu gosto dos instantâneos que a máquina pode guardar em todos os seus detalhes. Às vezes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong>@ TRAGÉDIA</strong> – não ando com a minha gravadora – quase escrevo filmadora – para gravar tragédias. A máquina me acompanha como um instrumento capaz de, na falta da caneta ou de um teclado de computador, “memorizar” os momentos. Eu gosto dos instantâneos que a máquina pode guardar em todos os seus detalhes. Às vezes, num teste rápido do olho que brilha, aponto a máquina e deixo o resto sob a responsabilidade de acaso. “Olhaí, foi por acaso&#8230;”.  Costumo dizer após as imagens capturadas. Mas, como na escrita, quase, eu disse quase, tudo é pensado. Penso na imagem.  Eu quero a imagem. O enquadramento, a cor, o preto no branco, o escuro ou o claro, são meros coadjuvantes. Entendam: todos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>@ IMPRESSÃO PRIMERIA</strong> - Na fotografia, assim como no caso do Paulo Maluf numa delegacia de policia, o que fica é a primeira impressão. Será que foi isso mesmo que o fotógrafo tentou dizer? O seu olho queria realmente apertar o gatilho da retina nesse exato momento? O enquadramento – aqui, no exemplo, uma preocupação – teria sido esse mesmo, ou, traído pelo piscar, foi buscar o que não queria e, por isso mesmo, fez um quadro melhor do que o seu olho viu? O “flagrante” foi preparado ou, parecendo quase impossível, foi flagrante mesmo?</p>
<p style="text-align: center;"><strong>@ ESSAS TAIS FOTOGRAFIAS </strong>– não selecionarei, aqui, fotografias. Não irei expor neste Plural espaço aquelas chamadas de “artísticas”. As fotos, sejam boas ou não, também podem ser vistas como obra-de-arte. Se a primeira ou a sétima ou a oitava ou lugar qualquer outro que reservem a fotografia, dependendo do olhar de quem registra o momento, pode ser arte, sim senhor. Ela, assim como acabei de lembrar o Paulo Maluf, coisa comum, numa delegacia, vale pela impressão primeira que deixa. Pois bem. Estarei vez por outra, como falei no primeiro dia do ano e mais de cem leitores viram/leram, publicando algumas fotografias de colegas. E, para não fugir à regra, deste colega que vos escreve. Vai ser assim: gostei, mesmo que vocês não gostem, pois, afinal, o gosto, principalmente o estético, não se discute, elas vão pintar por aqui. Assim como o mistério do Gilberto Gil. Por quê? Porque mistério sempre há de pingar por aqui&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>@ POEMA VERSUS FOTOGRAFIA</strong> - também, neste ano, vou de poesia. Tem poema que vale mil fotografias. Um poema do Chacal, por exemplo, aquele Rápido e Rasteiro, é toda uma festa de imagens. Outro do Paulo Leminski é multidão de imagens. Se pode “multidão” de imagens? Tudo pode.  Se a língua para ser língua tem que estar viva, a fotografia, para existir, precisa do aval do olho.  Se não for assim, como tantas outras coisas que precisam do desse aval, nunca existirá (a fotografia). Mas, cinco horas e trinta e sete de uma segunda-feira parada como o lugar que imaginei num céu limitado, gripado, entre o muito e o mais ou menos, vou ficar por aqui. Se tiverem alguma fotografia por aí que eu possa, principalmente, achar interessante, é somente mandar.  O crédito, a autoria, em nenhuma hipótese será negado.   E putabraço pra todos.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_3679" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rio-jaguaribe-003.jpg" rel="lightbox[3677]"><img class="size-full wp-image-3679" title="rio-jaguaribe-003" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rio-jaguaribe-003.jpg" alt="aglomerado subnomal (morro de rir) construído as margens do meu rio jaguaribe: o retrovisor é necessário. " width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">aglomerado subnomal (morro de rir) construído as margens do meu rio jaguaribe: o retrovisor é necessário. </p></div>
<div id="attachment_3680" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rio-jaguaribe-022.jpg" rel="lightbox[3677]"><img class="size-full wp-image-3680" title="rio-jaguaribe-022" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rio-jaguaribe-022.jpg" alt="ladeira do bairro do varjão. essa mesma que penha desceu, braços abertos, avião sem freio, para abraçar os três filhos mortos  pelo meu jaguaribe..." width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">ladeira do bairro do varjão. essa mesma que penha desceu, braços abertos, avião sem freio, para abraçar os três filhos mortos  pelo meu jaguaribe...</p></div>
<div id="attachment_3681" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rio-jaguaribe-026.jpg" rel="lightbox[3677]"><img class="size-full wp-image-3681" title="a margem do jaguaribe coberta de um &quot;verde desprezo&quot;" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rio-jaguaribe-026.jpg" alt="a margem do jaguaribe, &quot;coberta de um verde desprezo&quot;, onde ficaram expostos os três filhos de penha...." width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">a margem do jaguaribe, </p></div>
<div id="attachment_3682" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rio-jaguaribe-039.jpg" rel="lightbox[3677]"><img class="size-full wp-image-3682" title="rio-jaguaribe-039" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rio-jaguaribe-039.jpg" alt="o que restou de um só rio que não me deixa sorrir por ser o rio da minha aldeia..." width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">o que restou de um só rio que não me deixa sorrir por ser o rio da minha aldeia...</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/04/01/2010/essas-tais-fotografias-singulares-e-merecedoras-de-um-espaco-plural/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>UM DIA QUE ESPERO NÃO VÁ DEMORAR, IREMOS SORRIR DE TUDO ISSO! GARGALHAR!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/03/01/2010/um-dia-que-espero-nao-va-demorar-iremos-sorrir-de-tudo-isso-gargalhar/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/03/01/2010/um-dia-que-espero-nao-va-demorar-iremos-sorrir-de-tudo-isso-gargalhar/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 14:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3669</guid>
		<description><![CDATA[1 – O ano começa chovendo. Nada de novo. E, chovendo lá fora, penso num rio que não é o meu Jaguaribe. O São Francisco. Não faz tempo passávamos por ali, a Morena e eu, a caminho de Salvador. O rio estava mais
pobre e mais cansado.  Abandonaram esse rio chamado de “Unidade Nacional”. Na verdade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1 –</strong> O ano começa chovendo. Nada de novo. E, chovendo lá fora, penso num rio que não é o meu Jaguaribe. O São Francisco. Não faz tempo passávamos por ali, a Morena e eu, a caminho de Salvador. O rio estava mais</p>
<div id="attachment_3670" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/sao-francisco.jpg" rel="lightbox[3669]"><img class="size-medium wp-image-3670" title="sao-francisco" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/sao-francisco-199x300.jpg" alt="rio são francisco:igual ao meu jaguaribe. um rio sem margens e marginal. " width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">rio são francisco:igual ao meu jaguaribe. um rio sem margens e marginal. </p></div>
<p>pobre e mais cansado.  Abandonaram esse rio chamado de “Unidade Nacional”. Na verdade, vendo-o assim, nos seus estertores, cansado e assoreado, talvez pensando no apoio do Ciro Gomes, vez que o Ceará será um dos mais beneficiados, Lula não está nem aí para a morte desse rio. Quem tem sede de justiça, todo é contra.  Vi, pensei, e fiquei pensando. Não vai demorar muito para o São Francisco virar mais uma fotografia na parede da nossa memória. E vai doer. Doer de correr água.</p>
<p><strong>B – </strong>Uma verdade indiscutível. Não se pode fazer de contar que o nosso vizinho está morrendo de fome e nada temos a ver com isso. Dar uma daquela do avestruz. Embora nunca o avestruz tenha feito isso, botar a cabeça dentro do buraco e deixar que o mundo se exploda. Se não denunciarmos a sacanagem, a corrupção, os roubos descarados que fazem mais pobres a nossa gente, estaremos sendo coniventes. Se você não denunciar o traficante que adotou o filho do seu vizinho, em pouco tempo, pode ter certeza - ele estará adotando o seu.</p>
<p><strong>E –</strong> O filho de uma pessoa muito próxima se encontra hoje nessa situação. Ele que fugir, mas o bicho pega; e se ficar, o bicho come. E assim, pouco a pouco, querendo sai e correr, mas tendo as pernas da vontade curtas, a droga vai cumprindo o seu triste papel. Um papel</p>
<div id="attachment_3671" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/droga.jpg" rel="lightbox[3669]"><img class="size-medium wp-image-3671" title="droga" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/droga-300x249.jpg" alt="muitos acham que estão &quot;pegando&quot;. mas, na verdde, são &quot;pegados&quot; por ela. " width="300" height="249" /></a><p class="wp-caption-text">muitos acham que estão </p></div>
<p>safado. Ex-croto. Mas é claro que vocês inteligentes estão concluindo que o problema maior – desse ele vai sair – não é a droga em si, mas aqueles que fazem dela matéria para o seu sacana enriquecimento. Uma pena. Lembrei do Walter Lima Jr. Falando a respeito do que resta do ex-menino  de engenho, Sávio Lins. “Ele, como todo mundo, entrou nas viagens. Mas, infelizmente, todos voltaram e ele não soube voltar”.</p>
<p><strong>R –</strong> Hoje, terceiro dia do ano das graças de Nossa Senhora das Neves, a chuva desce a terra trazendo coisas do céu. Amanheço um tanto ressacado do ano que passou e com o começo de uma gripe que em nada se parece com a suína. Minhas gripes são normais, todas humanas.  Embora considerando os muitos porcos – lembrei a Revolução dos Bichos, de Orwell - que se vestem assim e contraem – roubar eles não querem, não é? - também uma gripe do homem. De gente, nunca. Vem mais um ano por aí. Mais uma oportunidade para mostrar que estamos vivos e, como escoteiros mirins, sempre alerta. A morte é traiçoeira.  Cheia de vida, bem alimentada, ela se esconde em cada esquina. Precisamos estar atentos e fortes. E estamos. E estaremos. E estivemos no ano velho – esse nasceu velho - que passou.</p>
<p><strong>T -</strong> Vez em quando, em homenagem aos meus bons amigos e muitos geniais fotógrafos, espalharei algumas fotografias por aqui. Muitas minhas, que, mesmo não sendo um profissional, fotografo porque ainda acredito que mil fotografias não valem uma frase bem humorada que, sorrindo, nos leve a pensar. As</p>
<div id="attachment_3672" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/segundo-dia-do-ano-012.jpg" rel="lightbox[3669]"><img class="size-medium wp-image-3672" title="segundo-dia-do-ano-012" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/segundo-dia-do-ano-012-300x200.jpg" alt="o fotógrafo e o amigo fotografado: um em carne e osso e outro em bronze." width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">o fotógrafo e o amigo fotografado: um em carne e osso e outro em bronze.</p></div>
<p>fotografias, uma vez que fiz questão de manter o Eu Plural em preto e branco, serão as únicas cores que olhos coloridos que não são os do demônio da Sandra de Sá, verão neste espaço. Imagine o colorido e brilho que as fotografias do Antonio David darão em preto o branco. Serão muitas fotografias do Antonio David.  E, para não fugir á regra da frase que vale mil fotografias, algumas frases e fotografias minhas. Novidade nova. Costuma dizer aquele apresentador. Uma novidade nova.</p>
<p><strong>O –</strong> Uma brincadeira de mau-gosto ou sacanagem pura mesmo. Li, entre os muitos, um conselho de um mestre (arg!) da arte do bom viver. Para se obter uma melhor qualidade de vida, deve-se comer menos e fazer exercícios mais. Ou seja: os pobres e famintos que passam o ano com as barrigas cheias de vermes e correndo feito louco para que os vermes deem para todos e assim consigam sobreviver mais um ano, agora terão que correr mais ainda e dividir os vermes que restam, evitando a obesidade. Brincadeira de mau-gosto?  Não. Sacangem pura mesmo.</p>
<p><strong>Eu Plural:</strong> Passei neste fim de ano, como faço todos os dias dele, pelo meu rio Jaguaribe. Desculpem o mau jeito. Pelo que resta do meu rio Jaguaribe. O pior é que constatei, enquanto passava, que hoje o meu Jaguaribe fede. Teste e me diga. O meu Jaguaribe exala mau cheiro. Se antes eu morria de prazer em sentir</p>
<div id="attachment_3673" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rio-jaguaribe-027.jpg" rel="lightbox[3669]"><img class="size-medium wp-image-3673" title="rio-jaguaribe-027" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/rio-jaguaribe-027-300x200.jpg" alt="o que vocês veem é um resto de ponte sob a qual passou um dia um rio...o jaguaribe. " width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">o que vocês veem é um resto de ponte sob a qual passou um dia um rio...o jaguaribe. </p></div>
<p>um cheirinho diferente de suas águas inodoras – gostei -, só um pouquinho, esse que advinha das espumas dos sabões de coco e patativa sados pelas negras e obesas lavadeiras que ali lavavam as roupas e suas almas, hoje, passo a largo. Passo largo, correndo, às vezes que passo por ele. Triste rio. Triste. E não rio&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/03/01/2010/um-dia-que-espero-nao-va-demorar-iremos-sorrir-de-tudo-isso-gargalhar/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>SE O ANO VELHO SE FOI, QUE ENVELHEÇA! REJUVENESÇA COM O NOVO QUE ACABA DE CHEGAR!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/02/01/2010/se-o-ano-velho-se-se-foi-rejuvenesca-com-o-novo-que-acaba-de-chegar/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/02/01/2010/se-o-ano-velho-se-se-foi-rejuvenesca-com-o-novo-que-acaba-de-chegar/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 03:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3664</guid>
		<description><![CDATA[Não sou de começar ou terminaram ano trocando os pés pelas mãos, metendo o pau aqui e tirando o pau, depois de metido, daqui e de lá. Nestas últimas mal-traçadas do ano que se vai sem deixar neste escriba
quaisquer risquinhos que possam virar cicatrizes no ano que se inicia, começo agradecendo. Antes porém de agradecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou de começar ou terminaram ano trocando os pés pelas mãos, metendo o pau aqui e tirando o pau, depois de metido, daqui e de lá. Nestas últimas mal-traçadas do ano que se vai sem deixar neste escriba</p>
<div id="attachment_3665" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ano-novo-do-ziraldo.jpg" rel="lightbox[3664]"><img class="size-full wp-image-3665" title="ano-novo-do-ziraldo" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ano-novo-do-ziraldo.jpg" alt="tem razão o ziraldo... poderia ter sido pior!" width="400" height="312" /></a><p class="wp-caption-text">tem razão o ziraldo... poderia ter sido pior!</p></div>
<p>quaisquer risquinhos que possam virar cicatrizes no ano que se inicia, começo agradecendo. Antes porém de agradecer aos dois leitores, principais responsáveis pelo espalhar destas mal-traçadas neste espaço União, agradeço a Esse de quem sou leitor e eleitor, mesmo sabendo ser Esse hors concours, se disputasse uma eleição.</p>
<p>Fim de ano velho e começo de ano novo ou, como queiram, começo de ano velho e fim de ano novo, é sempre a mesma babação. Quando menos esperamos lá vem eles com os seus afetuosos abraços de tamanduá-bandeira (não me pergunte o porquê dessa escolha da especial). Tudo isto sem contar as lágrimas de crocodilo derramadas em vão e as festas de caridade em que todos, especialmente os organizadores, saem lucrando. Pois é. Se desconfio de quem lucra com os seus ideais, todos os que lucram - quase escrevo “se locupletam&#8221; - com as suas caridades expostas nas colunas sociais, estão sob suspeita.</p>
<p>Mas, como dizia no parágrafo primeiro, quero aproveitar as últimas mal-traçadas do ano para lembrar os amigos leitores e leitores outros pela sua leitura. Não aproveitarei, como muitos, o espaço no qual nestes últimos meses espalhei palavras e fabriquei pensamentos para arrotar de prazer o leite bebido e chorar, meninos chorões perdidos nas contas do tempo passado, pelo leite derramado.</p>
<p>As últimas mal-traçadas serão somente lembranças, pois, amanhã, Ano Novo, todas virarão fotografias em branco e preto, sem nada a ver com o Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, na parede de nossa memória. Tudo na condição de não nos tornamos velhinhos e amigos próximos do velhinho Alzheimer. Porém, enquanto isso, somente lembranças vivas, ingrato ainda que nunca fui, agradeço.</p>
<p>Tenho a voz para lançar o grito e deixá-lo parado no ar puro que ainda respiro, e a gratidão deitada na rede que balança dentro do peito varonil (gostei).</p>
<p>Nesses poucos meses de A União, sem escrever ou fazer qualquer coisa a força, falei de muitos e de quase tudo que gostaria de falar. E se não falei mais não foi pela falta do que falar, mas por opção. Se perdoar, como vaticinara um dia o poeta, cansa, nunca cansei de escrevinhar. Apenas, em respeito às palavras, não raras vezes preferi trocá-las pelo silêncio das línguas - e dedos - cansadas (gostei).</p>
<p>Não vou, pois, aproveitar o espaço, lembrando o Pixinguinha, minha popular referência musical deste país do Compadre Heráclito e Dona Chiquinha, para deixar nele o meu lamento. Estou fazendo o possível para não reclamar, para não dizer, por exemplo, que este foi um ano exemplar no que se refere a minha insana porém inocente idéia de reescrever um novo Febeapá, o Festival de Besteiras que Assola a Parahyba.</p>
<p>Mas como disse no parágrafo primeiro e, agora, ratificado no terceiro, agradecido, lembro aos meus dois leitores aqui não mencionados, pois não quero correr o risco de perder um deles, que no próximo ano, se Ele assim me permitir, apesar das porradas, continuarei com o rosto na janela. Mas vou logo avisando que não é uma promessa. Se o Prometeu, nem acorrentado pagou a sua, livre como um táxi que vivo, lembrando o Millor, nunca tive cara de Pagador de Promessas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/02/01/2010/se-o-ano-velho-se-se-foi-rejuvenesca-com-o-novo-que-acaba-de-chegar/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>FIM DE ANO! E, MAIS QUE NUNCA, PRECISAMOS TODOS REJUVENESCER! E RÁPIDO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/01/01/2010/fim-de-ano-e-mais-que-nunca-precisamos-todos-rejuvenescer-e-rapido/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/01/01/2010/fim-de-ano-e-mais-que-nunca-precisamos-todos-rejuvenescer-e-rapido/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 15:16:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3659</guid>
		<description><![CDATA[
eu plural: sem promessas - mas, a partir de amanhã, sem ressaca que não tive, apesar dos ressacados de cuba, sem vista boa para ver que fizeram uma merda, a banda e os que cegos não viram que é essa é a banda podre de cuba, o que restou da bela vista buena, e sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3658" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/fim-de-ano-de-dois-mil-e-nove-063.jpg" rel="lightbox[3659]"><img class="size-full wp-image-3658" title="fim-de-ano-de-dois-mil-e-nove-063" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/fim-de-ano-de-dois-mil-e-nove-063.jpg" alt="fim de ano sem ximbinha e o que não restou do buena que não encheu a vista de ninguém!" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">fim de ano sem ximbinha e o que não restou do buena que não encheu a vista de ninguém!</p></div>
<div id="attachment_3660" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/fim-de-ano-de-dois-mil-e-nove-071.jpg" rel="lightbox[3659]"><img class="size-full wp-image-3660" title="fim-de-ano-de-dois-mil-e-nove-071" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/fim-de-ano-de-dois-mil-e-nove-071.jpg" alt="mais que os mes pés no riacho: no final do ano os coloquei no mar! " width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">mais que os mes pés no riacho: no final do ano os coloquei no mar! </p></div>
<div id="attachment_3661" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/fim-de-ano-de-dois-mil-e-nove-117.jpg" rel="lightbox[3659]"><img class="size-full wp-image-3661" title="fim-de-ano-de-dois-mil-e-nove-117" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/fim-de-ano-de-dois-mil-e-nove-117.jpg" alt="a alegria em corpo e alma anunciando um ano que inesquecível de bom: paulo pra toda obra!" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">a alegria em corpo e alma anunciando um ano que inesquecível de bom: paulo pra toda obra!</p></div>
<p>eu plural: sem promessas - mas, a partir de amanhã, sem ressaca que não tive, apesar dos ressacados de cuba, sem vista boa para ver que fizeram uma merda, a banda e os que cegos não viram que é essa é a banda podre de cuba, o que restou da bela vista buena, e sem joelma e ximbinha, que juntos não valem um cubano que não veio do buena vista, atualizarei, como sempre ocorrera, o nosso Eu Plural diariamente. sem anunciar o novo, como esse ano que termina deixando muitas coisas boas - e botem boas nisso - para o escriba, vem novidades por aí. aguardem.  hoje, rara exceção, nada digo do ano que passou: apenas mostro como ele começa!</p>
<p>putabraço para todos! e nada de entregar no jogo. nem no primeiro nem no segundo tempo.</p>
<p>1 berto de almeida, grande alterego de humberto de almeida, por sua vez, é o alterego de 1berto de almeida</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/01/01/2010/fim-de-ano-e-mais-que-nunca-precisamos-todos-rejuvenescer-e-rapido/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NO JOGO DE PALAVRAS PUXA PALAVRAS, ACABO PUXANDO DAS PALAVRAS CONFISSÕES QUE ELAS NÃO QUERIAM FAZER!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/29/12/2009/no-jogo-de-palavras-puxa-palavras-acabo-puxando-das-palavras-confissoes-que-elas-nao-queriam-fazer/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/29/12/2009/no-jogo-de-palavras-puxa-palavras-acabo-puxando-das-palavras-confissoes-que-elas-nao-queriam-fazer/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 22:24:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3648</guid>
		<description><![CDATA[L - Não estou nesse momento sozinho com a minha música. Sempre, com ela ou sem ela, estou bem acompanhado. É claro que prefiro, considerando as péssimas companhias que pintam por aí, estar só em alguns momentos. Imaginem só uma companhia, por exemplo, batizada de limpeza urbana, assim
chamada sem nada ter de urbanismo e/ou educação, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><strong>L -<span style="text-decoration: underline;"> Não estou nesse momento sozinho </span></strong>com a minha música. Sempre, com ela ou sem ela, estou bem acompanhado. É claro que prefiro, considerando as péssimas companhias que pintam por aí, estar só em alguns momentos. Imaginem só uma companhia, por exemplo, batizada de limpeza urbana, assim</span></p>
<div id="attachment_3649" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><span style="color: #000000;"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cagepa-e-fotos-avulsas-0291.jpg" rel="lightbox[3648]"><img class="size-full wp-image-3649" title="cagepa-e-fotos-avulsas-0291" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cagepa-e-fotos-avulsas-0291.jpg" alt="1 berto, apesar de tudo, continua sorrindo. enquanto humberto, sério como porco mijando na chuva, gargalha por dentro!" width="500" height="333" /></a></span><p class="wp-caption-text">1 berto, apesar de tudo, continua sorrindo. enquanto humberto, sério como porco mijando na chuva, gargalha por dentro!</p></div>
<p><span style="color: #000000;">chamada sem nada ter de urbanismo e/ou educação, que vez por outra diz estar passando em minha porta.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Sujou. É o grito que escuto todas às vezes que vejo um inocente e honesto sujeito vestido de sujeira – ó o salário! – dos pés a cabeça, correndo do perigo de contrai uma doença ou ser atropelado por um carro e, se não bastasse, do perigo de morrer de fome em busca de um salário mínimo. Ele está apenas vestido de sujeira, pois, na verdade, sujos são alguns de seus patrões.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong><span>A –</span></strong></span><span style="color: #000000;"> <span style="text-decoration: underline;"><strong>Enquanto cometo estas mal-traçadas,</strong></span> nu, mas sem o acompanhamento de minha música, como falei, lembro que o poeta cordelista Quelyno desejou para este escriba um Prêmio Nobel de Literatura no nesse ano que de nada de novo terá.  Um Prêmio Nobel para quem nunca escreveu um livro e nem por isso mesmo deseja entrar numa Academia de Letras, mais que um prêmio, seria o reconhecimento daquele que nunca fez nada e, por isso mesmo, vai continuar nadando para escapar das ondas de cocô que invadem as nossas praias.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Eles prometeram invadi-las, e, juízos para o mal como não lhes faltam, se não vieram de corpos e almas, ou melhor, apenas corpos, pois almas eles nunca tiveram, mandaram os seus secretários. Um Prêmio Nobel seria o prêmio que Mocidade, o maior dos nossos intelectuais, apesar da chatice, merecia, e eles, os imortais, morrendo de inveja dele, não deram.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong><span>I –</span></strong></span><span style="color: #000000;"> <span style="text-decoration: underline;"><strong>Na retrospectiva eu vi a cara daquele deputado </strong></span>que construiu o castelo de seus sonhos em cima dos nossos pesadelos. Senti na expressão o ar sacana de “tenho que me segurar para não soltar o peido que eles merecem”. Uma cara feia.  E se não bastasse aquele olhar sacana de vampiro que prepara o bote para nos sugar todo o sangue. Um vampiro sacana que detesta menstruação, por ser espontânea, para nos pegar pela jugular. No próximo ano, ele sabe melhor que a gente, as coisas vão ser diferentes. Para manter o seu castelo longe dos sem-terra e sem casa, vai exigir, apresentar, quem sabe, Projeto de Lei, botando o esse mesmo povinho que ele roubou de guarda de sua fortuna em torres e salões de festa. Um ex-croto.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>S -</strong> <span style="text-decoration: underline;"><strong>O</strong><strong>s meus dois leitores não estranharão,</strong></span> numa época de paz e amor e abraços de tamanduá, essa minha propensão para falar mal do mundo e dos que fazem desse mundo motivo para que este escriba fale mal dele. E deles. Mas é aquela velha história que vocês conhecem muito bem do escorpião sacana que ferrou o elefante que lhe deu carona na travessia do rio.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O tempo passa, o tempo voa, e a minha língua, somente usada quando a língua pede, continua numa boa.  Ficar fazendo de conta que não tenho contos para contar, mais que sacanagem, é posição de quatro de quem não faz conta de cabeça. Pois enquanto houver força em meu peito eu não quero mais nada. Só vingança, vingança, vingança&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">É somente mudar aquela triste e superada confissão do bom sujeito dando um lado para bater depois do outro batido. Bateu num lado do filhinho querido da mamãe? Prepare o seu coração para as coisas que vou atirar, feladaputa!  O revólver teve ingresso no progresso para isso mesmo, acabar com a valentia.  Foi maior do que eu dez ou vinte centímetros, ou seja, abriu o peito e mostrou que tem mais de dois metros de altura, bala no rabo, bem dentro, para não colocar o couro a perder.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>S – <span style="text-decoration: underline;">Logo nas primeiras horas da manhã de hoje</span></strong>, terça-feira, uma cara de mulher bonita e inteligência da Carla Perez, o noticiário televisivo, enquanto dava o primeiro beijo no copo de leite – olhaí a metonímia, minha gente!– fresquinho como picolé de coco e farda de almirante, avisa que um pai foi morto a marteladas pelo filho menor.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Dos males, penso, enquanto suspendo o beijo, o menor. Matar ou morrer, principalmente o primeiro, não passa de um ato fortuito.  Eu disse “ato fortuito”. Mas, após uma pequena pausa, senti o furto no ato de escrever tal fato.  Voltei, então, não atrás, como costumam os idiotas da objetividade usar todos os dias, e constatei que na verdade sou apenas mais um malabarista de palavras. E se penso muito nisto, logo, mas logo mesmo, desisto. O que me faz bem, pode apostar, geralmente faz mal a muita gente. Por outro lado, as coisas que lhes fazem mal, nem sempre são coisas que bem me fazem.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>S -</strong> <span style="text-decoration: underline;"><strong>Virou moda, pelos menos por aqui,</strong></span> onde a moda que vigora é a de viola e laço, lembrando o nome primeiro da Disparada do nosso esquisito, para não usar a palavra que vocês gostariam, Vandré, a citação de poetas e escritores afins. A fim de que mesmo? De impressionar a plebe rude e ignara. Escuto as citações, sorrio, e tento adivinhar o tempo que eles, os citadores, passaram para descobrir as respectivas autorias. Os apones, por sua vez, vivem por aí a repetir as citações de seus patrões como se as ditas cujas fossem deles, e os seus autores, todos ou quase todos mortos, pobres plagiadores.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Vi, outro dia, que um não citou o Rimbaud com medo da rima, e, principalmente, de esquecer que estava falando do poeta francês, e citar o “roubou”.  Iria citar, mesmo sem conhecer, colinha escrita e carregada, como o bem mais valioso, dentro da meia ou do cuecão, “Eu escrevia silêncios, noites, anotava o inexprimível. Fixava vertigens”.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>S </strong><strong>-</strong> <span style="text-decoration: underline;"><strong>Bem que ao invés da somente não detestada</strong></span> “todos passarão e eu passarinho” por ser do meu poeta Mario Quintana, ele, o citador por acaso que de poemas e frases do poeta não conhecia uma micra, poderia ter mostrado que inteligência não se adquire através de osmose, citando “Ah, esses moralistas&#8230; Não há nada que empeste mais do que um desinfetante!”</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Mas deixemos que os mortos continuem, apesar de se acharem mais vivos do que todo mundo, vivíssimos, enterrando os seus mortos. Agora, só uma coisa, uma apenas nesse momento em que pisar no pescoço da própria mãe, como meio, justifica o fim, estar afim de um projeto pessoal, que não ousem enterrar os seus mortos no fundo – ou na frente, pois, de fundo, mesmo superficialmente, eu entendo mais que todo mundo (um poema?), do meu quintal.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>E – E<span style="text-decoration: underline;">stão lembrados daquele presidente que,</span></strong> assim como o FHC mulato e sacana pediu, se referindo ao que escreve, que o esquecesse e não o lembrasse em nenhum momento da nossa historia, preferindo o cheiro do cavalo seu ao cheiro do meu povo? Pois bem. Agora, com o salário mínimo de R$ 510 reais, todo assalariado, economizando somente um pouquinho, tirando, por exemplo, esse enxerimento de comer, todos os dias, pão seco com café ralo pela manhã e feijão sem mistura com farinha de terceira, terá condições de comprar um revólver.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Assim, então, só não dá um “tiro no coco”, aquele que não quiser. E, se não quiserem a responsabilidade da regularização do três - oitão, nada mais simples. O Ponto de Cem Réis, mesmo agora praça de esportes aberta à prática de corridas de bicicletas carrinhos com cerveja e din-din, está aí pra isso mesmo. Por míseros cem reais qualquer um pode adquirir um três - oitão de segunda que, para um tiro no coco, é de primeira.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>F –</strong> <span style="text-decoration: underline;"><strong>As palavras vão me puxando </strong></span>e, sem querer, deixo-me levar por esse gostoso jogo de palavras puxa palavras. Não vi, para não mudar a ordem das coisas comuns, o último show-global do Roberto Carlos. Mas, como leio no outro dia, se fosse diferente, podem apostar, não seria um show, global ou não, do Roberto Carlos. Ouvi, aqui e ali, alguns pedaços do quarto – do quarto, não, do show – onde escrevia outras mal-traçadas. O rei cantou melhor.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Uns cinco ou dez anos passados, cantando qualquer coisa, sendo essa do Caetano ou do Djavan, o rei estava dezenas de vezes melhor. Em casa, somente como fotografia na minha parede de lembranças musicais, guardo o seu global show do ano de mil novecentos e oitenta e três. Sem comparação.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>A - <span style="text-decoration: underline;">Os convidados, os velhos, </span></strong>foram Gal Costa e Djavan, cheios de juventude, cantando tão bem quanto ele. Hoje, constato triste, que, como ele, todos saímos perdendo na troca, os convidados foram Calcinha Preta (se não viram, podem acreditar) e a indefinível Ana Carolina. O rei, apesar da cara de bruxa velha, não sabe ainda como encontrar uma formula mágica para evitar a decadência do seu reinado. Uma pena. Afinal sou um fã declarado do filho de Lady Laura.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong><span>I –</span></strong></span><span style="color: #000000;"> <span style="text-decoration: underline;"><strong>Não sei se acontece com os meus dois leitores </strong></span>– não preciso de mais, três ou quatro, demais seriam - o mesmo que com este escriba acontece. Nunca comecei um ano novo com a mesma disposição que o velho começou o ano que termina. Sinto como se estivesse, depois de correr quilômetros contra a correnteza, desistido e rolado com pela cachoeira.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ora, eu que sempre preferi nadar contra a corrente a rolar pela cachoeira, chego ao ano novo com os ombros pesados, assim como se carregassem – os ombros – todos os pecados do velho.  Mas, para que não me olhem como cansadinho, aqui, cansadinho para evitar o detestável coitadinho, pois, sentir pena é coisa de voador, uma merda, isto me acontece somente no final.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Passada a fase do “espocar de fogos”, eis-me completo, menino de dez ou doze anos gozando no primeiro quebrar de asas do galo para a galinha donzela. E, assim, recuperado os ânimos, sigo galo gozando (mais uma aliteração que uma cacofonia) com o gozar sem graça dos ex-crotos dos explorados em mais um ano novo, que, para eles, há muito se tornou uma coisa velha.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>R –</strong> <span style="text-decoration: underline;"><strong>Sem querer, mas doido para lembrar o Emir Sader,</strong></span><strong> </strong>que muitos infelizmente não conhecem, e ele, por sua vez, mesmo que muitos não acreditem, conhecem mais vocês do que vocês imaginam, lembrei: polícia invadir casa de favelado, hoje, num eufemismo feladaputa chamado de morador de aglomerado subnormal, pode. E vai adiante a lembrança. Assim como mulher poder ser estuprada, contanto que não seja morta, pode também. E o aborto? Perguntava. Proibido legalmente, mas era – e continua – sendo praticado por milhões de pessoas, ganhando muitos uns e arruinando sua saúde, outras.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong><span>E –</span></strong></span><span style="color: #000000;"> G<span style="text-decoration: underline;"><strong>ostaram? Também, assim como do Fausto Wolff, </strong></span>o inesquecível amigo que conheci através de idéias e imeios trocados, esses, no melhor dos sentidos, gosto muito do que o Emir diz. Por isso, cansado de tanto malabarismo, resolvo terminar estas mal-traçadas com a sua lembrança. Pois bem. Criança trabalhar, dizia ele, também pode. O único que não pode, arremata.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Além de atrasar os pagamentos do cheque-especial, que ele não disse, é acabar com o sigilo bancário, já que a conta bancária é a alma dos indivíduos no liberalismo. Assino embaixo. Aqui e em baixo acústicos ou não. Por fim, um puto fim de ano para todos. E, se puderem, continuem putos nesse ano que começa. Faz bem à saúde. Recomenda o Ministério do Bom Senso.</span></p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<div id="attachment_3656" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/vai-ter-uma-festa.jpg" rel="lightbox[3648]"><img class="size-full wp-image-3656" title="vai-ter-uma-festa" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/vai-ter-uma-festa.jpg" alt="a vida é poesia! e poesia é vida! não poderia terminar o ano sem desejar, poeticamente, muita poesia na vida de vocês!" width="500" height="310" /></a><p class="wp-caption-text">a vida é poesia! e poesia é vida! não poderia terminar o ano sem desejar, poeticamente, muita poesia na vida de vocês!</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/29/12/2009/no-jogo-de-palavras-puxa-palavras-acabo-puxando-das-palavras-confissoes-que-elas-nao-queriam-fazer/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>SE O TEMPO NÃO PÁRA, SOU RÉU CONFESSO: TAMBÉM NÃO PARO NO TEMPO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/28/12/2009/se-o-tempo-nao-para-sou-reu-confesso-tambem-nao-paro-no-tempo/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/28/12/2009/se-o-tempo-nao-para-sou-reu-confesso-tambem-nao-paro-no-tempo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 21:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3642</guid>
		<description><![CDATA[O ano termina. E como a versãozinha idiota que a Simone canta como se anunciasse o paraíso ou a descoberta de uma fórmula mágica para fazer do homem uma invenção que deu certo, começa outra vez.
 
Toda hora é hora de recomeçar. E em se tratando dos meus podem contar comigo. Os do contra, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O ano termina.<span> </span>E como a versãozinha idiota que a Simone canta como se anunciasse o paraíso ou a descoberta de uma fórmula mágica para fazer do homem uma invenção que deu certo, começa outra vez.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Toda hora é hora de recomeçar. E em se tratando dos meus podem contar comigo. Os do contra, por sua vez, que </span></em></p>
<div id="attachment_3644" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cagepa-e-fotos-avulsas-029.jpg" rel="lightbox[3642]"><img class="size-full wp-image-3644" title="cagepa-e-fotos-avulsas-029" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cagepa-e-fotos-avulsas-029.jpg" alt="1 berto (não confundir com humberto) crucificado no calendário do tempo" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">1 berto (não confundir com humberto) crucificado no calendário do tempo</p></div>
<p>são muitos e quase sempre vencidos pela minha vontade única de não sair derrotado, sem exceção, vão à casa do filho daquela mulher que, como não existe amor naquela que vende, não recebe amor em troca.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Eu sei o que vocês fizeram neste ano que está indo embora. Podem até não acreditar, mas sabendo que são vocês e os males que são capazes de praticar, fizeram pior, muito pior que no ano passado. Mas acreditem. Somos mais fortes que os bichos mais ferozes do Roberto Carlos. <span> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Para derrubar baraúnas como -e também a as mulheres deles –nós é preciso mais que uma serra elétrica e pragas construídas nos ninhas mais distantes dos urubus. Praga tipo que quando não matam, aleijam. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Se eu fizer de conta, assim mesmo no singular, e por isso nada tem a ver com aquelas de vidro que vi um dia num belo jogo de letras armado pelo Herman Hesse, mesmo antes do findar do ano, asseguro sem medo de errar que ganhei mais do que perdi. Todas as coisas ruins – poucas, também não vou exagerar – que me aconteceram nesses meses que se foram, muitos pela portas dos fundos, se perderam no caminho das coisas boas que conquistei (nada de esperar cair do céu). </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Nunca, lembrando o Nietsche, aquele “louco” dono de uma lucidez indescritível, serei derrotado pelas coisas que não me destroem inteiramente. Sempre eu as aproveito, faço delas aliadas minhas. E assim fico cada vez mais forte.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">O ano que agora vai embora pela porta da frente das boas coisas que nele, por vontade única Dele, conquistei, vai me deixar saudades e levar, para bem longe, saudades minhas. Não ficarei a lamentar o tempo que se foi nem pedir neste ano que se aproxime que traga de volta esse tempo que me deixa saudoso. Vai-se o tempo e o homem completo, sem um só pedacinho faltando, continua o mesmo. Ou melhor - mudou para melhor.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Acabo de atrasar o relógio que marca o tempo do e meu computador e o tempo que faltar para, com ou sem puta dor, despedir—me dele.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"><span> </span>E se na vida fosse assim, todos sentados diante de uma tela de computador, vendo os erros e acertos do passado e, vez em quando, atrasando ou adiantando o relógio do tempo? Puxa! Olhem lá que besteira eu fiz? Por que não marquei os números 13 e 14 oo meu cartão da megasena? Por que, ainda, apostando no acaso, inventei de colocar o mês e dia do meu aniversário?</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">O relógio do meu tempo é diferente daquele do Gilberto Gil cujo ponteiro parou em cima da meia-noite. <span> </span>O meu relógio não tem ponteiros. E, por isso mesmo, dependendo, mais uma vez, Dele, não irá parar tão cedo. <span> </span>Apesar,</span></em></p>
<div id="attachment_3645" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cagepa-e-fotos-avulsas-035.jpg" rel="lightbox[3642]"><img class="size-full wp-image-3645" title="cagepa-e-fotos-avulsas-035" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cagepa-e-fotos-avulsas-035.jpg" alt="o escriba visto por regis soares no tempo em que o tempo era muito e ele muito tempo tinha" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">o escriba visto por regis soares no tempo em que o tempo era muito e ele muito tempo tinha</p></div>
<p>sempre um pesar, dos muitos que acham que ele precisa de alguém por aqui menos ocupado para dar corda nele. Podem estar certos que o ano que se aproxima, como aquele carnaval que nunca foi nem será igual aquele que passou, também, só para contrariar o lugar comum, será diferente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Não espero, pois, que esse ano que agora começa traga o que, mesmo sem procurar, não encontrei no ano que passou. Não espero, ainda, encontrar o que propositadamente deixei pelo caminho. <span> </span>Não quero, também, um ano novo, mas encontrar neste homem cheio de esperanças, embora não raramente puto com os desesperados, um homem cada vez mais novo.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Portanto, nada de Feliz Ano Novo para este sujeito que está se renovando a cada dia. Novo a cada dia. <span> </span>E, mesmo que o tempo não pare, parando no tempo que ainda lhe falta para não querer receber nem desejar nesta vida anos novos para tanta gente velha.</span></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/28/12/2009/se-o-tempo-nao-para-sou-reu-confesso-tambem-nao-paro-no-tempo/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>SAUDADES DE MIM NUM ANO EM BRANCO QUE TERMINA OU ESTÁ A FIM JÁ É UM BOM COMEÇO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/28/12/2009/saudades-de-mim-num-ano-em-branco-que-termina-ou-esta-a-fim-ja-e-um-bom-comeco/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/28/12/2009/saudades-de-mim-num-ano-em-branco-que-termina-ou-esta-a-fim-ja-e-um-bom-comeco/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 09:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3635</guid>
		<description><![CDATA[Confesso que sentirei saudades de algumas coisas - poucas, verdade, mas vou sentir - que passei e outras que por mim passaram nesse ano que termina. E , entre elas, embora não interessem aos meus dois
leitores, uma vez que esse não é um assunto que lhes interesse, pois, cada um no seu quadrado (expressão mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Confesso que sentirei saudade</strong>s de algumas coisas - poucas, verdade, mas vou sentir - que passei e outras que por mim passaram nesse ano que termina. E , entre elas, embora não interessem aos meus dois</p>
<div id="attachment_3637" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/fim-de-ano-044.jpg" rel="lightbox[3635]"><img class="size-full wp-image-3637" title="fim-de-ano-044" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/fim-de-ano-044.jpg" alt="um fim de ano tão branco quanto uma manhã de domingo" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">um fim de ano tão branco quanto uma manhã de domingo</p></div>
<p>leitores, uma vez que esse não é um assunto que lhes interesse, pois, cada um no seu quadrado (expressão mais ridícula estou ainda para encontrar) estão mesmo preocupados em defender os seus, isto é, quadrados e redondos, valeu a pena apostar nas manhãs de domingo e  descobrirque as segundas não tem podem ser culpadas por não nascerem domingo.</p>
<p><strong>Sentirei saudades dos passeios a dois </strong>– tudo bem, deixem assim, a Morena saberá do que estou falando – pelas manhãs setembrinas e por caminhos que os nossos pés nunca dantes foram por eles pisados. Sentirei saudades agostinianas (nada a ver com Agostinho, o santo, mas com o mês) que passei por aí voando não nas asas de um Panair que não mais existe e  em cujo interior, assim como na canção popular, gostaria de tomar uma coca-cola.</p>
<p><strong>Sentirei mais saudades</strong> ainda do irmão que sabia haver se mudado para outra cidade, hoje, morando ao lado de sua companheira, Marluce, que, apressada, partiu antes de findar o ano, mas que busquei um dia em cada rua empoeirada de Ji-Paraná.</p>
<p><strong>Poucas coisas, sem botar nem tirar</strong>, como diria mais uma vez Dona Chiquinha, eu carregaria desse ano em minha mala de ilusões. Pausa. Talvez quem sabe os livros que comprei e, levado pela pressa em buscar um lugar no futuro,  um belo presente se não fosse justamente essa pressa, não os li ainda. Uns três ou quatro. Tudo bem. Mais que isso.</p>
<p><strong>E os discos de vinil</strong>, todos com cheiro de saudade, que ainda não ouvi? Esses permanecerão silenciosos até que novas manhãs sonoras limpem esses ouvidos cheios dos fogos que irão espocar em Tambaú. Todos fora de mim&#8230;</p>
<p>Mais uma vez, como todos os anos, não farei promessas para não cumpri-las. Não farei promessas que limitem o meu desejo, por força da promessa que fiz, e me deixem corpo e alma limitado. Todas as promessas que nos tolhem o desejo, seja ela boa ou ruim, é camisa de força na vontade.  E, por isso mesmo, poupo-me esse trabalho.  E da promessa.</p>
<p><strong>Não vou dizer que vou mudar</strong> nesse ano que se anuncia porque as mudanças não acontecem como o homem no rio de Heráclito. Fora do meu jaguaribe, sou um peixe, sem evoluir, fora da água. a cada segundo.  Para mudar eu teria que saber em que devoeria ser mudado. Estou satisfeito - apesar das ressacas do dia seguinte - com a água que bebo e a cerveja que depois de bebida lava-me a alma antes de voltar ao vaso sanitário.</p>
<p>Nada dessa dessas frescuras do “<strong>Devia ter amado mais. Ter chorado mais. /Ter visto o sol nascer. /Devia ter me arriscado mais&#8230;&#8221;</strong></p>
<p><strong>Arriscar-me pra quê</strong>, se devagar todos chegam ao longe? Em que mudaria este escriba o fato de ter visto mais o sol nascer do que morrer? Ter chorado mais? Ó Ledo Ivo engano!  T</p>
<p><strong>Tenho um chorão em casa</strong>, um belo pássaro, que chorando tanto e todos os dias, acaba me confundido se o seu choro é de alegria ou de tristeza de viver a “sina de uma gaiola”. Mas será somente este ano.  No próximo -  o porquê de tanta expectativa não disse - o vizinho prometeu-lhe a liberdade de chorar com o vento batendo em seus olhos de pássaro.  Mas,por incrível que possa parecer, o seu choro, diferente do choro dos muitos que passáros nunca foram, pois, todos passarão, chega-me  passarinho como alegria.</p>
<p><strong> Dizer mais o quê?</strong> Que esse ano que se vai , vai ser diferente daqueles pelos quais já passei? Se confesso que estou vivendo agora e muito, confesso  também que vivendo todos os dias, todos os anos, não direi. Apesar dos mesmos dias, segunda, terça, quarta&#8230;, os anos trazem noites e dias diferentes dos que passaram e dos que estão por vir. É somente prestar atenção em particular as manhãs de domingo. Toda ela, sem exceção, se parece com aquela sonhada pelo Taiguara que se foi sem encontrar. Mas, tudo bem. Está  a fim de um ano de sucessos realizações, já é um bom começo&#8230;</p>
<p><strong>Até amanhã, pois entrei no ritmo.</strong>..</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/28/12/2009/saudades-de-mim-num-ano-em-branco-que-termina-ou-esta-a-fim-ja-e-um-bom-comeco/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>EU CONTO DO NATAL&#8230;</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/24/12/2009/eu-conto-do-natal/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/24/12/2009/eu-conto-do-natal/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 03:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3624</guid>
		<description><![CDATA[Natal é época de presentes. Todos sabem. Principalmente para os filhos de Dona Biu, socialite que mora na Cangote de Urubu, e todos os dias pedem para ela escrever a Papai Noel, pedindo um prato de
feijão com arroz na véspera desse dia em que os homens esquecem que moram cada vez distante e sentem compaixão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Natal é época de presentes.</strong> Todos sabem. Principalmente para os filhos de Dona Biu, socialite que mora na Cangote de Urubu, e todos os dias pedem para ela escrever a Papai Noel, pedindo um prato de</p>
<div id="attachment_3629" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/jesus-01.jpg" rel="lightbox[3624]"><img class="size-full wp-image-3629" title="jesus-01" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/jesus-01.jpg" alt="e, mais ou menos sem querer, encontrei jesus catando latinhas de cerveja na beira mar" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">e, mais ou menos sem querer, encontrei jesus catando latinhas de cerveja na beira mar</p></div>
<p>feijão com arroz na véspera desse dia em que os homens esquecem que moram cada vez distante e sentem compaixão pelos mais próximos. Isto, desde que esses próximos não inventem em diminuir a distância entre eles. Mas, no final, nenhuma surpresa. O velhinho sacana não visita favelas.</p>
<p>Neste Natal, porém, pelo menos para os dois moleques que todas as segundas passam em minha rua mexendo e remexendo o lixo do domingo, vai ser uma surpresa que nem mesmo esse sacripanta, saco cheio e enchendo os nossos com os seus oh, oh, oh terríveis, seria capaz de imaginar. Ora, afinal, Papai Noel nunca imagina, é imaginado. Pois bem, combinei com o meu vizinho: vamos deixar na lixeira alimentos suficientes para matar a sua fome nesse Natal. Somente no Natal, não entendam errado.</p>
<p>Durante o resto do ano, uma vez que podemos ser solidários um dia mas não por toda a vida, pois não somos idiotas, nos outros trezentos e sessenta e quatro dias do ano que se virem. Ou melhor: continuem virando e revirando os lixos de sempre. O Natal será de barrigas cheias. Na comemoração do nascimento</p>
<div id="attachment_3632" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/jesus-03.jpg" rel="lightbox[3624]"><img class="size-full wp-image-3632" title="jesus-03" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/jesus-03.jpg" alt="... jesus, como nasceu, estava nu. mas no momento usava uma roupa feita de latas vazias de cerveja" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">... jesus, como nasceu, estava nu. mas no momento usava uma roupa feita de latas vazias de cerveja</p></div>
<p>desse menino que nasceu para sintetizar toda uma forma de viver e amar - &#8220;amai-vos uns aos outros, como eu sempre vos amei&#8221; - em apenas uma frase, não podemos fazer de conta que eles também não são filhos de Deus e, por conseguinte, irmãos do aniversariante.</p>
<p>Soube, ainda, através de um menino catador de latinhas que encontrei latinhando em uma de nossas praias, essa em que os turistas são importunados pela insistência sacana de farofeiros que as enfeiam com as suas caras sujas de galetos com farinha de terceira, que a festa de Natal dos Meninos da Lata, no Aglomerado Subnormal Cangote de Urubu (tem eufemismo mais sacana?), contará com a presença de alguns colunistas sociais da Província das Acácias.</p>
<p>Não acreditei. Mas o menino que por ironia do Natal também se chama Jesus, percebendo a desconfiança nestes olhos que buscam ver o que os outros o não veem, citando, por tabela, o Zé Américo, estendeu o convite para o escriba. Segundo ele, nesse dia, não faltará o que comer. Da sobra do caviar do último rega-</p>
<div id="attachment_3630" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/jesus-02.jpg" rel="lightbox[3624]"><img class="size-medium wp-image-3630" title="jesus-02" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/jesus-02-300x225.jpg" alt="... e jesus posou com as suas latas cheias de esperanças e vazias das cervejas dos homens" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">... e jesus posou com as suas latas cheias de esperanças e vazias das cervejas dos homens</p></div>
<p>bofe no Passo dos Vilões, casa de festa localizada na subida da ladeira que deixa a sua casa mais próxima do céu, aos restos dos gostosos vinhos Chianti, Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano dos senhores das latas. Será uma espécie de Feira de Caruaru.</p>
<p>Não entendi os &#8220;senhores das latas&#8221;, mas também não fiquei interessado. Notei que Jesus não estava alegre. Faltava nele a alegria do homem. Tudo bem, pensei, era raro encontrar na história um Jesus sorridente. Senti, porém, que apesar da Festa das Latinhas, como num ímpeto primeiro de alegria noticiou, Jesus estava triste. O que afinal estava querendo me dizer? Disfarcei, atirei mais uma latinha de cerveja vazia para Jesus, e fui para casa pensando no convite. Antes, porém, perguntei se poderia estender o convite para os meus dois leitores. Tanto faz, respondeu. Dessa vez, Entendi perfeitamente. É, tanto faz&#8230; Jesus tem sempre razão.</p>
<p><strong>EU PLURAL: O TEXTÍCULO VAI PARA OS MUITOS COLEGAS, REPRESENTADO NOS MEUS DOIS LEITORES, QUE MANDARAM PARA O ESCRIBA OS SEUS PARABÉNS PELO  &#8221;EU CONTO DO NATAL&#8221;. PARABÉNS PRA ELES TAMBÉM. TODOS SOMOS JESUS, O MENINO DAS LATINHAS. </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/24/12/2009/eu-conto-do-natal/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>UM NATAL E O ANO NOVO QUE AINDA NÃO VIRARAM FOTOGRAFIAS NA PAREDE DA MEMÓRIA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/23/12/2009/um-natal-e-o-ano-novo-que-ainda-nao-viraram-fotografias-na-parede-da-memoria/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/23/12/2009/um-natal-e-o-ano-novo-que-ainda-nao-viraram-fotografias-na-parede-da-memoria/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 16:33:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3614</guid>
		<description><![CDATA[
É NATAL! E O EU PLURAL, POR SER NATAL, DEU MAIS UM PRESENTE AOS SEUS DOIS LEITORES: DOIS POSTS (ACHO MELHOR DOIS ARTIGOS) NUM MESMO ESPAÇO! ESTE SÓ FOTOGRAFIAS! MAS, SINCERAMENTE, MESMO ACREDITANDO NO PODER DAS PALAVRAS, ACHO QUE ELAS DIZEM TUDO!
 FELIZ NATAL PARA TODOS E ANOS PRÓSPEROS E TODOS NOVOS DE VERDADE! 
1 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong>É NATAL! E O EU PLURAL, POR SER NATAL, DEU MAIS UM PRESENTE AOS SEUS DOIS LEITORES: DOIS POSTS (ACHO MELHOR DOIS ARTIGOS) NUM MESMO ESPAÇO! ESTE SÓ FOTOGRAFIAS! MAS, SINCERAMENTE, MESMO ACREDITANDO NO PODER DAS PALAVRAS, ACHO QUE ELAS DIZEM TUDO!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> FELIZ NATAL PARA TODOS E ANOS PRÓSPEROS E TODOS NOVOS DE VERDADE! </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>1 BERTO DE ALMEIDA</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_3615" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/feliz-natal-de-chinelo.jpg" rel="lightbox[3614]"><img class="size-full wp-image-3615" title="feliz-natal-de-chinelo" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/feliz-natal-de-chinelo.jpg" alt="chinelo é o meu personagem preferido do meu bairro jaguaribe! feliz natal, chinelo!" width="360" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">chinelo é o meu personagem preferido do meu bairro jaguaribe! feliz natal, chinelo!</p></div>
<div id="attachment_3616" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/feliz-natal-de-pescador.jpg" rel="lightbox[3614]"><img class="size-full wp-image-3616" title="feliz-natal-de-pescador" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/feliz-natal-de-pescador.jpg" alt="nada melhor do que pescar palavras ao acaso - o acaso é o nome de deus quando não quer assinar!" width="480" height="322" /></a><p class="wp-caption-text">nada melhor do que pescar palavras ao acaso - o acaso é o nome de deus quando não quer assinar!</p></div>
<div id="attachment_3617" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/feliz-natal-da-ponta-do-seixas.jpg" rel="lightbox[3614]"><img class="size-medium wp-image-3617" title="feliz-natal-da-ponta-do-seixas" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/feliz-natal-da-ponta-do-seixas-300x195.jpg" alt="se o fim do ano começar por aqui, pode ter certeza, será um bom começo!" width="300" height="195" /></a><p class="wp-caption-text">se o fim do ano começar por aqui, pode ter certeza, será um bom começo!</p></div>
<div id="attachment_3622" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/feliz-natal-de-chinelo-e-escriba.jpg" rel="lightbox[3614]"><img class="size-full wp-image-3622" title="feliz-natal-de-chinelo-e-escriba" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/feliz-natal-de-chinelo-e-escriba.jpg" alt="se conseguirem ler, ótimo! se não, os meus desejos de um feliz natal na &quot;nao leitura!&quot;" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">se conseguirem ler, ótimo! se não, os meus desejos de um feliz natal na </p></div>
<p><strong>Em tempo: cliquem em cima das fotos que, talvez, vocês consigam ler os desejos do escriba!</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/23/12/2009/um-natal-e-o-ano-novo-que-ainda-nao-viraram-fotografias-na-parede-da-memoria/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ENTRE UM BATISTTI  EX-TERRORISTA, UM STROESSNER SACANA E UM LULA JULGADOR, A BALANÇA PESA PARA O LADO QUE IMPORTA.</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/22/12/2009/entre-um-batistti-ex-terrorista-um-stroessner-sacana-e-um-lula-julgador-a-balanca-pesa-para-o-lado-que-importa/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/22/12/2009/entre-um-batistti-ex-terrorista-um-stroessner-sacana-e-um-lula-julgador-a-balanca-pesa-para-o-lado-que-importa/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 22:35:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3607</guid>
		<description><![CDATA[Desde que se declarou Plural neste espaço, fazendo nada mais que uma declaração que os meus dois inteligentes leitores sabem há muito tempo, pois, afinal, todos carregamos multidões dentro do peito
(obrigado Walt Whitman), o escriba tem recebido muitos imeios pedindo a sua opinião sobre Deus, esse sobre o qual não opino, pois somente creio e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que se declarou Plural neste espaço, fazendo nada mais que uma declaração que os meus dois inteligentes leitores sabem há muito tempo, pois, afinal, todos carregamos multidões dentro do peito</p>
<div id="attachment_3608" class="wp-caption alignleft" style="width: 231px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/humberto-de-chapeu-um2.jpg" rel="lightbox[3607]"><img class="size-full wp-image-3608" title="humberto-de-chapeu-um2" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/humberto-de-chapeu-um2.jpg" alt="O ESCRIBA" width="221" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">O ESCRIBA</p></div>
<p>(obrigado Walt Whitman), o escriba tem recebido muitos imeios pedindo a sua opinião sobre Deus, esse sobre o qual não opino, pois somente creio e muito, e o mundo, beleza que o homem transformou em vaso sanitário.</p>
<p>Ás vezes, essas  que são muitas, opino, espalhando neste espaço o que pensa e vai continuar pensando o escriba. E a minha opinião nada tem a ver com aquela besteira dos muitos blogueiros de que o espaço é seu, e ele, sabendo-se dono dele, faz dele o que bem entender. Ainda não é por aí.</p>
<p>Uma linha que adotei por aqui e – também – ainda não é aquela com a qual empino a minha pipa, leiam bem, a minha pipa, é outra. Respeito é bom e o escriba que sabe o que vem a ser isso bem que gosta. Os que aproveitam o espaço que dizem ser deles para mandar pro espaço o que eles sabem ser dos outros é um ex-croto, um sacripanta e, num adjetivo mais feio porém mais usado, um pulha.</p>
<p>Não sou assim. Nunca fui assim. Não serei assim. E nunca, também, conjuguei um verbo tão bem. Mas reconheço que sou, bato no peito e reconheço a firma: um sujeito feladaputa de amigo e, ainda nessa condição, sujeito que dispensa quaisquer predicados.  Mas, como disse no começo destas mal-traçadas, por não ficar em cima do muro, mesmo sendo um sujeito equilibrado, estou sempre encontrando quem não gosta das minhas descidas do muro.</p>
<p>Mas agora no caso do Battisti, vou apresentar outro, o do sacana Stroessner, para que os meus dois inteligentes leitores, sabendo separar o joio da loucura do trigo da lucidez, tirem as suas conclusões. Só uma observação que acho neste momento  indispensável: o caso do sacana do Stroessner ocorreu no governo “mulato” Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p><strong>CESARE BATISTTI</strong></p>
<p>Cesare Battisti (Sermoneta, 18 de dezembro de 1954) é um escritor e ex-terrorista de extrema esquerda</p>
<div id="attachment_3609" class="wp-caption alignleft" style="width: 200px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cesare_battisti_2009.jpg" rel="lightbox[3607]"><img class="size-full wp-image-3609" title="cesare_battisti_2009" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cesare_battisti_2009.jpg" alt="O EX-TERRORISTA E A SUA CARA DE VÍTIMA" width="190" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">O EX-TERRORISTA E A SUA CARA DE VÍTIMA</p></div>
<p>italiano. Integrou os Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), grupo de guerrilha urbana que esteve ativo na Itália no fim dos anos 1970.</p>
<p>Em 1987, Battisti foi condenado pela justiça italiana à prisão perpétua, com privação de luz solar, pela autoria direta ou indireta dos quatro homicídios atribuídos aos PAC - além de assaltos e outros delitos menores, igualmente atribuídos ao grupo. O Estado italiano considera Cesare Battisti um ex-terrorista[1][2]. No entanto, Battisti se diz inocente[3].</p>
<p>Viveu na França, onde trabalhou como escritor, editor e zelador de um prédio. Por duas vezes, reiterados pedidos de extradição foram negados pela Corte de Acusação de Paris, até que, em fevereiro de 2004, o Conselho de Estado da França analisou novo pedido e autorizou que CesareBattisti fosse extraditado. Porém, antes que o decreto fosse assinado, Battisti fugiu, em 24 de agosto de 2004. Foi preso em 18 de março de 2007 no Brasil, por conta de mandado de prisão preventiva para fins de extradição (PPE 581) expedido pelo Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>A extradição foi solicitada em maio de 2007, pelo governo da Itália ao ministro da Justiça, Tarso Genro, que encaminhou o pedido de extradição (EXT 1085) ao STF.</p>
<p>Em 13 de janeiro de 2009, porém, o governo brasileiro concedeu asilo político a Cesare Battisti. [4]. Posteriormente, o governo da Itália impetrou mandado de segurança junto ao STF, contra a decisão do governo brasileiro.</p>
<p>Após sucessivos adiamentos, o julgamento do pedido de extradição foi marcado para a sessão do 9 de setembro de 2009. Preliminarmente, os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram não julgar o mandado de segurança impetrado pelo governo italiano. [5] A sessão terminou com o pedido de vistas dos autos do processo, por parte do ministro Marco Aurélio Mello, e assim, mais uma vez, a decisão sobre o pedido de extradição foi adiada.</p>
<p>Battisti permanece preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, até a conclusão do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. Em 18 de novembro de 2009 o STF autoriza extradição de Cesare Battisti para Itália.</p>
<p><strong>O SACANA  STROESSNER</strong></p>
<p>A Human Rights Watch apoiou hoje a ordem judicial de prisão emitida contra o ex-presidente do Paraguai, Alfredo Stroessner. A ordem de prisão, emitida no sábado por um juiz no Paraguai, exige a</p>
<div id="attachment_3610" class="wp-caption alignleft" style="width: 290px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/stroessner.jpg" rel="lightbox[3607]"><img class="size-full wp-image-3610" title="stroessner" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/stroessner.jpg" alt="O SACANÃO, O EX-CROTO, O PULHA, O SACRIPANTA... STROESSNER" width="280" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">O SACANÃO, O EX-CROTO, O PULHA, O SACRIPANTA... STROESSNER</p></div>
<p>detenção e extradição do Brasil do General Stroessner, assim como a detenção e extradição de Honduras de um ex-alto funcionário do governo do Stroessner. Os trinta e cinco anos de ditadura do Stroessner no Paraguai foram caracterizados por terríveis abusos dos direitos humanos, incluindo assassinatos e &#8220;desaparições&#8221; forçosas.</p>
<p>O Juiz Rubén Dario Frutos teria emitido a ordem de prisão do Stroessner baseado em provas que implicavam o ex-ditador e seu ministro do interior, Sabino Augusto Montanaro, na desaparição do médico paraguaio Agustín Goiburú em 1977. Goiburú, um dissidente político que havia escapado da prisão no Paraguai em 1970, estava exilado na Argentina no momento da sua &#8220;desaparição&#8221;.</p>
<p>&#8220;O esforço de levar o Stroessner e o Montanaro a julgamento, embora anos após os crimes pelos quais são procurados foram cometidos, não deixa de ser oportuno&#8221;, disse José Miguel Vivanco, Diretor Executivo da Divisão Américas da Human Rights Watch. &#8220;Como no caso do processo contra o Pinochet, isto prova o crescente consenso internacional com relação a que os responsáveis por abusos gritantes contra os direitos humanos não devem escapar do castigo.&#8221; Ele solicitou ao governo brasileiro sua colaboração com o Paraguai para permitir que o processo de extradição fosse cumprido.</p>
<p>Stroessner foi derrubado por um golpe militar em fevereiro de 1989 e, subseqüentemente, obteve asilo político no Brasil. Mas Vivanco rejeitou a noção de que Stroessner teria qualquer direito legítimo à proteção proporcionada pelo asilo. &#8220;É um abuso da instituição do asilo político sua utilização para proteger da justiça a quem violar os direitos humanos&#8221;, disse Vivanco. &#8220;A intenção do asilo político é proteger as vítimas de maiores danos; e não a de conceder impunidade aos perpetradores do abuso&#8221;.</p>
<p>Vivanco observou que o fato de conceder refúgio a um funcionário público quem acredita-se tenha cometido violações graves dos direitos humanos, é uma contravenção dos princípios básicos da lei de asilo, a qual expressamente nega o direito de asilo a quem cometa violações dos direitos humanos. De fato, sob a Convenção contra a Tortura, da qual o Brasil é partícipe, em vez de estender esta proteção a tais pessoas, exige-se que o país processe ou extradite os torturadores descobertos no seu território.</p>
<p><strong>Eu Plural: e agora, o que dizem os dois leitores meus ?</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/22/12/2009/entre-um-batistti-ex-terrorista-um-stroessner-sacana-e-um-lula-julgador-a-balanca-pesa-para-o-lado-que-importa/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>E EU QUE SONHAVA TANTO EM DAR O MEU GRITO DO JAGUARIBE NO RIO DO MEU BAIRRO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/22/12/2009/e-eu-que-sonhava-em-dar-o-meu-grito-do-jaguaribe-no-rio-do-meu-bairro/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/22/12/2009/e-eu-que-sonhava-em-dar-o-meu-grito-do-jaguaribe-no-rio-do-meu-bairro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 08:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3599</guid>
		<description><![CDATA[Era um menino besta e sonhador que achava que o grito que não ouvira nas margens plácidas do Ipiranga também valeria para ele. E costumava dizer para as suas alpargatas havaianas, compradas por
João Heráclito, o irmão mais velho, que depois dele nunca mais seríamos os mesmos. Nem o menino, nem o rio Ipiranga, nem o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Era um menino besta e sonhador</span></strong> que achava que o grito que não ouvira nas margens plácidas do Ipiranga também valeria para ele. E costumava dizer para as suas alpargatas havaianas, compradas por</p>
<div id="attachment_3601" class="wp-caption alignleft" style="width: 249px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cerebro-memoria.jpg" rel="lightbox[3599]"><img class="size-full wp-image-3601" title="cerebro-memoria" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cerebro-memoria.jpg" alt="são lembranças que não passsaram com as águas, hoje poluídas, do meu jaguaribe" width="239" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">são lembranças que não passsaram com as águas, hoje poluídas, do meu jaguaribe</p></div>
<p>João Heráclito, o irmão mais velho, que depois dele nunca mais seríamos os mesmos. Nem o menino, nem o rio Ipiranga, nem o dono do grito.</p>
<p>Por muito tempo um sujeito todo engalanado, cara forçada de homem-mau, montando um cavalo que parecia ter acabado de sair de um quadro de Pedro Américo, desfilou na passarela de sua memória. E para ilustrar mais ainda a cena, outros cavalos na sua rasteira.</p>
<p>Um grito forte e retumbante. O que era forte ele sabia. O seu pai sempre lhe falava do Forte de Santa Catarina, na cidade portuária de Cabedelo, e que hoje quase inservível deixa todos que vão ali a ver navios. Forte ele sabia que ele era. O retumbante, não.</p>
<p>Somente anos depois, talvez por achar a palavra horrível - perde apenas para a palavra &#8220;fome&#8221; - viria saber o verdadeiro significado. E por pura implicância que nem Jung mais Freud do que nunca conseguiria explicar,  esteja o escriba usando-a pela primeira vez em suas mal-traçadas.</p>
<p>Nos anos sessenta, pés descalços, calças curtas, braços nus e nada nos bolsos ou nas mãos, por mais que me esforçasse não encontrava um só significado para aquela exposição narcisista de canhões, metralhadoras, tanques, milhares de soldados pelas ruas, sérios como se fossem de chumbo. Lembrando o Tex Willer, seu herói dos quadrinhos, revistinha que depois de lida por um colega professor universitário, toda semana, recebia de presente, achava que aqueles jovens vestidos de verde da cabeça aos pés formavam a nossa Cavalaria.  Na frente Um Caxias  com pose de duque representando o invencível (um quase invencível, pois  recebeu no rabo um Pequeno Grande Chifre) George Armstrong Custer, preparado para fuzilar qualquer um que ameaçasse a nossa soberania.</p>
<p>Os canhões nas ruas e os tanques sobre esteiras retumbantes (risos), destruindo o calçamento e os ouvidos do menino demonstravam o peso (leia-se medo) daquele pelotão verde como a esperança de uma democracia que não viria, como diria a minha mãe Chiquinha, de mão beijada, mas somente conquistada anos depois. Veio aos pouquinhos, em gotas, remédio indispensável à vida do povo brasileiro. Mas  uma recomendação todos traziam na cabeça:&#8221; tomar sem agitar!&#8221;.</p>
<p>A semana era da pátria, não dos brasileiros. E a pátria, desconhecendo a sua língua, não era a sua.</p>
<p>Mais tarde descobrindo as próclises, mesóclises e ênclises, escolhendo entre muitas a mais bela das sintaxes, ficou amigo das metonímias, anacolutos e, principalmente, das cacofonias. Só não gostava daquele &#8220;solés mãe gentil&#8221;. O que era, afinal, um solés? E o pai, sério como um daqueles soldados que desfilavam, respondia à queima-roupa que os seus - do menino - ouvidos precisavam melhorar. Embora cantassem &#8220;solés&#8221;, por patriotismo mesmo, deveríamos ouvir &#8220;solo és&#8221;.</p>
<p>Era o velho clarinetista escandindo as palavras e dividindo os tempos da música do Chico da Silva. Sendo que também Manoel,  não poderia nunca ser confundido com o Chico da Silva sambista.</p>
<p><strong>Independência ou Morte ou Eu Quero é Mocotó?</strong></p>
<p>A dúvida que a turma do Pasquim botava no ar, via Jaguar, confundia ainda mais a cabeça do menino. E olhando bem, bem que parecia. Imaginava um sujeito ressacado, usando roupa própria de quem estava próximo a entrar numa fria, acordando e perguntando para sua – dele – mulher se tinha conseguido a independência que sonhara ou estava só o cadáver.</p>
<p>Passados os anos de chumbo, leve como uma pluma, sorrindo mesmo, lembro o menino e assisto na parada da memória aquele desfile quase carlitiano.  Botas maiores que os pés, farda maior do que ele e um mosquetão enferrujado no ombro. Se deu alguns tiros com ele, para sua felicidade, errou todos. Entrou no exército, esse mesmo que &#8220;desapareceu&#8221; Jerônimo, como contei outro dia por aqui, saiu como se nele nunca tivesse entrado.</p>
<p>Ah, ficou uma lembrança: no dia que sentou praça, como diria mais uma vez o meu Compadre Heráclito, ouviu o Zé Américo de Almeida falando e desconheceu o escritor das belas tiradas d&#8217;A Bagaceira. Sem o auxílio da palavra escrita, exaustivamente por outros revisada, o escritor seria apenas mais um assassino da gramática.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/22/12/2009/e-eu-que-sonhava-em-dar-o-meu-grito-do-jaguaribe-no-rio-do-meu-bairro/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ENQUANTO A BURGUESIA, PARA ALGUNS, FEDE, PARA TODOS OS BURGUESES OS FAROFEIROS ESTÃO PODRES!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/20/12/2009/enquanto-a-burguesia-para-alguns-fede-para-todos-os-burgueses-os-farofeiros-estao-podres/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/20/12/2009/enquanto-a-burguesia-para-alguns-fede-para-todos-os-burgueses-os-farofeiros-estao-podres/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 09:26:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3585</guid>
		<description><![CDATA[As colunas mais hilárias da Província das Acácias, como carinhosamente costumo chamar a capital da Parahyba, são as chamadas sociais. Para começo de conversa e de parágrafo, morro de rir quando vejo
bruacas cheias de pregas, superesticadas, levantando os braços e as sobrancelhas fugindo às respectivas e enrugadas testas, sendo chamadas de socialites. Estão vendo?! E, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>As colunas mais hilárias da Província das Acácias</strong>, como carinhosamente costumo chamar a capital da Parahyba, são as chamadas sociais. Para começo de conversa e de parágrafo, morro de rir quando vejo</p>
<div id="attachment_3587" class="wp-caption alignleft" style="width: 161px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/vaso-sanitario.gif" rel="lightbox[3585]"><img class="size-full wp-image-3587" title="vaso-sanitario" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/vaso-sanitario.gif" alt="o vaso preferido das socialites e muitos dos nossos cultos colunistas sociais - haja descarga!" width="151" height="201" /></a><p class="wp-caption-text">o vaso preferido das socialites e muitos dos nossos cultos colunistas sociais - haja descarga!</p></div>
<p>bruacas cheias de pregas, superesticadas, levantando os braços e as sobrancelhas fugindo às respectivas e enrugadas testas, sendo chamadas de socialites. Estão vendo?! E, burro para entender certas coisas, achava que socialite era uma doença (ite) das sociais.</p>
<p><strong>Por que gosto das colunas sociais? </strong>Porque são profundas como o mais profundo dos mares, e cheias de informações indispensáveis à vida em sociedade. Os seus temas são riquíssimos. E por mais que muitos não consigam chegar a profundidade dos mares que acabei de escrever, mesmo superficialmente, boiando feito &#8220;Glauber Rocha&#8221; na água, assim como senti um dia os meus pés no riacho, sentirão nos respectivos como é doce morrer em um desses mares.</p>
<p><strong>Leio esses defensores da saudável vida em sociedad</strong>e regada – a sociedade – a Barolo, Barbaresco, Chianti, Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano&#8230; Sangue de Boi e Capelinha? De leve e sorry, periferia, nem pensar. Uma sociedade que se preza, cheia de socialites que sabem pelo menos conjugar o verbo prezar, sabem que isso é um assunto para os que vivem em aglomerados subnormais (ó eufemismozinho sacana!), de nomes pomposos como Cangote do Urubu, Sovaco de Cobra, Baleado, Bola na Rede et caterva. Pois bem. Outro dia, mergulhado até o pescoço – às vezes, prevenido, fecho as narinas - nesse tipo de leitura, me deparei com a ótima idéia de um dos nossos mais fiéis defensores de uma sociedade limpa de farofeiros. Um defensor assim bem que merecia um Nobel de qualquer coisa, pensei, a ser entregue pelo Caetano Veloso, que de qualquer coisa entende mais do que ninguém.</p>
<p><strong>Num momento de rara inspiração,</strong> descobriu o colunista que a solução para essa plebe rude e ignara que emporcalha as nossas praias com os seus galetos ensebados e farinhas as mais diversas, era enxotá-los, coercitivamente (epa!) ou não, para um piscinão que seria construído na vizinha cidade de Bayeux, ou, Bayeux não aceitando, Santa Rita. A genial idéia do nosso colunista social, lembrando o Eureka do Arquimedes, deve ter acontecido quando, após sair do banheiro com a cabeça vazia e fresquinha, lembrou que os turistas estavam sendo importunados no sagrado &#8220;direito de ir vir&#8221; em suas Vans, todas vãs, Buggy e Ônibus, pelo nosso – por enquanto – Litoral Sul. Os farofeiros são umas pestes! Um atraso no desenvolvimento do nosso Estado! Se a burguesia fede, os farofeiros estão podres!</p>
<p><strong>Os prefeitos das vizinhas cidades de Bayeux</strong> e Santa Rita bem que poderiam esquecer por uns dias essas besteiras de construir escolas e postos de saúde. Um piscinão! Um piscinão seria a salvação! Com os nossos turistas passando sufoco e comendo o que o diabo amassou com os seus pés sujos por causa desses sujeitos que deixam de comer em casa o que não tem para comer na praia o que compram no caminho, mais que uma ajuda, seria um ato de patriotismo. Só mais uma perguntinha: de quem seria a despesa com a manutenção da guarda para evitar que os farofeiros fugissem para as nossas praias</p>
<p><strong>Eu Plural:</strong> desculpem, leitores meus. mas não deu mais pra segurar&#8230;fui ao banheiro.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/20/12/2009/enquanto-a-burguesia-para-alguns-fede-para-todos-os-burgueses-os-farofeiros-estao-podres/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NO DIA DO ANIVERSÁRIO DA MORENA A MANHÃ AMORENOU  EM SUA HOMENAGEM!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/19/12/2009/no-dia-do-aniversario-da-morena-silenciosamente-amorenou-o-dia-em-sua-homenagem/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/19/12/2009/no-dia-do-aniversario-da-morena-silenciosamente-amorenou-o-dia-em-sua-homenagem/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 03:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3572</guid>
		<description><![CDATA[
R - Sem muito para escrever e muito menos para falar, vou comemorar o seu - dela - aniversário. Serei, hoje, leve como a pluma que o vento vai levando pelo ar. Só bebemoração. Principalmente da minha parte. A parte dela é mais abstêmia,  então, sabendo disso, aproveito e tomo as cervejas que a ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3571" class="wp-caption aligncenter" style="width: 231px">M - Eu bem que poderia aproveitar o sábado para dar mais umas coronhadas nos ex-crotos de plantão. Mas, hoje, aniversário da Morena, eles, por enquanto estarão livres. Voltarei amanhã, passada a comemoração, com todo gás.<a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/morena-e-emaunnuel-e-cheirosinha.jpg" rel="lightbox[3572]"><img class="size-full wp-image-3571" title="morena-e-emaunnuel-e-cheirosinha" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/morena-e-emaunnuel-e-cheirosinha.jpg" alt="a morena, emmanuel e cheirosinha" width="221" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">a morena, emmanuel e cheirosinha</p></div>
<p>R - Sem muito para escrever e muito menos para falar, vou comemorar o seu - dela - aniversário. Serei, hoje, leve como a pluma que o vento vai levando pelo ar. Só bebemoração. Principalmente da minha parte. A parte dela é mais abstêmia,  então, sabendo disso, aproveito e tomo as cervejas que a ela caberia.</p>
<div id="attachment_3573" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/igreja-morena-humberto-008.jpg" rel="lightbox[3572]"><img class="size-full wp-image-3573" title="igreja-morena-humberto-008" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/igreja-morena-humberto-008.jpg" alt="a aniversariante posando para o escriba que, fazendo pose, pegou essa pose dela" width="500" height="666" /></a><p class="wp-caption-text">a aniversariante posando para o escriba que, fazendo pose, pegou essa pose dela</p></div>
<p>E - Nada a dizer nesse dia de aniversário da Morena. Hoje, uma rara exceção, falarei de bem até de quem falar de bem nunca mereceu. Não falarei em confrarias, dinheiro na meia e na cueca, da antipatia gratuita da menina dos olhos do lula, cuja fama de &#8220;terrorista&#8221; é um ouro dezoito quilates no seu - dela - currículo, nem do lula &#8220;eu não tenha nada isso&#8221;. E dia de festa.  E a festa hoje é nossa.</p>
<div id="attachment_3574" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/fim-de-ano-002.jpg" rel="lightbox[3572]"><img class="size-full wp-image-3574" title="fim-de-ano-002" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/fim-de-ano-002.jpg" alt="a aniversariante sorrindo da vida e como a vida a sorrir de todos que não sorriem com ela" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">a aniversariante sorrindo da vida e como a vida a sorrir de todos que não sorriem com ela</p></div>
<p>N - Os meus leitores, nesse dia, nada me dirão ou escreverão. E se por acaso, solidários ao escriba que segura o espaço, apesar das porradas, por tantos meses, sem tirar o rosto da janela, os meus dois leitores - ou mesmo um - quiserem dizer algo para escriba, não digam, cantem &#8220;parabéns pra você!&#8221;. E escrevam.</p>
<div id="attachment_3575" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/fotos-de-fatima-santos-795.jpg" rel="lightbox[3572]"><img class="size-full wp-image-3575" title="fotos-de-fatima-santos-795" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/fotos-de-fatima-santos-795.jpg" alt="o olhar nada perdido de quem se encontra, todos os anos, no dia do seu aniversário" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">o olhar nada perdido de quem se encontra, todos os anos, no dia do seu aniversário</p></div>
<p>A - Dizer mais o quê ? Não digo. A Morena aniversaria e o escriba é que faz a festa por  fora e dentro deste plural espaço. Portanto, esquecendo, por enquanto, as pessoas nefastas das quais tanto falo por aqui, falo de mal, acrescente-se, pois elas merecem, vou &#8220;morenizar a morena&#8221; no seu dia. O espaço, hoje, é dela. Nos outros dias, mesmo que não diga por aqui, ocupo os espaços por ela conquistados. Parabéns pela conquista.</p>
<div id="attachment_3576" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/dsc01272.jpg" rel="lightbox[3572]"><img class="size-full wp-image-3576" title="dsc01272" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/dsc01272.jpg" alt="mosa, emmanuel e a aniversariante comemorando o nascimento e o aniversário" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">mosa, emmanuel e a aniversariante comemorando o nascimento e o aniversário</p></div>
<p>EM TEMPO:No final tem sempre um chato para atrapalhar: A Morena e o Chato. Um chato que, mais que incomoda os ex-crotos,  faz questão de atrapalhar.</p>
<div id="attachment_3581" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/escriba-e-a-morena.jpg" rel="lightbox[3572]"><img class="size-full wp-image-3581" title="escriba-e-a-morena" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/escriba-e-a-morena.jpg" alt="todo aniverário (PARABÉNS!) é sempre assim: o chato faz questão de estar presente!" width="500" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">todo aniverário (PARABÉNS!) é sempre assim: o chato faz questão de estar presente!</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/19/12/2009/no-dia-do-aniversario-da-morena-silenciosamente-amorenou-o-dia-em-sua-homenagem/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>EMBORA NUNCA TENHA FICADO MAL COM ELA UM SÓ DIA, ESTOU DE BEM COM A VIDA E ME SINTO BEM POR ISSO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/18/12/2009/embora-nunca-tenha-ficado-mal-com-ela-um-so-dia-estou-de-bem-com-a-vida-e-me-sinto-bem-por-isso/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/18/12/2009/embora-nunca-tenha-ficado-mal-com-ela-um-so-dia-estou-de-bem-com-a-vida-e-me-sinto-bem-por-isso/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 15:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3565</guid>
		<description><![CDATA[@ - Se por aqui nenhuma surpresa, por lá, na ABL, a surpresa nenhuma é ainda mais.  Depois de tantos desconhecidos, agora, para nenhuma surpresa minha, como acabei de confessar, a Academia Brasileira de
Letras de  Marco Maciel, João de Scantimburgo, José Mindlin, Ivo Pitanguy e outros intelectuais brilhantes lá pras negas dele, elegeu um novo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>@ -</strong> Se por aqui nenhuma surpresa, por lá, na ABL, a surpresa nenhuma é ainda mais.  Depois de tantos desconhecidos, agora, para nenhuma surpresa minha, como acabei de confessar, a Academia Brasileira de</p>
<div id="attachment_3567" class="wp-caption alignleft" style="width: 231px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/humberto-foto-texto.jpg" rel="lightbox[3565]"><img class="size-full wp-image-3567" title="humberto-foto-texto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/humberto-foto-texto.jpg" alt="a cara cínica de um  mortal que se imortalizará por nunca ter pensado em imortal ser... ou não ser ?" width="221" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">a cara cínica de um  mortal que se imortalizará por nunca ter pensado em imortal ser... ou não ser ?</p></div>
<p>Letras de  Marco Maciel, João de Scantimburgo, José Mindlin, Ivo Pitanguy e outros intelectuais brilhantes lá pras negas dele, elegeu um novo, ou melhor, uma nova imortal: a conhecidíssima e famosa e estonteante Cleonice Berardinelli! Vocês conhecem?  Não? Uma beleza! A nova “imortala” é  especialista em literatura brasileira no Brasil (ó novidade!) e  doutora Honoris Causa da Universidade de Lisboa.</p>
<p><strong>Se o meu poeta Mario Quintana</strong> estivesse ainda por aqui em sua roupa de carne, osso e poesia, com o seu “ora, bolas!” característico diria que continuava passarinho. Por quê? Ora, porque todos por ali, com algumas raras exceções, passarão!</p>
<p><strong>@ -</strong> Parece uma mentira, porém, mesmo não sendo o Orsom Wells, acreditem. Além do titulo e – ó merda! e rala! -  a glória que fica,  eleva,  honra e consola e outras besteiras mais que os egos doentes lutam para conquistar, cada imortal recebe para alimentar sua imortalidade a bagatela de&#8230; R$ 15 mil mensais!  É pouco? Para um sujeito que nunca vai morrer, sinceramente, acho muito pouco.</p>
<p><strong>Mas – o “mais” também cairia  bem</strong> -   calma com  andor literário que os imortais querem curtir a paisagem. Além dessa bagatela, os imorais, digo, os imortais, recebem um acréscimo de R$ 1.500 por presença a cada reunião&#8230; semanal!  Pouco ainda?! Não vou discutir. Façam as suas contas e, depois de feitas, contem pra mim.</p>
<p><strong> @ - </strong>Dapenha, o meu irmão de Rondônia, mas especificamente – não  seria “localizadamente”? – da cidade de Ji-Paraná, diz não saber por que todo o final de ano é triste. Não somente para ele que triste fica, acrescenta, mas para todos os que conseguem chegar no final de mais um ano.<br />
Sei não. Não gosto do Natal. Mas fim de ano, com algumas exceções, como estou cheio de muitos e, para esvaziar, cheio de cerveja, nem percebo. Se o fim de ano é triste para os que estão por aqui, para os outros que – muitos sem querer – trocaram de roupa e foram morar noutra cidade, vendo lá de cima como é triste por aqui, deve ser uma festa. Afinal, lá de cima, eles não mais terão a infelicidade de se sentirem tristes, como ressaltou Dapenha, no final de cada ano.</p>
<p><strong>Um remédio para não entristecer nessa data? </strong>Fazer de conta que o ano passou para os outros, não para nós que somos passarinhos!<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>@ -</strong> Se Papai Noel dessa vez não trouxer o presente que estou esperando, um presente que não digo ouso dizer o seu nome porque aprendi em tempos de criança que revelar esse segredo dá azar, passado o Natal, vou ter uma conversinha com ele sem aquela sua fantasia ridícula.Será uma conversa séria, entre um homem e um cara que pensa, todo fim de ano, que é Papai Noel. Sacanagem Pura.</p>
<p><strong>Todo Natal, apesar da descrença de muitos</strong> e dos muitos conselhos que recebo para não acreditar na história, boto o meu chinelo na janela e&#8230; nada. Fecho os olhos, finjo dormir para não acabar com o  inesperado da surpresa e&#8230; nada. Achando, ainda, que um só chinelo ele não pode não achar, boto o outro na janela do quarto vazio da minha casa, faço uma seta de metros, pintada de vermelho, apontando para o chinelão, pois, com quase dois metros de altura não poderia calçar trinta e seis, e nada&#8230;</p>
<p><strong>Das duas uma, concluo,</strong> ou esse Papai Noel não quer nada comigo, tá de sacanagem, ou  sabe que se sacanear o meu desejo e sujar o meu chinelo com um presente sem futuro, vai sifu.<br />
Nada contra ele, mas assim, nada, nada, nada,  ele acabará&#8230; nada não.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>@ -</strong> Todas às vezes que digo que vou tirar umas férias das palavras escritas contra ou a favor de tudo isso, recebo algumas massageadas palavras nesse ego que não nego ser meu, para adiar essas férias que, depois de tantas palavras, bem que mereço.</p>
<p><strong>São muitos os imeios cheios </strong>de “estamos juntos e não podemos soçobrar” (faz anos que não uso soçobrar, mas não poderia perder a oportunidade mostrar que conheço o verbo soçobrar, e assim como o “houveram” que quase nenhum brasileiro sabe empregar, sei usar o soçobrar na hora certa) e precisamos muito de suas palavras nesse momento difícil. Temos uma responsabilidade e nunca fomos irresponsáveis&#8230;” e outros.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>@ -</strong> Não respondo à queima-roupa tá legal eu aceito o argumento. Pondero. Mas logo após uma breve ponderação, pergunto  aos meus botões hoje mais carne do que osso se vale à pena gritar tanto? Vale a pena <strong>GRITAR TANTO</strong> com tantos silenciosos, apesar dos meus gritos, torcendo contra?</p>
<p><strong>Acho legal os imeios </strong>massageadores. Legal também acho quando abro o meu endereço eletrônico (risos) e lá encontro dezenas de cartas – nunca mais escrevi “cartas” – falando em solidariedade e, sem lembrar o rapaz que tinha aquilo roxo de vergonha, pedindo, entre sorrisos escritos,  “não nos deixe sós&#8230;” Sós?  Não, 1 berto, SOS!</p>
<p><strong>Uma confissão final: I,m so tired!</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/18/12/2009/embora-nunca-tenha-ficado-mal-com-ela-um-so-dia-estou-de-bem-com-a-vida-e-me-sinto-bem-por-isso/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>ESSA FOI PRA QUEBRAR O MACHADO DE ASSIS E MATAR OS ANJOS DO AUGUSTO DE VERGONHA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/17/12/2009/no-dia-em-que-machado-de-assis-virou-diretor-de-cinema-e-augusto-escritor-de-mil-romances/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/17/12/2009/no-dia-em-que-machado-de-assis-virou-diretor-de-cinema-e-augusto-escritor-de-mil-romances/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 03:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3560</guid>
		<description><![CDATA[1 – Se alguém com o bom-humor – sem cabotinismo - que tem caracterizado as mal-traçadas deste 
escriba contasse, este escriba também não acreditaria. Mas, como diria nesse momento o Orsom Welles, podem acreditar, pois Tudo é verdade. E sendo verdade, verdadeiro que sou no que escrevo, vou contar.
B – Com a invenção do computador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span>1</span></strong><span><span> </span></span><span>– Se alguém com o bom-humor – sem cabotinismo - que tem caracterizado as mal-traçadas deste </span></p>
<div id="attachment_3559" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/augusto-e-o-escriba.jpg" rel="lightbox[3560]"><img class="size-full wp-image-3559" title="augusto-e-o-escriba" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/augusto-e-o-escriba.jpg" alt="se  um dos meus dois leitores afiar a olhada, descobrirá o escriba e augusto envergonhados" width="230" height="172" /></a><p class="wp-caption-text">se  um dos meus dois leitores afiar a olhada, descobrirá o escriba e augusto envergonhados</p></div>
<p>escriba contasse, este escriba também não acreditaria. Mas, como diria nesse momento o Orsom Welles, podem acreditar, pois Tudo é verdade. E sendo verdade, verdadeiro que sou no que escrevo, vou contar.</p>
<p><strong><span>B</span></strong><span><span> </span></span><span>– Com a invenção do computador e o avanço da tecnologia, tudo dentro de casa via telinha ligada a Internet, as coisas para a estudantada está mais fácil. Tudo na bandeja. Muito diferente dos tempos deste escriba em que para saber quem inventou, por exemplo, o telefone, além de pesquisar livros e mais livros tinha ainda que telefonar para muita gente.</span></p>
<p><strong><span>E</span></strong><span><span> </span></span><span>- As universidades estão surgindo por aí como políticos safados em tempos de eleição. As de comunicação, por mais contraditório que possa ser, nem se fala. Tenho conhecido muitas meninas que sonham ser “grandes jornalistas” e, para endurecer – elas endurecem qualquer coisa! – as asas de seus sonhos, estagiam em pequenas e grandes empresas. Tenho conversado com algumas e, vez por outra, tirado algumas dúvidas sobre os sonhos seus.</span></p>
<p><strong><span>R</span></strong><span><span> </span></span><span>– Mas é a falta de informação que mata este escriba de tédio como se ele fosse um Salvador daqui. Imaginem só ter que ser consultado sobre o filme em que “Machado de Assis trabalhou”.<span> </span>Pois é. Essa foi uma perguntinha que acabei de ouvir de uma delas. “Dos livros de Augusto dos Anjos, li apenas uns dois ou três e achei complicado!” Isso? Foi outra.</span></p>
<p><strong><span>T</span></strong><span><span> </span></span><span>– À primeira respondi que Machado de Assis nunca trabalhara em cinema. Foi, no máximo, expliquei, um diretor que ficou famoso dirigindo um filme baseado no livro de um amigo seu chamado de Dom Casmurro. O amigo e o filme. <span> </span>A estagiariazianha não ficou satisfeita. E achando pouco perguntou sobre outros filmes dirigidos por ele. Não pensei duas vezes: “Memórias Póstumas de Brás Cubas e um curta chamado de O Alienista!”</span></p>
<p><strong><span>O</span></strong><span><span> </span></span><span>– Sobre a pergunta da segunda estagiariazinha e gostosinha e futura jornalista da Província as Acácias respondi que também, apesar de lido toda a obra do Augusto dos Anjos, composta de uma dúzia de livros, entre novelas, romances, teatro e humor (risos), pois ele também era humorista, gostei de apenas um. O Eu?! Ah, respondeu, esse ela não conhecia.</span></p>
<p><strong><span>De Almeida</span></strong><span>: Termino como o Gonzaguinha voltando ao começo. O computador parece está servindo às nossas estagiárias apenas para enviar torpedos aos namorados, tirar cópias para tarefas escolares e jogar paciência. Um jogo que confesso aos meus dois leitores nunca ter tido (epa!) paciência para praticar. </span></p>
<p><span>Sentiram? Isso mesmo. Um saco&#8230; Um tédio&#8230;</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/17/12/2009/no-dia-em-que-machado-de-assis-virou-diretor-de-cinema-e-augusto-escritor-de-mil-romances/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>E SE DESCOBRISSE QUE PAPAI NOEL SOU E O MEU SACO QUE NUNCA FOI DE BRIQUEDO ESTÁ CHEIO DE TUDO ISSO ?</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/16/12/2009/e-se-descobrisse-que-papai-noel-sou-e-o-meu-saco-que-nunca-foi-de-briquedo-esta-cheio-de-tudo-isso/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/16/12/2009/e-se-descobrisse-que-papai-noel-sou-e-o-meu-saco-que-nunca-foi-de-briquedo-esta-cheio-de-tudo-isso/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 09:31:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3554</guid>
		<description><![CDATA[Mais um Natal, como não é possível evitar, vem por aí. Eu só acredito por que os que entendem dessas
coisas natalinas dizem, batem no peito e reconhecem a firma: a noite de Natal é como a do peru (uma noite do peru?), sempre comemorada – no caso do peru, falam em coisas de morte – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um Natal, como não é possível evitar, vem por aí. Eu só acredito por que os que entendem dessas</p>
<div id="attachment_3555" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/ano-novo-papai-noel-existe.jpg" rel="lightbox[3554]"><img class="size-full wp-image-3555" title="ano-novo-papai-noel-existe" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/ano-novo-papai-noel-existe.jpg" alt="... não só vivo, mas com tanto papo besta, temos também oi e claro e tim... " width="450" height="357" /></a><p class="wp-caption-text">... não só vivo, mas com tanto papo besta, temos também oi e claro e tim... </p></div>
<p>coisas natalinas dizem, batem no peito e reconhecem a firma: a noite de Natal é como a do peru (uma noite do peru?), sempre comemorada – no caso do peru, falam em coisas de morte – na véspera.</p>
<p>Em meus tempos de menino, naqueles em que o Papai Noel deixava o seu trenó e suas renas feitas de sonhos lá fora, descia pelas chaminés, todo engomado e limpinho igual a consciência daquele principezinho fresquinho, xodó de nossas antes não tão louras candidatas a miss Brasil, saco nas costas de brinquedo – o saco - e ovos de papel entre as pernas, e deixava um presentinho debaixo da cama do menininho comportado, eu pensava que a noite de Natal fosse mesmo a noite do próprio dia. Vocês entendem o que estou querendo dizer. Posso continuar? Obrigado.</p>
<p>Confesso que não sei dizer o motivo ou os motivos, pois, afinal, são muitos, de não gostar da noite de Natal e daquela outra, mais chata ainda, de fim de ano. Um dia, penso que sãos as músicas adocicadas, cheias de apelação fraternais, tentando nos impor um aniversário em que o aniversariante, infelizmente, é o menos lembrado, e os homens de boa (e péssima) vontade estão sempre cheios de cachaça e de fumo. No outro, ainda ressacado, esqueço as músicas e os homens, e penso que toda culpa é do Papai Noel. Como veem, uma dúvida atroz.</p>
<p>E as televisões? Todo dia é de festa. As promessas que nunca fiz a cada fim de ano, mas feitas por aqueles idiotas do momento e levadas ao ar pela rede Globo, todo ano, me matam de tédio. Ou melhor: para não morrer de tédio, cabeça tranqüila sobre o travesseiro de sonhos, enquanto os idiotas das promessas falam, descarto a vodka e mergulho no meu copo de suco de laranja. Só pra chatear. Vou fundo.  Sem respirar e sem medo de morrer afogado.</p>
<p>Pois bem. As promessas são todas vãs. A repórter, carinha de presépio de Natal, termina a reportagem chamando o Bonner ou a Fátima Bernardes e avisando aos idiotas de fim de ano que no próximo estão convidados para testemunharem se as promessas foram ou não cumpridas. Sempre isso. Mas, na verdade,</p>
<div id="attachment_3556" class="wp-caption alignright" style="width: 460px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/ano-novo-pe-direito.jpg" rel="lightbox[3554]"><img class="size-full wp-image-3556" title="ano-novo-pe-direito" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/ano-novo-pe-direito.jpg" alt="não se enganem: esse é mais um direito que o trabalhador  honesto ganhará em 2010!" width="450" height="357" /></a><p class="wp-caption-text">não se enganem: esse é mais um direito que o trabalhador  honesto ganhará em 2010!</p></div>
<p>não seria apenas isso que me leva a declarar minha putice (feio, horrível, 1 Berto) com o fim de ano. Podem acreditar.</p>
<p>O Natal e o Fim de Ano, sempre os mesmos, são como comer uma mulher apenas bonita. Mas chega um dia em que ao sair do bar ou descer do mesmo trem das sete, você encontra uma que é a cara da Zezé Macedo, come a dita cuja, sem camisinha, e sai como se tivesse comido a mais gostosa das gostosas das mulheres.</p>
<p>Os fins de ano e os natais são sempre assim. Saio do primeiro com o saco cheio, e não tendo a mulher que quero para descarregar o seu conteúdo – o do saco -, acabo cheio de cerveja e enchendo a garganta de Celite por uma ou duas horas. E olhem que, para não ser mau entendido, esclareço aos meus dois leitores que sou um quase abstêmio. Fui&#8230;</p>
<p>Ah, e os abraços e desejos de um Feliz Natal e Próspero Ano Novo? Muitos desses desejos, como diria o meu irmão Dapenha, parecem que saem do sovaco. Saem suados e fedorentos, num esforço fora do comum para parecerem (que bela cacofonia, 1 Bertinho!) naturais!</p>
<p>Sou puto, confesso, putíssimo com o Natal e o Fim de Ano. Se pudesse e se o meu dinheiro eu comprava sem pensar esta terra, este céu e este mar, e transformaria essas duas datas em carnaval. Mas um carnaval puro, verdadeiro, aberto, sem cordões de isolamento, onde todos, mesmo sem fantasia, reconhecessem os palhaços que são. Melhor: todo Natal seria a data do meu nascimento e todo fim de ano, todo ele, véspera de Natal. Pois, assim, quem sabe, eu me tornasse menos puto. E aí, quem sabe – de novo? - não precisaria correr ao primeiro banheiro para vomitar a cerveja da noite passada. Quem sabe, hein?</p>
<p>Feliz Natal para todos e Próspero Ano Novo? Ó aqui pra vocês! Lutem para merecer (?) um Feliz Natal e um próspero Ano Novo!</p>
<p>Ah, desculpem esse pobre coitado que não gosta dessas datas. Mas, para todos os amigos, isto mesmo, amigos, pois não sendo do tipo de oferecer o outro lado da face, depois de esmurrada, para um novo murro, costumo mandar os inimigos, sem exceção, para a os sótãos do inferno e da casa da puta que os pariu que mora, também, nos mesmos sótãos, desejar muitos  e felizes natais e mais ainda prósperos anos novos.  Tudo lugar comum, é verdade,  mas verdadeiro (gostei)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/16/12/2009/e-se-descobrisse-que-papai-noel-sou-e-o-meu-saco-que-nunca-foi-de-briquedo-esta-cheio-de-tudo-isso/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O BRASILEIRO TAMBÉM TEM ROUPAS SUJAS PARA LAVAR E USA O TANQUE DO QUINTAL PARA ESCONDÊ-LAS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/15/12/2009/o-brasileiro-tambem-tem-roupas-sujas-para-lavar-e-usa-o-tanque-do-quintal-para-esconde-las/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/15/12/2009/o-brasileiro-tambem-tem-roupas-sujas-para-lavar-e-usa-o-tanque-do-quintal-para-esconde-las/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 03:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3550</guid>
		<description><![CDATA[Tudo bem. Temos que reclamar e cobrar desses ex-crotos que fazem da corrupção o pão de cada dia deles. Não podemos é fazer de conta que não temos nada a ver com isso e que isso é um problema da Justiça. Sair
por aí com aquele ar de “eu tendo o que comer e onde dormir, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo bem. Temos que reclamar e cobrar desses ex-crotos que fazem da corrupção o pão de cada dia deles. Não podemos é fazer de conta que não temos nada a ver com isso e que isso é um problema da Justiça. Sair</p>
<div id="attachment_3551" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/corrupcao-mapa.jpg" rel="lightbox[3550]"><img class="size-full wp-image-3551" title="corrupcao-mapa" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/corrupcao-mapa.jpg" alt="o mais novo mapa do verde e amarelo. o seu estado não pode ficar de fora. identifique-o" width="400" height="307" /></a><p class="wp-caption-text">o mais novo mapa do verde e amarelo. o seu estado não pode ficar de fora. identifique-o</p></div>
<p>por aí com aquele ar de “eu tendo o que comer e onde dormir, não quero nem saber se eles deixam muita gente com insônia e de barrigas vazias”, nem pensar. Mas que também damos péssimos exemplos. E negar não havemos de.</p>
<p>Um país onde Gerson, o direita de merda, é citado como referência de herói por saber “tirar vantagem em tudo”, tem muito ainda que aprender para  reconhecer a sua obrigação de fazer, antes de corrigira os deveres alheios, o seu dever de casa.</p>
<p>O brasileiro vai precisar de um bom tempo para mudar essa forma de pensar que tirar vantagem em tudo é uma vantagem. O brasileiro, com algumas boas exceções, é  tudo isso que segue logo após as mal-traçadas minhas.  Leia e meditem. Se a carapuça cabe em sua cabeça, meus pêsames, você morreu e não sabe;  se não, parabéns, ainda há escapatória.</p>
<p>1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.</p>
<p>2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.</p>
<p>3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.</p>
<p>4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.</p>
<p>5. - Fala no celular enquanto dirige.</p>
<p>6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.</p>
<p>7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.</p>
<p>8. - Viola a lei do silêncio.</p>
<p>9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.</p>
<p>10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.</p>
<p>11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.</p>
<p>12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.</p>
<p>13. - Faz gato de luz, de água e de TV a cabo.</p>
<p>14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado,</p>
<p>muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.</p>
<p>15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.</p>
<p>16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.</p>
<p>17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.</p>
<p>18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.</p>
<p>19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.</p>
<p>20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.</p>
<p>21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.</p>
<p>22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.</p>
<p>23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.</p>
<p>24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.</p>
<p>25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.</p>
<p>26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como</p>
<p>clipes, envelopes, canetas, lápis&#8230; Como se isso não fosse roubo.</p>
<p>27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que</p>
<p>recebe das empresas onde trabalha.</p>
<p>28. - Falsifica tudo, tudo mesmo&#8230; Só não falsifica aquilo que</p>
<p>ainda não foi inventado.</p>
<p>29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o</p>
<p>fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.</p>
<p>30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.</p>
<p><strong>Pausa.</strong> E quer que os políticos sejam honestos&#8230; Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas&#8230; Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não? Brasileiro reclama de quê, afinal? E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário! Vamos dar o bom exemplo, cambada, comecemos lavando as nossas roupas sujas fora de casa para que todos saibam que sujamos roupas também!  Vamos, pois, cuidar de nossa casa de vidro, telhado todo quebrado, mesmo antes de pedras atirarem nele.</p>
<p><strong>NOTA DO EU PLURAL</strong>: assino em cima em baixo de tudo o que foi dito e, agora, estou dizendo também.  Reclamar apenas deles? Comecemos fazendo o dever de casa, depois, corrigido e com passado por média, com distinção, se possível, pau neles.  É o nosso dever!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/15/12/2009/o-brasileiro-tambem-tem-roupas-sujas-para-lavar-e-usa-o-tanque-do-quintal-para-esconde-las/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>AS NOSSAS POLUÍDAS E PRIVADAS PRAIAS E RICOS ESVAZIANDO SUAS CABEÇAS NOS VASOS SANITÁRIOS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/12/12/2009/as-nossas-poluidas-e-privadas-praias-e-ricos-esvaziando-suas-cabecas-nos-vasos-sanitarios/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/12/12/2009/as-nossas-poluidas-e-privadas-praias-e-ricos-esvaziando-suas-cabecas-nos-vasos-sanitarios/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 00:07:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3544</guid>
		<description><![CDATA[1 – A nossa Praia da Penha continua uma pedra no caminho dos freqüentadores de praias com livre acesso do povo nu e descamisado.  E as chamadas praias do Sul estão seguindo o seu exemplo. As praias não, aqueles que se arvoram a donos seus. Dá nojo. E ninguém faz nada e nada é feito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1 <span style="color: #0000ff;">– A nossa Praia da Penha</span> continua uma pedra no caminho dos freqüentadores de praias com livre acesso do povo nu e descamisado.  E as chamadas praias do Sul estão seguindo o seu exemplo. As praias não, aqueles que se arvoram a donos seus. Dá nojo. E ninguém faz nada e nada é feito por alguém de bom-senso</p>
<div id="attachment_3546" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/humberto-no-computador-007.jpg" rel="lightbox[3544]"><img class="size-full wp-image-3546" title="humberto-no-computador-007" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/humberto-no-computador-007.jpg" alt="o escriba não mais aguentando tamanho desrespeito impede que o cinegrafista mostre a sua cara " width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">o escriba não mais aguentando tamanho desrespeito impede que o cinegrafista mostre a sua cara </p></div>
<p>e respeito ao sagrado direito de ir e vir desse povinho que em sua maioria não vai nem vem.  Passo um bom tempo sem visitar a Penha do Compadre Heráclito e Dona Chiquinha e , quando por lá, inesperadamente, chego, nenhuma surpresa do inesperado: está ainda mais privatizada. O pior é que todos temem os donos da Praia da Penha. Sãos ricos e, por isso mesmo, dizem por lá, poderosos. Inocentes os que dizem isso.  Podem ser ricos os ex-crotos, mas, poderoso, muito poderoso, é o povo. Só basta perder esse medo e descobrir os poderes que tem. E, se isso ocorrer, esses poderosos, lembrando o Ziraldo, Sifu!</p>
<p>B – <span style="color: #00ff00;">Essa barraca batizada de Morena</span>, a última coisa localizada na areia de nossa Cabo Branco no sentido de quem vai para a nossa quase extinta Ponta do Seixas, agora, uma extinção que passou a contar com a inestimável ajuda dessa coisa chamada de Estação Ciência e que para este escriba não passa de uma Caixa d’Água Moderna, é outra pedra. Essa, porém, e principalmente, no caminho da estética. O mesmo direito de ir e vir negado aos freqüentadores da Praia da Penha. Uma barraquinha feia e suja. Dizem as más línguas que ela ainda não saiu de lá por que seria lá, nessa barraquinha feia e suja, que o prefeito e auxiliares ser reúnem de quando em vez para comemorarem a falta de respeito com esse público que tem o seu direito de ir e vir por esse local onde está essa barraca feia e suja. O prefeito é o nosso amigo. Ouvi, outro dia, de um de seus proprietários. Uma bela e lucrativa amizade. E assim caminha a humanidade, mas, dessa vez, com ma exceção: por ali, com essa barraca feia e suja no seu caminho, caminhar ela não pode, está proibida.</p>
<p>E –<span style="color: #ccffff;"> </span><span style="color: #0000ff;">Os ricos, como diz aquela musiquinha idiota</span> que não suporto mais ouvir, por morarem na praia, usam e abusam do nosso belo e outrora limpo mar, despejando nele os esgotos de suas cabeças, descarcagados (não existe melhor palavra) quando vão aos seus luxuosos vasos sanitários. É por isso que todos os dias nos encontramos com eles leves e serelepes pelo calçadão praieiro com as cabeças vaziais e exibindo a leveza típica daqueles que usam os seus vasos sanitários para aliviá-las. Haja descarga. Nunca vi tantas ligações de esgotos clandestinas, feitas por eles, sem que as autoridades competentes puxem as suas respectivas descargas deles. Uma merda? Pura dissentiria.</p>
<p>R - <span style="color: #00ff00;">Uma das autoridades</span> e dona de uma praia lá da terra dela, proibiu a venda de coco verde na beira-mar. Segundo ela, a autoridade, os cocos vazios que eram jogados ali, eram o principal fator de poluição na área. Seria, por exemplo, como segurar as vacas na cidade para que elas não estrumassem os verdes campos de nossa terra. Latas de cerveja e garrafas vazias de cachaça, tudo bem, não eram muitas e nada melhor para fazer o povinho que vai a praia com os seus galetos lambuzados de farinha esquecer que na segunda-feira ele terá que continuar dando duro para que os seus patrões vivam na moleza. Coco, não.  Ah, também não pode, aviso que ela não deu, o cagão fazer coco, com acento no último O, dentro do mar. Cagões.</p>
<p>T – <span style="color: #ff00ff;">Outro dia um colunista</span> muito social lá pras negas dele, usando a sua coluna vazia e cheia de palavras escritas por outros, pois, como todos sabem, muitos são analfabetos, defendendo o livre direito de ir e vir dos sociáveis turistas que pintam por aqui com aquele ar de quem visita uma tribo ainda isolada, ainda sem</p>
<div id="attachment_3547" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/piscinao-frequentadoras.jpg" rel="lightbox[3544]"><img class="size-full wp-image-3547" title="piscinao-frequentadoras" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/piscinao-frequentadoras.jpg" alt="um piscinão será um festa para os farofeiros e galeteiros e eiros pobres outros" width="500" height="355" /></a><p class="wp-caption-text">um piscinão será um festa para os farofeiros e galeteiros e eiros pobres outros</p></div>
<p>nenhum contato com homem branco, disse que a solução para retirar essa plebe rude e ignara que suja as nossas praias com os seus galetos de cinco reais seria a construção de um piscinão, como aquele de Ramos, em uma das nossas vizinhas cidades de Bayeux ou Santa Rita. O piscinão seria uma espécie de campo de concentração. Só esqueceu de dizer de quem seria a obrigação, se da capital ou da cidade que abrigaria esse campo, de manter uma guarda treinada e preparada para atirar no primeiro que tentasse fugir para alguma de nossas turísticas praias pessoenses.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Chega!</span> Vou ao banheiro dar uma vomitada. E olhe que não tomei, até agora, nenhuma dose de cachaça nem dei uma morrida na perna do galeto.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/12/12/2009/as-nossas-poluidas-e-privadas-praias-e-ricos-esvaziando-suas-cabecas-nos-vasos-sanitarios/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NOEL DA VILA ISABEL ANIVERSARIARIA, EU DA VILA DOS MOTORISTAS ANIVERSARIEI, E PAULO, O MEU IRMÃO, ANIVERSARIA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/11/12/2009/noel-da-vila-isabel-aniversariaria-eu-da-vila-dos-motoristas-aniversariei-e-paulo-o-meu-irmao-aniversaria/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/11/12/2009/noel-da-vila-isabel-aniversariaria-eu-da-vila-dos-motoristas-aniversariei-e-paulo-o-meu-irmao-aniversaria/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 03:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3535</guid>
		<description><![CDATA[Para começar estas mal-traçadas, faço uma confissão: não sei se hoje, 11 de dezembro, eu comemore o aniversário de Noel Rosa, um dos mais importantes compositores populares deste país de tantos santos enenhum Pinxiguinha, ou de Paulo Bezerra de Almeida, meu irmão, também aniversariante, que conheceu o Poeta da Vila – ele, Noel Rosa, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para começar estas mal-traçadas, faço uma confissão: não sei se hoje, 11 de dezembro, eu comemore o aniversário de Noel Rosa, um dos mais importantes compositores populares deste país de tantos santos e<a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/noel-fumando.jpg" rel="lightbox[3535]"><img class="alignleft size-full wp-image-3539" title="noel-fumando" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/noel-fumando.jpg" alt="NOEL " /></a>nenhum Pinxiguinha, ou de Paulo Bezerra de Almeida, meu irmão, também aniversariante, que conheceu o Poeta da Vila – ele, Noel Rosa, não merecia o filme do mesmo nome - através das coisas que dele o escriba falava e escrevia.</p>
<p>Se vivo fosse, Noel de Medeiros Rosa, o filho doente - Hélio, irmão mais novo quatro anos, era o &#8220;bom&#8221; – estaria fazendo 99 anos (1910). Lembrar de Noel Rosa é lembrar, também, embora não aniversariasse no mesmo o dia, o Compadre Heráclito tocando na sua clarineta, procurando as notas numa velha partitura emprestada por amigos, sua <strong>Feitiço da Vila</strong>, música sua preferida. Todos têm uma música de Noel Rosa para cantar, lembrar ou assoviar. Eu tenho muitas. Das 229 composições do Noel que tenho e guardo com o maior dos zelos, prefiro todas. Cada uma tem a sua história. E na minha história, quase todas estão presentes.</p>
<p>Em um ponto – são muitos quando se trata de um compositor que até hoje se discute até mesmo o número de composições por ele deixadas – os estudiosos de Noel Rosa não discutem (ou discutem?): foi o mais importante compositor de sua época. Mas Noel Rosa, também, além de filósofo, foi um dos mais perfeitos cronistas de sua época. Ele soube como nenhum outro acompanhar as transformações da música popular brasileira.</p>
<p>Em seis anos de atividade (isso mesmo: seis anos apenas!) Noel Rosa passeou com a dignidade do melhor dos mestres-sala por todos os ritmos e estilos – digamos assim – que fazem a música popular brasileira a</p>
<div id="attachment_3540" class="wp-caption alignright" style="width: 231px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/humberto-de-chapeu-um1.jpg" rel="lightbox[3535]"><img class="size-full wp-image-3540" title="humberto-de-chapeu-um1" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/humberto-de-chapeu-um1.jpg" alt="EU" width="221" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">EU</p></div>
<p>mais rica deste planeta água. Noel, como todo compositor em formação, experimentou de tudo. Desde as chamadas músicas caipiras aos ritmos afros, para, finalmente, com ou sem parceiros, aprimorar o que hoje conhecemos como um &#8220;samba típico do Noel&#8221;.</p>
<p>Outra grande característica de Noel Rosa e o que meu pai, o clarinetista Heráclito de Almeida, costumava salientar, lembro-me bem, era a ironia de suas letras. Como esquecer<strong> Com Que Roupa</strong> (&#8221;eu hoje estou pulando como sapo/pra ver se escapo/desta praga de urubu) e o seu inesquecíve<strong>l Coração (samba anatômico),</strong> onde ele fala de um sujeito com mania de grandeza que &#8220;Viajou a procurar/De norte a sul/Alguém que conseguisse/Encher-lhe as veias/Com azul de metileno/Pra ficar com sangue azul?</p>
<p>Na história de Noel Rosa, uma piada sem muita graça, hoje contada no meio universitário, composto por estudantes de medicina, foi a sua mancada – ora, por tudo que Noel Rosa nos deixou, está perdoado mil vezes! – em colocar o coração como órgão transformador do sangue venoso em arterial. Falam isso como os pulmões cheios, acrescentando ser o compositor um ex-estudante (melhor troca ele não poderia fazer!) de medicina.</p>
<p>Se o espaço carioca fosse feito somente para falar de Noel Rosa, considerando o tamanho do personagem e sua importância na história da música popular brasileira, seria pouco. Isto considerando que quase nada mais existe para se falar do filho de Manuel Garcia Medeiros e Martha de Medeiros Rosa. Falar, por exemplo, que a sua <strong>Três Apitos</strong> é uma obra-prima no que tange as rimas usadas nos seus versos, e <strong>Gago Apaixonado</strong> um dos mais belos e difíceis exercícios da nossa MPB é cair no lugar comum.</p>
<p>Se Noel Rosa fosse vivo, aos 98 anos, com certeza, respeitando-lhe a idade provecta, não estaria mais compondo. Mas, sua presença física, memória viva da nossa história musical, poeta que soube como poucos</p>
<div id="attachment_3541" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/praia-e-paulo-e-livia-011.jpg" rel="lightbox[3535]"><img class="size-full wp-image-3541" title="praia-e-paulo-e-livia-011" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/praia-e-paulo-e-livia-011.jpg" alt="PAULO" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">PAULO</p></div>
<p>fazer de tudo um samba prefeito, pois não sabia que a perfeição é apenas uma meta a ser atingida pelo goleiro que joga na seleção, serviria para estimular tantos preguiçosos musicais (nunca se viu tantas músicas e letras pífias!) que fazem a fama e, sabendo do quão besta é a plebe rude e ignara, deitam nas respectivas camas.</p>
<p>A minha benção a Noel Rosa!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/11/12/2009/noel-da-vila-isabel-aniversariaria-eu-da-vila-dos-motoristas-aniversariei-e-paulo-o-meu-irmao-aniversaria/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NÃO FAÇA DO NATAL UMA ARMA: NÃO COMPRE UM PRESENTE NESSE DIA PARA O SEU FILHO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/10/12/2009/nao-faca-do-natal-uma-arma-nao-compre-um-presente-nesse-dia-para-o-seu-filho/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/10/12/2009/nao-faca-do-natal-uma-arma-nao-compre-um-presente-nesse-dia-para-o-seu-filho/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 03:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3530</guid>
		<description><![CDATA[1 – Tem umas coisas nesse mundo de meu Deus, como diria a minha mãe Chiquinha, que por mais boa vontade que tenha o sujeito não consegue aceitar. Embora o Governo egípcio tenha proibido as egípcias, geralmente gostosas e bonitas, a continuarem pagando pelo “despinguelamento&#8221; que, trocando em miúdos, é a circuncisão feminina, elas insistem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1 –</strong> Tem umas coisas nesse mundo de meu Deus, como diria a minha mãe Chiquinha, que por mais boa vontade que tenha o sujeito não consegue aceitar. Embora o Governo egípcio tenha proibido as egípcias, geralmente gostosas e bonitas, a continuarem pagando pelo “despinguelamento&#8221; que, trocando em miúdos, é a circuncisão feminina, elas insistem na prática. O governo só proibiu porque uma menina teve o pinguelinho cortado de maneira errada, pegou uma inflamação, e morreu. O pinguelinho, não, a menina.</p>
<p><strong>B -</strong> E sabem por quanto sai um “despinguelamento” por aquelas bandas? Em torno de nove dólares. Se achei barato? Não, acho um “barato”. Numa época em que todos gozam entre si – isso mesmo, é suruba! - e</p>
<div id="attachment_3532" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/papai-noel-e-dantas.jpg" rel="lightbox[3530]"><img class="size-full wp-image-3532" title="papai-noel-e-dantas" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/papai-noel-e-dantas.jpg" alt="se os papais noéis fizessem o josé roberto arruda o que fizeram com um dantas seria o meu presente de natal" width="500" height="330" /></a><p class="wp-caption-text">se os papais noéis fizessem o josé roberto arruda o que fizeram com um dantas seria o meu presente de natal</p></div>
<p>querem continuar por muito tempo gozando, alguém pagar para não gozar é o máximo. Isto, claro, se a fonte do gozo for mesmo esse pedacinho de carne entre os lábios molhados que parece mais uma úvula gargantal.</p>
<p><strong>E –</strong> Na sei se um dos meus dois leitores já prestou atenção. Se não, eu já. Notei que muitos papais-noéis, modernos como papel higiênico que se pode usar os dois lados, posam em nossas lojas nas mais deferentes posições. E como são diferentes! Tem uns que rebolam mais que o finado Clodovil descendo a rampa do palácio. Outros, velhos e chatos, rebolam suas bundas como se isso aumentasse os fundos de seus proprietários.</p>
<p><strong>R -</strong> Na Alemanha a coisa foi mais séria. Uma grande rede de lojas foi obrigada a retirar essas miniaturas - dos Papais Noéis - de suas prateleiras porque alguns fregueses disseram que eles pareciam estar fazendo a saudação nazista. Aquela do braço direito estirado e a boca ensaiando um Hei Hitler! Outro dia vi um bichinho desses por aqui que era a cara do Paulo Maluf. Mas, até agora, pelo que fui informado, ninguém disse nada.</p>
<p><strong>T –</strong> Fim de Ano e o Natal vestido para a noite de muita cachaça e hipocrisia, lembro uma nota triste que quase ninguém notou na tristeza que ela trazia. Joel Silveira, o “víbora”, como lhe apelidara o Assis Chateaubriand, nunca aceitou receber os famosos tratamentos para o câncer de próstata que acabou o levando para outra cidade. Vejam bem, o Joel chegava aos 80 anos. Agora, depois do fato consumado, lembrei que o meu amigo Livardo Alves, vitimado pela mesma doença, à moda do Joel, também recusou até a partida tratar o mal que o vitimaria. Triste, não?</p>
<p><strong>O –</strong> Um psicólogo chamado Richard Sterba passou um tempão, quase meio século, perguntando a Deus e ao mundo por que Papai Noel carrega presentes num saco e entra nas casas pela chaminé. Prefeita a resposta do Sérgio Augusto: &#8220;porque é uma figura paterna. O Saco seria uma metáfora (ou metonímia?) de sua bolsa escrotal e a chaminé a vagina da casa&#8221;. Pausa. Imagino o vaginão da casa da Xuxa.</p>
<p><strong>De Almeida</strong>: I&#8217;m so tired. Fico, pois, por aqui.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/10/12/2009/nao-faca-do-natal-uma-arma-nao-compre-um-presente-nesse-dia-para-o-seu-filho/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>UM POVO QUE FAZ DELE UMA PIADA É MAIS TRISTE DO QUE ENGRAÇADO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/09/12/2009/um-povo-que-faz-dele-uma-piada-e-mais-triste-do-que-engracado/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/09/12/2009/um-povo-que-faz-dele-uma-piada-e-mais-triste-do-que-engracado/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 09:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3514</guid>
		<description><![CDATA[No Brasil é assim. O povo, apesar das mazelas e da luta, muitas inglórias, pela sobrevivência, tem a
capacidade – para muitos uma agravante – de sorrir de si mesmo. Se há chuva demais, ele, o povo, aproveita para praticar natação e/ou pegar um surf de enchente. Se faz muito sol, aproveita para cantar “quando vi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>No Brasil é assim</strong>. O povo, apesar das mazelas e da luta, muitas inglórias, pela sobrevivência, tem a</p>
<div id="attachment_3517" class="wp-caption alignleft" style="width: 231px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/humberto-de-chapeu-um.jpg" rel="lightbox[3514]"><img class="size-full wp-image-3517" title="humberto-de-chapeu-um" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/humberto-de-chapeu-um.jpg" alt="um sujeito que dispensa qualquer predicado engraçado: um sujeito apenas" width="221" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">um sujeito que dispensa qualquer predicado engraçado: um sujeito apenas</p></div>
<p>capacidade – para muitos uma agravante – de sorrir de si mesmo. Se há chuva demais, ele, o povo, aproveita para praticar natação e/ou pegar um surf de enchente. Se faz muito sol, aproveita para cantar “quando vi a terra ardendo qual fogueira de são João”.</p>
<p>Às vezes nem rio (nem mar) com a piada. Ela, por mais bem-humorado que esteja e seja, fazendo do bom-humor as minhas Pílulas de Vida do Dr. Ross (quem está lembrando por aí?), me deixa mesmo é  pensativo.</p>
<p>- Por que estou rindo de mim?! E isso é uma virtude ou um defeito?</p>
<p>E depois desses “questionamentos profundos e filosóficos”, esqueço a profundidade e a filosofia dos mesmos e – não dá pra segurar por muito tempo – me flagro a sorrir. É aquela história, penso depois de tanta filosofia barata, ninguém faz humor a favor.</p>
<p>Mas, sozinho, meio aos meus livros, meus discos e nada mais, pois os amigos da canção do Zé Rodrix, infelizmente, hoje, morando noutra cidade, não estão no meu quarto, mas na cabeça, pergunto ainda:</p>
<p>- Por que teria que ser com o povo brasileiro e pelos próprios brasileiros?</p>
<p>Duvido que existam mais técnicos de futebol – dizem que são quase duzentos milhões - do que humoristas nestes país que um dia, acertadamente, disseram não ser sério. Se não somos só gargalhadas, pois seria impossível, vez que em alguns momentos tem-se que cuidar da perseguida, elas, e dar uma mãozinha ao cheio veias, nós, somos mais ou menos – ou medidazinha! – engraçados. E tem mais: sem essa graça não suportaríamos a falta de graça dos corruptos de plantão.</p>
<p>Falei em corruptos, por falar, afinal, mesmo sem nenhuma vocação para deus, esse minúsculo, pois não é o meu, eles estão por toda parte. Os corruptos e, claro, os humoristas. Tanto que todos sabem não existir quase ou nenhuma diferença entre o humor praticado por eles, humoristas profissionais, e esse outro que vem do povo de forma livre e espontânea. Mas o sorriso, pelo menos o meu, é o mesmo.</p>
<p>Se o brasileiro não faz festa com tudo, pode acreditar, tudo para ele, mesmo não sendo o seu país uma Paris, é uma festa. Não importa se o vinho é sangue de um  boi seu, ou vem do boi  dela (“boidela” é o cacófato que ela usa para falar dela, outro cacófato). Ele quer é brincar.</p>
<p>O brasileiro está mais para cigarra. Faça sol ou faça chuva, ele canta. Agora, se por dores de cotovelo ou novos amores, pouco importa. O canto, assim como o sorrir, para ele, é o mais importante. Se alguns se arvoram a ser formigas que trabalham honestamente, ressalto, embora não acredite em formigas desonestas, os outros delas sorriem.  Trabalhar, para as cigarras brasileiras, como naquela famosa fábula, é uma coisa de otário.</p>
<p>Mas que o brasileiro gosta de vestir a fantasia do bon vivant em português, ah, isso ele gosta. Tanto que, como lembrara um português outro dia no programa do Jô, nem piada se pode fazer com ele, ele é a própria piada.Mesmo assim,  esqueçamos os mortos, por enquanto, pois os mortos se encarregarão do próprio esquecimento, e mostremos o quanto somos bons quando se trata de rir da nossa própria miséria.</p>
<div id="attachment_3518" class="wp-caption aligncenter" style="width: 440px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-um.jpg" rel="lightbox[3514]"><img class="size-full wp-image-3518" title="mascote-um" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-um.jpg" alt="todos ficariam presos a essa bela lembrança da olimpíado verde e amarela!" width="430" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">todos ficariam presos a essa bela lembrança da olimpíado verde e amarela!</p></div>
<p><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-dois.jpg" rel="lightbox[3514]"><img class="size-full wp-image-3519" title="mascote-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-dois.jpg" alt="&quot;podem pular, nadar, correr, que nóis garanti segurança. principalmente de seus pertenci&quot;" width="250" height="378" /></a></p>
<div id="attachment_3520" class="wp-caption aligncenter" style="width: 332px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-tres.jpg" rel="lightbox[3514]"><img class="size-full wp-image-3520" title="mascote-tres" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-tres.jpg" alt="a olímpiada por aqui, mais que um disputa internacional, vai ser uma prova de fogo... para os atletas!" width="322" height="502" /></a><p class="wp-caption-text">a olímpiada por aqui, mais que um disputa internacional, vai ser uma prova de fogo... para os atletas!</p></div>
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-quatro.jpg" rel="lightbox[3514]"><img class="size-full wp-image-3521" title="mascote-quatro" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-quatro.jpg" alt="os atletas não precisarão trazer as suas balas, pois, por aqui, encontrarão muitas balas perdidas!" width="432" height="428" /></a></dt>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_3521" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px;">
<dd class="wp-caption-dd">os atletas não precisarão trazer as suas balas, pois, por aqui, encontrarão muitas balas perdidas!</dd>
</dl>
</div>
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-cinco.jpg" rel="lightbox[3514]"><img class="size-full wp-image-3522" title="mascote-cinco" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-cinco.jpg" alt="o problema é nessa corrida muitos podem trombar com trombadinhas no meio do trânsito" width="500" height="411" /></a></dt>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_3522" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dd class="wp-caption-dd">o problema é nessa corrida muitos podem trombar com trombadinhas no meio do trânsito</dd>
</dl>
</div>
<div id="attachment_3523" class="wp-caption aligncenter" style="width: 452px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-seis.jpg" rel="lightbox[3514]"><img class="size-full wp-image-3523" title="mascote-seis" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-seis.jpg" alt="nada não seria nenhum obstáculo, os brasileiros estão acostumados: são levados pela vida... em correntes!" width="442" height="525" /></a><p class="wp-caption-text">nada não seria nenhum obstáculo, os brasileiros estão acostumados: são levados pela vida... em correntes!</p></div>
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-sete.jpg" rel="lightbox[3514]"><img class="size-full wp-image-3524" title="mascote-sete" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-sete.jpg" alt="obstáculos ?! os brasileiros serão campeões com pulos de antecedência: se consguiram sobreviver até aqui...." width="446" height="663" /></a></dt>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_3524" class="wp-caption aligncenter" style="width: 456px;">
<dd class="wp-caption-dd">obstáculos ?! os brasileiros serão campeões com pulos de antecedência: se consguiram sobreviver até aqui&#8230;.</dd>
</dl>
</div>
<div id="attachment_3525" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-oito.jpg" rel="lightbox[3514]"><img class="size-full wp-image-3525" title="mascote-oito" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/mascote-oito.jpg" alt="muitos irão pedir asilo - o brasil, dirão, é um asilo de loucos por dinheiro roubado! um paraíso!" width="500" height="424" /></a><p class="wp-caption-text">muitos irão pedir asilo - o brasil, dirão, é um asilo de loucos por dinheiro roubado! um paraíso!</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/09/12/2009/um-povo-que-faz-dele-uma-piada-e-mais-triste-do-que-engracado/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA, E O ESCRIBA MUITO SÓBRIO SÓ CERVEJA NUMA BOA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/07/12/2009/o-tempo-passa-o-tempo-voa-e-o-escriba-muito-sobrio-so-cerveja-numa-boa/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/07/12/2009/o-tempo-passa-o-tempo-voa-e-o-escriba-muito-sobrio-so-cerveja-numa-boa/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 22:43:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3510</guid>
		<description><![CDATA[O ano passou e os meus dois leitores doidos por novidades perguntam o que foi que o escriba fez ou deixou de fazer no ano que passou. Poucas coisas por medo ou por alegar falta de tempo confesso que não
deixei de fazer. Agora, fazer mesmo, fiz muita coisa. E por falta de tempo, contrariando a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><span style="color: #ff0000;">O ano passou e os meus dois leitores doidos</span></em></strong> por novidades perguntam o que foi que o escriba fez ou deixou de fazer no ano que passou. Poucas coisas por medo ou por alegar falta de tempo confesso que não</p>
<div id="attachment_3511" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/beber-otima.jpg" rel="lightbox[3510]"><img class="size-full wp-image-3511" title="beber-otima" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/beber-otima.jpg" alt="se foi falar do festival, não beba, pois, bebo, não se fala, faz-se parte dele!" width="300" height="424" /></a><p class="wp-caption-text">se foi falar do festival, não beba, pois, bebo, não se fala, faz-se parte dele!</p></div>
<p>deixei de fazer. Agora, fazer mesmo, fiz muita coisa. E por falta de tempo, contrariando a metade do que foi dito aí em cima, só não fiz mais porque tempo não tive.</p>
<p>Mas escrevi, li, cinemei, dvdezei, bebi, vomitei e, por não ser burro, embora todos os que fumem não sejam burros, mas todos os burros sempre fumem, não fumei um só cigarro nesse ano que passou.</p>
<p>Encontrei alguns velhos amigos e, por falta de tempo, perdi de encontrar amigos novos. Falei sobre o Compadre Heráclito e Dona Chiquinha, o meu bairro de Jaguaribe, os meus anos de Escola Técnica, Chinelo – o meu personagem preferido -, Livardo Alves, Augusto dos Anjos, Zé Lins do Rego, Ziraldo, Henfil, Fausto Wolff, Aldo Lopes, API, Praia da Penha, Música, Cinema, Livros, Shows, Dapenha, Paulo, Lauro, Tota, Erlandsson, Carolina, Lívia, Júlio, Engels e  Morena. Falei - escrevi- enfim sobre  Deus e o Mundo.</p>
<p>Uma pausa e um novo parágafro para explicar.  Esse, o segundo, pois para o primeiro não existe maiúscula que possa torná-lo mais poderoso do que sempre foi, como vocês vêem, com M maiúsculo de Merda!</p>
<p>Pois bem. Reli alguns clássicos que foram lidos em tempos outros com os olhos de menino e que a falta de sabença - essa mistura de saber e paciência -  impediram-me de pescar melhor as raízes das palavras. Foi uma danação que não lhes conto. Ou melhor, pouco a pouco, vou contar.</p>
<p>Desci da Montanha Mágica do Thomas Mann onde saboreei, pouco a pouco, as descobertas de Hans Castrop, inclusive sua tuberculose;  fui até aos velhos e quase livros de auto-ajuda - abri uma exceção, porque, como os meus dois leitores sabem, vão acabar pensando que estou precisando - do Herman Hesse.</p>
<p>E foi gostoso reler coisas como &#8220;Era uma vez um certo Harry, chamado de Lobo da Estepe. Andava sobre duas pernas, usava roupas e era um homem, mas não obstante era também um lobo das estepes. Havia aprendido uma boa parte de tudo quanto às pessoas de bom entendimento podem aprender, e era bastante ponderado.</p>
<p>Mas aviso aos   meus dois leitores que não fiquei apenas por aí acompanhando os passos do excelente Lobo do Hesse. Bati à porta (nunca esquecer: bater à porta é diferente de bater a porta) das páginas de Graciliano Ramos e fui bem recebido. Fui a Machado de Assis (é nome próprio, não?) e visitei Dom Casmurro. Rapidamente, passei a galope pelo Grandes Sertões. E, como os meus dois leitores sabem, reli com o prazer de outrora alguns livros do Fausto Wolff.</p>
<p>Reli o Equilibrista Pede Desculpas e Cai, o Campo de Batalha Sou Eu, Matem o Cantor e Chamem o Garçom e – suave como a noite – Sandra na Terra do Antes. Os meus dois leitores podem esperar que pouco a pouco irei falando das coisas lidas e  ouvidas e vividas no ano que passou.</p>
<p>Aguardem-me,  pois a minha vingança será maligna!  Também, para não ser/estar diferente dos muitos blogueiros que insistem em escolher as sua atropelando a língua pátria em cada esquina da palavra, estarei escolhendo as maiores besteiras do ano que passou. Será uma espécie de Febeapa provinciano, o Festival de Besteiras que Assola a Parahyba.</p>
<p>A propósito, esquecendo a língua de Wilson Braga, será que um, pelo menos um dos meus leitores já atentou para língua do presidente da nossa Câmara Municipal? Que língua é essa?!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/07/12/2009/o-tempo-passa-o-tempo-voa-e-o-escriba-muito-sobrio-so-cerveja-numa-boa/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>NO DIA DA FESTA ESTRELA DO MAR HOUVE UM MAR DE ESTRELAS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/06/12/2009/no-dia-da-festa-estrela-do-mar-houve-um-mar-de-estrelas/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/06/12/2009/no-dia-da-festa-estrela-do-mar-houve-um-mar-de-estrelas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 14:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3497</guid>
		<description><![CDATA[ONTEM FOI O DIA da festa do Estrela do Mar, da Cruzada, do Time do Frei Albino e de tantos outros craques e amigos desses craques nesta vida Severina, que também contribuíram para fazer
dessa instituiçãojaguaribense uma das melhores referências do meu bairro. Assim, como a Paris do Hemingway, nesse sábado, o Estrela será uma festa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><span style="text-decoration: underline;">ONTEM FOI O DIA </span></em></strong>da festa do Estrela do Mar, da Cruzada, do Time do Frei Albino e de tantos outros craques e amigos desses craques nesta vida Severina, que também contribuíram para fazer</p>
<div id="attachment_3507" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/casal-estrelado-david.jpg" rel="lightbox[3497]"><img class="size-full wp-image-3507" title="casal-estrelado-david" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/casal-estrelado-david.jpg" alt="eis que de repente esse casal apareceu na festa do estrela posando de estrela do dia" width="500" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">eis que de repente esse casal apareceu na festa do estrela posando de estrela do dia</p></div>
<p>dessa instituiçãojaguaribense uma das melhores referências do meu bairro. Assim, como a Paris do Hemingway, nesse sábado, o Estrela será uma festa, onde, sem exceção, todos serão as estrelas. Uma festa nada de comercial como aquela que alguns pilungas, usando o nome do meu bairro, indevidamente, fazem todos os anos.</p>
<p>A Festa do Estrela do Mar será como aquela outra em que poeta diz estar contido, nesse encontro, toda a arte de uma vida. Na outra dos 50 anos do título conquistado - Campeão Paraibano de Futebol - por uma equipe que entrou para história do nosso futebol pela porta da frente, setembro passado, não pude estar presente. Lembrei neste espaço a história do titulo e dos artistas que esse título conquistaram, mas, talvez, preocupado em escrever a minha, não pude conhecer os heróis que fizeram O Estrela subir.</p>
<p>O Estrela do Mar foi mais que uma agremiação religiosa e esportiva de Jaguaribe. Hoje, como ainda costuma dizer o meu irmão Lauro, o Lau Gracinha, um pouco sem graça por causa de uma doença depressiva e mau-humorada, também irmão de João Batista, que, com toda a liberdade e sem cometer um só crime roubou o Heráclito do meu pai, o Estrela foi a maior e a mais conhecida escola desse bairro. Não era que outros bairros não tivessem as suas agremiações esportivas e religiosas que virassem uma escola. Mas a verdade era que nenhuma tinha o Frei Albino como professor. De longe - para a criança a nossa Mata do Buraquinho era uma Amazônia e o Recife ficava na Patagônia -, morando na Rua Senhor dos Passos, depois de nascido na 12 de outubro, 1950, Vila dos Motoristas, ficava sonhando com o dia em que pudesse entrar para o Estrela, e conhecer alguns craques educados pelo professor Frei Albino.</p>
<p>Mas também já fui do Estrela. Os meus tempos, porém, foram outros, e os craques que esperava conhecer outros também foram. A escolinha do Frei Albino, lembrando que a escolinha aí era grande demais para o bairro, formou os seus garotos e eles, como na história das asas do Zé Américo - “Eu vos dei as raízes. Outros vos darão asas e o selo da perpetuidade”. - voaram para outras estrelas, viraram médicos, engenheiros, advogados, juízes, promotores, delegados, autômanos&#8230;</p>
<p>O Estrela do Mar lembra o gosto da cana de João do Caldo, ali na esquina da Primeiro de Maio com a Rua da Paz, essa que perdeu muito da paz quando inventaram de roubar-lhe o nome e, no lugar do nome roubado, colocaram um outro que em respeito a paz roubada não citarei. O Estrela do Mar lembra Veteranos, Praça 11, Piratas de Jaguaribe, Fumanchu, Galícia, União, Guarani, Cruzeiro, Cu de Calango e Senado, Campo da Vila, ABC, Cabo branco, Red Cross, União em Folia, Vinte e Cinco Bichos, Praça dos Motoristas, Compadre Heráclito, Dona Chiquinha, Tota Roela&#8230; Sem dúvidas, a lembrança da infância é o único sonho real que nos resta na fase madura da vida, os demais são meras utopias. E, como bem dissera um saudosista, só dói quando fresca, pois, depois de curtida é um consolo.</p>
<p>Apesar do ocaso que olhe ofuscou o brilho com a extinção de suas quadras de esportes, diferente do ocaso das estrelas de cinema, o Estrela, se o Frei Hermano cumprir o prometido, pois, sabedor mais do que muitos que prometer e não cumprir mais que pecado será um a prova maior da falta de solidariedade ao povo desse bairro que até hoje, sem esse espaço que considerava seu, vive perdido no espaço, voltará a brilhar. Portanto, com o Frei, a palavra final. Só espero que ele, religioso sensato, não frei o desejo dos jaguribenses.</p>
<div id="attachment_3499" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/003.jpg" rel="lightbox[3497]"><img class="size-full wp-image-3499" title="003" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/003.jpg" alt="o bom caçote, um penetra e joão heráclito, a história viva e falada do estrela do mar" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">o bom caçote, um penetra e joão heráclito, a história viva e falada do estrela do mar</p></div>
<div id="attachment_3500" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/006.jpg" rel="lightbox[3497]"><img class="size-full wp-image-3500" title="006" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/006.jpg" alt="embora mórbida, pois devemos esquecer os mortos - mortos-vivos - a homenagem aos que se foram" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">embora mórbida, pois devemos esquecer os mortos - mortos-vivos - a homenagem aos que se foram</p></div>
<div id="attachment_3501" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/032.jpg" rel="lightbox[3497]"><img class="size-full wp-image-3501" title="032" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/032.jpg" alt="piluna, a morena e joão heráclito, um dos homenageados do dia das estrelas!" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">piluna, a morena e joão heráclito, um dos homenageados do dia das estrelas!</p></div>
<div id="attachment_3502" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/028.jpg" rel="lightbox[3497]"><img class="size-full wp-image-3502" title="028" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/028.jpg" alt="o homenaeado joão heráclito, o penetra, marcos macena, jobério (quincas) e outro" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">o homenaeado joão heráclito, o penetra, marcos macena, jobério (quincas) e outro</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/06/12/2009/no-dia-da-festa-estrela-do-mar-houve-um-mar-de-estrelas/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>SE VOCÊ NÃO TEM AINDA UM SLOGAN, PENSE - ELE PODE ELEGER VOCÊ E VOCÊ, ELEITO, FICAR RICO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/05/12/2009/se-voce-nao-tem-ainda-um-slogan-pense-ele-pode-eleger-voce-e-voce-eleito-ficar-rico/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/05/12/2009/se-voce-nao-tem-ainda-um-slogan-pense-ele-pode-eleger-voce-e-voce-eleito-ficar-rico/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 09:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3491</guid>
		<description><![CDATA[Os fabricantes de slogans de plantão sabem que um bom slogan vale ouro. Tanto para ele, o autor, quanto
para aquele, o sem criatividade, que o compra. O slogan, para início da nossa conversa, todo ele, indistintamente, deve ser curto e facilmente assimilável pelo público-alvo. Mas não confundam: deve ser curto, nunca grosso. A não se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os fabricantes de slogans de plantão sabem que um bom slogan vale ouro. Tanto para ele, o autor, quanto</p>
<div id="attachment_3490" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/slogan-da-coca-cola.jpg" rel="lightbox[3491]"><img class="size-full wp-image-3490" title="slogan-da-coca-cola" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/slogan-da-coca-cola.jpg" alt="nem cometam o erro de pensar que nesse slogan não existe política!" width="150" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">nem cometam o erro de pensar que nesse slogan não existe política!</p></div>
<p>para aquele, o sem criatividade, que o compra. O slogan, para início da nossa conversa, todo ele, indistintamente, deve ser curto e facilmente assimilável pelo público-alvo. Mas não confundam: deve ser curto, nunca grosso. A não se que o dito cujo tenha esse objetivo.</p>
<p>Se o sujeito menos informado, mas nem por isso menos curioso, recorrer aos livros especializados, irá descobrir que um slogan político “é um slogan usando em contexto político”. Descoberta tão importante quanto a pólvora.</p>
<p>Sentiram a beleza da definição? Assim, por tabela, um slogan deputativo seria um slogan usado no meio de quem? Ou entre quem? Ou no meio de quem? Confesso: a definição é muito profunda para o meu raso raciocínio.</p>
<p>O slogan, sendo no caso o político e o nosso neste espaço, é o candidato em palavras. Em duas ou três palavras o resumo de toda uma mentira pregada em vida ou uma promessa de que se eleito o candidato nunca irá nem terá como pagar.</p>
<p>Apesar da mentira quase sempre contida num slogan – Pra Lutar, Pra Mudar, Pra Lucrar, Pra roubar, Pra comprar e outras - fico babando quando ele é bem feito. Um craque nessa arte, como poucos sabem, foi o publicitário Carlito Maia, falecido anos atrás e criador, entre muitos, dos “Lula-lá!” e “Sem Medo de Ser Feliz”.</p>
<p>Um bom slogan é a carteira de identidade do candidato. Basta o sujeito, por exemplo, falar aquele do “Forte é</p>
<div id="attachment_3492" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/boato.jpg" rel="lightbox[3491]"><img class="size-full wp-image-3492" title="boato" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/boato.jpg" alt="não vi slogan nessa charge - ou seria um cartum ? - mas gostei e mostro pra vocês " width="462" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">não vi slogan nessa charge - ou seria um cartum ? - mas gostei e mostro pra vocês </p></div>
<p>o Povo” que o povo, mesmo em sua eterna amnésia, responderá que é o Ruy Carneiro, esse, o verdadeiro. E quem é o homem? Claro que o “Homem é Pedro!”.</p>
<p>Um bom slogan vale mais do que mil fotografias. Mas com isto não estou querendo dizer que uma boa fotgrafia também não pegue bem. Tem slogans tão bons que vão além do candidato, tornam-se o retrato de toda uma campanha.Eu gosto mesmo daquele slogan que pega o sujeito e, como uma tatuagem, vai com ele para onde ele for.</p>
<p>Tem outra: os bons slogans, como nos exemplos dos parágrafos aí de cima, nunca morrem, apenas desencarnam numa campanha e reencarnam-se em outra. Às vezes, até disfarçadamente; outras, sem - vergonhosamente mesmo. Mas, que voltam, voltam.</p>
<p>Lembro que sem nada receber e sem conhecer o candidato, brincando nos Campos do Senhor, peguei por acaso o nome de um de nossos candidatos, um bom nome para slogan, Dado Belo, e presenteie-lhe com esse Bom slogan: “Belo é Um Voto Dado!”.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/05/12/2009/se-voce-nao-tem-ainda-um-slogan-pense-ele-pode-eleger-voce-e-voce-eleito-ficar-rico/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>TURISTAS, DINHEIRO MAIS QUE SUJO, PODRE, E O PAU DA BARRACA CHUTADO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/04/12/2009/turistas-dinheiro-mais-que-sujo-podre-e-o-pau-da-barraca-chutado/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/04/12/2009/turistas-dinheiro-mais-que-sujo-podre-e-o-pau-da-barraca-chutado/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 03:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=3485</guid>
		<description><![CDATA[Os  De Casa Que Se Exlopdam, Pois Quem Acende o Pavio É Quem Nesta Casa Chega!
Se dependesse deste sujeito que aprendeu a poupar os seus ouvidos, mesmo não escapando dos Aviões do Forró e dos Intrusos com Leite, não teria ouvido, mas escutado apenas.  Na volta da Caminhada da Penha, logo cedinho, ouvi um dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Os  De Casa Que Se Exlopdam, Pois Quem Acende o Pavio É Quem Nesta Casa Chega!</strong></em></p>
<p>Se dependesse deste sujeito que aprendeu a poupar os seus ouvidos, mesmo não escapando dos Aviões do Forró e dos Intrusos com Leite, não teria ouvido, mas escutado apenas.  Na volta da Caminhada da Penha, logo cedinho, ouvi um dos nossos velhos radialistas defender a permanência de um barraqueiro em nossa orla apenas pelo fato de o mesmo haver atendido – vejam só - ele e colegas muito bem. Tratara-nos, todo</p>
<div id="attachment_3486" class="wp-caption alignleft" style="width: 408px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/henfil-e-o-brasil.jpg" rel="lightbox[3485]"><img class="size-full wp-image-3486" title="henfil-e-o-brasil" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/henfil-e-o-brasil.jpg" alt="henfil mostrando o verde e amarelo sendo devora pelos turistas (assim mesmo) famintos de tudo e bem atendidos" width="398" height="249" /></a><p class="wp-caption-text">henfil mostrando o verde e amarelo sendo devora pelos turistas (assim mesmo) famintos de tudo e bem atendidos</p></div>
<p>orgulhoso, acrescentou, como se turistas fossem. Era como se dissesse que o pulha estava coberto de razão em diferenciar o pessoal da terra daqueles que na terra desse pessoal chegam(epa!).  Uma lástima. Por isso mesmo, entre muitas outras razões, se dependesse deste escriba, sem exceção, todos se mudariam para outra cidade, levando suas barracas sujas, feias e feitas, como assegurou o radialista nas entrelinhas, para receberem os turistas de forma diferente e melhor que os pobres não turistas desta terra <em>tabajara.<strong></strong></em></p>
<p><em><strong>Eu Sou Aquele, Mas aquele Não Sou Eu!</strong></em><