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	<title>Eu Plural</title>
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	<description>Causos &#38; Coisas &#38; Lousas</description>
	<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 19:01:28 +0000</pubDate>
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		<title>NO MEU 7 DE SETEMBRO, SOMEI MAIS 2, O TORNEI IGUAL A NOVE, E NOVE FORA ? NADEM!</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 19:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Era um menino besta e sonhador que achava que o grito que não ouvira nas margens plácidas do Ipiranga também valeria para ele. E costumava dizer para as alpargatas havaianas compradas por - lembranças que não passaram com as águas, hoje poluídas, do meu Jaguaribe - João Heráclito, o irmão mais velho, que depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]><br />
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<p><!--[endif]--><span style="color: #00ff00;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Era um menino besta e sonhador</span></span></strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> que achava que o grito que não ouvira nas margens plácidas do Ipiranga também valeria para ele. E costumava dizer para as alpargatas havaianas compradas por - lembranças que não </span></span><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/09/7-de-setembro.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5275" title="7-de-setembro" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/09/7-de-setembro.jpg" alt="" width="400" height="320" /></a><span style="color: #00ff00;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">passaram com as águas, hoje poluídas, do meu Jaguaribe - João Heráclito, o irmão mais velho, que depois dele, do grito, não do João Heráclito, que nunca mais seríamos os mesmos. Nem o menino, nem o rio Ipiranga, nem o dono do grito.</span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Por muito tempo um sujeito todo engalanado, cara forçada de homem-mau, montando um cavalo que parecia ter acabado de sair de um quadro de Pedro Américo, desfilou na passarela de sua memória. E para ilustrar mais ainda a cena, outros cavalos na sua rasteira.</span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Um grito forte e retumbante. O que era forte ele sabia. O seu pai sempre lhe falava do Forte de Santa Catarina, na cidade portuária de Cabedelo, que hoje, quase inservível, deixa todos que vão ali a ver navios. Forte ele sabia que ele era. O retumbante, não.</span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Somente anos depois, talvez por achar a palavra horrível - perde apenas para a palavra “fome” - viria saber o verdadeiro significado. E por pura implicância que nem Jung mais Freud do que nunca conseguiria explicar,  esteja o escriba usando-a pela primeira vez em suas mal-traçadas.</span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Nos anos sessenta, pés descalços, calças curtas, braços nus e nada nos bolsos ou nas mãos, por mais que ele se esforçasse, não encontrava um só significado para aquela exposição narcisista de canhões, metralhadoras, tanques, milhares de soldados pelas ruas, sérios como se fossem de chumbo. </span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Lembrando o Tex Willer, seu herói dos quadrinhos, revistinha que depois de lida por um colega professor universitário, toda semana, recebia de presente, achava que aqueles jovens vestidos de verde da cabeça aos pés formavam a nossa Cavalaria. Na frente Um Caxias, pose de duque, representando o invencível (um quase invencível, pois, todos sabem,  recebeu no rabo um Pequeno Grande Chifre) George Armstrong Custer, preparado para fuzilar qualquer um que ameaçasse a nossa soberania.</span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Os canhões nas ruas e os tanques sobre esteiras retumbantes, destruindo o calçamento e os ouvidos do menino, demonstravam o peso (leia-se medo) daquele pelotão verde como a esperança de uma democracia que não viria, como diria a minha mãe Chiquinha, de mão beijada, mas somente conquistada anos depois. Ela, a democracia, veio aos pouquinhos, em gotas, remédio indispensável à vida do povo brasileiro. Mas  uma recomendação todos traziam na cabeça: “<strong>tomar sem agitar!”.</strong></span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">A semana era da pátria, não dos brasileiros. E a pátria, desconhecendo a sua língua, não era a sua.</span></span></p>
<p><span style="color: #00ff00;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Mais tarde descobrindo as próclises, mesóclises e ênclises, escolhendo entre muitas a mais bela das sintaxes, ficou amigo das metonímias, anacolutos e, principalmente, das cacofonias. Só não gostava daquele “solés mãe gentil”. </span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">O que era, afinal, um solés? E o pai, sério como um daqueles soldados que desfilavam, respondia à queima-roupa que os seus - do menino - ouvidos precisavam melhorar. Embora cantassem “solés”, por patriotismo mesmo, deveríamos ouvir o “solo és”.Era o velho clarinetista escandindo as palavras e dividindo os tempos da música do Chico da Silva e do Manoel. </span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Independência ou Morte ou Eu Quero é Mocotó?</span></strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">A dúvida que a turma do Pasquim botava no ar, via Jaguar – todos viam -, confundia ainda mais a cabeça do menino. E olhando bem, bem que parecia. Imaginava um sujeito ressacado, usando roupa própria de quem estava </span></span><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/09/mocoto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5274" title="mocoto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/09/mocoto.jpg" alt="" width="400" height="265" /></a><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">próximo a entrar numa fria, acordando e perguntando para sua – dele – mulher se tinha conseguido a independência que sonhara ou estava só o cadáver.</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Passados os anos de chumbo, leve como uma pluma, sorrindo mesmo, lembro o menino, e assisto na parada da memória aquele desfile quase carlitiano.<span> </span>Botas maiores que os pés, farda maior do que ele e um mosquetão enferrujado no ombro. Se deu alguns tiros com ele, para sua felicidade, errou todos. Entrou no exército, esse mesmo que “desapareceu” Jerônimo, como contei outro dia por aqui, e saiu como se nele nunca tivesse entrado.</span></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Ah, ficou uma lembrança: no dia que sentou praça, como diria mais uma vez o meu Compadre Heráclito, ouviu o Zé Américo de Almeida falando, e desconheceu o escritor das belas tiradas d’A Bagaceira. Sem o auxílio da palavra escrita, exaustivamente por outros revisada, o escritor seria apenas mais um assassino da gramática. </span></span></p>
<p><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"><span style="color: #0000ff;">Ufa! Até quinta-feira, meus bens, vou desfilar!</span></span></p>
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		<title>ENQUANTO OS LADRÕES DE GALINHA ESTÃO PRESOS A CORRUPÇAO CORRE SOLTA!</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 12:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[EU PLURAL: como os meus dois leitores sabem, cheio de tudo, ando um tanto vazio de mim. E aproveitando esse vazio interior para revisa o “era uma vez o meu Jaguaribe”, estou dando um tempo ao tempo para, mais tarde, como vocês que são Inteligentes sabem, o tempo nos enterrar. 
Li esse texto aí, e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">EU PLURAL:</strong> como os meus dois leitores sabem, cheio de tudo, ando um tanto vazio de mim. E aproveitando esse vazio interior para revisa o “era uma vez o meu Jaguaribe”, estou dando um tempo ao tempo para, mais tarde, como vocês que são Inteligentes sabem, o tempo nos enterrar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Li esse texto aí, e, sábado de festa, em pleno Ponto de Cem Réis, o nosso Boca Maldita, resolvi <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/09/corrupcao.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5268" title="corrupcao" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/09/corrupcao.jpg" alt="" width="269" height="187" /></a>dividir com vocês. Mais Atual do que nunca. A censura e o medo são dois animais terríveis. A corrupção? Somente existe porque ambos existem, isto é: o corruptor e o corrompido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Mas deixemos que os mortos enterrem os seus mortos. Muitos,como estamos sentido por aí, já estão cheirando mal. E isso é mau. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Putabraço para todos e um ótimo fim de semana. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">O COMBATE À CORRUPÇÃO ATRAVÉS DOS TEMPOS<br style="mso-special-character: line-break;" /><br style="mso-special-character: line-break;" /></span></span></strong></p>
<p><span style="line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">A História Universal e a História da Literatura são ricas em episódios de escritores que tiveram participação efetiva na vida pública. Não raro, influíram para que mudanças radicais acontecessem na administração pública. E quando não fizeram muito, sacrificaram suas próprias vidas em função das causas populares.Do que se tem notícia Sócrates, filósofo grego (470-399 a. C.) preferiu envenenar-se tomando cicuta, a compactuar com a corrupção desenfreada de seus concidadãos e o primeiro prosador grego de que se tem notícia, Luciano de Samosatra, autor da célebre obra satírica Diálogo dos Mortos, para não se tornar presa fácil de homens públicos e filósofos corruptos, usou como estratégia em suas sátiras um defunto-autor, ou seja, um protagonista que vai ao Inferno para poder gargalhar e se vingar dos corruptos de além-túmulo, onde não prevalece a hierarquia temporal. Concebeu que aqui na Terra seria impossível cutucar os blindados e arquivados, sem pagar alto ônus.</p>
<p>Cícero (106-43 a. C), célebre escritor romano, cônsul de maior trânsito no Senado, amigos de César e inimigo de Marco Antônio, ao descobrir uma conspiração de um dos homens mais corruptos a que o Senado romano já assistiu, Lúcio César Catilina, só conseguiu tirá-lo de sob o tapetão de lama e sangue com As Catilinárias, cartas que, lidas no Senado Romano, foram decisivas para a incriminação de Catilina e de seus pares.<br />
Quem conhece a história de Cícero sabe por que ele foi cognominado Pai da Pátria. Por ordem do Imperador Marco Antônio, Cícero foi proscrito e assassinado.</p>
<p>Na Inglaterra, o escritor e filósofo Thomas Morus foi decaptado em 1535, por ordem do rei Henrique VIII, por não reconhecer-lhe o poder espiritual e não compactuar com sua vida corrupta e fraudulenta. Morus era chanceler e amigo do rei, porém era um homem de caráter incorruptível.</p>
<p>Um dos mais geniais filósofos e escritores italianos, Giordano Bruno (1550 – 1600) foi queimado vivo por ordem do Tribunal da Inquisição da Igreja Católica por ter tido a coragem de combater o escolasticismo, opor-se à hipocrisia e corrupção generalizada dos bispos.<br />
Antes de Bruno ser queimado vivo, na prisão cortaram-lhe a língua e fizeram-no percorrer as ruas de Roma amordaçado e sangrando, algemado nas mãos e nos pés.</p>
<p>Durante o processo da Revolução Francesa (1789) inúmeros escritores foram presos na Bastilha a mando de Luís XV ou XVI, inclusive Voltaire. Montesquieu e Rousseau também foram perseguidos e Lavoisier, executado. Mas ele, o rei, veio a pagar por seus crimes de corrupção com a morte. Seu substituto imediato, seu filho, desapareceu sem deixar rastros.</p>
<p>No Brasil, durante a Inconfidência Mineira vários escritores foram condenados à morte, em 1789, entre eles Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto.</p>
<p><span style="line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Daí percebe-se que a censura que hoje se quer impor à Imprensa e a escritores não é algo gratuito, tem fundas raízes no maquiavelismo secular de políticos que têm nos educadores, jornalistas e escritores, quando não os elogiam, adversários e não parceiros da opinião pública. A censura, como já alertamos em recente postagem, deve ser combatida com denodo, coragem e determinação por todos os cidadãos que desejam ver o Brasil passado a limpo. É, portanto, tarefa de todos nós!</p>
<p></span></span></p>
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		<title>E UM ANJO TORTO, NADA MORTO, TIROU  UM SARRO: VAI, 1 BERTO, LEMBRAR O TEU BAIRRO!</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 11:06:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu nasci um anjo torto desses que andam por aí ensaiando novos voos deve – com certeza disse - ter dito para este escriba: &#8220;vai, 1 Berto, vai viver por aí morrendo saudades do teu Jaguaribe pela Foi profético como devem ser todos os anjos. Sabia esse sujeito alado que o meu bairro Jaguaribe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu nasci um anjo torto desses que andam por aí ensaiando novos voos deve – com certeza disse - ter dito para este escriba: &#8220;va<strong>i, 1 Berto, vai viver por aí morrendo saudades do teu Jaguaribe pela </strong>Foi profético como devem ser todos os anjos. Sabia esse sujeito alado que o meu bairro Jaguaribe não demoraria muito em virar apenas uma fotografia desbotada na parede da minha memória. Embora não fosse mau esse anjo que me acompanha, nunca o foi, mas leal, amigo e companheiro, me fez um mal danado.</p>
<div id="attachment_5263" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/09/caricatura-de-humberto-de-almeida.jpg"><img class="size-full wp-image-5263" title="caricatura-de-humberto-de-almeida" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/09/caricatura-de-humberto-de-almeida.jpg" alt="cariatura do escriba na visão do chargista/cartunista régis soares!" width="350" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">cariatura do escriba na visão do chargista/cartunista régis soares!</p></div>
<p>vida!&#8221;.</p>
<p>Anos depois, vinte ou vinte anos mais cinco ou dez, ou menos do que isso, passo hoje pelo meu bairro e descubro que pouco conheço/reconheço desse bairro que foi um dia já foi meu. É triste. Tristíssimo. Difícil não sendo de Jaguaribe imaginar o tamanho dessa tristeza. Dapenha, somente para lembrar, o meu irmão querido, meio profético, metade desse anjo do qual falei aí em cima, costuma dizer que um dia esse bairro, o meu, ainda reconhecerá o amor deste filho seu (rimou e ficou bonito, não?).</p>
<p>Sigo com os olhos interrogativos em forma de anzol e pesco o que restou dessa doída lembrança. A Escola Técnica, velha Industrial, o meu sonho de consumo estudantil. O Campo da Vila, antigo ABC, onde ensaiei os primeiros chutes a gol e, mesmo sem lembrar o mais bonito, pois, foram tantos e incontáveis, são todos belos para mim, ainda balançam a rede da saudade. Fiz muitos. Se não fiz 1000, como hoje estamos na moda do &#8220;mil meu, com mil teu&#8221; – saudades! - os poucos que fiz valeram por milhões!</p>
<p>E como esquecer das antológicas peladas entre as equipes do Cu de Calango – o dicionário insiste que eu troque o cu por ânus, não troco. Ah, e esse campo, podem anotar, nunca troquei nada (risos) - e Senado, comecinho de tarde, no campo do ABC?</p>
<p>Em menino ainda, pernas finas e braços nus, nada no bolso nem nas mãos, fazia parte da primeira turma, aquela chamada de &#8220;esfria sol&#8221;. Mas, só um pouco mais crescidinho, Toinho, o irmão craque de Tiquinha, esse, o dono do time, insistiu com o dono, Tiquinha, o seu irmão, e, logo, logo, estrearia no &#8220;time de cima&#8221;. Uma realização!</p>
<p>Outro dia encontrei o Toinho, vencido no campo da vida, e, olhos distantes, orgulhosamente, confessou na mesa de bar: &#8220;<strong>Quem lançou Beto</strong> (não me chamou de 1 berto) <strong>no &#8220;time de cima&#8221;</strong> <strong>do Guarani</strong> (era o seu nome), f<strong>ui eu</strong> (sic)! &#8220;. Não foi preciso, mais uma vez, agradecer. Sempre fui agradecido por essas e outras coisas grandes da minha pequena infância.</p>
<p>Como esquecer das peladas apostadas entre Gilberto Capado e Marcos Mãozinha? Eram os nossos Fla e Flu! Clássicos! Pois bem. Nasci ali, na Vila dos Motoristas, um &#8220;motoristas&#8221; que engoliu o nome próprio daquela praça e que ninguém nunca reclamou. Ah, sem modéstia à parte, meus senhores, eu sou da vila!</p>
<p>No sábado passei pela casa que era minha. Desculpem. Pela casa que sempre foi minha. Lembro que dia desses, passei por ela, por essa casa que sempre foi minha e, sem que eu fosse avisado, vi que o morador que se arvorara a ser dono dela, a colocara à venda. Sacrilégio! Ó Ledo Ivo engano dele! A casa onde eu nasci e de lá saí direito da barriga de Dona Chiquinha para o mundo, vasto mundo, chamando-me 1 Berto, uma rima que os ouvidos não conseguem captar, não tem preço!</p>
<p>Mas como também esquecer a rua? Já foi chamada, se a memória não me prega mais uma das suas de Maria Eulina. No dia da saída da barriga dela, cujo nome vocês sabem e não preciso mais dizer, já era – dona Chiquinha, não, ela sempre foi, a rua – batizada (ou rebatizada, vejam aí) de 12 de Outubro. Nasci na casa de número 950. Foi ali mesmo, em casa, à moda antiga, Macunaíma nada preguiçoso, consumidor de arte e bom caráter – desculpem a falta de modéstia – que a barriga de Dona Chiquinha me deu à luz para iluminar, como ainda hoje, continua iluminando, graças a Deus e, claro, a ela, esta vida onde somente tenho para agradecer. A casa, lembro, era uma frente somente jardim e um quintal semente e pomar. Foi ali – são tantos os Ali, mas nenhum <span style="font-family: Arial;">Muhammad </span>– também que aprendi, passo a passo, os primeiros passos com o Compadre Heráclito.</p>
<p>A Mata do Buraquinho era a minha Amazônia. Parece não ter fim. Começava ali, por trás do Sitio de Dona Zaíra, e, como imaginava ser o arco-íris, não tinha mais fim. Era como a Felicidade do Lupicínio Rodrigues. O seu fim ficava pra lá do fim do mundo.</p>
<p>Um dia ouvi o meu amigo Livardo Alves chamá-la de &#8220;minha casa&#8221;. Não senti um só pouquinho de inveja - tinha o meu Campo da Vila. E, se não bastasse, toda a Escola Industrial, onde, comecinho da tarde, olhava pelo buraco do muro que a o lance das meninas, lindas, todas vestidas de azul.</p>
<p>Mas a Mata do Buraquinho, como sempre fora assim minha conhecida, nada de Mata Atlântica ou nome outro que lhe dessem, era uma mata de um só dono só. E esse dono, no fundo, bem no fundo (da mata, não, dele), ele sabia. Pertencia mesmo a um negro alto e elegante, voz de tenor, conhecido por João Dantas. Anos depois, o entrevistaria, entre risos e belas recordações, na minha sala de trabalho.</p>
<p>Mas, se Mata do Buraquinho não foi casa minha, foi o meu desconhecido, a minha caverna escura e fria, onde, sem fio o de Ariadne para me guiar na volta, temia encontrar o Minotauro. Se não era a minha floresta encantada, só pelo desconhecido, encantava-me com ela todo o dia.</p>
<p>Ufa! Como esquecer as jacas ainda &#8220;de vez&#8221; que Tota, o meu irmão-herói que foi morar n’outra cidade, tirava e enterrava em local que somente ele conhecia?! E quem, mesmo sabendo o local onde o seu &#8220;tesouro&#8221; estava enterrado, sabendo a quem era Tota, mexeria no tesouro seu?</p>
<p>Mesmo que não interesse aos meus dois leitores, um dia ainda dedicarei muitas mal-traçadas a Tota, o meu herói. Afinal, Tota era – e continua sendo - Jaguaribe e Jaguaribe, lembrando o resto da família, continua sendo todos nós.</p>
<p><strong>Pausa.</strong>Se o Tejo do Fernando Pessoa deságua no mar, o meu Jaguaribe, onde as onças, belas onças matavam a sede, deságua dentro do meu peito jaguaribense. E por isso, sempre que lembro dele, sou todo água.</p>
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		<title>TIRANDO DO FORNO DAS PALAVRAS E PENSAMENTOS FRASES UM TANTO MUSICAIS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/01/09/2010/tirando-do-forno-das-palavras-e-pensamentos-frases-um-tanto-musicais/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 10:07:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[
 Porque amanhã é quinta!
Hoje, quarta-feira, como todos vocês sabem, com exceção, claro, doS que andam perdidos no tempo, amanheci com uma vontade da gota serena de cometer um daqueles &#8220;vomitados poemas Mas seria um poema como aqueles do Quintana, o Mario, curtinho e direito como um soco d Cassius Clay. E QUE SAÍSSE rápido como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"> <span style="font-size: small;"><em><span style="color: #ff00ff;">Porque amanhã é quinta!</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small;"><em>Hoje, quarta-feira, como todos vocês sabem, com exceção, claro, doS que andam perdidos no tempo, amanheci com uma vontade da gota serena de cometer um daqueles &#8220;vomitados poemas </em><span style="font-size: small;">Mas seria um poema como aqueles do Quintana, o Mario, curtinho e direito como um soco d Cassius Clay. E QUE SAÍSSE rápido como a língua do lagarto na pescaria diária - ou noturna - dos insetos preferidos.</span><font style="font-size: small;" size="3"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small;"> </span><span style="font-size: small;"><span style="color: #ff00ff;">POEMANDO</span></span></p>
<div><span style="font-size: small;">Entrei na vida pela porta da frente</span></div>
<div><span style="font-size: small;">- toc, toc, toc</span></div>
<p><span style="font-size: small;"></p>
<div id="attachment_5256" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/09/humberto-nas-telhas"><img class="size-full wp-image-5256" title="humberto-nas-telhas" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/09/humberto-nas-telhas" alt="vocês lembam: escrevo tudo que dá na telha!" width="320" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">vocês lembam: escrevo tudo que dá na telha!</p></div>
<p>puxando a descarga, respondi:</p>
<div></div>
<div><span style="font-size: small;"></span></div>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">- procura, outro!</p>
<p>Tem gente!</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">ACORDA, PREFEITO, A CORDA!</span></p>
<p>Tem ex-prefeito por aí prometendo morrer como Tiradentes, se o adversário vencer. O mesmo mal do Tiradentes - estão dando corda demais para esses sujeitos que andam com os seus rabos presos, e não merecem esse tipo de corda. A corda é outra. Aquela que todos devem dar para ficar livres dele. Acorda, rapaz!  corda está aí pra isso mesmo!</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">Dilma versus obdúlio</span></p>
<p>Que me desculpem o obdúlio Varella e outros simpatizantes da cria do lula. Mas a prepotência e arrogância da Dilma parecem crescer junto com os pontos que do ibope. A mulher não precisa nem SE esforçar para isso: Está na cara.  É dela. Ninguém tasca, nem o lula, ela foi a primeira. E o pior, o mais pior, como diria o mau-caráter Luiz vieira, segundo o João do Valle, é que antes da suposta vitória estão dividindo o butim&#8230; Seria isso mesmo?</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">JORNAL VIA INTERNET</span></p>
<p>O povo, não, pois, vocês sabem que  povo não lê nem assina jornal. Mas confesso que não estou ainda acostumado com essa história de assinar jornal ou revista para Le-los (achei legal, mas não leiam como &#8220;paralelos&#8221;) via internet. Sinto-me Assim meio bobo. Ou bobo e meio. Vejam La. Ler por essa via, por via das dúvidas, deixa sempre o sujeito com aquela impressão de que está sendo roubado. Prefiro o papel. Desde que não seja o safado.</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">Uma gaga sem o penio!</span></p>
<p>Leio que um sujeito batizado de Penio (com sem acento e com o no final) está procurando quem faça a sua cara a cara de lady gaga. Uma boa medida inicial seria alterar o seu (dele) nome de batismo. Ou seja, tirar o penio, que, por lá, acredito, se escreva assim mesmo.</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">É CLARO QUE É ANAHY!</span></p>
<p>Na próxima semana, anahy claro, uma das nessas boas intérpretes, estará dando um show, cujo cachê, ou seja, os ingressos vendidos, serão (pra que mentir?) – mais uma ajuda para essa artista que como tantos outros são considerados pelas nossas autoridades culturais quebra=galhos para seus projetos de vida. Por que de vida? Porque são Uma maneira fácil de justificar os gastos inúteis com tantas coisas realmente inúteis que produzem e constroem. Assim, que os meus dois leitores, se puderem, me acompanhem (depois darei as informações necessárias).</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">Mineiro, pau, minerô!</span></p>
<p>A sorte foi lançada: os pensadores de fora, no caso dos mineiros chilenos, visando levantar o astral dos que estão lá dentro, vão enviar alguns jogos para que eles se divirtam, enquanto seus lobos não vem. Eu, sinceramente, para levantar o astral, mandaria a ultima playboy de Larissa riquelme.</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">LAN HOUSE MINEIRA!</span></p>
<p>E por falar nos pobres e fechados (provaram que não são tão fechados assim) mineiros chilenos, essa de mandar jogos e vídeos games enquanto o socorro não vem, vão transformar acabar transformando aquele lugar numa verdadeira mina para os viciados em jogos. Uma lan house a setecentos metros abaixo do mar.</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">A ajuda vem do alto!</span></p>
<p>Depois de pensar um pouquinho, uma vez eu sou meio burro para entender certas coisas, entendi, finalmente, o porquê dos livros de auto-ajuda: lá embaixo, eles estão consciente, a salvação vem do alto!</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">SERIA SUICÍDIO?</span></p>
<p>Achei legal a conclusão dos peritos que periciaram (aprendi com o repórter) o corpo do professor encontrado degolado em Ca jazerias e concluíram, após criterioso estudo, que estava afastada a possibilidade de suicídio. Uma beleza de conclusão! Só não escrevi sem Pé nem cabeça porque os pés estavam no mesmo lugar e a cabeça, essa que poderia ter sido resultado do suicídio desse samurai, muito perto deles.</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">Nosso plural na hora certa!</span></p>
<p>Descobri, através dos meios criados pela isso, que os meus dois leitores acessam o nosso eu plural entre as oito e nove horas da manhã. É horário pico, como dizem. Assim, todos os dias, embora o meu pique não tenha hora pra começar, pois, afinal, estou sempre com a minha, ou melhor, com o meu pique em dia, estou cometendo as minhas mal-traçadas antes disso. Essas, por exemplo, estão saindo agorinha (gosto desse diminutivo) do forno das palavras e pensamentos.</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">LUZIA DO QUELYNO!</span></p>
<p>Aproveito as mal-traçadas de hoje, quarta-feira, como vocês estão sabendo desde o início destas cada vez mais mal-traçadas, para mandar o meu solidário abraço a Luzia, companheira fiel do meu amigo e poeta quelyno, que se encontra passado por uma fase de recuperação, lembrando que no final, como aquela frase bonitinha e tão comum citada pelo Fernando Sabino, tudo vai dá certo. E se não deu certo, que o meu amigo quelyno saiba, não chegou ao final&#8230;</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">CHICO CÉSAR: A TROCA!</span></p>
<p>Até hoje não entendi a troca que o Chico césar, bom compositor e sofrível cantor, fez na sua carreira (essa carreira aí é de trajetória, entendam, Chico tem, realmente, uma bela trajetória) de compositor, bom, e cantor, sofrível. Não entendi. A primeira vista até pensei que entendi. Agora, perdido, tão cedo, acredito, ele vai s e encontrar. .</p>
<p><span style="color: #ff00ff;">POETANDO</span></p>
<p>Antes do primeiro amor sofrido</p>
<p>A dor por nunca ter amado</p>
<p>Depois do primeiro amor achado</p>
<p>A dor maior pelo amor perdido</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<div></div>
<p></span></span><span style="font-size: small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"> </p>
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		<item>
		<title>AS ULTIMAS FRASES PODEM SER AS PRIMEIRAS A ENTRAR NA  HISTÓRIA!</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 21:47:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pablo Neruda, o mais conhecido dos poetas chilenos, e para muitos o único conhecido, escreveu um livro de memórias cujo titulo ficou mais conhecido que o próprio livro. O mesmo que acontece com o Eu do nosso Augusto dos Anjos. É somente o sujeito, sóbrio ou embriagado de vodka, preferido assim a não morrer de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pablo Neruda, o mais conhecido dos poetas chilenos, e para muitos o único conhecido, escreveu um livro de memórias cujo titulo ficou mais conhecido que <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/frases.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5250" title="frases" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/frases.jpg" alt="" width="360" height="280" /></a>o próprio livro. O mesmo que acontece com o <strong>Eu</strong> do nosso Augusto dos Anjos. É somente o sujeito, sóbrio ou embriagado de vodka, preferido assim a não morrer de tédio, confessar que viveu, para o colega ao lado responder, mesmo sem nunca ter lido uma só frase do livro, que lembrou o Neruda.</p>
<p>Mas a verdade é que o sujeito, sentindo que está passando pelo tempo, e ele, o tempo, ficando cada vez mais o moço, e ele, o sujeito, mais velho, costuma às vezes perguntar se realmente está vivendo, ou se não tenha vivido todo esse tempo em vão. Tudo bem que viver, lembrando outro poeta, esse português, cantado em versos e provas, não se tendo a alma pequena, vale, sem discriminação, a pena. Agora, que vale a pena questionar esse viver, também vale.</p>
<p>Nunca me vi nem imaginei que os outros me vissem um dia, no último dos muitos dias que ainda terei pela frente, pois, os passados eu não conto, dizendo a minha última frase, e entrando para história pela frase derradeira que disse. Porém, se não fosse tão original, tipo de não admitir sequer cópia das próprias fotografias, bem que eu gostaria de deixar esta vida - e existe outra? - com a frase que fora deixada por Voltaire, o filósofo francês, que ao ser aconselhado pelo padre que renegasse o demônio, não vacilou:<strong> &#8220;Tudo bem, padre, esta não é uma boa hora para se fazer inimigos!&#8221;. </strong>Foi ou não genial? Voltando, com certeza, Voltaire não escolheria outra. Perfeita!</p>
<p>Mas a última frase do viajante deve sair sem a marca da frase-feita. Fica mais bonita. Mais natural Nada de epitáfios como <strong>&#8220;Aqui Jaz um amante do Jazz&#8221;</strong>;<strong> &#8220;Morreu de repente: era um repentista&#8221;</strong>, ou <strong>&#8220;Enfim duro: sofria de disfunção erétil&#8221;</strong>. Não valem frases assim. A última frase tem que sair acompanhada do último suspiro. Se depois de uma boa frase o viajante inventar de acrescentar alguns predicados ao sujeito que se despede, melou tudo, pois, sem tempo para inventar outra melhor, pode ficar certo que logo será esquecido.</p>
<p>Johann Wofgang Von Goethe, grande poeta, senão o maior da língua alemã, autor do mais famoso e muito citado e pouco lido Fausto - existem outros -, aquele do pacto com Mefisto, com medo da escuridão que os de mudança para outra cidade enfrentam pelo caminho, morreu pedindo mais luz. Há controvérsias, mas que ele pediu socorro a Luz, pediu. Uns dizem que pediu para deixá-la entrar – <strong>&#8220;Deixem entrar a luz!&#8221;</strong> -, outros, por sua vez, que perdido na escuridão do caminho, balbuciou<strong> &#8220;Luz! Luz! Luz!&#8221;.</strong> E nada mais disse. Porém, se perguntado, teria sido inútil. A luz apagou.</p>
<p>Uma morte sem uma grande frase. Muito pequena para tamanho do poeta e escritor. Na verdade, o que não afirmo, porque não posso provar, é que Goethe não estava nada preocupado com a conta da luz. Ora, se a próxima conta ficaria para os que vivos ficaram, por que pensar em economizar? <strong>&#8220;Saiam da frente e deixem a luz entrar! Luz, quero luz, sei que além das cortinas são palcos azuis!&#8221;</strong> Mesmo assim não foi uma saída fausta. Muito fraquinha.</p>
<p>Mas, entre as muitas últimas frases que conheço, sem morbidez, uma entrou na minha história para nunca mais sair. Embora usada e abusada e muitas vezes estuprada em nome de uma liberdade de papel, a frase da Madame Roland não rolou pela ladeira do tempo em direção ao esquecimento: <strong>&#8220;Ó liberdade! Quanto crime se comete em teu nome!&#8221;.</strong> É bonita ou não é? Agora imaginem sendo ouvida e proferida em sua língua pátria - &#8220;O Liberté, que de crimes on commet en ton nom!&#8221; -, pouco minutos antes de ser guilhotinada. Pois é. São frases assim que valorizam o personagem. Pense na sua. A minha, assim como<strong> O Meu eu Jaguaribe e Eu,</strong> sem a pressa por um lugar no futuro, ainda está no prelo.</p>
<p>Uma frase final? Morri. Agora fiquem certos que vou mudar de vida</p>
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		<item>
		<title>VÁ SEM LENÇO A TAMBABA, PAGUE, NÃO LEVANTE A CABEÇA,  NEM MOSTRE OS SEUS DOCUMENTOS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/29/08/2010/va-sem-lenco-a-tambaba-pague-nao-levante-a-cabeca-nem-mostre-os-seus-documentos/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 10:11:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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Você já foi à Tambaba, esse recanto – é cada rego e canto que não se imagina - cantado em versos cheios de prosa como a primeira praia nordestina liberada oficialmente para o nudismo? Se ainda não foi e resolver ir, prepare-se: ali tudo é caro! Os olhos do c&#8230; , desculpem da cara.  E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5246" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/burro-sorrindo.jpg"><img class="size-full wp-image-5246" title="burro-sorrindo" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/burro-sorrindo.jpg" alt="o sorriso de desprezo do burro que vai à tambaba e paga para ficar nu..." width="150" height="104" /></a><p class="wp-caption-text">o sorriso de desprezo do burro que vai à tambaba e paga para ficar nu...</p></div>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Você já foi à Tambaba, esse recanto – é cada rego e canto que não se imagina - cantado em versos cheios de prosa como a primeira praia nordestina liberada oficialmente para o nudismo? Se ainda não foi e resolver ir, prepare-se: ali tudo é caro! Os olhos do c&#8230; , desculpem da cara.  E se o sujeito, por enquanto vestido, não tiver cuidado, é capaz de perde até a roupa do corpo. Pois bem.  Eu fui.  Logo na entrada para aquela área onde a nudez é proibida e a roupa obrigatória, tive que desembolsar um dinheirinho (?) para uma tal de Sonata, sociedade lá dos homens e mulheres nuas, principalmente essas últimas, que nunca vi tão gordas.<br />
</em></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>A placa de contramão (acho uma contramão o cerceamento da liberdade do sujeito, nu ou vestido adentrar, como diria um técnico de futebol, uma área pública) está logo na entrada: carro paga isso e moto, que não é carro e isto eles sabem, paga aquilo. Assim, pecadores ou inocentes, indistintamente, pagam.   Se não decorei o resto, por exemplo, o preço da entrada de um caminhão ou ônibus, foi porque os preços das motos e carros foram suficientes para este escriba, puto com exploração, já se sentir (cacófato? é&#8230;) explorado.<br />
</em></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Ora, o que Tambaba tem que as outras praias não tem? Se for para ver mulher nua, prefiro a Vera Fischer, mesmo caindo aos pedaços, posando para Playboy. Mas, com todo o respeito, a nossa Tambaba está cheia até as ondas de barangas. Claro que algumas escapam, algumas.  Mas, no geral, a Dercy Gonçalves, se viva estivesse, seria rainha se por ali chegasse.<br />
Outra coisa.  Mesmo sem a intenção de denunciar, farei questão de contar. Vi várias motos entrando de mato adentro, cortando atalhos e caminho, para desaguarem (gostei) bem na beirinha da banda – não confundir com bunda - do nudismo. Um motoqueiro para ter acesso a uma praia que é sua pagar quase o preço de um litro de gasolina que lhe dá autonomia, dependendo da moto, para quase 40 quilômetros de estrada? Tão brincado! Fizeram bem. Se o caminho permitisse também teria feito o mesmo com o meu Sedan.<br />
</em></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>O porteiro da Praia de Tambaba – praia com porteiros é o cúmulo da falta de respeito aquele direito do qual falei no segundo parágrafo -, muito bem vestidos para uma praia de nudismo, pois, se presidente eu fosse dessa tal Sonata determinaria no máximo uma cueca samba-canção, ao entregar-me o “ingresso para entrar na praia”, notando o meu mal-estar em ter que pagar para tomar um simples banho de mar, foram sinceros e solidários: “nós também achamos uma exploração!”.  Concluíram com aquele ar famoso de “fazer o quê se eles são os donos da praia?”<br />
</em></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Só não disse ao porteiro da Praia de Tambaba que ele estava equivocado porque, com certeza, se ele conhecesse a situação da nossa Praia da Penha, que não é de nudismo, mas, em virtude do baixo poder aquisitivo da maior parte de seus freqüentadores, pode ser considerada “quase”, uma vez que são muitos os rotos e quase todos nus, ele teria panos para as mangas.<br />
Sinceramente. Sem querer, sem querer mesmo, lembrei aquela vergonha da “privatização” de uma área, a beira-mar, quase do tamanho de um campo de futebol. No caso dele, do porteiro, respeitei: estava sendo pago para isso mesmo.  Ou seja - explorar aqueles incautos vestidos e sem intenção de mostrar os seus documentos em praia pública, embora estando a dita cuja privatizada. E olhem que não tenho nada contra quem acha uma boa mostrar a sua - dele – bunda e adereços cabeludos ou pelados.<br />
</em></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Fui à Tambaba, voltei vestido, e com os meus documentos naturais. Não os expus. E confesso até que ainda pensei. Mas depois que vi o desfile de um “índio” com a cara mais sacana do mundo vestido com um tapa-sexo menor que um bandeide (sic), feito de rede de pescar ou coisa parecida, usando, ainda, um fio dental, minúsculo fio dental, entrando lá na bunda dele do começo da regada a parede dos testículos, pensei mais ainda. Achei que tudo ali era carnaval.  E, também, que éramos todos uma só tribo.<br />
</em></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><em>Mas com a permissão da Sonata, vou terminar deixando a minha sugestão: com o valor que está sendo cobrado – e pago - por um ingresso, ao visitar a Praia de Tambaba, além do banho com os documentos expostos ao sol, o sujeito não deveria também ter direito a um “bacalhauzinho” molhado?</em></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>MAIS UMA POLIGAMIA QUE DESAGUA NO TEJO DO LIVARDO ALVES</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/27/08/2010/mais-uma-poligamia-que-desagua-no-tejo-do-livardo-alves/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 08:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz um bom tempo. E um tempo que realmente era bom. O dia, mês e ano, por motivos óbvios e ululantes, ficaram na memória: a dedicatória foi datada. O dia da semana, talvez, um chute que agora dou, pois não faço cálculos de cabeça,
mas com a cabeça, nem quero consultar o Google, tenha sido uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz um bom tempo. E um tempo que realmente era bom. O dia, mês e ano, por motivos óbvios e ululantes, ficaram na memória: a dedicatória foi datada. O dia da semana, talvez, um chute que agora dou, pois não faço cálculos de cabeça,</p>
<div id="attachment_5241" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/livardo-alves-e-orlando-tejo1.jpg"><img class="size-full wp-image-5241" title="livardo-alves-e-orlando-tejo1" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/livardo-alves-e-orlando-tejo1.jpg" alt="a do tejo, não. mas a fotografia do livardo alves x galinha é deste escriba!" width="400" height="195" /></a><p class="wp-caption-text">a do tejo, não. mas a fotografia do livardo alves x galinha é deste escriba!</p></div>
<p>mas com a cabeça, nem quero consultar o Google, tenha sido uma sexta-feira. Talvez, repito. O local, porém, como todos desconfiam, foi lá mesmo, no velho Ponto de Cem Réis, o seu “escritório”, como ele, Livardo Alves, costumava chamar aquele espaço.</p>
<p>Sempre encontrava os dois. Orlando Tejo, magro e quase sempre de branco, a mesma cor que gosto de espalhar nesse suposto dia, sexta-feira, todo Sherlock Holmes, empunhava o seu inseparável cachimbo.  E Livardo Alves, que, nesse dia, sem os óculos que usava mais como charme que por necessidade, meio tipo John Lennon, contava mais uma de suas “paradas”. Naquele dia, o livro ainda novinho em páginas, recém lançado, Orlando levara para presentear o parceiro. “Que legal, cara!”. Somente isso. Livardo era sucinto em suas expressões festivas.</p>
<p>O livro era “As Noites do Alvorada – Via Crucis do Caboclo Misterioso”. Um título que, a primeira vista, parecia ter ficado entre o mote e o repente tão conhecidos do seu autor. E, se não bastasse, numa singela homenagem ao seu invento mais famoso, o Zé Limeira, aquele absurdo poeta, logo abaixo, Orlando citava uma de suas máximas, isto é, do seu espetacular invento: “Quem for podre que se quebre, diz o Novo Testamento”.</p>
<p>Hoje, 12 anos depois do encontro desses dois artistas, um morando noutra cidade e o outro, doente, fazendo uma triste e indesejada parceria com um tal de Alzheimer, no Recife, olho para o livro que dorme na minha estante, apenas um entre os muitos que recebi, após sua partida, - a do Livardo - de sua velha companheira, Anita, achando que estariam bem guardados, como de fato, sem nenhum cabotinismo, estão, e, mais uma vez, sorrio com a dedicatória ao amigo: “Livardo Alves – Preclaro/Compositor e Poeta/Que da canção faz-se esteta/E constitui Caso Raro/E que tem divino faro/Por ser cristão verdadeiro/E meu melhor companheiro/Na Paraíba do Norte/Receba o abraço forte/Do seu humilde parceiro”.</p>
<p>O livro do Tejo, editado pela Cia Pacífica, em 1997, embora gostando muito das coisas dele, desde a primeira leitura, o achei sem a marca do autor. Um forçar de barra.  Sobre o dito cujo, Ariano Suassuna, sem papas nem bispo ou arcebispo na língua, principalmente, esse último, diz tudo que este escriba, dias depois, diria para o compositor de Doces Ervas (“Eu plantaria um pé de erva-doce, se dono dessa terra eu fosse&#8230;”): o excessivo engajamento da poesia a serviço da sátira política terminou prejudicando a poesia.<br />
 </p>
<p>Fazendo as contas, nascido em 1935, portanto, hoje, com 75 anos, nesse encontro, em 1998, aos 63 anos, ainda forte como um Zé Limeira, Orlando não estava tão inspirado. A dedicatória, para um sujeito que despertou muita gente para O Meu – o nosso - País com uma beleza de poema (Um país onde as leis são descartáveis/Por ausência de códigos corretos/ Com quarenta milhões de analfabetos /E maior multidão de miseráveis) que já li/ouvi muita gente boa escrever/dizer que gostaria ter feito o dito cujo, foi fraquinha, trôpega, rimas titubeantes e metrificação insegura.</p>
<p>Mas, no final, após as necessárias trocas em miúdos, sabendo como nenhum outro os mistérios da “poligamia”, hoje, relendo a dedicatória e lembrando os mares de poesia que desaguaram no Tejo, tudo o mais é relevante. Sendo assim, salve o Tejo, e O Meu Jaguaribe e Eu!</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A PRESENÇA DE ESPÍRITO NUNCA SERÁ UMA PROVA FÍSICA DE QUE O ESPÍRITO ESTÁ PRESENTE!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/25/08/2010/a-presenca-de-espirito-nunca-sera-uma-prova-fisica-de-o-espirito-esta-presente/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 19:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[Coisas do Escriba: Lembro o dia em que alguns colegas de trabalho, todos muy amigos, quiseram sacanear com a sua – a dele, do escriba – cara, desrespeitando os seus cabelos embranquecidos
prematuramente, justamente no dia em que ele aniversariava. Lá vem ele, cochicharam entre sim, vamos sacanear com a cara dele. Mas, infelizmente, ou felizmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Coisas do Escriba</strong>: Lembro o dia em que alguns colegas de trabalho, todos muy amigos, quiseram sacanear com a sua – a dele, do escriba – cara, desrespeitando os seus cabelos embranquecidos</p>
<div id="attachment_5230" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto_pela_metade2.jpg"><img class="size-full wp-image-5230" title="humberto_pela_metade2" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto_pela_metade2.jpg" alt="... é que, mesmo pela metade, narciso acha feio o que não despentelho..." width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">... é que, mesmo pela metade, narciso acha feio o que não despentelho...</p></div>
<p>prematuramente, justamente no dia em que ele aniversariava. Lá vem ele, cochicharam entre sim, vamos sacanear com a cara dele. Mas, infelizmente, ou felizmente pra o escriba, somente tentaram. Ao se aproximar das sacaneadoras, eis que de repente, uma, aquela mais atilada, perguntou ao escriba que, se vocês não sabem, está sempre na posição de alerta:</p>
<p>- <strong>Oi, Doutor 1 Berto, como é que o senhor ainda faz “ânus”?</strong></p>
<p>E o escriba, sem pensar duas vezes, à queima-roupa, “gentilmente” respondeu: -</p>
<p>-  <strong>E COMO!</strong></p>
<p>O silêncio gritou mais forte.</p>
<p>Contando esse caso aí de cima somente para ilustrar, passo aos meus dois leitores, hoje, o astral lá no alto, como o coração, essas tiradas geniais de geniais sujeitos. Divirtam-se. Mas, por enquanto, nunca esqueça: o riso ainda é livre! 1 berto de almeida, também conhecido, como Humberto de Almeida</p>
<p>************************************************************</p>
<p> Na Câmara, ainda no Rio, quando seu presidente Ranieri Mazzini deu a palavra a Carlos Lacerda, representante do Distrito Federal, o deputado Bocaiúva Cunha foi rápido e gritou ao microfone, sob os risos do plenário: - Lá vem o purgante! Lacerda, num piscar de olhos, respondeu:</p>
<p><strong>- Os senhores acabaram de ouvir o efeito! (Muito mais risos, até dos adversários&#8230;)</strong></p>
<p>************************************************************</p>
<p> Certa vez, Einstein recebeu uma carta da miss New Orleans onde dizia a ele:</p>
<p>-  “<strong>Prof. Einstein, gostaria de ter um filho com o senhor&#8230; A minha justificativa se baseia no fato de que eu, como modelo de beleza, teria um filho com o senhor e, certamente, o garoto teria a minha beleza e a sua inteligência&#8221;.</strong></p>
<p> Einstein respondeu: “<strong>Querida miss New Orleans, o meu receio é que o nosso filho tenha a sua inteligência e a minha beleza&#8221;. </strong></p>
<p>************************************************************</p>
<p>Quando Churchill fez 80 anos um repórter de menos de 30 foi fotografá-lo e disse</p>
<p>: - <strong>Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos&#8230;</strong></p>
<p>Resposta de Churchill: - <strong>Por que não? Você me parece bastante saudável&#8230;</strong></p>
<p> ************************************************************</p>
<p>Telegramas trocados entre o dramaturgo Bernard Shaw e Churchill, seu desafeto. Convite de Bernard Shaw para Churchill:</p>
<p>-  &#8221;<strong>Tenho o prazer e a honra de convidar digno primeiro-ministro para primeira apresentação minha peça Pigmaleão. Venha e traga um amigo, se tiver</strong>.&#8221; Bernard Shaw.</p>
<p> Resposta de Churchill: &#8220;<strong>Agradeço ilustre escritor honroso convite&#8230; Infelizmente não poderei comparecer primeira apresentação. Irei à segunda, se houver</strong>.&#8221; Winston Churchill.</p>
<p> *****************************************************************</p>
<p>O General Montgomery estava sendo homenageado, pois venceu Rommel na batalha da África, na 2ª Guerra Mundial. Discurso do General Montgomery:</p>
<p>- &#8216; <strong>Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói &#8216;</strong>.</p>
<p> Churchill ouviu o discurso e com ciúme, retrucou: &#8216;</p>
<p>- <strong>Eu fumo, bebo, prevarico e sou o chefe dele. &#8216;</strong></p>
<p>*****************************************************************</p>
<p> Bate-boca no Parlamento inglês&#8230; Aconteceu num dos discursos de Churchill em que estava uma deputada oposicionista, Lady Astor, do tipo Heloisa Helena do PSOL, que pediu um aparte. Todos sabiam que Churchill não gostava que interrompessem os seus discursos. Mas, concedeu a palavra à deputada. E ela disse em alto e bom tom:</p>
<p>- <strong>Senhor Ministro, se Vossa Excelência fosse o meu marido, eu colocaria veneno em seu chá!</strong></p>
<p> Churchill, lentamente, tirou os óculos, seu olhar astuto percorreu toda a platéia e, naquele silêncio em que todos aguardavam, lascou:</p>
<p>- Nancy, se eu fosse seu marido, tomaria esse chá com prazer&#8230;</p>
<p><strong>Em tempo</strong>: mais uma vez, publicamente ( ou seria “plurlalmente” ?), agradeço ao fiel colaborador, um dos meus únicos dois, João Meneses, a colaboração (sic).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ENQUANTO O SONO NÃO ME PEGA, USO OS COBERTORES DOS OLHOS, E PEGO ELE!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/24/08/2010/enquanto-o-sono-nao-pega-uso-os-cobertores-dos-olhos-e-pego-ele/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 01:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[


Hoje, vinte e quatro de agosto, do ano de dois mil e dez. São vinte uma horas e cinqüenta e três minutos. Acabei de
chegar do trabalho. Cabeça cheia. Como sempre chego em casa e, coisa comum de acontecer, estou aborrecido. Com o quê? Com tudo e com quase com todos. A hora não é para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">
<div></div>
<p><span style="font-size: x-large;"><em><em><span style="font-size: large;"></p>
<p align="center">Hoje, vinte e quatro de agosto, do ano de dois mil e dez. São vinte uma horas e cinqüenta e três minutos. Acabei de</p>
<div id="attachment_5222" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto-e-tiro"><img class="size-full wp-image-5222" title="humberto-e-tiro" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto-e-tiro" alt="eu acuso: quem nunca se sentiu assim que atire primeiro pedro, depois paulo, depois lucas..." width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">eu acuso: quem nunca se sentiu assim que atire primeiro pedro, depois paulo, depois lucas...</p></div>
<p align="center">chegar do trabalho. Cabeça cheia. Como sempre chego em casa e, coisa comum de acontecer, estou aborrecido. Com o quê? Com tudo e com quase com todos. A hora não é para pensar nisso. Dirão uns. Eu penso, direi, sozinho, no barulho do meu quarto de dormir. Esperavam que eu dissesse silêncio? Ledo Ivo engano!</p>
<p><em><em><font size="5"></p>
<p align="center">O silêncio acontece somente quando durmo. Mais um dia de trabalho. Licença? Nunca! Férias! Nunca também! Preciso mesmo é de férias de mim! Andar por ai, quase à toa, como se eu fosse multidão, como de fato sou, e todos que fazem parte dela amigos meus. Um saco! Dois sacos! Mais uma vez, como sempre, entro na discussão, ou melhor, quase discussão, e me saio bem. Só falo o necessário. Falar muito é um perigo. O sujeito acaba escravo das palavras.</p>
<p align="center">Estou cansado. E essa não é a primeira vez que declaro este cansaço meu neste espaço nosso. Não cansado de mim, pois, como também declarei, de mim nunca me canso. Os outros, Sartre, se não me engano, disse um dia, são o inferno são. Cada um carrega um céu ou outro nome que se de a paz de espírito dentro de si. Os outros são o inferno. Pausa. A hora não é propícia para lembrar-se da frase do Sartre. Mas, o que fazer, se a paz é tudo que se procura e, por infelicidade, não se encontra?</p>
<p align="center">Representar os outros&#8230; Representar os meus. Faço o possível para representar bem. Afinal, sendo parte deles, representando-os bem, estou bem representado. Olho para o marcador de tempo no canto da tela. Vinte e duas horas e dois minutos. Noutros tempos, neste horário, cabeça nas nuvens, sem nunca ser um nefelibata, estava no décimo andar do edifício de Morfeu. Os olhos pesam. Mas, como os quero mais pesados ainda, escrevo estas mal-traçadas.</p>
<p align="center">Vocês não imaginam o que é estar cansando de quase tudo menos de vocês. . Um tiro que sai pela culatra. Serpente que se cria para depois ser mordido por ela. O escorpião da fábula. Aquele que a vaca ou um boi, um desses, o ajudou a atravessar o rio e, chegando são e salvo do outro lado, picou aquele que lhe ajudou. O instinto. Foi o instinto. Uma boa desculpa para a traição. Uma bela desculpa para a ingratidão.</p>
<p align="center">Nesses debates, talvez seguindo o velho adágio de que temos dois ouvidos e apenas uma boca, gosto mais de ouvir. Estudar as expressões de quem ouve comigo e, principalmente, de quem está falando para os nossos ouvidos. Para ser ouvido. As expressões de quem fala demonstram toda a sua insegurança. O vazio do seu discurso. A procura desesperada de uma bóia cheias de palavras que espante o silêncio para bem longe.</p>
<p align="center">Os olhos, agora, estão mais pesados. Talvez mais pesadas ainda estejam os cobertores deles. Eles, os olhos, na verdade não pesam. Os olhares são leves. O ver é um chute na cabeça de um boneco de neve. Cheio. Ou quase assim. Espero, depois de representar tão bem os meus, tudo que é meu, um tudo que ninguém pode roubar, adormeça em paz comigo.</p>
<p align="center">Amanhã, se Ele quiser, e quererá – nunca escrevi esse tempo em mal-traçadas minhas aqui nem alhures -, como diria, se vestida de carne e osso aqui estivesse morando, a boa Tutu, amanhecerei leve como a pluma que o vento, todos os dias, passa levando pela minha janela. Não estarei tão cansado assim. De mim, como todos sabem, nunca. Nem, como também espero, de tudo e de alguns.</p>
<p>Os olhos, agora, pedem os cobertores de carne. Descanso. Pedem. E, sem pensar duas vezes, mesmo zil vezes pensando por dia, não discuto. Entrego o jogo antes mesmo de ele começar. E, antes que o sono me pegue, decido pegar no sono.</p>
<p></font></em></em></span> </p>
<p></em></em></p>
<p> </p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A LÍNGUA POÉTICA E AFINADA DO ORLANDO TEJO EM DEFESA DA NOSSA LÍNGUA !</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/24/08/2010/a-lingua-poetica-e-afinada-do-orlando-tejo-em-defesa-da-nossa-lingua/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 09:22:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu Plural: estou escrevendo sobre esse &#8220;zé limeira&#8221; arretado, porém, graças a Deus, apesar da péssima parceria com um tal de alzheimer, ainda vivo. orlando tejo, com quem, ao lado do amigo - de ambos - livardo alves, tive oportunidade de bater alguns papos, hoje, morando no recife, segundo seu irmão cleidson meira tejo, segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><em><strong><span style="text-decoration: underline;">Eu Plural:</span></strong> <span style="color: #339966;">estou escrevendo sobre esse &#8220;zé limeira&#8221; arretado, porém, graças a Deus, apesar da péssima parceria com um tal de alzheimer, ainda vivo. orlando tejo, com quem, ao lado do amigo - de ambos - livardo alves, tive oportunidade de bater alguns papos, hoje, morando no recife, segundo seu irmão cleidson meira tejo, segundo ele, o orlando, o seu grande mentor, está, infelizmente, se ultimando.</span></em></div>
<div><em><span style="color: #339966;">estou, com exceção do seu zé limeira, o poeta do absurdo, lendo as coisas que ele escreveu, focado, principalmente, no seu &#8220;<span style="color: #ff0000;">as noites do alvorada - via crucis do caboclo misterioso&#8221;.</span> embora seja um livro sem a marca da genialidade poética do campinense, recheados de poemas (?) que se perdem pelo engajamento exagerado, tem excelentes momentos do criador dessa bela sacada saída de sua verve repentista.</span></em></div>
<div><em></em></div>
<div><em><span style="color: #339966;"> fui um dos primeiros, ao lado do livrado alves, amigo inseparável, a conhecer as  bem-traçadas dessa &#8220;brincadeira&#8221; que ficou famosa, segundo o próprio, feitas de repente, ou seja, de improviso. fiquem pois, com elas, porque em seguida traçarei um mal-traçado perfil, como mal-traçadas são as linhas deste escriba, sobre o seu velho &#8220;noites do alvorada&#8230;&#8221;</span></em></div>
<p><em><span style="color: #339966;">ah, a excelente zélimeirada do tejo foi um desabafo nos tempos em que trabalhava numa agência de publicidade, no recife, sobre o uso exacerbado e feio do estrangeirismo na língua portuguesa e a capacidade dos homens dessa área, publicidade, de complicar as coisas. </span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #339966;">putabraço para todos.</span></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">1 berto de almeida</span></strong></p>
<div><span style="font-family: Times New Roman;"><strong><em></em></strong></span></div>
<div><span style="font-family: Times New Roman;"></p>
<div><strong><em></em></strong></div>
<p> </p>
<p></span></div>
<div><span style="font-family: Times New Roman;"></p>
<div><strong><em></em></strong></div>
<p></span></div>
<p></em><span style="font-family: Times New Roman;"><strong><em></p>
<div id="attachment_5216" class="wp-caption alignleft" style="width: 239px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/orlando-de-tejo.jpg"><img class="size-full wp-image-5216" title="orlando-de-tejo" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/orlando-de-tejo.jpg" alt="o bigorde, o cachimbo e a magreza quase ascética: eis o genial orlando tejo." width="229" height="344" /></a><p class="wp-caption-text">o bigorde, o cachimbo e a magreza quase ascética: eis o genial orlando tejo.</p></div>
<p>NÃO AGUENTO MAIS!</p>
<p>Eu saí da Paraíba,<br />
Minha terra tão brejeira,<br />
Pra fazer publicidade<br />
Na Veneza Brasileira<br />
Onde a comunicação<br />
É toda em língua estrangeira.</p>
<p>É uma ingrizia só<br />
O jeito de se falar,<br />
O que a gente não compreende,<br />
Passa o tempo a perguntar<br />
E assim como é que eu vou<br />
Poder me comunicar?</p>
<p>É bastante abrir-se a boca<br />
O &#8220;inglês&#8221; fala no centro,<br />
Nessa Torre de Babel<br />
Eu morro e não me concentro…<br />
Até parece que estamos<br />
De Nova Iorque pra dentro!</p>
<p>Lá naquele fim de mundo<br />
Esse negócio tem vez<br />
Porque quem vive por lá<br />
O jeito é falar inglês,<br />
Mas, se estamos no Brasil<br />
O jeito é falar Português!</p>
<p>Por que complicar a guerra<br />
Em vez de se esclarecer?<br />
E se &#8220;folder&#8221; é um folheto<br />
Por que assim não dizer?…<br />
Pois quem me pedir um &#8220;folder&#8221;<br />
Eu vou mandar se folder.</p>
<p>Roteiro é &#8220;story board&#8221;<br />
Nesse vai e vem estrangeiro,<br />
Parece até palavrão<br />
Que se evita o tempo inteiro&#8230;<br />
Por que, seus filhos das putas,<br />
A gente não diz roteiro?</p>
<p>Estão todos precisando<br />
Dos cuidados do Pinel<br />
Será feia a nossa língua?<br />
É chato nosso papel?<br />
Por que esse tal de &#8220;out door&#8221;<br />
Substituir painel?</p>
<p>É desrespeito à memória<br />
De Camões que foi purista<br />
E esse massacre ao vernáculo<br />
Não aguenta o repentista<br />
Pois chamam &#8220;lay out-man&#8221;<br />
O homem que é desenhista!</p>
<p>Matuto da Paraíba,<br />
Aqui juro que não fico,<br />
Onde até se tem vergonha<br />
De um idioma tão rico&#8230;<br />
Por que se chamar de &#8220;free-lancer&#8221;<br />
Um sujeito que faz bico?</p>
<p>Publicidade de rádio<br />
Apelidaram de &#8220;spot&#8221;<br />
E tem outras besteiradas<br />
Que não cabem num pacote.<br />
Acho que acabou o tempo<br />
De acabar esse fricote!</p>
<p>Por exemplo: &#8220;body type&#8221;<br />
&#8220;Midia&#8221;, &#8220;top&#8221;, &#8220;merchandising&#8221;,<br />
&#8220;Checking list&#8221;, &#8220;past up&#8221;<br />
(Que se diga de passagem)<br />
&#8220;Briffing&#8221;, &#8220;Top de Marketing&#8221;,<br />
Tudo isso é viadagem!</p>
<p>Já é hora de parar<br />
com esse festival grosso<br />
Para que o nosso idioma<br />
Saia do fundo do poço.<br />
Para isso eu faço esse &#8220;raff&#8221;,<br />
Isto é – perdão ! – esboço!</p>
<p> </p>
<p><em></em><em></em></p>
<p></em></strong> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O EXEMPLAR PRESIDENTE LULA, O FOLCLÓRICO SÉRGIO CABRAL E O MENINO NEGRO QUE UM DIA EU FUI!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/22/08/2010/o-exemplar-presidente-lula-o-folclorico-sergio-cabral-e-o-menino-negro-que-um-dia-eu-fui/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/22/08/2010/o-exemplar-presidente-lula-o-folclorico-sergio-cabral-e-o-menino-negro-que-um-dia-eu-fui/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 09:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[
 1 berto de almeida, ou, como todos sabem EU PLURAL: a chuva cai forte lá fora. acabei de levantar da cama. acordado já estava há um bom tempo. domingo, pela manhã, como venho fazendo há um bom tempo,  escreveria sobre chuva, quando essa ocorre, ou sobre o sol, quando esse aparece. falaria do meu quintal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/VlKT5CEgnqs?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/VlKT5CEgnqs?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p> <span style="color: #ff0000;">1 berto de almeida, ou, como todos sabem <strong>EU PLURAL</strong>: a chuva cai forte lá fora. acabei de levantar da cama. acordado já estava há um bom tempo. domingo, pela manhã, como venho fazendo há um bom tempo,  escreveria sobre chuva, quando essa ocorre, ou sobre o sol, quando esse aparece. falaria do meu quintal e da minha aceroleira que não mais existe. falaria dessas coisas que vocês estão cansados de ler e, para a minha alegria, sempre querem mais. era sobre isso que escreveria.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">mas, como também sempre faço, antes de começar as mal-traçadas, caminhando pelas ruas da internet, eis que esse belo vídeo (ajudo a visão com a sua transcrição logo abaixo) do lula e do sérgio cabral e do menino leandro. eu bem que poderia escrever milhares de mal-traçadas a respeito do que penso de tudo isso, mas não farei. apenas gostaria de acrescentar que sou negro e fui um dia um &#8220;menino&#8221; negro que jogou bola. não quis natação nem sonhei um dia em aprender a jogar tênis. estudei.  passei anos em universidades. isto mesmo -  universidades. a minha parede está coberta de diplomas. eles, o  lula e o sérgio cabral,  com certeza, se orgulhariam do &#8220;menino negro&#8221; que estudou. pausa. acho que tenho  um  cisco no olho&#8230; vou ficar por aqui se não acabo escrevendo/dizendo mais do que deveria. outro dia, sem chuva,  quem sabe, voltarei ao assunto.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">e eu que tomei um dia uma cachaça com o lula no barzinho da lagoa e achava que era o político/cidadão melhor do mundo&#8230; </span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">veja o vídeo e leia, se quiser, a transcrição abaixo. um belo domingo para todos. e que nunca mais  lula apareça por aqui pedindo para tomar uma cachaça como este eterno &#8220;menino negro&#8221;. </span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Em tempo: quase esquecia. também fiz escola técnica&#8230;</span></p>
<div><span style="font-size: medium;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-size: medium;">Está circulando pela internet um vídeo extraordinário, que anda fazendo furor. Ele foi distribuído por um blogueiro do Rio de Janeiro chamado Ricardo Gama. O vídeo foi rodado na base da câmera oculta, &#8220;pegadinha&#8221; típica, durante uma visita de Lula e o governador Sérgio Cabral ao Conjunto Habitacional Nelson Mandela, em Manguinhos, Rio de Janeiro, território conhecido pelo nome de &#8220;Faixa de Gaza&#8221;, onde funcionam tráficos de droga e armas.</p>
<p>Lula e Cabral, bem nutridos, cheios de empáfia, aparecem cercados por dezenas de policiais e aspones, quando se estabelece o instrutivo diálogo entre as duas genuínas autoridades populistas e um garoto, negro, de nome Leandro, morador local. A refrega, um quase interrogatório, no qual o garoto enfrenta os dois inquiridores, prima pela virulência. Leia a transcrição<strong>:</strong></p>
<p><strong>Cabral:</strong> &#8230; Vai ver nem joga futebol&#8230;</p>
<p> <strong>Lula: </strong>(interrompendo, em tom grosseiro) Não, não, não, não. Esquece. Qual é teu esporte, porra?&#8230;</p>
<p><strong>Garoto negro:</strong> (em tom amistoso) É tênis.</p>
<p><strong>Lula: </strong>E por que você não treina, porra?</p>
<p><strong>Garoto negro: </strong>Porque aqui não tem tênis.</p>
<p><strong>Lula: (mais agressivo):</strong> Tênis é jogo pra burguesia, porra&#8230; Me diz uma coisa&#8230; e natação?</p>
<p><strong>Garoto negro:</strong> (sem pestanejar) A gente não pode entrar na piscina.</p>
<p><strong>Cabral: </strong>(irritado) Por quê?&#8230;</p>
<p><strong>Garoto negro: </strong>(conclusivo) Porque não abre para a população.</p>
<p><strong>Cabral:</strong> (vulgar, de olho em Lula) Que não abre pra população, rapaz!</p>
<p><strong>Garoto negro: </strong>(firme) Eu já fui lá perguntar. Não senhor, não abre. Pergunte por ai.</p>
<p align="justify">Há um clima de estupor geral. O diálogo (quase interrogatório) é travado sob um sol brabo. Lula, esbaforido, já esquentado, volta-se para Sérgio Cabral e para o Secretário de Obras do Estado, Ítalo Moreno, que fica mudo.</p>
<p align="justify">Lula: (dedo em riste) No dia que a imprensa vier ai e pegar num final de semana essa porra fechada o prejuízo político será infinitamente maior do que se pegar dois guardas e botar pra tomar conta. (Baixando o tom) Coloca aí dois bombeiros&#8230;</p>
<p>Mas o Garoto negro não dá refresco. No mesmo diapasão, volta-se para as duas autoridades populistas – o presidente e o governador:</p>
<p><strong>Garoto negro: </strong>E a gente já acorda de manhã com dois &#8220;Caveirão&#8221; na nossa porta. Eu tenho um vídeo meu&#8230; se achar aqui&#8230; &#8220;Caveirão&#8221;, sim&#8230;</p>
<p><strong>Cabral: </strong>(nervoso, falando aos borbotões, atropelando as palavras, irônico) E o tráfico&#8230; E o tráfico?&#8230; Não tem tráfico na tua rua?&#8230; Não tem troca de metralhadora?&#8230;</p>
<p><strong>Garoto negro: </strong>Na minha rua, não. Eu não consumo.</p>
<p><strong>Cabral: </strong>Não tem não, né?&#8230;</p>
<p><strong>Garoto negro: </strong>Ter, tem. Mas eu não comparticipo&#8230; eu não comparticipo&#8230; eu moro aqui, gente&#8230; é a &#8220;Faixa de Gaza&#8221;&#8230;</p>
<p><strong>Cabral: </strong>(engrolando as palavras, por trás de um Lula congestionado): Você diz que não é otário&#8230; pra fazer discurso de otário&#8230; Que é isso, cara?&#8230;</p>
<p><strong>Voz de aspone: </strong>Como é teu nome?</p>
<p> <strong>Garoto negro: </strong>Meu nome é Leandro.</p>
<p><strong>Cabral:</strong> Oh, tu não me engana, não! Bota essa inteligência pra estudar, seu sacana.</p>
<p><strong>Garoto negro: </strong>Eu vou para a escola técnica&#8230;</p>
<p><strong>Cabral:</strong> Leandro&#8230; vai estudar, cara.</p>
<p> <strong>Garoto negro:</strong> Eu vou para a escola, sempre.</p>
<p> <strong>Em Tempo</strong>: O Ipojuca Pontes também viu e &#8220;amou&#8221; diálogo. Faço questão de endossar o que ele escreveu, deixando para vocês, o que bem poderia ter escrito &#8220;O vídeo disponível no You Tube é irresistível. Diante dele presenciamos uma cena que reúne, a um só tempo, medo, hipocrisia, cinismo, prepotência, oportunismo, tensão nervosa, estupidez, além do excepcional comportamento de um garoto de comunidade que leva ao pânico um presidente da República inconsciente e um governador de Estado moralmente acovardado.</p>
<p>Conclusão (do Ipojuca): Se quiserem, de agora em diante as populações faveladas já têm como desmascarar a demagogia dos políticos em tempo de eleições: o apelo à câmara oculta, uma arma letal para se flagrar a dura tessitura da vida real!</p>
<p></span><font style="font-size: medium;" size="4"><font style="font-size: medium;" size="4"> </p>
<p></font></font></span><font style="font-size: medium;" size="4"> </p>
<p></font></span></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>NÃO VOU PEDIR QUE PAREM O MUNDO PARA EU DESCER, O MUNDO, PARA MIM, É UMA PARADA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/21/08/2010/nao-vou-pedir-que-parem-o-mundo-para-eu-descer-o-mundo-para-mim-e-uma-parada/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 19:04:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[
HORÁRIO GRATUITO?

AI, MEU BOLSO!

-  É claro que vocês, inteligentes, sabem que esse horário nada de graça tem. Nem de gratuito. Estamos pagando vários prêmios acumulados de loterias aos nossos educativos canais e televisão. Sentiram no bolso o abalo? Eu, por exemplo, sem renda, só declaro, todo o ano, o imposto. Ou melhor: pago. Serão R$ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">
<div><strong><em>HORÁRIO GRATUITO?</em><strong></strong></strong></div>
<p><strong><strong></p>
<p align="justify">AI, MEU BOLSO!</p>
<p></strong></strong></p>
<p>-  É claro que vocês, inteligentes, sabem que esse horário nada de graça tem. Nem de gratuito. Estamos pagando vários prêmios acumulados de loterias aos nossos educativos canais e <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/horario-eleitoral-um.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5204" title="horario-eleitoral-um" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/horario-eleitoral-um.jpg" alt="" width="472" height="472" /></a>televisão. Sentiram no bolso o abalo? Eu, por exemplo, sem renda, só declaro, todo o ano, o imposto. Ou melhor: pago. Serão R$ 851 milhões dessa vez. Tudo bem. Há de chegar um dia da volta do cipó da aroeira que o Vandré tanto sonhava.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">VANDRÉ, O SONHADOR</p>
<p>- Por falar em Vandré, que, por mais que o Geraldo Pedrosa insista em dizer que ele, o Vandré, está morto, está mais vivo do que nunca, tenho ouvido as suas velhas composições. E, ouvindo-as, cada vez mais me convenço de que o bom letrista não passava de um belo sonhador. Tudo nele é sofrido. Muitas vezes, com todo o respeito ao seu sofrimento, sem nenhuma razão aparente. Mais? Hoje, sem medo de ser feliz, em alguns momentos mais panfletário do que o excelente letrista que foi. Músico? O suficiente para dar o seu recado.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">UNI&#8230; MEDE-SE PELA EXPLORAÇÃO</p>
<p>- Me disseram – comecei proclítico sabendo que uma regra que não sei de onde vem não permite um parágrafo começar dessa maneira – que a Unimed, hoje, um SUS – seu último suspiro – melhorado, loteou todos os estacionamentos próximos as suas sedes. Inocente, puro e besta, eu pensava que aquela merda de estacionamento estava incluída num plano que se paga e, todos de branco, planejando como nunca contra a nossa salvação, está cada vez mais sacana.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">UMA ZONA! -</p>
<p>Sabem ali, ao lado da Praça São Gonçalo, na torre, ou Tiradentes? Sabem? Pois bem. Ali virou &#8220;Zona Azul&#8221;. Mas, embora pintada nessa cor, virou mesmo uma ZONA em preto em branco! Zona privada que conheci foi aquela onde Irene e Osana reinavam. O resto? Tudo Zona! Mas sem o glamour das Zonas da Maciel Pinheiro e Rua da Areia.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">OI, TUDO BEM?</p>
<p></strong></strong></strong></strong></p>
<p>-  A Oi vai pagar R$ 240 milhões a FIFA por uma cotinha de nada na próxima Copa a ser realizada na cozinha brasileira. Imaginem, agora, feita a declaração, quanta besteira se diz<a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/horario-eleitoral-dois.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5205" title="horario-eleitoral-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/horario-eleitoral-dois.jpg" alt="" width="400" height="320" /></a> através da invenção de Graham Bell e por meio outros bancados por essa dona, mesmo que só uma cotinha, da FIFA e quadrilhas outras.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">ORLANDO TEJO X LIVARDO ALVES</p>
<p>- sobre a mesa do meu computador que não é dele, mas, minha, descansa AS Noites do Alvorada – Via Crucis do Caboclo Misterioso, do OrlandoTejo. Uma relíquia! Especialmente por se encontrar nele, no Caboclo&#8230;, a dedicatória sincera e sentida do autor, ao companheiro Livardo Alves. Uma beleza!</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">DEDICATÓRIA DO TEJO</p>
<p>- Manuscrita, claro, em letras de forma, está lá, com cacófato e tudo, feita na hora, como churrasco, no Ponto de Cem Réis: &#8220;Livardo Alves – Preclaro/Compositor e poeta/Que da canção faz-se esteta/E constitui caso raro/E que tem divino faro/Por ser cristão verdadeiro/E meu melhor companheiro/Na Paraíba o Norte/Receba o abraço forte/Do seu humilde parceiro.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">HUMILDADE E POESIA</p>
<p></strong></strong></strong></p>
<p>– Uma bela homenagem. Uma bela amizade. Orlando era assim mesmo. Nas vezes que o <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/horario-eleitoria-tres.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5206" title="horario-eleitoria-tres" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/horario-eleitoria-tres.jpg" alt="" width="400" height="320" /></a>encontrei no Ponto de Cem Réis, cachimbo escondido sob o espesso bigode, era somente simplicidade. O &#8220;inventor&#8221; de Zé Limeira, todos os dias, se reinventava no &#8220;escritório&#8221;, como Livardo Alves chamava, carinhosamente, aquele Ponto.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">TUDO CULPA DA RÉ&#8230; VISÃO -</p>
<p>-  Sei que os meus dois leitores, como falei outro dia, estão com a razão em cobrar do escriba os anunciados &#8220;Capas Duras&#8221;. Mas, como falado outro dia, também fora, estou sem tempo para a revisão que eles, os dois filhos de letras, merecem. Ré&#8230; Visão. Mas, com certeza, apesar de tantas adversativas, eles virão. Não de ré&#8230;</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">IVALDO GOMES E AS PALAVAS DO ESCRIBA</p>
<p>- O meu amigo e poeta e pensador Ivaldo Gomes matou a pau quando, em poucas palavras, definiu a forma e O estilo de escrever deste pobre escriba: &#8220;ele deixa que as palavras falem por si!&#8221;. É mais ou menos por aí. &#8220;As palavras fluem, livres, leves e soltas&#8221;. E querem saber de uma coisa? É por aí mesmo! Sou apenas um instrumento. Nada mais que isso.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">O BANNER QUE VEIO DE LONGE</p>
<p></strong></strong></strong></p>
<p>- ontem, à tardinha, recebi o espetacular e bem pensado Banner de Cleonice, Cléo, cunhada querida lá de Ji-Paraná. Uma rima, apenas, a solução foi dela e do autor de Tudo X-caçarola. Uma beleza! O Banner? Só vendo para ver (gostei) e crer! Um dia, mais a vagar, vagando no<a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/horario-eleitora-quatro.bmp"><img class="alignright size-full wp-image-5207" title="horario-eleitora-quatro" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/horario-eleitora-quatro.bmp" alt="" /></a> espaço entre as estrelas (anjo branco), descreverei para vocês. Hoje, nesta manhã somente chuva, mesmo que um sol fortíssimo more dentro mim, vou passear pelo Ponto de Cem Réis, enquanto o seu Lobo Mago não acabe com as poucas lembranças que por ali ficaram.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">SÁVIO ROLIM VOLTA A ATACAR</p>
<p>- Outro ponto que nunca esqueço quando passo pelo o que restou do Ponto de Cem Réis, é o personagem triste em que se transformou o sumido ex-menino de engenho Sávio Rolim. Todos tem pena do Sávio Rolim. É bacana. Dá Ibope ter pena do Sávio Rolim. Enquanto isso, &#8220;detido&#8221; em uma dessas chamadas &#8220;casas de recuperação&#8221;, sem saber que existe, Sávio Rolim apodrece.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">O LULA É DELA, VIU PRIMEIRO</p>
<p></strong></strong></p>
<p>- Serra que botar Lula no pau e no pau serrar Lula, mas o Polvo Lula – nunca vi um sujeito, hoje, <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/horarario-eleitoral-cinco.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5208" title="horarario-eleitoral-cinco" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/horarario-eleitoral-cinco.jpg" alt="" width="496" height="395" /></a>com tantas pernas – se mostra arredio. Lula proíbe que Serra o chame de &#8220;Nosso Lula&#8221;. Afinal, como todos sabem, o Lula é somente da Dilma.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">LEMBRANDO O DUNGA</p>
<p>- Lembrei que o Dunga tomou no caneco, no melhor dos sentidos, se é que existe um bom sentido para tal expressão, quando começou a dizer por aí que a seleção era somente dele. Votei no Lula. Mas, se hoje a Dilma o quer somente para ele, que fique com ele. Eles se merecem.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">NADA ESTÁ, PARA ELES, TUDO X-CAÇAROLA</p>
<p>- a bronca está resumida em pequenos &#8220;spots&#8221; de quinze segundos. Achei as letrinhas bestas. Mas, vocês sabem, sendo um povinho que, segundo o intelectual e sociólogo e analista político Pelé, não sabe nem escovar os dentes, podem, os spots, confundir as coisas. Num, o Serra, dentes serrados, lembrando aquele ex-deputado serrador de gente, diz &#8221;</p>
<p align="justify">
<div><span style="color: #333333;">&#8221; Nosso Lula tá saindo/ E essa senhora quer ficar no seu lugar/ Ninguém conhece/ Ninguém sabe de onde veio.&#8221;.</span></div>
<div><strong></strong></div>
<p> </p>
<div><span style="color: #333333;"></p>
<div><strong></strong></div>
<p></span></div>
<p><span style="color: #333333;"><strong></p>
<p align="justify">NO OUTRO</p>
<p align="justify">- No outro, uma vã tentativa de pegar carona nos índices de aprovação do seu - leia-se do lula – governo, reconhece que ele, o lula, &#8220;fez coisas&#8221;, muitas feias e abomináveis, todos sabem, mas ninguém, neste momento, pode falar, e que a Dilma (toc, toc, toc) &#8220;pegou o bonde errado&#8221;. Nessa letrinha besta, mas, como disse lá em cima, sendo um povo que o intelectual Pelé disse que não era sequer para votar, diz&#8221;. &#8220;Dona Dilma/O Lula fez as coisas/A gente sabe/Nessa eleição vão dizer que é tudo dela/ É ruim, hein?&#8221;. Arg! Que os mortos enterrem os seus mortos, pois, se os vivos não percebem, saibam que estou mais vivo do que nunca.</p>
<div><strong></strong><strong></strong> </div>
<p align="justify">PRECISAMOS DA PROTEÇÃO DIVINA</p>
<p align="justify"> - Meu Deus! Protegei esse povo que pode ter como seus representantes gênios e pensadores da raça como</p>
<p> </p>
<p></strong></span></p>
<p align="justify">Frank Aguiar, Leci Brandão, Tiririca, Agnaldo Timóteo, Popó, os irmãos Kiko e Leandro do KLB, Vampeta, Ronaldo Ésper, Elimar Santos, Batoré, Mulher Melão, Mulher Pêra e outras frutas! Deus Meu! Se precisamos de heróis que não sejam todos frutos da nossa ignorância!</p>
<div><span style="font-family: Algerian;">* - Pare o mundo que eu quero descer&#8230;  Hoje, vinte um anos do despertar da vida do maluco beleza Raul seixas, a homenagem singular do eu plural</span></div>
<div><span style="font-family: Algerian;"> </span></div>
<p><span style="font-family: Algerian;"> </p>
<p></span> </p>
<p>– O horário de graça começou. Eu disse o horário de graça, não o gratuito. Não vejo graça nenhuma nas caras sem graça dos nossos candidatos. Eles não são engraçados. Mesmo que muitos apareçam em toda a sua naturalidade, parecem artificiais. Se entreguei, ontem, o meu voto presidencial, o deputativo, mesmo hoje não estando puto, como vocês percebem pela leveza das palavras, o estilo de sempre, o salário, hei de guardá-lo até as últimas aparições no horário nada engraçado.</p>
<div><strong></strong></div>
<p></strong></strong></p>
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		<title>PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!*</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 11:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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AI, MEU BOLSO! -
- É claro que vocês, inteligentes, sabem que esse horário nada de graça tem. Nem de gratuito. Estamos pagando vários prêmios acumulados de loterias aos nossos educativos canais e televisão. Sentiram no bolso o abalo? Eu, por exemplo, sem renda, só declaro, todo o ano, o imposto. Ou melhor: pago. Serão R$ [...]]]></description>
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<div><em></em></div>
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<p align="justify">AI, MEU BOLSO! -</p>
<p>- É claro que vocês, inteligentes, sabem que esse horário nada de graça tem. Nem de gratuito. Estamos pagando vários prêmios acumulados de loterias aos nossos educativos canais e televisão. Sentiram no bolso o abalo? Eu, por exemplo, sem renda, só declaro, todo o ano, o imposto. Ou melhor: pago. Serão R$ 851 milhões dessa vez. Tudo bem. Há de chegar um dia da volta do cipó da aroeira que o Vandré tanto sonhava.</p>
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<p><strong></p>
<p align="justify">VANDRÉ, O SONHADOR</p>
<p>- Por falar em Vandré, que, por mais que o Geraldo Pedrosa insista em dizer que ele, o Vandré, está morto, está mais vivo do que nunca, tenho ouvido as suas velhas composições. E, ouvindo-as, cada vez mais me convenço de que o bom letrista não passava de um belo sonhador. Tudo nele é sofrido. Muitas vezes, com todo o respeito ao seu sofrimento, sem nenhuma razão aparente. Mais? Hoje, sem medo de ser feliz, em alguns momentos mais panfletário do que o excelente letrista que foi. Músico? O suficiente para dar o seu recado.</p>
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<p><strong></p>
<p align="justify">UNI&#8230; MEDE-SE PELA EXPLORAÇÃO -</p>
<p>- Me disseram – comecei proclítico sabendo que uma regra que não sei de onde vem não permite um parágrafo começar dessa maneira – que a Unimed, hoje, um SUS – seu último suspiro – melhorado, loteou todos os estacionamentos próximos as suas sedes. Inocente, puro e besta, eu pensava que aquela merda de estacionamento estava incluída num plano que se paga e, todos de branco, planejando como nunca contra a nossa salvação, está cada vez mais sacana.</p>
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<p align="justify">UMA ZONA! -</p>
<p>- Sabem ali, ao lado da Praça São Gonçalo, na torre, ou Tiradentes? Sabem? Pois bem. Ali virou &#8220;Zona Azul&#8221;. Mas, embora pintada nessa cor, virou mesmo uma ZONA em preto em branco! Zona privada que conheci foi aquela onde Irene e Osana reinavam. O resto? Tudo Zona! Mas sem o glamour das Zonas da Maciel Pinheiro e Rua da Areia.</p>
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<p align="justify">OI, TUDO BEM? -</p>
<p>- A Oi vai pagar R$ 240 milhões a FIFA por uma cotinha de nada na próxima Copa a ser realizada na cozinha brasileira. Imaginem, agora, feita a declaração, quanta besteira se diz através da invenção de Graham Bell e por meio outros bancados por essa dona, mesmo que só uma cotinha, da FIFA e quadrilhas outras.</p>
<div><strong></strong></div>
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<p><strong></p>
<p align="justify">ORLANDO TEJO X LIVARDO ALVES</p>
<p>- sobre a mesa do meu computador que não é dele, mas, minha, descansa AS Noites do Alvorada – Via Crucis do Caboclo Misterioso, do OrlandoTejo. Uma relíquia! Especialmente por se encontrar nele, no Caboclo&#8230;, a dedicatória sincera e sentida do autor, ao companheiro Livardo Alves. Uma beleza!</p>
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<p><strong></p>
<p align="justify">DEDICATÓRIA DO TEJO</p>
<p>- Manuscrita, claro, em letras de forma, está lá, com cacófato e tudo, feita na hora, como churrasco, no Ponto de Cem Réis: &#8220;Livardo Alves – Preclaro/Compositor e poeta/Que da canção faz-se esteta/E constitui caso raro/E que tem divino faro/Por ser cristão verdadeiro/E meu melhor companheiro/Na Paraíba o Norte/Receba o abraço forte/Do seu humilde parceiro.</p>
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<p align="justify">HUMILDADE E POESIA</p>
<p>– Uma bela homenagem. Uma bela amizade. Orlando era assim mesmo. Nas vezes que o encontrei no Ponto de Cem Réis, cachimbo escondido sob o espesso bigode, era somente simplicidade. O &#8220;inventor&#8221; de Zé Limeira, todos os dias, se reinventava no &#8220;escritório&#8221;, como Livardo Alves chamava, carinhosamente, aquele Ponto.</p>
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<p><strong></p>
<p align="justify">TUDO CULPA DA RÉ&#8230; VISÃO -</p>
<p>- Sei que os meus dois leitores, como falei outro dia, estão com a razão em cobrar do escriba os anunciados &#8220;Capas Duras&#8221;. Mas, como falado outro dia, também fora, estou sem tempo para a revisão que eles, os dois filhos de letras, merecem. Ré&#8230; Visão. Mas, com certeza, apesar de tantas adversativas, eles virão. Não de ré&#8230;</p>
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<p><strong></p>
<p align="justify">IVALDO GOMES E AS PALAVAS DO ESCRIBA</p>
<p>- O meu amigo e poeta e pensador Ivaldo Gomes matou a pau quando, em poucas palavras, definiu a forma e O estilo de escrever deste pobre escriba: &#8220;ele deixa que as palavras falem por si!&#8221;. É mais ou menos por aí. &#8220;As palavras fluem, livres, leves e soltas&#8221;. E querem saber de uma coisa? É por aí mesmo! Sou apenas um instrumento. Nada mais que isso.</p>
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<p><strong></p>
<p align="justify">O BANNER QUE VEIO DE LONGE</p>
<p>- ontem, à tardinha, recebi o espetacular e bem pensado Banner de Cleonice, Cléo, cunhada querida lá de Ji-Paraná. Uma rima, apenas, a solução foi dela e do autor de Tudo X-caçarola. Uma beleza! O Banner? Só vendo para ver (gostei) e crer! Um dia, mais a vagar, vagando no espaço entre as estrelas (anjo branco), descreverei para vocês. Hoje, nesta manhã somente chuva, mesmo que um sol fortíssimo more dentro mim, vou passear pelo Ponto de Cem Réis, enquanto o seu Lobo Mago não acabe com as poucas lembranças que por ali ficaram.</p>
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<p><strong></p>
<p align="justify">SÁVIO ROLIM VOLTA A ATACAR</p>
<p>- Outro ponto que nunca esqueço quando passo pelo o que restou do Ponto de Cem Réis, é o personagem triste em que se transformou o sumido ex-menino de engenho Sávio Rolim. Todos tem pena do Sávio Rolim. É bacana. Dá Ibope ter pena do Sávio Rolim. Enquanto isso, &#8220;detido&#8221; em uma dessas chamadas &#8220;casas de recuperação&#8221;, sem saber que existe, Sávio Rolim apodrece.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">O LULA É DELA, VIU PRIMEIRO</p>
<p>- Serra que botar Lula no pau e no pau serrar Lula, mas o Polvo Lula – nunca vi um sujeito, hoje, com tantas pernas – se mostra arredio. Lula proíbe que Serra o chame de &#8220;Nosso Lula&#8221;. Afinal, como todos sabem, o Lula é somente da Dilma.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">LEMBRANDO O DUNGA</p>
<p>- Lembrei que o Dunga tomou no caneco, no melhor dos sentidos, se é que existe um bom sentido para tal expressão, quando começou a dizer por aí que a seleção era somente dele. Votei no Lula. Mas, se hoje a Dilma o quer somente para ele, que fique com ele. Eles se merecem.</p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<p align="justify">NADA ESTÁ, PARA ELES, TUDO X-CAÇAROLA</p>
<p>- a bronca está resumida em pequenos &#8220;spots&#8221; de quinze segundos. Achei as letrinhas bestas. Mas, vocês sabem, sendo um povinho que, segundo o intelectual e sociólogo e analista político Pelé, não sabe nem escovar os dentes, podem, os spots, confundir as coisas. Num, o Serra, dentes serrados, lembrando aquele ex-deputado serrador de gente, diz &#8221;</p>
<p></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></p>
<p align="justify">
<div><span style="color: #333333;">&#8221; Nosso Lula tá saindo/ E essa senhora quer ficar no seu lugar/ Ninguém conhece/ Ninguém sabe de onde veio.&#8221;.</span></div>
<div><strong></strong></div>
<p><span style="color: #333333;"><strong>NO OUTRO</strong></p>
<p></span></p>
<p align="justify">- O horário de graça começou. Eu disse o horário de graça, não o gratuito. Não vejo graça nenhuma nas caras sem graça dos nossos candidatos. Eles não são engraçados. Mesmo que muitos apareçam em toda a sua naturalidade, parecem artificiais. Se entreguei, ontem, o meu voto presidencial, o deputativo, mesmo hoje não estando puto, como vocês percebem pela leveza das palavras, o estilo de sempre, o salário, hei de guardá-lo até as últimas aparições no horário nada engraçado.</p>
<div><span style="font-family: Algerian;">* faz vinte e um anos que o maluco beleza raul seixas despertou do sonho da vida! a homenagem do eu plural!</span></div>
<div><span style="font-family: Algerian;"> </span></div>
<p> </p>
<div><span style="font-family: Algerian;"> </span></div>
<p> </p>
<p align="justify">
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A CARA DE FOME DA MARINA SILVA, A TRISTE FIGURA DE RITA LEE E O PRECONCEITO DO CAETANO VELOSO: JOSÉ RIBAMAR DEIXA SANGRAR!</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 10:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[EU PLURAL: não sou de entregar o meu voto no primeiro turno. Mas há um bom tempo que este escriba, pose de coveiro, esperando que o morto de as costas para&#8230; hum&#8230; Vocês sabem, simpatizava como a “cara de fome” de marina da silva.
Todos os meus dois leitores sabem. Nunca falei e, respeitando o voto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #000000;">E</span></strong><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000000;">U PLURAL:</span></strong> não sou de entregar o meu voto no primeiro turno. Mas há um bom tempo que este escriba, pose de coveiro, esperando que o morto de as costas para&#8230; hum&#8230; Vocês sabem, simpatizava como a “cara de fome” de marina da silva.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Todos os meus dois leitores sabem. Nunca falei e, respeitando o voto alheio, fiz deste espaço um palanque político. O Eu Plural, mesmo plural, em mil pedaços partidos, não tem partido, o dono do eu plural, tudo bem, pode ter. Notem, ainda, que, por uma questão de foro íntimo, sempre me abstive (sic), principalmente neste “censurado período”, de falar sobre o crotos e ex-crotos que fazem as cabeças de muitos e nunca, em tempo algum, ex-crotos que são, farão a minha.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Mas, como falei, também, revisando o “meu Jaguaribe e eu” e “O que me restou do silêncio&#8230;”, o meu tempo, se era fugidio, tornou-se mais fugidio ainda. E, por isso mesmo, recebendo belas colaborações dos meus dois leitores, entre os quais, a inteligente e bem articulada e pensadora Volia Nielsen, como foi o caso desta, agradecido, mas, por antecipação, endossando tudo o que o autor escreveu, deixo com vocês o belo libelo/desabafo do professor José Ribamar Bessa Freire.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Aplausos. Ele – e a marina – merecem.</span></p>
<p>A FOME DE MARINA<br />
Por José Ribamar Bessa Freire*</p>
<p>Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: “Lula</p>
<div id="attachment_5188" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/marina-silva.jpg"><img class="size-full wp-image-5188" title="marina-silva" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/marina-silva.jpg" alt="NO VOTO NINGUÉM SE PERDE..." width="400" height="288" /></a><p class="wp-caption-text">NO VOTO NINGUÉM SE PERDE...</p></div>
<p>é analfabeto”. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fome”.</p>
<p>Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.</p>
<p>Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana.</p>
<p>Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados.</p>
<p>De um lado, reforçam a ideia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política.</p>
<p>A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio.“Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel…/ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!”.Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.</p>
<p>A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?</p>
<p>O mapa da fome</p>
<p>A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre.</p>
<p>Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não agüentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.</p>
<p>Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.</p>
<p>A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever.</p>
<p>Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.<br />
Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT.</p>
<p>Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.</p>
<p>Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal.</p>
<p>Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.<br />
Tudo vira bosta</p>
<p>Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee - a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta”.</p>
<p>Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música - ‘Se Manca’ - dizendo a ela: “Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca”.</p>
<p>Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas - ‘Você vem’ - ela faz autocrítica antecipada, confessando: “Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem… e faz piada”. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: “Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você”.</p>
<p>A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, “ela tem cara de professora de matemática e mete medo”. Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.</p>
<p>Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro.</p>
<p>Sobra quem?</p>
<p>Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, “il péte de santé”.<br />
O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil…</p>
<p>Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.</p>
<p>Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.</p>
<p>Por José Ribamar Bessa Freire<br />
Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ)e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)</p>
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		</item>
		<item>
		<title>SOMENTE PARA DAR UM TOQUE, SEM TER NADA - NEM O DEDO -  DE PROCTOLOGISA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/18/08/2010/somente-para-dar-um-toque-sem-ter-nada-nem-o-dedo-de-proctologisa/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 10:45:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[1 – Sei não. Mas acho que essa história que muitos assistiram e gostaram – como este escriba – e outros que não viram e perderam um tempo espetacular por não terem visto (ufa!) em Casablanca, aquela história do “Toque mais uma vez, Sam!” não está bem contada. Acho, na minha singular ignorância, que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1 –</strong> Sei não. Mas acho que essa história que muitos assistiram e gostaram – como este escriba – e outros que não viram e perderam um tempo espetacular por não terem visto (ufa!) em <strong>Casablanca,</strong> aquela história <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/casablanca.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5183" title="casablanca" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/casablanca.jpg" alt="" width="480" height="324" /></a>do <strong>“Toque mais uma vez, Sam!</strong>” não está bem contada. Acho, na minha singular ignorância, que o Sam era um proctologista e o Rick, machão até a medula, cheio de banca para aquela mulher bonita e gostosa, era mesmo um paciente apaixonado pelo negão pianista:<strong>- “Ah, sam, toque outra vez! O seu dedo é um veludo!”</strong></p>
<p><strong>B –</strong>Sei não. Mas os colegas tem razão em cobrar deste escriba os seus prometidos “<strong>O que me restou do silêncio&#8230; “ e “O meu Jaguaribe e eu”. </strong>Por outro lado, pedindo todas as datas vênias do mundo, gostaria que eles, os meus dois leitores, entendessem: revisão é isso mesmo com ph da pharmácia!  E confio no meu taco. Mas, se por acaso, um dos meus dois leitores se oferecer, não regiamente bem pago, mas pago, para fazer as revisões que somente este escriba confia, habilitem-se, apresentem-se, imeilizem-se, telefonem, ou, em último caso, sejam fax, ou melhor, não sejam francos: <strong>“tudo bem, 1 berto, pode contar comigo!”.</strong></p>
<p><strong>E –</strong> Continuo dizendo que nada tenho contra nem a favor do senhor Paulo Coelho. Não conheço o senhor Paulo Coelho. E, por não conhecer o senhor Paulo, nunca ter lido uma só página de um livro que dizem que o senhor Paulo Coelho escreveu, não posso falar sobre o que desconheço. Passem bem; os seus leitores e, claro, o senhor Paulo coelho.</p>
<p><strong>R –</strong> Agora vem por aí um projeto do deputado Márcio, um paulista ou paulistano, pois não tenho certeza, que é o bicho. . O bicho vai pegar. Vem aí mais um projeto em defesa dos animais irracionais - os racionais não precisam, são um projeto que não deu certo. Mas agora a coisa é séria.  Numa separação vai ser um pau danado para saber quem fica, por exemplo, com a gata ou o gato de estimação.  O assunto agora é a guarda do animal.  Muitos dos nossos políticos que se cuidem.  Suas respectivas vão brigar agora pela guarda de seus gatos. Ou, como a mulher daquele famoso político, pela gata que tem há muito como dama de companhia. E que companhia.</p>
<p><strong>T -</strong> Tudo vale a pena quando as almas, sem distinção, não são pequenas e podem votar. A quadra de esportes em que se transformou o nosso ponto de cem réis virou palanque para preces e orações. Nada contra as preces nem as orações. Acreditem. Sou um orador silencioso. O que não suporto mesmo são os gritos de cura quando os que gritam estão seriamente doentes. Mas vou continuar no ponto. Deixo, no entanto, para os bons entendedores, as minhas reticências&#8230;</p>
<p><strong>O –</strong> Notem que as notas de hoje são apenas para encher “lingüiça”, e, mais tarde, barriga cheia, distribuir para os que tem fome de palavras. Estou achando legal. Parece que os amigos dos meus fiéis dois leitores descobriram as suas leituras preferidas. Nunca vi tantos lendo as poucas e mal-traçadas coisas que fazem deste blog o mais singular entre tantos os que se arvoram a plurais. São tantos os leitores que deixam este escriba, como estão comprovando nos últimos dias, sem palavras. Volto, mais tarde, para agradecer as palavras gentis que me escrevem e, não sei o porquê, me pedem sigilo sobre as mesmas. Eu faço. Nada mais direi.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>ENQUANTO EU CUIDO DO &#8220;O MEU JAGUARIBE E EU&#8221;, FIQUEM OS MEUS DOIS LEITORES COM A CARTA DO GILBERTO GERALDO GARBI PARA O LULA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/17/08/2010/enquanto-eu-cuido-do-o-meu-jaguaribe-e-eu-fiquem-os-meus-dois-leitores-com-a-carta-do-gilberto-geraldo-garbi-para-o-lula/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/17/08/2010/enquanto-eu-cuido-do-o-meu-jaguaribe-e-eu-fiquem-os-meus-dois-leitores-com-a-carta-do-gilberto-geraldo-garbi-para-o-lula/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 11:21:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Gilberto Geraldo Garbi foi um dos alunos classificados a seu tempo como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICA que já haviam adentrado o ITA, entre outras honrarias que recebeu daquela instituição. Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou a Diretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente da TELEBRAS.
 
A CAMINHO DOS 99,9999995%
(Gilberto Geraldo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Comic Sans MS;"></p>
<div id="attachment_5179" class="wp-caption alignleft" style="width: 495px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/gilberto-e-lua-no-papo.gif"><img class="size-full wp-image-5179" title="gilberto-e-lua-no-papo" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/gilberto-e-lua-no-papo.gif" alt="dois ex-amigos e bicudos não se beijam..." width="485" height="353" /></a><p class="wp-caption-text">dois ex-amigos e bicudos não se beijam...</p></div>
<p align="justify">Gilberto Geraldo Garbi foi um dos alunos classificados a seu tempo como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICA que já haviam adentrado o ITA, entre outras honrarias que recebeu daquela instituição. Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou a Diretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente da TELEBRAS.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">A CAMINHO DOS 99,9999995%</p>
<p align="justify">(Gilberto Geraldo Garbi)</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo &#8220;nunca antes visto nesse país&#8221; e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação.</p>
<p align="justify">Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coréia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coréia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo&#8230;(Quem nunca ouviu falar em Salazar, por favor, pergunte a um parente com mais de 60).</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Portanto, a popularidade de Lula ainda &#8220;tem espaço&#8221; para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição&#8230;</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, companheiro, porque de 99,9999995% você não passa.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Como você não é muito chegado em Aritmética, exceto nos cálculos rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo; dos que detestam o trabalho e o estudo; dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal; dos que almejam os cabides de emprego, as sinecuras e os cargos fantasmas; dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos; dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa; dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados; dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado; dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; dos que são de tal forma ignorantes e alienados que se deixam iludir pelas prostitutas da política e beijam-lhes as mãos por receber de volta algumas migalhas do muito que lhes vem sendo roubado desde as origens dos tempos; dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Antes e depois de mim, muitos outros brasileiros, incomparavelmente melhores e mais lúcidos, chegaram à mesma conclusão e, embora sejamos minoria, sinto-me feliz e honrado por estar ao lado de Rui Barbosa. Já ouviu falar nele? Como você nunca lê, eu quase iria sugerir-lhe que pedisse a algum de seus incontáveis assessores que lhe falasse alguma coisa sobre a Oração aos Moços&#8230; Mas, esqueça&#8230; Se você souber o que ele, em 1922, disse de políticos como você e dos que fazem parte de sua base de sustentação, terá azia até o final da vida.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é - uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes - quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada.</p>
<p align="justify">Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes.</p>
<p align="justify">E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade, embalado que estava com uma vitória popular que poderia fazer com que o Congresso se curvasse diante de sua autoridade moral, se você a tivesse.</p>
<p align="justify">Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País.</p>
<p align="justify">Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos.</p>
<p align="justify">Infelizmente para o Brasil, mas felizmente para os objetivos pessoais seus e de seu grupo, você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda?</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente surfam, nem se entregaria a seu permanente êxtase de vaidade e autoidolatria.</p>
<p align="justify">Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes.</p>
<p align="justify">Esse é seu legado maior, e de longa duração: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: &#8220;Aqui todos são subornáveis&#8221;.</p>
<p align="justify">Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver um Brasil decente antes de morrer.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder, tornando-ageneralizada e fazendo-a permear até os últimos níveis da Administração.</p>
<p align="justify">O Brasil, sob você, vive um quadro que em medicina se chamaria de septicemia corruptiva.</p>
<p align="justify">Peça ao Marco Aurélio para lhe explicar o que é isso.</p>
<p align="justify">Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa.</p>
<p align="justify">A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques?</p>
<p align="justify">Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena?</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor, a mesma política que você manteve integralmente e que fez a economia brasileira prosperar.</p>
<p align="justify">Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão</p>
<p align="justify">Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho</p>
<p align="justify">Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas.</p>
<p align="justify">Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros cumpanheros pegos em flagrante.</p>
<p align="justify">Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las.</p>
<p align="justify">Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Por falar em Ongs, você comprou a esquerda festiva, aquela que odeia o trabalho e vive do trabalho de outros, dando-lhe bilhões de reais através de Ongs que nada fazem, a não ser refestelar-se em dinheiro público, viajar, acampar, discursar contra os exploradores do povo e desperdiçar os recursos que tanta falta fazem aos hospitais.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas.</p>
<p align="justify">Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós.</p>
<p align="justify">Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas.</p>
<p align="justify">Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia.</p>
<p align="justify">Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma.</p>
<p align="justify">Aliás, Lula, você nunca teve ideais, apenas ambições.</p>
<p align="justify">Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Seu desprezo por aquilo que as pessoas honradas consideram Justiça manifesta-se o tempo todo: quando você celeremente despachou para Cuba alguns pobres desertores que aqui buscavam a liberdade; quando você deu asilo a assassinos terroristas da esquerda radical; quando você se aliou à escória do Congresso, aquela mesma contra quem você vociferava no passado; quando concedeu aumentos nababescos a categorias de funcionários públicos já regiamente pagos, às custas dos impostos arrancados do couro de quem trabalha arduamente e ganha pouco; quando você aumentou abusivamente as despesas de custeio, sabendo que pouquíssimo da arrecadação sobraria para os investimentos de que tanto carece a população; quando você despreza o mérito e privilegia o compadrio e o populismo; e vai por aí&#8230; Justiça, ora a Justiça, é o que você pensa&#8230;</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta.</p>
<p align="justify">Aliás, se você estivesse realmente interessado, como deveria, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos.</p>
<p align="justify">Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo?</p>
<p align="justify">E se há coisa que você e o Partido dos Trabalhadores definitivamente detestam é o trabalho: então, muito mais fácil é o atalho das cotas, mesmo que elas criem hostilidades entres as cores, que seus critérios sejam burlados o tempo todo e que filhos de negros milionários possam valer-se delas.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas.</p>
<p align="justify">O que houve entre o BNDES e as redes de televisão?</p>
<p align="justify">O que você mandou fazer a Arnaldo Jabor, a Boris Casoy, a Salete Lemos?</p>
<p align="justify">Essa técnica de comprar ou perseguir é muito eficaz. Pablo Escobar usou-a com muito sucesso na Colômbia, quando dava a seus eventuais opositores as opções: &#8220;O plata, o plomo&#8221;. Peça ao Marco Aurélio para traduzir. Ele fala bem o Espanhol.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem.</p>
<p align="justify">Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade?</p>
<p align="justify">É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas.</p>
<p align="justify">Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em conseqüência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente, mas que caiu em seu colo.</p>
<p align="justify">Tudo, então, pode se resumir ao dinheiro e grande parte da população parece estar disposta a ignorar os princípios da honradez e da honestidade e a relevar as mentiras, a corrupção, os desperdícios, os abusos e as injustiças que marcam seu governo em troca do prato de lentilhas da melhoria econômica.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje&#8230; E, como se diz na França, &#8220;l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes ne sont rien&#8221;.</p>
<p align="justify">Você não entendeu, não é mesmo? Então pergunte à Marta. Ela adora Paris e há um bom tempo estamos sustentando seu gigolô franco-argentino&#8230;</p>
<p align="justify"> </p>
<p>Gilberto Geraldo Garbi</p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>SE NO SÉTIMO DIA TUDO ESTIVER CONSUMADO, RECLAMO AO PROCON: PROMETI BANHO DE MAR NO DOMINGO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/14/08/2010/se-no-setimo-dia-tudo-ficar-consumado-reclamo-ao-procon-prometi-banho-de-mar-no-domingo/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 10:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[1 - ando com muita pena de alguns dos nossos pobres candidatos. muitos, pobrezinhos, estão declarando ao leão apenas os impostos que  sonegaram , e que o leão, somente agora, mais feroz do que nunca,
descobriu. e não estranharei se um deles apresentar  a sua - leia-se dele - mulher  como sendo uma propriedade do vizinho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1 -</strong> ando com muita pena de alguns dos nossos pobres candidatos. muitos, pobrezinhos, estão declarando ao leão apenas os impostos que  sonegaram , e que o leão, somente agora, mais feroz do que nunca,</p>
<div id="attachment_5173" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto_pela_metade1.jpg"><img class="size-full wp-image-5173" title="humberto_pela_metade1" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto_pela_metade1.jpg" alt="ó metade de mim, ou metade arrancada de mim, ou vontade dandada de mim..." width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">ó metade de mim, ou metade arrancada de mim, ou vontade danada de mim por inteiro...</p></div>
<p>descobriu. e não estranharei se um deles apresentar  a sua - leia-se dele - mulher  como sendo uma propriedade do vizinho para provar que não tem nada mesmo.  seu único bem pertence ao vizinho. e como. o vizinho também.</p>
<p><strong>B -</strong> acabo de assistir, sem querer e ainda sonolento, mais um pastor de ovelhas desgarradas e outras agarradas no primeiro papo, dizendo tudo curar. e, para tirar a sua da seringa, se o sujeito não for curado,  avisa logo: não venha lhe cobrar a promessa. ele é apenas um intermediário. é pago para isso. a responsabilidade, aponta para o céu, é do &#8220;patrão&#8221;. um ex-croto.  ovelha velha. ou velha ovelha ?</p>
<p><strong>E -</strong> o incrível, voltando a letra bê (com acento para que não leiam b), é que o  pastor de ovelhas, no mínimo dez, desgarrdas, promete curar até queda de rede. uma mão na cabeça do paciente e a outra no seu bolso.  tudo estará consumado. ou melhor: o sujeito pensa estar curado e ele, o ex-croto,  sabendo ser  impossível a cura,  volta para a  sua rede, sem medo de ser pescado, pendura na sua  - dele - varanda. outro ex-croto.</p>
<p><strong>R -</strong> no último vídeo que encontrei na rede, esta, chamada de internete, com e no final para fazer para fazer parceria como os meus &#8220;imeios&#8221;,  vi o sávio rolim, ex-menino de engenho, hoje, só bagaço, mais louco que  amigo de homem-bomba com audiência marcada com o barack obama. muitos viram também.acharam super engraçado.</p>
<p>T - somente um idiotão que se diz chocado todas às vezes que lembro o bagaço desse rapaz não se toca, deixa a idiotice de lado, e, quase família sua, como diz, não se tocou ainda que o sávio rolim morreu e esqueceram de enterrá-lo. ele, o idiotão, com certeza, também.</p>
<p>O - nunca fiz questão. podem transcrever as mal-traçadas escritas por este escriba aqui e alhures. elas, as mal-traçadas, lembrando o gibran, vem através do escriba, não são do escriba . ele é  apenas um instrumento. mas, por favor, digam pelo menos o nome do instrumento que as trouxe - as mal-traçadas - a presença dos seus olhos.</p>
<p><strong>De -</strong> não sei vocês sabem. se sabem, tudo bem, outros saberão. mas se o lula achava que poderia lotear mais ainda o verde amarelo, dando a cada índio mais terra do que os sete palmos a que todo ele, assim como este escriba, tem direito, pode tirar o seu da chuva. o gilmar mendes, presidente do stf, puxou as suas rédeas. tudo bem. índio quer e tem direito a outras coisas que não sejam apito. mas brincar de tiro - flecha é para índio burro - ao porco do mato numa área 34 vezes o tamanho da cidade de são paulo, convenhamos, é terra demais para a sua - do índio -  piroga. ah, eu disse piroga!</p>
<p><strong>A -</strong> eu vi algumas, raras vezes, o otacílio batista, ao vivo, ponteando a sua viola e fazendo repentes. um cantador de voz pequena e sem brilho. apenas isso. como repentista, na verdadeira acepção e uso da palavra, era fraco. não só pelas rimas, pobres de jó, mas pelos temas.  entre oliveira de panelas, como repentista, e otacílio batista, assim, de repente, posso ate dar o cantoria como empatada. que me perdoem os fãs e familiares. ambos são ótimas pessoas. honestos sujeitos. mas, como repentistas, fracos.</p>
<p><strong>L -</strong> o  henfil, aquele mesmo do ubaldo e do genial fradim, passou um tempão no estados unidos tratando o seu calcanhar de aquiles, que, por ironia do destino, estava no seu - dele - joelho. a hemofilia estava braba. durante esse tempo fez de tudo para conseguir um empreguinho para se manter e, mesmo uma artista feladaputa, não conseguiu. alugou até mesmo o seus &#8220;geniais calunguinas&#8221;. mas, por aqui, basta falar a ído patrão que as portas, sem exceção, estão abertas.  eo  brasileiro desempregado, mesmo bom, vai continuar bom lá pras negas dele.</p>
<p><strong>M -</strong> se não basteasse o loteamento da capital, agora, um &#8220;trabalho&#8221; que todos sabem existir, veio à tona: estão loteando os votos. existem zonas proibidas. e  não ficam nas ruas maciel pinheiro nem da areia. se o sujeito não votar em que o senhor rei da gatunagem da área mandar, sifu,  não vota, mas, depois de votar, pode não voltar para casa vivo. mas, pior que trocar  um voto por  um dose de cachaça, é embrigar-se de burrice,  e não votar.</p>
<p><strong>E -</strong> os meus dois leitores estão cobrando o &#8220;capa dura&#8221; deste escriba. peço calma, muita calma, para alimentar a alma é só saber perdoar. um mantra ? é o que me parece. pois foi essa nobre pretensão que levou este escriba e livardo alves, saudoso e criativo amigo,  a passar minutos improvisando e  cantando  e seguindo até encontrar o ponto certo. mas, infelizmente, acabamos nas reticências&#8230;</p>
<p><strong>I -</strong> nenhuma surpresa.  pesquisa - mais uma - comprova que uma em cada sete brasileiras entre 18 e 39 anos já abortou. isto sem contar as abortantes (sic) que não estão nessa faixa de abortadoras (sic). mas, todo os dias, sem precisar ter ovários,  apenas ovos, tem nego por aí abortando o que estão lhe  empurando - no melhor dos sentidos - de goelas adentro. nenhuma novidade.</p>
<p><strong>D -</strong> mais uma vez e dessa vez respondendo a um dos meus dois leitores, declaro que nada tenho contra nem a favor do senhor paulo coelho. não é do meu feitio fazer comentários sobre o que desconheço. nunca li um livro dele, se é que ele é  um escritor, como também nunca li nem ouvi um pensamento seu que não tivesse sido escrito antes por outra pessoa emuito antes por outra pessoa pensado(sic).</p>
<p><strong>A -</strong> não me perguntem em que vou votar. se tenho dois candidatos certos, todos os outros, sem exceção, certos estão de que não votarei neles. vota neles, mesmo que votar não vá armado de trinta e oito, seria um tiro no pé. no pé de quem ? dele, do ex-croto que se arvora a pensar que eu voto nele!</p>
<p><strong>Eu Plural:</strong>  vou, lugar comum, ao centro da cidade. o homem é produto do centro. e quem ficar do centro fora, descentrado, está perdido.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>ESTOU SAINDO PASSEAR PELO PONTO DO CEM RÉIS, ENQUANTO O SEU LOBO, PRESO NO MEU QUINTAL, NÃO VEM&#8230;</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/14/08/2010/estou-saindo-passear-pelo-ponto-do-cem-reis-enquanto-o-seu-lobo-preso-no-meu-quintal-nao-vem/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 09:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[1 – Uma coisa, pelo menos uma, um dos meus dois leitores está cansado de saber: sou e com muito orgulho o filho mais novo do Compadre Heráclito, conhecido clarinetista de Jaguaribe e Praia da Penha,
porém, mais conhecido pela retidão de caráter, e Dona Chiquinha, eterna menina que já trocou de roupa e foi morar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1</strong> – Uma coisa, pelo menos uma, um dos meus dois leitores está cansado de saber: sou e com muito orgulho o filho mais novo do Compadre Heráclito, conhecido clarinetista de Jaguaribe e Praia da Penha,</p>
<div id="attachment_5167" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto-nas-telhas"><img class="size-full wp-image-5167" title="humberto-nas-telhas" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto-nas-telhas" alt="sempre assim: o escriba fala sobre o que lhe na telha... ou seriam nas telhas ?" width="320" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">sempre assim: o escriba fala sobre o que lhe na telha... ou seriam nas telhas ?</p></div>
<p>porém, mais conhecido pela retidão de caráter, e Dona Chiquinha, eterna menina que já trocou de roupa e foi morar numa cidade lá no alto sem acreditar que o homem tenha ido à lua e que a lua nunca deixou de ser dos namorados</p>
<p><strong>B</strong> – Até aqui, a letra B, como os meus dois leitores estão lendo, nada demais. Mas é bom avisar que outros filhos, assim como o escriba - em em como, eu me amo - , também se orgulham dos pais que têm ou tiveram. Mas o que leva este pobre mas honesto e sério escriba a lembrar de seus pais é a tatuagem deixada por ele em cada um, onde se lê em letras indeléveis o “nunca seja o safado ou desonesto como muitos desses que estão aí”. Se pesa ? Ó Ledo Ivo engano! Eles a carregam levezinha, levezinha por onde andam.</p>
<p><strong>E</strong> – É isso mesmo que vocês estão lendo. Tem dias que a gente, contrariando o verso de Chico Buarque, o belo verso de sua Roda Viva, não se sente como quem partiu ou morreu. Sente-se mesmo sem partir e sem morrer. Fica parado. Vendo os corruptos e safados cada vez mais seguros de que roubar não é crime e cobiçar as coisas alheias não é pecado. E não pensem que o escriba não tem o que precisa e o que precisa sempre tem conquistado honestamente. Outro Ledo Ivo engano de quem pensa assim.</p>
<p><strong>R</strong> – Outro dia ouvi um bem sucedido senhor confessando para um amigo que roubava porque não gostaria de ser chamado de idiota. Nada demais. Uma confissão como outra qualquer. É aquela história do certinho senhor Rui Barbosa de que “<strong>um dia o homem sentirá vergonha de ser honesto”.</strong> Mas, quem, eu ? Taqui pro rabo do Rui e as negas dele! Vergonha de ser honesto ?! Hoje, com algumas raras exceções, eu sentiria vergonha se fosse um político sacana desses que usam e abusam - pelo menos este escriba que, quase sempre indiganado, porém, muitas vezes silencioso - dos nosso escassos direitos, usando, também, sacanas que são, até para pagar (sic) as suas comidinhas fora de casa.</p>
<p><strong>T</strong> - Quem eu ?! Ser chamado de ladrão e de corrupto e de safado e de croto e ex-croto e fazer de conta que não é comigo? Que o Paulo Muluf, o Juiz Lalau, o Salvatore, o Pitta e tantos outros famosos políticos e banqueiros que ficaram ricos roubando e continuam recebendo convites especiais para jantares em palácios e Ilha de Caras ? Vade retro, sacanas! Eu sou filho de Heráclito e Chiquinha! É preciso dizer mais alguma coisa ?</p>
<p><strong>O</strong> – O problema é que este escriba por mais que se esforce; por mais exemplos que tenha todos os dias; por mais que sinta nas caras dos crotos e ex-crotos que eles não estão nem aí para essa merda chamada de honestidade, não consegue ser desonesto! E não é que o que se pode pensar, por exemplo, que este force a barra e saia posando por aí de mais honesto do  que Heráclito de Almeida, que vocês não conhecem, e o bom Betinho,o irmão do Henfil, que vocês conheceram um dia. Não sou desonesto por alta de oportunidade ? Desculpem. Mais outro  Ledo Ivo engano.</p>
<p><strong>De Almeida</strong>: Ah, tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas. Eu também tenho algo a dizer, mas me foge a lembrança.  Por favor,telefone, eu preciso Beber alguma coisa, rapidamente. Pra semana o sinal vai abrir&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>SEM ESSA TAL FILOSOFIA ARISTÓTELES E NIETZSCHE ERAM DOIS BOLAS MURCHAS E FORA DOS BURACOS CERTOS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/12/08/2010/sem-essa-tal-filosofia-aristoteles-e-nietzsche-eram-dois-bolas-murchas-e-fora-dos-buracos-certos/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/12/08/2010/sem-essa-tal-filosofia-aristoteles-e-nietzsche-eram-dois-bolas-murchas-e-fora-dos-buracos-certos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 13:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[De vez em quando me pego a lembrar algumas frases que se fossem proferidas por este escriba ele seria linchado, como diria aquele repórter, em plena via pública. E por favor não estranhem o uso do verbo “pegar” na frase primeira. Sou réu e confesso gostar desse pegar tão nosso. Aproveito, também, para 
lembrar que essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="texto-capa" align="justify"><em>De vez em quando me pego a lembrar algumas frases que se fossem proferidas por este escriba ele seria linchado, como diria aquele repórter, em plena via pública. E por favor não estranhem o uso do verbo “pegar” na frase primeira. Sou réu e confesso gostar desse pegar tão nosso. Aproveito, também, para </em></p>
<div id="attachment_5160" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/aristoteles-e-nietsche.jpg"><img class="size-full wp-image-5160" title="aristoteles-e-nietsche" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/aristoteles-e-nietsche.jpg" alt="os &quot;bolas fora&quot; numa bela criação do poeta/corredor de rua francci lunguinho" width="500" height="206" /></a><p class="wp-caption-text">os dois bolas fora numa bela criação do poeta/corredor de rua francci  lunguinho. </p></div>
<p class="texto-capa" align="justify">lembrar que essa história do <strong>“ela pega e me espera no portão”</strong> nada tem do Chico Buarque. Em tempos idos e que foram cedo demais, Dona Chiquinha, minha mãe, em suas histórias, costumava dizer<strong> “Aí o Heráclito chegou, pegou a clarineta e tocou a Máscara Negra”. </strong>Pau<span class="texto-capa">sa. Não era isso que eu estava falando. E, por não ser isso, volto ao que desejava falar: frases de autores famosos, que, fossem proferidas por este escriba&#8230; O resto vocês sabem.</span></p>
<p class="texto-capa" align="justify"><em>Mas nunca imaginei porque cargas d&#8217;água um dos meus filósofos preferidos, entre os poucos filósofos que prefiro, sem filosofar, afirmou ser a mulher inferior ao homem. Foi isso mesmo que o Aristóteles disse um dia: <strong>“A mulher é inferior ao homem”.</strong>  Mas não pense em machismo. Pelo que sei dele, pouco, mas verdadeiro, o Aristóteles não seria macho o suficiente para demonstrar um mínimo de machismo. Sócrates, o mestre, por sua vez, que de macho não tinha lá muita coisa, que o diga. O mais o pior, como diria o Luiz Vieira, forçando a barra para ser o que nunca foi, matutão autêntico e orgulhoso de sua matutice, foi o Nietzsche, que gostava de tudo que o Zaratustra falava, disse um dia:<strong> “Quando a mulher se torna erudita é sinal de que há algo de errado com seus órgãos genitais!”.</strong> </em></p>
<p class="texto-capa" align="justify"><em>Talvez tenha sido loucura da minha parte, essa que me cabe nesse latifúndio cultural, mas, embora não sendo versado nesse filósofo cheio de prosa, acredito que essa jóia de pensamento veio naqueles infelizes anos em que a sífilis lhe deteriorava a mente e, conseqüentemente, o pensamento.  Somente sei que apesar de muitos acharem que a nossa Rose Marie Muraro tinha algo de muito estranho quando metia os peitos – no melhor dos sentidos – e de braços abertos defendia, ao lado do Boff, a sua Teologia da Libertação, nunca vi o menor sinal de problema ovariano – para ficarmos por aqui – nos seus atos e palavras.  Mas, lembrando a sífilis do poeta, é bom não esquecer que a primeira fase – são três – dessa doença se restringe – adivinham?  – aos órgãos genitais. Muito sintomática, pois, a frase do filósofo.</em></p>
<p class="texto-capa" align="justify"><em> E o Napoleão Bonaparte, famoso pela posição que ganhou o mundo e, segundo a história, fê-lo (arg!) perder a guerra? Ou melhor: foi o responsável pela expressão e a imagem com a qual entrou na história quando <strong>“perdeu a guerra?” </strong>O bravo general, segundo essa mesma história, nunca foi envenenado. Morreu mesmo de ansiedade.  E era tanta que lhe provocaria uma úlcera e o levaria a óbito. Dizem ainda, boas ou más línguas, pois não vou entrar na discussão, que foi enterrado sem o pênis, amputado horas depois de sua morte. </em></p>
<p class="texto-capa" align="justify"><em>A relíquia – relíquia?! - fora extraída por um professor louco e varrido, John Lattimer, que mais tarde se arrependeria do “roubo” e jurava para sua – dele - mulher que achava estar retirando o “tênis” do general para guardar de lembrança. Pois bem. Napoleão Bonaparte, antes de perder o pênis, confundido com o tênis pelo cirurgião louco, disse certa vez que <strong>“Era uma idéia louca pedir igualdade para mulheres. Elas não passam de máquinas para produzir filhos”.</strong> Sei não, mas o louco do professor John Latimmer fez muito bem. Um sujeito que via a mulher dessa maneira não merecia outra coisa. </em></p>
<p class="texto-capa" align="justify"><em><strong>Um instante, Maestro: </strong>em breve, muito em breve, <strong>O Que Me Restou do Silêncio&#8230; e Era Uma Vez o Meu Jaguaribe</strong></em></p>
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		<title>SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ, O MUNDO SERIA UMA MERDA, E EU PUXARIA A DESCARGA!</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 22:38:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[@ -  estou avisando, para começo de conversa, que se alguém disser que eu tenho algo contra as coisas
que o paulo coelho escreve e pensa, se é verdade que ele pensa, é mentira. não conheço o paulo coelho.  e até agora, por mais que tenha tentado, não consegui ler uma só folha escrita por ele.
@ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>@ -</strong>  estou avisando, para começo de conversa, que se alguém disser que eu tenho algo contra as coisas</p>
<div id="attachment_5153" class="wp-caption alignleft" style="width: 324px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/limao-de-mau-hu.jpg"><img class="size-full wp-image-5153" title="limao-de-mau-hu" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/limao-de-mau-hu.jpg" alt="apesar do mau-humor, a poesia e meu eterno bom humor se esconde nas entrelinhas..." width="314" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">apesar do mau-humor, a poesia e meu eterno bom humor se esconde nas entrelinhas...</p></div>
<p>que o paulo coelho escreve e pensa, se é verdade que ele pensa, é mentira. não conheço o paulo coelho.  e até agora, por mais que tenha tentado, não consegui ler uma só folha escrita por ele.</p>
<p><strong>@ -</strong> sexta-feira que passou, claro, pois a próxima, que também vai passar, não passou ainda, encontrei o chico césar, antes cabelo de cascão, antes cabelo de abacaxi, antes mais cabelo que chico césar, fantasiado de gari. no ponto de cem réis, achando-se valendo bilhões de réis, foi a atração. no palco ? quem era mesmo que iria se apresentar ? chico de gari, prova maior de solidariedade ao patrão, foi a atração. e nem precisou cantar.</p>
<p><strong>@ -</strong> acabei de receber do parceiro e amigo e irmão camarada Gilberto Nascimento, o Gil de Rosa, que em outubro estará mostrando na província das acácias com quantas músicas se faz um excelente show batizado de &#8220;<strong>ela me ensinou a comer flores&#8221;,</strong> o execelente Cd do Arrigo Barnabé, onde ele presta uma bela homenagem ao excelente amigo itamar assumpção.tudo excelente, nada de excelências.  depois falo para vocês. uma pena que seja tão difícil, raro, raríssimo, encontrar por aqui alguma coisa do genial criador de &#8220;<strong>clara crocodilo&#8221;.</strong></p>
<p><strong>@ -</strong> envelhecer não dói. às vezes, sem perceber, só machuca um poquinho. mas saber envelhecer é coisa para quem é muito jovem, tem muito saúde, muitos anos de cabeça.  a cabeça pensa e o corpo, mesmo envelhecido, não padece. não envelheço,  amadureço. e, maduro, sem medo de ficar podre e cair, lembro a raposa: vou estar sempre verde.</p>
<p><strong>@ -</strong> às vezes me pego pensando que nunca vou morrer. outras, descuidado, descubro que estou morrendo. outras, ainda, que serei poupado do vexame de morrer tão moço. mas, eis que de repente, esqueço de lembrar que o tempo é fugidio e que vou sempre guardar o tempo que quero e preciso dentro do bolso da minha camisa vermelha.</p>
<p><strong>@ -</strong> nada melhor do que não fazer nada. não acho. não fazer nada cansa. e muito. se me pagassem para não fazer nada, podem ter certeza, cobraria muito caro. e, se não recebesse o cobrado, somente para contrariar aquele que me contratou, quando ele desse as costas, descansasse os olhos, eu faria alguma coisa.</p>
<p><strong>@ -</strong> dizem por aí, cheios de orgulho, que saudade é uma coisa somente nossa. não a saudade. acredito. mas a palavra. eu não sou de sentir saudades. não sou de lembrar as coisas boas e esquecer as ruins. ou tudo ou nada:  ou lembro de tudo ou não lembro de nada. não discrimino lembranças. não discrimino nada. sou o que sou sem nunca ter pensando em ser diferente.</p>
<p><strong>@ -</strong>  não escrevo para agradar aos dois bons e fiéis leitores meus. não agrado aos meus dois leitores escrevendo para agradá-los. eles, acredito, agradecidos ficam se o escriba escrever para agradar a si e evitar de morrer engasagado com palavras. simples. os olhos são deles e as palavras, enquanto os dedos fabricam, minhas. depois,  que  sejam os olhos do outros. em especial, dos dois leitores meus. com cacofonia e tudo.</p>
<p><strong>@ -</strong> nos meus oitos anos não lia o casimiro de abreu. lia as nuvens que passavam céleres pelo céu da rua senhor passos escrevendo bichinhos branquinhos como picolé de coco. a mata do buraquinho, que passava - não é somente o rio que passa - pela minha porta, era maior que a amazônia. cada pé de cupiúba um baobá. cada folha de  pitomba uma vitória-régia.</p>
<p><strong>@ -</strong>  se penso, não raras vezes, desisto. se penso&#8230; existo logo ou só depois de pensar ? descarto o que descartes pensa. o meu pensar não me deixa penso. ando ereto. só curvo os joelhos para agradecer. por tudo. principalmente por não ter que me ajoelhar para outrem que não sejam ele. esse ele, como inteligentes vocês perceberam, começa com maiúscula.</p>
<p><strong>@ -</strong> a eleição vem a caminho. caminharia, se dependesse tão-somente deste escriba, para longe dos que irão caminhar em defesa do que dizem ser também interesses meus. votar e voltar ao lugar da partida. eles vão. passarão. e como gostaria que fôssemos todos passarinhos&#8230;</p>
<p><strong>@ -</strong> nunca me vi pela globo. a globo nunca foi o meu espelho. não me sento  diante  da globo para refletir. a globo não reflete. o olho da globo, igual ao olho cego de lampião, como falou um dia o poeta, olha para dentro. só vè o que acontece dentro dela. o que lhe interessa. não olho para a globo desconfiado com o que a globo quer  mostrar com o olho que vê.  desconfio sempre. olhos abertos ou fechados, eu me vejo por aqui. a globo se vê por lá. estamos quites. ela pensa que mostra o que deseja mostrar, e eu finjo que não estou vendo o que ela viu e  mostrar ao escriba não deseja.</p>
<p><strong>@ -</strong>  tenho palavras nas pontas dos dedos. e eles, por sua vez, vez deles, se não usam as cabeças, entram no ritmo  da cabeça que pensa. o homem, se não vale pelo que escreve, tendo oportunidade, deve  escrever sobre o valor que tem. sem alarde. sem cabotinismo. enquanto a chuva cai lá fora, cá dentro do peito, faz um sol do bute. lembro: gosto da expressão. gosto do sol. a chuva, mesmo não molhando por dentro de mim (sic), deixa os meus pés frios.</p>
<p><strong>@ -</strong> paro. parto. agora é só pedaços. perto de mim, bem ali, passa um rio. passava um rio. não riam. o rio que passava bem ali, perto da minha casa, é um ex-rio. me comove. ele não passa. se espreme entre margens somente lixo e marginais que sofrem porque não puderam fugir das margens desse rio. um dia, sem rir, verei o meu rio somente sorriso. aí, sim, sorrirei com ele.</p>
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		<title>AS CENAS DOS MEUS FILMES PREDILETOS PASSAM A CEM POR HORA&#8230; ESTOU NO MEU QUARTO DE DORMIR.</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 14:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[1 – Eu gosto que me enrosco quando assisto a um filme e ele fica aquele tempão feito quadro colorido na parede da minha memória. Vou dormir e o mocinho e a mocinha ficam ali, agarradinhos, trocando beijos no escurinho do cinema. Ela, sempre gostosinha, bochecha pintada de carmim; ele, depois de matar um leão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1 – </strong>Eu gosto que me enrosco quando assisto a um filme e ele fica aquele tempão feito quadro colorido na parede da minha memória. Vou dormir e o mocinho e a mocinha ficam ali, agarradinhos, trocando beijos no <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cinema-paradiso.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5147" title="cinema-paradiso" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cinema-paradiso.jpg" alt="" width="500" height="698" /></a>escurinho do cinema. Ela, sempre gostosinha, bochecha pintada de carmim; ele, depois de matar um leão e achar a coisa mais natural do mundo, tirando o chapéu e mostrando que o penteado continua o mesmo.</p>
<p><strong>B –</strong> Existem filmes que com apenas uma cena, apenasmente uma, como diria o Lima Duarte na pele do Sinhozinho Malta, personagem que nunca gostei e que parece ter gostado demais do Lima Duarte, tanto que nunca lhe abandonou, entram em nossas telas (as da mente) para nunca mais sair. Tudo bem, prometo não usar mais o “nunca” daqui pra frente. Ah, some-se, porém,  a esse meu desgostar do Sinhozinho Malta o fato de ele ser um chupador sem caráter do espetacular<strong> Coronel </strong>( e o Lobisomem) do <strong>José Cândido de Carvalho.</strong></p>
<p><strong>E - </strong>Eu, por exemplo, nunca vou esquecer o <strong>Kirk Douglas</strong> de o <strong>Último Por do Sol, </strong>tendo com vocal de apoio – moderno? backing vocal - três mexicanos afinados, cantando <strong>Cucurrucucu Paloma</strong> ,do Tomás Méndez, sob uma noite enluarada. E quem poderá esquecer aquele “fio de Ariadne” que a mãe de Totó, o garoto prodígio de Cinema Paradiso, deixa desfiar quando sai para atender ao telefone e receber a notícia da morte do bom Alfredo?</p>
<p><strong>R – </strong>Mas entre as cenas que carrego nessa cabeça de cinéfilo, sem lembrar, mais uma vez, os beijos censurados de <strong>Cinema Paradiso,</strong> tem uma que, como disse aí no parágrafo primeiro, eu gosto que me enrosco!  Qual é ?  A  dança final de <strong>Anthony Quinn</strong> em <strong>Zorba, o Grego,</strong> ao lado de <strong>Alan Bates,</strong> naquela praia desolada! Esquecer? Como?! E a famosa frase no embalo da trilha sonora de Mikis Theodorakis, <strong>&#8220;Dançamos com a cabeça e um sorriso no rosto, os braços são apenas para dar o equilíbrio!?</strong>”! Puta que los pares, como diria o meu irmão Dapenha, posso até pagara conta do bar e trocar de roupa para morar noutra cidade. Esquecer jamais eu hei de.</p>
<p><strong>T - Casablanca?</strong> Ora, 1 Berto, como esquecer a cena em que Rick (<strong>Humphrey Bogart)</strong> ao ver Ilse (<strong>Ingrid Bergman)</strong> deixando seu famoso bar ao lado de Victor Laszlo <strong>(Paul Henreid)</strong>, uma dor de corno – dói muito, mesmo? – de matar de inveja o Reginaldo Rossi, maldizendo aquele momento, e perguntando: <strong>“Tantos bares, em tantas cidades em todo o mundo, e ela tinha que entrar logo no meu?!</strong>&#8221; Ora, Se este escriba for falar de suas cenas preferidas em Casablanca vai precisar não só de 1 Berto, mas de milhares! Portanto, para terminar, lembro Ilse perguntando a Rick, com a sua partida, o que sobraria para eles. E o  Rick, sem mover um só  músculo do rosto, responder que “<strong>Nós sempre teremos Paris!”</strong></p>
<p><strong>O - </strong>Ufa! Como diria o Roberto Carlos se cínéfilo ele fosse - são tantas as emoções! Por fim, somente quem não assistiu – uma coisa rara - a Shane (<strong>Os Brutos também Amam</strong>), filme de<strong> George Stevens,</strong> feito em 1953, pode esquecer o garoto Joe Starret (Van Heflin) gritando para o ídolo que acabara de matar o perigoso bandido Jack Wilson (<strong>Jack Palance</strong>) “Shane! Shane! Come back!” Eu, sinceramente, sabendo a mãe que aquele garoto tinha e o quanto gostosa e bonita era ela, esqueceria até o cavalo. O morto e que me levaria para longe dela.</p>
<p><strong>De Almeida:</strong> Isso mesmo. Passaria aqui horas e horas e filmes e filmes passando pela minha cabeça e todo o tempo do mundo não passaria. Uma cena só e apenas uma pode  pagar a entrada para assistir ao filme e, por sua vez, para o filme, sua entrada para a história do cinema. E se depois de uma cena dessas conseguem criar outras e outras, como outro dia lembrarei, citar apenas uma é um crime. Por isso, paro por aqui. É  melhor e não faz mal&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>VIVER E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ É O PRIMEIRO PASSO PARA A TOTAL FELICIDADE!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/07/08/2010/viver-e-nao-ter-a-vergonha-de-ser-feliz-e-o-primeiro-passo-para-a-total-felicidade/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/07/08/2010/viver-e-nao-ter-a-vergonha-de-ser-feliz-e-o-primeiro-passo-para-a-total-felicidade/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Aug 2010 10:43:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[
@ - Não vi Ainda Uma nova roupagem dram Que AO Velho Pavilhão do Chá. Por aí li Quase Que gastaram Meio Milhão refazerem o n. pagode Chinês. Achei Muito . DINHEIRO COM Esse , acredito, Mesmo Que Não entenda nada OU Quase nada de Construção, eu Não recuperaria UM pagode, Mas compraria Vários Grupos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong></p>
<div id="attachment_5129" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/em-casa-e-joao-004.jpg"><img class="size-full wp-image-5129" title="- em casa- e- João -004" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/em-casa-e-joao-004.jpg" alt="Dois pais , João e Paulo Outro hum , Num dia de paz !" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Dois pais , João e Paulo Outro hum , Num dia de paz !</p></div>
<p><strong>@ </strong>- Não vi Ainda Uma nova roupagem dram Que AO Velho<strong> Pavilhão do Chá</strong>. Por aí li Quase Que gastaram Meio Milhão refazerem o n. <strong>pagode Chinês</strong>. Achei Muito . DINHEIRO COM Esse , acredito, Mesmo Que Não entenda nada OU Quase nada de Construção, eu Não recuperaria UM pagode, Mas compraria Vários Grupos , ruínas dispensáveis E Para muitos , Que me dariam Pará Para muitos pagodes de graça. aí , Que eu Nunca gostei de pagodeiros , dispensaria essese ficaria com Somente as pagodeiras .</p>
<p><strong>@ </strong>- Com amanheci Uma notícia de Uma Coisa Que Agora vai . Uma Coisa , vocês sabem Ainda Não, claro , PORQUE Ainda Não Disse , E a Retirada daquelas invandem barracas feias Que Uma Nossa <strong>Praia do Bessa.</strong> Não adianta . UM e Praia do povo - Não séria do polvo ? - Como E barracas deles . nada contra eles . Mas Tudo contra essas barracas feias .</p>
<p><strong>@</strong> - O Primeiro Passo . o segundo, esse mês mais importante, Será UM desprivatizar Toda orla Nossa, começando Pedaço Por Aquele Que se Encontra Ainda na garganta de Muita Gente, Roubado da <strong>Praia da Penha .</strong> Uma vergonha ? Milhões .</p>
<p><strong>@ -</strong> Escrevi Que não acredito Que hum Nossa <strong>Província das Acácias</strong> Seja a Terceira Cidade Mais Antiga do Brasil. Escrevi , também , que, Mesmo acreditando Não, em nada Mudou o amor Que Tenho Por esta Cidade Que Não É a terceira Mais Antiga do <strong>brasil.</strong></p>
<p><strong>@</strong> - a mesma coisa. Mesmo o amor . É Como se de repente me dissesse Que o Céu Não É Mais Azul - Há Muito Que ESSA Foi Descoberta Feita Pelo Escriba - E Que Esse azul Não Passa de Uma ilusão de ótica . o Azul e O Limite Para esses Olhos Que Tudo Fazem ver Parágrafo Apenas o essencial.</p>
<p><strong>@</strong> - Por quê duvido insistissem Mais Que Os Meus Olhos iriam ver / aceitar cor Uma Diferente Para o Seu eterno Céu azul . o Céu, Por Mais Que digam o contrário e provém , parágrafo acostumados Estes Olhos , Será semper azul . E, para fazê- lo Mais bonito ainda, Acrescente -se o anil .</p>
<p><strong>@ -</strong> Continuar e vai . SE UM <strong>Província das Acácias</strong> É a terceira Cidade Mais Antiga Ou não Desse brasil em terras SEUS NOVINHO em poucos Mais de quinhentos anos , pouco Importa . Em todas listas , Pelo Menos</p>
<div id="attachment_5131" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/gil-joao-dapenha-001.jpg"><img class="size-full wp-image-5131" title="João Gil - dapenha -001" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/gil-joao-dapenha-001.jpg" alt="Dois pais , eh zé Outro João, noutro dia de paz !" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Dois pais , eh zé Outro João, noutro dia de paz !</p></div>
<p>Este escriba n , Será semper A primeira Mais velha Mais nova OU, Não Importa , repito , nesse jaguaribense Coração.</p>
<p><strong>@ -</strong> Mas havemos de CONVIR . <strong>Santos, Salvador , São Paulo, Rio de Janeiro, São Vicente</strong> et caterva , Esse Sendo que &#8220;et caterva &#8221; nehum Nome Não É de Cidade, São Mais Velhas. Por que então UM Minha doce em Terceiro Província ?</p>
<p><strong>@ - </strong>deixemos Que continuem OS mortos lá embaixo achando deixaram Que ESTA Cidade Na condição de terceira Mais velha do Brasil. o resto história é. Pouco Importa e para quê OS Que Desta Cidade MUDAM SE.</p>
<p><strong>@ - Millôr Fernandes</strong> Disse Que Achava muito bom , Quase arretado , Alguém QUANDO elogiava o Seu Trabalho, mas, Como Uma LHE pedir Desculpas , Acrescentava Que Tinha Muita Coisa Nele , Seu Trabalho Não, Que Não entendia</p>
<p><strong>@ -</strong> respondeu , legal, isso me Faz Tão Fácil Não Parecer , tao entendível . Menos OU Mais, USAR ESSA Medida sem triste , assim .</p>
<p><strong>@ -</strong> Não me Esforço Parágrafo Ser Difícil . Não sei Sequer Parecer Difícil NAS Coisas Que escrevo . Não gostaria dos Algum Que Meus Dois leitores ficasse sem trocadilho , softwares Momento em Antigos , o Que Estou Querendo</p>
<div id="attachment_5132" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto-morena-e-companhia.jpg"><img class="size-full wp-image-5132" title="Humberto - morena -e - Companhia" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto-morena-e-companhia.jpg" alt="Uma morena em paz com pais em paz com a Vida !" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Uma morena em paz com pais em paz com a Vida !</p></div>
<div id="attachment_5133" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/erlandsson-e-esposa"><img class="size-full wp-image-5133" title="Erlandsson -e - Esposa" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/erlandsson-e-esposa" alt="UM pai Esposa e nora do pai em dia de paz !" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">UM pai Esposa e nora do pai em dia de paz !</p></div>
<p>Dizer . Parágrafo escrevo Comunicar -me . complicar ? Nunca . Não confundir vim Parágrafo . E, como costumo escrever , Apesar de viver Fácil e Muito bem , costumo Dizer Que de complicado basta a Vida .</p>
<p><strong>@</strong> - E sabem Que Tenho Razão ? não? ! fiquem POIs Sabendo : Não confundir par vim OU complicar . Vim viver n &#8230; e vivo !</p>
<p><strong>@ -</strong> OS Meus Dois leitores , sem Alarde , tem Feito Sobre propaganda Uma espetacular Como Coisas Que eles escrevo para. isto mesmo . Para especialmene enguias. Mas eles sabem Que Também Não Sendo Nem cabotino Hipócrita - SE Fosse n º Adiar , Ser escolheria o segundo - escrevo em Primeiro Lugar n. MIM. logotipo Iria complicar não.</p>
<p><strong>@ -</strong> Pois bem . o numero de eleitores Destas mal- traçadas - nenhuma surpresa aumentado TEM - . fico feliz . Mais feliz Ainda fico POR confessar , sem medo de Ser Feliz, Que Este Nunca Foi O Maior Objetivo Deste Nosso Espaço plural : ser lido Por Mais de Dois leitores e tema para discussão .</p>
<p><strong>@ -</strong> escrevo , Como Disse Tantas Vezes em Outras , n Não Morrer engasgado com um palavaras Que passeiam em Minha garganta . diria mais: o silêncio , Apesar de Ser Uma dádiva divina, Embora, silencioso , deus Nunca tenha confessado ISTO , Como Vezes mata Também . No caso , porém , Nao Sendo cabotino Nem Hipócrita , desejarei Nunca Morrer de silêncio.</p>
<p><strong>@ -</strong> Hoje, Sábado, Quase sete horas da manhã, hum preparo Parágrafo Minha fantasia Mais Uma dia de Sábado . Vou centro ao, Como costumo Chamar Aquele Espaço, Antigo Ponto cem réis de , transformado em Hoje Uma quadra de esportes .</p>
<p><strong></strong></p>
<div id="attachment_5138" class="wp-caption alignleft" style="width: 394px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/heraclito-e-pele.jpg"><img class="size-full wp-image-5138" title="Heráclito -e- Pelé" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/heraclito-e-pele.jpg" alt="o da Esquerda craque é, comeco de tudo, hum pai , finalmente, em paz com Ele !" width="384" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">É o craque o da Esquerda ! O comeco de tudo! Um pai , finalmente, em paz com Ele !</p></div>
<p>@ -</p>
<p>Largo hum ? preferia o &#8221; estreito &#8220;por Onde o Meu pai, Passos curtos e sem Pressa em Lugar UM Buscar No futuro, inventava a Vida . (<strong>Feliz o pai Que TeVe pai daqueles hum! sou feliz Por isso !)</strong></p>
<p>@ - sem Querer , meio de soslaio , olharei o Seu - era o Lugar Que Mais Ele gostava - <strong>Pavilhão do Chá</strong> de roupa nova. Não sei se perceberei , OS Olhos nus , Alguma Diferença Nele , nao <strong>Pavilhão do Chá,</strong> Novidade vestido de roupa nova. nenhuma. Frente nada de novo não.</p>
<p>@ - o Pavilhão , Por Mais Que invistam Nele , o sem <strong>Heráclito compadre,</strong> Nunca Será o Mesmo . Nem eu . UM belo Sábado Para Todos. Vou me n LeVar passear .</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>NUM SÁBADO DE GRAÇA AS PALAVRAS ENTRAM DE FÉRIAS E DEIXAM NA TELA UM SORRISO BRANCO!</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Aug 2010 03:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[O dengoso Caetano Veloso disse em sua Tigresa, bem no finalzinho, que nada melhor do saber fazer bem alguma coisa.  Onde foi que ele disse tal coisa ? &#8220;Como é bom tocar um instrumento!&#8221;. Eu que não sou
instrumentista, fico embasbacado quando assisto ao meu amigo e maestro Gladson Carvalho, nas mãos um violão que parece não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dengoso Caetano Veloso disse em sua <strong>Tigresa</strong>, bem no finalzinho, que nada melhor do saber fazer bem alguma coisa.  Onde foi que ele disse tal coisa ? &#8220;<strong>Como é bom tocar um instrumento!&#8221;.</strong> Eu que não sou</p>
<div id="attachment_5121" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/chapeu-a-marca"><img class="size-full wp-image-5121" title="chapeu-a-marca" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/chapeu-a-marca" alt="debaixo do chapéu, todo sorriso, um sujeito de palavras!" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">debaixo do chapéu, todo sorriso, um sujeito de palavras!</p></div>
<p>instrumentista, fico embasbacado quando assisto ao meu amigo e maestro Gladson Carvalho, nas mãos um violão que parece não pesar um grama, tocando Mozart ou Vivaldi. Não vou mentir: ao vivo me toca mais ainda! Sinto que estou mais vivo do que nunca!</p>
<p>Escrever&#8230;</p>
<p>O meu instrumento é a palavra escrita e falada. A falada é o repente.  A escrita, como muitos colegas já perceberam, vem de repente também. Não sou violeiro. Não vivo de repente nem de embolada. Mas a minha escrita, toda ela, sendo bem ou mal-traçadas, embora prefira as segundas (acho o domingo muito melhor), vem do repente também.</p>
<p>Porém e ai porém, assim mesmo, sem vírgulas, lembrando o Paulinho da Viola, tem dias que as palavras tiram as suas fantasias, ficam nuas (porém nunca cruas) e vão curitr o silêncio das línguas e olhos cansados. Elas querem a liberdade que somente a tela vazia é capaz  de lhes proporcionar.  E, assim, se vão, deixando na tela branca apenas o sorriso. Férias. Penduram o pensamento no cabide do sorriso fácil. E foi o que fiz. Atendi ao pedido das palavras e, neste sábado, somente sorriso, o considerei de graça.</p>
<p> </p>
<p><strong><em><span style="text-decoration: underline;">NÃO COMETAM UM ATRO PELO, DESCULPEM, ATROPELO!</span></em></strong></p>
<p>Uma senhora Entra e Confeitaria NUMA Pede AO bolo UM balconista &#8221; Nega Maluca &#8220;.<br />
O balconista Cliente Que Diz a USAR o nome &#8221; Nega Maluca &#8220;, em dia hoje, Cadeia dar Pode, Devido a :</p>
<p>- Lei Afonso Arinos ;<br />
- Lei Eusébio de Queiroz ;<br />
- Artigo Quinto da Constituição ;<br />
- Código Penal ;<br />
- Código Civil ;<br />
- Código do Consumidor ;<br />
- Código Comercial ;<br />
- Código de Ética ;<br />
- Moral e Bons Costumes,<br />
- Além da Penha Lei &#8221; Maria da &#8230;</p>
<p>- Então, Filho meu, Como peco ESSA porra do bolo ?<br />
 <br />
- Torta Problema com afro- descendente mental &#8230;</p>
<p><strong><em><span style="text-decoration: underline;">NÃO ADIANTA SE ENGANAR: A VELHICE É UMA MERDA!</span></em></strong></p>
<p>Um casal passa a lua de mel em uma linda cidade.</p>
<p> Numa casa de espetáculos pornô o letreiro anuncia: &#8216;HOJE, O FABULOSO WALTINHO&#8217;.</p>
<p>Entram e o show começa com WALTINHO, 54 anos, numa cama com um<br />
louraça, uma morenaça e uma ruivaça, que ele traça , uma a uma &#8230;. e<br />
depois repete.</p>
<p> As três mulheres, exaustas, deixam o palco, enquanto WALTINHO<br />
agradece ao publico, que de pé aplaude efusivamente.</p>
<p> Sob o rufar de tambores, uma mesinha com 3 nozes é colocada bem no<br />
centro do cenário..</p>
<p>WALTINHO quebra as 3 nozes com o pênis, com pancadas precisas.</p>
<p>O publico vai à loucura e ele é ovacionado por vários minutos !</p>
<p>Passados 25 anos, para recordar os velhos tempos, o casal decide<br />
comemorar as bodas de prata na mesma cidade.</p>
<p>Passeiam pelos mesmos lugares e, diante da mesma casa vêem, surpresos,<br />
o cartaz: &#8216;HOJE, O FABULOSO WALTINHO.</p>
<p>Entram e, no palco, quem está lá ?</p>
<p>O WALTINHO, agora com  79 anos, enrugadinho, cabelos brancos, traçando<br />
3 mulheres com o mesmo pique.</p>
<p>Não dá pra acreditar ! ! !</p>
<p>Quando os tambores começam a rufar, é colocada no centro do palco a<br />
mesma mesinha, agora com 3 cocos, e ele os quebra com o pênis com a<br />
mesma precisão.</p>
<p>Boquiaberto, o casal vai ao camarim para cumprimentar pessoalmente o<br />
fabuloso WALTINHO e, curiosos, lhe perguntam o motivo da mudança das<br />
nozes para cocos.</p>
<p> Meio sem graça, ele responde:</p>
<p> - A VELHICE É UMA MERDA ,</p>
<p>A VISTA ESTÁ FRACA E NÃO CONSIGO MAIS ENXERGAR AS NOZES.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>SE EU GOSTO DE COISIFICAR AS MINHA COISAS É PORQUE ME SINTO O DONO DAS COISAS MINHAS!</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 11:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[1 - fui mais uma vez tentar assistir a um show nessa  quadra de esportes conhecida como ponto de em réis. dessa vez o lugar comum: paralalamas do sucesso. mas, infelizmente, nós, a morena eu, não tivemos
sucesso algum. o show, assim como o de roberta miranda,começou no aniversário da cidade. ou seja, meia noite e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1 </strong>- fui mais uma vez tentar assistir a um show nessa  quadra de esportes conhecida como ponto de em réis. dessa vez o lugar comum: paralalamas do sucesso. mas, infelizmente, nós, a morena eu, não tivemos</p>
<div id="attachment_5109" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto_pela_metade.jpg"><img class="size-full wp-image-5109" title="humberto_pela_metade" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/humberto_pela_metade.jpg" alt="na metade do lado de fora, encontro a outra por dentro: sou inteiro!" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">na metade do lado de fora, encontro a outra por dentro: sou inteiro!</p></div>
<p>sucesso algum. o show, assim como o de <strong>roberta miranda,</strong>começou no aniversário da cidade. ou seja, meia noite e um poquinho mais. lugar comum. não esperamos. o suesso faríamos em casa mesmo.</p>
<p><strong>B</strong>- o sujeito que é ficha suja é como a história do pau que é torto e morre torto. não tem . podem passar o céu e a terra - eu gosto de pluralizar a frase - mas as suas sujeiras, apesar de todo esforço, do uso sem pena da água sanitária e outros produtos de limpeza, nunca passarão. vai morrer sujo. é o caso desse rapaz.</p>
<p><strong>E -</strong>amanheci entre a certeza de que iria fazer alguma coisa e incerteza, essa maior ainda, de que nada faria. acabei sentado diante da tela branca do meu computador, hoje, sem word, matando o tempo e sabendo que ele, fingindo-se de morto, há de me enterrar um dia.</p>
<p><strong>R </strong>-  li, mais uma vez, algumas crônicas do meu bom irmão <strong>dapenha.</strong>escreve tão fácil que leva uma multidão  de pseudos leitores a pensar (a multidão) que é escrever é  mesmo fácil. por falar nessa concordância esdrúxula e estranham,  vocês sabiam que numa loquação verbal qualquer um dos verbos pode ir para o plural ? o que é loquação verbal ? pronto. agora lascou! assim é  querer demais! (risos).</p>
<p><strong>T</strong>- é um saco o sujeito descobrir que se a vida é um saco as duas bolas quem  carrega é ele.  e foi assim, filósofo de omeleta, que amanheci nesse dia em que a nossa senhora das neves (não a parahyba) está fazendo aniversário. mesmo não sendo réu confesso que se não tivesse nascido nesta cidade mudaria o nome da cidade onde teria nascido para <strong>parahyba.</strong>assim mesmo. todo cacófato, mas satisfeito.</p>
<p><strong>O </strong>- um dia o meu <strong>jaguaribe,</strong>como ressaltou o escritor e cronista <strong>dapenha,</strong> há de reconhecer esse filho que não o chama de amigo, mas de irmão. todos sabem que não preciso andar em <strong>jaguaribe</strong>. ele, o meu <strong>jaguaribe</strong>, anda comigo. anda em mim. conhece todas as minhas ruas e atalhos. sou rio. só rio. salvem o meu (rio ? e muito) <strong>jaguaribe</strong>!</p>
<p><strong>D</strong>- a verdade é que se ando bebendo muito pouco, quase nada, também pouco, por falta de tempo, em especial, tenho lido neste meu quarto-ilha cercado de livros por todos os lados. mais livros. os filmes e discos, cds, como queiram, ainda perdem em quantidade. por que não tenho lido ? primeiro, como já entreguei, falta de tempo. e, segundo, apesar da colocação , não menos importante que o primeiro,  o que há de  interessante já foi escrito, e este escriba, se não leu tudo, quase tudo ele leu. por que, então, tanto tesão para ler coisas novas que me cheiram a velhas, se tenho as coisas velhas todas como novas ?</p>
<p><strong>E </strong>- todas às vezes que chove lá fora um sol do bute (gosto da expressão)  nasce dentro do mim. a chuva apenas lava a minha cabeça e molha os meus pés. chove lá fora. apenas. dentro do peito não faz frio. inventa calor.</p>
<p><strong>A </strong>- estive ouvindo algumas chamada obras- primas cantadas por um <strong>tom  jobim</strong>que não prima em nada pelo o seu canto e  quase sempre sai do tom. não gosto de <strong>tom jobim</strong>cantando. ou melhor: nunca achei que <strong>tom jobim</strong>cantasse. assim como também acho que o <strong>chico buarque</strong>não canta nada. como o <strong>gonzaguinha</strong>. desculpem o como. não como nem comeria. a lígua tem dessas coisas.  eles dão o recado. e muito bem. aproveito para lembrar que ouvi de uma excelente pessoa mais maior que grande (lembraram o <strong>gonzaguinha </strong>? isso mesmo, foi proposital) que a minha pontuação era muito pessoal e dela gostava. confesso que gosto mesmo é da liberdade que dou a prosa e aos versos. diversos. sem prosa.</p>
<p><strong>L</strong> - em tempos idos ouvia o alceu valença dizer que se a vida era um desmantê-lo o matasse - feio, não ? - porque era muito vivo. não ando preocupado com a morte. é a vida, essa que sabendo viver, com alma grande ou pequena, pois tamanho de alma não se mede, valerá a pena. não tenho pena de quem não sabe viver a vida sem ter pena dela.  a vida  foi criada tão-somente para isso: ser vivida. mas, se o sujeito vive amando e fazendo com que as pessoas o amem também, assim mesmo, pois ninguém ama sozinho, pois, como em tantas coisas nesta vida a reciprocidade tem que existir, estará vivendo de forma que muitos vivam felizes sabendo que ele, esse sujeito que vive amando, está vivo e sabendo viver como poucos (ufa! dessa vez o parágrafo foi enorme, e, como vocês perceberam, quase ficava a margem desse rua  de  palavras!)</p>
<p><strong>M -</strong>outro dia  escrevi que sou  um malabarista de palavras. era mais: um trapezista das palavras. comparam muitas vezes o trapezista a candidato sacana, ex-croto. ele  usa a escada para subir, e, seguro no trapézio, chuta a escada que o levou até ele. mais ou menos isso. nunca hei de chutar uma palavra que</p>
<div id="attachment_5111" class="wp-caption alignright" style="width: 350px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/capa-do-do-livro.jpg"><img class="size-full wp-image-5111" title="capa-do-do-livro" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/capa-do-do-livro.jpg" alt="por enquanto, só me resta silenciar..." width="340" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">por enquanto, só me resta silenciar...</p></div>
<p> me ajudou a concluir um pensamento. outras vezes, com certeza, irei dela precisar. e aí ? sem o símbolo indispensável para mostrar o que penso,  acabarei morrendo de silêncio! pausa. gostei da imagem: morrer de silêncio! E vocês ?</p>
<p><strong>E </strong>- nesta quinta-feira com  a cara de sábado e o andar de um domingo, amanheci acometido de uma logorréia aguda.  apêndice cheio de palavras. ressacado. verborrágico. cheio de paradas nas frases e silêncio sem pontuação. quando desperto assim, abro a janela, e comprovo que o dia ainda continua dormindo. sé desperto mesmo quando o dia amanhece em mim. (poético, não, <strong>1 berto</strong> ?)</p>
<p><strong>I -</strong>uma justificativa entre as muitas que damos pela vida: embora prometido não fui, também, assistir ao show de roberta miranda. chuva. muita. ceveja. embora não tantas levaram-me ao braços de morfeu. aí, foi fu&#8230; que rima, mas não é nenhuma solução. por enquanto. depois mistura a justificativa com a vontade de ouvir o <strong>luiz melodia</strong>. uma solução. e quase perfeita.</p>
<p><strong>D </strong>- ando pensando em  juntar algumas das muitas mal-traçadas minhas  em um &#8220;corpo fechado&#8221;. não está sendo fácil separar o joio do trigo.  pelo menos para este escriba.  muito mais díficil que plantar e cuidar do trigueiro (gostei) até o dia da colheita. <strong>o que me restou do silêncio&#8230;</strong> e <strong>era uma vez o meu jaguaribe</strong>estão maduros. mas é o gosto da fruta que me preocupa. não me interessa - verdade - se algum leitor dizer  preferir  o gosto da framboesa. também gosto de framboesa. gosto de tudo que me lembra mato. eu mato. eu mato. roubar a minha cueca é o mínimo. o importante é saber que as melhores coisas que eu tenho não podem ser roubadas(bonito,<strong>1 berto!).</strong></p>
<p><strong>A</strong> - não gosto de livro de auto ajuda. auto-ajuda. auto-esporte. é como conselho: não me deem. embora seja um sujeito que sabe escolher entre os muitos conselhos que recebe. aceitar um conselho é sinal de que o conselho, aquele, o sujeito estava  precisando. os livros me ajudam a pensar e a viver. mas não são livros de auto-ajuda. são livros que do alto ajudam. em síntese: a ajuda que recebo vem do alto! (que beleza, <strong>1 berto!)</strong></p>
<p><strong>PONTO FINAL</strong> - um dia escrevi que mulher de amiga minha era homem para mim. outro dia, esse faz tempo, escrevi que estava como aquele sujeito que nadou&#8230; nadou&#8230; nadou&#8230; e nada! sobre o primeiro pensamento não tenho dúvida. respeito é bom e eu gosto. se homens elas pensam que são, que homens sejam. vivam ou não pela vida pisando em ovos, no caso delas, alheios, estão vivendo as vidas (assim plural) delas. agora, quanto a história do nadar e nada,  na vida acredito que nadar eu nadei muito. mas se continuo a nadar é porque estou certo de que tudo não deu em nada.  de tudo, tudo mesmo, fica a certeza: se venci de forma honesta, como tenho vencido e honesto continuo, nada preciso explicar.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>E ASSIM, AOS PEDAÇOS, POUCO A POUCO, VOU ME ENCONTRANDO POR INTEIRO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/03/08/2010/e-assim-aos-pedacos-pouco-a-pouco-vou-me-encontrando-por-inteiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 20:29:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[ 

 
COLCHÕES QUE VALEM MILHÕES!
 
 
Os políticos brasileiros acabaram de inventar o colchão de cédulas de cem reais. É melhor e mais confortável. Sobretudo para aqueles raros políticos que ainda sofrem de uma leve, levíssima dor na consciência. Um investimento: “tenho dois colchões em casa que valem cinco milhões!”.  Imaginem a farra. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]><br />
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<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">COLCHÕES QUE VALEM MILHÕES!</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Os políticos brasileiros acabaram de inventar o colchão de cédulas de cem reais. É melhor e mais confortável. Sobretudo para aqueles raros políticos que ainda sofrem de uma leve, levíssima dor na consciência. Um investimento: “tenho dois colchões em casa que valem cinco milhões!”. <span> </span>Imaginem a farra. </span><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/colchao.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5091" title="colchao" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/colchao.jpg" alt="" width="400" height="276" /></a><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Toda mulher, de Angelina Jolie a Juliana Paes, vai querer, em troca de um simples travesseiro, esse somente um troquinho a mais, dividir essa cama com o ex-croto. Tem mais uma vantagem: se o cavalo, quando acuado, foge com a sela, eles, os políticos acolchoados, pressentindo que a casa vai cair, basta salvar os colchões. Fugir com eles.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">UM LIVRO DO BUTE&#8230;OU MELHOR: O GUINESS BOOK!</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Uma das minhas poucas curiosidades, apesar de reconhecida E assumidamente curioso, é descobrir recordes que entraram no Guinness Book. <span> </span>Mas acho uma conquista do baralho um sujeito, apenas um, ganhar duas vezes um Prêmio Nobel. E o que acho mais do baralho ainda é o prêmio ser de Física. Mas, permita-me uma ressalva. O </span><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">americano John Bardeen ganhou, mas, depois de uma briga feladaputa com outro meio pirado, o britânico </span><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Brian David Josephson, acabou dividindo a honraria meio a meio. O mais interessante na história, pelos menos para este escriba que pouco ou quase nada acha interessante, é que se esse era meio pirado, aos 33 anos, ostentando um título desses, acabou mais pirado que o Fernando Collor depois da primeira cheirada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">O MUNDO PERDEU POR NÃO TER ACABADO NAQUELE ANO!</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Em 1960 o francês Henry Ruce, fundador da revista time, fez a profecia: </span><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/mundo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5092" title="mundo" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/mundo.jpg" alt="" width="320" height="249" /></a><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">pelos seus cálculos o mundo iria explodir dali, ano 1960, o mesmo em que disseram que negro ia virar macaco, folclórico e triste preconceito, explodir. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Para mim seria tudo legal. Mal havia nascido e o mundo, para quem quase nascido não era, não tinha sentido algum. <span> </span>As bolas pequenas entre as pernas significavam mais, muitos mais, que a grande bola do mundo.Mas, sem esperar, pois quase nascido não era, o mundo, para a infelicidade daquela criança que de infelicidade não sabia uma micra, não acabou. Piorou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">A humanidade, por sua vez, um projeto que não deu certo, caminhou em passos largos em direção ao fim. O mundo teria sido melhor se o profeta tivesse acertado. Assim, com certeza, Deus, esse no qual creio de corpo e alma, embora não creia em alma se alma for a mesma coisa que espírito, o que muitos sabem não ser, pois, são duas coisas distantes, criaria um outro muito melhor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">NÃO ADIANTA PEGAR ATALHOS SE O CAMINHO É APENAS MAIS UM ATALHO CONHECIDO</span></strong><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Às vezes você luta para que as coisas sejam diferentes, e depois de muito lutar, acaba se conformando com a inexistência de diferenças das coisas pelas quais você lutou. Você procura não pegar atalhos nessa vida Severina E de 1 Berto de Almeida, e, eis que de repente, lembrando o Chico Buarque e o </span><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/caminho.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5093" title="caminho" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/caminho.jpg" alt="" width="500" height="338" /></a><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Vinícius de Moraes ao mesmo tempo, chega a Roda Viva e carrega caminhos e atalhos para lá. E você, então, que não é besta de carga nem faz carga pra besta, sem escolher o caminho que gostaria, pega o primeiro atalho. Sempre assim. E, se mudar, pode ter certeza, acaba no mesmo caminho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">O ANIVERSÁRIO, SE VALEU A PENA, NÃO É UM ANO SEM PARABÉNS, MAS PARA O BEM DO ANIVERSARIANTE</span></strong><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Aniversário, sem exceção, mais que uma conquista, é uma despedida. Não acho, nunca achar eu hei de, que mais um ano do aniversariante é um ano que ele ganhou. O ano que passa, assim como as águas do meu rio Jaguaribe, não volta mais. Segue rápido em direção ao passado. No próximo ano, mesmo com todos os parabéns, já nem sentimos a ausências daqueles que no ano passado os nossos parabéns cantaram naquele dia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Mas, com raras exceções, alguns aniversários, embora os anos comemorados passem, eles ficam. E, com certeza, o primeiro dos últimos aniversários, pois, serão muitos, do poeta/pensador Ivaldo Gomes, ficará. Sem pena, escrevo e </span><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/aniversario.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5094" title="aniversario" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/aniversario.jpg" alt="" width="399" height="279" /></a><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">confesso, que valeu a pena. Os presentes? Nélio, Fatita, Júnior, Quelyno, Ana, Morena, outros e eu. Se não bastasse, as lembranças de todos os ausentes. Muitos presentes. E, entre eles, o desejo de um belo futuro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Hoje, tarde de uma terça feira, com muito gosto, escrevo a gosto estas mal-traçadas. Notem. Gosto das palavras. Alguns generosos amigos, amigos, também, das palavras, dizem perceber o meu gostar pelas ordenadas palavras na tela em branco do meu computador. Sou na verdade um malabarista de palavras. Um trapezista. Aquele que usa o trapézio como ponto de interrogação e, todo exclamativo, diante dele, fica reticente. Ponto final. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"><span> </span><strong>putabraço para todos.</strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>NA CADEIRA DO BARBEIRO A MODERNIDADE NÃO PASSA DE SILICONE NOS PEITOS!</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 20:31:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Como faço de 15 em 15 dias, fui ao velho e quase amigo barbeiro, aparar os cabelos e aumentar a careca. 
Sentado na aparelhada cadeira, diante de um espelho sonolento, o espelho não, eu, vendo as poucas mechas caindo, lembrava dos tempos em que tudo era pouco e as pessoas mais maiores que grandes, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Como faço de 15 em 15 dias, fui ao velho e quase amigo barbeiro, aparar os cabelos e aumentar a careca. </span></p>
<div id="attachment_5087" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cadeira-de-barbeiro.jpg"><img class="size-full wp-image-5087" title="cadeira-de-barbeiro" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cadeira-de-barbeiro.jpg" alt="na cadeira do barbeiro, de pelos em pé, perdi os pelos da cabeça..." width="350" height="263" /></a><p class="wp-caption-text">na cadeira do barbeiro, de pelos em pé, perdi os pelos da cabeça...</p></div>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Sentado na aparelhada cadeira, diante de um espelho sonolento, o espelho não, eu, vendo as poucas mechas caindo, lembrava dos tempos em que tudo era pouco e as pessoas mais maiores que grandes, como descobriria, tempos depois, o Gonzaguinha.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">O cortar de cabelo é uma viagem! <span> </span>O papo é o tira-gosto. Mas, no caso desse barbeiro (nada de cabeleleiro) antigo e quase amigo meu, só pelo papo, corpo e alma, sairiam dali pelados. O papo é o botar de gosto, nunca o tirar. Ali o tempo passa e sequer percebemos que somos nós a passar por ele.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Dessa vez o assunto, como de outras vezes, foi a mulher. Agora, a moderna. O babeiro, enquanto as mechas caiam, contava sua epopéia para encontrar um “vestido decente” para a sua – dele – mulher. Uns mostravam a barriga, dizia, outros, segundo ainda o cortador de pelos, mais modernos ainda, mostravam quase o pé da barriga. E, se o sujeito olhasse - quem não olha para um vestido assim? Perguntou – mais atentamente, descobriria que ali, bem ali, despontava (ou seria despentalhava?) aqueles cabelinhos que nasciam nas mãos dos meninos que sonhavam com a Marta Rocha e outras beldades, desfilando com vinte centímetros ou mais de quadris, pela nossa imaginação.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> Antigamente, dizia-me o meu cortador de cabelos oficial, as mulheres se abaixavam e seguravam os decotes e respectivos peitos. <span> </span><strong>“Hoje, com a modernidade, elas aumentam os peitos de silicone e outras coisas que nada de peito tem, e fazem questão de mostrá-los, livres e soltos, fugindo de um decote que propositadamente fazem maior que a própria saia. Uma mulher sem peitos grandes não vale a mais burra das louras”</strong>, reclamava o cortador de cabelos. Tudo ouvia, enquanto as mechas embranqueciam o salão. Falava no ritmo do “toc-toc-toc” de sua tesoura amolada.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">E essa história de ficar? O que o senhor acha? Sorri e fiquei&#8230; Sentado! <span> </span>Só fiquei. Hoje nada melhor do que ficar&#8230; Casar? Pra quê? Se o que os jovens querem – eu também, acrescentei – eles tem sem que precisem dessa frescura – disse assim mesmo, “frescura” – de casamento. <span> </span>E vai para um exemplo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Perto de casa, semana passada, jogando baralho na casa de um colega, ouviu quando a mulher do colega pediu ao futuro genro para dormir em casa com a filha. Era tarde, e ela, a educada e cuidadosa futura sogra, temia pela integridade física do futuro genrozinho. Dormir na casa dele e com a sua – dele também - filha? Descansou os dedos da tesoura, e não escondeu a revolta: “<strong>Taqui pra ele e taqui pra qualquer um que achar que estou errado!”.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">As mechas caíam e ele, sem pontuar o que falava, mais afiado do que a tesoura, agora me fazia medo. Estava nervoso. Ou melhor: estávamos. Ele e eu.<span> </span>Estava casado pela quarta vez. E se fosse preciso, acrescentou, após a revelação, casará dez, quinze ou vinte. Casamento é a coisa mais besta do mundo. <span> </span>Não entendi.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Mas, dessa vez, virando a cabeça bem devagarzinho, temendo que junto às mechas também caísse um pedaço de orelha minha, perguntei se ele não estava caindo em contradição. Era ou não casado? De papel passado?! Nunca! Nem iria fazer essa besteira! Casamento assim é coisa de sujeito burro. E de burro, sorrindo confessou, só tinha&#8230; Não disse. Mas, ponderado, acrescentou que todos os presentes sabiam o que era. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">- Tua mulher sabe disso? Provoquei. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Sabe disso de quê? Não entendeu a pergunta. Deixei de lado. Ela sabe, tergiversei, que tu pensas assim em relação a tua filha e ao namorado dela?<span> </span>Se ela sabe? Respondeu com uma pergunta. Ela não está nem doida de mandar um feladaputa desses dormir em minha casa! <span> </span>E, se não bastasse, com a minha filha, menina crida com todo mimo, todo cuidado, para dar assim de graça a feladaputa desses!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> O homem, ou melhor, o barbeiro, estava mesmo revoltado. Pedi calma. Afinal quem estava ali sentado era este escriba, não seu genro. <span> </span>E ademais o bom-senso nos diz que nunca devemos discutir com barbeiro numa hora dessa. A mulher do amigo, diz, se transformasse a casa dele num cabaré, ele, o amigo, com certeza, seria um proxeneta (quase quebra a língua). </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> Mais espantado com o fato do amigo transformar a sua – dele – em cabaré, fiquei em descobrir que ele conhecia e sabia o que significava essa palavra. Só não sabia, como falei entre parênteses, pronunciar a feia palavra.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Mas, tentei ainda ponderar, dizendo que as mulheres eram vaidosas por natureza. E peitos siliconados era moda. Moda! Parou de cortar o que restava dos meus cabelos e, olhos esbugalhados, olhou-me nos olhos<strong>: ”É moda dormir em tua casa com a tua filha, deixar os peitos do tamanho de uma bexiga lisa (não entendi o “lisa”) e dar por R$ 20 ou R$ 30?”</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> Não falei isso, obtemperei, falei que nem toda mulher é assim. <span> </span>E que assim como ele gosta, por exemplo, de cortar cabelo, elas gostam de mostrar, cabelinhos na virilha, os cabelos que ali crescem. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">- E quem disse ao senhor que eu gosto de cortar cabelos?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> Não disse mais nada. O homem, ou melhor, o barbeiro estava, agora, com o diabo no corpo. <span> </span>E o pior: havia descansado a tesoura e pegado a navalha.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span><strong><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Corta! </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></p>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Continuo a história depois</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ENTRE O PAI GONZAGUINHA E O FILHO QUE DO GONZAGA NADA TEM</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 10:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[1 – Nada contra o filho querer ser o pai. Nada também contra o filho que se inspira no pai e aos trancos e
barrancos, quase a força, parto à fórceps, quer buscar o espaço que um dia o pai ocupou. É até bonito. Mas tem filho que por mais que se esforce não pega uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1</strong> – Nada contra o filho querer ser o pai. Nada também contra o filho que se inspira no pai e aos trancos e</p>
<div id="attachment_5081" class="wp-caption alignleft" style="width: 401px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/gonazaguinha-no-palco"><img class="size-full wp-image-5081" title="gonazaguinha-no-palco" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/08/gonazaguinha-no-palco" alt="...&quot;vocês vivem apaixonados. mesmo quando não existe amor, vocês veem amor em tudo!" width="391" height="346" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;onde vocês veem amor, eu digo &quot;não dá mais pra segura...&quot; a barra!.</p></div>
<p>barrancos, quase a força, parto à fórceps, quer buscar o espaço que um dia o pai ocupou. É até bonito. Mas tem filho que por mais que se esforce não pega uma só letra do alfabeto artístico que o pai deixou. Só desperta a compaixão do consumidor de arte.</p>
<p><strong>B</strong> – Estive algumas vezes com o Gonzaguinha. Estive várias vezes ouvindo Gonzaguinha e falando de suas harmonizações e letras politizadas. Um dia, esse eu lembro muito bem, na passagem de  som do seu Moleque Gonzaguinha, talvez o melhor do seus shows, ele falou que nunca teve quaisquer identificações como seu “pai” Gonzagão e que nunca pensou em fazer a musica que ele fazia. E não fez mesmo. O sertão nunca se uniu a cidade.</p>
<p><strong>E</strong> – Agora distante quase 20 anos da morte (Gonzaguinha morreu em 29 de abril de 1991) do “cantor rancor”, como fora chamado um dia e por muito tempo endossado por este escriba, só retirando esse endosso,pouco a pouco, depois de sua <strong>Que é, o Que é ?</strong>,  a primeira composição música do seu esperado adeus ao rancor – era rancoroso mesmo – e a tristeza (muito triste).</p>
<p><strong>R</strong> - Se Gonzaguinha era muito bom de letra – menos poético que o Paulo César Pinheiro e o Chico Buarque, porém mais político que o Chico Buarque e Paulo César Pinheiro juntos - , harmonicamente era melhor ainda. As suas construções melódicas seguiam uma linha incomum dentro da música popular brasileira. Agora quanto ao poético e o lírico que muita gente encontrava em suas letras, fazia questão de repetir que na verdade elas nunca “falavam de amor”.</p>
<p><strong>T</strong> - Lembro ainda que se se não dizia nada,como num papo me disse, ficava puto quando achavam que sua <strong>Não Dá Mais Pra Segurar” </strong>, também conhecida por <strong>“Explode Coração”</strong>, era uma “música de amor”.Ora,me disse naquela tarde fagueira no palco do Santa Roza, “Isso saiu porque não estava dando mais segurar. Sou puto com tudo! Sempre! Porra de música de amor!” Disse-me mais amargo do que nunca.</p>
<p><strong>O</strong> – Sabem o que notei ?Isso mesmo que vocês também notaram. Pensava em dar uma passadinha pelo trabalho do seu filho Daniel Gonzaga que por mais que se esforce qualquer semelhança com o trabalho do pai  será sempre uma mera (quase escrevo uma &#8220;merda&#8221;)  coincidência. A lembrança do Moleque, porém, foi muito mais forte. Deixo o filho para outro dia. Afinal, quem lembra desse pai nada perde por esquecer esse filho.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>VAMOS ACABAR COM ESSA FRESCURA DE QUE ROBERTA MIRANDA É BREGA E EU SOU CHIC!</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 10:16:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[            Estavam ali, sem fazer nada, a Morena e eu, pensando em fazer alguma coisa, quando naquele eis de repente do Vinícius de Moraes, sintonizados na TV Cultura nos deparamos com o papo entre Leda Nagle e Roberta Miranda. No programa, mais um bate-papo televisivo e muito comum, as vidas (assim mesmo, no plural) da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Comic Sans MS'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">            </span><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Comic Sans MS'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Estavam ali, sem fazer nada, a Morena e eu, pensando em fazer alguma coisa, quando naquele eis de repente do Vinícius de Moraes, sintonizados na TV Cultura nos deparamos com o papo entre Leda Nagle e Roberta Miranda. No programa, mais um bate-papo televisivo e muito comum, as vidas (assim mesmo, no plural) da cantora/compositora Roberta e Maria Miranda, esse, por batismo, recebido ainda na Paraíba, estavam sendo passadas a limpo. Ah, dessa vez, disse para os meus botões de carne musicais, hoje, mais musicais do que carne, não deixarei passar em branco nem em preto, mas por merecimento, a vida dessa pessoense passaria em cores.</span></p>
<div id="attachment_5075" class="wp-caption alignleft" style="width: 222px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/roberta-miranda.jpg"><img class="size-full wp-image-5075" title="roberta-miranda" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/roberta-miranda.jpg" alt="prefiro mil vezes a roberta indo ou ficando com deus..." width="212" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">prefiro mil vezes a roberta indo ou ficando com deus...</p></div>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Comic Sans MS'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">E disse mais para esses mesmos botões: embora não seja lá fã dessa artista pessoense, não tenha um só disco seu em casa e não saiba de cabo a rabo uma só musica sua, é hora das nossas “otoridades culturais” acabarem com a frescura. A frescura? Convidam um Reginaldo Rossi, Cauby Peixoto, Jerry Adriani (apesar da voz ainda muito bonita é um bregão e tanto!) e outros bregões privilegiados em detrimento dessa artista que já vendeu mais de 10 (na época destas mal-traçadas) milhões de cópias – sei não ser prova de qualidade - e que nunca se esqueceu de declarar o seu amor e orgulho pela Província das Acácias onde nasceu. E fui além. Se Roberta Miranda nascesse baiana, Caetano Veloso, sempre ele, diria que “a Roberta é a nossa Lupicínio Rodrigues de saias; a encarnação – ele não pode sair da mídia – da Dalva de Oliveira e outras besteiras. Mas, por um lado, esse um dos melhores deles, dos baianos, pelo fato de ser baiana seria reverenciada ali, na Bahia, e mais ainda fora dela. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Comic Sans MS'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">E não venha me dizer o contrário, por favor. A veneração declarada a Cláudia Leite, Chiclete com Banana, uma coisa chamada de Parangolé, outra de Timbalada, e, última, mas não a pior, Beto Jamaica, para não irmos tão longe, dizem tudo. <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Mas</em> os baianos insistem e negar o que acabei de dizer. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Comic Sans MS'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Outro dia, aqui mesmo neste espaço internético, sem papas nem arcebispo na língua, em especial esse arcebispo que está aí, dizia para os meus dois eleitores que era chegada a hora de acabar com essa frescura entre o brega falado e a chamada música popular brasileira, essa bonita, mas, para alguns, privilégio dos Chicos (os dois, claro), Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gonzaguinha e outros ícones que por serem ícones nunca serão considerados bregas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Comic Sans MS'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Se no parágrafo aí de cima disse que os citados eram bregões, entendam como força de expressão, apenas para dizer que vou preferir sempre a nossa Roberta Miranda (embora, na época, dizia não ir assistir a um show dela) a um (ou seriam dois?) Bruno e/ou Marrone, Chitãozinho e Chororó ou Leonardo, esse que canta como se estivesse com disenteria e sentado num vaso sanitário. Também, esse com certeza, nunca irei, ao festivo e desafinado e sem graça Daniel. Ou, para não desafinar, lembrando que comecei as mal-traçadas em dupla com a Morena, Mani e Chula, dupla que nasceu na zona e somente por zona em zona se apresenta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Comic Sans MS'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Não os escuto.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Mas se for para escolher entre ouvir Reginaldo Rossi e essas coisas chamadas Calypso, Aviões do Forró, Calcinha Preta, Saia Rodada, Magníficos e outras coisas que a minha memória não é nenhum vaso sanitário para receber e descargar (gostaram?) o recebido, vou sempre preferir a nossa Roberta Miranda. Ela, apesar desse preconceito besta, é autêntica no que faz. Sua – sim, é dela mesma - Majestade e o seu Sabiá, mesmo que não goste de ambos, é muito melhor do que qualquer composição dos citados aí em cima.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Comic Sans MS'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">O público da pessoense Roberta Miranda? Tudo bem que o de um Zé decadente Ramalho e uma Elba desgastada e, como não poderia deixar de ser, irão torcer o nariz. Muitos dirão que estarão distante, nem perto do nosso Ponto de Cem Reis chegarão. Mas, sendo o show público, ou seja, como pública era aquela beira-mar da nossa Praia da Penha, hoje, invadida por um “latifunpraiário”, eles irão. Embora às escondidas, todos brega dos pés à cabeça, achando que são chics e as obras do Chico e Tom Jobim, para ficarmos nesses dois, não tem nada de brega, estarão assistindo. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Mas quem ligará para ele? Nem que a ligação fosse gratuita! Mas que estava na hora de nossas otoridades culturais reconhecerem o valor dessa pessoense, tenham certeza que estava. Mas, enfim, Chico César, estátua passante no meio dos vivos, parece que compreendeu que nem todos gostam da Mama África.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Comic Sans MS'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><strong>EU PLURAL</strong>: se eu contar, acreditem: estas mal-traçadas começaram no dia 12 de janeiro de 2007! Não foram publicadas aqui, mas, a pedido, em alhures!  Sintam que desde lá, essa data, com a marca registrada que Deus  - e como acredito! - me deu,  sentia ser essa uma frescura que, pouco a pouco, abrandaria, ficaria menos fresca. Hoje, sete horas e cinco da manhã desta sexta-feira, apenas ratifiquei o que naquela data pensava. </span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>UM LITRO DE GASOLINA POR QUASE R$ 3 ? SE NÃO EXPLICAR DIREITO FICA PRESO NO CARTEL!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/28/07/2010/um-litro-de-gasolina-por-quase-r-3-se-nao-explicar-direito-fica-preso-no-cartel/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 16:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses o   empresário Marconi Morais, que não conheço, não conheci,  mas começo a sentir vontade de
conhecê-lo pela coragem,  botou a boca no mundo  e de um sopro, apenas um, pois, mais acredito que na época não foi preciso, e sem ser grosso, foi curto e claro:
- “Existem “soldadinhos” ameaçando dono de postos de combustíveis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses o   empresário Marconi Morais, que não conheço, não conheci,  mas começo a sentir vontade de</p>
<div id="attachment_5070" class="wp-caption alignleft" style="width: 284px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/gasolina.jpg"><img class="size-full wp-image-5070" title="gasolina" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/gasolina.jpg" alt="nunca se viu uma charge - não é cartum - tão atual!" width="274" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">nunca se viu uma charge - não é cartum - tão atual!</p></div>
<p>conhecê-lo pela coragem,  botou a boca no mundo  e de um sopro, apenas um, pois, mais acredito que na época não foi preciso, e sem ser grosso, foi curto e claro:</p>
<p>-<strong> “Existem “soldadinhos” ameaçando dono de postos de combustíveis que contrariem os preços do litro de gasolina impostos pelo cartel!”.</strong></p>
<p>Portanto, estava explicado de forma curta e clara para o nossa pobre e ignara massa rude e condutora ou não de automóveis próprios e particulares, porque em Café do Vento, ali bem pertinho, um litro de gasolina custava menos, muito menos, que  na Província das Acácias.  Na verdade, para quem dirige carros de outros bem que a explicação não serviria pra muita coisa, pois, gozando com o pau alheio e atirando com a pólvora que não lhes pertence, esses não estão nem aí.</p>
<p>Lembrei na oportunidade  que as nossas autoridades competentes, por mais que visitassem postos e mais postos, muitas até errando o caminho e o objetivo e visitando até postos de saúde, depois de exaustivas e ineficazes buscas, concluíram que por aqui, pelo menos na Província, não existia cartel de combustíveis, tudo era intriga da oposição.</p>
<p>Ora, ora, ora&#8230;Eu disse ora? Então, orem, pelo amor de Deus! O pior cego continuava sendo aquele que não queria – nem quer – ver.  E elas, as nossas autoridades, infelizmente não viram. Da parte deste escriba, porém, que tudo quer e deseja vê, o cartel, assim como os olhos dessas autoridades, estava na cara. E, hoje, infelizmente, continua. Pelo menos os olhos.</p>
<p>O caso exposto, as dúvidas no ar, os renitentes, os sofistas, veio então o Marcone, cheio de moral, ou melhor, de muitos Morais,  explicar  tin-tin por tin-tin o que poucos não sabiam e muitos estavam cansados de saber: o cartel existe, sim.</p>
<p>O preço que cada proprietário de posto era “obrigado a cobrar” desse pobre povo rude e ignaro por um litro de gasolina é fixado de acordo com a área. Ou seja, a periferia, essa que vive de punks e puns e não tem carros, mas tem “aviões”, é só um pouquinho mais barato. Estava  matada (ou seria morta?) a charada: sendo um pouquinho mais barato, nas outras (áreas), claro, será um pouquinho mais caro. Trocando em miúdos: cartel, não existia.</p>
<p><strong>E agora, josés, cadê as Morais?</strong></p>
<p>Sem mais considerações gerais a fazer, estava tudo ali pra quem quisesse ver. Não existia cartel? Ora, bolas, como diria o meu poeta Mario Quintal, o  povão não sabe lá  que é cartel!  Não adiantava –nem adianta -  falar que os empresários cartelizaram a venda do combustível em nosso estado – muitos são pernambucanos! – e por isso mesmo estavam  sujeitos a pagar uma pena de um ou dois tanques de gasolina para se ver livres da cadeia.Tudo conversa fiada. Tudo eufemismo de porta de cadeia.</p>
<p>O povão, esse que ainda não aprendeu a votar, infelizmente, poderia  até achar que cartelização, na época, com o Papa Rato, visitando a República do (i) Real,  era  mais um Pecado Capital. Uma coisa dessas. Enquanto isso imaginava  esse pobre escriba e burro para entender certas coisas uma manchete como <strong>“Bomba! Bomba! Bomba! Presos Ladrões de Gasolina!”,</strong> ou “<strong>Encontram-se Presos no Quartel os Ladrões do Cartel!</strong>”.</p>
<p>E o povão, mesmo ainda não sabendo o que era um cartel, mas sabendo o que é quartel, afina passamos por uma Ditadura que durou mais do que disseram sobre a dita, vai sentir que o caso é serio.</p>
<p>E enquanto lia  que os tubarões de Boa-Viagem, sentido a beleza de viver nadando em um mar de petróleo e seus derivados estavam desaguando em nossas praias, numa sexta-feira branca, todo de branco, fazendo uns cálculos de cabeça diferentes – e muito! – daqueles feitos pelo falecido  Clodovil, avaliava o quanto este escriba foi roubado nos últimos meses&#8230;</p>
<p>Doía. E continua.  E nada tinha nem tem ainda a  ver com fotografia itabirana na parede da memória. Sabia que estava sendo roubado todas as vezes que abastecia o meu quatro rodas.  Hoje, anos depois, a mesma história, a o mane Luiz, como diria o  meu pai. Continuo achando que estou sendo roubado. Fazer o quê? Chamar a polícia? Chamar o ladrão? Nem uma coisa, nem outra: chamei os homens da moto preta.</p>
<p>Agora é só esperar.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ENTRE O CIRCO DO BREGA E O PÃO QUE O ZÉ POVINHO DESCONHECE</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/27/07/2010/entre-o-circo-do-brega-e-o-pao-que-o-ze-povinho-desconhece/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 09:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[TODOS OS DIAS  ou quase todos escuto candidatos a porta-vozes dos fracos e oprimidos brasileiros, mais oprimidos que fracos, dizendo por aí que o povo, o Zé Povinho, aquele que come um dia e no outro 
passa fome , mas diz para o amigo que está fazendo regime, só gosta do que é ruim. Ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: "><em><strong>T</strong><strong>ODOS OS DIAS</strong>  ou quase todos escuto candidatos a porta-vozes dos fracos e oprimidos brasileiros, mais oprimidos que fracos, dizendo por aí que o povo, o Zé Povinho, aquele que come um dia e no outro </em></span></p>
<div id="attachment_5065" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/brega-um.jpg"><img class="size-full wp-image-5065" title="brega-um" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/brega-um.jpg" alt="o brega não é uma invençã do no... brega." width="320" height="317" /></a><p class="wp-caption-text">o brega não é uma invençã do no... brega.</p></div>
<p>passa fome , mas diz para o amigo que está fazendo regime, só gosta do que é ruim. Ele gosta da música do Reginaldo Rossi e curtir a banda Calypso e dos programas do Faustão e do Gugu. E se gostasse de ler, por exemplo, adoraria os livros do Paulo Coelho</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: "><em><strong>OUTRO DIA, </strong>numa discussão que nunca me levou ou levou alguém a uma conclusão, falando a respeito da &#8220;boa música&#8221; e da &#8220;música ruim&#8221;; do &#8220;bom filme&#8221; e do &#8220;filme ruim&#8221;; do &#8220;bom livro e do &#8220;livro ruim&#8221;; sem querer ir muito longe, fiquei no limite musical. Existe sem nem uma dúvida a música boa e a ruim. A música do Reginaldo Rossi, por exemplo, nunca vai poder ser comparada a música do Itamar Assumpção. Mas e daí ? Agora pergunte ao povão e a resposta vai ser a mais óbvia das ululantes: quem é esse Itamar Assumpção? </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>O EXEMEPLO </strong>do parágrafo aí de cima é apenas para mostrar que nunca foi de opinar sobre aquilo que não se conheço. Se um dia o povão rude e ignaro -  infelizmente - puder todos os dias comer um bom filé, podem ter certeza que até sopa de osso vai recusar. Eis a questão: se o sujeito oferecer-lhe circo, apenas circo, ele nunca vai querer pão porque não sabe que o pão existe. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>SE NÃO </strong>falo aqui em cinema ou literatura ou teatro é porque para esses a informação é indispensável(a música, em parte, também). Se eu lhe disser – estou me referindo ao povão – que o Paulo Coelho apesar de riquíssimo e  vendendo mais livro no mundo do que o Shakespeare como escritor é um lixo; e que o nosso<a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/brega-dois.bmp"><img class="alignright size-full wp-image-5066" title="brega-dois" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/brega-dois.bmp" alt="o brega é o circo sem o pão musical" /></a> Zé Lins do Rego – esqueçam os estilos – é melhor do que ele incontáveis vezes ele não vai acreditar. Pior: vai ler Zé Lins e achar também incontáveis vezes pior do que o Paulo Coelho. Estão acompanhando o meu pobre raciocínio? Pois bem.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>IMAGINEM AINDA</strong> se esse mesmo povão que é fã e devorador voraz dos discos do Reginaldo Rossi dia sim - dia  - não para não cansar o seu pobre espírito trabalhador e mal recompensado pudesse ouvir um Beethoven, Mozart ou mesmo o bolero de Ravel, esse exercício musical que Jurandir do Sax montado numa piroga banalizou tanto que se tornou insuportável para muitos ouvidos, em pouco tempo, apesar de já entranhadas na alma, ele esqueceria o seu Garçom e a sua intragável A Raposa e as Uvas. Vamos em frente.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>INSISTO</strong> e não desisto, pois, diferente do Taiguara, acredito que essa manhã ainda virá. O problema está em oferecer ao &#8220;povão&#8221; o que eles, os donos dos meios de comunicação (aqui leia-se também &#8220;donos dos meios de produção&#8221;) querem oferecer. Um produto barato, super comercial, lucrativo e que tenha um retorno imediato. Um circo bonito, lona colorida, belos números de mágica e ingressos acessíveis. Mas para entrar, se preciso for, o povão vende até o pão da ceia natalina. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>E ASSIM </strong>usando a música como &#8220;comissão de frente&#8221;, pouco a pouco o povão iria provando outras iguarias. Um dia, comeria um  filme do Frank Capra; outro, sobremesa de um<span> </span>Nelson Pereira; no seguinte, matava  a sede com um do John Huston. Eis que de repente , sentindo que a &#8220;barriga&#8221; estava acostumada a &#8220;</span></em>Michelangelo <em>Antonioni.</em><em><span style="font-family: "> Em seguida, devagarzinho, como aquele famoso bode intelectual do Henfil, o Francisco Orellana, começaria a &#8220;comer&#8221; páginas do Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Gilberto Freire e, quem sabe um dia, os versos do meu Mário Quintana.</span></em></p>
<div id="attachment_5067" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/brega-tres.jpg"><img class="size-full wp-image-5067" title="brega-tres" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/brega-tres.jpg" alt="reginaldo rossi: um exemplo do brega consciente" width="500" height="345" /></a><p class="wp-caption-text">reginaldo rossi: um exemplo do brega consciente</p></div>
<p style="text-align: justify;">nova comida&#8221;, desceria um Federico Fellini ou</p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>EM SÍNTESE:</strong> Dêem ao povão JP-Sax e Brazilian Trombone Ensemble que ele em pouco tempo esquecerá Aviões do Forró e Banda Calypso </span></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PENSEI E DECIDI: &#8220;BOTEI O MEU BLOG NA RUA&#8221; !</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/26/07/2010/pensei-e-decidi-botei-o-meu-blog-na-rua/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi.
 (Mário de Andrade)

 




 
 
 
 

Um novo Blog - e um Blog novo - na praça é a última boa idéia do pensador Ivaldo Gomes. A notícia chegou com o amanhecer desse novo dia que todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;">Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi.<br />
<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>(Mário de Andrade)</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
<div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;"> </span></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<p><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;"></p>
<div id="attachment_5044" class="wp-caption alignleft" style="width: 78px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/ivaldo-gomes-e-foto.jpg"><img class="size-medium wp-image-5044" title="ivaldo-gomes-e-foto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/ivaldo-gomes-e-foto.jpg" alt="o pensador/poeta ivaldo gomes" width="68" height="94" /></a><p class="wp-caption-text">o pensador/poeta ivaldo gomes</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;">Um novo Blog - e um Blog novo - na praça é a última boa idéia do pensador Ivaldo Gomes. A notícia chegou com o amanhecer desse novo dia que todos os dias ajudo a inventar. Uma ótima noticia escrita e pensada.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Para os que não sabem, eu conto agora: faz um bom tempo que leio e aproveito o que leio do bom caráter Ivaldo Gomes. Por que leio Ivaldo Gomes?<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Primeiro que tudo, mesmo não sendo réu, confesso ser viciado em leitura. Se não leio quase tudo é porque tudo ler é impossível. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Mas a minha leitura vai de bula de remédio a panfleto sobre a descoberta do destino e leitura de mãos pela mãe Delamare. Assim, como vocês estão vendo, nada me escapa. Se correr os olhos do bicho pegam, se ficar os olhos do bicho comem. Segundo, o que não quer dizer menos importante que o primeiro, leio o Ivaldo Gomes porque ele não somente escreve bem. Ivaldo, como poucos, pensa e conhece a matéria do seu pensamento. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Se o escriba, como sabem os meus dois leitores, escreve como respira, o que o Ivaldo escreve não polui o ar pelo escriba respirado. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;">Em Ivaldo Gomes existe a preocupação com o pensar bem e, se não bastasse, voltado para o coletivo. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Escreve para o próximo, mesmo que ele esteja distante. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Escreve para despertar quando é preciso e fazer dormir lendo os seus de “amanteigados poema” quando dormir - assim como viver - é preciso.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Também é um leitor voraz. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Mas, politizado, é capaz de saber o que é melhor para essa sua voracidade de aprender/pensar/escrever.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;">Nesses meus tempos de Eu Plural (<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">humbertodealmeida.com. br</strong>) nunca deixei de ler os seus textos. Tão singulares quanto os meus plurais. Gosto de seus poemas pela liberdade usada por ele nesse fazer poético. Nada de camisa-de-força da rima ou da forma. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Se ele os comete como poemas (estou sabendo do cacófato) nós que gostamos e nos alimentamos também de poesia assim os recebemos.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Quentinhos como os pães da padaria de seu Rui de Brito no meu Jaguaribe e quintal do peito. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Não se pode negar que todos nascem um pouco poeta e louco. Mas somente os poetas verdadeiros sabem como preservar o seu pouco de loucura</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;">Mas é o pensador e a coerência na forma de pensar que me pegam leitor, todos os dias, sem pressa de acabar com a leitura. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Este escriba que nunca se preocupou em escrevinhar para virar citação ou ser citado como exemplo para não ser citado, sabendo diferenciar como poucos os alhos dos bugalhos, ficava agradecido e orgulhoso – “eu ser citado?” - quando o Ivaldo Gomes, generoso em tudo que se refere a educação e a cultura como tudo, distribuía algumas de suas – minhas – mal-traçadas no seu lido e comentado grupo de amigos e pensadores. Pensava: “Estamos pensando juntos. Não é sonho. É realidade. Não podemos ficar calados”. E pensando assim não gritávamos que o rei estava apenas nu, mas que trazia a bunda de fora e cheirando mal. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;">Às vezes, passeando pelo centro da Província das Acácias, pois, sem dúvidas, o homem é produto do centro, valendo cem réis ou não, alguns colegas em sua pressa por um lugar no futuro me confessavam sua admiração pela produção “gosmesivaldiana”. “Puxa, 1 berto, Ivaldo escreve demais!” Sem a sua pressa característica, pois sendo boêmio não vivo correndo por um lugar ao sol, respondia que se ele resolvesse escrever realmente o que pensava, pois pensa muito, sua produção seria maior ainda. E aí, sim, acrescentava, ficaria difícil de acompanhar-lhe o pensamento. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;">Pronto. Agora com um Blog somente seu, mas acredito plural como o nosso, onde todos os bons terão vez, não vai ser mais preciso visitar o Grupo para encontrá-lo por lá. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Porém, como também acredito, um Blog somente dele não quer dizer que o Grupo de Pensadores onde o Ivaldo costuma escrever o que pensa e pensar no que o grupo escreve sofrerá com a sua ausência. O Blog Pensar Livre e Pensar do Ivaldo, embora não vá ser um Blog como outro qualquer, será apenas mais um espaço do pensar.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-bidi-font-family: Arial;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Pensem, pois, e visitem o espaço <a href="http://livrepensar1.blogspot.com/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/livrepensar1.blogspot.com/?referer=');">http://livrepensar1.blogspot.com/</a></span></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ENQUANTO A CHUVA CAI LÁ FORA, DENTRO DO PEITO FAZ UM SOL MAIOR!</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:32:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[



As chuvas, por aqui, cessaram. Mas resta pairando no céu um manto úmido de nuvens pesadas d&#8217;água. Tenho-me aqui, sobre a cama. Tenho os pés gelados – esse ar condicionado ainda me mata! – embora os mantenham enrolados em uma fina colcha que me acompanha em minhas noites insones.
 

 
 
Os ruídos me chegam pelos braços do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"></p>
<div id="attachment_5049" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto_pela_metade.jpg"><img class="size-full wp-image-5049" title="humberto_pela_metade" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto_pela_metade.jpg" alt="mesmo com a chuva lá fora o escriba não tira o rosto da rua..." width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">mesmo com a chuva lá fora o escriba não tira o rosto da rua...</p></div>
<div></div>
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal;">As chuvas, por aqui, cessaram. Mas resta pairando no céu um manto úmido de nuvens pesadas d&#8217;água. Tenho-me aqui, sobre a cama. Tenho os pés gelados – esse ar condicionado ainda me mata! – embora os mantenham enrolados em uma fina colcha que me acompanha em minhas noites insones.</p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Os ruídos me chegam pelos braços do ar. São vozes, músicas e campainhas. Sinto o pulsar desse coração companheiro e respiro o ar que chega e me alimenta. É isso mesmo, não apenas o escuto porque ele não é tão-somente barulho, é a desesperada tentativa de todos os egos dando continuidade à vida em superfície. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Escuto. É um vizinho discutindo com outro; a Rede Globo, subliminarmente, impondo o seu padrão de qualidade e repetindo exaustivamente que “você se vê por aqui”; a intriga, a lamentação em cima das dificuldades e todo o mais&#8230; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Mas há o barulho que não escorre, que fica contido dentro de minha cabeça, mas que é o mesmo desespero. Vejo todo o barulho e entendo que ele existe para que se mantenha a farsa do ilusório mundo da superfície. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Assim não se dá permanência apenas ao prazer, à diversão, ao gozo. Assim, garantem-se nossas ignorâncias e desumanidades. Mantendo o ego doente, somos doentes e precisamos da dor. Então, a dor é bendita porque nos força a viver a verdade.E é preciso senti-la. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Sinto eu que aquele que já não se sustenta em superfície deve abraçar a dor. Posso vê-la como uma corda jogada para dentro, como uma ponte que nos leva para dentro do nosso verdadeiro mundo: o nosso centro, o nosso interior. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; text-indent: 49.65pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Arial Black','sans-serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">E eu já não posso dizer que ir ficando no silêncio, ficando inteiro dentro, sem pontas para fora, é permitir-se à vida. Aqui, agora, contemplo o meu dragão e suas faces e suas garras. Divido-me em dois mundos: um é silencioso em si; o outro é apenas farsa. E nela estou morto. </span></p>
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		<title>D&#8230;..E&#8230;..A&#8230;..L&#8230;..M&#8230;..E&#8230;..I&#8230;..D&#8230;..A&#8230;&#8230;&#8230;.D&#8230;..E&#8230;.A&#8230;..L&#8230;..M&#8230;.E&#8230;.I&#8230;.D&#8230;.A</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 11:15:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
D - &#8220;se morre o rico e o pobre, enterre o rico e eu, quero ver quem que separa, o pó do rico do meu. se lá embaixo há igualdade, aqui em cima tem que haver, quem quer ser mais do que é, um dia  há de sofrer&#8230;&#8221;
E - não sei com certeza de quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"> </p>
<div id="attachment_5027" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-morena-e-companhia.jpg"><img class="size-full wp-image-5027" title="humberto-morena-e-companhia" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-morena-e-companhia.jpg" alt="no princípio eram verbos, hoje, transformados em palavras e silêncios. " width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">no princípio eram verbos, hoje, transformados em palavras e silêncios. </p></div>
<p style="text-align: center;">D - &#8220;se morre o rico e o pobre, enterre o rico e eu, quero ver quem que separa, o pó do rico do meu. se lá embaixo há igualdade, aqui em cima tem que haver, quem quer ser mais do que é, um dia  há de sofrer&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">E - não sei com certeza de quem é a música e de quem  é a letra. todas boas. um casamento perfeito. e melhor ainda: o título (roda) diz tudo. gosto muito. tanto que trago, entre as muitas, na ponta da língua. també gosto do refrâo: &#8220;seu moço, tanha cuidado, com a sua exploração, se não lhe dou de presente, a sua cova no chão&#8221;&#8230; é candidatos.</p>
<p style="text-align: center;">A - a chuva continua lá fora. cá dentro de mim, se fazia sol, ela cai em si e sinto dó. os meus dois leitores dizem gostar das minhas esparsas observações. umas nem tanto. são somente minhas. outras, embora</p>
<div id="attachment_5028" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-e-dapenha"><img class="size-full wp-image-5028" title="humberto-e-dapenha" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-e-dapenha" alt="somente satisfação, tudo x-caçarola, em ótima companhia: um irmão." width="480" height="319" /></a><p class="wp-caption-text">somente satisfação, tudo x-caçarola, em ótima companhia: um irmão.</p></div>
<p style="text-align: center;">tenham muito de mim, dizem somente deles. tudo bem. nunca estive tão bem nesta vida que somente bem tem feito ao escriba. agradecer. todos os dias. nunca esquecer: amanheci chovendo em mim.</p>
<p style="text-align: center;">L - lá em jaguraribe, o meu bairro, como todos vocês sabem, o mundo era para o menino jaguaribense do tamanho da mata do buraquinho. um buraco. um buraquinho. hoje, depois da conclusão do livardo alves de que a vida era um buraco, trabalho em um dos buracos da mata do buraquinho. não cavando-o. nem fechando-o. apenas trabalhando honestamente e saindo do buraco. saí. na verdade o buraco em minha vida foi um buraquinho. a mata. por isso morro e saudades dali. ali, na mata, mato as saudades de mim&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">M - a chuva não para. os pingos dançam sobre o meu telhado. alguns com passos desencontrados. eu gosto de chuva. eu gosto da chuva. nos dias de sol, sozinho  ou bem acompanhado, lembro da chuva do último domingo. sempre. nos dias de chuva as pessoas se molham por dentro. muitas. se recolhem com as suas lágrimas em seu quartos de dormir. sol. solitário. sozinho. sol&#8230; só lamente um vez&#8230; e  nunca mais. lamentar não é preciso.</p>
<p style="text-align: center;">E - gonzaguinha, qual é a lembrança que trazes de tua mãe em tuas partidas e chegadas ? parou. pensou. deu uma tragada forte no cigarro que fedia. e golpeou: &#8220;dela não trago mesmo nenhum. mas de suas</p>
<div id="attachment_5029" class="wp-caption alignright" style="width: 370px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/michelle"><img class="size-full wp-image-5029" title="michelle" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/michelle" alt="dançando leve e levemente passando pela vida: um doce. " width="360" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">dançando leve e levemente passando pela vida: um doce. </p></div>
<p style="text-align: center;"> cuspidas vermelhas e deixando vermelho a parede branca do hospital. essa, meu irmão, não vai sair nunca da minha cabeça&#8221;pobre e genial gonzaguinha. morrer  um uma lembrança assim da mãe é isso mesmo com ph de pharmácia&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">I - por que está bebendo tanto, angela, o que realmente pretendes bebendo tanto assim ? &#8220;eu quero é morrer! somente isso que desejo na vida: morrer! eu não mereço esta vida, nem esta vida me merece!&#8221;. pobre angela ro ro. carregar na vida esse desejo é isso mesmo com ph de pharmácia. mas tudo indica que esse desejo passou. muito bom. agora vou desejar ouvi-la ainda mais.</p>
<p style="text-align: center;">D - o que gente faz não é por debaixo do pano. todas as considerações gerais estão espalhadas neste espaço plural. a gente aí, pessoa singular, é este escriba todo plural. se vocês, os meus dois leitores, disserem que eu desafino, não responderei que os desafinados também tem (sem acento) um coração. nunca desafinei na vida. o meu canto, quando canto, me encanta. nem desafinar nem desesperar jamais. sou galho da baraúna que foi o meu pai. envergo, mas não quebro. desequilibro, mas não caio. aprendi a dançar. aprendi os passos. passo os dias sorrindo e assistindo ao jogo de cintura.</p>
<p style="text-align: center;">A - O domingo pede cachimbo. não fumo. dizer que não bebo é fumo. mas há de chegar esse dia: sem o</p>
<div id="attachment_5030" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/erlandsson-e-esposa"><img class="size-full wp-image-5030" title="erlandsson-e-esposa" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/erlandsson-e-esposa" alt="nossos filhos, não são nossos filhos (gibran), esses, ainda, são..." width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">nossos filhos, não são nossos filhos (gibran), esses, ainda, são...</p></div>
<p style="text-align: center;">fumo que nunca dele ( o cacófato foi ensaiado) senti e a bebida que hoje pouco ou quase nada lembro dela (continuidade do cacófato ensaiado). não estou ainda aniversariando. nada de cachimbo. aniversario todos os dias. mas sem que seja preciso &#8220;cachimbar&#8221;. continua chovendo lá fora. não chove dentro de mim. vou sair, então, para chover lá fora.</p>
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		<title>1&#8230;..B&#8230;..E&#8230;..R&#8230;..T&#8230;.O&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.1&#8230;..B&#8230;..E&#8230;..R&#8230;.T&#8230;.O&#8230;&#8230;&#8230;.</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 11:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[
1 - Hoje é domingo. nenhuma novidade. muitos domingos ficaram no passado e outros, iguais ou melhores que este, pois otimista que sou não acredito em dias ruins, responderão presentes. acordei. ou melhor: acordado estava desde as primeiras horas da manhã de hoje, domingo, que segundo dona chiquinha pede cachimbo. chove lá fora. dentro de mim o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_5035" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/dsc00261.jpg"><img class="size-full wp-image-5035" title="dsc00261" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/dsc00261.jpg" alt="mais que nunca somos &quot;a família reunida&quot;: todos por um, e um por todos!" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">mais que nunca somos a família reunida: um por todos, todos por um!</p></div>
<p style="text-align: center;">1 - Hoje é domingo. nenhuma novidade. muitos domingos ficaram no passado e outros, iguais ou melhores que este, pois otimista que sou não acredito em dias ruins, responderão presentes. acordei. ou melhor: acordado estava desde as primeiras horas da manhã de hoje, domingo, que segundo dona chiquinha pede cachimbo. chove lá fora. dentro de mim o sol é somente música.</p>
<div id="attachment_5022" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-e-tiro"><img class="size-full wp-image-5022" title="humberto-e-tiro" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-e-tiro" alt="o mascarado vingador dos frascos e comprimidos.." width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">o mascarado vingador dos frascos e comprimidos..</p></div>
<p style="text-align: center;"><strong>B -</strong>  o melhor de ter um espaço somente seu, o que não é meu caso, pois afinal este é um espaço Plural, é que você escreve quando e sobre o que quer, desde que mantenha o quando amanhece em mim  e o respeito as coisas e as pessoas sobre o que você escreve. não saberia aproveitar um espaço que não é meu, repito, mas de todos, ratifico, para dizer, por exemplo, que, sem exceção, o que é contrariar a regra, se tudo na vida tem um lado bom, a juliana paes, por exemplo, tem os dois. e não são os lados de dentro e e de fora.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>E -</strong> estão vendo o lado bom de um blog ? pois é. o outro, esse que vocês não veem, agora sem acento, está sentado este escriba, ainda com os olhos cheios de pedados do sábado passado,  exercitando os dedos e deixando que esses dedos sejama levados por este mente. só mente. somente. semente. mas é verdade.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>R -</strong>  amanheci e  lembrei  que cada qual para o que nasce, cada qual com a sua classe, seu estilo de agradar. papagaio do futuro. uns vivem para briga e outros para a intriga. penso no estilo. não de briga ou de fazer intigra. de escrever. nunca esqueço que o estilo é o salário. outros são mais incisivos: o estilo é o</p>
<div id="attachment_5023" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/morena-na-porta-de-augusto"><img class="size-full wp-image-5023" title="morena-na-porta-de-augusto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/morena-na-porta-de-augusto" alt="amorenou a porta da casa grande de augusto dos anjos!" width="320" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">amorenou a porta da casa grande de augusto dos anjos!</p></div>
<p style="text-align: center;"> homem.  o estilo de dapenha, autor de recados da próvincia, parede de memória e do indefectível tudo x-caçarola é dele e ninguém tasca. viu primeiro.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>T -</strong> amanheci em mim. lá fora os candidatos brigam . candidatos aos mais diferenetes cargos na vida. muitos se dizendo pobres e franciscanos. uns achando que os pobres dispensam os franciscanos. outros, escondidos sob  as batinas da vergonha, são todos franciscanos. sem frescuras. somente franciscos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O -</strong> neste domingo que pede cachimbo, pede cachimbo, nunca &#8220;pé de cachimbo&#8221;, como por muito tempo pensei, falando dos franciscanos e pobre candidadatos, em especial, da província das acácias, lembrei de uns versos que ouvi lá pels anos sessenta. acho mesmo que foi em sessenta e seis/sete. não ouvi da boca da elis regina. era gilberto gil. os versos, que que até hoje não se com certeza se dele, do gilberto, ou do parceiro joão augusto sobre o qual pouco ou quase nada - confesso - sei.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>PRIMEIRA PARTE DA ENTREVISTA DA MORENA COM HUMBERTO FALANDO DE 1 BERTO E SOBRE OS DOIS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/23/07/2010/primeira-parte-da-entrevista-da-morena-com-humberto-falando-de-1-berto-e-sobre-os-dois/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/23/07/2010/primeira-parte-da-entrevista-da-morena-com-humberto-falando-de-1-berto-e-sobre-os-dois/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 10:13:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Vocês não sabem como é difícil entrevistar Humberto de Almeida. É um sujeito fugidio, escorregadio, sempre driblando as perguntas e, se o entrevistador não for bom, como é o meu 
caso, pois reconheço não ser uma boa entrevistadora, ele acaba fazendo como o Jô Soares e o intragável Fausto: roubando a entrevista e sendo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Vocês não sabem como é difícil entrevistar Humberto de Almeida. É um sujeito fugidio, escorregadio, sempre driblando as perguntas e, se o entrevistador não for bom, como é o meu </span></em></p>
<div id="attachment_5004" class="wp-caption alignleft" style="width: 330px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-nas-telhas"><img class="size-full wp-image-5004" title="humberto-nas-telhas" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-nas-telhas" alt="humberto quase nu no caminho... &quot;ele levanta&quot;." width="320" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">humberto quase nu no caminho... &quot;ele levanta&quot;!</p></div>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;">caso, pois reconheço não ser uma boa entrevistadora, ele acaba fazendo como o Jô Soares e o intragável Fausto: roubando a entrevista e sendo o entrevistador e entrevistado ao mesmo tempo.</p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Humberto tem uma fome voraz de falar sobre tudo. E, falando, sobra para todos. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Um dos poucos que ainda conserva na forma de viver e pensar que pode até perder um amigo, pelo menos momentaneamente, a piada, porém, nunca.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Às vezes é irônico, outras poético e, mais que irônico e poético, muitas - aqui cabem repetir: muitas! - vezes humorístico. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Sendo considerado pelos nossos melhores – poucos, na verdade, pouquíssimos – um dos melhores textos de humor nascido na nesta cidade que costuma chamar de Província das Acácias, responde, sorrindo, que não acha nenhuma graça ser considerando um sujeito engraçado e que engraçado escreve.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Não está nem aí para o sorriso alheio. Prefiro o meu, responde, dessa vez, sério. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Humberto de se considera um sujeito amigo das palavras e companheiro delas nas mágicas que essas companheiras fazem com frases e versos.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Como versos, escreveu várias letras para o parceiro musical Gil de Rosas e, mesmo que nunca sai dizendo por aí, e, se diz, diz para poucos amigos, foi classificado em festivais daqui e, há pouco tempo, em São Paulo e Minas Gerais. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">É o tipo de Atirar palavras no ventilador, sem está nem aí para as frases que elas poderão espalhar. Por zil (a expressão ele diz não gostar) vezes pensou em penduras as suas “chuteiras de palavras”, alegando que não tinha mais tesão para entrar no campo dos pensamentos escritos. Não estava mais interessado em fazer “gol de letras”.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Seria um suicídio de palavras, disse-lhe outro dia. Uma automutilação. Seria como o peixe dissesse que não sentia mais prazer em nadar, e pássaro que não queria mais voar por que estava enjoado de plainar sobre os pobres bípedes e mortais. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Faz tempo que ele me confessou esse desejo: vou dar um tempo às palavras, para viver apenas de pausa ou reticências. Disse-me. Estás cansado?<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Respondeu que não. Afinal, acrescentou, se escrevo com respiro, não sofrendo de qualquer doença respiratória, graças a Deus – ele é crente e convicto de sua crença – se escrevo como respiro, escrever, sendo o meu respirar, não me cansa nunca. <span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Acrescentou ainda que iria parar apenas para dar um tempo às palavras que escreve. <span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Um dos motivos, alegou, é a falta de falta tempo para ler novos autores, mesmo acrescentando que não existe nada de novo no front. E, se não bastasse, disse-me naquele dia, precisa também de tempo para reler velhos autores que nunca deixou de ler.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Leiam, pois, a entrevista, e descubram porque, assim como o Pelé, jogador que ele acha genial mas que como cidadão perdeu a oportunidade de pendurar a língua quando o Pelé pendurou as chuteiras, e costuma falar em 1 berto de Almeida, assim mesmo com o numeral substituindo o agá, como se Humberto de Almeida, com agá, fosse outra pessoa, e outras do Humberto que nada tem do 1 que ele usa, pedindo o que nunca associei esse numeral a cerveja Brahma. Prefere Bohemia. </span></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PARTE PRIMEIRA: ONDE O CÉU É MAIS AZUL E HUMBERTO É MAIS 1 BERTO!</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 10:09:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[ENTREVISTA:
M – Quando foi que Humberto de Almeida começou a escrever?
H – Tudo começou, se a memória, como costumo dizer, não me pregar mais uma peça, pois, hoje, cheia de pregas, todas ainda intactas, gosta de brincar de esconde-esconde, na escolinha de 
Dona Yolanda, em Jaguaribe. Dona Yolanda (ele me corrige e pede que escreva [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">ENTREVISTA:</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">M – Quando foi que Humberto de Almeida começou a escrever?</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">H – Tudo começou, se a memória, como costumo dizer, não me pregar mais uma peça, pois, hoje, cheia de pregas, todas ainda intactas, gosta de brincar de esconde-esconde, na escolinha de </span></em></p>
<div id="attachment_5008" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/morena-chico-cesar-arrigo-e-humberto"><img class="size-full wp-image-5008" title="morena-chico-cesar-arrigo-e-humberto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/morena-chico-cesar-arrigo-e-humberto" alt="chico césar, eu (morena), humberto e o grande arrigo (salve!) arrigo barnabé: uma balaio de história!" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">chico césar, eu (morena), humberto e o grande arrigo (salve!) arrigo barnabé: uma balaio de história!</p></div>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;">Dona Yolanda, em Jaguaribe. Dona Yolanda (ele me corrige e pede que escreva com I), ou melhor, Iolanda sem Y, era filha de Dona Milú, (espero que a oposição não me venha com uma rima!) e mãe de Mariinha. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Nunca disse, mas, agora, sendo entrevistado pela primeira vez, direi: acho que desci do útero de Dona Chiquinha e cai – nasceu em casa, na Rua 12 de o outubro, em Jaguaribe, o seu bairro, como costuma dizer – exatamente em cima do pequeno dicionário da língua cada vez mais inculta e bela cada vez mais que o Compadre Heráclito, meu pai, usava para descobrir o significado das palavras que inventava. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Sempre gostei de ler.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Lia tudo que me aparecia. De Bula de Remédio a receita, embora escritas com letras que ninguém entendia, feitas assim de propósito para os médicos mostrarem que eram médicos, ensinando como manipular elementos químicos. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Ah, escrever? Ainda hoje alguns idiotas da objetividade continuam pensando que pelo fato de ler Paulo Coelho pode matar dois coelhos de uma só paulada. Se é capaz de ler o Paulo Coelho e entender, o que não requer esforço algum, pois ler o Paulo Coelho, apesar do esforço que o sujeito mais ou menos letrado precisa fazer, pode também escrever. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Mas escrevia tudo que pensava. E o pior é que pensava que escrevia. Eu disse tudo?<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Menos, como muitos dizem ter escrito, cartas de amor. No caso, Fernando Pessoa, o poeta puto com quem não escrevia cartas de amor, não amaria nunca o que naqueles tempos eu escrevia. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">M – E 1 berto de almeida, nasceu quando e desde quando resolveu, assim como Humberto de Almeida, escrever?</span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">H – 1 berto sempre esteve comigo ralando, comendo, vomitando e, como não poderia deixa de ser, torcendo por Humberto. Ele é quem empresta esse senso de humor que vocês pensam ser do Humberto. O humor é dele. O Humberto é mais sério, mais chato. Quem o conhece sabe muito bem. Humberto, diferente de 1, esse que faz questão, nunca fez, em ser dois, pois, afinal, dois 1 berto não vão poder nunca ocupar o mesmo lugar no espaço da internet nem fora dele, é mais abusado. Ou melhor, o 1 berto nada tem de abuso. É leve como a pluma que o vento vai levando pelo ar. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 12.4pt; line-height: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Mas ele tem momentos, também, de putanhez, palavra que somente ele gosta de usar e somente ele sabe o que significa. Mais que Humberto o 1 berto é puto com babão. Se dependesse dele, o cordão do puxa-saco, todo ele, seria usado apenas como pavio de bomba chilena! Eu, particularmente, às vezes sendo 1 Berto e outras Humberto, confesso gostar dos dois</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PROCURA-SE UM INIMIGO DE VERDADE QUE SEJA INTELIGENTE!</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 16:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Devem-se escolher os amigos pela beleza, os conhecidos pelo caráter e os inimigos pela inteligência. (Oscar Wilde)
Ás vezes, por incrível que possa parecer, sinto falta de um “bom inimigo”. Sentiram? Espero que sintam mais ainda; UM BOM INIMGO!  Por quê?   Ora, porque até que eu possa provar o contrário, encontrando um declarado inimigo meu, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Devem-se escolher os amigos pela beleza, os conhecidos pelo caráter e os inimigos pela inteligência. (Oscar Wilde)</strong></p>
<div id="attachment_4992" class="wp-caption alignleft" style="width: 380px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/inimigo-melhor.jpg"><img class="size-full wp-image-4992" title="inimigo-melhor" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/inimigo-melhor.jpg" alt="sem  palavras! 100 silêncios..." width="370" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">sem palavras! 100 silêncios...</p></div>
<p>Ás vezes, por incrível que possa parecer, sinto falta de um “bom inimigo”. Sentiram? Espero que sintam mais ainda; UM BOM INIMGO!  Por quê?   Ora, porque até que eu possa provar o contrário, encontrando um declarado inimigo meu, não tenho inimigos. Mas, se tenho ou terei, lembrem do que acabo de escreve: tem que ser bom, um inimigo daqueles que valham a pena não ser amigo dele. Não é trágico. Também não é cômico. Mas um sujeito que declara publicamente não ter inimigos está ao mesmo tempo declarando que, pelo fato de não estar completo, pois precisa de um inimigo em sua conta, não é perfeito. E quem foi que disse que um dia pretendi alcançar a perfeição? No caso, com a licença do Caetano, fico com o Gilberto Gil: a perfeição é uma meta atingida pelo goleiro que joga na seleção.</p>
<p>Um dia, somente para ver como era ter um inimigo declarado, pois vocês sabem muito bem que os ocultos, apesar de mais perigosos que os declarados, não os que menos interessam, pelo para o escriba, imaginei como seria o meu declarado inimigo. No mínimo, sabendo que eu perderia a graça, todas às vezes que lesse as minhas mal-traçadas ou me encontrasse em carne e osso na rua, iria dizer que eu era um cara muito sério e não tinha nenhum senso de humor. Não satisfeito com a sua maldade, diria ainda que junto minha descrença no espírito, perdi a presença do mesmo. Ou seja, não tinha, o que nego de mãos e pés juntos, presença de espírito.</p>
<p>O meu inimigo não teria a cara de uma pessoa amiga e conhecida. Seria um rosto na multidão, torcedor na arquibancada, preferencialmente, geraldino, insistindo em gritar para o bandeirinha mais próximo que toda a bola que eu recebia estava no impedimento.</p>
<p>Não queria um inimigo feio, mesmo sabendo que, embora tivesse o rosto de Fátima Bernardes em seus melhores dias e as pernas da Cláudia Raia em seus melhores dias também, todo inimigo é feio. O meu inimigo, respeitando-o como inimigo meu, seria sempre aquele amigo que contribuísse todos os dias para que aprendesse, nesses mesmos intervalos, a preservar a amizade.</p>
<p>Não quero um inimigo que chegue com cara de poucos amigos e deixando a impressão de que é um inimigo burro. Os meus inimigos, sem distinção, tem de ser inteligentes e com caras de inimigos. Inimigos bonzinhos não prestam, acabam amigos. E isso eu não quer</p>
<p>Mas como não conheço ainda o meu inimigo, pois, até agora, oculto, não quer se declarar, aviso para os amigos que assim como este amigo de poucos é preciso muito cuidado nessa escolha. Um inimigo sempre de mau-humor equivale a dois. Ou três. Nunca será um bom inimigo. O mau-humor é próprio de quem não tem amigos e nasceu, apesar de muitos não aceitarem, para ser inimigo. O inimigo não colhe frutas quintal, rouba as do quintal do vizinho e deixa que apodreçam em local somente por ele conhecido.</p>
<p>O inimigo, o verdadeiro, todos os dias, deve fazer alguma maldade, mesmo que não seja contra você, o seu inimigo, para ir aperfeiçoando a maldade que eu dia, mesmo sabendo que você dela se defenderá, como sempre acontece com que anda sem inimigos no corpo e na lama, tentará contra você.</p>
<p>Um inimigo fraco? Dispense, faça de conta que não é inimigo seu.  Melhor tê-lo como amigo. Fica menos vergonhoso para você. Um inimigo assim, um inimigo baba, como dizem por aí, somente fará você sair por aí babando para encontrar um inimigo que se preza, que mereça você.</p>
<p>Eu não saberia ser um inimigo perfeito. Às vezes, brincando, costumo dizer que, se como amigo tenho as minhas falhas, como inimigo, sou perfeito. Atíla, o Bárbaro, é o Pixinguinha, sujeito tão bom que era chamado pelo Vinícius de Moraes de “Santo”. Alexandre, mesmo por muitos considerandos “Grande” virará o Nelson Ned ante as minhas maldades.</p>
<p>Mas, se resolvesse mesmo, fosse uma decisão irrevogável e irretratável – está vendo para que serve o Direito? -, se tivesse que ser inimigo de um amigo meu, podem ter certeza que antes da decisão, sabendo e conhecendo os amigos que tenho, faria a paz com ele!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>VINICIUS, DANDO MORAES, A PARTE, AMIGOS SÃO AMIGOS E NEGÓCIOS CHEIRAM A NEGOCIATAS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/21/07/2010/vinicius-dando-moraes-a-parte-amigos-sao-amigos-e-negocios-cheiram-a-negociatas/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 16:49:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4995</guid>
		<description><![CDATA[

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o
ciúme, que não admite a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/amigos.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4996" title="amigos" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/amigos.jpg" alt="" width="500" height="630" /></a></p>
<p><strong>Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.<br />
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.<br />
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o<br />
ciúme, que não admite a rivalidade.<br />
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!<br />
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências&#8230;<br />
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.<br />
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.<br />
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.<br />
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.<br />
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.<br />
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque<br />
eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.<br />
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.<br />
Se todos eles morrerem, eu desabo!<br />
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.<br />
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.<br />
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.<br />
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer&#8230;<br />
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!<br />
A gente não faz amigos, reconhece-os.</strong></p>
<p><strong></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>UM POEMA PARA A ALMA DA MANHÃ DESSE DIA TÃO AMIGO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/20/07/2010/um-poema-para-a-alma-da-manha-desse-dia-tao-amigo/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/20/07/2010/um-poema-para-a-alma-da-manha-desse-dia-tao-amigo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 18:02:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4987</guid>
		<description><![CDATA[Poema Para a Tua Alma Feminina
Estás distante porque tu és a distância.
E purga-te disso todas às vezes de sofrer
teu nome, tua face.  Teu desespero enterra-se
na praia onde, altas horas da manhã,
vens tomar sol e molhar os cabelos.
Estás distante, como a minha ira
está de devorar a si mesma.
Estás distante, como a minha angústia de compreender suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poema Para a Tua Alma Feminina</p>
<p>Estás distante porque tu és a distância.</p>
<div id="attachment_4988" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/manha.jpg"><img class="size-full wp-image-4988" title="manha" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/manha.jpg" alt="... amanhecer renovado com as manhãs e certo de outros dias virão. e outras manhãs..." width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">... amanhecer renovado como cada  manhã  e certo de  que outros dias virão. e outras manhãs...</p></div>
<p>E purga-te disso todas às vezes de sofrer</p>
<p>teu nome, tua face.  Teu desespero enterra-se</p>
<p>na praia onde, altas horas da manhã,</p>
<p>vens tomar sol e molhar os cabelos.</p>
<p>Estás distante, como a minha ira</p>
<p>está de devorar a si mesma.</p>
<p>Estás distante, como a minha angústia de compreender suas razões.</p>
<p>Estás distante.</p>
<p>E eu sou a distância que não te ampara,</p>
<p>porque deste amparo foges.</p>
<p>Tu és a estrela incandescente,</p>
<p>enquanto vagas em silêncio como o alto mar.</p>
<p>O dia em que te encontro, nas minhas imaginações e fingimentos,</p>
<p>nas minhas representações que invento para aplacar minha fúria,</p>
<p>é um dia grosseiro, tosco,</p>
<p>sem respeito e sem Deus&#8230;</p>
<p>Porque, quando o dia em que</p>
<p>te encontro não é o que invento,</p>
<p>és a deusa contida em uma nuvem fria.</p>
<p>E eu guerreiro que,</p>
<p>ao te tocar, te virginiza.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>UM QUASE POEMA DO AMIGO PARA O AMIGO JAGUARIBE NESSE DIA EM QUE RIO E SAÚDO OS AMIGOS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/20/07/2010/um-quase-poema-do-amigo-para-o-amigo-jaguaribe-nesse-dia-em-que-rio-e-saudo-os-amigos/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/20/07/2010/um-quase-poema-do-amigo-para-o-amigo-jaguaribe-nesse-dia-em-que-rio-e-saudo-os-amigos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 17:43:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[O que não me sai da boca
fica entre a língua e o céu da boca
O céu é logo ali
As palavras ,sejam de amor ou não ,
dele dependem para ser entendida
pelo amor que se quer,
ou que se deseja.
Nada é passageiro,
tudo é passageiro.
Entre o nada e o tudo está a espera
A espera da conquista.
A espera sem nada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que não me sai da boca<br />
fica entre a língua e o céu da boca<br />
O céu é logo ali</p>
<div id="attachment_4982" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/rio-jaguaribe-rio.jpg"><img class="size-full wp-image-4982" title="rio-jaguaribe-rio" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/rio-jaguaribe-rio.jpg" alt="jaguaribe: um rio que passou em minha... vila dos motoristas!" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">jaguaribe: um rio que passou em minha... vila dos motoristas!</p></div>
<p>As palavras ,sejam de amor ou não ,<br />
dele dependem para ser entendida<br />
pelo amor que se quer,<br />
ou que se deseja.<br />
Nada é passageiro,<br />
tudo é passageiro.</p>
<p>Entre o nada e o tudo está a espera<br />
A espera da conquista.<br />
A espera sem nada perder<br />
Sem temer</p>
<p>Os dias são longos<br />
como os braços do rio que cortam<br />
o meu bairro.<br />
Longos caminhos,<br />
longas margens.<br />
Direita, esquerda&#8230;<br />
Volver ?<br />
Vou ver um dia.</p>
<p>No tudo o nada está escondido.<br />
Nadas nas água do rio que corre<br />
Em meu peito vazio<br />
A vida lá fora corre como o rio que não corre&#8230;<br />
Pára na margem da minha compreensão<br />
Ser tudo.<br />
Um ser que nada&#8230;</p>
<p>Os ponteiros do relógio passam um por outro<br />
e fingem que não se conhecem.<br />
Uns pedem segundos, minutos&#8230;<br />
Outros?<br />
Ora, tempo? !<br />
Não tenho tempo<br />
para pensar,<br />
nem sentir o tempo que passa&#8230;</p>
<p>A poesia molha a margem do meu rio<br />
que não corre em sua direção,<br />
Corre na minha,<br />
sem medo do atropelo,<br />
sem medo do ato,<br />
sou atro&#8230;<br />
sou pelo&#8230;</p>
<p>Abro os braços e me entrego<br />
molhado as águas que matam esta sede,<br />
sede que mata por fora,<br />
águas que lavam por dentro&#8230;<br />
O tempo pede passagem,<br />
de passagem segue o tempo sem pedir</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 9.95pt; line-height: 140%; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #333333; line-height: 140%; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">EU PLURAL: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 9.95pt; line-height: 140%; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #333333; line-height: 140%; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">tem alguns imeios, como os meus dois leitores sabem e muito bem sabem, que não merecem apenas o espaço “comentários”. Sobretudo quando ele vem como presente para este escriba que não espera nada quando escreve, com exceção, claro, de imeios assim.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 9.95pt; line-height: 140%; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #333333; line-height: 140%; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Se o estilo é o salário, o pagamento para quem, todos os dias, abre a cabeça – o campo de batalha sou eu – sem medo e sem censura <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>para vocês, mostra as coisas lá dentro, se arrumadas ou não, sujas ou não, mas todas, sem lembrar de absorvente, “sempre livres”, são imeios assim que valem mais que notas esparsas e dos mais diferentes valores nos bolsos dos nossos muitos ex-crotos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 9.95pt; line-height: 140%; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #333333; line-height: 140%; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Dizer o quê? Como sempre agradecer a esse excelente caráter e ótimo sujeito, pensador e – nenhuma surpresa – excelente, também, escritor, que, como poucos, sabe a diferença entre “alhos e bugalhos”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: 140%; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #333333; line-height: 140%; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">1 berto de almeida</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 9.95pt; line-height: 140%; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #333333; line-height: 140%; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span><span style="font-size: 13.5pt; color: #333333; line-height: 140%; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Caríssimo Poeta,<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 9.95pt; line-height: 140%; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #333333; line-height: 140%; font-family: &quot;Lucida Sans Unicode&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">soube da excelência de seus versos. E a cada dia que o leio, seja o poeta ou o cronista, mais essa feliz constatação se consolida. Vc é como o um personagem de uma música do Chico Buarque, chamada Nicanor, que, para relembrá-la, diz o seguinte: “Onde andará Nicanor/ tinha mãos de jardineiro/ quando tratava de amor…” da mesma forma é o poeta-cronista Humberto de Almeida, que tem mãos de jardineiro quando trata a palavra. E a trata muito bem, como uma jóia valiosíssima a qual manuseia com zelo de ourives! Poesia não é pra qualquer um, embora proliferem tantos pretensos, supostos, auto-proclamados poetas. Iludidos, pobrezinhos. O verdadeiro poeta antes de tudo sofre e agoniza, como um pássaro ferido que, muitas vezes, desconhece as causas desse sofrer. Tenho muito orgulho de te-lo como amigo, caro Poeta. E mais orgulho tenho quando percebo o quão elevada é a sua alma, sua essência! Onde reside a verdadeira personalidade do indivíduo. Muito além das aparências. E disto eu tenho convicção. Humberto ‘AlmadePoeta’ Almeida. Forte abraço!</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>MATANDO O COELHO E MOSTRANDO O PAULO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/19/07/2010/matando-o-coelho-e-mostrando-o-paulo/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/19/07/2010/matando-o-coelho-e-mostrando-o-paulo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 11:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma verdade que pelo menos um dos meus dois leitores ainda desconhece: num país de Jorge Amado e
Graciliano Ramos e Zé Lins do Rego, o parceiro do infeliz Raul Seixas é o maior vendedor de livros da história da literatura verde e amarela.
O “mago” sabe como nenhum outro vender as suas mágicas publicadas. Vende como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma verdade que pelo menos um dos meus dois leitores ainda desconhece: num país de Jorge Amado e</p>
<div id="attachment_4976" class="wp-caption alignleft" style="width: 300px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/paulo-coelho1.jpg"><img class="size-full wp-image-4976" title="paulo-coelho1" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/paulo-coelho1.jpg" alt="paulo coelho, com a sua literartura, não discut com o leitor: mata!" width="290" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">paulo coelho, com a sua literartura, não discute com o leitor: MATA!</p></div>
<p>Graciliano Ramos e Zé Lins do Rego, o parceiro do infeliz Raul Seixas é o maior vendedor de livros da história da literatura verde e amarela.</p>
<p>O “mago” sabe como nenhum outro vender as suas mágicas publicadas. Vende como banana nos tempos em que banana vendia tanto quanto as mágicas dele. Mas, se eu disser que ainda não consegui li uma só obra do “mago”, acreditem.  Confesso que tentei.</p>
<p>Tirei de vitrola - tenho ainda, também acreditem, centenas de vinis e uma vitrola – o Canção do Amor Demais, onde a Divina mostra que ninguém poderia cantar esse <strong>Canção&#8230; </strong>melhor do que ela; deixei de ir a teatro, cinema e boate (existe ainda?); suspendi a cervejinha do fim de semana e, como última tentativa, me isolei no meu quintal quase pomar. Tudo debalde.</p>
<p>É impossível não admitir que “mago” não somente vende mais livros do que os três citados aí em cima, vende mais do que os três juntos! E se eu disser ainda que vende mais do que o Shakespeare?! Muito mais!</p>
<p>Assim, tentando descobri por que não consigo ler o Paulo Coelho, e sabendo que ele vende mais do que o Shakespeare, resolvi fazer uma entrevistinha com alguns desconhecidos a esse respeito.  Tudo para saber o porquê dessa minha aversão a esse escritor que escreve tão “novas e belas histórias”. Se descobri? Depois eu conto. Por enquanto, fiquem com as opiniões que pesquei.</p>
<p>A Pergunta: <span style="color: #ff0000;"><strong>Paulo Coelho Vende Mais do Que Shakespeare, Cervantes e Proust (juntos!). O Mundo Está Mais Inteligente?</strong></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>- entrevistado um</strong></span></p>
<p>Na época de Cervantes, Proust e outros (quais são os outros?), o mercado consumidor era infinitamente menor. Não será com base nas vendas que vamos aferir (aferir?) isso. Será com base na popularização do conhecimento e da formação acadêmica (agora lascou!). Antes existia uma imensa parcela da população sem qualquer acesso à cultura (e hoje?).  Por outro lado a democratização da cultura e do conhecimento é tão grande que perdemos os referenciais de valor, qualquer lixo é vendível, porcaria gera notícias e sensacionalismos (e o Paulo Coelho?).</p>
<p>A verdadeira cultura, as produções artísticas de valor não encontram mais espaço e reconhecimento fácil(sic) dada a imbecilizarão do julgamento crítico pela mídia rasteira”.</p>
<p><strong>P.S:</strong> Acho que houve uma confusão.  Ou ele não entendeu a ironia da pergunta, ou não descobriu onde o escriba gostaria de chegar. Ou, ainda, o respondedor estava ouvindo uma partida e assistindo a outra.<br />
Ah, &#8220;mídia rasteira?&#8221; Seria aquela feita por &#8220;cobras &amp; lagartos?”.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>- entrevistado dois</strong></span></p>
<p>“Eu acho que o fato de as pessoas lerem mais Paulo Coelho do que esses outros autores não influenciam em nada a inteligência do mundo, que por sinal está cada vez mais precária (tenho que lê o Paulo Coelho urgência! Somente assim vou entender melhor essas crises dos meus entrevistados!).</p>
<p>A escrita do Paulo é simples e direta, o que incentiva nossa vontade de ler. Eu li um - conseguiu?! Qual é a fórmula?!) - e estou lendo agora o Alquimista.  Estou achando a leitura deliciosa. O mundo está mais burro, mas não porque lê Paulo Coelho, e sim porque não lê&#8230;”</p>
<p><strong>P.S: </strong>Esse não disse que Paulo Coelho emburrecia o mundo, que não influenciava a “inteligência do mundo”, mas que estava lendo o Alquimista e achando a “leitura deliciosa”. Não disse, porém, quem emburrecia o mundo e influenciava a “inteligência do mundo”. Um sabido. Mas respeito o seu gosto, afinal, se tem gente que gosta de “fruta-pão com bofe&#8230;!”.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>- entrevistado três</strong></span></p>
<p>Nem mais nem menos, o mundo mudou.Na época de Cervantes, Shakespeare etc. se vivia e se falava de outra forma (Meu Deus!) Lendo os seus livros temos que ter muita atenção. Temos lê-los (assim mesmo, todo enclítico) devagar para entender com profundidade a mensagem. (Paulo Coelho com mensagens?!). Paulo Coelho, ao contrário (sic), é muito claro, simples, qualquer pessoa menos versada consegue acompanhar facilmente a narrativa e entender o todo de sua obra.</p>
<p>Para a maioria das pessoas que possuem pouco tempo, (eu, por exemplo?) esse tipo de literatura rápida é o melhor, pois pode ser lido em metrô, ônibus qualquer lugar. (tenho um carrinho próprio). Já os outros exigem concentração.Pra mim é essa diferença além do que no mundo de hoje se busca muito consolo em livros de auto-ajuda para aprender a minimizar as dificuldades da vida moderna. (Meu Deus de novo! Está parecendo chá feito com alho e bugalho!).</p>
<p><strong>P.S:</strong> Achei legal a colocação “para a maioria das pessoas que possuem pouco tempo esse tipo de literatura é rápida. E o melhor: pode ser lido (o livro, não a literatura) em metrô(?), ônibus, qualquer lugar&#8230;” Ah, já os outros (os outros quais cara-pálida?) “exigem concentração”.<br />
E Graciliano Ramos, Jorge Amado, Machado de Assis?</p>
<p><strong>Em Tempo:</strong> amanhã tem mais</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ESSAS TANTAS COISAS QUE GOSTO E ME FAZ VIVER E OUTRAS QUE DESGOSTO E QUASE ME MATAM DE RIR!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/19/07/2010/essas-tantas-coisas-que-gosto-e-me-faz-viver-e-outras-que-desgosto-e-quase-me-matam-de-rir/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/19/07/2010/essas-tantas-coisas-que-gosto-e-me-faz-viver-e-outras-que-desgosto-e-quase-me-matam-de-rir/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 11:33:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4971</guid>
		<description><![CDATA[Gosto – É impossível negar que gosto de ouvir, esteja onde estiver, bem acompanhado da mulher amada ou amado por uma mulher que me serve de companhia, gratuita ou não, pois sou do tempo que amor se paga
com amor e não com cheque especial ou cartão de crédito, Joe Cocker cantando With little help my [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Gosto </strong>– É impossível negar que gosto de ouvir, esteja onde estiver, bem acompanhado da mulher amada ou amado por uma mulher que me serve de companhia, gratuita ou não, pois sou do tempo que amor se paga</p>
<div id="attachment_4972" class="wp-caption alignleft" style="width: 290px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-o-nome1.jpg"><img class="size-full wp-image-4972" title="humberto-o-nome1" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-o-nome1.jpg" alt="se eu fosse dois, como todos já sabem, seria &quot;2berto&quot;, e teria muito mais coisas para gostar e desgostar..." width="280" height="321" /></a><p class="wp-caption-text">se eu fosse dois, como todos já sabem, seria&quot;2berto&quot;. e teria muito mais coisas para gostar e desgostar!</p></div>
<p>com amor e não com cheque especial ou cartão de crédito, Joe Cocker cantando <strong>With little help my friend</strong> e o boca de caçapa, Luis Armstrong, a estranha (sic) e bonita Wonderful world comoi trilha sonora de <strong>Bom Dia, Vietnã!</strong></p>
<p><strong>Não Gosto</strong> – Por que lê Paulo Coelho se Gibran Khalil Gibran desde os anos sessenta /setenta, quando este escriba ainda acabava de sair dos cueiros sabia mais e contava histórias mais bonitas e melhor do que ele? Mais: as histórias do agora “mago global” não servem sequer para educar o menos sábio – é claro que estou usando a linha do dito cujo – dos nossos jovens. Escreve mal, conta besteiras demais e convence cada vez menos (gostei).</p>
<p><strong>Morro de Rir</strong> -Daquela apresentadora global-local que não diz palavra que não venha junto a muleta sem graça de um sorriso. A sua marcação de câmara parece uma marcação cerrada contra o meu desejo de vê-la diferente. Até notícia de falecimento é seguida de um sorriso forçado. Tudo bem. Embora não goste de pecar pela omissão – o bom mesmo é pecar nessa missão de comer a Juliana Paes -, por enquanto, não vou dar o nome ao boi. Ou melhor: a vaca. Quem seria capaz de dizer o nome dela? Uma dica: está prestes a pendurar as chuteiras (chuteiras mesmo!).</p>
<p><strong>Gosto –</strong> De ler/reler Às Horas Mortas do crítico e poeta e – poucos lembram – boêmio Hildeberto Barbosa Filho. O livro não é só “peia nas costelas” de falsos escritores e mais falsos ainda poetas que ainda insistem em fazer poemas em suas dores de cotovelo. O lirismo de Hildeberto, se não bastassem as “aulas de literatura resenhadas”, somente ele, paga o livro.<br />
Por que negar? Lirismo só, não, tem poesia também.</p>
<p><strong>Morro de Rir </strong>– Por mais que tente não posso esquecer. Estão lembrados? Então vou lembrar. Chico César lançou uma coisa chamada Cantáteis e batizou com o nome bonito de <strong>“Cantos Elegíacos de Amozade” </strong>e os nossos – somente os nossos – marias-vão-com-as outras, como não poderia deixar de ser, foram na besteira do Chico. Escreveram maravilhas sobre esse “repente estilizado” (arg) e cheio de citações ditas eruditas, longe do pior dos repentes de um Ivanildo Vila Nova, desse bom compositor de voz feia e caetaneada ainda hoje.</p>
<p>Este escriba, se não fosse muito vivo, teria morrido logo nos primeiros versos. Avise-me a data do próximo, pois quero estar bem distante.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/19/07/2010/essas-tantas-coisas-que-gosto-e-me-faz-viver-e-outras-que-desgosto-e-quase-me-matam-de-rir/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>SE TODOS FOSSEM IGUAIS A ESTE ESCRIBA, PODEM TER CERTEZA, ESTE ESCRIBA SERIA DIFERENTE!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/16/07/2010/se-todos-fossem-iguais-a-este-escriba-podem-ter-certeza-este-escriba-seria-diferente/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/16/07/2010/se-todos-fossem-iguais-a-este-escriba-podem-ter-certeza-este-escriba-seria-diferente/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 19:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://humbertodealmeida.com.br/?p=4965</guid>
		<description><![CDATA[
@ - Se o beijo é a véspera do escarro, os lábios fechados são a véspera do beijo.
@ - Nunca me preocupei com que alguém pudesse falar a meu respeito. Disso eu me encarrego muito bem.
@ - Todas às vezes que sinto vontade de ler um poema concreto, fantasio esse desejo e a vontade passa.
@ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4967" class="wp-caption alignleft" style="width: 362px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/chinelo-na-academia.jpg"><img class="size-full wp-image-4967" title="chinelo-na-academia" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/chinelo-na-academia.jpg" alt="o &quot;acadêmico&quot; chinelo para síndico do meu condomínio jaguaribe!" width="352" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">o acadêmico chinelo para síndico do meu condomínio jaguaribe! </p></div>
<p><span style="color: #ff0000;">@ - Se o beijo é a véspera do escarro, os lábios fechados são a véspera do beijo.</span></p>
<p>@ - Nunca me preocupei com que alguém pudesse falar a meu respeito. Disso eu me encarrego muito bem.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">@ - Todas às vezes que sinto vontade de ler um poema concreto, fantasio esse desejo e a vontade passa.</span></p>
<p>@ - Para trair a Capitu tinha o Dom.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">@ - Nunca pedi para alguém quebrar um galho meu. Nem podar. Um pedido assim é poda.</span></p>
<p>@ - Algumas mulheres tão apetitosas que nunca deveriam ser comidas de uma só vez, mas aos poucos.  Uma parte no café da manhã, outra no almoço e, no jantar, para não dormir com a barriga cheia, apenas desejar.<br />
<span style="color: #ff0000;"><br />
@ - Nunca desejei nesta vida ser mais do que sou: 1 berto.  Se fosse dois, 1, com certeza, seria cópia.<br />
</span><br />
@ - Tantos são os latifunpraeiros invadindo a nossa praia que vão acabar expulsando a Nossa senhora da Penha.<br />
<span style="color: #ff0000;"><br />
@ - Nada mais imbecil pensar que somos nós que iremos escolher o nosso futuro presidente e demais representantes legislativos. Só acredito nisso quando Chinelo, mendigo exemplo de honestidade e meu personagem preferido, for eleito síndico do Condomínio Jaguaribe.<br />
</span><br />
<span style="color: #000000;">@ - Se eu tivesse a cara de pau de alguns de nossos candidatos somente sairia de casa depois da eleição se fosse eleito Senador ou Deputado Federal. Em Brasília todos os gatos e ratos são pardos. Ninguém olharia para a minha cara de pau.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">@ - Não estou preocupado em escrever para ser lido, nem para ser líder. Escrevo porque não gosto de estar preocupado.<br />
</span><br />
@ - A principal diferença entre o voto nulo e o branco é que se o primeiro nos anulam no segundo somos anulados em nossa vontade.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>SE EU FOSSE O POVO PAUL E ME CHAMASSE PAULO, PEDIRIA A DEUS PARA NÃO SER O MALUF!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/16/07/2010/se-eu-fosse-o-povo-paul-e-me-chamasse-paulo-pediria-a-deus-para-nao-ser-o-maluf/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 19:10:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[
@ - Ser ou não ser Serra não é a questão. A questão mesmo é saber e temer o que deseja ser a Dilma.

@ - Se o povo Paul fosse brasileiro, o seu nome seria Paulo. E se tivesse o Maluf depois do Paulo, podem acreditar, teria vendido os resultados a mais de milhões pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4961" class="wp-caption alignleft" style="width: 231px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-so-meio-humberto.jpg"><img class="size-full wp-image-4961" title="humberto-so-meio-humberto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-so-meio-humberto.jpg" alt="se eu fosse duas metades sendo um, não seri 1 berto, mas dois..." width="221" height="166" /></a><p class="wp-caption-text">se eu fosse duas metades sendo um, não seria  1 berto, mas dois...</p></div>
<p><span style="color: #0000ff;">@ - Ser ou não ser Serra não é a questão. A questão mesmo é saber e temer o que deseja ser a Dilma.<br />
</span><br />
@ - Se o povo Paul fosse brasileiro, o seu nome seria Paulo. E se tivesse o Maluf depois do Paulo, podem acreditar, teria vendido os resultados a mais de milhões pessoas ao mesmo tempo de todas as partida da Copa do Mundo.</p>
<p><span style="color: #0000ff;">@ - Entre o Lula e o polvo Paul sempre vou preferir o segundo. Acerta todas e não tem sucessor.Nem sucessora. </span></p>
<p>@ - Se eu fosse advogado do goleiro Bruno pediria a justiça o direito do meu cliente de ver o sol redondo. A saudade da bola seria menor.</p>
<p><span style="color: #0000ff;">@ - Vai começar o horário eleitoral de graça. Preparem-se para assistir a muitos palhaços e poucos risos.</span></p>
<p>@ - Coragem não é mamar numa onça. Mas descobrir de repente que a onça só tem um peito e que você acabou de mamar nele.<br />
<span style="color: #0000ff;"><br />
@ - Não voto em candidato com cara de pau ou de madeira de lei. Se no primeiro cupim logo destrói, no segundo a lei nunca é respeitada.<br />
</span><br />
@ - Não sei porque essa preocupação com os candidatos que não terminaram o primeiro grau se muitos são doutores na arte de roubar a minha paciência e os pacientes eleitores seus.</p>
<p><span style="color: #0000ff;">@ - De que adianta saber ler para descobrir os livro de Paulo Coelho e escrever para tecer mil elogios sobre essa descoberta?<br />
</span><br />
<span style="color: #0000ff;">@ - Um televisor sem controle remoto é um carro sem freio descendo uma ladeira sem o nosso controle, pelo pior dos caminhos.</span></p>
<p>@ - Se tudo na vida tem dois lados, como nunca estive por fora, vou preferir na vida o lado de dentro.</p>
<p>@ - Tenho tão poucos amigos que faço tudo para encontrar um de cada vez. Assim fico com a impressão de que tenho muitos.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A JOGADA CRETINA QUE NÃO RESULTOU NO MILÉSIMO GOL,  PORQUE O DONO DO PELÉ NÃO PERMITIU</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 14:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eu ainda era a cópia quase fiel daquele menino de pernas finas e calça curta sonhando com uma bicicleta e um sapato conga. Estão lembrados?A bicicleta do sonho era uma Monark. A coro do sapato conga? Qualquer uma. A imagem dispensava a marca. Um menino em cima de uma Monark e usando um belo par [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="368" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="id" value="player_380987" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="wmode" value="window" /><param name="src" value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=380987" /><embed id="player_380987" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="368" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=380987" wmode="window" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Eu ainda era a cópia quase fiel daquele menino de pernas finas e calça curta sonhando com uma bicicleta e um sapato conga. Estão lembrados?A bicicleta do sonho era uma Monark. A coro do sapato conga? Qualquer uma. A imagem dispensava a marca. Um menino em cima de uma Monark e usando um belo par de congas.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O estádio olímpico, batizado oficialmente de José Américo de Almeida, construído em um bairro onde alguns gatos pingados começavam a chegar, parecia uma ilha esportiva cercada de silêncio por todos os lados. Foi justamente ali, no ano de 1969, que vi bem de pertinho, graças a &#8220;influência&#8221; do meu velho pai, o Compadre Heráclito, Pelé e Edson Arantes do Nascimento, criatura e criador, provando ao menino ele estava </span><span style="color: #0000ff;">certo: um era genial, usando as pernas, e outro um idiota, usando a cabeça.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O Santos de Pelé, como era conhecido por aqui e alhures, chegava por aqui para levar o ponteiro Ferreira, ponta-esquerda descoberto pelo União, time oficial do oficial Jornal do Governo, A União. Ferreira era um craque. Tanto que por força do seu futebol e da proteção do &#8220;Rei&#8221; que o adotara como afilhado, sendo, mais tarde, também padrinho de um filho seu, isto é, do Ferreira, levou o Edu, um dos maiores dribladores desse verde-amarelo país do futebol, a procurar outra posição. Naquele dia o milésimo gol do genial Pelé, personagem genial criado pelo idiota Edson Arantes, só não aconteceu pela maior palhaçada futebolística que aqueles olhinhos eu Ada de bandido tinham, e assim ainda continuam, já viram.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O Santos venceu ao Botafogo paraibano pelo placar de 3 a 0. O placar era o que menos importava. O que os arquibaldos geraldinos queriam mesmo e era assistir ao o milésimo gol do “rei”. Se esse gol que para este escriba nunca valeu uma cagada de galinha choca mais do que os outros fosse feito por aqui, a Parahyba, como se ouvia em toda esquina, entraria para a história para nunca mais sair.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"> O estádio seria tombado,  era, também, o que esses mesmos e pobres sonhadores e pernas de pau comentava pelas esquinas, e o Pelé ganharia uma estátua de corpo inteiro.  O mundo veneraria o velho e hoje destruído estádio  José Américo de Almeida mais que Louvre.   Os homens  então venderiam cada muda de grama do campo - como hoje estão fazendo com o Muro de Berlim - onde o Pelé pisou, e a Parahyba ficaria tão rica quanto o mais rico dos estados suíços. Mas, infelizmente, isto não aconteceria. Todos sabem a história. Poucos minutos depois que o idiota do Edson permitiu que o genial Pelé marcasse o seu 999º gol, o inesperado fez a sua surpresa.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Jair Estevão, hoje, aposentando como Policial Rodoviário, era goleiro do Santos. Não era o Agustín Mario, o Cejas, como muitos pensam ainda.  O dia era 14 de novembro e o ano 1969. Ainda hoje, sorridente, zombando dos parahybanos que sonhavam com o sonho (sic) descrito no parágrafo de cima, costuma recordar que assim que o Pelé fez o gol de número 999, foi obrigado a se &#8220;contundir&#8221; para Pelé ir para o gol.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Havia um ás na manga que alguns parahybanos ilustres e outros não tão ilustres assim não conheciam. O Santos entraria em campo sem o goleiro reserva.Tudo bolado pelo Júlio Mazzei, preparador físico de Pelé.  Ninguém do Santos queria que o milésimo gol de Pelé fosse feito na Paraíba, mas no Maracanã.</span></p>
<div id="attachment_4954" class="wp-caption alignright" style="width: 394px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/heraclito-e-pele.jpg"><img class="size-full wp-image-4954" title="heraclito-e-pele" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/heraclito-e-pele.jpg" alt="ao lado da criação, o meu criador, heráclito de almeida, foi testemunha da história!" width="384" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">ao lado da criação, o meu criador, heráclito de almeida, foi testemunha da história!</p></div>
<p><span style="color: #0000ff;">Lembro que naquele ano, um ano antes da consagração no México do genial Pelé, 1 berto de Almeida, o Beto, ainda era menino que não sabia nada de batucada. E ser o bom da molecada e bater bola era tudo que queria. E, achando pouco, sonhava fazer escola. Bons tempos, aqueles.  Tirava de letra a pelada com bola de meia e ouvia o Sérgio Ricardo.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Pois bem. Assim, Pelé, o time do Santos em uma só pessoa, pois todos os demais jogadores santistas somente faziam o que ele mandava, frio e calculista, tinha tudo planejado. Só faria o milésimo gol, um gol que em momento foi mais importante que e apenas um dos muitos que marcariam no campo do seu bairro de Jaguaribe, em outro campo, esse, também, escolhido previamente.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O goleiro, esse fora da previsão, fora o Andrade. O campo, porém, não poderia ser outro. Nesse mesmo ano, 1969, dia 11 do mês de novembro, uma quinta feita, à noite, no Maracanã, o Santos venceria o Vasco da Gama por 2 x 1, com um gol de pênalti de Pelé.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Em tempo: Dessa vez o idiota do Edson Arantes não teve forças para impedir que o Pelé mandasse. Ou melhor: fosse mandado.</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>NESSA HORA, NADA DE HOMENAGENS: SÁVIO ROLIM NÃO PASSOU DE UM FILME TRISTE!</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 03:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pronto. Depois que gravaram – filmar é outra coisa – o ex-menino de engenho Sávio Rolim numa casa
onde se mistura bêbedos e equilibristas desta vida Severina, bêbedos e equilibristas aí no melhor dos sentidos figurados, virou moda falar em Sávio Rolim e sonhar em filme com o Sávio Rolim no papel do mocinho que definhou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pronto. Depois que gravaram </strong>– filmar é outra coisa – o ex-menino de engenho Sávio Rolim numa casa</p>
<div id="attachment_4940" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/savio-rolim.jpg"><img class="size-full wp-image-4940" title="savio-rolim" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/savio-rolim.jpg" alt="o escriba flagrou um sávio somente bagaça no porão dos desgraçados..." width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">o escriba flagrou um sávio somente bagaça no porão dos desgraçados...</p></div>
<p>onde se mistura bêbedos e equilibristas desta vida Severina, bêbedos e equilibristas aí no melhor dos sentidos figurados, virou moda falar em Sávio Rolim e sonhar em filme com o Sávio Rolim no papel do mocinho que definhou e virou bandido.</p>
<p>Todos, agora, com um Sávio misturando alhos com bugalhos e não sabendo, como muitos, a diferença entre um e outro, querem tirar sua casquinha. Um chora aqui, disfarçando o riso, enquanto o outro, que antes sorria, sorri agora, para não mostrar suas lágrimas de crocodilo ante o estado em que o Sávio se encontra.  Estado de coma. Ou melhor: de fome.  Se ninguém escrevia para o coronel que prendeu Sávio nessa teia de desespero e abandono, agora, Sávio mais louco do que o Jânio Quadros em seus piores momentos, ninguém escreve para o Sávio nem saber do Sávio eles querem.</p>
<p>Outro dia, neste mesmo espaço plural, disse – e ratifico o dito – que são muitos os urubus esperando que a carniça do Sávio responda presente para, com os outros urubus de plantão, devorarem-na em nome da piedade. Não sou amigo do Sávio. Nunca fui. E, agora, sem que o Sávio saiba separar amigos de inimigos, amigo não desejo sê-lo. Encontrei com o Sávio algumas vezes. Muitas na Associação Paraibana de Imprensa. Eu conto.</p>
<p>Naqueles tempos idos dos sempre bem-vindos amigos Aldo Lopes de Araújo, Hildeberto Barbosa Filho, Wellington Pereira, Wagner Galvão e outros, como o Magno Meira, que infelizmente se foram, o Sávio já caminhando para a loucura que hoje o escraviza, todas ou quase todas as noites, cola de sapato no nariz, mesmo aquela época, ali, na API, entrava gritando “vocês sabem quem eu sou?”, para responder em seguida, “sou o menino de engenho!”. Era triste. E, para muitos, chato, muito chato.</p>
<p>Se a memória não me falha, pois, com todas as datas vênias merecidas, ando sem encontrar lugar melhor para guardar as coisas das quais eu gosto muito, também estive com o Sávio, ele como “desinfetador” ou coisa parecida, bomba pulverizadora nas costas e luvas velhas de pano nas mãos, e este escriba como um cliente em potencial. Tem formigas, ou baratas, ou muriçocas, ou morcegos&#8230; E tantas outras pestes, assim consideradas por ele, em sua casa?  Fazia um preço legal. O pobre do Sávio bem que poderia ter colocado o bico daquela bomba dentro da boca, a sua, e se autodesinfetado dos muitos males que já naquela na época começavam a lhe destruir por dentro. Pobre Sávio.</p>
<p>Não vai demorar muito para começar o chorôrô com a morte – ele está morto, muitos sabem, mas esperam que ele também descubra isso – do Sávio Rolim. No dia em que ele trocar de roupa e se mudar para outra cidade, vai ser um chorôrô maior mesmo que aquele cantado pelo Gilberto Gil. Então virão as homenagens. Todos irão querer falar em nome desse sujeito louco por cinema e que, talvez por isso mesmo, louco deixou esta vida. Cinematecas, Casas de Cultura, Shows, Galerias&#8230; O quê mais?</p>
<p>Ainda que tardias, as homenagens serão feitas. Serão muitos os aplausos e mais ainda os sorrisos satisfeitos por estarem sendo reconhecidos nessas homenagens. E quem sabe não ganharão votos com isso? Se não forem os votos que esperam e desejam, passagens livres para uma dessas cadeiras legislativas onde ganham mais do que na verdade merecem, pelo menos votos de aplauso receberão.</p>
<p>E o Sávio Rolim? Que os mortos, depois de enterrados os mortos, provem porque sempre foram tão vivos!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>SE NADA SE COMPARA AO TALENTO,  O TALENTO, ASSIM COMPARADO, NÃO VALE NADA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/14/07/2010/se-nada-se-compara-ao-talento-o-talento-assim-comparado-nao-vale-nada/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 12:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[Essas Declarações de (meu) Bens Que Não São Nada Amorosas!
Todas às vezes que leio as “declarações de bens” dos nossos candidatos só não morro de rir para ressuscitar gargalhando porque não quero acordar o vizinho com a minha gargalhada. Um candidato ao Senado – oito
anos mamando no melhor peito da vaca verde e amarela – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Essas Declarações de (meu) Bens Que Não São Nada Amorosas!</strong></p>
<p>Todas às vezes que leio as “declarações de bens” dos nossos candidatos só não morro de rir para ressuscitar gargalhando porque não quero acordar o vizinho com a minha gargalhada. Um candidato ao Senado – oito</p>
<div id="attachment_4936" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/declaracao-de-bens.jpg"><img class="size-full wp-image-4936" title="declaracao-de-bens" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/declaracao-de-bens.jpg" alt="investigação a passos de tartaruga terminam todos se chamando de &quot;meus bens&quot;..." width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">investigação a passos de tartaruga terminam todos se chamando de </p></div>
<p>anos mamando no melhor peito da vaca verde e amarela – que declara entre os seus bens – sem esquecer as amantes&#8230; Ou amantes - apenas um pálio velho, não merece que paguemos pela gasolina de sua camioneta importada.</p>
<p>Um candidato ao maior posto de um Estado que diz morar numa casa cujo valor é quase o mesmo do canil da cadelinha da como-quem-quero Ana Maria Braga, merece estar morando numa casinha do Sonho Meu ou Cidade Verde.</p>
<p>Tudo isso é mais engraçado ainda porque os responsáveis, mais tarde, pelo levantamento desses bens, numa confirmação entre o mal-me-quer e o bem-me-quer, acabam acreditando na pobreza franciscana dos candidatos e mostrando que também são ricos porque moram na praia.</p>
<p><strong>Se Todos Fossem Iguais A Vocês, Estaríamos&#8230;</strong></p>
<p>Outras maravilhas são as multas impostas aos candidatos que resolveram cantar no momento errado as virtudes que eles sabem muito bem que não tem, e propostas que, mesmo indecentes, nunca serão cumpridas.<br />
O que representa R$ 5 mil reais para um candidato a presidência do bananão? Não dão (os cinco mil) nem para Marina se pintar! E o pior é que eles, os candidatos, pose de quem nunca comeu fora de casa, cara emprestada de não-aponte-o-meu-erro-com-seu-dedo-sujo, mesmo assim sujando a tela do meu televisor, prometendo recorrer da mentira que estão sendo-lhes imputadas? Somente trágico, nada de cômico.</p>
<p><strong>Cala Boca, Se Não o Galvão Pode Mudar de Idéia!</strong></p>
<p>Eu bem que poderia calar a boca para não dá azar. Difícil de acreditar. Mas o Galvão Bueno acabou de prometer que a próxima Copa de Futebol, a ser realizada num chamado País de Futebol que não chegou <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/galvao.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4937" title="galvao" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/galvao.jpg" alt="" width="426" height="543" /></a>sequer as quartas de final de um torneiozinho baba-baby-baba, será a sua ultima.Ah, não esqueça a carteira de identidade para não causar alarde! Vai tarde!</p>
<p>em a voz do Galvão, o mundo, com certeza, será muito melhor. Agora, só um pedido: calem, como eu, as suas respectivas bocas.  Falando, podemos queimar as nossas línguas, e deixar as do Galvão intacta!</p>
<p><strong>Caetano é a Melhor Invenção do Caetano!</strong></p>
<p>Continuo achando que a maior invenção do Caetano Veloso é o Caetano Veloso. Sem ele, o Caetano inventor, o inventado Caetano não existiria. Todas às vezes que passa uma hora sem ouvir falar no Caetano, seja pela televisão, jornal ou revista, acho que ele, o Caetano inventor, não está dando a atenção merecida ao Caetano inventado.  Se o mundo não gira em torno do umbigo do Caetano inventor, é porque o mundo não existe.</p>
<p><strong>Obdúlio e João Menezes</strong></p>
<p>Mais uma vez, todo orgulhoso de mim, ratifico os meus sinceros agradecimentos aos meus dois leitores, Obdúlio e João, representantes geniais dos meus dois possíveis leitores que ainda me restam, pela leitura amiga e por serem amigos desse sujeito que precisa urgentemente encontrar mais tempo para a leitura.<br />
No carro, na rua ou na fazenda que ainda não tenho, não importa. Embora não tenha nada de hipocondríaco, viciado na leitura até mesmo do que não interessa, por exemplo, o horóscopo do dia, não deixa uma bula de remédio passar em branco. E, se isso acontece, fica doente&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/14/07/2010/se-nada-se-compara-ao-talento-o-talento-assim-comparado-nao-vale-nada/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>VOU PREFERIR SEMPRE NAVEGAR CONTRA A CORRENTE A ROLAR PELA CACHOEIRA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/14/07/2010/vou-preferir-sempre-navegar-contra-a-corrente-a-rola-pela-cachoeira/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/14/07/2010/vou-preferir-sempre-navegar-contra-a-corrente-a-rola-pela-cachoeira/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 12:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre Dormir e Acordar Sonhando
São cinco horas vinte e cinco minutos da manhã de uma quarta-feira que espero não ser nada parecida com aquela de cinzas de muitos carnavais. Não acordei agora. Levantei da minha cama e lembrei que não sonhei com ninguém (como será o nome de “ninguém”?). E por isso mesmo, sem sonhar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Entre Dormir e Acordar Sonhando</strong></p>
<p>São cinco horas vinte e cinco minutos da manhã de uma quarta-feira que espero não ser nada parecida com aquela de cinzas de muitos carnavais. Não acordei agora. Levantei da minha cama e lembrei que não sonhei com ninguém (como será o nome de “ninguém”?). E por isso mesmo, sem sonhar, não fui vítima da tragédia</p>
<div id="attachment_4928" class="wp-caption alignleft" style="width: 290px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-o-nome.jpg"><img class="size-full wp-image-4928" title="humberto-o-nome" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-o-nome.jpg" alt="se eu fosse dois, o que nunca pretendi ser, seria &quot;2 bertos&quot;..." width="280" height="321" /></a><p class="wp-caption-text">se eu fosse dois, o que nunca pretendi ser, seria </p></div>
<p>chicobuarquena. Eu cair da cama? Nem pensar! Sonhando ou acordado. Posso até escorregar, cair, porém, nunca! Dormindo, sonho alto. Acordado, por incrível que possa parecer, também. Sonhar acordado é bom por que o sujeito não bate nos móveis que são as pedras no caminho do quarto de dormir.</p>
<p><strong>Os Imeios dos Meus Dois Leitores</strong></p>
<p>São imeios como os de João Menezes e Obdúlio Varella – Achei o nome espetacular, grande capitão, vou acabar torcendo pelo Uruguai! –, leitores que fazem deste escriba um instrumento de paz das palavras que dormem em sua cabeça, que fazem com que o escriba não descanse as ditas cujas no cabide da memória.  Se o escriba pensava em dar uma parada em suas mal-traçadas, como sempre acontece, agora, com mais dois irmãos verdadeiros em palavras, pensamentos e obras, nem pensar. Pelo menos por enquanto.</p>
<p>São imeios assim que mostram os meios mais fáceis de o sujeito encontrar-se consigo mesmo na esquina da amizade e do perdão. Embora, para que não existam quaisquer dúvidas, o perdão entrou aqui apenas para lembrar o Vinícius de Moraes, poeta que gostava de falar no perdão e de perdoar.  O escriba, por sua vez, como não é o dono as palavras, costuma deixar que ela, essa palavra que um dia também cansa, como disse o poeta, fale por si mesma. Deixo-lhes a minha paz e, como não poderia deixar de ser, a minha gratidão.</p>
<p><strong>O Que Me Restou do Silêncio&#8230;</strong></p>
<p>Os filhos próprios de quem se arvora a encarcerá-los em “capa de dura” parecem ter vidas próprias. Cada texto é uma história. Um momento. São todos parte da história de seu inventor. Selecionar, entre muitos, os merecedores, é tarefa difícil. Estou sentindo. Eles mais ainda. Quem fica de fora? Quem entra? Quem se</p>
<div id="attachment_4929" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/capa_03.jpg"><img class="size-full wp-image-4929" title="capa_03" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/capa_03.jpg" alt="entre capas e espadas, sempre espada, em tempo de chuva, capas não esqueço..." width="500" height="706" /></a><p class="wp-caption-text">entre capas e espadas, sempre espada, em tempo de chuva, capas não esqueço...</p></div>
<p>perdeu no tempo e quem esta em dia com ele? Ser temporal ou atemporal não é um problema. O problema é quem, como acontece com o escriba, não sabe viver sem comer palavras e dividir silêncio.</p>
<p><strong>O Cão Sem Cérebro do Meu Vizinho</strong></p>
<p>Acordei, hoje, sem o cão do vizinho, um Cérbero – assim mesmo - em tamanho Pequinês, latindo pelas frestas da minha janela. Um Cérbero pequenino mais igual a todos os desse quilate. Não sei o nome dele. Do vizinho, sei. Chamei-o de Cérbero porque, quase todos os dias, escuto o seu dono dizer “pronto, voltei pro inferno!”. Ele não sabe quem é Cérbero. Muitos não sabem. Mas, sem dúvidas, todos sabem o que é um cachorro.</p>
<p><strong>Sendo o Arion, tu Farias? </strong></p>
<p>Fui ao nosso Espaço Cultural. Ou melhor: fui ao arquivo do Espaço Cultural e comprovei as muitas coisas que ali estão arquivadas. Se brincarem, eles que brincam com tudo, vão levar a nossa história, pelo descaso, para o espaço.  O Arion Farias, responsável pela aquela fortuna histórica, é um historiador em fatos &amp; fotos.   Nunca vi um sujeito contar histórias e mostrar os fatos dessas histórias, somente emoção, através de fotos tão boas e fatos verdadeiros.</p>
<p>O Arion Farias, diferente de muitos, é um historiador sem o mofo do tempo. Um sujeito que cuida da história porque sabe que a história não somente está sendo cuidada por ele. Tem a consciência de é a sua</p>
<div id="attachment_4930" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/arion.jpg"><img class="size-full wp-image-4930" title="arion" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/arion.jpg" alt="a direita, o historiador de fato e fotos, prof. arion farias" width="500" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">a direita, o historiador de fato e fotos, prof. arion farias</p></div>
<p>história, pelo amor e dedicação a ela, que está sendo contada. Voltarei a visitá-lo. Esse, com certeza, tem lugar garantido na história que cuida. Se os homens que irão contá-la lembrarem que são apenas historiadores e não fabricantes de histórias, O Arion Farias estará no prefácio.</p>
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		<item>
		<title>SE AS PALAVRAS PODEM NOS FAZER ESCRAVOS DELAS, O SILÊNCIO NOS LIBERTA!</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 13:13:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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@ - Nunca me esqueci daquela declaração do “mago” Paulo Coelho de que era o maior intelectual desse país de milhões de intelectuais, mas nenhum mais intelectual que o Paulo 
Coelho. Acho mesmo  que ele queria era dizer que não existia nesse país de milhões de comerciantes um que soubesse vender melhor que ele [...]]]></description>
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<mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} --></p>
<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - Nunca me esqueci daquela declaração do “mago” Paulo Coelho de que era o maior intelectual desse país de milhões de intelectuais, mas nenhum mais intelectual que o Paulo </span></em></p>
<div id="attachment_4915" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/paulo-coelho.jpg"><img class="size-full wp-image-4915" title="paulo-coelho" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/paulo-coelho.jpg" alt="num passa de mágica, o mago se tornou o maior vendedor de histórias sem graça do verde e amarelo!" width="300" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">num passa de mágica, o mago se tornou o maior vendedor de histórias sem graça do verde e amarelo!</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Coelho. Acho mesmo  que ele queria era dizer que não existia nesse país de milhões de comerciantes um que soubesse vender melhor que ele o seu produto. Por aí. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Se dependesse desse escriba de cabeça de pape, o Paulo, como Coelho, bem que poderia voltar para sua toca.   É um escritor que não me faz a mínima falta. Nunca li nada dele   e ele, por sua vez,   nada deste escriba leu. <span> </span>Se dependesse, ainda, deste escriba, o  Paulo Coelho, com escritor, estaria no anonimato de onde nunca deveria ter saído. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - Um belo quadro. O  Dunga fazendo cara de Zangado depois da derrota para a seleção holandesa, e o Felipe Melo, o Dunga dele, todo Dengoso, me deixando Feliz! Aproveitando, ainda,  essa felicidade tiraria uma boa Soneca! </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Um quadro de Mestre!</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - O delegado do Caso Bruno parece que tem assistido a muitos filmes de bandidos e mocinhos. Está dando uma do mocinho, para o bandido Bruno, que infelizmente não teve tempo de salvar a mocinha. Só me lembra um pastor do Edir Macedo ensaiando mais uma pegadinha entre as suas eternas e perdidas ovelhas. Tudo ele tem feito para transformar em horas os seus quinze minutos de fama. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Parou o relógio ou ele parou no tempo?</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ – </span></em><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Aloysio de Oliveira e Tom Jobim acertaram na mosca bela e rubra da Maysa ao comporem Demais para ela. <span> </span>Maysa era realmente demais.Mas se não foi para ela, para ela, assim mesmo, </span></em><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/maysa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4918" title="maysa" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/maysa.jpg" alt="" width="123" height="124" /></a><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">todo cacófato, deveria ter sido. A cara de Maysa está no “ando bebendo demais e que não largo o cigarro”. E, para fechar o firo, como dizíamos naqueles tempos idos, também em “dirijo o meu carro<br />
Correndo, chegando, no mesmo lugar”.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"><span> </span>Pois é. Escuto a Maysa, nesse momento, cantando a Maysa.  E ela, por sua vez, não caindo na minha cantada. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Nem morta.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - O Efraim Morais dizendo que o Ricardo Coutinho é uma das pessoas mais comunicativas e simpáticas que conheceu em sua vida é o mesmo que afirmar ser o Paulo Maluf um exemplo de honestidade e político que não tem medo da “ lei ficha limpa”.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - Faz tempo.  Mas hoje vendo o Datena, no péssimo no papel de Datena, lembrei a sua confissão de que fumara maconha um dia e não gostara. O tipo fumei, mas não traguei. Nem trouxe. Agora dizer que o álcool é pior que a maconha, mesmo que nunca tenha fumado maconha, é ir longe demais.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"><span> </span>Parece que bebeu. Ou fumou.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - Não é pelo fato de haver mandado a seleção do Dunga mais cedo para casa, não. Mas a seleção espanhola, conquistando a Copa em cima da seleção holandesa, lavou o que anda restava de sujeira na alma brasileira. O pouquinho que restou depois da vitória da seleção alemã sobre a da Argentina.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"><span> </span>Eu, com a permissão do dunga, fiquei menos Zangado.  E mais Feliz.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - Estou precisando com urgência encontrar tempo para reler as coisas que dormem na minha estante de sentimentos. O tempo é fugidio. Não pára, e eu, no entanto, pouco a pouco </span></em></p>
<div id="attachment_4916" class="wp-caption alignleft" style="width: 265px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/mario-quintana.jpg"><img class="size-full wp-image-4916" title="mario-quintana" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/mario-quintana.jpg" alt="o poeta do silêncio dividido e das flores alimento" width="255" height="346" /></a><p class="wp-caption-text">o poeta do silêncio dividido e das flores alimento</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">envelheço. A cabeça pede mais papel. Mas nessa busca natural do pão de cada dia, descubro-me sem tempo para alimentá-la. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Graciliano Ramos faz falta. Mario Quintana, com quem aprendi dividir silêncio, também. Proust. No seu tempo perdido eu me encontro. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Preciso alimentar a minha alma. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ -Os candidatos estão promovendo mundos e fundos aos seus eleitores. Não quero fundos nem para os cheques que em datas outras, por acaso, não tinha os fundos necessários para as minha calças de bolsos vazios. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">E mundos? Deles não preciso. Basta o meu onde o presidente é escolhido por um homem e só.<span> </span>Uma eleição onde o candidato eleito é sempre o mesmo: este escriba de cabeça de papel.<span> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Se na volta ninguém se perde, no voto, esse mais importante que um simples voltar, muitos continuam perdidos. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - Mulher de amiga minha pra mim é homem. E sexo seguro é estupro.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"><span> </span>Bacana que muitos citem frases deste escriba e não reconheçam a sua – minha – autoria. Faz tempo. Passei um bom tempo gostando de fazer frases feitas. Fiz muitas. Tenho uma coleção em casa que não troco por nada. <span> </span>Segundo os nossos criativos publicitários nada se compara ao talento. Está escrito numa “porta aberta”, literalmente traduzida, que enfeia a minha rua. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - Por onde tem andado o Odbúlio Varela? Se por acaso um dos meus dois leitores encontrá-lo por aí, diga-lhe que o espaço é dele. Assim mesmo. <span> </span>Como esse outro que é do avião e praça do povo. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Um puto pensador. E, às vezes, um pensador puto! </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">@ - E o Pelé?! Eu que pensava que a invenção do Edson Arantes renasceria com a Copa da África, lembrando uma Copa de muitos perna-de-pau, quebrei a dita cuja: o Pelé que disse um </span></em><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/pele.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4917" title="pele" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/pele.jpg" alt="" width="240" height="240" /></a><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">dia “o povo brasileiro não deveria votar, escolher o seu presidente, porque não sabia escovar os dentes”, escafedeu-se. Aquele seu “minuto com o rei” é tão ruim que se fosse um segundo só, melhoria um pouco.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt;"><em><span style="font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Fim de papo. I’m so tired&#8230; </span></em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>SOMENTE PORQUE VOC NOTA AS NOTAS QUE ESPALHO PARA POR AQUI NÃO VOU DEIXAR DE ANOTAR!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/12/07/2010/somente-porque-voc-nota-as-notas-que-espalho-para-por-aqui-nao-vou-deixar-de-anotar/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 12:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[
 @ - Ontem, lembrando os meus personagens, todos de Jaguaribe, espalhei algumas mal-traçadas sobre o histórico e bom Tenente Lucena, pai de Palmari e Poty e Piragibe e outros “índios”. Sem dúvidas uma “tribo” de excelentes “índios”. Todos bons caracteres (o plural é assim mesmo). 
Uma curiosidade: não sabia que Tenente era primo segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[endif]--></p>
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<mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} --><strong><em><span style="font-size: 20pt;">@</span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;"> - <span>Ontem</span>, lembrando os meus personagens, todos de Jaguaribe, espalhei algumas mal-traçadas sobre o histórico </span></em><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/tenente-lucena-foto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4904" title="tenente-lucena-foto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/tenente-lucena-foto.jpg" alt="" width="311" height="400" /></a><em><span style="font-size: 20pt;">e bom Tenente Lucena, pai de Palmari e Poty e Piragibe e outros “índios”. Sem dúvidas uma “tribo” de excelentes “índios”. Todos bons caracteres (o plural é assim mesmo). </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;">Uma curiosidade: não sabia que Tenente era primo segundo do Sivuca, o sanfoneiro que, assim como o militar, teve o nome próprio engolido pelo apelido. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;">Outra: perguntei a dezenas de pessoas o nome de batismo do Tenente, nem uma sabia. Mas, finalmente, descobri: João Emídio de Lucena.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;">@</span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;"> - A minha cunhada quase, mas quase mesmo, ji-paranaese, Cléo, imeiliza (não estranhem, o verbo é meu) para dizer que achou a capa do <strong>“O Que Me Restou do Silêncio..</strong>.”, capa dura das mal-traçadas do escriba ainda no prelo (não gosto da palavra), uma das mais bonitas que já vira entre muitas vistas por ele. Ora, quem vê capa não vê coração! Acredito que por trás dele, isto é, da capa, outras palavras, como diria o Caetano, há de merecer mais considerações.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> E olhem que ela, Cléo, sabe das coisas. E de muitas coisas&#8230;</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;">@</span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;"> - Um dos meus dois leitores imeiliza para ao escriba pedir que  escreva com o seu humor característico sobre o “<strong>Caso Bruno</strong>”. Não escreverei. Não gosto de chutar, com exceção daqueles que entraram na história pela porta dos fundos, cachorros mortos. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> Mais: por mais que condene o crime por ele praticado – indefensável – não vibrei com a sua punição (incrível!). Desejaria que isso não tivesse ocorrido. E muito. O Bruno é objeto da minha compaixão. Se o crime ocorreu da forma que está sendo contada, sem dúvidas,  merece uma punição exemplar. Mas que ele merece, também,  compaixão,  isto merece. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;">Uma cachorrada.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;">@</span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;"> - Apesar de todos esses anos jogando no Flamengo, o goleiro  Bruno sempre teve o passe preso no Bangu.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;">@</span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;"> - Bruno e Nardoni: uma dupla chave de cadeia!</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;">@</span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;"> - Sou um sujeito que gosta de feira livre. O espetáculo da feira de troca é a minha parte preferida.  Um vestido de noiva por um celular destravado e uma bola de couro por um anel que nada de couro tem são dignos de registro. Tudo se troca e se vende. Vi um sujeito pedir cento e cinqüenta reais em um rádio portátil e o comprador, após analisar o falante,  abrir-lhe o “estomago”, botar (sic) vinte.  Não era um homem, como depois confessou, de ficar calado. O vendedor gostou  , ato contínuo, respondeu  “o rádio é seu!”. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;">Uma diversão. Melhor que uma feira livre só uma freira livre e disposta a pecar conosco.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;"> </span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;">@</span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;"> - Nunca vi uma Copa do Mundo tão sem graça. Foi bom a nossa seleção voltar mais cedo para casa. O Caso Bruno é mais emocionante. Sem prorrogação ou disputa de pênaltis. Um caso carcará. O Bruno pega, um amigo mata e outro do mesmo quilate come.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center">
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<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;"> @ - </span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;">Dapenha, outro parahybano que quase virou ji-paranaense, como afirmou no seu livro de estréia, Tudo X-Caçarola, se prepara para em breve, muito em breve, como todos os seus por aqui deseja, aporte de uma vez por</span></em></p>
<div id="attachment_4906" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/dapenha-e-familia.jpg"><img class="size-medium wp-image-4906" title="dapenha-e-familia" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/dapenha-e-familia-300x200.jpg" alt="dapenha - o do maio - e família que vale mil no ponto de cem réis!" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">dapenha - o do maio - e família que vale mil no ponto de cem réis!</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> todas nas terras tabajarinas. Sem pressa, como se estivesse pescando na beira do Rio Machado, ele vai preenchendo as lacunas da saudade com lembranças do nosso – ele também é de lá – bairro Jaguaribe.<strong> </strong></span></em><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;">@</span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;"> - Por quanto tempo ainda o Emílio Santiago vai continuar no lugar mais alto do pódio dos cantores de nossa música popular? O negão canta e sabe como nenhum outro cantar como se conversasse com o sujeito numa mesa de bar ou no silêncio de uma manhã de domingo. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;">O Cauby ainda canta, verdade, mas, se cantou muito, hoje quem canta mesmo é o negão. Sabe cantar e a sua  voz, como fora um dia a voz do Agnaldo Timóteo, também é a mais bonita do verde e amarelo</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"><span> </span>Alguém, por acaso, ouviu o dito cujo cantando Noel Rosa? E Taigura?</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;">@</span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;"> - Somente agora, vez que ando cheio dos pés à cabeça de uma pressa que nada tem a ver com a busca de um lugar no futuro, mas apenas para não andar tão devagar, assisti a <strong>Coração Louco</strong>. E querem um conselho? Mesmo ainda que seja tarde,   assistam e se deliciem com a interpretação de Jeff Bridges na pele do Bad Blake, um cantor de country alcoólatra e decadente. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;">Nos últimos anos, um dos melhores filmes a que assistiu este cinemaníaco de cabeça de papel.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;">@</span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;"> - Insisto e nunca vou desistir: acho um absurdo que as nossas competentes autoridades e, segundo as mesmas, defensoras dos nossos direitos, não façam nada contra a sacana cobrança de estacionamento feita pela Unimed. O sujeito chega ali doente e ao sentir-se roubado, pagando por algo que já está incluído na gorda mensalidade paga por um plano de saúde que está pela hora da morte, mais doente ainda fica. E não sendo forte, ao cair no real, se quebra todo e morre. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;">A saúde do plano há muito está parada naquele estacionamento. E quem paga somos nós, os doentes de raiva. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><strong><em><span style="font-size: 20pt;">@</span></em></strong><em><span style="font-size: 20pt;"> - Atendendo a inúmeros pedidos, não canso de repetir a história da foto histórica aí de cima. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"><span> </span>Pelé, aquele que pensava com as pernas e tinha sobre os ombros uma bola no lugar da cabeça, perguntou ao mestre </span></em></p>
<div id="attachment_4909" class="wp-caption alignright" style="width: 394px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/heraclito-e-pele-boa1.jpg"><img class="size-full wp-image-4909" title="heraclito-e-pele-boa1" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/heraclito-e-pele-boa1.jpg" alt="uma honra para o pelé, o da esquerda, posar ao lado do meu craque!" width="384" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">uma honra para o pelé, o da esquerda, posar ao lado do meu craque!</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;">Heráclito e Almeida, onde ficava o “W.C” (sic).  E ele,</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> Heráclito de Almeida, com cabeça erguida que sempre levou consigo por esse mundo de meu Deus,  apontou o dedo:</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;">- <strong>Te vira, negão! O  banheiro que procuras fica ali&#8230;”.</strong></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; text-align: center;" align="center"><em><span style="font-size: 20pt;"> Assim mesmo. Contra foto não há argumentos.</span></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>COM O FINAL DAS PELADAS DA COPA DO MUNDO, NA COZINHA, ASSISTO A OUTRAS PELADAS DO CINEMA!</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 16:17:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[ 

                                                                                   

 

Mesmo mais com a minha cozinha, reconheço que estamos no ano da Copa.  Torci pela nossa seleção. Porém, por mais contraditório que possa parecer, não torci pelo Dunga. Também não gosto dos comentários nem da figura do Galvão Bueno.  Mas não esquecer que o Luciano do Valle nos seus gritos de gol acaba ferindo quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
<div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">                                                                                   </span></span></div>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"></p>
<div id="attachment_4900" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cinema.jpg"><img class="size-full wp-image-4900" title="cinema" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cinema.jpg" alt="não confundir &quot;cinema televisivo&quot; com o &quot;o cinema paradiso&quot;." width="400" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">não confundir </p></div>
<p> </p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Mesmo mais com a minha cozinha, reconheço que estamos no ano da Copa.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Torci pela nossa seleção. Porém, por mais contraditório que possa parecer, não torci pelo Dunga. Também não gosto dos comentários nem da figura do Galvão Bueno.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Mas não esquecer que o Luciano do Valle nos seus gritos de gol acaba ferindo quase de morte os nossos ouvidos. Por isso mesmo, entendendo as regras e sabendo analisar de forma isenta uma partida, antes das disputas canarinhas , assisto a filmes.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Os jogos, confesso ainda, sempre os assisto sozinho. Isto quando não estou – é raro não estar – em boa companhia. Só ligo o meu televisor no comecinho de cada partida.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Neste exato momento assisto a um filme que fala de futebol. Vamos ao próximo parágrafo.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O futebol tão querido dos brasileiros é o esporte mais popular do planeta. Mas como não é tão popular assim nos Estados Unidos, não tem assim tantos filmes sobre o tema. No mundo, 265 milhões de pessoas praticam o futebol em ligas amadora e profissional. A Copa do Mundo, que acontece a cada 4 anos, é o evento de maior audiência no planeta, superando inclusive os Jogos Olímpicos. Segue, pois, para os que sofrem de “preguiça da internet”, coisa rara hoje em dia, lista de 10 filmes que falam de futebol.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Ah, só um deles é americano.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">1.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Boleiros (em um bar de São Paulo, um grupo de ex-jogadores de futebol se reúne, quase todas as tardes, para falar dos casos acontecidos nos seus tempos de atletas. Suas lembranças viram contos que vão dos hilários aos comoventes. Ótimo filme de Ugo Giorgetti, um dos melhores já feitos sobre o tema)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">2.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>A Copa (dois jovens monges budistas do Butão fazem de tudo para driblar a vigilância de seu mestre e assistir aos jogos da Copa do Mundo de 1998. Um filme simples e bonito, colocando humanidade na nossa visão desses religiosos).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">3.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>À Procura de Eric (em Manchester, um carteiro com baixa auto-estima, começa a ter visões com seu ídolo, o ex-jogador Eric Cantona, que lhe dá bons conselhos baseados no futebol. Um filme simpático, dirigido por Ken Loach).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">4.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Linha de Passe (uma empregada doméstica - Sandra Corveloni, melhor atriz em Cannes - cuida de seus 4 filhos e está grávida de novo. Um deles - Vinícius de Oliveira - sonha jogar futebol por um grande time, mas já está passando da idade das peneiras. Dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">5.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>O MIlagre de Berna (o filme é centrado num garoto, apaixonado por futebol e amigo de um jogador da seleção, que vê seu pai voltar traumatizado da União Soviética, onde ainda era um prisioneiro de guerra. o auge do filme é a final da Copa do Mundo da Suíça, quando a Alemanha venceu a poderosa Hungria).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">6.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Driblando o Destino (uma garota de família indiana, que mora nem Londres, sonha jogar futebol, como seu ídolo David Beckham, mas seus pais não aceitam e querem que ela siga os costumes tradicionais. Quando ela é convidada a jogar num time local, decide enfrentar a família. Ótimo filme).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">7.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Fuga para a Vitória (em um campo alemão de prisioneiros, um major, que já tinha jogado na seleção da Alemanha, decide promover um jogo dos nazistas contra os prisioneiros - entre eles Pelé, Sylvester Stallone, Michael Caine, Bobby Moore, Osvaldo Ardilles -, que vão aproveitar-se da partida para organizar sua fuga. Dirigido por John Huston, é menos ruim do que parece).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">8.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Gol! (um jovem de origem hispânica tem um grande talento para o futebol, mas vivendo em Los Angeles não tem muitas oportunidades, quando surge um convite para treinar na Inglaterra, no Newcastle United, time da primeira divisão e seu sonho começa a se realizar. Muito bem feito, empolga).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">9.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>Garrincha, a Estrela Solitária (biografia do craque Garrincha - André Gonçalves -, a partir de lembranças das pessoas que estiveram próximas a ele. Foca mais a vida pessoal do que a do atleta. Não fez o sucesso esperado).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">10.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span>O Casamento de Romeu e Julieta (Luana Piovani é a líder do time feminino do Palmeiras e seu pai, um torcedor fanático do time. Por uma ironia do destino, ela se apaixona pelo líder da torcida do Corinthians. Uma divertida comédia, inspirada em Shakespeare).</span></p>
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		<title>SE DESSE CAVIAR A ZÉ POVINHO NUNCA MAIS ELE PROVARIA FRUTA PÃO COM BOFE!</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 09:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[
TODOS OS DIAS  ou quase todos escuto candidatos a porta-vozes dos fracos e oprimidos brasileiros, mais oprimidos que fracos, dizendo por aí que o povo, o Zé Povinho, aquele que come um dia e no outro passa fome , mas diz para o amigo que está fazendo regime, só gosta do que é ruim. Ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong></strong></span></em><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2008/07/favela-carioca-otima.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-119" title="favela-carioca-otima" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2008/07/favela-carioca-otima.jpg" alt="favela carioca: pão que o diabo amassou e circo de vioência" width="198" height="300" /></a><em><span style="font-family: "><strong>T</strong><strong>ODOS OS DIAS</strong>  ou quase todos escuto candidatos a porta-vozes dos fracos e oprimidos brasileiros, mais oprimidos que fracos, dizendo por aí que o povo, o Zé Povinho, aquele que come um dia e no outro passa fome , mas diz para o amigo que está fazendo regime, só gosta do que é ruim. Ele gosta da música do Reginaldo Rossi e curtir a banda Calypso e dos programas do Faustão e do Gugu. E se gostasse de ler, por exemplo, adoraria os livros do Paulo Coelho </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>OUTRO DIA, </strong>numa discussão que nunca me levou ou levou alguém a uma conclusão, falando a respeito da &#8220;boa música&#8221; e da &#8220;música ruim&#8221;; do &#8220;bom filme&#8221; e do &#8220;filme ruim&#8221;; do &#8220;bom livro e do &#8220;livro ruim&#8221;; sem querer ir muito longe, fiquei no limite musical. Existe sem nem uma dúvida a música boa e a ruim. A música do Reginaldo Rossi, por exemplo, nunca vai poder ser comparada a música do Itamar Assumpção. Mas e daí ? Agora pergunte ao povão e a resposta vai ser a mais óbvia das ululantes: quem é esse Itamar Assumpção? </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>O EXEMEPLO </strong>do parágrafo aí de cima é apenas para mostrar que nunca foi de opinar sobre aquilo que não se conheço. Se um dia o povão rude e ignaro -  infelizmente - puder todos os dias comer um bom filé, podem ter certeza que até sopa de osso vai recusar. Eis a questão: se o sujeito oferecer-lhe circo, apenas circo, ele nunca vai querer pão porque não sabe que o pão existe. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>SE NÃO </strong>falo aqui em cinema ou literatura ou teatro é porque para esses a informação é indispensável(a música, em parte, também). Se eu lhe disser – estou me referindo ao povão – que o Paulo Coelho apesar de riquíssimo e  vendendo mais livro no mundo do que o Shakespeare como escritor é um lixo; e que o nosso Zé Lins do Rego – esqueçam os estilos – é melhor do que ele incontáveis vezes ele não vai acreditar. Pior: vai ler Zé Lins e achar também incontáveis vezes pior do que o Paulo Coelho. Estão acompanhando o meu pobre raciocínio? Pois bem.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>IMAGINEM AINDA</strong> se esse mesmo povão que é fã e devorador voraz dos discos do Reginaldo Rossi dia sim - dia  - não para não cansar o seu pobre espírito trabalhador e mal recompensado pudesse ouvir um Beethoven, Mozart ou mesmo o bolero de Ravel, esse exercício musical que Jurandir do Sax montado numa piroga banalizou tanto que se tornou insuportável para muitos ouvidos, em pouco tempo, apesar de já entranhadas na alma, ele esqueceria o seu Garçom e a sua intragável A Raposa e as Uvas. Vamos em frente.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>INSISTO</strong> e não desisto, pois, diferente do Taiguara, acredito que essa manhã ainda virá. O problema está em oferecer ao &#8220;povão&#8221; o que eles, os donos dos meios de comunicação (aqui leia-se também &#8220;donos dos meios de produção&#8221;) querem oferecer. Um produto barato, super comercial, lucrativo e que tenha um retorno imediato. Um circo bonito, lona colorida, belos números de mágica e ingressos acessíveis. Mas para entrar, se preciso for, o povão vende até o pão da ceia natalina. </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>E ASSIM </strong>usando a música como &#8220;comissão de frente&#8221;, pouco a pouco o povão iria provando outras iguarias. Um dia, comeria um  filme do Frank Capra; outro, sobremesa de um<span> </span>Nelson Pereira; no seguinte, matava  a sede com um do John Huston. Eis que de repente , sentindo que a &#8220;barriga&#8221; estava acostumada a &#8220;nova comida&#8221;, desceria um Federico Fellini ou </span></em>Michelangelo <em>Antonioni.</em><em><span style="font-family: "> Em seguida, devagarzinho, como aquele famoso bode intelectual do Henfil, o Francisco Orellana, começaria a &#8220;comer&#8221; páginas do Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Gilberto Freire e, quem sabe um dia, os versos do meu Mário Quintana.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="font-family: "><strong>EM SÍNTESE:</strong> Dêem ao povão JP-Sax e Brazilian Trombone Ensemble que ele em pouco tempo esquecerá Aviões do Forró e Banda Calypso </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>VOAR EM PÁSSARO DE FERRO É O MESMO QUE LIBERTAR OS NERVOS DA ALMA!</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 18:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois do “bum” da TAM e o silêncio que pairou sobre todo o mundo, o medo vencendo a esperança, este escriba, acreditando na probabilidade de que um outro acidente de igual teor, por falta de freio ou excesso de velocidade, não irá ocorrer tão cedo, vai viajar por aí, solto no espaço, mas, dentro da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #0000ff;">Depois do “bum” da TAM e o silêncio que pairou sobre todo o mundo, o medo vencendo a esperança, este <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/aviao.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4896" title="aviao" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/aviao.jpg" alt="" width="400" height="288" /></a>escriba, acreditando na probabilidade de que um outro acidente de igual teor, por falta de freio ou excesso de velocidade, não irá ocorrer tão cedo, vai viajar por aí, solto no espaço, mas, dentro da barriga desse pássaro de ferro, para matar saudades e, com certeza, deixar lembranças.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Mas, diferente do Belchior, réu confesso daquela famosa entregada em que com medo de avião, coisa bem adolescente, segurou fortemente no &#8220;cetim&#8221; do parceiro Gilberto Gil, sou daqueles que não falam em corda na casa de consertador de relógios. Entro no pássaro de ferro e, coragem exalando pro todos os poros, deixo o medo do lado de fora. Por quê?As passagens que compro dão o direito de levar o medo em companhia. Sempre assim. Cada um na sua e eu na dela.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Voar, mais que nunca, deixou de ser um privilégio dos pássaros. Entrar num avião, apesar de conduzido por outros, é criar asas, cortar os céus, flertar com o infinito. Vou por aí. Vôo por aí. Não à procura do que não perdi, mas ao encontro do que sei me pertencer: o direito de voar, sem pena (ou seria “sem penas?”), e bem acompanhado da morena.  Uma rima, como vocês acabaram de ler. Agora, se é uma solução, isso é lá outra coisa.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">O presidente Lula, sincero como nunca, disse um dia que todas às vezes que entra numa aeronave entrega a sua - isto, se ele ainda a tiver – alma a Deus. Eu como não acredito em alma, mas acredito em Deus, entrego-me é todo, corpo e essa alma da qual sempre duvidei, aos seus cuidados.Tomara e queira Deus que ele, o Lula, um presidente que nada sabia e nada ouvia e nada via, praticando a arte ainda em vigor do “você sabe com que está falando?”, ache que a sua condição presidencial irá receber uma atenção mais especial que a minha.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Nas vezes outras em que tirei os pés do chão e coloquei a bunda numa cadeira de avião um friozinho leve, muito leve, embora mais pesado que ar, como o dito cujo, fez com que meus países baixos subissem, subissem, e chegassem quase a garganta, pisando em ovos. Dessa vez, podem anotar, não vai ser diferente daquele carnaval de medo que passou.Se a primeira a gente nunca esquece, na segunda, mesmo com todo o esforço, a gozada nunca é a mesma.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;">Quem costuma voar com esse pássaro de bico fixo e asas de poucos movimentos sabe que não tem jeito. Toda viagem é uma primeira vez. Ninguém entra no avião como se estivesse entrando em um apartamento, comprado com o dinheiro do próprio bolso, onde a mais bela das amantes nos espera. Mas que é uma beleza voar com esse pássaro e, lá em cima, descobrir o quão somos insignificantes, disso nunca terei dúvidas! Uma beleza olhar lá de cima e descobrir, como um dia descobrira o Presidente Figueiredo, aquele sempre lembrado porque pediu para ser esquecido, que moramos em um país muito alto!<br />
Sem medo de avião, vou voar por aí.</span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>PIPOCA AQUI E PIPOCA LÁ: SÃO MILHOS DANÇANDO NO SALÃO DA MEMÓRIA!</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 18:05:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[UM FAUSTO PENSAMENTO
&#8220;Num mundo em que o dinheiro dita todas as ordens, num mundo em que as leis são feitas desde sempre para prejudicar os pobres, num mundo em que os empresários públicos são sempre familiares, íntimos ou parentes do poder, começo a crer que a direita é um pesadelo e a esquerda, um sonho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #0000ff;"><strong>UM FAUSTO PENSAMENTO</strong></span></p>
<p>&#8220;Num mundo em que o dinheiro dita todas as ordens, num mundo em que as leis são feitas desde sempre <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/fausto.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4890" title="fausto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/fausto-300x171.jpg" alt="" width="300" height="171" /></a>para prejudicar os pobres, num mundo em que os empresários públicos são sempre familiares, íntimos ou parentes do poder, começo a crer que a direita é um pesadelo e a esquerda, um sonho de senhores idosos&#8221; - F.W.</p>
<p><span style="color: #0000ff;">SAUDADES DA MÃO</span></p>
<p>Depois da passagem pela Central do Brasil da mulher que escrevia cartas para analfabetos e pobres de imaginação, despertou em muitos a lembrança de que escrever cartas é um velho hábito que, infelizmente, está sendo trocado pela frieza das teclas do computador. Uma carta escrita à mão tem o cheiro de quem escreve. E, melhor ainda, desperta o cheiro do escrito, esse que vai na carta, no cheiro de quem a carta recebe.</p>
<p>Outro dia, fazendo um teste no silêncio do meu quarto, cheguei a triste conclusão de que seria reprovado, mesmo jurando de mãos para o alto e pés juntos, no mais simples dos testes grafotécnicos. A letra não era<a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/carta-escrita.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4891" title="carta-escrita" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/carta-escrita.jpg" alt="" width="135" height="91" /></a> a minha, afirmaria, mas não saberia dizer se era a minha assinatura que estava ali falsificada.</p>
<p><span style="color: #0000ff;">EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO</span></p>
<p>Bonitinha e linda de morrer a matéria que uma de nossas emissoras televisivas fez sobre a importância da leitura na vida de estudantes recém saídos dos cueiros. Mais bonitinho ainda e lindo de morrer foi a menininha, toda serelepe, dizendo que adorava ler e que acabara de devorar, numa só tirada, A Ilíada de um &#8220;escritor grego&#8221;. E a repórter? Também, linda de morrer, sem nunca ter ouvido falar na Guerra de Tróia nem do famoso &#8220;presente de grego&#8221;, perguntando qual foi a parte que ela mais gostou, e se fazia muito tempo que &#8220;lia essas histórias&#8221;. E lembrar que nos meus tempos uma leitura de Homero só acontecia &#8220;porque ia cair  no vestibular&#8221;, hein?</p>
<p>Ler Homero é uma odisséia!</p>
<p><span style="color: #0000ff;">OS ESTALAJADEIROS DAS ILUSÕES</span></p>
<p>Não poderia fechar estas mal-traçadas sem agradecer, como sempre faço e fazer ainda continuarei por muito tempo, ao meu íntegro - o adjetivo não é um colar no pescoço da vaidade - amigo Márcio Roberto <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/saudade.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4892" title="saudade" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/saudade-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Soares Ferreira, pelas raridades que descobre, espalha nelas a visão de quem sabe escolher o que deseja ler, seleciona, cuida como poucos e, generoso, apresenta para este escriba.</p>
<p>Agora, foi a vez do Estalajadeiro da Ilusão, novela espírita de Radiel Cavalcanti, poeta da paz, do amor e da saudade, escrita no ano de - gravem, porque, depois, falarei a seu respeito - 1955, na escola de datilografia Remington Azevedo (Radiel não possuía - verdade - máquina de escrever).</p>
<p>O Estalajadeiro ainda está na sua pousada, esperando, finalmente, terminar essa novela com a sua publicação. Assim, depois de Cardos, Lótus, Cajueiros dos Bailados, ele, o estalajadeiro, pode estar a caminho. Não é mesmo, meu amigo?</p>
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		</item>
		<item>
		<title>PASSEANDO PELOS CAMINHOS DA MEMÓRIA TROPEÇO EM LEMBRANÇAS QUE LEMBRAR DELAS EU NÃO MERECIA!</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 11:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[ 

Quando eu nasci um anjo desses que andava por aí ensaiando novos e rasantes vôos no meu bairro Jaguaribe, sorriso largo de um canto a outro das asas brancas, disse para o escriba: “vai, 1 berto, seguir tua vida Severina, morrer de saudades em cada esquina, no final dá tudo certo”.
Falou assim mesmo, todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]><br />
<mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} --></p>
<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em></em><em></em><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;">Quando eu nasci um anjo desses que andava por aí ensaiando novos e </span></em><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-nos-tempos-da-vila.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4874" title="humberto-nos-tempos-da-vila" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/humberto-nos-tempos-da-vila.jpg" alt="humberto no tempo em que 1 berto ainda em humberto não estava..." /></a><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;">rasantes vôos no meu bairro Jaguaribe, sorriso largo de um canto a outro das asas brancas, disse para o escriba: “<strong>vai, 1 berto, seguir tua vida Severina, morrer de saudades em cada esquina, no final dá tudo certo”.</strong></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;">Falou assim mesmo, todo profético, sabendo que o meu bairro Jaguaribe não demoraria em virar apenas uma fotografia desbotada na parede da minha memória. Assim, vinte ou trinta e mais cinco anos depois,  passo no meu bairro e descubro para a  minha tristeza que pouco reconheço nesse  bairro o bairro que   um dia fora meu. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;">A Escola Técnica, aquela  mesma dos velhos e saudosos anos de Industrial, meu sonho de “consumo estudantil”. O Campo da Vila, antigo ABC, onde ensaiei os primeiros chutes e fiz os primeiros gols na vida, hoje, embora longe da marca dos mil que se tornou famosa por causa do craque Pelé e perna de pau Edson Arantes do</span></em></p>
<div id="attachment_4875" class="wp-caption alignright" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/casa-do-escriba.jpg"><img class="size-full wp-image-4875" title="casa-do-escriba" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/casa-do-escriba.jpg" alt="casa onde o escriba, macunaíma sem preguiça, caiu da barriga da chiquinha..." width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">casa onde o escriba, macunaíma sem preguiça, caiu da barriga da chiquinha...</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;"> Nascimento, o dono dele, valendo por mais de mil. O cinema Santo Antonio, onde, pela primeira vez, rosto quase encostando na tela branca que parecia cobrir o resto do mundo, acreditei que o Tarzan existia. Hoje passeando pelos caminhos da memória tropeço em lembranças que lembrar não merecia.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;">Mas esquecer como haveria de o ABC de Venelipe pai de Abel e Adão e Abraão e Moisés?  E as antológicas peladas dos rivais no campo e amigos fraternos fora dele entre as equipes do Cu de Calango e Senado que a idade pouca não me permitia delas participar?  A verdade, meus dois leitores meus (gostei!), é que se o Poeta da Vila na Vila Isabel nasceu e cantou muito bem a sua vila como se quintal a vila fosse seu, por aqui, sem cantar, mas escrevendo, canto a Vila dos Motoristas porque o meu quintal a vila sempre foi.   Um “motoristas” que engoliu o seu nome de batismo e ninguém nunca reclamou. Sem modéstia à parte, meus senhores, sou da Vila!</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;">Hoje anos idos e que não voltam mais, nem os queriam voltando, passo quase todos os dias em passos lentos pelo peso da saudade pela casa que era minha.  Está tudo lá. Se o passante não tivesse pressa, o </span></em></p>
<div id="attachment_4876" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/vila-dos-motoristas.jpg"><img class="size-full wp-image-4876" title="vila-dos-motoristas" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/vila-dos-motoristas.jpg" alt="vila que humberto, o motorista, captou pela vidro, embaçado de saudades, do seu carro..." width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">vila que humberto, o motorista, captou pela vidro, embaçado de saudades, do seu carro...</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;">que acontece com este  passante cheio de saudades que sou, se deparará com saudades saindo pelas janelas&#8230; da alma. Tudo em pé. A casa cheia de saudade e a saudade dentro de casa. Só por fora, com os olhos que vêem para fora, um pouco mudada; por dentro, vendo com os olhos da alma, nada mudou. Rua 12 de Outubro, número 950.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;">Foi ali mesmo, em casa, como à moda antiga, Macunaíma nada preguiçoso, consumidor de arte e bom caráter – desculpem a falta de modéstia - que saí da barriga de Dona Chiquinha, esposa e fiel companheira do Compadre Heráclito, para descer e subir ladeiras pela vida Foi ali, ainda nos primeiros passos entre uma frente somente jardim e um quintal pomar somente, que o Compadre Heráclito e Dona Chiquinha, meu estado da alma, no compasso da clarineta do primeiro, encontrei a minha régua.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;">A Mata do Buraquinho, hoje, abandonada e virando fogueira e cada São João um buraquinho ainda menor, que o Livardo Alves, sem matar o mais pífio dos nus por uma cueca lhe haver roubado, a mesma que um dia ouvi ser chamada por ele de “minha casa”, se não foi a casa minha foi o desconhecido.  A caverna onde temia encontrar, sem fios de Ariadne, um Minotauro pela frente. Se não era a minha floresta encantada, só pelo desconhecido, me encantava todos os dias.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;">E como esquecer as apetitosas jacas ainda “de vez” que Tota o meu irmão-herói que foi morar n’outra cidade tirava e enterrava em local  somente por ele conhecido?!  E quem mesmo sabendo o local, mas sabendo ainda quem Tota era, mexeria naquele tesouro?</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;">Um dia, mesmo que pouco interesse aos meus dois leitores, dedicarei todo um espaço plural e semanal a Tota, o meu herói. Afinal, Tota é Jaguaribe e Jaguaribe, lembrando o resto da família Heráclito versus Chiquinha, somos nós.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;"><em><span style="font-size: 18pt; font-family: Calibri; color: black;"> E por favor que não me condenem os meus dois leitores  por inocentar o meu Jaguaribe do crime que comete fazendo-me lembrar de coisas que são coisas dele e por serem dele  também são minhas. Se o Tejo do Fernando Pessoa deságua no mar, o rio do meu bairro Jaguaribe, rio onde onças nele matavam a sede e viviam para matar, deságua dentro do peito meu. Por isso todas às vezes que lembro o meu rio sou todo água.</span></em></p>
<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"><strong>FALA, DAPENHA!</strong></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">(desculpem os meus dois leitores, mas eu não poderia deixar esse belo comentário escondido no espaço simples, embora plural, dedicado tão-somente aos comentários. água quando falo do meu bairro onde mora o rio jaguaribe, confesso quase ter chorado um rio de saudades. Obrigado, mano querido, obrigado mesmo).</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">“<strong>1berto, meu querido Mano, que texto espetacular! A nostalgia me bateu de frente, mas eu suportei porque pude visualizar toda a magnitude dos quatro cantos de meu Jaguaribe querido. Vc desta vez foi fundo demais. Despertou meu sentimento nativista que guardado estava por longas datas. Vc é mestre em despertar o que guardamos na memória. - parabéns, meu querido. Jaguaribe ainda terá tempo de reconhecer este teu amor tão profundo e imensurável. - Te confidencio: também amo meu antigo bairro.</strong></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em><span style="font-size: 16pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Obs: Também comi muito daquelas jacas enterradas pelo Tota Roela querido e inesquecível”.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10pt; line-height: 19pt; text-align: center;">
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>1BERTO E SUAS VERDADES PSICODÉLICAS: UMA DESCOBERTA DE NONATO NUNES, O PRIMEIRO A FALAR SOBRE &#8220;O QUE RESTOU DO SILÊNCIO&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/06/07/2010/1berto-e-suas-verdades-psicodelicas-uma-descoberta-de-nonato-nunes-o-primeiro-a-falar-sobre-o-que-restou-do-silencio/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/06/07/2010/1berto-e-suas-verdades-psicodelicas-uma-descoberta-de-nonato-nunes-o-primeiro-a-falar-sobre-o-que-restou-do-silencio/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 21:45:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[

1BERTO E SUAS VERDADES PSICODÉLICAS 
Nonato Nunes*
Tem uns caras que escrevem como se a superfície branca do Word fosse uma tela onde a tinta e o pincel substituem o lápis (digo&#8230; o teclado). Não fazem textos, mas obras de arte em mancha gráfica. As palavras ali ganham cores vivas. Cada ponto encerra contornos que, aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p><span style="font-size: 13.5pt; color: #000000; font-family: Lucida Sans Unicode; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;"><strong><span style="font-size: 18pt; color: #993300; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">1BERTO E SUAS VERDADES PSICODÉLICAS</span></strong><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Nonato Nunes*</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Tem uns caras que escrevem como se a superfície branca do Word fosse uma tela onde a tinta e o pincel substituem o lápis (digo&#8230; o teclado). Não fazem textos, mas obras de arte em mancha gráfica. As palavras ali ganham cores vivas. Cada ponto encerra contornos que, aos poucos, vão tomando formas. O pensamento surreal do autor persegue linhas e formas</span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"></p>
<div id="attachment_4862" class="wp-caption alignleft" style="width: 350px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/capa-do-do-livro.jpg"><img class="size-full wp-image-4862" title="capa-do-do-livro" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/capa-do-do-livro.jpg" alt="o que me restou do silêncio...? sem palavras!" width="340" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">o que me restou do silêncio...? sem palavras!</p></div>
<div></div>
<p><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;">que culminam em imagens dignas de um Dali (daqui e d’alhures também). É o surrealismo expresso em textos. É a palavra dita (digo escrita) para lembrar ao gênero humano (para poucos, diga-se de passagem) que são representantes legítimos da espécie</p>
<p><font style="font-size: 13.5pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;" face="&quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;" color="#000080"> </p>
<p></font></span></p>
<div><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Homo sapiens</span></em><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">. Sim, aquela mesma que desenvolveu uma incipiente capacidade de criar, mas que, ainda hoje, é inédita para certos grupos sociais. Esse “renascimento” da palavra expressa expõe contornos tão belos que, em um simples parágrafo, vemos o “sorriso de Monalisa”.</span></span></div>
<p><font style="font-size: 13.5pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;" face="&quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;" color="#000080"> </p>
<p></font></span><span style="font-size: 13.5pt; color: #000000; font-family: Lucida Sans Unicode; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Pois bem. Semana passada me debrucei sobre textos escolhidos do jornalista e escritor Humberto de Almeida. Breve eles comporão o corpo do livro “O </span><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">que me restou do silêncio&#8230;” </span></em><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A coletânea resgata todo o pensamento do autor em publicações periódicas na imprensa e na internet. Humberto assume, ali, o papel de um Leonardo da Vinci que escreve ao invés de pintar, dando cores a cada linha do seu pensamento. São textos que tomam aspectos tridimensionais, nada ficando a dever a Michelangelo Buonarroti, aquele capaz de fazer emergir do mármore formas tão perfeitas que quase as obriga a falar. Assim é o texto do paraibano Humberto, ou 1Berto, como padronizou seu imeio (sic), num misto de rebeldia e galhofa (galhofa?).<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">O que me restou</span></em><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">&#8230; vai oferecer ao leitor uma arca de excelentes textos. Além de serem bem escritos, darão motivos para boas risadas. É que um texto, para “ferir de morte” o mau humor, precisa ser escrito com a verve do autor. </span><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Por que não amputa a que partiu?<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></em><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">É o título de um dos que serão publicados, e conta, em breves linhas, a história de um sujeito que perdeu uma das pernas e saiu-se com aquela. O texto de Almeida, na verdade, é um misto-quente para quem gosta de uma prosa com alto nível de variação de pensamento. O autor viaja pela MPB como quem faz um tour por uma savana africana. Todo cuidado é pouco. Mas o faz sem temores ou paranoias. Mergulha de cabeça em temas telúricos como se fosse um desbravador que empunha o mosquetão, se veste com o gibão e monta o mais veloz dos equinos. É um caçador nato numa selva de palavras; palavras que matam o ignorante e redime o sensato. Não, não é um Anhanguera no sentido dos naturais. Também não é um general Custer. O caçador aqui resgata a Língua como um tesouro roubado por piratas. Da mesma forma que faz do pensamento uma peça-chave no intrincado processo de conscientizar o Homem de que a cultura é o maior bem de uma sociedade. É um tesouro disponível a todos, mas que poucos fazem uso dele.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">O que me restou do silêncio..</span></em><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">. é uma verdadeira dose de LSD. O leitor vai consumir doses maciças de “verdades psicodélicas”. </span></p>
<p><font style="font-size: 13.5pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;" face="Lucida Sans Unicode" color="#000000"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"> </p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000000; font-family: Lucida Sans Unicode; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><strong>*Nonato Nunes é escritor e jornalista e criador e editor do Protexto (protexto.zip.net).</strong></span></span></p>
<div><span style="font-size: 13.5pt; color: #000000; font-family: Lucida Sans Unicode; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span><span style="font-size: 13.5pt; color: #000000; font-family: Lucida Sans Unicode; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><strong>Em Tempo:  o livro está se vestindo. roupa simples como o seu autor. para os meus dois leitores, esses que conhecem muito bem as mal-traçadas do escriba, o espaço, como sempre, está aberto. </strong></span></span></div>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify;"><span style="font-size: 13.5pt; color: #000080; font-family: &quot;Sylfaen&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><strong>&#8220;O Que Restou do Silêncio&#8230;&#8221; pede palavras. </strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"> </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/06/07/2010/1berto-e-suas-verdades-psicodelicas-uma-descoberta-de-nonato-nunes-o-primeiro-a-falar-sobre-o-que-restou-do-silencio/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O INESPERADO ENCONTRO DE CABRAS BONS COM UM CABRINHA TÃO BOM QUANTO OS CABRAS!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/06/07/2010/o-inesperado-encontro-de-cabras-bons-com-um-cabrinha-tao-bom-quanto-os-cabras/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 13:25:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz pouco tempo – a presença dos irmãos/amigos é uma constância - que o Dapenha, o irmão que os meus
leitores conhecem bem, aquele que para a nossa alegria ficou no “quase virou jiparanaese”, esteve por aqui visitando a terra que um dia chamou – tem lá os seus motivos - de madrasta e os amigos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz pouco tempo – a presença dos irmãos/amigos é uma constância - que o Dapenha, o irmão que os meus</p>
<div id="attachment_4855" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cabrinha-dapenha-e-1-berto.jpg"><img class="size-full wp-image-4855" title="cabrinha-dapenha-e-1-berto" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cabrinha-dapenha-e-1-berto.jpg" alt="o cabra 1 berto, o cabrinha humberto e o cabra dapenha" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">o cabra 1 berto, o cabrinha humberto e o cabra dapenha</p></div>
<p>leitores conhecem bem, aquele que para a nossa alegria ficou no “quase virou jiparanaese”, esteve por aqui visitando a terra que um dia chamou – tem lá os seus motivos - de madrasta e os amigos que por aqui também ficaram.</p>
<p>Entre as coisas que viu, os olhos cheios de mata ainda virgem, embora poucos acreditem nessa virgindade, e amigos que visitou, estavam entre as coisas a Praia de Jacaré, que nem praia é, para ouvir, como de fato ouviu, o Jurandy do Sax, numa piroga mal cuidada, tocando o Bolero de Ravel.  Um saco.</p>
<p>Entre as pessoas, poucas, na verdade, o bom Luiz Humberto, chamado carinhosamente pelos amigos de Humberto Cabrinha. Estranharam o Cabrinha? Em principio, o escriba também. Mas se a memória não me falha, sintético como o titulo (“É”) da peça do Millôr, direi que o apelido vem das priscas eras da caserna. Passemos para o próximo parágrafo.</p>
<p>Assim, o Dapenha e eu, fomos bater papo com o Humberto, que, também fosse 1 berto, seríamos dois. O papo regado a um bom whisky (com “W”, pois era dos bons) e uma boa cachaça, essa a preferida, pois, como</p>
<div id="attachment_4856" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cabrinha-e-o-violao.jpg"><img class="size-full wp-image-4856" title="cabrinha-e-o-violao" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cabrinha-e-o-violao.jpg" alt="cabrinha, recebeu cordas do dapenha, e as colocou no violão..." width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">cabrinha, recebeu cordas do dapenha, e as colocou no violão...</p></div>
<p>percebi, dela mais gostamos, foi testemunhado pela esposa/companheira, corredora de ruas daqui e de alhures, que, vez em quando, nos endossava a memória.</p>
<p>O Cabrinha, cabra bom no violão e pelo que soube melhor ainda no trompete, seu instrumento primeiro, matou saudades e reviveu lembranças. Por sua vez, o trompete, como fizera questão de nos apresentar, um bonito trompete que dormia, notas penduradas no cabide dos sonhos, numa caixa somente música, fazia tempo que não era soprado. Mas, ratificando a condição de trompetista, aerofone famoso da família dos metais, também conhecido como pistão (muitos chamam ainda de “piston”), Cabrinha, em apenas um solo, mostrou que tinha os pés no chão musical.</p>
<p>O violão? Se a chuva lá fora não caía, pois era começo de tarde, o sol ainda quase na metade do cominho de volta pra casa, Dapenha, acompanhado pelo cabra, soltou a voz. Velhos boleros, velhas baladas, velhas canções. Tudo se ouvia. As notas eram seguras. Os dedos, porém, desacostumados, chegava quase sempre atrasados, deslizando sobre os trastes, a nota procurada.  Mas, concluí, o Cabrinha, se o instrumento primeiro é o trompete, o violão, se mais praticado, chegará na canção escolhida, ombro a ombro, com o seu trompete.</p>
<p>Em breve, muito em breve, como me assegura o cantor, no caso, Dapenha, estará, se não definitivamente, mais outra vez, por aqui. Um cabra bom que é, voltando a terra, visitará outras coisas e outros amigos e, sem esquecer, claro, o Cabrinha.  Espero, se Ele assim o quiser e Ele quer, como diria a saudosa Tutu, o</p>
<div id="attachment_4857" class="wp-caption alignright" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cabrinha-esposa-e-dapenha.jpg"><img class="size-full wp-image-4857" title="cabrinha-esposa-e-dapenha" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cabrinha-esposa-e-dapenha.jpg" alt="dapenha, a companheira/esposa do cabrinha, e o próprio" width="480" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">dapenha, a companheira/esposa do cabrinha, e o próprio</p></div>
<p>escriba também esteja por lá. Por isso, desde já, espero que o cantor tempere mais a garganta, escolha um novo repertório, mas sem esquecer o velho Luiz Vieira.  E, por sua vez, o Cabrinha, sabedor dessa visita, trate melhor o seu trompete e não vá nas cordas do violão.  O “cheio de cordas, imprevisível que é, abandonado, acaba desafinando de dor.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>UM DIA SABATINO LEMBRANDO AS SABATINADAS DE DONA MILU , UMA NEGRA QUE NÃO GOSTARIA DE UMA AVENTURA NA ÁFRICA!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/05/07/2010/um-dia-sabatino-lembrando-as-sabatinadas-de-dona-milu-uma-negra-que-nao-gostaria-de-uma-aventura-na-africa/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/05/07/2010/um-dia-sabatino-lembrando-as-sabatinadas-de-dona-milu-uma-negra-que-nao-gostaria-de-uma-aventura-na-africa/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 21:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[

A PRIMEIRA PROFESSORA, COMO O PRIMEIRO SUTIÃ DELA, O DA PROFESSORA, NÃO, DELA, A GENTE NUNCA ESQUECE!
Nesse fim de semana, como faço todos os finais de semana, fui ao nosso velho e histórico Ponto 







de Cem Réis. Dessa vez, porém, nessa ida, para a minha satisfação, encontrei Dona Iolanda, minha segunda professora, filha de Dona [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';"><strong></strong></span></em></p>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">A PRIMEIRA PROFESSORA, COMO O PRIMEIRO SUTIÃ DELA, O DA PROFESSORA, NÃO, DELA, A GENTE NUNCA ESQUECE!</span></span></em></strong><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></em></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;;">Nesse fim de semana, como faço todos os finais de semana, fui ao nosso velho e histórico Ponto </span></em></p>
<div id="attachment_4844" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/professora.jpg"><img class="size-full wp-image-4844" title="professora" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/professora.jpg" alt=" duvido que dona milu, só para rimar, não mandasse o ensino de hoje..." width="500" height="525" /></a><p class="wp-caption-text">duvido que dona milu, só para rimar, não mandasse o ensino de hoje...</p></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<p><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Comic Sans MS;">de Cem Réis. Dessa vez, porém, nessa ida, para a minha satisfação, encontrei Dona Iolanda, minha segunda professora, filha de Dona Milu, entre as professoras, a primeira.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Comic Sans MS;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Para os muitos que não sabem, alguns daqui e outros de alhures, o Ponto de Cem Reis, esse histórico e velho, por força da grana que ergue e destrói coisas belas, é o mesmo que hoje ostenta a cara feia e o jeito de Quadra de Esportes, todas as noites, essas que não são sabatinas (um cacofatozinho, sei), encontro alegres desocupado batendo pelada (vide foto), como se estivessem na beira-mar, mesmo estando na quadra, sob a guarda inoperante da Guarda Municipal, formadas por bombados e meia-bombas. </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Comic Sans MS;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Pois bem. Encontrei Dona Iolanda e lembrei que nos meus tempos de c</span></em><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">riança, esses que eu não daria nada para a eles voltar, com todo o respeito ao Ataulfo Alves, os alunos, mesmo saindo dos cueiros, sabiam ler e escrever. Escrevia o que liam e liam o que escreviam.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Se não bastassem essas duas, hoje, tão raras qualidades – é isso mesmo -, sabia interpretar o que liam e, mais ainda, escrever sobre o interpretado. Desculpem-me os dois leitores meus, mas o ensino, hoje, está mesmo uma merda!</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Comic Sans MS;">Não tenho outra palavra. Um exemplo: perguntei, recentemente, a uma colega que está terminando um curso pedagógico – é isso mesmo? - quem era Gilberto Freyre e ela, após um esforço mental de quem estava querendo resolver, primeiro que o russo, o famoso e secular problema matemático proposto pelo Henri Poincaré, respondeu que era um “escritor português (pausa). E, se não me engano, autor de romances históricos sobre cavalaria (Dantes no quartel de Abrantes?”).</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><span style="font-family: Comic Sans MS;"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Ah, que Dona Milu, mãe de Dona Iolanda, e Dona Iolanda, filha de Dona Milu, professoras que dariam um poema nesse mesmo ritmo para os que poetas fossem, venham nos socorrer! O ensino, sem em nenhum momento, nem por tabela, cuja “merdeza” não vou imputar aos nossos professores, está mesmo uma merda. E todos, sem exceção, ou quase todos, lembrando que toda regra tem S (um esse grande), sabem. Não perderei tempo falando de assunto que todos falam e até agora, por enquanto, na mesma merda continua. Dá um nojo danado&#8230;</span></span></em></p>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
<div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<div><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></div>
<p><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Comic Sans MS;">UMA AVENTURA NA ÁFRICA É UMA AVENTURA SEM GRAÇA E CANSATIVA</span></span></em></p>
<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></span></p>
<p> </p>
<p></span></em> </p>
<div><span style="font-size: small; font-family: Comic Sans MS;">L</span>embrando que o África Queen foi um dos filmes assistidos e comentados pelo excelente Barreto Neto no</div>
<div id="attachment_4842" class="wp-caption alignleft" style="width: 163px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/africa.gif"><img class="size-full wp-image-4842" title="africa" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/africa.gif" alt="... pense numa história longa e com final previsível e cheia de besteiras" width="153" height="193" /></a><p class="wp-caption-text">... pense numa história longa e com final previsível e cheia de besteiras</p></div>
<p>seu “Cinema Por Escrito”, uma coletânea dos escritos desse bom sujeito, organizada pelo também ótimo texto e sujeito bom Sílvio Osias, fiz a opção.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Assisti ao filme, e concluí: somente mesmo um sujeito bom como Barreto conseguiria falar coisas tão boas e tão procedentes a respeito dessa aventura do Humphrey Bogart e Katherine Hepburn. </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';"><span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Não é por ser um filme da lavra desse excelente diretor dos bons O Segredo das Jóias e Tesouro de Sierra Madre, como bem lembrou o Barreto, que não vou deixar de escrever/dizer que achei e continuo achando o Aventura na Selva um pé no saco. Um filmezinho. Assistam e mandem notícias para o escriba. Muitos concordarão. Muitos mesmo.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em><span style="font-size: small; font-family: Comic Sans MS;">NOVO TÉCNICO PARA SELEÇÃO QUE ERA DO DUNGA</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em><span style="font-size: small; font-family: Comic Sans MS;">Depois da era Dunga (a) versus Felipe Melo, o problema agora é encontrar  um técnico que não seja  parecido com o Dunga, e que nunca convoque um jogador com as características de um Felipe Melo. Não pensei muito: por que não colocar o Lula como técnico ? Ele não é  o <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/lula.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4845" title="lula" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/lula.jpg" alt="" width="400" height="320" /></a>Galvão Bueno, mas entende de tudo. Ou será que vocês não lembram dos seus pitacos a respeito da forma de jogar da seleção do Dunga ? </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><em><span style="font-size: small; font-family: Comic Sans MS;">Pois,da parte deste escriba está decidido: Lula para técnico da nossa seleção!</span></em></p>
<p></span></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://humbertodealmeida.com.br/05/07/2010/um-dia-sabatino-lembrando-as-sabatinadas-de-dona-milu-uma-negra-que-nao-gostaria-de-uma-aventura-na-africa/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
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		<title>O QUE EU PERDI E O QUE GANHEI COM A DERROTA DA SELEÇÃO DO DUNGA!</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2010 12:10:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[O QUE GANHEI COM A DERROTA A SELEÇÃO DO DUNGA, PORQUE NÃO MAIS SUPORTAVA:  
 
@ - a voz do Galvão Bueno gritando “vai, Robinho, vai Robinho” e outras besteiras mais, e Robinho não indo para lugar nenhum;
@ - o dunga em cada aparição forçando uma cara do (o anão) Zangado que nunca fora, posando de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center; tab-stops: 90.0pt;" align="center"><span style="font-family: Calibri;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;">O QUE</span></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 26pt; line-height: 115%;"> </span></strong></span><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">GANHEI COM A DERROTA A SELEÇÃO DO DUNGA, PORQUE NÃO MAIS SUPORTAVA: <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center; tab-stops: 90.0pt;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';"> <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/dunga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4832" title="dunga" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/dunga.jpg" alt="" width="500" height="437" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center; tab-stops: 90.0pt;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - a voz do Galvão Bueno gritando “vai, Robinho, vai Robinho” e outras besteiras mais, e Robinho não indo para lugar nenhum;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - o dunga em cada aparição forçando uma cara do (o anão) Zangado que nunca fora, posando de Mestre que nunca será;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - a insistência do Galvão em querer mostrar um Felipe Melo como um jogador que fazia falta – as outras faltas, grosso como papel de enrolar pregos, ele fazia e muito - na seleção do dunga;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - o dunga declarar, sorriso saindo por debaixo do sovaco, que a seleção era dele e somente dele, confirmando que aquela não era a seleção minha nem de muitos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - ver o Felipe Melo em campo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - assistir ao “melhor goleiro do mundo” fantasiado de periquito verde dentro de um calção e uma camisa (até isso?) que cabiam três deles e o Galvão, todo feliz, dizendo que o “melhor goleiro do mundo” estava lançando a nova moda esportiva;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - ouvir o Galvão Bueno perguntando o óbvio ululante – “se a bola saiu é por que não estava dentro das quatro linhas, não é mesmo Wright?” - e o Zé Roberto Wright respondendo o mais óbvio ululante ainda;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - ouvir a bola ser chamada de “jabulani” e todo mundo achar a cosia mais natural do mundo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - n as mesmas matérias sobre a “África Selvagem”;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - as comparações idiotas dos nossos animais jogadores com animais africanos esquecendo o melhor dos animais e colocando em nossos animais o melhor deles;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - as vinhetas globais exaltando a “melhor seleção do mundo” e antes do dunga peitar a peituda Fátima Bernardes o Galvão elogiando a “sapiência e seriedade” do técnico dunga;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center; tab-stops: 90.0pt;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';"> </span><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - entrevistas dos nossos jogadores demonstrando que além das cinqüenta palavras da língua pátria sabiam quinze de outro idioma, preferencialmente o espanhol;</span><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - as Vuvuzelas; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - o som das vuvuzelas; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - as caretas do dunga, todas ensaiadas, por saber estarem sendo gravadas pela Globo; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - as roupas do dunga;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ – o dunga;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - o dunga querendo ser um dunga até na Rede Globo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - a cara do Mick Jagger, pé frio em duas patas, ou melhor, pátrias, fazendo careta sem querer; <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - o zagueiro Lúcio, avestruz dançando samba, dando uma de atacante e atacando o coração de qualquer torcedor dotado – coisa rara – de bom senso;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - o Bonner elogiando as “radicais mudanças” – “você agora vai fazer, com esse gorrinho de “padre pinto na cabeça, mais sucesso que os seus belos cachecóis” - da mulher Fátima Bernardes;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - o Galvão Bueno</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - comentários como “o árbitro está comprometendo a partida, não Wright” esquecendo que era o próprio perguntador e comentarista e narrador e tudo o sujeito que comprometia – e compromete – toda e qualquer partida?;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - o patriotismo exacerbado e canalha de quem? Do Galvão Bueno!; <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - a seleção do dunga. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center; tab-stops: 90.0pt;" align="center"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';"> </span><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">O QUE PERDI COM A DERROTA DO SALEÇÃO DO DUNGA:</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"></strong><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - os dias facultativos (como esquecer?) em virtude dos jogos da seleção do dunga;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - ver em todas as partidas a Larissa Riquelme, torcedora peituda e bonita que estava ali, local e momentos certos, apenas para aparecer como torcedora peituda e bonita;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - as sonecas gostosas que tirava todas as vezes que a seleção do dunga, mesmo vencendo, tirava a minha paciência;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - os bons momentos quando a seleção se apresentava no horário da manhã, pois tinha a tarde toda para assistir a velhos filmes e visitar velhos livros;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - a seleção de o dunga jogar no horário da tarde, trabalhar até as 13 horas, e depois visitar um velho filme ou dar assistência ao um velho livro;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - o fim de semana prolongado com o belo e inesquecível facultativo da sexta-feira - uma pena que tenha sido apenas um – quando pela manhã a seleção do dunga jogava;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - os meus óculos (verdade), em casa, durante a partida da seleção do dunga com a seleção costamarfinsense;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - a dúvida de que a seleção do dunga estava perdida mesmo antes de começar a Copa da África;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - o sentimento de culpa por não trazido o meu irmão Dapenha de Ji-paraná para assistir a derrota da seleção do dunga por aqui. Pois foi ótimo, apesar da saudade, ele ter ficado por lá;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - os dias facultativos que a seleção do dunga estava nos proporcionando (sempre eles!);</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - um dia antes o exemplar músico e extraordinário caráter Radegundis Feitosa, com quem tive a felicidade de dividir silêncio e sorver doces notas musicais; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - de usar mais as minhas chuteiras amarelas, ainda novinhas, parecendo duas bananas maduras, prata, preferencialmente, que usei em todas as partidas da seleção do dunga;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - de usar, também, a mesma roupa amarelinha como banana prata madura que a Morena deixava estirada e cheirosa sobre a cama nos dias em que a seleção do dunga jogava;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - de aproveitar o dia da partida da seleção do dunga com a vitória da seleção holandesa que nada do dunga tinha nem tem para terminar de ler mais um livro que não li do Saramago;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - a chance de ver a seleção do dunga - não que particularmente assim desejasse – ser derrotada pela bela seleção alemã ou pela do “eu sou pó e ao pó voltarei, pois sou Maradona”;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - a vontade, por mais uns quatro anos, de assistir a jogos de uma seleção que com certeza não será do dunga;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - a oportunidade de continuar lendo manchetes ufanistas e por isso mesmo imbecis como “Que Venha a Holanda!”, pois a Holanda, atendendo a chamada, veio, e mandou embora a seleção do dunga; <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - de continuar lendo besteiras como “Seleção Volta Pra Casa” esquecendo o redator da besteira que noventa e cinco por cento dos atletas da seleção do dunga há muito, como a Alice do belo filme de Martim Scorsese, não moram mais por aqui;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - de ver o Júlio Baptista, Josué, Kleberson, e Felipe Melo, principalmente esse último, belos comediantes com a bola nos pés, pensando que são jogadores de seleção;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 90.0pt;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: 'Comic Sans MS';">@ - não terei mais dias facultativos com a derrota da seleção do dunga.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>E LÁ SE FOI O RADEGUNDIS TOCAR O SEU TROMBONE EM NUVENS NUNCA DANTES NAVEGADAS&#8230;</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/01/07/2010/e-la-se-foi-o-radegundis-tocar-o-seu-trombone-em-nuvens-nunca-dantes-navegadas/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/01/07/2010/e-la-se-foi-o-radegundis-tocar-o-seu-trombone-em-nuvens-nunca-dantes-navegadas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 23:43:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[NOTA DO EU – DESSA VEZ UMA PUTA DOR – PLURAL: 

                                
As mal-traçada que seguem foram escritas de um só fôlego, como todas, depois de uma boa cachaça regada a um excelente papo e muita música, com o já saudoso Um papo na casa da doutora Mércia. Radegundis, naquele dia, estava com apresentação marcada em Brasília. 





- “Puxa, cara, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 139.0pt;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">NOTA DO EU – DESSA VEZ UMA PUTA DOR – PLURAL: </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">                                </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">As mal-traçada que seguem foram escritas de um só fôlego, como todas, depois de uma boa cachaça regada a um excelente papo e muita música, com o já saudoso </span></strong><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">Um papo na casa da doutora Mércia. Radegundis, naquele dia, estava com apresentação marcada em Brasília. </span></strong></p>
<div id="attachment_4820" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/radegundis-um.jpg"><img class="size-full wp-image-4820" title="radegundis-um" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/radegundis-um.jpg" alt="radegundis e o escriba: a última foto que tiramos na estação do trem da sete..." width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">radegundis e o escriba: a última foto que tiramos na estação do trem da sete...</p></div>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">- “Puxa, cara, gostaria muito de continuar o papo. Mas compromisso, você sabe, é compromisso. Não vou, porém,  apressar um papo com amigo e deixar de tomar mais umas das boas”. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">E continuou falando do que mais gosta nesta vida passageira e Severina: música, música e música. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">- “Radegundis, ainda penso em estuda música, mas música verdadeira”.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">- “Ah, Humberto, se realmente quiseres, musical que és, faço questão de ser o teu professor”. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">Não foi. Infelizmente. E acho até que desisti, depois de sua mudança para outra cidade, de aprender “música verdadeira”. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">É, meus dois leitores, confesso, como acredito que estejam percebendo, que senti. Pausa. As mal-traçadas, que, agora, fiz questão de republicar neste espaço, são as mesmas que enviei para ele, o mestre, meses antes,  e ele respondeu, generoso como sempre fora nesta vida passageira, “comecei a ler e gostei tanto que ficou aquela vontade de quero mais!”.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">Embora merecedor, não tive tempo, apesar de outros encontro, de atender o seu pedido&#8230;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;">Pausa. Que a terra lhe seja leve. E, se não for pedir muito, acompanhada de um sexteto de trombones&#8230; Doeu. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; mso-outline-level: 1;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">RADEGUNDIS FEITOSA BOTANDO A BOCA NO TROMBONE</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 18pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: 18pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">“Se um dos meus dois leitores me pedir um exemplo de sujeito bom de papo e capaz de dar uma aula de música – o seu papo vai além dos limites das notas sonoras – em poucas palavras e o sujeito, mesmo incapaz de apontar uma nota sequer no pentagrama, mesmo sem saber o que vem a ser essa coisa chamada de pentagrama, ficar com aquele ar de quem ar lhe falta e pedir mais, sem pensar duas vezes, respondo-lhe: Radegundis Feitosa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">O itaporanguense é tão bom no seu instrumento que é considerado pelos entendidos – no melhor dos sentidos – e trombonistas bons e outros nem tão bons quanto ele, como um dos melhores do mundo. Autor do ótimo “Concerto Brasileiro”, nesse Cd lançado pela CPC- Umes, acompanhado pela Camerata Brasílica, ele mostra porque é assim considerado. Radegundis é também um artista na arte de contar histórias e traçar perfis dos nossos “músicos tupiniquins”. Tudo isso entre sorrisos e tiradas geniais. Sem nenhum ranço, nenhum preconceito, nenhum sintoma de estrelismo. E foi assim sábado passado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Imaginem um sujeito destacar-se mundialmente – é mestre e doutor em universidades estadunidenses e professor, para o nosso orgulho, de nossa paraibana e federal universidade - nesse instrumento que sempre foi discriminado no meio erudito e inimaginável como solista. Pois é. Sendo um dos últimos adotados pela formação clássica orquestral, somente entrou graças a persistência de mestres como ele. Um trombone no meio de uma orquestra - prestem atenção no dito c cujo - é como um violino ou um oboé ou uma trompa ou um fagote dentro de uma bateria de escola de samba. Parece deslocado, não é? Mas os talentos de um Radegundis Feitosa, Raul de Barros, Zeca do Trombone e outros virtuoses desse instrumento mudaram o curso da história dos mesmos. Ou melhor, do mesmo, o trombone. Ele entrou para orquestra e nunca mais saiu. Nem vai sair. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Num papo com Radegundis a bola não dá volta, vai direito no buraco. O “músico” que não sabe ler música nunca vai ser um músico na verdadeira acepção da palavra. Um bom profissional. Um exemplo? Veja só o Aramandinho. Um puto artista. No entanto não sabe ler uma nota – é aí que ela vem – no pentagrama. E se soubesse, hein?Pergunto e ele solta aquela gargalhada característica. O João Bosco&#8230; Sabe. O Morais Moreira&#8230; É o seguinte: os velhos artistas ao sentirem que a falta do conhecimento teórico limitava o seu trabalho, resolveram então colocar os filhos na escola. Uma verdade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Mas é o papo livre, como diria o bom, porém, limitado Roberto Carlos em seus áureos tempos, que faz de Radegundis um sujeito com o qual todos gostariam de bater um papo. Esquecendo o erudito, deixando de lado o trombonista, contando histórias de menino de Itaporanga e falando de música popular como quem - sempre gostei da imagem – colhe frutas no quintal, o tempo, se nunca pára, acelera.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal;"><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">“Em tempo: o bom mesmo é ouvi-lo sem aquele ar professoral e chato de matar qualquer chato ainda no ovo, divagando sobre a coragem e o talento do músico que foge da camisa-de-força do modelo certinho de composição, e cria obras maravilhosas”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">Em tempo</span></span></strong><span style="font-size: 18pt; font-family: &quot;Comic Sans MS&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;">: Nada mais a dizer. E, se dizer outra vez fosse preciso, nada mudaria no que foi dito. </span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>VOLTAR PARA OUVIR LA CUMPARSITA O RÉQUIEM ALEMÃO ?</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/01/07/2010/voltar-para-ouvir-la-cumparsita-o-requiem-alemao/</link>
		<comments>http://humbertodealmeida.com.br/01/07/2010/voltar-para-ouvir-la-cumparsita-o-requiem-alemao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 10:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[



Na próxima sexta feira, dois de julho, a Seleção Brasileira, depois de vencer um time baba, como escrevi outro dia, vai enfrentar um time só um pouco menos baba, como muitos dizem, e freguês nosso de outras carnavalescas Copas do Mundo. Enquanto isso, por aqui, como sempre acontece depois de uma vitória mais ou menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="3" cellpadding="4">
<tbody>
<tr>
<td class="assinaturas" align="left" valign="top" bgcolor="#ffffff">
<p class="texto-capa" align="justify">Na próxima sexta feira, dois de julho, a Seleção Brasileira, depois de vencer um time baba, como escrevi outro dia, vai enfrentar um time só um pouco menos baba, como muitos dizem, e freguês nosso de outras carnavalescas Copas do Mundo. Enquanto isso, por aqui, como sempre acontece depois de uma vitória mais ou menos convincente,</p>
<div id="attachment_4814" class="wp-caption alignleft" style="width: 350px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/francci-um.jpg"><img class="size-full wp-image-4814" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/07/francci-um.jpg" alt="ilustração: a possível despedida na excelente visão do desiner/poeta  francci lunguinho" width="340" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">ilustração: a possível despedida na excelente visão do desiner/poeta francci lunguinho</p></div>
<p class="texto-capa" align="justify">somente se escuta os gritos de “é campeão e não tem mais pra ninguém”. E quem se arvorar a enfrentar o “ melhor ataque e a melhor defesa do mundo”, com antecedência, podem comprar a passagem de volta antes do final desse torneio que o Garrincha achou chato e curto para mostrar o nada chato e grande futebol que carregava nas pernas portas.<br />
 <br />
Depois da vitória da baba, baby, baba seleção chilena, nesse ritmo idiota e com a cara da “cantora” Gretchen, até o estabanado zagueiro Lúcio está sendo considerado craque. Por sua vez, porque fez um golzinho e deu algumas pedaladas sobre uma imaginária bicicleta, muitas parecendo resultarem de uma coroa sem corrente, o apenas bom Robinho foi considerado o melhor de uma partida em que o Chile, mais uma vez, lembrando o São João, mostrou porque é o berço das falhas e quase inofensivas bombas chilenas.<br />
 <br />
Escrevo as mal-traçadas dias antes da partida entre a nossa “excelente” seleção e a mais “excelente” ainda seleção holandesa. Os meus dois leitores sabem. Haverá sempre uma desculpa prévia para uma possível derrota da Seleção Canarinha (outra besteira). Mas, antes disso, o porque me ufano do meu país e com brasileiro não há quem possa, sem esquecer o indefectível <strong>Pra Frente, Brasil, </strong>grassam a pátria idolatrada, transformando todos em campeões do mundo.<br />
 <br />
Até sexta-feira, dia em que a seleção vai mostrar com quantos gols se faz uma campeã diante seleção holandesa, todos os nossos heróis de chuteiras, sem exceção, serão os melhores do mundo. Todos craques. O Nilton Santos não amarraria as chuteiras do genial (ainda morro de rir) Michel Bastos; o injustiçado Ronaldinho Gaúcho não engraxaria a chuteira do genial Julio Batista, e, ficando por aqui, quem nasceu para o baixinho Reinaldo, que assim como o Maradona descobriu que era pó e ao pó, vez em quando, está voltando, jamais será um Luiz Fabiano!<br />
 <br />
Os nossos heróis, dias antes da partida contra a temível e quase imbatível - sempre assim – seleção holandesa, estão lavando a nossa alma e elevando a nossa estima aos píncaros da glória. Nunca fomos tão felizes. Tudo isso, porém, favor não esquecer, porque a nossa pátria de chuteiras, apesar dos muitos descalços e mais ainda nus, está mais viva do que nunca. Estão lembrados daquela musiquinha idiota que repetia a exaustão “tá tudo muito bom, tá tudo muito bem?” Pois bem. Essa tem sido a trilha sonora de um país que respira futebol e do futebol faz o seu circo preferido. O pão?  É o mínimo. O circo é o que mais interessa.<br />
 <br />
Por sua vez, a Cozinha, embora vazia, também não importa.  O orgulho verde-amarelo que vem lá dos campos africanos nos alimentará. Porém e ai porém, otimista que sou, sentimento típico do brasileiro consciente de que com ele ninguém pode quando o assunto é a pátria de chuteiras, pode apostar: viveremos ainda outros dias em que o circo valerá mais do que o pão. E, por fim (fim mesmo), se não acontecer o imaginado pelo escriba e bom peladeiro e assíduo freqüentador do Campo da Vila ou de Venelipe ou de Abel ou do Abc, só nos resta voltar para casa e ouvir La Cumparsita ou um Réquiem Alemão.<br />
 </td>
</tr>
<tr>
<td class="assinaturas" align="center" valign="middle" bgcolor="#ffffff"> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>O ESPELHO, MESMO EXISTINDO PARA REFLETIR, REFLETE APENAS O QUE OS OLHOS VEEM&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 21:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Nada de perguntar quem é esse homem por trás do espelho. Ninguém precisa, dedo na cara, na frente ou por trás do espelho, dizer que sou eu mesmo, um sujeito hoje mais carne do que osso e que sabe, diferente de muitos, de onde e como veio e para onde vai.
Os olhos do sujeito que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4810" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/o-escriba-no-espelho.jpg"><img class="size-full wp-image-4810" title="o-escriba-no-espelho" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/o-escriba-no-espelho.jpg" alt="o espelho reflete apenas o que os olhos veem..." width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">o espelho reflete apenas o que os olhos veem...</p></div>
<p style="text-align: center;">Nada de perguntar quem é esse homem por trás do espelho. Ninguém precisa, dedo na cara, na frente ou por trás do espelho, dizer que sou eu mesmo, um sujeito hoje mais carne do que osso e que sabe, diferente de muitos, de onde e como veio e para onde vai.</p>
<p>Os olhos do sujeito que está na frente do espelho, pelo espelho que está na sua frente e descobre-se por inteiro, cabeça, tronco e membros. Vai adiante: o seu pensamento é claro. E, diante dele, mesmo sem refletir, reflete aquilo que pensa.</p>
<p>Diante do espelho está um homem que traz a consciência leve como a pluma que o poeta imaginou sendo levada pelo vento. Ele sabe que a consciência pesada não deixa as marcas dos pés de quem a carrega na areia braça ou escura da praia. Caminha leve.  Não olha para trás. Não calcula o quanto caminhou nem o quanto ainda caminhar precisa para chegar onde a vista, agora fixa na espelho, poderá levá-lo. Pouco importa se não veem nesse homem que agora está diante do espelho o homem que os outros não veem.</p>
<p>O espelho não reflete o que o homem vê com os olhos voltados para dentro de si. Não apenas um homem. Um homem plural. Um homem que traz corais de vozes e universos de olhares dentro de si. Um homem multifacetado que sempre acaba em um só homem limitado pelo nome que carrega e a certeza de ser único.</p>
<p>Se um dia esse homem se for, como de fato irá, a maior de todas as suas certezas, nunca mais existirá um homem diante do espelho que reflita a maneira sua de refletir. De ser. De estar. De não ter nenhuma dúvida entre o ser que é o não ser que nunca desejou ser nesta passageira vida.</p>
<p>O homem diante doe espelho procura ver o que os olhos, agora refletidos, não conseguem ver.  São apenas dois olhos refletindo os olhos fora de suas janelas. Não para refletir. Não pára de refletir. Um homem cheio de defeitos mas em constante estado de evolução. Um homem que sabe todos os dias que tem de tudo fazer para refletir melhor como o homem que é. O homem só e consciente de que só, pois sempre terá um espelho para refletir, nunca será.</p>
<p>O homem não olha pelo retrovisor o passado que não volta mais. Um tempo perdido ou o mais sábio dos tempos que por onde vai carrega no presente dentro do bolso de carne e osso que somente ele sabe em que parte do peito está. Não maldiz as marcas do tempo em seu rosto. Agradece.</p>
<p>O homem sabe que o tempo que tanto tempo de experiência tem nas coisas de vidas é inexorável. As marcas são carimbos da natureza que não saem com o simples passar da borracha de um tempo novo. Ele, por mais tempo que tempo por ele passe, se mudar em alguma coisa, essa coisa mudada diante do espelho não aparecerá. .</p>
<p>O espelho é muito pouco para tantas histórias e o muito de histórias sobre o tempo vivido que ele tem para contar. O espelho existe tão-somente para refletir. E reflete o homem que sabe ser o próprio espelho desse rosto marcado no espelho, esse que existe apenas para isso, está refletindo.</p>
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		<title>SOMENTE PARA DAR UNS TOQUES SOBRE &#8220;O MEU JAGUARIBE E EU&#8221; E OUTRAS COISAS JAGUARIBE!</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 14:51:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[UM PROBLEMA COM PUTA DOR&#8230;
Nesses dias, computador sem a puta dor característica, teclas mudas como as línguas paralíticas, quebrado, uns dizendo placa-mãe da mãe que o pariu e outros, menos pessimistas, mais puto ainda me deixando, condenando esse tal de Agá Dê (até não agüentar mais), ando quase parando.
Os olhos passando pelas noticias do dia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>UM PROBLEMA COM PUTA DOR&#8230;</strong></p>
<p>Nesses dias, computador sem a puta dor característica, teclas mudas como as línguas paralíticas, quebrado, <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/computador.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4803" title="computador" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/computador.jpg" alt="" width="450" height="481" /></a>uns dizendo placa-mãe da mãe que o pariu e outros, menos pessimistas, mais puto ainda me deixando, condenando esse tal de Agá Dê (até não agüentar mais), ando quase parando.</p>
<p>Os olhos passando pelas noticias do dia, embora não seja viciado nessa doença internética que grassa o mundo, até que senti falta dele, isto é, do novo – velha é a máquina de escrever – modo de pescar palavras e curiosidades, o computador.<br />
<strong><br />
SALVEM A NOSSA SELEÇÃO!</strong></p>
<p>Escrevo estas mal-traçadas horas antes de a nossa seleção enfrentar “temível” seleção chilena.  Os nossos jogadores são assim: sempre encontram um desculpa para uma passível derrota. “Respeitem o Chile. É uma grande seleção. O futebol <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/selecao-um1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4805" title="selecao-um1" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/selecao-um1.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>evoluiu no mundo”. E uns mais medrosos, inconformados com essas pequenas desculpas, chegam ao cúmulo de jogar o favoritismo para uma equipe que venceu duas babas (Honduras e Suíça) pelo placar mínimo, e perdeu para uma nem tão boa assim (Espanha).<br />
<strong><br />
O EX-CROTO E O SAPATOS!</strong></p>
<p>Em tempo de futebol lembrei do filho daquele enfermeiro campinense e morador, ao lado da mãe – dele -, da cozinha daquele “ficha suja e muito suja”, desconhecido pelos meus dois eleitores, que “se poupando” para um encontro como a velha e folgada amante pediu a sua secretaria que limpasse os seus sapatos.</p>
<p>Soube há pouco dessa história e, voltando do banheiro onde dei uma boa vomitada, estou contando para vocês. Não direi, pelo menos agora, o nome do pulha. Mas, se houver interesse de pelo menos um dos meus dois leitores, imeilize-me que, ato contínuo, o nome do pulha eu darei.</p>
<p>Em breve, muito em breve, ainda na revisão, por isso escrevi muito em breve, no meu bairro Jaguaribe, mas, especialmente, na Praça dos Motoristas, onde este escriba faz questão de contar para todos que ali nasceu, estarei fazendo uma manhã de autógrafos, regada a serra limpa e cerveja bohemia.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>O MEU JAGUARIBE E EU!</strong></p>
<p>Mas que as s drogas citadas, bohemia e serra limpa, não façam (as drogas) que os meus dois leitores</p>
<div id="attachment_4806" class="wp-caption alignleft" style="width: 490px"><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/humberto-na-meia-porta1.jpg"><img class="size-full wp-image-4806" title="humberto-na-meia-porta1" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/humberto-na-meia-porta1.jpg" alt="sem tirar o seu - o rosto - da janela o escriba vai à praça sem tarde de autógrafos" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">sem tirar o seu - o rosto - da janela o escriba vai à praça sem tarde de autógrafos</p></div>
<p>entendam como propaganda e pedido para que elas, ambas as donas das marcas, financiem esse evento literário. Pois, graças a Deus, disso não preciso.</p>
<p>Na verdade, um caso inédito, não autografarei um só livro (incrível, não!) do meu O Meu Jaguaribe e Eu! Assim, desde já, estão todos, jaguaribenses ou não, convidados por este escriba que é puto com essa história de autografo em manhãs de domingo.</p>
<p>Se eu contar uma coisa pra vocês, vocês, inteligentes que são, sabendo dos velhos papos escritos que eu tive com ele, acreditarão. Estava tudo certo: iria pedir ao Fausto Wolff, ou Faustão, como era conhecido entre os seus, que escrevesse alguma coisa sobre as coisas que este escriba mal-traçou nestes últimos meses. Mas, infelizmente, quando tudo estava acertado, ou quase, Faustão fez a sacanagem de morrer!</p>
<p>A notícia – o primeiro a noticiar foi o Anco Márcio – foi um chute nos países baixos. Tenho muitos papos com esse exemplo de jornalista e escritor e cidadão em meus imeios. Mas na verdade confesso que emputeci com a partida não anunciada.Ora, tantos ex-crotos vivendo às nossas custas, cheios da saúde e hipocrisia, e a Indesejada foi logo escolher o Faustão!  E o pior: sem escrever (“puta que pariu, 1 berto, como escreves bem!”) outras coisas tão boas quanto as que enviou para este folgado escriba.</p>
<p>Bem, fico por aqui. Agora, computador em plena forma, escrevendo bem e sem depender do escriba, pois, o escriba apenas mal-traça palavras, prometo que voltarei com mais assiduidade.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>UMA MIJADA DE DUNGA NA GLOBO, QUE,. VERDADEIRA, ESQUEÇO ATÉ QUE ELE NÃO É TÉCNICO!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/26/06/2010/uma-mijada-de-dunga-na-globo-que-verdadeira-esqueco-ate-que-ele-nao-e-tecnico/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Jun 2010 12:47:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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		<description><![CDATA[
NOTA DO EU (DESSA VEZ NÃO DOEU TANTO!) TANTO:  As  mal-traçadas que seguem foram enviadas pelo excelente colaborador deste espaço, o  Obdúlio Varella. O escrevinhador, também chamado de computador, quebrado, estou um pouco devagar. divagar. a vagar.  Pois bem. Com exceção do próprio, todos sabem como vejo Dunga. O &#8220;técnico&#8221; e stá chegando ao horrível patamar em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>NOTA DO EU (DESSA VEZ NÃO DOEU TANTO!) TANTO</strong>:  As  mal-traçadas que seguem foram enviadas pelo excelente colaborador deste espaço, o  Obdúlio Varella. O escrevinhador, também chamado de computador, quebrado, estou um pouco devagar. divagar. a vagar.  Pois bem. Com exceção do próprio, todos sabem como vejo Dunga. O &#8220;técnico&#8221; e stá chegando ao horrível patamar em que coloco o Galvão Bueno e o Paulo Coelho. Chego mesmo a ser contraditório por torcer pela Seleção Canarinha (nada mais besta que esse apelido para tantos atletas que amarelaram em sua história) e ficar contra o Dunga.</p>
<p class="MsoNormal">O texto enviado pelo Obdúlio, se verdadeiro, alivia a sua - do Dunga - barra para o escriba. Uma bela resposta. Lembrou-me aquela famosa do João Saldanha: &#8220;Ele escolhe os seus ministros. Eu, como técnico da seleção, os meus atletas. Será que ele, o general médici, me permitiria escolher os seus ministros ?&#8221;  Mais ou menos isso.</p>
<p class="MsoNormal">Mas continuo não gostando do Dunga técnico da seleção. De nenhum equipe pela qual eu torça. Agora, verdadeira a história, palmas para o Dunga que ele merece. Uma estátua ? Mario Quintana merece muito mais.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>A MIJADA DO DUNGA QUE VALEU MAIS QUE O EMPATE RIDÍCULO COM A SELEÇÃO DE PORTUGAL.</strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>O Jornal O Globo em sua primeira página da edição de hoje, quarta-feira 16 de junho de 2010, desce a lenha na seleção e principalmente no seu treinador.<span> </span><br />
Qual a razão dessa súbita mudança de comportamento? Vamos aos fatos:<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Segunda-feira, véspera do jogo de estréia da seleção brasileira contra a Coréia do Norte, por volta de 11 horas da manhã, hora local na África do Sul. Eis que de repente, aportam na entrada da concentração do <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/dunga.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4798" title="dunga" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/dunga.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a>Brasil, dona Fátima Bernardes, toda-poderosa Primeira Dama do jornalismo televisivo, acompanhada do repórter Tino Marcos e mais uma equipe completa de filmagem, iluminação etc.<span> </span>Indagada pelo chefe de segurança do que se tratava, a dominadora esposa do chefão William Bonner sentenciou:<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span>&#8221; Estamos aqui para fazer uma REPORTAGEM EXCLUSIVA para a TV Globo, com o treinador e alguns jogadores&#8230;”</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Comunicado do fato, o técnico Dunga, PESSOALMENTE dirigiu-se ao portão e após ouvir da Sra. Fátima o mesmo blá-blá-blá, foi incisivo, curto e grosso, como convém a uma pessoa da sua formação.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span>&#8221; <strong>Me desculpe, minha senhora, mas aqui não tem essa de &#8220;REPORTAGEM EXCLUSIVA&#8221; para a rede Globo. Ou a gente fala pra todas as emissoras de TV ou não fala pra nenhuma&#8230;”</strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Brilhante ! Pela vez primeira em mais de 40 anos, um brasileiro peitava publicamente a Vênus Platinada!<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span>“<strong>Mas&#8230; prosseguiu dona Fátima - esse acordo foi feito ontem entre o Renato (Maurício Prado, chefe de redação de Esportes de O Globo) e o Presidente Ricardo Teixeira. Tenho autorização para realizar a matéria&#8221;.<span> </span></strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span>&#8221; Não tem autorização nem meia autorização, aqui nesse espaço eu é que resolvo o que é melhor para a minha equipe. E com licença que eu tenho mais o que fazer. E pode mandar dizer pro Ricardo (Teixeira) que se ele quer insistir com isso, eu entrego o cargo agora mesmo! “</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>O treinador então virou as costas para a supra-sumo do pedantismo e saiu sem ao menos se despedir.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Dunga pode até perder a Copa, seu time pode até tomar uma goleada, mas sua atitude passa à história como um exemplo de coragem e independência. Dunga, simplesmente, mijou na Vênus Platinada! Uma estátua para ele!<span> </span></span></p>
<p>Dunga II - O tsunami na Rede Globo.<span> </span></p>
<p>Quem presenciou na noite de domingo o editorial do programa &#8220;Fantástico&#8221; da rede Globo, lido pelo repórter Tadeu Schmidt, há de ter compreendido todo o desespero que se apossou da &#8220;Vênus Platinada&#8221;, em relação ao técnico da seleção brasileira.</p>
<p class="MsoNormal"><span>Chamando-o de &#8220;grosseiro, mal educado&#8221; e outros mimos a mais, a poderosa estação do Jardim Botânico viu pela primeira vez em mais de 40 anos, um brasileiro desafiar seu domínio, e literalmente mijar na sua cabeça.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Recordando os fatos mais recentes, inconformado com a proibição das tais &#8220;entrevistas exclusivas&#8221; que só seriam concedidas à Globo, na sexta feira o Assessor de Imprensa da CBF levou ao técnico Dunga outro <a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/fatima-e-william.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4799" title="fatima-e-william" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/fatima-e-william.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a>memorandum, dessa vez do próprio Presidente Ricardo Teixeira, solicitando que se ordenasse a abertura para que as tais &#8220;exclusivas&#8221; fossem concedidas.Dunga então rasgou o memorandum na frente do Assessor de Imprensa e como a reclamação vinha diretamente por ordem da Todo-Poderosa Sra. Fátima Bernardes, Prima Dona do jornalismo televisivo, Dunga foi mais uma vez taxativo:</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span>- Diz pro Ricardo que se é o que ele deseja, que coloque essa senhora como treinadora da seleção, eu entrego meu cargo”!</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Lógico que o técnico permaneceu. Dona Fátima então, sentindo-se &#8220;desprestigiada&#8221;, alegou um problema de &#8220;cordas vocais&#8221; e teria tomado o primeiro avião retornando ao Brasil.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Na entrevista coletiva, após o jogo contra a Costa do Marfim, Dunga então resolveu &#8220;premiar&#8221; os repórteres da rede Globo que lá se encontravam. Pela leitura labial ficou fácil identificar que ele chamou Marcos Uchoa de &#8220;chato&#8221; e Alex Escobar de &#8220;babaca&#8221; e &#8220;cagão”<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>E disse tudo. O Sr. Marcos Uchoa com aquela cara de diarréia reprimida é realmente um chato de galochas, e o Sr. Alex Escobar, metido a engraçadinho e a bobo da corte, é a própria imagem do babaca cagão.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Em razão disso tudo que foi descrito, o sr. William Bonner, absolutamente descontrolado, escreveu do</span></span>próprio punho o editorial ridículo que foi lido no Fantástico.</p>
<p class="MsoNormal"><span> <span>Agora à tarde chega a notícia publicada no Portal do Lancenet que a FIFA punirá Dunga pelos fatos ocorridos. A rede Globo certamente está por detrás dessa punição covarde e canalha.</span> <span>Dunga merece uma estátua em praça pública.</span> <span>É o primeiro brasileiro vivo a desafiar publicamente a força e o poderio da rede Globo, numa competição de cunho internacional. Leonel Brizola já o fizera antes, mas em assuntos de política interna.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>A seleção brasileira de 2010, muito mais que uma seleção, passa a ser o retrato fiel de seu treinador. Que o seu sucesso seja um insulto à podridão que reina nas hostes da emissora do Jardim Botânico.</span></span></p>
<p><span><strong>Dunga mijou na rede Globo por todos nós</strong><span>.</span></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>O MELHOR NEGÓCIO DE UM CHINÊS É CRIAR UM NEGÓCIO DA CHINA NO CEARÁ!</title>
		<link>http://humbertodealmeida.com.br/25/06/2010/o-melhor-negocio-de-um-chines-e-criar-um-negocio-da-china-no-ceara/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 12:49:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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Você já foi a Juazeiro do Norte? Se não foi e pensa em ir, não esqueça, quem visita esse município, berço do “milagroso” - não confundir com “milagreiro” - Padre Cícero Romão Batista, mais conhecido por Padre Cícero, não pode deixá-lo, fazendo ou pagando promessa, sem comprar uma estatueta feita a sua – do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]><br />
<mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} --></p>
<p><!--[endif]--></p>
<p class="texto-capa"><em><span style="font-family: Arial;">Você já foi a Juazeiro do Norte? Se não foi e pensa em ir, não esqueça, quem visita esse município, berço do “milagroso” - não confundir com “milagreiro” - Padre Cícero Romão Batista, </span></em><a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/ceara.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4792" title="ceara" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/06/ceara.jpg" alt="" width="360" height="292" /></a><em><span style="font-family: Arial;">mais conhecido por Padre Cícero, não pode deixá-lo, fazendo ou pagando promessa, sem comprar uma estatueta feita a sua – do padre - imagem e semelhança que cantarola o bendito da <strong><span style="font-family: Arial;">Mãe das Candeias</span></strong> sem perder a afinação.</span></em></p>
<p><em>Tudo graças a um chinês que sabendo que o seu Negócio da China na China não daria certo, pois por lá santo de casa também não faz milagre, veio para o Ceará, um Negócio da China inventou e ficou rico. O inventor, Jony Wang Kai, é dono de uma fé cega no povo cearense e faca amolada num papo de vender casa de palha pegando fogo.  Apesar do Kai, Jony não cairá nunca, o “padinho” tem sido para ele um paizão.</em></p>
<p><em>O mais risível, porém, apesar da boa fé do chinês, é que as suas recentes 160 mil (sic) mil estatuetas vendidas na terra do Padim Cícero, essa mistura famosa de clérigo e coronel, foram fabricadas na China.  De besta o chinês não tem nada. Tem os olhos muito abertos.  Os seus “bonequinhos abençoados” chegam aos milhares em grandes contêineres pelo porto de Pecém, pertinho da capital cearense.  Uma beleza! E cada uma trazendo um chipezinho tamanho de nada dentro da barriga, numa afinação de fazer o insosso João Gilberto tirar o violão da sacola e acompanhar o <strong><span style="font-family: Arial;">“Bendito e louvado seja/a luz que mais alumeia/Me valha, meu padrinho Cícero/E a mãe de Deus das Candeias”.</span></strong> O caso é sério.</em></p>
<p><em>Jony Wang Kai descobriu o remédio, espécie de “calcigenol abençoado”, para aumentar a fé e a esperança do povo brasileiro.  Pensou em tudo. Ah, vocês sabem como o cearense fala, não? Pois bem. Mesmo que alguns mais atilados dissessem para ele, o chinês, que eles, os fiéis, pouco estavam se lixavam para o sotaque do cantor do Bendito da Mãe das Candeias, perfeccionista, Wang teve a brilhante idéia de gravar a reza durante uma romaria e levar pra China. Era o Ovo – ou seriam os ovos? - de Colombo!  Assim ninguém no mundo irá dizer que o Padre Cícero, comparando-o, com todo o respeito, a uma Carmem Miranda que trocou a saia por uma batina, chegou no porto cearense modernizado, com sotaque chinês.</em></p>
<p><em>Esse comerciante da fé descobriu sua vocação por acaso.  Estudante de Administração em Fortaleza, teve o seu trabalho de conclusão do curso, justamente sobre o Padre Cícero, vetado pelo seu professor, por razões nunca reveladas. Mas aproveitou a deixa e se lançou comerciante para o mundo cristão, vendendo o herói do trabalho reprovado. O preço de cada estatueta? Cada “boneco cantador” sai pela bagatela de R$ 2, 70, e os comerciantes locais, aproveitando a cachoeira de fé que rola em cada romaria, revendem-na por R$ 4, 20. O preço varia ainda de acordo com a fé de cada um.</em></p>
<p><em>Jony Wang, sem dúvidas, sozinho, acertou uma sena acumulada. Segundo as boas línguas, somente numa investida, Wang faturou R$ 450 mil! Um Negócio da China no Ceará! Mas os que não forem devotos do Padre Cícero não perdem por esperar.  O chinês está negociando as patentes de outros santos, entre os quais, Nossa Senhora de Fátima e São José!</em></p>
<p><em>Preparem, pois, os bolsos e os ouvidos, os anjos cantadores estão a caminho!</em></p>
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		<title>ASSISTINDO A FILMES SOBRE FUTEBOL E TORCENDO PARA QUE O NOSSO FUTEBOL, NESTA COPA,  VIRE UM BOM FILME!</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 11:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Humberto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Avulsos]]></category>

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EU PLURAL: é tempo de Copa do Mundo. Embora esteja mais preocupado com a minha Cozinha, estou curtindo a  Copa. E se a Copa não bastasse, na Cozinha, a minha, estamos cuidado das comidas juninas. É também São João. Não esquecer. Eu gosto mais do São João, pois, todo ano tem, que a Copa. Eu [...]]]></description>
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