J.m.victor e a minha antepenúltima canção do Beto!

J.m.victor e a minha antepenúltima canção do Beto!

Um dia não muito distante, nascido, vivido e vivendo o meu bairro de Jaguaribe, num papo costumeiro sobre as coisas e o mundo, falei para o meu amigo e escritor e poeta e dramaturgo e, sobretudo, excelente caráter J. M. Victor, que o meu bairro estava perdendo a sua história. Não pela partida de seus velhos moradores, pois , as suas histórias, essas  estão vivendo (sic) na vida (sic de novo) de seus descendentes.

 Falo na morte das características do bairro. O meu. A morte dos nomes poéticos de suas ruas.  Como se pode aceitar, por exemplo, que um nome de rua belo como RUA DA PAZ, por motivos injustificáveis ou justificáveis para alguns, seja rebatizado de Renato Carneiro da Cunha?  A velha e saudosa São Vicente, apesar de saber da história do homenageado, vire Carmelo Ruffo?  A Praça 11, apelido gostoso e sonoro, referência na minha infância, receba do nome de Archiles Leal? E o Boco do Sovaco?

 Um dia ainda vou me perder dentro desse bairro em que nasci e carrego dentro do peito pelas ruas do mundo!

 Foi assim, num papo saudosista e cheio de poesia das velhas ruas, que (também) o ex-vereador da cidade de Patos, J. M. Victor, “cheio de elipses mentais”, para a minha satisfação, contou sobre a sua luta em defesa da história de sua cidade. E que, na condição de parlamentar e historiador (também membro do IHGP) da história de sua cidade, não abriu mão de “guardá-la” para os chegaram e chegarão depois dele.

 A verdade é que um povo sem memória não tem história. Vale a pena lembrar, o que lembraram um dia: “A cultura de um povo é o seu maior patrimônio. Preservá-la é resgatar a história, perpetuar valores, é permitir que as novas gerações não vivam sob as trevas do anonimato”.

Fiquei deveras feliz com a homenagem do poeta.  Não é outra “Ultima canção do Beco”, mas a penúltima que me chega como primeira. E Amigo é para se guardar. E não importa em que lugar do peito. Obrigado, poeta.

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Um comentário

  1. Tanto aí como aqui!
    Belo e memorável texto.
    Jiparaná também tem este horrível vício!

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