Jezabel botava Maria Madalena no chinelo!

Jezabel botava Maria Madalena no chinelo!

A história dessa Jezabel – disse Jezabel – que contarei em poucos parágrafos, não poderia ser mais simples. Pois bem. Hoje, no caminho do trabalho, escutei no rádio do meu “todo preto com cascos de borracha o grupo Cor do Som, grupinho sem graça que acredito não mais existir, cantando uma musiquinha em que diz essa besteira: “O azul de Jezebel no céu de Calcutá, feliz constelação/Reluz no corpo dela, Ai tricolor colar…”. Mas não fica por aí. E finaliza com outra maior ainda: “Alah, meu only you no azul da estrela”!Aliás, bazar da coisa azul, meu only you”.

Talvez um dos meus dois leitores, por acaso, pois ambos são inteligentes e não vão perder tempo ouvindo uma besteira dessa, também tenha ouvido. Mas, descoberto o que estava sendo cantado, o nome Jezebel ficou na minha cabeça. Afinal, pensei que foi essa a personagem que a Cor do Som, com certeza, não canta a sua história. Não era.

Jezebel, convenhamos, é um nome feio pra Carvalho, esse que nenhum parentesco tem com ela. Ora, o sujeito preferir uma filha com o nome de Raimunda, como é o meu caso, a Jezabel, já diz tudo. Só uma pausa.  Não tenho filha com esse nome. Nem Raimunda, nem Jezabel. Carolina. Esse é o nome da minha filha.

Pois bem. O nome é bíblico. Descobri num piscar de olhos. E, se não fosse, deveria ser. Jezebel ou Jezabel? Fui à fonte: o nome é Jezabel! A Jezebel da Cor do Som nasceu com “Chocolate com pimenta”, mais uma a novela global. Mas, afinal, quem foi mesmo Jezabel, 1berto? Pergunta-me a mocinha ao lado, essa que perdeu a novela “Chocolate com pimenta”.

Jezabel era casada com um tal de Acabe, sujeito que deve ter inspirado o Roberto Carlos naquela música em que, puto da vida, pede que “acabe com essa droga de uma vez, não volte nunca mais pra mim!” Ah, sim. Acabe era filho de Onri, um sujeito sem nenhum interesse, e que por isso não falarei nele.

A história de Jezabel – não Jezebel – é cheia de altos e baixos, como diria a minha mãe Chiquinha, que, embora católica até mudar-se para outra cidade, nunca soube de sua história, isto é, de Jezabel.  Não estranhem. Muito natural.  Confesso que este escriba, somente agora, ouvindo a Cor do Som, interessou-se pela sua – dela, de Jezabel – história.

Sei que tem nego por aí mais entendido nas coisas da Bíblia que este pobre cristão que só conhece em detalhes a história da suruba entre Eva, Adão e uma Cobra. Mas tá tudo escrito: Jezabel a primeira das grandes pecadoras da história. Trocando em miúdos: uma Prostituta com letra maiúscula.  Para ela – meio cacófato, não? – Maria Madalena, nesse quesito, ainda estava nos cueiros!

Mas, em respeito a amiga aqui do lado, crente convicta, devota de todos os Santos, desde que eles provem que Santos realmente são, não queria escrever/falar em Jezabel. Verdade. Acreditem. Estou em jejum de palavras. Mas, essa história de Acabe, acabou comigo. E, sem conseguir evitar, acabei falando.

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