Joel Nascimento e eu

Joel Nascimento e eu

Nem me lembro mais o dia. Sei apenas que era um sábado. Dia de um Sabadinho bom como nunca mais tivemos por aqui. Isto é, nessa hoje sem graça praça (rimou) Rio Branco. Era dia do batizado não sei por quem Sabadinho bom.

 Se fui sabendo? Não! Nunca fui aquele espaço sabendo antes o nome ou nomes das atrações. Lembro apenas que eram todas boas. Verdadeiras. Agora não. O que restou de melhor do Sabadinho Bom na memória eu guardo. Hoje? Nem pensar! Nem guardar! Nem pensar em guardar!

 Eis que de repente ou mais que repente, repetindo uma expressão que nos enche o saco pela repetição (sic), escuto um bandolim tocado de forma que nunca mais tinha ouvido. Fazia tempo! Apurei os ouvidos, depurei os ouvidos e constatei: era ele mesmo!

 Estafa ali o excelente Joel do Nascimento, carioca, nascido no mesmo mês deste Malabarista de palavras, fundador da excelente Camerata Carioca. Era mesmo o Joel do Nascimento que escutei pela primeira vez nesse excelente grupo carioca. O bandolinista e multi-instrumentista estava ali em corpo, alma e instrumento!

- Joel!

Ele me olhou um tanto estranho. Ora, aqui, o fim do mundo para muitos, ouvir o seu grito gritado com tanto entusiasmo era mesmo para estranhar.

- Oi, amigo…

Respondo assim mesmo. Todo reticente. Mas era por enquanto.

- Que bacana encontrar esse artista, essa virtuose do bandolim, Por aqui! Saudades da Camerata!

Pronto! Toquei no ponto fraco. Pausa.  Ou seria forte?

Aí papo correu livre. Um papo musical entre um mestre e um despretensioso aluno. Nisso, entre uma frase e outra, veio então aquela que fez esse excelente artista chamar um de seus acompanhantes, e pedir para que este Malabarista de palavras repetisse o que disse. Repeti:

- Incrível! Desde os tempos da Camerata Carioca e, mesmo antes dessa, nunca te ouvi terminar uma peça da mesma maneira!

 Foi uma festa!Inesquecível aquele Sabadinho bom!

Hoje, todo o respeito aos responsáveis, nem mais ou menos é esse Sabadinho de hoje.

Saudades do Joel Nascimento!

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