Mano se despede dos irmãos…
emannuel, o mano

Mano se despede dos irmãos…

O amigo Elziton Reis, o Mago, entra na sala nessa manhazinha de segunda com a expressão de quem se perdeu no caminho nesse fim de semana. O motivo? Vai logo dizendo: a notícia da morte de um amigo que  quase lhe derruba. E por que negar? Confessa que chorou. Mais um amigo de – sua – infância que se foi.  Sempre apressados. Esses estão.

Pouco a pouco a gente vai percebendo que os velhos amigos da lista – não citou o Oswaldo Montenegro – estão indo embora, diz. Dessa vez foi Mano. Parei. Um mano? Quase isso, responde-me. Falava do Mano da Parafiat, como assim era conhecido esse seu – dele – amigo de infância.

Não o conhecia. Faz questão de mostrar-me uma foto do amigo Mano.   Não demorei muito o olhar na fotografia.  Não o conhecia cara-a-cara. Mas a cara do bom gordo era por mim conhecida. Vi-o algumas vezes.

E ele: é muito difícil encontrar nesta terra uma pessoa, um ser como era o amigo. Não diz isso pelo fato de o amigo Mano ter trocado de roupa e se mudado para outra cidade. Não que não existe, acrescente, mas difícil é.

Mano era sujeito bonachão e desapegado das coisas materiais. Pausa. Diz o mago Elziton. Sabia do que estava falando. Ele ajudava muita gente. Não entra em detalhes. Espírita. Era o amigo.  Não era chegado a “eventos sociais”. Nem daqui nem de alhures.

Sem que eu pare para analisar o tipo de quem ele falava – estava, acrescenta, muito gordo estava o amigo – desfia histórias dos tempos em que ambos “peladavam” (batiam peladas) no mesmo time, campo improvisado no meio da rua, com tijolos servindo de traves.

Lembra as peladas e o campo.

A trave… Não era essa uma trave oficial, medindo 7,32 metros de comprimento e 2,44 metros de altura. Tinha o tamanho da infância deles. Pequenina. Por ela não passava apensa a bola feita de meia ou daquela borracha que deixava marcas quando batia nas barrigas de menino. Passava sonhos que, com a partida do Gordo amigo, o bom Mano, ficaram apenas na lembrança.

Descansas em paz, Mano, os “manos” teus saberão honrar essa irmandade.

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