marcelinho paraíba merecia uma despedida de craque

marcelinho paraíba merecia uma despedida de craque

Marcelinho Paraíba foi um ótimo jogador. Vou adiante:  tão ótimo  jogador que  não posso evitar de dizer que foi um craque. Não estranhem. Aprendi há muito separar os craques daqueles apenas esforçados.  Através de uma dessas matérias chinfrins veiculadas por uma das nossas chinfrins emissoras,  soube que o Marcelinho finalmente anunciou a sua – dele – aposentadoria.

Estava lá: Marcelinho, aos 44 anos, embora insistisse em estar dentro de campo, apenas, resolveu de uma vez por todas pendurar as chuteiras. Uma pena. Não por achar que foi cedo. Mas porque ele  tinha tudo para ser um craque também   fora de campo. Não foi. Outra pena.

Marcelo dos Santos,  seu nome de batismo, foi engolido pelo apelido que fez famoso. Marcelinho Paraíba, lembro mais uma vez, foi um craque.  Um campinense muito bom de bola, mas, infelizmente, outra vez, não tão bom assim da outra que usava no uso dos pés.

marcelinho um Uma curiosidade: muito antes do bom Gabriel Barbosa (Marcelino jogou mais) e Neymar e outros inventarem de andar por aí trocando a cor dos cabelos como quem troca a cueca, embora muitos permaneçam dias com essa segunda, o campinense Marcelinho isso já fazia da forma mais natural possível.

Não raras vezes o nosso craque saía de uma partida do seu time com os cabelos azuis e, logo em seguida, a cor vermelha respondia presente. Surgia todo galo da Campina, mas, assim como antes, galo não  ficava por muito pouco tempo. Pois, em seguida, aparecia louro como a Marilyn Monroe.

Agora ninguém pode negar que ele, se não foi para muitos um craque, para este e outros poucos amigos ou não um craque foi.  Um jogador que merecia continuar sendo fora de campo um “craque cidadão”.  Seria um prêmio para esse jogador diferenciado meio a tantos que por aqui se espalham e de craques insistem em posar.

Marcelinho Paraíba jogou – pasmem! – em mais de vinte times (muitos de primeiríssima divisão) e fez mais de 300 gols!  Tudo começou por aqui mesmo, ou melhor, pelo Campinense, uma boa equipe que hoje não passa de um timezinho. Isso sem esquecer de sua passagem pela nossa Seleção ainda nos tempos em todos acreditavam nela. marcilinho campinense

Uma pena. Sinto que a sua terra ficou lhe devendo uma festa de despedida por tudo que fez como jogador e “embaixador” que, diferente do velho compositor Zé Ramalho da Paraíbaque ao fazer sucesso fora dela – de sua terra – renegou o seu nome, Marcelinho fez questão de manter agregado ao seu nome a sua origem. Sou Paraíba, sim senhor.

Sei que houve (“houveram” fica para os nossos comentaristas esportivos e outros) outras festas antes de sua anunciada aposentadoria. Sei ainda que o cidadão nunca foi bem visto por aqueles que torciam pelo jogador. Mas, por tudo que representou à Paraíba, esquecer o jogador que tanto a divulgou mundo afora é uma sacanagem das maiores.  Merecia.  E muito.

Em tempo: não quis ilustrar estas mal-traçadas com o ainda jogador Marcelinho sendo levado à Delegacia de Polícia para prestar contas de mais uma diatribe sua, porque, apesar dessas suas práticas, sinto que não merece.   Tem mais: escapou por manter durante toda a sua carreira o Paraíba em seu nome.  Achei arretado. Muito diferente do hoje cada dia mais distante de suas raízes paraibanas o Zé Ramalho,  que com o Paraíba em seu nome começou, e hoje é conhecido como Zé Ramalho Plagiador.

 

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