Mentir a minha dor? Nunca!

Mentir a minha dor? Nunca!

Aqui na sala não há silencio.  Por enquanto. Um som entra devagarzinho pelos meus ouvidos. Smile. Sorrio um sorriso mais para a versão primeira de Geoffrey Parsons / John Turne. Também gosto da versão de João de barro. Ambas dizem quase a mesma coisa. O mesmo sentido poético. A mesma dor.

- “Ilumine sua face com alegria, e esconda todo rastro de tristeza”.

É assim que os citados começam. Não é uma versão. A versão estar mais para João de barro. 

- “Esconda toda a sua tristeza embora uma lágrima possa estar tão próxima”.

São eles, Os primeiros.

Sinto no ar. Não apenas uma, muitas lágrimas.  Mas espero que essas não machuquem tanto.

Djavan regravou a versão de João de Barro. É de 1955. Regravação. A primeira foi do Jorge Goulart.

O silêncio acompanha todas as notas em silêncio. Não se pronuncia. Se você apenas sorri, descobrirá que a vida ainda vale a pena.

Não ando sorrindo como outrora. Tantos foram os sorrisos que marcaram o meu rosto. Rugas? Deixe-as paz!  Elas me custaram quase uma vida! Sim, quase. Pois acredito que alguma vida e ainda terei pela frente. Passada? Não acredito nessa. Vida passadas.  Ah, sim – nem futura. 

Dias tristonhos e vazios. Sorri, mesmo quando a dor te torturar. Difícil sorrir na dor. Seria ironia. Apenas. Sorrir na dor. Mentir a minha dor. Sou incapaz. Deixo isso para os poetas. Esse fingidores.

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