Meus ombros suportam o mundo: ele não pesa mais que a mão do Belo Abel!

Meus ombros suportam o mundo: ele não pesa mais que a mão do Belo Abel!

Tão notando? Tô também! Nesses últimos dias eu tenho mesmo andado meio por fora deste e de outros espaços. O “Eu Plural”. Esse em especial. Sem motivo? Não! Um fortíssimo eu tenho: preciso fazer um balanço de perdas e danos nos últimos dias. Tenho de estar ainda mais de olho aberto. Vendo tudo. Calado? Não! Assim eu não mudo. Mesmo não sendo réu, confesso que tenho andando um tanto sem ponto de vista. Não entenderam? Explico. 

Mesmo se essas coisas que recentemente aconteceram lá pras bandas do “Circo Brasília” não tivessem acontecido, por exemplo, o choro de Lula, o ensaio sobre a cegueira de Dilma, a sua – dele, do lula – traição e delações que para mim não merecem nem prêmio de consolação, confesso que trago a vista, especialmente a direita, meio embaçada. Ah, esse é o meu ponto de vista.

Tudo bem. Ainda não entenderam. Mas com as necessárias pedidas das datas e vênias a vocês e a sua concessão, acredito, confesso que não estou mesmo disposto a dizer o motivo de estar vendo as coisas embaçadas nos últimos dias. Eu gosto de charadas.  Sabiam? Pois é: uma e duas.

Tô sabendo. Mas  só deixei – estou deixando ainda – este espaço nesses últimos dias para preencher outro que há muito tempo sentia falta dos meus olhos: o espaço do leitor! Esse!  Tenho andado nos últimos meses dois ou três livros atrasado. Filmes? Não tanto. Livros! Ah, esses que me fazem lembrar aquela história do “Marcha soldado, cabeça de papel”. Pausa. Sim, soldado eu fui. Embora nuca tenha sido quebrado. Partido? Não tenho.

Tenho a cabeça de papel? Não tanto nem tão pouco. Cabeça de papel era o Paulo Francis quando morava nesta cidade e vestia a mesma roupa que ainda visto. Cabeça. Cabeça de negro. Era cabeça, o Paulo. Nenhuma dúvida. No meu caso, porém, sem tanto papel na cabeça, lembro apenas os meus tempos de menino-jaguaribe e leitor voraz das coisas do Pasquim. Menino. Pés descalços. Braços nus. Nada no bolso. Ou nas mãos.

Fico por aqui esperando que chuva que molha o meu rosto e embaça-me a vista passe logo. Está passando. Vai passar.  Tudo passa. A empregada da minha vizinha acabou de me dizer que passa como ninguém. Ela passa? Uma uva. Todos a elogiam.

No mais estou indo embora.  As mal-traçadas aqui foram apenas para o livre exercício destes dedos malabaristas. Volto à minha leitura. Ah, Temer ainda estar insistindo em posar de presidente? Se for assim, por favor, não tirem os tubos!

O BELO ABEL

O BELO ABEL

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