Morte, essa certeza…

Morte, essa certeza…

Por Anco Márcio – em 04/02/2010 às 00h00

A gente nasce, cresce e morre. Tem uns que não crescem muito.São os anões.Mas via de regra todo mundo cresce e morre.Isso quando o desenlace não ocorre antes de crescermos completamente, morremos criança, o que é uma dor enorme pois as crianças nunca deveriam morrer por nenhum motivo.

Ninguém aceita a morte, por mais suave e menos sofrida que ela seja. A gente sabe que nossos pais, por uma quase ordem natural das coisas, morrem primeiro, mas choramos, nos lamuriamos e nos descabelamos com suas mortes.Simplesmente o ser humano sabe que vai morrer, mas não admite.

Há cerca de duas semanas ocorreu a morte prematura de um genro meu e eu senti muito. Era um garoto de vinte e cinco anos, era como se fosse um pai para meu neto e não merecia nem necessitava morrer assim tão jovem.Parece que estou lhe vendo a entrar festivamente aqui em casa.Ele iria adorar os jogos do Pan.

Mas a gente morre e deixa um vazio na cabeça das pessoas que nos amam. Nunca é tempo de morrer, pois a vida deveria ser eterna como o vento e como as montanhas.A gente deveria parar mais ou menos aos cinquenta anos na aparência e continuar vivendo.Por mais que nos preocupemos, por mais que cuidemos de nossa saúde, sempre morremos.

E as cerimônias que se sucedem à morte nos causam sempre dor e tristeza, a sensação de luto, de perda é inevitável, pois, embora choremos, temos a certeza absoluta que aquela perda é irremediável, irreparável e definitiva. Os mortos nunca voltam a não ser em forma de lembranças…

Eu nunca tento consolar os que perderem entes queridos. Eles devem mesmo chorar e se lamentar, pois a vida é cruel e estranha e dentro de um ano, aquele que morreu terá sido apenas mais um que passou e se foi na nossa vida. A saudade é apenas trocada por uma eterna lembrança.

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Um comentário

  1. Convém salientar que morremos diversas vezes. Dentre as causas, pela, ingratidão, a traição, o pessimismo, o desamor, a insensibilidade, o adeus, a separação… e afins!

    O Anco era incomparável!

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