não admito entrar nesse mundo abstrato  sem wassily

não admito entrar nesse mundo abstrato sem wassily

O meu amigo aposentando acha que a arte do abstrato é uma brincadeira de criança. Nem toda criança. Acrescenta. Uma criança que não tem com que brincar. Aquela que fica o tempo todo de criança riscando o chão e apagando por não gostar do riscado. Um dia lhe falei que o abstracionismo é a arte de representar  – com arte – as coisas do nosso mundo de fuma forma diferente. Uma representação que usa uma maneira – como eles dizem – “não real” para isso.  Ele não entendeu. Olhou para a meu rosto e… sorriu. Não era um sonhador. Obtemperou.  Não iria ver cabelo em “cabeça de ovo”.   O mundo real.  Esse aprendeu a ver. Tem mais: estava conformado com esse mundo que via. Falei que o mundo real era de fácil interpretação. Sorriu mais uma vez o meu amigo aposentado. Mas  era isso que ele buscava na vida: a simplicidade. As coisas fáceis de ver e explicar o que estava vendo. Abstrato?! Os seus olhos desconfiados foram flechas nos meus. Wassily Kandinsky?  Quem? Não entendeu.  Piet Mondrian?  Quem ?  Paul Klee…  Pediu-me que fosse mais real. Calei.  E tudo se perdeu no ar. Afinal, esses foram sólidos.

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