não sei se puxo a descarga agora ou economize água esperando os outros

## -OPI-002.eps na sala. Cercado de caixas vazias e cheio e meio de tudo.  Dou um tempo no escrito oficial para caminhar – nada de navegar – pelos caminhos internéticos. Não levo nada na cabeça ao colocar em operação os dedos malabaristas. Abaporu da Tarsila Amaral. Ei-lo aqui diante dos meus olhos e no distante pensamento.  Oswald de Andrade não pensou nada ou quase nada quando dela o recebeu de presente. Desenho moderno e feio. Eu acho.  Um animal – também o vejo assim – com elefantíase. Os pés são maiores que a cabeça. Microcefalia ou algo parecido. Encontram outra explicação. Outras. Sei. Muitos sabem.  Homem que come gente. Hoje temos muitos gente comendo gente por aí. Se comendo. Antropofagia.

 

## – Esqueço a tela. Aqui mesmo, entre caixas cheias e este MB vazio ou vazio e meio, escuto assim de repente ou mais que isso a colega do lado dizer   “às vezes eu me procuro e não me encontro mais como eu era antes.” Ninguém, disse a excelente colega e “dona” desse pensamento que logo depois lhe explicaria não ser tão original assim.  Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem. Heráclito de Éfeso. Heráclito. Guardes esse nome, disse-lhe em seguida, depois que lhe falei dessa sua lembrança, esse é também o nome do meu pai filósofo. Pausa.  Não somos ospelé e pai mesmos nem depois de escrever que os mesmos não somos. Ela insiste. A sua – dela – vontade é a de voltar a sua origem na paz de um quintal somente pomar e um família feliz num papo descontraído e com segurança a porta de casa. Uma beleza.! Sei da cena, porque essa cena por muito tempo vivi.

 

## – se eu tenho algo contra essa senhora que agora apresenta o noticiário que nunca deixou de ser – para mim – da Edilane Araújo? Nada contra nem a favor. Sou apenas um ex-telespectador desse jornal que hoje não passa de um “plantão policial”. Meu Deus!  Não é a falta de pauta, mas a escolha das pautas que a mim falta não faz. E a senhora que ainda não substituiu a Edilane Araújo, por mais Deniseque tente e invente e faça algo diferente a voz continua precisando urgentemente do auxílio luxuoso de um fonoaudiólogo.  Será que ninguém percebe que a moça precisa de ajuda urgente? A voz do povo, pedindo que ela esse profissional procure, é a voz de… adeus!

 

## – Tô pronto para de livre e espontânea vontade, sem esperar quaisquer propinas em troca, tomar conta dos mais recentes moradores das nossas penitenciárias. Vocês não sabem o quanto estou na expectativa de receber outros que fora delas não merecem estar. São muitos! Entre esses eu conheço de perto – de longe todos são normais, de perto nenhum. –  Uns dez que estão fora delas por sorte ou sorte essa concedida por esses que podem ali colocá-los. Num sabe aquela vontade de soltar foguetões na passagem desses por um imaginário corredor polonês a caminho do espaço onde por muito tempo deveriam ver o sol nascer quadrado? Pois é. Os dedos estão em pleno exercício para escrever “agora tá tudo em ordem, cada um no seu quadrado”, e em seguida, em letras garrafais, espalhar aqui os nomes dos sacripantas.humberto penitenciária

 

## – “E quando eu estiver mais triste, mas triste de não ter jeito…” É claro que vocês sabem que essa tristeza toda vem do poema famoso do Manuel bandeira. Eu gosto dele dizendo em poesia dizer que é melhor ser amigo do rei do que o próprio. Assim como eu de escrever/dizer que não estou nem aí para o que possam dizer a respeito das minhas mal-traçadas e do pensamento que embala as ideias deste MB. Nem aí. Acontece que este ano confesso aos amigos que fiquei triste assim. Assim de “não ter jeito” de que fala o poeta. Uma merda. Desejo, pois, a todos os amigos que nesse ano que se inicia não caiam nessa merda de tristeza em que caí e ainda nela continuo.  No mais, estou menos triste com o passar dos dias. Graças a esse Deus em que (ainda) acredito.

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