Nem todos, mestre, todo respeito, mas nem todos!

Nem todos, mestre, todo respeito, mas nem todos!

Todo o respeito ao mestre João Batista de Brito. Mas, a propósito do seu brilhante artigo  “Perdedores que amamos (Ou: esqueça o Oscar), não acho que todos os citados “Perdedores do Oscar”  merecessem um Oscar assim “tão fácil”. Eu disse “nem todos”, mestre, melhor, “não acho que todos”. Pausa. Outra coisa: seria bom, somente para comparação, a citação dos filmes vencedores nos anos desses perdedores. Deu pra entender? Ah, deu.

Ah, saindo do campo do cinema e entrando no da música, nesse também acontece o mesmo. Muitas composiçõesque mereciam ganhar, perderam o “Oscar do Festival”. Só uma diferença: nesse o merecimento é muito maior. Só para ilustrar, quem não se lembra da bela “Eu e Brisa” do excelente Johnny Alf, desclassificada no III Festival da Record, ano 1967, aquele mesmo que entrou para a história da nossa melhor MPB para nunca mais sair? O primeiro lugar? Ponteio de  Edu lobo – Luiz Carlos Capinam.

Preciso dizer mais? Preciso.

Ressalto, porém, que Ponteio é um clássico, uma composição belíssima. Era o  moderno,  um novo caminho para o baião, um baião sincopado e outras novidades. Só que nunca achei que merecesse ocupar o lugar de Domingo no Parque (Gilberto Gil). Essa sim, o meu primeiro em qualquer lugar.

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