NESSSE CAMPO O GOLEIRO FREIRE TAMBÉM SERÁ TITULAR!
O Bom Goleiro Freire

NESSSE CAMPO O GOLEIRO FREIRE TAMBÉM SERÁ TITULAR!

O seu nome era uma quase uma repetição. Fernando Fernandes. Mas não o conheci assim. Ou melhor, não o conheci com esse nome quase repetição. Também não o conheci pelo nome com o qual ficou por aqui conhecido. Freire. Apenas. Uma lembrança, porém, eu tenho: Freire foi do tempo do meu irmão João Heráclito, o João do Estrela do Mar, o João Preparo.

O goleiro Freire eu vi jogando ainda pelo time “União de Costeira”. Não estranhem. Pois era assim mesmo que esse time surgido no jornal “A União, jornal do Governo do Estado da Parahyba, o jornal oficial, era chamado. O União de Costeira. Assim mesmo. Costeira foi um dos primeiros “donos” do time.

Os mais velhos lembram que Freire jogou também pelo Auto Esporte e Campinense. Pelo Auto Esporte, recém-saído dos cueiros, não tenho a mínima lembrança. No Campinense, time da cidade de Campina Grande, não Campineiro, pois no caso seria Paulista, também não me lembro. As lembranças são poucas.

Freire era um bom goleiro. Tranquilo e seguro nas suas intervenções. Ninguém imaginava um “Freire” mal-educado e perna-de-pau na posição. Pausa. Pernas-de-pau existem em todas as posições. Dentro e fora de um campo de futebol.

Não posso dizer que Feire foi o melhor goleiro que passou por estas plagas. Foi um bom goleiro. Apenas. Melhor do que ele foi o Fernando Antonio Cavalcante, o Fernando, simplesmente, ou Fernando “Bundinha”, como o apelidavam carinhosamente.

Freire, assim como Fernando, era um goleiro frio, elegante. Não era do tipo que hoje elogiam porque sabia sair, como líbero, de sua posição. Também, como muitos fazem, não fazia encenação digna de um Circo Soleil quando uma boa defesa fazia.

Pontes?! Não em lembro dessa história de pontes bonitas feitas pelos goleiros no ato de pegar uma boa. Era discreto. Mas sabia aparecer nos momentos em que o bom goleiro não pode passar discreto na partida como um bom árbitro.

Um dia, no Ponto de Cem Réis, perguntei aos mais velhos por onde andava Freire. Agora é delegado lá pras bandas do Paraná, um me respondeu. Não me lembro de quem foi esse um. Mas, se Freire, pelo que me consta, nunca foi um “capitão” dentro de campo, se foi não me lembro mesmo, fora dele deve ter sido um bom delegado.

Porém, sinceramente, mesmo trocando de roupa e saindo para morar noutra cidade como “delegado aposentado”, continuo vendo Freire ainda goleiro, distante, como sempre parecia, assistindo a partida na sua posição, nessa mesma que dissera um dia nem grama nascer no lugar em que ele pisa. Freire foi um bom goleiro dentro de campo e cidadão melhor ainda fora dele.

Vai, Freire, ser titular também lá em cima!

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