no samba do avião em viagem com o tom jobim ou de braços abertos sobre a guanabara

no samba do avião em viagem com o tom jobim ou de braços abertos sobre a guanabara

Tomando agorinha um legitimo vinho português e viajando ao lado do maestro tom Jobim. A música enche a sala.  A minha. O som sem limite, achando pouco o espaço, invade a minha ilha cercada de livros e filmes e discos por todos os lados.

O Samba do avião é uma bela homenagem ao belo Rio de Janeiro.  Cidade maravilhosa. Uma beleza. Apesar dos perigos. Mas viver é correr perigo. O Samba do avião é a volta para casa. E como é bom voltar!

A mesma sensação deste MB nas vezes que chegando de mais uma viagem, ainda lá de cima, observa sua cidade e procura a sua – leia “a minha” – República Independente de Jaguaribe. Pausa. Não moro em João Pessoa. Não moro na Parahyba. Nasci e continuo morando em Jaguaribe.

 

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio teu mar, praias sem fim
Rio você foi feito pra mim

Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara

Este samba é só porque
Rio eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar

Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais uns minutos
Estaremos no Galeão”

 

A história vem de longe. O ano é  de 1962. O grande – era mesmo – Tom Jobim escreveu sua bela homenagem ao Rio de Janeiro para – incrível – um filme… italiano: Copacabana palace.  É o seu nome. Todo filmado no Rio. Nele os “artistas” são o próprio compositor, João Gilberto e os Cariocas. Tudo em 1962.

O meu “tudo” porém não faz muito tempo. Rio eu gosto de você! Mas gosto mesmo. Só uma coisa: não tanto quanto do meu Jaguaribe. Tem mais: o meu Jaguaribe é mais belo porque nele nasci e me criei. Nos cativamos.  Chauvinismo? Pode ser.

Mas todas às vezes que chego para rever as belezas do Rio, depois de revê-las fica aquela vontade  de ver ainda mais. Rever. Mas o logo me bate o desejo – pra que mentir ? –  de  voltar para casa.  Nenhuma vez, porém, mesmo não sendo réu, confesso que nunca volto sem cantarolar baixinho, ainda dentro do avião, muitas – ou todas – vezes desafinado, pois afinal todos temos um coração, “Estou morrendo de saudades”.

 A música enche a minha ilha e o meu peito mais ainda de saudade dessa maravilhosa cidade onde espalhei o meu olhar sobre a sua colorida paisagem. Um Rio cheio de cores a colorir mais ainda este já colorido olhar. 

- Braços abertos sobre a Guanabara.

 E o  meu coração volta mais aberto ainda para receber, ainda lá do alto, os primeiros sinais da minha República Independente de Jaguaribe.

 – Eita! Lá estou eu na Rua 12 de Outubro!

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Um comentário

  1. E eu, na paralela, rua da Conceição. Também tenho sorte…

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