NO VOTO NINGUÉM SE PERDE!

NO VOTO NINGUÉM SE PERDE!

Acabei de sair de casa pra meter a o meu na urna e até agora não consegui. Mas tentarei outras vezes. Não posso é perder essa eleição. Sei que muitos dos candidatos são uns perdidos. Pausa. Mais que isso. Muitos ex-crotos. Sacripantas. Pulhas. Mas há sempre uma esse S. ou duas. Ou três.

 A biometria está parecendo um retrocesso. São muitos os leitores que ainda acham que o dedo serve apenas para cutucar o nariz e dar dedo quando as palavras não são suficientes para mostrar a revolta contida. Uma lentidão de fazer preguiça morrer de tédio. Parece e que o Verde-amarelo está verde demais para a biometria.

 São muitos na fila que dizem não saber qual o dedo que irão usar naquele momento solitário. Nada digo. Todos estão com medo de mostrar o dedo certo. O senhor da frente se diz tranquilo. Ensaiou em casa com a sua “costela”. Não entendi. Ensaiou uma metida de dedo? Temo perguntar como foi o ensaio. Ele insiste: as dedadas em casa o deixaram no ponto.

Estou numa fila da gota serena! A maior zona! Ou melhor: a minha é a 64ª. Cristo Redentor. Vou desistir. Parece fila para receber bolsa-família ou bolsa outra. Uma fila que se disputa. Seja de família ou não.

 Chega a notícia de que urna do lado já quebrou seis vezes. Outro leitor é quem conta baixinho. Tem medo de denunciar a “urna quebrada”. Será que conseguirei esperar chegar a minha vez para meter o meu lá dentro?!

Poucos minutos antes uma eleitora, mais ou menos 65 anos, ar de quem está sempre atrasada na vida, passou reclamando em voz alta. Ora, sair de casa, tanta coisa pra fazer, para votar nesse ex-crotos? Passa por mim e segue sozinha a reclamar acompanhada de seus – dela – fantasmas.

 Não vou anular meu voto. Também não votarei em sujeito que não passa de um “voto nulo” na luta por de um país melhor do que esse. Esse dos petistas tá isso mesmo com ph de Pharmacia. Um zero a esquerda do desenvolvimento. Se tirasse na Loteria sozinho ou bem acompanhando iria morar pra lá de Marrakech. A saída para a situação, lembrando os que saíram daqui em tempos outros, ainda continua sendo o aeroporto.

 

Mas, todo o respeito, vou pra casa. Um saco esperar nesse forno. Mesmo que alimentado pelo calor humano. Voltarei mais tarde com a cabeça cheia e o espírito – infelizmente – vazio de esperanças. As moscas serão as mesmas. Desconfio. Ah, e a merda também. Mas, vou votar. No voto ninguém se perde. E assim como nas outras vezes não chegarei por lá perdido. Sei o caminho da volta. Sei o caminho do meu voto. Depois conto mais.

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