O cego que viu o cometa!

O cego que viu o cometa!

O fato ocorreu num bairro da periferia e chamou a atenção de grande parte da população do país, o que proporcionou a sua divulgação em edição nacional, no programa dominical de uma grande rede de televisão. O comentário da sociedade foi enorme. Acreditamos até que boa parte do mundo tenha tomado conhecimento deste destacado acontecimento inédito.

Muitas camadas da população brasileira emitiram as mais diversas opiniões. Os incrédulos, ou seja, os desconfiados, os cépticos e ateus afirmavam que o cego não era cego e que tudo não passava de uma trapaça com a finalidade exclusiva de vender jornais e revistas, pois era impossível um cego enxergar.

Os religiosos, movidos pela vasta fé que lhes é peculiar, afirmavam tratar-se de um grande milagre! Era um sinal de Deus aos homens e mulheres incrédulos. E seria, portanto, uma sinalização positiva de que a vinda do nosso Salvador estava bem próxima.

Os cientistas, por serem pessoas racionais, dotadas de um conhecimento mais elevado no campo material, movidos pelos seus conhecimentos científicos, diziam ser possível que o clarão causado pela intensa luz do cometa, criando condições favoráveis ao olho do cego, fez com que por alguns instantes o seu globo ocular, que se prolonga posteriormente pelo nervo óptico homolateral (retina), voltasse à normalidade. E assim fazendo com que ele tivesse a volta repentina de sua visão.

A verdade mesmo é que foram muitas as suposições e explicações para o assunto. E graças ao empenho da grande imprensa, a chamada impressa investigativa, um jornalista desconfiado, que nunca acreditou no referido fenômeno, conseguiu explicar o fato claramente.

E a verdade apareceu nos noticiários da imprensa brasileira. Na realidade tudo não passou de uma brincadeira de mau gosto de um sonho tido por um deficiente visual, contado por ele em uma barbearia do bairro. E que pessoas fofoqueiras, aproveitando aquela inusitada situação, saíram a espalhar esse falso boato como uma notícia verdadeira.

Em tempo: Uma homenagem feita à passagem do cometa de Haley na terra no ano de l986 (o autor)

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