o coração só não tem razão quando para e ver uma banda parar
o poeta políbio alves

o coração só não tem razão quando para e ver uma banda parar

# –  acho arreatada a abertura do ótimo “Acendedor de relâmpagos” do nada menos ótimo poeta Políbio   Alves.  Uma abertura ótima com o um final no mesmo diapasão.   Fico um tempo olhando e conversando  com as frases . Agora pensando nas imagens criadas por esse merecido  Nobel de literatura (1992) Derek walcott:  “Isso era uma história. Eu não tinha puder para muda-la. E, no entanto, ainda sentia que isso já havia acontecido antes”. Os pescadores, negros e sobretudo o mar, esses em especial, deram a esse poeta a régua e o compasso. Mas peraí. Nem  sempre  é captado por olhos não acostumados a escapar das armadilhas das metáforas. Também nem todos tem a felicidade disso receber e aproveitar para  fazer um poemão desse. Omero. Eu disse “Omero”. Homero é outra coisa. melhor: uma pessoa singular. Mas sem dúvidas é uma bela  e nova Ilíada. Políbio é arretado!

# – um dia pensei em fazer o que fizeram um dia o Ivan Lessa e Mario Sergio Conti. Nem precisava sair daqui. Eu por aqui e a Rosa por lá. Nem precisava também que estivesse em Luxemburgo. Negócio seguinte: escreveria uma carta ou um pensamento, diariamente, para que não perdêssemos o fio do papo, e ela de lá, que não precisava ser de Luxemburgo, me responderia. Escreveríamos sobre tudo. Assim como o Ivan Lessa e Sergio Conti que foram para Petrópolis e, virtualmente, assim como faríamos, trocaram “figurinhas filosóficas” e outras, de abril de 2000 a maio do ano seguinte.

#Mas, seria assim, como mal-traçadamente acabei de escrever, sobre tudo e sobre nada. Nada sobraria.  Mas cada um no seu tempo certo.  Tudo sobre os meus amigos e as suas coisas – eu gosto do uso das “coisas” – expostas neste espaço, como como as almas penduradas no curtume do Caetano Veloso. As almas do Caetano não, vocês sabem.

 # continuo na sala fria. Mas tudo bem. O coração é quente. Alma fira, coração quiete. Pelos cálculos meus, como mal-traçadamente escrevi, nos próximos cinco ou seis estarei em minha ilha cercada de livros e discos e filmes por todos os lados. Ai sim, o papo será mais leve e o coração menos molhado.

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