O filme a “Rosa Venenosa” envenena qualquer um de tão ruim

O filme a “Rosa Venenosa” envenena qualquer um de tão ruim

Não vou entrar no mérito do filme. Esse (o mérito)  deixo para o nosso João Batista de Brito, o mestre. Sou um cinéfilo. Apenas. E foi assim –  como cinéfilo –  que nesses dias de molho e a barba fora desse tenho assistido a tudo que me cai nas mãos e diante desses olhos curiosos . Tudo não.  Não vou perder meu tempo, por exemplo, com alguns filmes de Gláuber Rocha.

 Mas, nesse molho que vocês já sabem e eu vivo nesses dias,  assisti a esse filme com John Travolta e Morgan Freeman, chamado  Rosa Venenosa por aqui, e em alhures de Segredos do Passado.  A história? Nada mais comum: um detetive particular alcoólatra e endividado de Los Angeles – John Travolta –  é procurado por uma mulher misteriosa que quer contratá-lo para encontrar a mãe dela que sumiu na cidade de Galveston, Texas.

Não conto mais porque não vou perder o meu tempo falando de coisa ruim. Mas nessa “Rosa” não consegui destacar um só momento em que John Travolta,  razoável ator e   nunca passando disso, faz valer a cena que faz. Tão ruim que o espectador fica pensando que o Diretor está zombando de sua – dele, do espectador –  cara. As expressões são as mesmas do John Travolta em todas as outras cenas de filmes a que assisti com ele. Alguns talvez veja nela uma pífia – a palavra não me sai da cabeça – intenção de fazer um desses filmes chamados de noir. Mas peraí!  Vamos devagar que o santo quer assistir ao final desse filme ruim.

Temos a femme fatale, os corruptos, o ambiente urbano, as casas noturnas, os cenários noturnos… Mas tudo colocado de forma ridícula.   Muitas dessas “famosas características”  de um filme noir não se  sabe  nem  porque ali estão. Em síntese: o filme é mais que ruim –  é péssimo.  Ah, vi também o “Todos já sabem” do Asghar Farhadi, com Penélope Cruz, Javier Bardem e Ricardo Darín. O que achei? Tédio. Um clima de matar o Salvador Dali – e o daqui também – de tédio. Mas voltemos ao  “noir” com John Travolta.

E o final ridículo?

Faz tempo que não assisto a um final tão ruim! Num  sabe aqueles   “the end” somente água com açúcar em que o mocinho depois de derrotar o bandido,  num Love somente água-com-açúcar com a mocinha, baila num salão improvisado justamente para isso ? Pois  é. Termina assim.  Em síntese: um final que nunca deveria ter começado.  

Perdi o meu tempo e a esperança de assistir a um bom ( difícil, sei) filme com John Travolta e Morgan Freeman!

Volto ao meu molho.

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