o gato de sete vidas  Marighella e a farsa do Marighella  que uma vida apenas tinha

o gato de sete vidas Marighella e a farsa do Marighella que uma vida apenas tinha

Aqui, pensando no gato Marighella, que não é um gato, mas uma gata adotada pelo bom Daniel e a companheira Rafaela, lembrei-me da real história desse personagem que o Brasil precisa melhor conhecer, e me espalhei pela Internet, encontrando pequenas e bem escritas histórias a seu – dele, do personagem – respeito. Muitas, porém, puxando a brasa para uma sardinha ainda crua do contador. Todas, porém, bastante esclarecedoras.gato preto

Em 1969 eu ainda era um menino que amava mais os Beatles que os Rolling Stones. Muito mais. E estava acostumado a ouvir que tivesse todo o cuidado do mundo porque os “terroristas” poderiam entrar em nossas casas num piscar de olhos. Não piscava.  Mesmo assim, com todo essa eterna vigilância, confesso nunca ter visto um “terrorista” de pertinho. Nem de perto. Mas, sobre Marighella, vale ler a historiazinha aí, com o futebol no meio. Pausa. E no começo.

No dia 4 de novembro de 1969, o Corinthians recebia o Santos de Pelé no Pacaembu, em jogo válido pela Taça de Prata. A goleada de 4 a 1 viria em gols de Ivair, Suingue e Rivellino, duas vezes. No intervalo da partida, pelo sistema de som do estádio, o locutor anunciava: “Foi morto pela polícia o terrorista Carlos Marighella”. A pouco mais de dois quilômetros do Pacaembu, na Alameda Casa Branca, Marighella, que em São Paulo havia adotado o Corinthians como time de sua preferência, havia sido morto numa emboscada preparada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury.

No livro “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo”, o jornalista Mário Magalhães relata que antes de a bola rolar no Pacaembu a execução de Marighella já havia sido consumada. No entanto, Fleury só liberaria a área para os fotógrafos – muitos dos quais saíram do Pacaembu para registrar o caso – mais de 90 minutos depois. Tempo necessário para preparar a cena e justificar os ferimentos de dois policiais e a morte de um homem que passava de automóvel, além da execução de um Marighella totalmente desarmado

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