o mau humor dos apaixonados no Dia dos Namorados
uma criação de william medeiros

o mau humor dos apaixonados no Dia dos Namorados

Depois de uma luta que ainda não terminou, mas que não tem nada de “infinda”, estou de volta à minha ilha cercada de livros, filmes e discos por todos os lados.

 Vocês que de suas ilhas nunca saíram, sem entrar em detalhes, aviso que é como aquela história da volta do filho pródigo à casa paterna. Em casa!

 Assim, pouco a pouco, com aquela molhada serenidade de quem olha pela janela a chuva cair, a mesma poesia, brinco com o Dia dos Namoradas.

 Confesso que nunca gostei desses “dias marcados”. Dia dos pais, das mães, das noivas, do orgulho – dia do orgulho? –  disso e daquilo que acho não merecer nenhum orgulho. Só imagino esses dias embrulhados em papel colorido e vendidos, como se dentro desses estivesse o melhor e mais belo dos presentes. Mas deixemos para lá.

 Essa festa, o Dia dos Namorados, segundo os estudiosos do assunto, enamorados ou não, vem lá de muito longe, do século IV a. C, numa homenagem ao Deus Lubercus (1). 

  dia dos namorados doisA história é longa e chata. Em sendo assim, estando aí o Dr, Google, o Freud dos nossos tempos, esse que tudo explica, se o leitor assim o quiser, basta consultar o referido.

 Assim, deixando de lado essa história que comecei a contar aqui para vocês e não terminei, isso porque não quis, volto ao que não comecei: “O Amor de Mau Humor’ do Ruy Castro, hilariante antologia sobre a relação homem-mulher.

 Agora, depois dessas necessárias poucas palavras, exercitando estes dedos malabaristas, das antológicas   frases selecionadas por ele, isto é, Ruy Castro, escolhi algumas hilárias, assim como essa palavra, para lembrar esse Dia dos Namorados. Vamos lá.

 @ - Toda mulher tem de amar um ou dois cretinos para dar valor a um bom sujeito que encontrar –Marjorie Kinnan Rawlings

Eu Plural: frase arretada! Mas não fique naquela de ser você o “bom sujeito” encontrado. Você pode ser o primeiro ou o segundo cretino.

 @ – O amor tudo pode, exceto contra a pobreza e a dor de dentes. – Mae West

EP – Nenhum despeito. Especialmente meu. A pobreza, tudo bem. São muitos os apaixonados que escolhem entre o amor e uma cabana. Agora a dor de dentes? Por quê? Um caso com dentista?

 @ – A mulher só conquista quando se faz de presa. – Simone de Beauvoir

EP – Essa mulher parecia viver perseguindo uma manhã que não existia. E tudo ela – perdoem o trocadalho infame _ ela “Sartrerizava”. Mas que sabia das coisas, nenhuma dúvida: em alguns momentos da luta, melhor fingir-se de morto.

 @ – As mulheres gostam dos homens medíocres e os homens estão batalhando para ficar os mais medíocres possíveis. – Margaret Mead.

EP – Arretado! Tem uns que não precisam fazer o menor esforço! Outros, entre esses conheço muitos, nessa batalha, quando chegam à perfeição. Arretado!

Ufa! Fico por aqui! Os dedos cansados podem atropelar as letras e deformar as palavras. E essas, assim deformadas, podem colocar o pensamento no mau caminho. Sendo assim, acho melhor parar- parei.

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