O Plural das coisas!

O Plural das coisas!

1 – Deixei por um tempo o espaço faicebuquiano.  Motivo: simples – não aguentava mais. Não aguento. São muitos querendo pensar por aqueles, assim como este MB, que andam cheios de vazio em si. No meu caso, em mim. Tanta coisa solta que faço questão de não me prender a nenhuma. Defender Bolsonaro? Tudo bem. Sempre joguei no ataque melhor. Ou quase. Fui meio-campista. Mas sinceramente não tenho condições de entrar numa defesa dessas. Em que vou votar?  Nem preciso dizer. Mas sei muito bem em quem não votar. E o Bolsonaro – assim como o Haddad – está nessa lista.

B – Tenho a mania de passear pelo velho Ponto de Cem Reis. Acho que o verbo é esse mesmo: passear.  E assim, passeando, vou sem compromisso com a hora de voltar.  Marcada? Nem de chegar. Ontem, passeando pelo solitário e abandonado Pavilhão do Chá, sentados num daqueles velhos e quase inúteis banquinhos, três jovenzinhos, idade entre 15 e 18 anos, por aí, menores, como dizem por aí também, estavam “fazendo a cabeça”. Todos livres, leve e soltos. Passei e senti aquele cheiro conhecido e sentido no velho teatro Santa Rosa e outros teatros da vida. Olhei-os.  Olharam para mim. Um tapa? Foi o olhar de ambos.  Não. Passei. Tudo passado. Careta e sempre careta. Mas nem aí estava. Nem eles.

E –  Fulô Mimosa, u m grupo somente de “mimosas” criado pelo maestro Chiquito, esse cara que sabe muito dessas coisas, criações, arranjos e outros atributos musicais e próprios de músicos assim, agora sob a produção de Rosanna Chaves, essa mesma que contribuiu e muito para o despontar de alguns de nossos artistas, muitos bons, mas infelizmente ignorados pelos nossos “produtores de arte”, estará em breve lançando o seu primeiro CD.  Vem novidades por aí. Aguardemos, pois.  Imaginem num mesmo CD poder contar participações que irão dar o que contar? E o que cantar também? Vamos esperar.

R –  leio entre a surpresa e o medo – tenho andado mais com medo e menos esperança – que um jovem estudante da cidade de Campina Grande está criando um tijolo de isopor e gesso, que poderá – está assim mesmo no jornal – “revolucionar a construção civil”. Assim, mais que de repente, sem vacilar no pensamento, me veio à cabeça o Palace II do falecido Sérgio Naya.  E olhem que no edifício do famoso empresário e engenheiro, usaram, mesmo sendo de uma segunda ou terceira qualidade de material, por aí, imagino, muito ferro nessa obra. Tomara que dê certo. Não duvido. Se dizem que o campinense é capaz de até inventar relógio e papel a prova d’água e trocar uma nota de 7 reais em uma de quatro e outra de três…

T- “Aldo Lopes de Araújo é um princesense da gota serena.  Esse eu conheço.  Um cara que escreve sem pregas e sem cabrestos. Bom pra Carvalho.  O Campos! O Campos! As apalavras escritas ficam felizes em serem escritas por ele. Fomos companheiros de colunas. Nada de colunas do meio. Somos espadas e no meio nos metemos. Brinco. Aldo é aquele dos “odiados cachorros”. Não entenderam? Explico: “O dia dos Cachorros”. Um livro tão arretado de bom que ganhou sozinho um prêmio e deixou os concorrentes sozinhos e mal acompanhados. Dizer mais o quê sobre Aldo? Outro dia direi. Amanhã. Ou depois.”. Em tempo: veio com a lembrança do mestre W.S. Solha.

 O – A moda agora é deixar tudo – ou quase – de lado e descobrir o porquê de o homem moderno – esse em especial – andar se matando tanto. Nunca tantos se perderam no caminho e, tudo porralouca, acharam que o caminho que procuram está noutra cidade. Nunca tantos se suicidaram acreditando – ou não – em uma vida melhor do que está.  Tá tudo no resultado da pesquisa: Estima-se que 800 mil pessoas morram desta forma anualmente, uma a cada 40 segundos, o que equivale a 1,4% dos óbitos totais! Sei não. Sei não. Sei não mesmo!  Que povinho mais apressado! Ainda acho melhor morrer aos poucos, dia a dia, mês a ames, ano a ano. Dói menos. Lembro que na minha infância-Jaguaribe foram dois os suicidas que chamaram a minha atenção, em especial, e de todo o bairro. Dois apenas! Geraldo e Jaime. Sobrinho e tio. Nunca em tempo algum imaginava que em outros lugares daqui e alhures tanta gente preferisse morar logo em outra cidade e vestir uma roupa diferente e a minha! Mais: e morrer do próprio veneno. Meu deus!

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