O QUE RESTOU DO MEU SILÊNCIO NUM SILENCIOSO DOMINGO DE MANHÃ!
Ele, o livro, diz tudo sobre o meu silêncio...

O QUE RESTOU DO MEU SILÊNCIO NUM SILENCIOSO DOMINGO DE MANHÃ!

É só mais um domingo. Nada demais. Tudo natural. Os domingos são todos iguais. Nos é… nós é? Isso mesmo: nós é que pudemos mudar os nossos domingos!  A minha vida não muda nos dias de domingo. Ou melhor: muda, tudo muda. Mudo. Silêncio.  Silencio todos os dias! Mudo a cada minuto! Sou o meu rio Jaguaribe que nunca é o mesmo a cada segundo!

Há pouco entrei nesse espaço mais “face” e menos “book” – o Facebook –  e me deparei com um comentoriozinho em que acrescentei apenas “nada a ver”. Poderia ter dito mais: “nada a ler”. São muitos os comentários assim nesse “espaço fotográfico”. E aquela velha história: vocês querem me ver? Ora, basta entrar no Facebook!

Aos domingos ainda menino-jaguaribe, pés descalços e braços nus, correndo pelas campinas do Sítio de Dona Zaíra,  costumava assistir as peladas matinais no Campinho da Vila. Se disse peladas no plural, era porque naquela época o campo era dividido ao meio – por aí – , cada grupo fazia o seu time e jogava atravessado feito cu de calango.

Não estranhem. Cu de calango era o nome de um desses times formados naqueles bons tempos. O outro era Senado. Mas não me perguntem também o porquê nem a origem desses nomes. Não saberia dizer. E talvez por isso mesmo, não saber essas origens, continuo até hoje com esses nomes sem origens nesta cabeça de adulto.

O domingo é bom para descansar o sábado. Mas  brincar no domingo para quem vai trabalhar na segunda-feira é mesmo para tirar São Severino do Ramo e expulsar a Nossa Senhora da Penha! Os irresponsáveis não estão nem aí. Todo domingo é sábado para eles. E mesmo se no sábado trabalhassem, podem apostar: o domingo seria mais um sábado! Se eu gosto do domingo ? Só a  manhã. O domingo à tarde, talvez pelo  fato de estar mais próximo da segunda feira, é um saco!

Aproveito o domingo para colocar o meu sábado em dia. Ou a sexta-feira. Tudo depende do que andei fazendo ou não fazendo nesses dias. O domingo –  embora vazio –  está sempre cheio de poesia. Nem precisa que os poetas saiam espalhando os seus versos na página da manhã domingueira iluminada de sol.

Assim como a música independe de um instrumento musical para existir, o domingo não precisa de versos nem de poetas para ser um dia de poesia! O domingo é poesia assim como o céu nunca foi azul! O azul do céu é poesia!

Uma ou duas ou três doses de uísque. O domingo pede uísque. Se vou tomar sozinho? Não! Nunca estou sozinho! Nunca estamos sozinhos! Somos muitos, carregamos multidões dentro do peito! Somos todos plurais!

Mas se um dia  num descuido eu me senti sozinho, pode apostar: será porque abusei a minha companhia! E isso vocês podem ter certeza: nunca vai acontecer! Duvido alguém gostar de você mais do que você mesmo!  Porém,  se isso acontecer, descobrir que você está gostando de alguém mais do que gosta de você, pode ter certeza: essa descoberta se dará num dia de domingo!

Mais gelo nessa dose! Dentro de mim mora um sol!

Em tempo: e a minha segunda-feira, hein ?

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