O Sesc e a música de maestro Chiquito x O Festival de Wagner Tiso e Leo Gandelman

O Sesc e a música de maestro Chiquito x O Festival de Wagner Tiso e Leo Gandelman

Sou um sujeito tipo que aprendeu a classificar a música entre boa e ruim.  E posso até, mesmo não sendo músico, indo um pouco além, dizer que existem uma música popular e outra clássica. Mesmo sabendo que essa, a clássica, é apenas uma música composta no período clássico. Mas vamos lá.

 Em síntese, esse evento que começou por aqui, denominado de 5º Festival de Música Clássica de João Pessoa (toc, toc, toc),contando com as participações especiais dos bons Wagner Tiso e Leo Gandelman, esse último tocando Bossa nova, não bate bem com o nome escolhido. Festival de Música. Nada mais. Preferia assim.

 Mas ressaltando que não era isso que desejava dizer no parágrafo primeiro, mesmo não tendo ido um só dia e esse Festival, digo agora realmente o que não disse no parágrafo citado: a volta da Metalúrgica Filipéia do Maestro Chiquito, um evento do SESC-Paraíba e coordenado por Rosanna Chaves, me tocou mais.

 E se me tocou não foi só pelo fato de o Maestro ser uma ótima “coisa nossa”. Mais que isso: as suas raízes,  variando entre o frevo, o maracatu e outras  dizem-me muito mais! Acontece que, infelizmente, o nosso “culto público”, esse que não vai a concertos nem sabe diferenciar uma música clássica de outra popular, prefere eventos que trazem estrelas como Wagner Tiso e Leo Gandelman.

Pois é.  O evento do SESC, para a minha surpresa, acreditem, deu mais gente do que esperava esse Malabarista de Palavra. Também encheu a igreja! Ou quase. O motivo da minha desconfiança? Conto no próximo parágrafo.

Apesar de ser um evento gratuito (sic), o retorno da excelente banda do maestro Chiquito, numa produção com muito pouco a dever as chamadas “grandes”, tudo certo no lugar mais certo ainda, na mesma igreja onde o concerto clássico acontece, não tinha estrelas de fora. A única era o nosso Maestro Chiquito, prata da casa, mas esse insuficiente para chamar as damas e damos (risos) da nossa culta e musical sociedade.

 Ah, mas nesse dia a casa também  ficou cheia!  Até este Malabarista de palavras que andava um tanto distante desses shows tão repetitivos quanto os discursos do velho Fidel Castro, fez questão de responder presente. E não se arrependeu! Assistiu a um evento de entrar pela porta da frente da história musical da Parahyba! Um evento do maestro Chiquito, do ótimo baixo Sergio Gallo, do impagável saxofonista Costinha e de outros excelentes músicos.

 Achei legal que o “Concerto de Wagner Tiso e Leo Gandelman” tenha enchido a casa. Ou melhor: a igreja São Francisco. Sempre assim. Um dia, esse que não tardará, creio, muitos dos presentes aprenderão a separar a  música popular dessa chamada erroneamente (também acho) de erudita. Ou seja: clássica ou erudita. Ambas, porém, muito boas.

 Mas, guardadas as proporções, quem se arvorará a dizer um dia que muitas das composições do nosso maestro Chiquito não são “eruditas”?  A verdade é que entre assistir a um show dos bons Wagner Tiso/Leo Gandelman e esse do maestro Chiquito, coordenando por Rosanna Chaves e bancado pelo SESC, sem atrações internacionais, apenas com os citados e outros bons músicos da casa, vou sempre preferir o segundo.

Viva o maestro Chiquito e a sua banda!

leo e wagner

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