O SILÊNCIO NÃO ENTRA NEM SAI DA BOCA DO HOMEM

O SILÊNCIO NÃO ENTRA NEM SAI DA BOCA DO HOMEM

O silêncio faz bem.  Mal fazem as palavras.  Principalmente essas que saem da boca do homem. É bíblico. O silêncio não entra nem sai da nossa boca.

 Os ouvidos não sentem a falta de palavras que nada dizem, pois de e palavras ele não precisa.   O silêncio diz tudo. Nele cabe tudo.  O silêncio é tão superior as palavras que essas por mais que tentem não conseguem dizer mais do que ele.

 O silêncio para existir dispensa as palavras. Ele independe das palavras para existir. Tem mais: os olhos são desnecessários para constatar a sua existência.  O que os olhos não veem, o silêncio, mesmo invisível, é capaz de mostrar.

O silêncio é capaz de suportar todos os sentimentos. As palavras, não. Essas dependem dos olhos para existir. O silêncio? Ah, esse existe e fim de papo. Nunca é preciso ouvir o silêncio para constatar a sua existência!

Sou fã do silêncio.  E se esse silêncio for cúmplice sou fã ainda mais!

Um silêncio dividido é raro meio a tantas palavras inúteis. O meu silêncio fala. Se um silêncio amigo diz muito, o cúmplice diz mais ainda. Ora bolas! Não quero o meu silêncio cheio de rancor. Quero-o puro. Total.  É assim que eu o quero.

O meu silêncio não tem a intenção de intimidar quem aprendeu a se comunicar apenas com as palavras.  O meu silêncio é de paz.  Amor.  Compreensão.  Pausa.  Esse é o silencio que carrego em mim!

Um silêncio que não precisa gritar para provar a sua existência. O meu silêncio de palavras ele não precisa. Não pode ser definindo por elas.

Esse é o meu silêncio. Esse é o silêncio que eu gosto.

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