Onde está a merenda ? O político comeu!

Onde está a merenda ? O político comeu!

Ele agora não é mais presidente. Pausa. Não é que a frase aí  me lembrou o  Bruxo do Cosme Velho ?  – “Está morto: apodemos elogiá-lo  à vontade ” . Mas, embora lembrando o Machado de Assis, também é bom lembrar que o sacripanta  continua vivo e roubando outras coisas maiores.  E, entre essas, a confiança dos que votaram nele.   Assim, não posso elogiar um sacana que roubava merenda uma merenda escolar das nossas crianças famintas.

 Ah, como eu me lembro! Os olhos dos meninos das escolas municipais eram só tristeza.  Lágrimas? Nem nos olhos deles, nem das mães.  Nessas, o poço de lágrimas a ser chorado pelas suas vidas Severina secou. Nesses, nos pequenos, as lágrimas ainda eram somente de alegria. Eu, infelizmente, de nada sabia. Pois, se soubesse, entregaria o ex-croto à policia. 

Mas o político sacana não estava nem aí para as crianças que não mais iriam às escolas,  por que, na verdade, somente a elas iriam, pelo fato de nada  em casa para comer. A escola era uma espécie e “restaurante para menores”.  E as mães, mesmo não sabendo, sentiam que com fome ninguém aprende zorra nenhuma.

 O   que também era chegado aos seus vícios, especialmente os de roubar, corromper e ser corrompido, de tudo sabia. Ele apenas lhe pedia – ou não pedia, nunca me contou – que fosse mais “discreto”. Afinal, aos quase 80 anos, tido e havido como um “homem de bem”, apesar da acusação de crime que lhe pesava nos ombros, mas nem tanto, pois sabia que a sua condição de gestor maior e a força da grana que ainda tinha destrói as coisas mais belas, não iria querer eu o seu        “honrado” nome fosse associado a s coisas pequenas. Ora, roubar merenda escola era um crime que se revolveria num juizado de pequenas causas. E ele era grande.

 Mas o político menor, o sacana que somente o chamava de “papai”, não estava nem aí. Queria mesmo era “enricar”, como diria na sua linguagem de analfabeto funcional, chamando janela de “ginela”, e achando que o plural de “troféu” era “troféis”,

 E o Capo di tutti capi ,  o “pai” do político sacripanta,  preocupado em praticar crimes maiores, esqueceu de lhe dedicar maior atenção.  E deu no que deu: foi preso. O motivo? Não poderia ser outro:  desconfiaram que a merenda era pouca para muito dinheiro que se gastava com ela.  Ele, então, frouxo como todos os políticos sacanas que roubam e mentem e traficam e corrompem, pediu socorro ao chefe, alegando ter feito tudo para não ser descoberto. Chorou. Contou tudo. merenda tres

 Vacilando, indo com muita sede ao pote da merenda, esqueceu que os produtos roubados, agora no supermercado da amiga-laranja, num bairro da periferia, despertaram a confiança dos pobres moradores. Ora, os  produtos, quase sempre, chegavam na “calada da noite”.  Esse foi  seu – dele – erro maior: se a noite calava, os vizinhos abriam as  suas – deles – bocas famintas.

Em tempo: depois conto mais.

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