Os casos de ‘cura milagrosa’ de câncer que intrigam a ciência

Os casos de ‘cura milagrosa’ de câncer que intrigam a ciência

O caso deixou boquiabertos todos os envolvidos: uma mulher de 74 anos começou a apresentar uma irritação na pele que não melhorava. Quando finalmente procurou um hospital, parte de sua perna direita estava coberta de nódulos. Os testes confirmaram que se tratava de um carcinoma, um tipo de câncer de pele.

Por causa da maneira como os tumores estavam espalhados, a radioterapia não seria eficiente. E os médicos não poderiam removê-los. Alan Irvine, oncologista responsável pelo tratamento da paciente no Hospital St. James, em Dublin, na Irlanda, lembra que a amputação parecia ser a única opção viável, mas por causa da idade da paciente, seria difícil que ela se adaptasse bem a uma prótese.

“Decidimos simplesmente esperar e pensar em outras possibilidades, mesmo sabendo que haveria muito sofrimento pela frente”, conta.

Foi aí que o “milagre” começou: apesar de não terem sido tratados, os tumores diminuíram e murcharam até desaparecerem completamente. Depois de 20 semanas, a paciente estava curada. “Não tínhamos dúvida alguma de que o diagnóstico estava correto, mas depois disso nada aparecia nas biópsias ou nos exames de imagem”, diz o médico. “O caso mostra que é possível para o corpo combater o câncer, mesmo que isso seja incrivelmente raro.”

A questão é: como? A paciente de Irvine acredita ter sido a “mão de Deus”. Mas cientistas estão estudando a biologia por trás da chamada “regressão espontânea” para buscar pistas que possam fazer casos de autocura algo mais comum.

 

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