P L U R A I  S

P L U R A I S

1 – ontem, entre uma leitura e outra, assisti a uma velha entrevista da lúcida e sempre boa Rachel de Queiroz. Acho que foi pela TV cultura. Rachel foi direta como um soco do Mike Tyson em seus melhores dias: “Escrever pra mim é um sacrifico sem tamanho”! Escrevia – mais ou menos isso – para jornal, esse em especial, porque precisava do dinheiro. Nada demais. São poucos os Escritores – atentem para a maiúscula – que escrevem sem sacrifício.

B - também ficou na minha cabeça a sua – dela – confissão de “falta de fé”. Não tinha fé nem acreditava em Deus. Ou versos e vice. Nessa entrevista, disse que não tinha fé, porque essa lhe faltava. Mas, ato contínuo, confessou que a falta de fé era uma “pobreza horrorosa”. Sentia.  Era duro “atravessar os reveses desta vida sem ter uma religião”. Sem uma fé em que se apoiasse. Achei bacana.

E – entra na sala um amigo de priscas eras, e lhe conto sobre a entrevista de Rachel. É direto como ele fora ao dizer que não acreditava em Deus. Pausa. Eu acredito. Estamos conversados. Ah, o amigo! Como dizia, foi direto: “Não sou um sujeito de fé. Vou mais adiante: não tenho fé. Não sei o que é isso”. Sai da sala, mas volta em seguida para acrescentar que é melhor confessar essa seu – dele – falta de fé, a fazer como muitos “idiotas da religião” fazem, confessando uma fé que não tem. Calo-me. Ele também. Não tem fé e pronto.

R – não sei quanto pagaram para o Dudu Nobre “abrir” o Folia de Rua. Dizem que foi um cachezinho. Acredito. Um show com Dudu Nobre, apesar da “nobreza” dele, é um saco. Dois. Mas se queriam escolher um artista cujo cachê fosse um cachezinho e tivesse tudo a ver com o carnaval, mesmo sendo o carnaval lá deles, por que não o Luiz Caldas? Não direi, como gostaria, o Claudionor Germano, porque, para os caras hoje sem tinta , ele é “velho” e não canta lepo-lepo. Em síntese: para eles, os caras não pintadas, seria um saco, como para mim é um “show” de Dudu Nobre.

T – acho uma tolice o “Portal da Prefeitura” de Luciano Cartaxo dizer que “João pessoa” é considerada – por quem? !– uma “cidade ilha”. Nunca pensei nessa idiotice. Nunca assim a considerei. Logo em seguida vem a necessária e profunda explicação: “Ao norte, rio Jaguaribe; ao sul, rio Gramame, a leste, oceano Atlântico, e a oeste o Rio Sanhauá”. Sinceramente, nunca vi comparação tão idiota. Mais: duvido que algum dos nascidos nesta cidade a veja como “uma ilha”. Meu Deus! Tirem o meu Jaguaribe desse meio!

0 – o mesmo colega que não tem fé e confessa sem medo de ser feliz ou ir para o inferno que não tem fé, volta pra mostrar ao Malabarista de palavras uma “árvore de bodes”, essa que vocês veem aí. A situação é critica. Essa é a minha conclusão.  Há muito ouvia dizer que jabuti não subia em árvore. E bode? Acreditava também estar na mesma situação dos jabutis. Bode subir em

descer é  mais fácil. não dá "bode". ou dá ?

descer é mais fácil. não dá “bode”. ou dá ?

arvore? Sobe. E isso acontece em São Domingos de Pombal, hoje apenas Domingo de Pombal, município localizado na mesorregião do Sertão Paraibano e microrregião de Sousa, a quase 400 km da capital da Parahyba. Nenhuma dúvida: os burros também sobem.

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