PELICO SÓ PELE…

EU PLURAL:

confesso que só iria dizer que esse cara é o cara que a Rosa gosta um monte de ouvir. fazia tempo que esse paulistano fazia parte da seleção para estes ouvidos exigentes. tudo bem. a Rosa também o descobriu. lembro-me bem que foi ouvindo uma dessas rádios  lá do sul que ouvi falar nele. zuza homem de melo. acho. tinhorão ? não… ou teria sido? dois caras que estão surgindo por aí. dois caras bons: felipe catto e pelico. ouvi os dois. diferentes. me identifiquei mais com o segundo. estilo arretado! diferente de muitos bons estilos que soam como novidade em nossos ouvidos. o cara é bom! mas, como dizia e assim deveria ter deixado dito, a Rosa gostou, e fim de papo.  não disse. achei pouco. assim postei logo abaixo um muito da vivência e experiência do cara.  escutem-no, leiam-no (risos) e tirem as suas conclusões. o cara é bom ou não é ? – 1berto de almeida

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Da zona leste à oeste, de Roberto Carlos a Beatles, passando por Cartola: o repertório de influências do cantor e compositor paulistano Pélico parece a princípio contraditório. E é. Está aí parte da senha para desvendar sua intensa produção, que aos poucos deixou o circuito dos pequenos clubes da cidade e seguiu para horizontes mais amplos.

Não à toa, Tom Zé, o mais paulistano dos cantores baianos, o chamou para participar de seu disco, “Tropicália Lixo Lógico”, em 2013, ao lado de nomes de destaque da música brasileira: Malu Magalhães, Rodrigo Amarante e Emicida. Pélico carrega dentro de si uma pequena capital, com um tanto dos bares, avenidas e personagens da cidade – especialmente o que lhes passa pelo coração – escondido em cada melodia. Coisas que doem e inspiram, tal qual a realidade da metrópole.

Foi em 2006 que deu o pontapé oficial à carreira, ao iniciar a apresentação ao vivo das músicas que iriam compor “O Último Dia de Um Homem Sem Juízo“, lançado em 2008. O título mata a charada sobre sua decisão de investir no que o movia desde os tempos de menino, quando acompanhava a programação popular no rádio da mãe. Embora já tivesse direcionado sua vida profissional para a área, trabalhando em estúdios, divulgar seu trabalho autoral foi um caminho sem retorno. Era por ali que Pélico queria seguir. E assim está sendo.

O ano de 2011 marca mais um lançamento. Desta vez, do íntimo “Que Isso Fique Entre Nós“, que revela o que há de mais dolorido e intenso nas relações humanas, muito além dos conflitos amorosos. Com arranjos elaborados e a presença de instrumentos que o diferenciavam da onipresente guitarra do disco anterior, como a tuba e o clarinete de “Ainda Não É Tempo de Chorar”, o disco recebeu críticas favoráveis dos maiores veículos nacionais. A faixa “Não Éramos Tão Assim” foi parar na lista das melhores músicas do ano, pela Revista Rolling Stone Brasil.

Em 2013 produziu, em parceria com Jesus Sanchez, também seu baixista e produtor musical, o disco do cantor Toni Ferreira, lançado pela Universal Music. Entre as faixas do álbum, duas de sua autoria: “Olha Só” e “Repousar”. No mesmo ano, Filipe Catto gravou “Sem Medida”, em seu DVD ao vivo no Auditório Ibirapuera.
Às próprias composições, somou homenagens a nomes que influenciaram sua carreira, com a trilogia de versões em vídeo para Cartola, Lulu Santos e Caetano Veloso. Ainda no universo de outros autores participou, ao longo dos anos, de tributos a grandes cantores brasileiros, entre eles Raul Seixas, Cássia Eller, Luiz Gonzaga e Ângela Rô Rô.

Em abril de 2015,  quebra o jejum de inéditas e lança seu terceiro disco, “Euforia“.

Foto: Jonas Tucci

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