pode ser o país do carnaval…

pode ser o país do carnaval…

foi assim mesmo. não tenho outra lembrança. o país caminhava para onde hoje se encontra. nada de novo no front. nada de mudança de rumo. tudo que começa bem acaba bem. nos porem começamos mal. desde esse aí “nós porem”.

não espero outra coisa que não seja essa que vem por aí. outro dia um colega me perguntou se eu acreditava que depois que o cabral anunciou terra à vista, estamos ainda hoje pagando essa a prazo.

sinceramente. a minha esperança não morreu ainda. todos os dias dou uma passada no meu quintal para saber se ela está precisando de mais agua ou menos sol.

a água a que me refiro nada tem a ver com essas que faze tempo que não corre dos meus olhos. tempos não, pouco mais de um ano. os motivos não me convêm aqui ressaltar. falo da esperança que carrego comigo e n ão consigo esquecê-la no bolso da camisa do peito quando saio de casa.

chico buarque tem razão. tem dias que a gente se sente mesmo como quem partiu ou morreu. tem razão em muitas coisas. sobretudo quando fala em suas músicas o que povo gostaria de falar, mas não tinha como.

mas esqueçam o chico compositor de algumas obras inesquecíveis. agora chico é escritor. ruim não, um escritor razoável. ainda falta muito para ser tão bom na literatura quanto foi bom um dia em música popular.

a esperança. essa um dia ainda vai morrer nos braços da ansiedade ou do desespero. que país foi este?! a lembrança desse país não deve passar por aqueles dias em que eu soldado raso vi alguns “desparecidos” na minha frente como se fosse uma miragem. nem chamar a polícia poderia. o ladrão também não. todos estavam ocupados em roubar a nossa esperança.

 está ficando difícil suportar tudo isso. muito. mas eu perder a esperança? nunca. agora que essa preciso encontrar é uma certeza. pois a que brotava em no meu quintal acabou de voar em buscar de melhores ares. e esses sem o mal do corona.

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