POEMA AGUDO E VAZIO DE PAULO LEMINSKI

POEMA AGUDO E VAZIO DE PAULO LEMINSKI

Não precisava, mas repetir eu vou: acho Paulo Leminski um poeta arretado! Econômico e direto como um chute do infalível Bruce Lee. Não precisa de muitas palavras para dizer sobre silêncio que habita nele. O enche. Nada de palavras desnecessárias. E para ele, em muitos casos, todas as palavras são desnecessárias. Agora, por exemplo, não saberia dizer melhor que esse poema cortante como navalha afiada. Tudo ele disse. Tudo eu digo com as palavras dele. A poesia dele.  O silêncio se cala. O silêncio nem se pronuncia. Tudo foi dito. Paulo Leminski tem dessas coisas: o corte é tão rápido e certeiro que nem chega a doer. Mas que dói, não tenha dúvidas, uma dor que as palavras não conseguem descrever. Nem o silêncio. Ele fica sem palavras.

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