Poema (ou tentativa) para a tua alma feminina…

Estás distante porque eu sou a distância

E purgo-me disso todas às vezes de sofrer teu nome, tua face. Meu desespero enterra-se na praia onde, altas horas da manhã,

vens tomar sol e molhar os cabelos.

Estás distante, como a minha ira

está de devorar a si mesma. Estás distante, como a minha angústia de compreender suas razões. Estás distante. E eu sou a distância que não te ampara,

porque deste amparo foges.

Eu sou a estrela incandescente,

enquanto vagas em silêncio como o alto mar. O dia em que te encontro, nas minhas imaginações e fingimentos, nas minhas representações que invento para aplacar minha fúria, é um dia grosseiro, tosco,

sem respeito e sem Deus…

Porque, quando o dia em que

te encontro não é o que invento, és a deusa contida em uma nuvem fria. E eu guerreiro que,

ao te tocar, te virginiza!

 

 

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