porque me ufano dessa cumplicidade com o meu silêncio!
Ele, o livro, diz tudo sobre o meu silêncio...

porque me ufano dessa cumplicidade com o meu silêncio!

david e o que me restou do silencio picasa livroRESPEITO TUDO AQUILO  que me diz respeito. Ou não. Aprendi desde criança a respeitar os contrários. As ideias. Pensamentos. Até mesmo atos. Sempre me dei respeito e exigi respeito desses que respeitei. Somente tu sabes o respeito que mereces. Eu sei. Tenho um nome a zelar. E muito. Os meus em especial sabem. E pouco me importam os seus.

 És Bolsonaro e eu não sou Lula nem Haddad. Mas e daí? O meu respeito não passa – nem fica – com eles. A pessoa. Tu. Essa eu respeito. E assim faço porque não quero que desrespeites a mim. Tudo de minha parte merece respeito. O meu em especial. Não poderia ser diferente. Nada de admiração. Essa é fútil. Respeito. Esse é necessário.

Sou um sujeito que anda de cabeça erguida. Sempre. Fitando os andes. Moral e financeiramente não devo a ninguém. Nem a Ali Babá nem aos seus quarenta ladrões. Cem. mil. milhão. Zil.  Se me acham chato eu não estou nem aí para esses. Respeito o seu direito de chato me achar. Apenas. Assim como esses devem aceitar o fato deste MB não estar nem aí para eles.

 Vivo bem. E muito. Não tenho porque esconder. Vivo bem comigo e com os outros. Sobretudo se esses outros forem os meus. Não tenho medo de me perder no caminho. Esse eu conheço de cor e salteado. Todos seus atalhos e armadilhas. E nesse tenho confiança. Eu gosto da palavra. Confiança. Essa não se pode perder. Nem em si nem nem dó. Nem lá nem sol. Só.

Não sou de fazer deste espaço divã de analista. Por isso muitos dizem que pouco ou quase nada falo de mim. Não acharia interessante espalhar pedaços meus neste espaço. Não seriam interessantes. Não sou interessante. Também não peço que confiem nessa falta de desinteresse que digo existir em mim. Sou assim mesmo. Perdendo a confiança a primeira vez nem me venha falar de colar os seus cacos. Difícil uma segunda. Muito difícil. Tão difícil que acho ser a sua reconquista tão difícil quanto um prometeu que mesmo acorrentado pagar uma promessa.

 A confiança é isso mesmo com ph de Pharmacia. Perdeu não se encontra mais. Fica naquele tudo bem aconteceu. Mas o caminho é o mesmo. Volto e a reencontro no mesmo lugar. Mentira. Muitos candidatos mereceram a minha confiança. Na volta se perderam. É aí que posso contrariar o famoso escritor que chorava pelo olho de vidro. O dele.

 Estou mais que nunca aprendendo a viver só comigo e muito bem acompanhado. Se alguém estiver me acompanhando nessa estrada será melhor ainda. Se estiver dividindo o silêncio comigo me deixará sem palavras. Um silêncio cúmplice e fiel. Tipo que não abre a boca nem para pedir silêncio.

Não quero nem pretendo mudar essa maneira somente minha de ser. Esse andar que não se parece com nenhum outro, Esse olhar que procura ver o essencial e mesmo assim não raras vezes se conforma em apenas ver. Todos mudam. Todos são águas do mesmo rio. Passam. Nenhum consegue se banhar com o mesmo sabonete que dentro do rio caiu. Vou indo. Seguindo. Pode até ser que lá na frente precise pegar um atalho. Mas pouco importa. Não vou demorar para encontrar o caminho de volta. Aquele. Sempre aquele em que demos o primeiro passo.

Assim segue a humanidade. Sou humano. Logo vou seguindo. Um silogismo ou algo parecido. Não importa.  Não sou de gritar. Não grito. Os que gritam desconhecem o poder do silêncio. A sua importância. Mais: quase nunca esses estão com a razão. E não venham me dizer que preferem o bom-senso. Não a razão.  O bom-senso sem a razão é tolice.

 Às vezes o meu silêncio está querendo fazer barulho em horas inconvenientes. Mas não quero acordar o vizinho com os gritos do meu silêncio. Calo-o.  Estou bem. Nunca estive tão bem por dentro e por fora. Só espero que a confiança na humanidade não continue me pregando novas peças. Besteira. Penso em seguida. Nunca confiei mesmo nela. Faço parte dela? tudo bem. Mas não por inteiro. Sou imperfeito. Pedaços. Esses que encontro quase sempre em cada palavra escrita. Em cada verso ensaiado. Em cada desejo de voltar ao começo.

O resto? esse aproveito para encher os buracos que costumo deixar entre uma palavra e outra. Fui. Pausa. Mas 1berto vou continuar sendo. Sempre.

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