Quadrilha ou Escola de Samba Junina? Enredo e Comissão de Frente?! Forró ou Samba?

Quadrilha ou Escola de Samba Junina? Enredo e Comissão de Frente?! Forró ou Samba?

Luiz Antonio é carioca. Da gema? Perguntei-lhe antes de começar estas mal-traçadas. É claro, respondeu ele. É claro ou clara?  A clara se casa melhor com o ovo. Ele sorriu. Luiz Veio passar os festejos juninos na cidade onde se realiza o “Maior São João do Mundo”. Campina Grande. Pausa. As aspas no “Maior São do Mundo” é dele.   Mesmo não sendo suspeito, pois moro na capital do Estado da Parahyba e nada tenho contra Campina Grande, não me arvoro a dizer que ali se realiza o “Maior São João do mundo”. O tamanho do São João depende do estado de espírito de cada um. Fim de parágrafo.

Luiz Antonio se disse espantado com o que viu. Não estava falando, depois me diria, do tamanho do São João que vira e o São João que imaginara. Num sabe aquela sensação que a gente sente de que aquele lugar ou evento ou coisa que valha ser visto pela primeira vez já fora visto antes dessa vez primeira? Pois foi.  Foi essa sensação que ele me disse ter tido (cacofonia feladaputa, 1berto) ao se deparar pela primeira vez com a visão do “Maior São João do Mundo”.

Luiz Antonio ficou meio-assim, naquela dúvida se perdeu o seu tempo ou chegou por aqui num tempo que não era ainda o seu. O Maior São João do Mundo que viu, segundo o próprio, todo ano ele assiste em outro período, o carnavalesco, naquele sambódromo famoso do Niemayer. Não entendi? É claro que o dito por ele há muito fora dito por este Malabarista de Palavras: sou mais assistir ao maior desfile “Junino de Samba” no Sambódromo de Niemeyer!  

 Ele fala sobre o concurso de quadrilhas e o compara a escolha da escola de samba campeã do carnaval carioca. Nenhuma ou pouca diferença. É isso que vocês chamam de “quadrilha junina”? Fiquei assim-assim com esse “é isso” dele. Mas não houve no “é isso” dele, podem crer, nenhum tom de desprezo.  Não quis – um bom nível ele tem – dizer com esse seu “é isso” que o concurso de quadrilhas juninas não passava desse “é isso?” mais duvidoso que interrogativo. Tanto que nem pensou em pedir desculpas aos presentes pela forma com que viu o maior São João do Mundo pela primeira vez: “é isso”?

 O que despertou esse ar de “déjà vu” de Luiz Antonio, explicou-me em seguida, foi o fato de esperar assistir a uma festa genuinamente junina, que infelizmente não assistiu.  Sentiu-se como se estivesse assistindo ao desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, sua cidade natal, no carnaval, disputando o título de primeiro lugar. Uma quadrilha junina com enredo?! Foi isso que ele viu e, com uma data vênia pedida aos poucos que discordam dessa visão, muitos assim também vendo estão.

 Uma quadrilha junina com carros alegóricos e porta-bandeiras? Não vai demorar muito para isso acontecer. Uma comissão de frente, experiente ele percebeu, isso já existe. Disse ainda que sentiu a falta de um “apito” para animar mais ainda os “quadrilheiros”. A propósito, também não viu nem ouviu, assim como desejava, os gritos animados de “en avant tous” e “en arrière”. – esnobou no francês – que marcaram as verdadeiras quadrilhas juninas de que ouvira falar um dia. Decidiu. Não mais virá ao Maior São João do Mundo. Ficará com o desfile das escolas de samba de sua terra. Uma certeza, porém, ele leva consigo: se colocassem um mestre de bateria, jura que sanfoneiro, zabumbeiro e triangueiro não atravessariam tanto o… Forró ou o samba?

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