queremos as nossas vidas de volta!

queremos as nossas vidas de volta!

vocês estão acostumados.  ou não estão. mas todas às vezes que resolvo falar na peste corona e nessa quarentena que vêm nos roubando as vidas, nunca deixo de reafirmar que também venho (é um vai e vem da gota serena) tirando essa de letra. assim mesmo. essa. escrevo no singular para depois acrescentar que o melhor seria o plural: letras.  pois é. são muitas as palavras que fogem das pontas desses dedos nervosos e se espalham nesse singular espaço plural.  a coisa está ficando mais feia do que a china pintou. são quase três meses de castigo para esses olhos acostumados com a liberdade para escolher as suas cores preferidas por aí. 

mas acontece é que essa coisa chamada de pandemia do corona tem-nos roubado a paz e quase o sossegou. tão lembrados da música do mirabeau? esse que estarei lembrando nas próximas mal-traçadas? pois é. “você roubou meu sossego/você roubou minha paz…”.  em nosso caso, porém, a bela música do mirabeau fica por aí. nada do “com você eu fico a sofrer, sem você vou sofrer muito mais”. sem a corona? nós iremos viver, agradecer a deus pelas nossas vidas de volta! 

a verdade é que essa peste do corona, além de rouba a minha confiança em novas manhãs, roubou também   boa parte do meu característico humor. passam os dias e ele, a corona, como uma praga que parece – apenas, apenas – que veio para ficar, vai por aqui ficando. se é triste? imaginem! tristíssimo.  as notícias são as piores. tanto que tenho evitado piorar a minha aversão – também tem muito de medo – por essa peste que veio lá da china, evitando saber as novas – todas velhas, desconfio – notícias sobre esse ainda não velho conhecido nosso. 

se ligo a minha janela aberta para o mundo –  mesmo sendo em cores –  e espalho o meu olhar curioso na tela dessa emissora que muitos infelizmente ainda por ela se veem, desligo-a de imediato para que medo contido não se transforme em pavor. sente-se nas caras lisas de seus âncoras a alegria em nos dizer que nas ultimas vinte e quatro horas tantos foram trocaram de roupa e se mudaram para outra cidade por obra e (des) graça desse vírus sacana. 

não é a hipocondria que não raras vezes carrego comigo. não a responsabilizo por esse ato espontâneo que move o meu indicador – o dedo –  sobre o controle dessa “máquina de fazer doidos”.  também não é falta de controle que todos estão vendo e muitos sentido desse peste que nem tarde e fora de hora deveria por aqui ter chegado. ah, meu amigo! são as nossas vidas que estão paradas no porto do medo! cadê os ventos da manhã que balançam as velas do barco da nossa esperança? não temos tempo perder. queremos as nossas vidas volta.

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