refletindo diante do espelho do meu banheiro

refletindo diante do espelho do meu banheiro

Amanheci!

Mas nada de pegar a viola e botar na sacola. Assim como fez aquele cantador. Não ando com sacola. Às vezes de saco cheio. Saco. Viola e saco nas costas é coisa de cantador. Não sou. Amanheci em mim. Natural. Todos os dias isso acontece. Primeiro, aqui dentro. Depois, lá fora.

Diante do espelho do meu banheiro me divirto. Sorrio para descobrir o cara sério que sou. Faço caretas para ficar bonito. Reflito. Nessas ocasiões nem lembro que esse  vaso sanitário é o meu trono. Ali estaria mais bem acomodado. Acredito. A melhor reflexão, porem, nesse momento, é em pé. E assim estou.

Não fico filosofando e perguntando como um Hamlet enlouquecido quem é aquele homem que está do outro lado. Um reflexo apenas. Nada de filosofia ou poesia nesse momento. A minha reflexão não passa por ai. Nem por lá.

Hoje  serei o mesmo homem? a resposta não poderia ser outra: não sou. Somos um projeto em eterna busca de melhoramento. Assim somos nós. Não é olhar-se no espelho e sentir-se mais novo. Não basta. Por fora tudo é muito fácil. Nem de plástica se precisa. Apenas “sentir-se” e fim de papo.

Mas o sentir ai só acontece por dentro. Por fora é máscara. Fantasia. Pois é. Sinto-me assim por dentro. Novo!  Muito. Mais forte do que nunca.  E se não tanto é porque ainda é cedo.

Estou amanhecendo… Estou amanhecendo… Estou amanhecendo…

Ainda.

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