Se a vida levantar a perna para me dar um chute, chuto a outra perna dela!

Se a vida levantar a perna para me dar um chute, chuto a outra perna dela!

NÃO SEI SE TAMBÉM ACONTECE COM VOCÊS, mas, comigo, nem sempre. No entanto, sendo um homem imperfeito como todos os demais, projeto de Deus que não deu certo, vez em quando me pego sem vontade de seguir em frente. Pausa. Se é por isso que ando devagar, por que um dia tive pressa? Nada disso. Quanto a isso, podem apostar: nunca fui um sujeito apressado.

POR ISSO MESMO, sem essa pressa comum aos mortais, desafio quem tenha me visto com aquele estranho ar de ansiedade no rosto, ou preocupado com a busca de um lugar futuro.  Sei que tudo tem seu tempo. Tá escrito assim no Livro Sagrado para muitos. Nós temos o nosso.   E este MB, como vocês pode ler nas entrelinhas, tem o tempo dele.

A VERDADE É QUE ULTIMAMENTE TENHO ANDADO SEM AFLIÇÃO, estado esse em nunca estive. Assim, aflito, esse que nada tem a ver com o Estádio do simpático Náutico Capibaribe. Entretanto, se for necessário, podem anotar: sou capaz de matar o cachorro que passar na minha frente com um grito apenas. Um e somente um.

TENHO SENTIDO QUE A TELEVISÃO TEM ME FEITO UM MAL DANADO.  Tudo bem. O remédio é saber usar essa “máquina de fazer doidos”.    Por isso mesmo tenho preferido rever velhos filmes e ouvir, esses mais velhos ainda, os diletos Lps meus. João Gilberto, Gilberto Gil, Alaíde Costa, Itamar Assumpção, Premeditando o Breque, Rumo, Jards Macalé…. Vocês sabem. Uma coisa é certa: esses “marginais” não mereciam nunca o esquecimento. E, fossem um dia por isso – são “marginais”, ora bolas! –  presos, seriam na cela do coração.

POR QUE, AFINAL, ESTOU NUMA FASE DE REVIVAL? Não estranhem. Melhor rever o velho bom e não raras o ótimo, a assistir ao novo pela primeira vez apenas pelo fato de ser novidade. Por aí. Os meus livros preferidos continuam os mesmos. Os discos? Acabei de citar alguns. Peças teatrais? Nunca mais. As novas não são boas, e as boas não são novas. Assim como os filmes e livros que acabei de espalhar por aí.

CONFESSO QUE ESTOU NUMA FASE QUE PRECISO ESCREVER E LER mais para ilustrar o livro da memória. Ó tempos! Ó costumes!  Ajudas aí, meu bom Cicero! É o tempo, Cícero, esse senhor bonito como as caras dos meus filhos e netos que não me dá tempo para nada. Ah, se eu pudesse, como um dia desejou o meu poeta Mario Quintana, agora que passaram 50 anos, com esse dever chamado vida que eu trouxe – todos trazemos – para fazer em casa, “Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas”! Se poeta eu fosse, repito, pois somente os poetas sabem e podem fazer isso. Eu não. Então sigo carregando os meus mortos no corpo inteiro. Nada de carregar “apenas” do lado, mas no corpo inteiro.

VOCÊS NÃO SABEM – nem todos, nem todos. - o que é caminhar se equilibrando na linha da vida, temendo que o vento da esperança não raras vezes ingrato, sopre contra e nos derrube nos primeiros passos. Sei não, sei não…  Ora bolas! sei não mesmo. Mas a vida parece que começa mesmo depois de sessenta. Portanto, com todo o respeito aos mais novos, desejo que todos envelhacam. E logo!

ETA VIDA BESTA, MEU DEUS!

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